ÉTICA

“Ética é quando você age certo mesmo podendo agir errado”

 Eu cresci em um contexto onde a frase: “o mundo é dos espertos” era lei. Com isso, era inevitável ver amigos tentando levar vantagem em tudo. A verdade é que desde novo eu nunca gostei muito desta frase, pois aprendi já cedo, a me colocar no lugar das pessoas, e ao me colocar, eu não me sentia feliz.

Quando eu escrevi este aforismo eu estava em um grande dilema, vendo amigos resolver certa situação através de atalhos e caminhos desonestos, sendo que eu preferi seguir o caminho certo, mesmo com a possibilidade de não conseguir resolver, o que acabou acontecendo.

Nunca me arrependi de pegar o caminho certo e sou consciente de que às vezes o meio certo de se fazer é o mais complicado, mais esburacado, e com muito mais dificuldades, contudo, eu nunca me arrependi de proceder de forma correta.

Aprendi com o tempo a não me vender, a não trair as minhas crenças, a tentar ter sempre mais ética do que emoção. Penso que viver de acordo com o que falamos, não tem preço. Quem pega atalhos perde a paisagem, deixa de aprender a lição que o caminho poderia lhe proporcionar, e acaba por não crescer.

Ser ético é ter a consciência de que você pode até perder, aos olhos de alguns, mas você está ganhando, por estar agindo conforme acredita, crendo que o caminho do jeitinho, da desonestidade, não é o melhor.

Eu fui uma pessoa muito mentirosa quando era adolescente e desde que eu perdi este hábito, descobri como não tem preço falar a verdade, viver com ética e coerência. É impagável você falar e a outra pessoa acreditar em você, não tem dinheiro que pague você ser a pessoa no qual os outros confiam por saber que você não vive na falsidade.

Quem não tem ética está sempre à margem, tendo que lidar com inúmeras situações embaraçosas que a falta de ética traz. Quem vive dando um jeitinho é conhecido por isso, tendo que arcar com as consequências de ser uma pessoa no qual nem todos confiam.

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GOSTAR E RESPEITAR

“Nem sempre posso controlar o que sinto a respeito de outra pessoa, mas posso controlar como me comporto em relação a outras pessoas” (HUNTER, 2004, p. 77)

Em meu primeiro dia de aula do bacharelado em teologia, ouvi algo no qual nunca mais esqueci. Estávamos reunidos na capela da faculdade para recebermos as boas vindas antes que fossemos todos para as nossas classes, quando o reitor, em sua palavra inicial, pontua algo que nunca mais me fugiu da mente, ele falou: “Aqui você não é obrigado a gostar de ninguém, mas tem a obrigação de respeitar a todos”. A frase me chocou, pois eu nunca havia pensado por este viés.

Aprendemos através das escrituras a amar nossos inimigos (Mateus 5:43-44), só esquecemos que amar não é gostar, e sim, ter uma atitude positiva para com o próximo, mesmo não gostando dele. Sentir é algo natural, vem com o ser humano, não dá para escolher não sentir. Mas agir de forma respeitosa é possível, principalmente quando a nossa atitude não é calcada nos impulsos e emoções.

Alguns dos meus melhores amigos eu não gostei assim de pronto. Houveram alguns que no começo tive uma impressão diferente, não muito positiva, contudo ao ter uma boa atitude, ao respeitar e aceitá-lo, pude conhecer alguém que de primeira não havia conhecido.

Você não domina o que sente, mas consegue controlar o seu comportamento. Não somos obrigados a gostar, mas a respeitar sim, não tenha dúvidas. Por isso aprenda que gostar é uma coisa, e respeitar é outra, muito diferente. Dê uma chance a quem você não gosta e aprenda a não só respeitar, mas também a entender e a conhecer. Às vezes por termos certas conclusões, deixamos de conhecer quem realmente a pessoa é.

Quando conhecemos uma pessoa, passamos a ter um outro ponto de vista, muito mais fundamentado e coerente. Nem todos são como imaginamos, nem todos tiveram as mesmas histórias e experiências, por isso respeite a história de cada um.

Respeitar não é gostar, sendo que, por mais que você não controle o que sente, pode com certeza controlar a sua atitude. Amar é um verbo e verbos são ações, não precisa de sentimentos, apenas o agir de forma positiva.

