VALORES TROCADOS

Uma mensagem que uma catástrofe claramente nos traz é que não controlamos muitas coisas, somos, com toda a certeza, muito vulneráveis. E por mais que alguém acredite que a sua vida está totalmente sob controle, basta uma doença incurável, uma catástrofe natural ou um caos econômico para esta pessoa perceber seu grande engano. A sensação é falsa, é um sentimento totalmente enganoso de controle e segurança. O ser humano tem o péssimo costume de construir castelos de cartas e acreditar naquela fortaleza.

É comum ver as pessoas se protegerem por trás de marcas de carro, roupas de grife ou em ambientes onde só a elite frequenta, buscando nisso uma certa segurança. A própria concepção de status é falsa, é um conceito que se descontrói ante ao menor sinal de falência e só serve para separar as pessoas que se consideram superiores, dos supostos inferiores, como se dinheiro fosse sinal de inteligência e superioridade. No final é tudo poder pré-fabricado, que cai por terra ante ao menor vento.

A doença e a catástrofe mostram como somos frágeis, e o quanto nossos valores são irreais, firmados em areia movediça. Por isso é importante alinharmos bem nossas crenças, e entendermos que é muito melhor depositar a confiança no que é Eterno, no que é realmente duradouro, ao invés de confiarmos em coisas frágeis e sem significado concreto. Provérbios 3:5-7 diz:

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal”.

É em Deus que devemos depositar a nossa confiança, é no Deus eterno que a nossa vida deve estar alicerçada, e não em nossa falsa sabedoria. Não tem como alicerçarmos nossa vida em nosso entendimento, pois constantemente nos enganamos, concluímos conceitos e pontos de vista de maneira equivocada e desastrosa.

O problema não é ter ou não ter, pois isso não faz muita diferença e sim, em quem nós confiamos, em quem nossa vida está alicerçada, em nós e nossa própria sabedoria ou em Deus.

É interessante que o versículo 7 diz para “não sermos sábios aos nossos próprios olhos”, penso que aqui está a raiz de tudo. A questão aqui não é apenas ser orgulhoso de sua sabedoria e sim, que precisamos tomar cuidado com a nossa autossuficiência, uma atitude que pode nos levar a não entregar nossa vida, nossas coisas e escolhas a Deus (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 891).

O caos sempre grita, ele é um alarme que mostra como nossas crenças são frágeis e como não somos autossuficientes. Sem Deus não somos nada, se não entregarmos nossa vida, escolhas e caminhos a Deus, com certeza e sem dúvida alguma pereceremos. O caos aponta para nossos erros e escolhas e nos obriga a olhar para Deus e confiar toda a nossa vida em suas mãos.

Entender que podemos estar enganados e que no fim, a palavra de Deus é que deve ser o nosso Norte, é básico para não esquecermos em quem devemos depositar a nossa confiança.

BIBLIOGRAFIA

CARSON, D.A, FRANCE, R. T, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012.

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