O LIMITE DOS DESAFIOS

“O prazer surge na fronteira entre o tédio e a ansiedade, quando os desafios estão equilibrados com a capacidade da pessoa de agir” (Mihaly Csikszentmihaly) (CAINS, 2012, p. 115).

Desafios são ótimos, pois nos tiram da zona de conforto, nos movimentando e fazendo com que possamos crescer e aprender ainda mais. Faz com que olhemos para o lado, onde antes, no aconchego da nossa estagnação, nunca nos prestaríamos a olhar, e isso nos dá a oportunidade de conhecermos coisas novas e assim aprendermos ainda mais.

Sempre gostei de desafios, já faz algum tempo que vejo os problemas desta forma, o impasse é quando os problemas são grandes demais, quando os desafios são insustentáveis e difíceis de encarar.

Tudo o que é demais faz mal, tudo o que nos leva ao limite, com certeza nos trará consequências desastrosas, por isso, é fundamental entendermos o quanto podemos suportar, e assim, ir em busca de ajuda, apoio e ferramentas para lidar com os problemas. Nunca permita que você chegue no limite, tente sempre agir antes que este limite apareça. E acima de tudo, não siga sozinho, crendo que você vai conseguir resolver por si mesmo um problema, pois esta não é uma saída razoável.

O ideal, pelo menos quando é possível, é aceitarmos apenas desafios possíveis, é aprender a resolver um problema de cada vez, para assim, não seguirmos rumo ao colapso.

É claro que as vezes não podemos escolher, mas caso você possa, entenda estes princípios, e se for preciso, desista antes de quebrar. Muitas vezes desistir não é perder, ao contrário, é saber os seus limites, e priorizar a sua saúde e sanidade, ao invés de seguir de forma inconsequente e ter que lidar com problemas ainda maiores.

É claro que em um desafio, é preciso primeiro entender quem somos, o quanto resistimos, e o quanto sabemos lidar com as diversas situações adversas. A busca de autoconhecimento é imprescindível para estes casos. E depois, é preciso entender se não estamos desistindo na hora errada, ou se não estamos deixando o problema ainda maior. As vezes nos acovardamos por medo no novo, do diferente ou do que não conhecemos.  Contudo não existe fórmula, é na tentativa e erro, buscando sempre amigos verdadeiros, que nestas horas, nos ajudam e nos aconselham.

Precisamos aprender a sermos resilientes, só vencemos o temporal sendo equilibrados e flexíveis. A questão é que até o elástico tem o seu limite, por isso, tome cuidado e entenda quem você é primeiro antes de querer testar até onde você aguenta ir.

BIBLIOGRAFIA

CAIN, Susan, O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2012.

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