BIBLIOGRAFIA

HUNTER, James C, O monge e o executivo: Uma história sobre a essência da liderança, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2004.

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O ISENTÃO

Eu me considero um crítico, pelo menos em curta escala, tento não engolir teorias sem refletir, pensar e pesquisar, coisa que eu tenho feito muito nesse nosso período político polarizado.

Hoje em dia você tem que estar em um lado, a ideia primordial é que existe uma guerra, o bem e o mal estão brigando, com isso, ou você está de um lado, ou de outro. É esquerda contra direita, religioso contra ateu, burguês contra capitalista.

Normalmente, quando se trata de conceitos humanos, eu sempre estou com um pé atrás. Não creio em uma ideia perfeita, principalmente quando vindo de pessoas. Por isso, em meio a discussões políticas, muitas vezes tenho receio de tomar um dos lados. Afinal, eu tenho críticas para ambas as formas de pensar, não acredito em um modelo de governo infalível, é por conta disso que costumeiramente faço críticas aos dois lados. Na linguagem popular, eu algumas vezes sou chamado de isentão, o cara que não tem um lado, o cara que critica ambas as formas de pensamento, como se não tivesse outras formas de pensar se não esquerda e direita.

Nos estudos de lógica, este tipo de pensamento tem o nome de Falso Dilema, é uma forma de pensar que acredita que só existem duas formas de agir. Não existem outros conceitos ou outros caminhos, se você não está de um lado, com certeza está do outro. Esta forma de pensar é simplista e é alheia a reflexão, afinal, o mundo é muito mais que apenas duas ideias, duas teorias, dois modos de pensar.

Existe um problema quando falamos de política, temos sido governados de forma incompetente e não temos feito progresso algum há alguns anos. A corrupção tem sido endêmica, e, por mais que investigações tenham sido feitas, a justiça acaba sempre por não ser aplicada, e corruptos impunes seguem como se nada tivesse acontecido.

Outro problema são as regalias, o governo é montado em mamatas, com auxílio paletó e gastos dos mais supérfluos, como se o dinheiro do contribuinte fosse capim. E isso também não tem mudado.

Há anos que eu vejo o humor denunciar a corrupção e os gastos exagerados, mas a população continua apática, fundamentando seu discurso na frase “ele rouba, mas faz”.

Costumeiramente sou chamado de isentão por tecer críticas aos dois lados, e por não tomar partido das formas de pensar da moda. A questão é que eu tenho o meu partido, mas a minha pauta política é muito mais que esquerda ou direita, economia liberal ou o que quer que seja. Eu busco por mudanças, por um país sem corrupção e sem regalias.

É preciso posicionamento, é importante termos olhos críticos e não deixar de fazer críticas e até elogios pelos erros e acertos do presidente que for. Há tempos atrás eu ouvi em todos os lados a frase “eu não tenho político de estimação”, uma frase boa, mas que é hipócrita, pois na maioria das vezes ela só é falada, e depois esquecida.

Ou aprendemos a nos posicionar como cidadãos, cobrando os políticos, nos informando e acompanhando o que eles têm feito, ou seguimos a correnteza, como um animal morto, sem ação alguma.

Um povo dividido é uma nação enfraquecida, sendo que, enquanto seguimos com o nosso lado, os políticos se unem e continuam a usar o governo como forma de apenas ganhar dinheiro.

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FILOSOFIA DA RELIGIÃO

Desde que o ser humano existe ele cultua,  a história deixa isso bem evidente e a arte com suas inúmeras manifestações artísticas, a religião  e até a música, já foram e ainda são instrumentos para expressar o sagrado.
O sagrado sempre fez parte da vida humana, seja para explicar algo, dar alento ou ter algo no qual depositar a esperança.

O Interessante é que se você olhar para a história, você sem dúvida vai ver o homem e a religião sempre andando juntas. Seja Confúcio e os seus primeiros sistemas de ensino. As escolas judaicas e o seu incrível comprometimento com os estudos. Ou o próprio cristianismo e toda a herança que eles deixaram para a educação, isso só para citar algumas religiões mais conhecidas.

O tema religião é bem delicado, pois é normal neste universo filosófico, associarmos religião com atraso, violência e falta de cultura. Por isso, que antes de qualquer conclusão é importante nos despirmos do preconceito e nos vestirmos com muita informação e estudo. A religião sempre esteve presente na história da humanidade, e ao contrário do que muitos concluem, ela já ajudou muito, coisa que o senso comum nem sempre enxerga, mas que um bom filosofo, estudioso ou religioso deve compreender.

