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INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE BÍBLICA? – PARTE 4

Como temos visto nesta série de textos, a Bíblia é um livro importante é a base de toda a nossa vida, o caminho para sabermos a vontade de Deus e a instrução para seguirmos sua vontade, o que para um cristão não é novidade (ou não deveria ser).

O que pouco é falado e às vezes até maquiado é que a Bíblia tem questões difíceis de entender e quem sabe até possíveis contradições, visto por alguns como erros Bíblicos, e por outros como apenas questões complicadas e de difícil interpretação. O que nos deixa a pergunta: Afinal a Bíblia tem erros ou não? O ensino que ela proclama, se mantêm intacto durante estes anos todos ou não? Vou responder esta pergunta citando dois dos principais conceitos teológicos, a inerrância Bíblica e a Infalibilidade Bíblica

 A inerrância prega que a Bíblia não contém erros:

“Por inerrância das Escrituras entende-se que as Escrituras nos manuscritos originais não afirmam nada contrário aos fatos (GRUDEM, 2010, Pg. 59)”

E é aí que a coisa complica, pois alguns teólogos vão afirmar que a Bíblia não contém erros ela é inerrânte, outros vão falar que apenas os originais eram inerrântes o que também da uma boa briga de teólogos, e se levarmos por este lado a discussão aumenta mais, pois muitos acreditam que a Bíblia não contém erros, e os erros, ou, as questões complicadas que a Palavra expõe são todas explicáveis. Existem sites e livros cristãos especializados nestes assuntos, porém muita coisa não é explicada, por exemplo:

“Em 1Coríntios 10, Paulo adverte seus leitores a evitar cometer os mesmos erros imorais e idólatras que o povo hebreu cometeu no deserto quando “num só dia morreram vinte três mil (1Co 10:8)”

Só que se lermos a passagem do Antigo Testamento (Números 25:9) o texto relata 24 mil. È uma diferença pequena, mas não deixa de ser um erro ou uma questão de difícil interpretação (OLSON, 2003, Pg. 150). Isso que eu não vou entrar na questão de como Judas morreu, nem sobre a mentira no Velho testamento, e muitas outras coisas que até tentam explicar, mas muitos forçam a barra, então qual é a saída? A infalibilidade bíblica, que, diga-se de passagem, é um conceito pouco usado hoje em dia.

A infalibilidade prega que a Bíblia é infalível no propósito de ensinar o cristão sobre Deus, e seus “erros” ou contradições não comprometem o ensino Bíblico sobre a fé:

“A Bíblia é a autoridade inspirada e infalível do cristão para todas as questões de fé e prática e, ao mesmo tempo, é imperfeita com respeito a assuntos não espirituais (OLSON, 2003, Pg 151)”

A Bíblia é infalível, inspirada e o caminho para se achar Deus, e segundo esta escola teológica, a Palavra pode até ter erros na parte histórica, mas não nas questões espirituais não comprometendo o ensino de Cristo.

Sabemos que é difícil, como bons cristãos que somos, afirmar que a Bíblia contém passagem de difícil interpretação, mas ela contém, se estão erradas, não sei dizer, mas são complicadas sim. Contudo uma coisa sabemos, este poderoso livro nos inspira e nos deixa mais perto de Deus e isso é uma fato. Não é um livro comum, é algo realmente poderoso e divino, se tem conceitos complicados com certeza não compromete o livro todo.

 

BIBLIOGRAFIA

 

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012

 GEISLER, Norman, NIX, William, Introdução a Bíblia, Como a Bíblia Chegou Até Nós, Editora Vida, São Paulo, 2015

BRUCE, F. F, O Cânon das Escrituras, Como os livros da Bíblia Vieram a Ser Reconhecidos como Escrituras Sagradas, Editora Hagnos, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, Teologia Sistemática, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2015

CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011

GUSSO, Antônio Renato, Os Livros Históricos, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

GUSSO, Antônio Renato, O Pentateuco, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

OLSON, Roger, História das Controvérsias da Teologia Cristã, Editora Vida, São Paulo, 2003

GRUDEM, Wayne, Teologia Sistemática, Atual e Exaustiva, Editora Vida Nova, São Paulo, 1999

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A BÍBLIA É CONFIÁVEL? – PARTE 3

Um amigo um dia me falou que não acredita na Bíblia porque é um material forjado pela igreja católica, eu de maneira tranquila perguntei: Você sabe quantos manuscritos existem espalhados em diversos países e lugares? Ele não soube responder, e por não entendermos acontecimentos passados, não entendemos a Bíblia hoje. Afinal, muitos não demoram em formular muitas teorias sobre este livro, mas estes, sequer devem ter lido antes de afirmar certos equívocos. Ou usam provas e fontes tão duvidosas, que eu sequer perco tempo para responder, de tão erradas que são as teorias.

