A VALORIZAÇÃO DA VIDA

Falar sobre a valorização da vida é algo muito complexo, primeiro porque a vida é complexa, somos únicos, parecidos, mas intrinsecamente diferentes. Com sentimentos, como todo ser humano, mas com intensidades totalmente distintas de sentir, agir e lidar com as diversas situações da vida. Somos semelhantemente diferentes.

Segundo porque a vida não é só este corpo, é uma existência, é alguém que sonha, que tem um papel em determinada família ou mesmo na sociedade. É alguém que existe, e vive não só para si, mas também para os outros, seus familiares, igreja, amigos etc. E quando uma vida se encerra, falamos de vidas, pessoas, sonhos, familiares, que vão ser impactados por uma perda, e não apenas de alguém que faleceu. Ana Claudia Quintana Arantes tem uma frase, em um dos seus livros que eu gosto muito e que resume bem esta questão:

“Seja como expectadores, seja como protagonistas, a morte é um espaço onde as palavras não chegam” (ARANTES, 2019, p. 61).

Pois como eu disse, não se trata apenas de uma vida física, é muito mais, é uma existência que vai deixar um buraco na vida de muitos. E vai fazer com que nós nos calemos diante de uma realidade, que com certeza, nós sabemos que um dia vamos enfrentar, embora custemos a aceitar, que é a morte. No final, poderíamos definir o suicida como alguém que desistiu da sua história, de tudo o que ele poderia ser e realizar durante sua existência.

A questão do suicídio é também um tema bem complicado, pois se trata de uma dor que nós não conseguimos sentir. Você pode ter a maior empatia do mundo, mas mesmo assim, impreterivelmente, você nunca vai entender a visão de mundo como o outro. Somos solitários em nosso sentir, o que sentimos e passamos, é único, é só nosso e com isso, a questão se torna complexa. Pois como resumir em palavras, algo que só é possível ser explicado com os sentimentos de quem está passando pela situação? Não é possível, mas é possível nos posicionarmos de forma assertiva, como ajuda, e não como mais um problema.

A primeira forma é combater o senso comum, que define o suicídio de forma rasa e inverídica. Que acredita que o depressivo é alguém que não tem muito o que fazer.

É importante entender que o depressivo é antes de tudo alguém que sofre de algumas disfunções, seja de ordem química, psicológica ou por conta de dilemas pessoais. E só é possível combater as opiniões equivocadas através da informação e da pesquisa. É procurar respeitar o sentir de cada um e dialogar, da mesma forma como gostaríamos que dialogássem sobre os nossos problemas e falhas. É tratar o outro, como gostaríamos de ser tratados. Entendendo que a depressão não é uma brincadeira é algo sério, que precisa de atenção e de cuidado.

Em segundo lugar, é preciso refletir que no final, quem pensa em morrer, não é alguém covarde, e sim, alguém que apenas está procurando a solução para uma dor, e vê na morte, a única saída.

Por isso que, se nós, através do nosso posicionamento, não nos colocarmos como apoio, auxilio e resgate, vamos deixar que a morte leve antes do tempo, uma história, alguém que poderia fazer algo, seja para os seus amigos ou para si. É uma história que acaba se interrompendo, por falta de ajuda, da nossa ajuda. Valorizar a vida, é antes de tudo dar valor a história de alguém que possui sonhos, e desejos, e que por conta de um problema, acaba por querer encerrar a sua vida.

É preciso aprender a olhar as pessoas e entender, que no final, podemos sem querer estar vendo nossos pontos de vistas pessoais, e não o que a pessoa está realmente sentindo. Precisamos aprender a ouvir sem criticar, apoiar sem julgar, e entender o imenso universo que cada um é.  

Valorizar uma vida, é antes de tudo, saber olhar para alguém único, que pode não estar conseguindo gritar por socorro.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana. Claudia. Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver: E um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019.