A manifestação do sagrado passa pelas compreensões culturais,  pelas experiências e costumes de cada grupo, é por isso que pesquisar, ler e buscar conhecimento é fundamental para podermos fazer boas críticas. Mas afinal, o que estuda a filosofia da religião? Adriano Antônio Faria pontua que:

 “A filosofia da religião é um ramo da filosofia que investiga as origens e a natureza do fenômeno religioso e estuda a influência da religião no comportamento humano e nas sociedades. A expressão filosofia da religião começou a ser utilizada a partir do século XIX, sob a influência de Hegel, e analisa o conceito de divindade ao longo da história e como Deus é entendido em algumas tradições culturais e religiosas em particular” (2017, p. 30).

Resumindo, ela busca responder o que é religião, qual é a sua influência na sociedade no qual ela está estabelecida e como em geral o homem concebe a ideia de deus. Vale lembrar que não podemos olhar a filosofia da religião com uma visão religiosa, e muito menos com um ponto de vista confessional. O verdadeiro olhar deve ser o crítico, racional e argumentativo (FARIA, 2017, 30).

O termo religião vem do latim religare, que significa religar, atar (CHAMPLIN, 2014, p. 637), sendo que o próprio termo já resume um pouco a busca humana por fé nestes séculos todos, pontuando como o homem é incompleto, precisando se ater a algo para sobreviver.

 Segundo alguns estudiosos existem inúmeras definições do termo religião, o que torna o desafio impraticável. Para Martin Riesebrodt, religiões são: “sistemas de práticas relacionadas com poderes sobre-humanos” (ZABATIERO, 2016, p.20), sendo a adoração o ponto central desta teoria, e tendo o conceito de salvação como o diferencial que separa o homem dos outros modos de pensar (ZABATIERO, 2016, p.20).

Já Dennett define religião como: “sistemas sociais cujos participantes professam crença em um ou mais agentes sobrenaturais cuja aprovação deve ser buscada” (ZABATIERO, 2016, p.20). Separando assim as crenças individuais que podem ser denominadas de espiritualidade.  Lembrando que o monoteísmo não define a religião. A mesma pode ter um ou mais deuses e pode também não estar atrelada a conceitos morais. Sendo que o mito da criação do mundo, igualmente não a define, pois nem todas têm este mito como tema central em seus ensinamentos, embora muitas tenham (RODRIGUES, 2019).

E quando estudamos a religião a luz da filosofia, temos muito mais definições, aumentando ainda mais nossos desafios, mas uma coisa temos certeza, o homem sempre cultuou, isso é inegável.

Outro desafio é definir o conceito de sagrado e profano, pois no fim, os conceitos vão variar conforme cada forma de estudo, no olhar da filosofia da religião podemos definir como “alguém que tem uma experiência com o divino, que normalmente causa uma mudança de comportamento e jeito” (FARIA, 2017, 152). Champlin complementa pontuando que: “Este adjetivo aponta para a qualidade sacra de algo” (CHAMPLIN, 2013, p. 32).

O sagrado pode ser tanto relativo a um deus, um rito, a algo ou alguém que teve certo contato com o divino, um contato que faz com que o homem tenha uma mudança. O sagrado é algo santo, intocável, venerável. Para Eliade (2001), o sagrado é uma experiência e, assim sendo, está no próprio homem.

Respeitar não é aceitar a crença do outro, e sim, considerar a liberdade de crer e cultuar que cada ser humano tem. Eu creio em Deus, tenho a minha fé bem embasada, mas não posso impor, e muito menos convencer, já que quem convence é o Espírito Santo, contudo eu preciso respeitar, e defender a liberdade de cada um.

Por mais que somos cristãos, é fundamental entendermos e respeitarmos todas as religiões. Compreender o direito individual é sem dúvida defender a liberdade de todos, inclusive a nossa, por isso, aprenda a não impor.