 E hoje não temos desculpas de não termos acesso a informações fiéis e coesas. Existem até ateus, estudiosos da Bíblia, que não são presos em igrejas e religiões, atestando que este livro não é forjado, que Cristo existiu e tudo mais. A primeira pergunta que eu quero responder sobre este importante escrito é se ele realmente é um material confiável, e ante tantos livros, qual seria o seu teor de confiabilidade.

Quando você fala que a Bíblia foi forjada por quem quer que seja, você não esta sendo tão inteligente assim. Pois existem cerca de 5700 cópias do novo testamento escrito em grego, sua língua original e cerca de 9000 cópias em outras línguas, sendo que alguns destes quase 15 mil manuscritos são obras completas, outros são livros, páginas e uma minoria são fragmentos. E se compararmos a Bíblia com obras importantes apenas a Ilíada de Homero tem 643 manuscritos, a maioria dos outros escritos antigos sobrevive com um pouco mais de uma dúzia de cópias (GEISLER, TUREK, 2012, PG 230). E ao contrário do que muitos dizem, nem todas as cópias estão no domínio da igreja católica e sim expostos em museus dos mais diversos países, além de encontrarmos muitos deles em sites oficiais destes museus e bibliotecas disponíveis ao público, e alguns deles são:

O Códice vaticano: catalogado em 1475 na biblioteca do vaticano

O Códice sinaítico: descoberto pelo conde alemão Tischendorf e comprado pelo governo inglês em 1933, por cem mil libras esterlinas, sendo publicado depois em um volume único

O Códice efraimita: que após ser vendido e mudar de mãos várias vezes, foi colocado na biblioteca nacional de Paris, onde está até os dias de hoje.

O Códice washingtoniano: comprado de alguns negociantes, estando hoje na instituição Smithsoniana em Washington

Os rolos do mar morto: descoberto em 1947, sendo esta uma das mais importantes descobertas, atualmente se encontra em Israel (GEISLER, NIX, 2015, PG 138, 141, 142, 143)

Quanto mais cópias existem, mais oportunidades temos de confirmar se a mensagem entre eles é fiel ou não. E levando em conta o número de cópias, e os comparativos feitos até hoje, a semelhança da mensagem entre os manuscritos é grande, tendo poucas, ou quase nada de erros, sendo estes erros falhas que não comprometem o ensino ou o escrito todo.

Ai você tenta desqualificar a Bíblia com uma frase bem conhecida, que eu já ouvi muitos proferirem:

“Quem conta um conto aumenta um ponto”

 Faça o teste do telefone sem fio e veja você que a frase dita no começo da fila já virou outra coisa no fim dela, então como podemos confiar em um livro transmitido de geração a geração, primeiro de maneira oral e depois de maneira escrita? A resposta quem dá são os autores do livro: Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu:

“Felizmente o NT (Novo Testamento) não foi transmitido dessa maneira. Uma vez que não foi contado a uma pessoa, que o contou a outra, e assim por diante, a brincadeira do telefone não se aplica. Várias pessoas testemunharam acontecimentos do NT de modo independente, muitas dos quais os registraram em sua memória, e nove dessas testemunhas oculares/contemporâneas registraram suas observações por escrito (GEISLER, TUREK, 2012, PG 230)”

É errado compararmos os escritos Bíblicos a um jogo que tem a finalidade de entreter e confundir as pessoas. O evangelho foi passado a muitos, e alguns deles ao mesmo tempo. Portanto, quando lemos as narrações dos quatro evangelhos e percebemos o quão semelhante eles são com os outros manuscritos, entendemos como a mensagem continuou digna de confiança. Existem mais provas de confiabilidade, e se eu for citar todas as provas de veracidade da Bíblia, o blog viraria uma enciclopédia, aconselho você a ler alguns dos livros citados na bibliografia do texto e verificar.

 O curioso é que muitos acreditam em tudo o que leem e não param para pensar e analisar. E se algum ateu ou militante que odeia a Bíblia escreve algo, ninguém pondera e usa o mesmo sentimento crítico de confiabilidade que usam para escritos antigos de filósofos e pensadores. Porém as provas existem, são muitos livros, e saber a opinião de quem realmente entende do assunto é fundamental para uma opinião crítica coesa. Não quero convencer ninguém a ler e meditar na Bíblia, apenas incentivar a todos a buscar materiais mais relevantes sobre o assunto, que o resto vai vir a tona junto com as provas

 

 

BIBLIOGRAFIA

 Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012

GEISLER, Norman, NIX, William, Introdução a Bíblia, Como a Bíblia Chegou Até Nós, Editora Vida, São Paulo, 2015

BRUCE, F. F, O Cânon das Escrituras, Como os livros da Bíblia Vieram a Ser Reconhecidos como Escrituras Sagradas, Editora Hagnos, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, Teologia Sistemática, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2015

CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011

GUSSO, Antônio Renato, Os Livros Históricos, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

GUSSO, Antônio Renato, O Pentateuco, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

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OS LIVROS DA BÍBLIA – PARTE 2

A Bíblia é composta em duas partes, o Antigo Testamento, que foi escrito pela comunidade judaica e o Novo Testamento, escrito pelos discípulos de Jesus e dos Apóstolos.