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A ARTE DA COMUNICAÇÃO

“Comunicação significa, realmente compartilhar de si mesmo com outra pessoa” (MCDOWELL, 2001, pg. 47)

Gosto de um canal do Youtube onde o autor analisa a linguagem corporal de diversas pessoas com o intuito de conferir se o indivíduo fez um discurso verdadeiro ou não. Pois nem sempre as palavras traduzem de forma exata o que o corpo está dizendo, não são só as palavras que comunicam, o corpo também comunica.

Comunicação é a base de tudo, em um casamento que não há comunicação, com certeza há muito caos. Em uma empresa onde não existe diálogo, não há ordem, não tenha dúvidas.

Um bom comunicador se preocupa em se fazer entendido. Quem realmente se importa com o que está falando, com certeza se adapta ao estilo das pessoas, e procura se expressar de uma forma no qual todos entendam. Tudo vai de como você se porta, da maneira que você vê os outros e percebe como existirá sempre a possibilidade de não nos entendermos. Seja porque falamos bem, ou por não falarmos tão bem assim, é preciso muita humildade nestas horas.

Comunicar é falar um pouco de si, principalmente através de atitudes e de como vemos o próximo. Como apontei no começo do texto, não são só as palavras que comunicam, nosso corpo, nossas atitudes e como nos importamos com as pessoas, também comunicam. Nossa maneira de ser fala muito mais do que nossa própria mensagem, as palavras de um discurso podem ser escritas, e construídas de uma maneira cuidadosa e minuciosa, mas dependendo de como transmitimos, podemos sem querer estar comunicando outra coisa.

BIBLIOGRAFIA

MACDOWELL, Josh, Aprendendo a amar: Sexo não é o bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

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SEJA A MENSAGEM

“A sua vida pode ser a única Bíblia que o seu amigo lê” (STROBEL, 2001, p. 149).

Já tive a oportunidade de ver muitos novos convertidos com aquela sede de transmitir a palavra as pessoas. A experiência tinha sido tão importante em suas vidas, que eles acabavam querendo espalhar para todos os conhecidos a novidade. O real encontro com Deus nos faz querer evangelizar e contar as boas novas. O problema é que nem sempre um novo convertido faz isso da forma adequada, nos primeiros anos, não é incomum ver estes animados cristãos ofenderem, imporem ao invés de dialogar. Terminando por fechar inúmeras portas. Afinal, ninguém gosta de imposição.

Conheci muitos cristãos que ao invés de evangelizar, ofendiam, acusavam, apontavam erros, e por fim, acabavam sendo legalistas. Em uma atitude que poderíamos apelidar de “evangelizar as avessas”. As boas novas do Evangelho, antes de tudo, significam, “boas notícias”. Tudo começa com uma boa notícia, com uma palavra de esperança, com a notícia de que “nem tudo está perdido”. E não com imposição, ou com a afirmação de que todos vão para o inferno. Já vi gente pregar esta notícia com um sorriso no rosto. Como se fosse prazeroso pensar na possibilidade de ver pessoas ardendo em um lago de fogo.

A maturidade é um ponto fundamental na fé cristã, por isso que, novos convertidos devem ser sempre discipulados, devem aprender a verdade do evangelho, e entender que somos responsáveis por transmitir a palavra, sem impor. Quando entendemos a nossa responsabilidade, não nos sentimos felizes por vermos pessoas recusando a palavra de Deus.

A citação do começo do texto é do Lee Strobel, do livro “Inteligência espiritual”, e segundo o autor, é um ditado conhecido na região onde mora. Uma frase que sintetiza não só como devemos levar a nova vida cristã a sério, mas qual é o impacto de quem busca ter uma vida alicerçada na palavra.

A melhor pregação que podemos oferecer as pessoas é a nossa própria vida. É darmos o exemplo, falar só por falar, não dá efeito. Não podemos forçar ninguém a seguir Jesus, precisamos, sem dúvidas, respeitar gostos, opiniões e pontos de vista. Contudo, quando a nossa vida é alicerçada na palavra, você não precisa nem falar. A sua fala vai ser só um complemento quando a pessoa perguntar algo sobre a sua fé.