BIBLIOGRAFIA

CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011

FARIA, Adriano Antônio, Filosofia da religião, Editora Intersaberes, Curitiba, 2017

RODRIGUES. Lucas. de Oliveira.  O que é religião. Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/o-que-religiao.htm Acesso em: 09 Ago. 2019

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METAMORFOSE

Quando eu era mais novo eu tinha um amigo muito divertido, ele era o alto astral em pessoa. Não conseguia ver ninguém triste sem chegar ao seu lado e levantar os ânimos. Quando saíamos, se o amigo ao lado não tivesse dinheiro ele dava um jeito. E se a pessoa precisasse de ajuda, seja ela qual fosse, ele sempre estava bem disposto a colaborar. Na vizinhança ele era conhecido por seu bom humor, era a sua marca pessoal, até que ele conheceu a Jesus. Dizia a nós que a sua vida havia mudado e que agora ele tinha conhecido a verdadeira alegria, estranhamos na hora, mas respeitamos.

O problema era que aquele amigo aos poucos se distanciou, já não tinha mais tempo para os amigos e pasmem, nem para a família. Ele falava que ir a igreja tomava o seu tempo e a prioridade dele era ir à casa do seu Deus. O mais estranho era que aquele homem que outrora era bem humorado e que não se afastava dos seus, não priorizava mais aquelas pessoas e muito menos tinha mais aquele seu jeito bem humorado e brincalhão, que outrora era parte de sua maneira de ser. Aos poucos o grande e feliz amigo passou a parecer outro, vivia com o semblante sério, e buscava estar longe do “mundo”, sem conviver mais com os amigos pecadores, pois não eram boas companhias, era o que ele dizia.

Passou-se muito tempo até que este amigo conhecesse a Bíblia, e aprendesse a ler e estudá-la de modo sério e coerente, este rapaz descobriu que muitos dogmas da igreja não tinham base Bíblica, e que o futebol de fim de semana que ele tanto gostava não era pecado. Ele leu na Bíblia sobre Jesus e como aquele homem convivia com excluídos, prostitutas e gente desonesta, percebendo assim que um bom cristão é luz e sal para estas pessoas. Este homem aprendeu também que aquela linguagem falada na igreja era totalmente desconhecida e que falar a linguagem das pessoas comuns era imprescindível para uma boa evangelização. Ele aprendeu também que o exemplo pessoal fala muito mais do que ficar tagarelando sobre Deus o tempo todo, e orar, ajudar, caminhar junto com as pessoas é uma evangelização muito mais eficaz.

O problema era que ele já tinha se transformado em outro, a religião fez com que os seus amigos se distanciassem dele e vissem ele como um cara chato e pedante, alguém que ninguém queria conviver.

Esta narrativa não é de uma pessoa apenas, já vi está história se repetir inúmeras vezes. Foram muitos os que eu conheci que depois de conhecer a Jesus, se distanciaram das pessoas.

Não é preciso se separar das pessoas para se viver o evangelho. Ser cristão não é estar em um gueto fechado, ao contrário, é seguir o ide, é estar entre a multidão, é dar o exemplo. E exemplo só é possível dar em meio às pessoas.

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FONTE DA JUVENTUDE

Cresci lendo livros sobre fontes da juventude, sobre vampiros imortais e coisas do tipo. Para uma criança a eternidade é interessante, para elas ter a vida toda para fazer o que quiser é o máximo, até crescerem e perceberem que a questão não é bem assim.

 Quando li Drácula de Bram Stoker percebi que a sua longevidade era um castigo e não um dom, viver sofrendo eternamente era o seu tormento. Mas quando olho para a Bíblia e leio sobre um Deus eterno, sem princípio e nem fim, que não fica entediado além de ser amor, paz, vida, eu fico muito impressionado. Augusto Cury complementa:

“Esse Pai imortal que deveria ter sido asfixiado pelo tédio parece ter vivido uma espantosa tranquilidade em toda a sua história existencial” (CURY, 2006, 47)

É por estas e outras que a meu ver a explicação mais coerente deve se resumir em apenas afirmar que “Ele é Deus”, e isso basta, pois explicar um ser tão intrínseco é impossível. Poderíamos passar a vida toda analisando Deus, se isso fosse possível, e mesmo assim não o entenderíamos. Qualquer conclusão nossa sobre Deus vai ser sempre pequena e simplista, a saída é crer e confiar.

