GIGANTES CRISTÃOS

Não é incomum vermos acadêmicos menosprezarem cristãos. Muitos desses supostos sábios defendem a ideia de que todos os cristãos são alienados. Afinal, eles são incultos, não possuem estudos, e não sabem conversar, segundo estes. Coisa que alguns rabinos judeus, nos tempos dos apóstolos, também afirmavam dirigindo sua fala aos discípulos de Cristo (Atos 4:13). É como Eclesiastes diz: “Não há nada novo debaixo do céu” (Eclesiastes 1:9). No livro “Por que não sou cristão”, de Bertrand Russell, ele resume a sua opinião sobre os cristãos pontuando que:

“Minha visão pessoal a respeito da religião é a mesma de Lucrécio. Vejo-a como uma doença derivada do medo e como fonte de tristeza incalculável para a raça humana” (RUSSELL, 2016, p. 46).

A religião, segundo Russell, só serve para impor medo, ela surgiu do medo do desconhecido, da derrota e da morte, entre tantos outros medos, e por mais que ele confesse neste livro que a religião fez algumas colaborações, a sua visão, no final de tudo é bem negativa (RUSSELL, 2016, p. 44, 46).

Quando eu olho para a história, não tem como não ficar impressionado com tamanho engano destes pensadores, ao longo dos séculos surgiram inúmeros gigantes que provaram que a fé não é coisa de incultos e muito menos fruto de medos e receios infundados. Sendo que se estes gigantes se converteram a fé cristã, quem são estes críticos para afirmar que religião é coisa para ignorantes?

Agostinho foi um destes gigantes, nascido em Tagaste na Numídia no ano de 354, onde hoje é a Argélia, este sábio provou que a fé também é munida do pensar e do saber. Era versado em retórica e artes liberais além de conhecer muito bem filosofia. Foi um escritor profícuo e escreveu inúmeros livros sobre o pecado, o mal, e muitos outros temas, que acabaram por servir de base ao pensamento cristão (FERREIRA, 2007, p. 17, 36, 37).

Seu principal livro, Confissões, é um verdadeiro tesouro, pois além de falar de sua vida até aquele momento no qual escrevia o livro, ele ao meu ver, consegue de forma magistral, falar sobre Deus.

Outro gigante foi Tomás de Aquino, nascido em Aquino em 1225, ele foi o grande responsável por unir a filosofia aristotélica com o cristianismo. Com uma mente brilhante, ele costumava ditar mais de um assunto de uma vez, para mais de um secretário ao mesmo tempo. Sendo que entre todos os temas, ele abordou de forma magistral o conceito de fé e razão, sendo conhecido por suas “cinco vias” que prova a existência de Deus (MCDERMOTT, 2013, p. 68, 69, 70).

Chesterton é o último grande gigante que eu quero abordar, primeiro porque ele foi um gênio, seus livros e seu pensamento refinado, mostrou que a sua reflexão estava acima da média. Segundo por não ser tão conhecido, embora tenha deixado em seus livros, um grande legado cristão.

O período em que Chesterton viveu não foi um dos mais calmos, em um momento de ateísmo extremo e racionalismo fora do comum, é imprescindível a presença de um gigante para fazer a diferença, sendo ele um dos principais. Gosto do autor, principalmente por ser um ardoroso crítico tanto do capitalismo quanto do comunismo, creio que o caminho do centro é o mais difícil, mas também o mais lógico (CHESTERTON, 2014, p. 11).

O autor foi um escritor profícuo, escreveu sobre ficção, teologia e apologética, e mostrou ser um gênio através dos livros que escrevia. Escreveu muitos livros e mostrou ser acima da média.

Eu poderia citar inúmeros outros pensadores, desde cientistas, teólogos e filósofos, entre tantos e incontáveis homens geniais que fizeram história, mas a proposta do texto me limita a apenas alguns, mais precisamente os que eu mais gosto.

O senso comum tenta pintar o cristianismo com cores cinzas, pontuando conclusões que carecem de muita leitura e investigação. Como se todos fossem estúpidos e não soubessem o que estão falando.

Se estes pensadores que foram encontrados por Deus, e em meio as suas reflexões concluíram que a fé cristã é mais do que racional e inteligente, quem são estas pessoas para afirmarem que fé não é coisa de gente inteligente?

O cristianismo não é algo incoerente, muito menos conversa para pessoas incultas. A fé cristã é algo inteligente, basta mergulhar nos muitos autores para constatar isso.

Religião é coisa de gente, e não tem a ver com intelecto ou coisa parecida. Quem critica a fé no fim é um pouco simplista e não conhece a história dos muitos pensadores que fizeram diferença na sociedade.

BIBLIOGRAFIA

FERREIRA, Franklin, Agostinho de A a Z, Editora Vida, São Paulo, 2007.

MCDERMOTT,Gerald R, Grandes Teólogos, Uma Síntese do Pensamento Teológico em 21 Séculos de Igreja, Editora Vida Nova, São Paulo, 2013.

RUSSELL, Bertrand, Por que não sou cristão: Um livro que coloca ao leitor questões que nunca mais poderão ser ignoradas, Editora L&PM Pocket, Porto Alegra, 2016.

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