Não existe fórmula para falarmos de Deus, pois cada caso é um caso. Entretanto, o exemplo é um bom ponto de partida. Só não se esqueça que, para que a nossa vida possa transmitir a mensagem, precisamos estar realmente centrados na palavra.

Quem não vive o evangelho, só vai poder falar. Quem vive, não se preocupa, se concentra em ser, deixando que Deus proporcione a melhor oportunidade para ele falar, e completar a mensagem que a sua própria vida já traz.

BIBLIOGRAFIA

STROBEL, Lee, Inteligência espiritual: Como alcançar os que evitam Deus e a igreja, Editora Vida, São Paulo, 2001.

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O FRACASSO DO SUCESSO

“O sucesso sempre foi um grande mentiroso” (Nietzsche) (PERCY, 2011, p. 21).

Um dos nossos grandes desafios é justamente definirmos a palavra sucesso. E isso acontece principalmente porque o termo em si aponta para o nada. A palavra para ter um significado coerente, precisa antes de tudo, pontuar o conceito, delimitar onde alguém quer chegar, para depois resumir se alguém teve sucesso ou não.

O que é sucesso afinal? Uma coisa eu sei, sucesso não é fama, e sim, termos êxito em alguns planos, é conseguir chegar no ponto no qual planejamos chegar. Eu por exemplo, troquei de profissão. Em uma altura da minha vida, decidi ser professor e mergulhei nos estudos a fim de ter sucesso nestes planos, e consegui. Para outros, o sucesso pode ser empreender algo. Criar bons hábitos, enfim, o significado vai variar de pessoa para pessoa. No final, a palavra está condicionada aos nossos planos e anseios, por isso que, para a palavra ter sentido, precisamos conhecer a pessoa e os seus projetos.

Tal como o termo, o próprio sucesso é algo efêmero, algo muito transitório e fraco. Que de uma hora para outra pode mudar, pode existir e também cair por terra como um castelo de areia. Ter isso em mente, é viver mais leve, lembrando que o processo e a dedicação devem ser constantes.

Outro problema que uma pessoa de sucesso tem é que, dependendo da pessoa, ele eleva o sujeito, coloca-o em um pedestal, sendo este o começo do fim. A vida já é intrinsicamente complicada para nos colocarmos em pedestais. O camarote privilegiado, nos deixa solitários, nos separa das pessoas e não permite que dialoguemos, e com isso, deixamos de aprender.

Não existe algo mais fatal do que a consciência que se considera superior as outras. Não somos grandes, somos crianças crescidas, brincando de saber, mas que no final, sabem pouco. Mas ao nos unirmos, podemos caminhar juntos, através do diálogo, e assim, aprender, crescer e nos desenvolver.

É legal colhermos frutos de planos bem sucedidos. O perigo apenas é nos deixar ser hipnotizados pelo sentimento de superioridade. E este sentimento só se quebra, quando aprendemos a olhar e respeitar o outro.

O fracasso começa quando nos achamos superiores, e por mais que possamos nos considerar bons em algo, não somos bons em tudo, vamos morrer aprendendo. Sempre haverá alguém melhor que nós em alguma área, por isso, o sentimento de superioridade é falho.

O sucesso é um momento, é uma vitória, que pode passar. A vida é dinâmica, nossos planos as vezes mudam ou seguem em outras direções. Com isso, vamos novamente seguir buscando mais uma vitória. É um caminho sem fim, que vai levar você a uma eterna busca.

Por isso que eu creio que o verdadeiro sucesso é o sentimento de satisfação, seja você quem for, e o que você tiver alcançado. O sucesso é ser, é fazer, é viver leve, curtindo o hoje. No mais, são apenas conquistas que passam.

BIBLIOGRAFIA

PERCY, Allan, Nietzsche para estressados: 99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2011.

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JORNADA CRISTÃ 10: QUESTÕES SOBRE O SOFRIMENTO

O sofrimento faz um baita barulho em nossa vida, ele não só tira a nossa paz, mas também nos traz questionamentos, dúvidas e angústias. Nem sempre é fácil enfrentar o sofrimento, embora seja muito importante ter ferramentas e formas de transitar por este caminho tão complicado.