Vida eterna sem Deus é sempre pouco, viver para sempre, mas mergulhado no pecado é um sofrimento, uma angústia interminável e apesar de eu não saber como explicar um Deus que é eterno, mas ao mesmo tempo é vida, poder, criatividade, de uma coisa eu tenho certeza, viver seguindo seus passos é sempre ir de encontro à vida. Jó 21:22 diz:

Ora, será possível que alguém possa acrescentar algum conhecimento ao Todo-Poderoso, que julga também os seres celestiais?

Não é possível, seja entender, ensinar ou quantificar o mínimo do que Deus é. Um Deus explicável por qualquer ser humano finito, provavelmente não é Deus, ao contrário, deve ser apenas uma cópia barata do ponto de vista caído do ser humano.

No fim a fonte da juventude vai ser sempre um tormento para quem não tem Deus. Desejar viver eternamente no pecado e longe dele é no mínimo uma loucura. Não há opção mais insana do que viver uma vida eterna no pecado e sem Deus.

Sem Deus caminhamos perdidos, a esmo, sem direção, sem Deus uma eternidade é um tormento, com ele, um minuto é uma vida inteira.

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ANO NOVO E ATITUDES NOVAS

É só mais um ano, entenda isso, nada vai mudar se você também  não mudar. Não adianta reclamar se você continuar com a mesma atitude, não adianta torcer por um ano melhor se você continuar tendo as mesmas ações. Alguém já disse que: “Insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes” se não mudarmos, nada vai mudar e seguiremos reclamando, sem muito efeito.
O bom do ano novo é poder fazer planos, é começar alguma coisa nova e crescer. Quem faz a mesma coisa fica estagnado, quem vive por viver segue ancorado. A vida não é fácil para a maioria, entenda que todos têm problemas e passam por dificuldades, você não é o único, mas é possível planejar e com um passo de cada vez ir seguindo os nossos objetivos e sonhos.
Eu não posso reclamar de 2019, tive muitos problemas, mas também conquistei algumas coisas, contudo eu tive que planejar, estudar e ralar muito, nada vem fácil.
Que Deus nos ajude a sonhar, que possamos aprender a planejar e seguir nossas metas, sem esquecer que a prioridade é estar no centro da vontade do Pai. Eu sei que pode ser difícil conseguir, a questão é que parado com certeza não teremos sucesso algum.
Caso não consigamos, nós podemos aprender e crescer com as dificuldades, para planejar melhor e acertar no outro ano, só não podemos ficar parados. 

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RELACIONAMENTOS CRISTÃOS

“Pode-se dizer mais sobre um monge a partir da forma pela qual usa a vassoura do que por qualquer coisa que diga” (Thomas Merton) (YANCEY, 2004, p. 64)

Trabalhei em uma empresa, há muitos anos, onde o dono era muito colaborativo, além de muito acessível. Ele cumprimentava a todos, dava atenção a quem quer que fosse, e se fosse preciso ele colocava a mão na massa, coisa que fez inúmeras vezes, sem esquecer que não se tratava de uma empresa pequena. Não era raro vê-lo de terno e gravata, em meio aos muitos funcionários, carregando caixas quando era preciso. Sempre que penso em um líder humilde e acessível, eu me lembro dele.

Tal citação de Thomas Merton não pode estar mais certa, eu só mudaria de monge para cristãos. Pois, afinal, o modo no qual nós nos relacionamos, diz muito de nós.

Em um mundo dividido em méritos, degraus e classes, não tem nada de anormal ver o próximo como estando em posições diferentes das nossas. A questão é que a graça nos obriga a sair deste padrão, a entendermos que no fim estamos na mesma mão, pois fomos alcançados pelo amor de Deus, mesmo sem merecer. A graça nos nivela, nos faz olhar o próximo com o mesmo amor no qual Deus olhou para nós.

Aquele meu antigo chefe, que eu falei no começo do texto, não media esforços para atender a sua empresa. Para que o negócio fosse para frente, ele colocava a mão na massa se precisasse e não pedia tempo desvalorizando um funcionário. Ele sabia a sua importância dentro da empresa.

No reino não é diferente disso, nenhum trabalho é pequeno, nenhuma função é menos importante que a outra. Pois, no fim, todo o trabalho é para a honra e glória de um só Deus e fundamental para que a obra avance e cumpra o seu ide.