A palavra testamento, ou aliança, que é a tradução mais fiel, significa pacto ou acordo e para melhor compreensão podemos dividir a Bíblia ainda mais. No caso do Antigo Testamento em:

 A Lei (Pentateuco): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio

Pentateuco significa livro em cinco volumes, seu nome original em hebraico é Torá. A tradição judaica e a cristã, atribuem a autoria do livro a Moisés porém não temos certeza disso, principalmente pelo fato de não ser possível Moisés ter escrito sobre sua própria morte (Dt 34) além da diferença literária entre eles. (GUSSO, 2011, PG. 3, 4, 5).

Os livros históricos: Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel,1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.

Estes livros falam sobre a revelação de Deus e as experiências do povo com Deus. Mostra Deus amando, corrigindo e cuidando do seu povo. Além de mostrar uma parte significativa de história do povo de Israel (GUSSO, 2011, PG. 4)

Os livros poéticos e sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos. Que são os livros de sabedoria e poesias

Os profetas: São os livros dos profetas do Antigo Testamento, sendo que dentro desta divisão temos os profetas maiores, e os profetas menores:

 Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel.

Menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

Sendo que a classificação de maiores ou menores se dá por seu tamanho e não por sua importância (FILHO, 2002, PG.11,12)

 Os livros do Novo Testamento se dividem em:

Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas, João

São as Biografias de Cristo, conta como ele nasceu, viveu e morreu e mostra muito de seus ensinos. Os três primeiros evangelhos são chamados de evangelhos sinóticos, que significa semelhantes, e cada um dos evangelhos mostra uma característica de Cristo. Mateus apresenta Cristo como o Messias, e foi escrito para os judeus. Marcos apresenta Cristo como servo, e foi escrito para os romanos. Lucas apresenta Cristo como o Filho do Homem, e foi escrito para os gregos. João apresenta Cristo como o Filho de Deus e foi escrito para os gentios.  

História: Atos dos Apóstolos

Conta a História cristã, como ela se desenvolveu depois de Cristo ter subido. O fato curioso é que ele é tido como uma continuação de Lucas. E nós percebemos isso quando encontramos uma saudação a uma mesma pessoa Teófilo, no começo das duas cartas.

Epístolas: Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenss, Colossenses, Tessalonicenses, 1Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro,1João, 2João, 3João, Judas

As epístolas são pequenas cartas endereçadas a pessoas, com ensinos, conselhos, e instruções cristãs. (GEISLER, NIX, 2015, PG. 6,7)

Profecia: Apocalipse

E o apocalipse, que narra eventos que vem acontecendo. Não é apenas um livro sobre o futuro, mas um livro sobre eventos que vem se cumprindo desde aquela época.

Sem esquecer que os nomes dos livros não existiam, foram adicionados depois. Os livros eram chamados pelas primeiras palavras de cada papiro. Gênesis por exemplo se chamava: No princípio e por aí vai

Não podemos esquecer também que a divisão em capítulos surgiu em 1227 feito por Stephen Langton. E em 1551 Robert Stephanus dividiu em versículos, influenciado por estudiosos judeus, que já dividiam o velho testamento de maneira semelhante (GEISLER, NIX, 2015, PG. 9).

Vale lembrar também que todos os evangelhos quando escritos, teriam sido anônimos, sendo que a tradição cristã atribui Mateus e João, aos dois apóstolos, Lucas e Marcos a evangelistas. (CHAMPLIN, 2013, PG. 527, 604). 

Salmos 119:105 diz:

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”.

É ela que nos orienta, nos ajuda e nos coloca para mais perto de Deus. É ela também que nos dá refrigério e nos mostra qual é o caminho que um cristão deve seguir. Este livro sagrado é importante para a nossa fé, para nos moldar aos ensinos de Cristo e para entendermos a sua vontade, e como o Salmo bem diz, é a Bíblia a nossa luz durante a caminhada a aqui na terra.