Conheci Philip Yancey em dias bem nublados, onde eu desesperadamente buscava respostas para enfrentar situações difíceis. Empreendi uma verdadeira jornada em busca de respostas, sendo que entre todos os autores, foi justamente em Philip Yancey e a sua profunda destreza em lidar com a dor e o sofrimento, que encontrei um certo tipo de alento.

O escritor é autor de uma grande variedades de livros, ele fala desde graça, como em seu livro “Maravilhosa graça”, sobre a fé em “Rumores de outro mundo” ou sobre Jesus como em “”O Jesus que eu nunca conheci”, entre tantos títulos, mas foi o assunto sofrimento que me motivou a ir em busca dos seus livros.

O primeiro livro que eu li do autor foi “A pergunta que não quer calar”, um livro não tão grande, embora seja por demais profundo. Sendo que a obra já se inicia perguntando onde está Deus? Onde o autor conta como perdeu o seu pai e acabou crescendo órfão. Depois deste livro, conheci muitos outros que abordavam assuntos variados, como mencionei no começo do texto, até conhecer o que considero a sua obra prima, “Decepcionado com Deus”, um livro tão profundo, quando centrado e coerente.

No livro Philip trabalha de forma bíblica o sofrimento, narra fatos reais, decepções que realmente aconteceram, respaldando sempre o assunto com a palavra, deixando a Bíblia como centro de tudo, mostrando que as vezes as nossas suplicas no sofrimento, são tentativas de encaixar Deus em nossa limitada visão. Gosto de uma passagem, quase no final do livro, que fala justamente desta nossa estreita visão:

“A dor estreita a visão. Sendo a mais pessoal das sensações, ela nos força a pensar quase que exclusivamente em nós mesmos” (YANCEY, 2004, p. 252).

Não é fácil passar por um período de sofrimento e de maneira alguma eu quero simplificar os muitos momentos difíceis que muita gente enfrenta, mas uma coisa é verdade, as vezes o sofrimento faz com que vejamos só a nós, nossa situação e nossos questionamento. Esquecemos de confiar em meio a dor, de crer em Deus, apesar dos problemas.

É até contraditório seguirmos a Deus só porque temos uma vida boa, atribuindo tudo a Ele. E deixarmos de segui-lo, por crermos que Ele não agiu da forma com que nós achávamos que Ele deveria agir. Ou aprendemos a confiar nele, ou seguimos a mercê de nossas próprias vontades.

Com este livro eu não obtive só algumas respostas, mas também aprendi como devemos passar pelo sofrimento. Eu entendi que apensar da dor, ela não pode nos separar de Deus, e sim, ela deve nos jogar em sua direção, fazendo com que possamos confiar e crer em sua santa vontade ainda mais.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Decepcionado com Deus: três perguntas que ninguém ousa fazer, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004.

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A ARTE DE RIR

“Você realmente cresce no dia em que ri de si mesmo pela primeira vez” (Ethel Barrymore) (BONDER, 2010, p. 2).

O bom humor é uma ótima ferramenta, com ele você não só se diverte, mas consegue também fazer críticas e perceber contradições. Tudo de forma leve e descontraída. Além de também ser a marca dos fortes e inteligentes.

A capacidade de rimos de nós mesmos, não é tão diferente. Pois é quando aprendemos a rir de nossas falhas, que mudamos e nos aperfeiçoamos. Além de conseguirmos encarar de forma leve nossos erros e contradições. Não somos perfeitos, gênios e muito menos robôs.

A autocrítica é uma ferramenta poderosa, é só com ela que conseguimos mudar e aprender. E não é possível fazer uma boa autocrítica sem um pouco de bom humor ou mesmo ironia. Pois somos contraditórios, muitas vezes não vemos nossos problemas, apenas o defeito dos outros. Conseguimos apontar com detalhes todas as falhas do próximo, mas as nossas não (pelo menos sem sempre), isso não é irônico?

