DIÁLOGO COM UM PUNK

Um dia destes, enquanto passava pelo largo da ordem em Curitiba, que é uma praça onde um monte de gente fica bebendo e conversando. Fui abordado por um punk que vendia seus zines de protesto contra os burgueses exploradores que, segundo ele, deveriam todos morrer, este texto resume o que eu respondi a ele.

Sou contra a injustiça social, não fico feliz quando vejo pessoas morando na rua, revirando lixo para comer ou morando em favelas, sei bem como isso é difícil, já morei na rua quando novo e isso não é legal. Também sou contra quando ricaços olham para pobres como se fossem seres inferiores, como lixo, desdenhando-os e deixando de fazer o mínimo para ajudar, já que eles têm condições. Porém, não acho que o caminho da justiça social esteja em acabar com a riqueza de quem tem dinheiro

Ninguém sabe o quanto o cara rico penou para ter o seu dinheiro, ninguém tem ideia do quanto estudaram, gastaram seus finais de semana e investiram dinheiro para ter retorno. E quem sou eu para apontar o dedo na cara das pessoas sem ao menos conhecer sua história. Aliás, quem sou eu…

Acredito que antes de julgarmos quem tem dinheiro, temos que olhar para os políticos que têm enriquecido ilicitamente, se apropriando do que não é deles. Antes que crescer o olho para a riqueza alheia, devemos cobrar dos governantes trabalho, saúde e educação, como eles assim prometem todos os anos de eleição

Realmente, poucos tem muito e muitos tem pouco e protestar buscando uma vida melhor é fundamental, só não acho que justiça social é fazer todos ricos, e sim, fazer com que todos tenham uma vida digna.

Vive em um mundo de sonhos quem acha que todos conseguirão ter um carro importado ou uma casa de 300 metros quadrados. Quem acredita que todos conseguirão ganhar 20 mil por mês, vive uma vida de fantasia e não pensa que ninguém precisa de tanto assim. Temos que aprender que na vida tudo tem um limite, e viver bem é ter o importante ao nosso dispor que no mais, damos um jeito.

Justiça social é brigar por uma vida justa, por saúde e por um local para morar. Justiça social é ter na mão uma oportunidade de estudo, ou alguma forma de se qualificar, para se recolocar de forma digna no mercado de trabalho.

Eu não vivo a vida olhando para as pessoas ao lado, contabilizando o que ele tem e o que eu não tenho, muito menos almejo ter tanta coisa assim para viver, não acho que precisamos de muito. Quem briga por justiça de olho nas coisas dos outros no fundo tem inveja, e usa uma desculpa política para extravasar

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