Uma vida que se distancia de um cabo de vassoura é certamente uma vida que não entendeu o evangelho. É claro que alguns trabalhos trazem consigo mais responsabilidades, mas não nos faz superiores. Só há um superior, só há um no centro de tudo, o resto é categorização humana.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Rumores de outro mundo, A realidade sobrenatural da fé, Editora Vida, São Paulo, 2004.

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HUMILDADE

Naquela ocasião Jesus disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 11:25)

Tenho receio de pessoas orgulhosas, que se colocam como os melhores, os que sabem de tudo. O orgulho não combina com uma pessoa que está aberta ao aprendizado. A humildade é a marca dos verdadeiros sábios, e principalmente a marca de quem serve a Deus. Eu desconfio de cristãos orgulhosos e prepotentes, tenho um pé atrás quando conheço alguém que se coloca como sabichão, o dono da verdade.

O texto em questão fala das pessoas que se apoiam em sua própria sabedoria, uma sabedoria contaminada pela soberba:

“O que Jesus ensinou em Mateus 11 não é que Deus ocultou a verdade às pessoas inteligentes, mas que, aqueles que se apoiam em sua própria sabedoria, separam-se da verdade. A sabedoria e inteligência deles estão corrompidas pelo orgulho” (MACARTHUR, 2015, p. 147)

O orgulho é um veneno, uma erva daninha que corrompe a mensagem do evangelho. Um cristão orgulhoso se esquece de quem ele é, do quão falho e podre é a sua vida, e do quanto precisa olhar para a cruz para seguir. A humildade é uma das marcas do cristão, é o sinal de quem realmente entendeu a mensagem do evangelho, de quem realmente é maduro na fé. Eu gosto do que Philiph Yancey fala no livro Maravilhosa Graça sobre a fé madura

“Em outras palavras, a prova da maturidade espiritual não é quanto você está “puro”, mas sim, a conscientização da sua impureza. Essa mesma conscientização abre portas para a graça” (YANCEY, 2012, p. 187)

Esta é a fé madura, pois sabemos que quando somos novos convertidos, fazemos muitas besteiras e às vezes beiramos ao legalismo, mas quando estudamos, somos discipulados, oramos e aprendemos isso muda, ou devia mudar, pois infelizmente alguns nunca amadurecem na fé.

Não existe espaço para orgulho no cristianismo, é uma tremenda contradição de quem segue a Deus ser cristão e orgulhoso ao mesmo tempo. Pois a base do cristianismo é o arrependimento, é sabermos quem somos e o quando precisamos de Deus. Um cristão deve ser humilde, ou pelo menos lutar para que a cada dia seja. Afinal, somos salvos pela graça, não por obras, não temos a capacidade de entender as verdades espirituais por nós mesmos, somente através da revelação divina, e somos dependentes de Deus e não de nossa própria força, enfim, tudo aponta para a nossa falta de capacidade.

“Quem pode obter salvação? Aqueles que, como crianças, são dependentes e, não, independentes. Os que são humildes, não orgulhosos. Os que se reconhecem incapazes e vazios. Cônscios de que nada são, os “pequeninos” voltam-se para Jesus em dependência absoluta” (MACARTHUR, 2015, p. 147)

Entre todas as marcas de uma conversão genuína, a humildade é uma delas, e essencial para uma vida cristã coesa. Tudo começa dentro de nós, uma transformação tão profunda que reflete em nossa conduta e jeito de ser. É algo que começa dentro de nós, no interior e reflete no exterior. É impossível sermos tocados, sem termos nossa vida transformada, sendo a humildade um dos frutos, entre os tantos que Gálatas 5:22-23 enumera.

BIBLIOGRAFIA

MACARTHUR, John, O evangelho segundo Jesus, Fiel Editora, São Paulo, 2015

YANCEY,Philiph, Maravilhosa Graça, Editora Vida, 2012

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CONTRACULTURA CRISTÃ

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12:2)

Gosto muito de ler sobre Cristo nos evangelhos, não só por conta de suas atitudes, nem só pelos seus ensinos, mas também pelo seu posicionamento que ia totalmente na contramão da sociedade da época. Com isso, quando eu vejo cristãos delimitando o pensamento de Jesus, eu não entendo, por saber que o seu relato é claro, seu posicionamento apartidário foi explícito na Bíblia, basta ler sem muito cuidado, para perceber. Com isso, colocar Jesus como um comunista, socialista ou um homem que acreditava em méritos, é meio que atestar que você não leu sobre ele, por isso, não se anime muito em usar Cristo para validar seus pensamentos, pois ele não valida.