Somente quem é inteligente é que sabe rir e entende como é melhor deixarmos nossas dificuldades mais leves, já que o caminho da mudança nem sempre é fácil. Não podemos perder a nossa paz por pouca coisa, e também, não podemos nos cobrar, exigindo uma perfeição que não existe.

Aprenda a rir de suas falhas e más decisões, descubra como é possível transformar o fracasso em um momento mais leve descontraído. Sendo que é possível, em meio ao riso e a descontração, apararmos todas as arestas e seguirmos rumo a mudança.

Rir é bom, agora, rir de nós mesmos é fundamental, para assim percebermos nossos erros, e caminharmos direção a alguns acertos.

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, Exercícios D’alma, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010.

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FALSO OTIMISMO

“Quando nos forçamos a ser otimistas o tempo todo, negamos a existência dos problemas. E quando negamos nossos problemas, nos privamos da chance de resolvê-los e de criar felicidade” (MASON, 2017, p. 94).

Conheci uma pessoa que não conseguia dormir sem antes ouvir alguns áudios de pensamento positivo. Ele me enviava sempre estes materiais, que de acordo com a sua crença, serviam para desenvolver o poder da mente. Segundo estes adeptos, é preciso pensar positivo, para que assim você consiga atrair as coisas boas para a sua vida. Quando tudo estiver ruim, basta pensar positivo e usar o poder da mente para modificar a sua realidade.

Eu não sou pessimista, mas uma coisa é verdade, a vida não é tão colorida assim, não adianta ignorar este fato. A vida, em alguns momentos, é complicada, sendo que os problemas, quando surgem, batem de frente sem dó, você pensando positivo ou não.

Não temos saída, é preciso enfrentar os problemas, aprender a agir e a tomar as melhores ações para que tudo se alinhe. O falso otimismo só atrasa, e atrapalha a resolução dos impasses da vida.

É claro que é bom ser otimista, ter fé em Deus que tudo vai dar certo e que vamos conseguir sair das situações ruins, isso não é problema. O perigo é cultivar o falso otimismo, que faz com que fiquemos ancorados, sem agir, esperando que tudo dê certo, sem qualquer ação, o que é muito contraditório. Apesar dos termos serem semelhantes e constantemente confundidos, as duas coisas não são iguais. Quem acredita no pensamento positivo, crê que apenas pensando, você atrai coisas boas. Agora, quem é positivo e cultiva a esperança, vive a vida mais leve e feliz, seguindo, com muita fé em Deus, sempre em busca da solução.

Nunca foi uma boa solução fugir dos problemas. Adiar os dilemas só aumenta ainda mais a bola de neve. A vida é dura as vezes, eu sei bem, os problemas são injustos, pois eles nos encontram, nós merecendo ou não. Embora que no final, eles nos ensinem através dos dilemas e nos faz crescer. Aprendemos quando enfrentamos as situações, quando passamos por dificuldades e conseguimos resolver o caos. Não existe sensação mais prazerosa do que ver um problema resolvido, o sentimento de dever cumprido e a alegria de ver tudo alinhado, não tem preço.

O sofrimento é inevitável, você pensando positivo ou não, o falso otimismo só disfarça e engana a realidade. Mais do que pensar positivo, devemos aprender a agir, a mergulhar nos problemas e a não fugir.

Não existe vida colorida, mas com algum esforço, é possível deixá-la mais leve, e com a sensação de propósito, apesar das lutas. O caos é inevitável, mas como nos portamos diante do caos que vai fazer toda a diferença. E não é disfarçando a dor, com pensamentos positivos, que você vai conseguir.

BIBLIOGRAFIA

MANSON, Mark, A sutil arte de ligar o… Uma estratégia inusitada para uma vida melhor, Editora Intrínseca, Rio de Janeiro, 2017.

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LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

A inteligência humana pode ser medida com o quanto conseguimos aprender com as dificuldades. É inevitável passarmos por problemas, não temos como fugir, mas é possível aprender e crescer ainda mais quando descobrimos como encarar as dificuldades. Eu mesmo, tirei muitas lições, divido com vocês algumas delas, e espero que de alguma maneira elas sejam úteis neste momento tão complicado.

