A DITADURA DA OPINIÃO

Há algum tempo atrás duas igrejas foram queimadas no Chile, era um protesto, e tal ato envolvia empurrar a força uma opinião. É aquele famoso diálogo de mão única. Eu estou certo, afirmam estes, e só conversamos com quem concorda conosco. É uma ditadura de opinião, que ofende, generaliza e impõe a um segundo grupo, que para eles, são os bandidos, o problema é sempre o outro.

Na ditadura de opinião, feita pelos humanistas de plantão, que pregam a paz, direitos iguais e a tolerância, seu ponto de partida é contraditório, visto que, o diferente não pode ser tolerado. Eles lutam contra o preconceito, mas não aceitam religiosos e conservadores. Lutam contra o que eles chamam de fascismo (não vou discutir o termo neste texto), que segundo eles, impõem um ponto de vista e não dialogam, mas eles agem de forma igual, impondo o seu pensamento a todos, sem aceitar opiniões contrárias. São a favor do aborto, visto que a mulher deve ter o direito de escolher ter um filho ou não. Mas queimam algumas igrejas, e rejeitam o direito que alguém tem de cultuar seu Deus. São muitas contradições em seus discursos, estou listando apenas alguns pontos.

Discordar, para quem segue a ditadura da opinião, é quase um crime, a lei é “ou você pensa como nós, ou você está errado”. Não há diálogo, muito menos a possibilidade de afirmar que em determinado ponto, eu penso diferente.

Para alguns que pensam a partir deste ponto de vista, queimar uma igreja, de uma religião considerada grande, dominante, é apenas protestar, mostrar suas discordâncias quanto a suas crenças. O que poucos veem é que a atitude é contraditória, vai de encontro ao que eles mesmo pregam. E só reforça uma verdade, a perseguição contra cristãos continua grande. Sendo que estes negam tal acontecimento.

No site do Portas Abertas, uma antiga e confiável fonte, é possível ver como tal prática tem sido constante em muitos lugares. Vemos cristãos sendo perseguimos em diversos países, seja no Mali, Somália, Síria e em muitas outras regiões. Isso tem acontecido desde a origem do cristianismo. Há muito tempo que a nossa fé é perseguida, tal fenômeno não é novo, por isso que, afirmar que a perseguição não existe carece no mínimo, de falta de informação.

Tudo bem queimar igrejas, é até uma obrigação moral fazer isso, como algumas celebridades afirmaram, mas quando a violência é contra eles, é crime, é perseguição e intolerância.

Segundo estes, queimar uma igreja não é crime, não há problema algum, visto que os cristãos é que são os opressores e são a maioria. Mas uma vez mais, tal atitude é reduzir o significado da palavra, e escolher de forma parcial, quem é ou não sofredor. Intolerância é intolerância, queimar igrejas, desrespeitar a fé, é uma atitude covarde, seja quem a pessoa for, ou qual crença ela tem.

Pensar diferente, ter uma fé ou crença diferente, não nos faz inimigos, nos faz apenas diferentes, por isso, o respeito é básico, se queremos conviver em sociedade. Não dá para justificar uma atitude violenta, seja a pessoa da religião que for. Preconceito, violência, e vandalismo não segue classe, credo ou posição social.

É possível discordar, sem ser intolerante, não somos obrigados a pensar de forma igual. Agora, se eu sou perseguido por pensar diferente, ainda mais se quem me persegue defende a liberdade e é contra a intolerância, precisamos urgentemente rever o termo, pois tais pessoas não estão percebendo suas discrepâncias.

Impor uma opinião é uma forma de violência, é cercear a liberdade e o direito que todos têm de pensar. Discordar não é um crime, e saber conviver com a opinião oposta, mostra o tamanho da sua inteligência.

Sou contra todo o tipo de crença ou opinião, que impede e tolha a liberdade de você pensar e ser quem você quer ser.

BIBLIOGRAFIA

https://www.portasabertas.org.br

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