JORNADA CRISTÃ 8: O HOMEM ETERNO

Eu ainda continuo na missão de falar de toda a minha jornada pelo conhecimento, são muitos autores, sejam teólogos, filósofos ou apologetas, sendo que Chesterton foi um dos primeiros escritores que precisei gastar um bom tempo para entender, e mergulhar em seu universo. São muitos que me falam que leram Chesterton e não conseguiram entender coisa alguma. A verdade é que ler este autor nem sempre é fácil, é uma tarefa trabalhosa, no qual deve ser feito sem pressa e com muito cuidado, pois vale muito a pena.

Nem sempre estamos prontos para ler certos autores, fatores como, conhecimento do assunto, facilidade em ler certos tipos de linguagens e bagagem, conta muito na hora de ler certas obras. E apesar de ter a certeza de que livros como “O homem eterno”, devem ser lidos, eu sei que muitas vezes é preciso esperar passar algum tempo até que você esteja pronto o suficiente para ler.

Nesta minha jornada cristã, eu sou grato a Deus que pude ir galgando os degraus pouco a pouco. Tive professores que me ajudaram a ter contato primeiramente com os autores fundamentais antes de mergulhar em livros mais densos. Sendo que Chesterton eu encontrei assim por conta própria, meio sem querer.

Sobre Chesterton, eu diria para você começar lendo o livro: “O que há de errado com o mundo”, pois eu acredito que de todos os livros do autor, este, sem sombra de dúvidas, é o mais fácil de ler (ou menos difícil), mas, como eu disse e repito, tudo vai depender do quanto você está habituado a ler este estilo de literatura, caso contrário, comece pelos autores mais básicos.

Um dos propósitos do livro “O homem eterno” é fazer uma crítica ao modo como os pensadores da escola evolucionista tratam da história da humanidade. Sendo que já nos primeiros capítulos, o autor deixa claro o quão inconsistente é a teoria da evolução, que afirma que o homem evoluiu do macaco, que os homens da caverna batiam nas mulheres com porretes e viviam em uma sociedade totalmente troglodita, machista e bruta.

Chesterton aponta para o fato que temos poucas provas para esta teoria, sendo que a maioria destas afirmações evolucionistas tiram conclusões bem infundadas. É interessante quando o autor fala das pinturas nas cavernas, como um símbolo de que provavelmente o homem pré-histórico também fazia coisas inocentes e meigas, destoando da teoria que afirma que eles eram trogloditas sem qualquer atitude positiva, mas mesmo assim, o autor continua defendendo que é impossível conhecermos a história do homem pré-histórico. Sendo que ele aponta para o significado da palavra, para mostrar a contradição de muitos destes pensadores, já que pré-histórico se dá em um período antes da invenção da escrita, sendo assim, um período totalmente desconhecido, abrindo um pressuposto para qualquer teoria, virando assim simples especulações. Penso que uma frase das primeiras páginas, já resume bem a ideia deste primeiro capítulo:

“Em outras palavras, o homem das cavernas tal qual ele nos é comumente apresentado é apenas um mito, ou melhor, mera confusão, pois um mito tem no mínimo um esquema imaginativo de verdade” (CHESTERTON, 2010, pg. 31)

Atenção, é muito importante você assimilar o conteúdo do primeiro e do segundo capítulo, pois as ideias subsequentes são amarradas nestes fatos. Quando você entender bem a questão de mitos e ideias sem fundamento empírico da evolução, segundo o autor, os capítulos subsequentes farão muita lógica, pois serão uma espécie de progressão de pensamento.

O livro continua, e fala de civilizações e como estas já existiam, seja em forma de grupo organizado, ou até como grandes cidades. Ele deixa claro que desde o começo existiram povos primitivos e grupos ordenados, assim como hoje também existe. No fim, o homem segue um movimento parecido e apesar de ter evoluído no sentido tecnológico, no mais, seus movimentos são semelhantes e cíclicos.

Enfim, no livro, que é dividido em duas partes, o autor se concentra em discorrer sobre a história da humanidade, recontada a partir do homem, desconstruindo toda a teoria da evolução e depois a história de Cristo, mostrando como ele não foi um homem comum. Um livro bem extenso, mas que vale a pena ser lido, sem pressa alguma, prestando o máximo de atenção em todos os detalhes.

O autor é mais que brilhante, sendo uma das minhas maiores influências, principalmente porque foi com ele que eu consegui sair da caixinha, e olhar para as coisas de uma forma bem mais ampla.

BIBLIOGRAFIA

CHESTERTON, G. K, O homem eterno, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2010.

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