A primeira lição é que no fundo, não controlamos nada. O status, o dinheiro ou as aparências são passageiras, mudam conforme a vida vai seguindo. A coisa mais certa que podemos ter é que a vida é imprevisível, eis toda a certeza.

Por isso, solte este falso controle, ou esta sensação de que está tudo em suas mãos, e aprenda a seguir mais leve, confiando e colocando a sua fé apenas em Deus. Por mais que algumas coisas estejam em nossas mãos, no fundo, o inevitável é o mais certo, com isso, relaxar é mais benéfico, do que seguir como se você controlasse o seu barco.

A segunda é que precisamos aprender a não nos preocuparmos com o que não temos controle. Não adianta esquentar a cabeça pensando nas inúmeras catástrofes que uma pandemia pode trazer, se neste exato momento, você ainda não sofreu algum revés por conta deste caos.

Uma coisa é se preparar, se informar, é ter uma reserva financeira guardada, para caso você sofra algum problema, outra coisa é se desesperar sem motivo algum. Não antecipe problemas, se nada aconteceu, relaxe e confie em Deus.

A terceira lição é aceitar o momento presente, este é o ponto de partida para conseguirmos ir em direção do aprendizado e da mudança. É aceitando o sofrimento, as dificuldades e os problemas, que olhamos em volta, e procuramos o caminho para a solução.

É inevitável passarmos pelo sofrimento, sofrer é coisa da vida, mas é possível cultivar ainda mais problemas ao não aceitarmos certas situações. A negação duplica ainda mais as dificuldades, a aceitação abre uma porta para o novo, para a solução ou para a adaptação.

Em plena pandemia eu percebi que muita coisa ruiu. Algumas por não terem estruturas, outras por opção de alguém que não soube esperar, entender o momento e refletir. Não é fácil passar por problemas, não existe receita, embora que a própria situação possa nos ensinar.

Passei pela pandemia de forma tranquila, tentei ao máximo não me preocupar com o que não estava em meu controle, prezando mais pela minha sanidade.

Nem sempre é possível termos o plano B, as vezes algumas situações nos mostram que o melhor é descansar, e buscar em Deus o refrigério e o consolo.

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LIÇÕES QUE VOCÊ PODE APRENDER EM UMA LIVRARIA

Eu sempre vou em livrarias, seja para matar tempo, quando chego cedo em um compromisso ou para pesquisar boas obras. Entretanto, uma coisa que eu aprendi, depois de frequentar muito estes locais, é que se você entrar com pressa em uma livraria, você não vai enxergar nada.

Ir em uma destas lojas, para quem gosta de ler, é um prazer inexplicável. Eu mesmo gosto muito de comprar livros, por isso, algumas vezes eu passo horas pesquisando livros, autores e obras em livrarias ou sebos, que é como nós chamamos as lojas de livros usados aqui na minha cidade. Uma livraria tem muito a nos ensinar, o próprio ato de frequentar e procurar um autor em um destes locais, já são lições importantes, como vamos ver.

A primeira lição são os detalhes. Pois o excesso de coisas nos impede de vermos os pontos importantes. Quando você vai em uma loja de livros, ao olhar a estante abarrotada de volumes, você vê tudo e ao mesmo tempo nada. São tantos livros, tantos autores, que no final, é preciso muita atenção para conseguir olhar as obras e encontrar os temas que mais gostamos. Por conta da grande quantidade de temas, se não ficarmos atentos, podemos deixar de ver aquele autor fundamental, ou o material que gostamos muito. Olhar com atenção, verificar o nome dos autores e prestar atenção em todos os detalhes é a única forma de encontrar aquele material que vai fazer diferença em nossa vida.

Diante de tantas opções que o mundo nos dá, ou dos muitos estímulos e escolhas que temos. Podemos ficar perdidos e não percebermos as coisas que realmente valem a pena. A vida passa muito rápido, e por causa da correria, algumas vezes não vemos o que é essencial. Para aproveitarmos, precisamos aprender a ver, perceber os detalhes e nuances para assim identificar o que é importante.