No âmbito religioso, Cristo foi claro, seu discurso foi veemente, ele não deixou qualquer espaço para dúvidas ao combater o legalismo da época. Jesus bateu de frente com a falsidade e a religiosidade hipócrita e meritória e mostrou como o homem por si só muitas vezes se engana e mergulha em uma religiosidade de aparência.

Não se esqueça de que o exemplo bíblico serve também para nós, quando nos consideramos santos, tão santos que não nos misturamos com algumas pessoas e acabamos por circular apenas em nossos guetos, ficando alheios ao ide, e viramos as coisas para a missão de proclamar o evangelho. É fácil cair no legalismo, é fácil achar que se está por cima, sem ver o quão perdido estamos.

A parte mais interessante, que a Bíblia inclusive deixa explícita, escancarada para todos verem é: “como Jesus se dedicava em cuidar dos excluídos do seu tempo”. Todos os que a religião virava as costas, Jesus dava a mão, sejam as prostitutas, os doentes, os mendigos ou pobres, Cristo acolhia a todos com uma humildade que só ele tinha, mesmo sendo Deus e tendo “motivos” para ser arrogante. Vale lembrar que não foram só os pobres que ele acudiu, os cobradores de impostos, que eram ricos, e até alguns religiosos, ele também recebeu, conversou e não deixou de dar atenção. No fim, quem não seguiu Jesus, assim o fez por ter feito uma escolha, não foi por falta de oportunidade.

Outra parte interessante era que por mais que ele curava, ele não obrigava ninguém a segui-lo, sua vida não era pautada pela barganha. Ela fazia, dava atenção e ajudava, o resto era com a pessoa. O Jovem rico não quis segui-lo, para ele o dinheiro era mais importante, mas Cristo não deixou de lhe dar atenção. Os dez leprosos foram curados, mesmo que apenas um tivesse voltado e se arrependido dos seus pecados. A vida cristã não deve ser regida como moeda de troca, mas com a graça de Deus tendo o ponto de partida uma única verdade: “só ele é o caminho”.

Mas Cristo não foi só subversivo com a igreja, com a política ele também foi, afinal a sua atitude revelou que a sociedade precisava de um novo reino, um reino que não era deste mundo, um reino mais perfeito e justo. Jesus sabia que do homem só poderia vir coisas falhas, limitadas e egoístas, é por isso que ele não demorou em apontar um caminho, em estabelecer um novo modo de proceder, em apontar para atitudes que não são moldadas segundo o padrão deste mundo. Paulo falou para não nos amoldarmos ao padrão do mundo, com certeza ele é um ótimo exemplo, mas Jesus personificou de forma muito mais clara e correta este ensino, afinal ele é o padrão.

No fim, o modo como vivemos, como enxergamos tudo, nos define, sendo que alguns preferem se definir como capitalistas, comunistas, socialistas ou sei lá mais qual padrão, enquanto outros seguem o evangelho de forma muito mais prática e consonante com o ensino de Jesus.

Eu não gosto de colocar Cristo em uma categoria, pois ele viveu acima de tudo, mostrou que o evangelho é muito mais do que formulas predeterminadas. Ser cristão é muito mais do que uma frase, é uma forma de viver que deve estar introjetado em nossa vida.  Brennan Manning pontua que:

“A espiritualidade não é um compartimento ou uma esfera da vida. Antes, é um modo de viver – o processo da vida a partir da perspectiva da fé” (MANNING, 2007, p. 54)

Cuidado com o padrão deste mundo abra o olho para as sutilezas que invadem o seu coração pouco a pouco e entenda que é preciso “ser” para fugir dos pontos de vistas humanos. Pois no fim, pode ser que você ache que está seguindo a Cristo, mas está seguindo apenas a si e seus pontos de vista.

Olhe para a cruz e entenda que o padrão que temos que seguir é outro, o molde é segundo a Bíblia e não segundo o que temos como ponto de vista. Não pince versículos bíblicos, aprenda a estudar e crescer com os ensinamentos que partem da palavra e não apenas do que você acredita.

BIBLIOGRAFIA

MANNING, Brennan, O impostor que vive em mim, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2007

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