 

BIBLIOGRAFIA

 Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012

 GEISLER, Norman, NIX, William, Introdução a Bíblia, Como a Bíblia Chegou Até Nós, Editora Vida, São Paulo, 2015

BRUCE, F. F, O Cânon das Escrituras, Como os livros da Bíblia Vieram a Ser Reconhecidos como Escrituras Sagradas, Editora Hagnos, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, Teologia Sistemática, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2015

CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011

GUSSO, Antônio Renato, Os Livros Históricos, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

GUSSO, Antônio Renato, O Pentateuco, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

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A PALAVRA DE DEUS – PARTE 1

Quando nos convertemos, aprendemos que a Bíblia é a palavra de Deus, o livro que nos guia e nos ajuda aqui na terra. É o testamento e as instruções de Deus ao seu povo, mas como surgiu? De que maneira este livro foi escrito e veio a ser conhecido pelos cristãos? É sobre isso que vamos discorrer, para entender o quão importante é se aprofundar na leitura e estudo destes escritos.

A Bíblia é a nossa regra de Fé e o seu uso de fundamental importância. Conhecer, manejar e estudar este livro deve ser prática essencial para uma vida cristã saudável. Porém, apesar de ser um livro importante, ele suscita muitas perguntas, reflexões e dúvidas, talvez por ter sido escrito em uma língua diferente, com uma cultura diferente há muitos anos atrás. O que torna o seu estudo, leitura do contexto histórico, e o entendimento do seu significado nas línguas originais, fundamental. A intenção desta série de textos é dar uma sucessão de respostas a afirmações injustas, feitas por muitos que sequer devem ter tido a paciência de estudá-la, além de passar informações básicas para quem maneja este livro e o tem como bússola em sua vida.

Quando falamos da Bíblia, não falamos só de um livro religioso. Falamos do primeiro livro impresso por Gutenberg, falamos também do maior best-seller mundial até hoje. Traduzido em milhares de línguas, estudado e lido por muitos povos e nações neste nosso mundão.

A palavra Bíblia (livros), se origina da cidade Fenícia Biblos. Que era um dos polos produtores do papiro, que era o papel da época (que também se chamava biblos). Com o passar do tempo, esse vocábulo passou a designar as Sagradas Escrituras. Que tem um total de 66 livros, sendo 39 do Antigo Testamento e 27 do novo, na versão da Bíblia protestante.

Quando falamos da Bíblia, falamos de um livro inspirado por Deus, escrito através de homens escolhidos para lembrar e contar os ensinos de Cristo as pessoas. Em 2Timóteo 3:16 diz:

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”

Este é um dos versículos mais clássicos que sustenta que a Bíblia é inspirada e revelada por Deus, juntamente com 2Pedro 1:20-21 e mais alguns outros textos. É por isso que nós cristãos afirmamos que a Bíblia é a palavra de Deus, pois a própria Bíblia afirma isso, além da própria tradição cristã:

“A Bíblia alega ser um livro de Deus e ter uma mensagem com autoridade divina. Na verdade, os autores Bíblicos dizem ter sido compelidos pelo Espírito Santo a expressar as Suas palavras (GEISLER, 2015, Pg. 214)”

Como vemos a Bíblia afirma ser ela inspirada por Deus e os próprios apóstolos também confirmam.

Isso seria apenas uma das formas de provar a veracidade do Livro Sagrado, temos também inúmeras fontes externas não cristãs que sustentam a veracidade da história de Jesus. Como a obra Antiguidade dos Judeus de Flavio Josefo, alguns escritos de Tácito historiador romano, Plínio, o jovem, Suetônio, historiador romano, como vamos ver de forma detalhada em um capítulo posterior. (GEISLER, 2012, Pg. 228)

E estas são só as primeiras provas de veracidade da Bíblia, que fala de um Deus que dividiu a história, que se doou e morreu por nós. Homens morreram e morrem pregando esta palavra. E por mais que tentem destruir este livro, esta importante escritura continua, mostrando que além de inspirada, é guardada por Deus até hoje. Ler este livro é aprender sobre Deus. Estudar estes Escritos é ter uma luz iluminando e direcionando a caminhada cristã.

No próximo texto, vamos conhecer melhor cada livro da Bíblia, entender suas divisões, e porque foram escritos.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012

 GEISLER, Norman, NIX, William, Introdução a Bíblia, Como a Bíblia Chegou Até Nós, Editora Vida, São Paulo, 2015

BRUCE, F. F, O Cânon das Escrituras, Como os livros da Bíblia Vieram a Ser Reconhecidos como Escrituras Sagradas, Editora Hagnos, São Paulo, 2013

GEISLER, Norman, Teologia Sistemática, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2015

CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011

GUSSO, Antônio Renato, Os Livros Históricos, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

GUSSO, Antônio Renato, O Pentateuco, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011

 

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