O segundo ponto é ter conhecimento. São tantas coisas que o mundo oferece, que quando não conhecemos, podemos nos deixar levar por ensinos errados, que aparentemente podem parecer importantes, mas não são.

Assim como na loja de livros, onde precisamos conhecer os bons autores, é também na vida. Quando não conhecemos, deixamos nos levar por tudo e qualquer coisa. Nos impressionamos com qualquer capa, qualquer aparência, e depois quebramos a cara com o conteúdo. Se não prestarmos atenção e em meio a tanta coisa, não nos concentrarmos em todos os detalhes, nos deixaremos ser levados por ensinos e conceitos contraditórios e falhos.

O último ponto são os critérios. É preciso ter critérios para escolher, e critérios são construídos através do conhecimento, da informação e reflexão. Quem não tem critério, escolhe qualquer coisa, e acaba pecando pelo excesso e pela falta de conteúdo. Não adianta termos um monte de coisas que não nos acrescentarão em nada. Quem tem critérios, sabe o que quer, e pensa antes de escolher, buscando sempre a qualidade ao invés da quantidade.

Pior do que não ler, é ler qualquer coisa, é não aprender a refletir, e muito menos a mergulhar no conteúdo e aprender. É possível extrair lições de praticamente tudo, basta saber se posicionar e enxergar durante a leitura a lição escondida.

Gosto de olhar para a minha estante de livros e ver não só bons autores teológicos, filosóficos ou de entretenimento, e sim, de materiais que acrescentam e me auxiliam. Ter por ter, ou ler por ler é viver no automático, sem ter lições para a nossa caminhada.

A vida é muito curta para deixarmos de aprender e perceber verdadeiros universos, que só não são notados, por causa da nossa total falta de conhecimento.

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6 ANOS DE BLOG

Parece que foi ontem que eu resolvi montar o blog, e já se passaram 6 anos. As intenções com o projeto foram primeiramente, poder fazer algo, já que eu estava fazendo teologia, mas não tinha muita oportunidade. E em segundo lugar, me manter ativo. O blog me obrigou a estudar constantemente e a estar sempre produzindo. O meu maior medo, após formado, era estagnar. Com isso, ele acabou virando uma ótima ferramenta, que fez com que eu não caísse no ostracismo.

Por isso que nestes 6 anos, eu conquistei muito mais que visualizações. A primeira coisa foi o próprio hábito de escrever. Desenvolvi bastante a minha escrita, adquirindo não só a facilidade de escrever, mas também a habilidade de sintetizar leituras, aulas e lições, colaborando não só para o enriquecimento de materiais para o blog, mas também com o meu próprio aprendizado e posteriormente, com a minha carreira de professor.

A segunda conquista foi ter desenvolvido o hábito de estudo. Isso tem me ajudado em todas as áreas da minha vida. É com ele que eu aprendo, cresço e estou sempre me aperfeiçoando e me atualizando. Estudar é muito importante, estar sempre caminhando em direção ao inesgotável conhecimento é básico, pelo menos para quem deseja buscar sempre ser o melhor em sua área.

A terceira conquista foi o hábito de leitura. O blog, o desejo de aprender ainda mais e o medo de cair na estagnação, me impulsionou a buscar ler mais. Foi por isso que, desde 2014, tenho lido em média de 70 a 90 livros, entre livros que eu leio, e alguns que eu estudo. Isso ajudou a minha vida e a minha carreira.

Por fim, a lição que fica é que é fundamental cultivarmos bons hábitos. Não é fácil, mas é possível, e muito gratificante quando conseguimos.

Estagnar é muito fácil, basta relaxarmos e perdermos o ânimo, por isso que é importante estarmos sempre atentos e todos os dias ajustarmos nossa rotina, para que a nossa vida não caia na zona de estagnação.

É fácil perder a mão, não é difícil perdermos o foco, mas quando adquirimos um bom hábito, tudo se torna natural, parte da nossa vida, basta começar e seguir com persistência e disciplina.

Agradeço a todos que acompanham o blog, e aguardem, que tem muito texto pela frente.

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