A EGOCÊNTRICA BAIXA AUTOESTIMA

“A baixa autoestima é um jeito torto de ser egocêntrico” (ARANTES, 2019, 152)

Gosto de reflexões que me fazem parar, que me obrigam a pensar e repensar, sendo que a questão que a citação aborda foi uma delas. Eu nunca havia pensado no assunto por este viés.

Sofri por anos de baixa autoestima, conheço bem o assunto. Eu me achava incapaz, inferior, pequeno. Achava que ninguém gostava de mim, por isso, vivia em busca de aprovação. O que eu não percebia era que a minha baixa autoestima fazia com que o mundo girasse ao meu redor. Tudo eram os meus sentimentos, meus fracassos, minhas emoções, nunca pensei nisso como um egocentrismo. A autora, neste mesmo livro continua o pensamento sobre o assunto:

“Não somos tão especiais a ponto de todos pensarem que não somos bons o suficiente. O mundo não está girando em torno do nosso umbigo, ou apesar dele” (ARANTES, 2019, 152)

No fim, grosso modo, é assim, direta ou indiretamente, que uma pessoa com baixa autoestima acaba agindo. No afã de mostrar o seu valor, ela sempre prioriza a si mesmo, seus lamentos e sua dor. O mundo está sempre contra ela, como se ela fosse o centro de tudo.

Eu me libertei deste problema há muitos anos, aprendi a não me levar tão a sério, descobri como conviver com as minhas dificuldades e limitações, entendendo que no fim podemos crescer com elas.

Não somos perfeitos, mas somos capazes de mudar, de rever nossos conceitos e evoluir. É muito perigoso nos considerarmos os melhores, os perfeitos, o centro de tudo e igualmente perigoso é nos considerarmos os fracassados, perseguidos, aqueles que não servem para nada.

No fim somos o que somos, seres imperfeitos, em busca de constante evolução. Não podemos nos subestimar, assim como é errado nos superestimar. A baixa autoestima e a alta autoestima são igualmente perigosas, nos faz sermos o centro de tudo, como se tudo girasse em torno de nós e sabemos que ele não gira.

Viva a vida mais leve, conviva e aprenda a lidar com suas dificuldades, que o resto é aprendizado.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana, Claudia, Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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