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VIDA CRISTÃ

“Deus não nos concebeu sua palavra para que a pudéssemos explicar para outros, mas para que nós mesmos a experimentemos e a vivamos para que os outros vejam o senhor” (WIERSBE, 2011, 114)

A Vida cristã começa na prática, e não no discurso, é claro que temos a missão de ir e pregar, contudo antes de qualquer coisa, precisamos “ser”, para assim transmitir algo verdadeiro, algo que realmente vem de uma vida sincera.

As pessoas notam quem vive no discurso, quem fala uma coisa e faz outra. As pessoas notam palavras vazias, descontextualizadas e sem vivência. Por isso que viver o evangelho é essencial para que a pregação se torne viva, fruto de uma vida que realmente segue o evangelho, e não apenas fala por falar.

O dito popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” pode ser útil para justificar sua falta de comprometimento, mas não serve para quem segue o evangelho. O autor faz mais uma pontuação que resume bem o assunto e que refuta alguns destes pensamentos encurtados:

“O cristianismo não é um credo, uma organização nem um sistema religioso. Ele é a vida de Deus nos seres humanos, tornando-nos mais semelhantes a Jesus Cristo” (WIERSBE, 2011, 114)

Antes da instituição, antes da placa da igreja, antes dos ritos, vem a vida que faz diferença na nossa. A palavra deve encarnar e nos fazer semelhantes a Jesus, que nos deu a vida.

Não estou pregando contra a igreja, nem eu acho que ser cristão é ser um “sem igreja”. Precisamos da comunhão, e uma igreja que prega a palavra, nos ajuda a viver cada vez mais próximo a Cristo.

O que eu quero resumir é que antes de tudo, a palavra deve fazer diferença em nós, antes de pregar, temos que viver, antes de anunciar temos que entender, sermos praticantes e não apenas ouvintes (Tiago 1:22). Caso contrário, seremos contraditórios, olharemos para os outros e nos esqueceremos do comprometimento pessoal que a vida cristã exige.

BIBLIOGRAFIA

WIERSBE, Warren, W. Jesus presente, Experimente a atualidade e o poder das declarações do Filho de Deus em sua vida, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2011

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HUMILDADE

“O orgulho é um veneno tão possante que envenena não só as virtudes, mas também os outros vícios” G. K. Chesterton (WIERSBE, 2011, p. 155)

Não gosto de gente que te olha de cima, que se coloca em um pedestal, como se ele fosse superior e os outros lacaios. Normalmente me mantenho longe destes, não é o tipo de pessoa no qual eu gasto minhas horas. A parte que eu acho complicada, contraditória e irreal, é quando eu encontro cristãos assim.

Eu não entendo cristãos orgulhosos, não consigo conceber como uma pessoa que serve a um Deus que se fez servo (Filipenses 2:7), possa ser orgulhoso. Eu sei que as vezes caímos na armadilha do orgulho, que o dinheiro e fama pode nos corromper e nos colocar em pedestais, conquanto, ao olharmos para a palavra, gastarmos tempo lendo e estudando, teríamos um bom choque de realidade, que faria com que voltássemos a humildade que o evangelho exige, pelo menos deveria ser assim. Conheço gente que tem problema com orgulho, e toma muito cuidado com isso, penso que este é o princípio que todo o cristão deveria ter que é a consciência de suas falhas, para que assim ele possa não cair em suas próprias dificuldades.

Eu antes tinha muita raiva de orgulhosos, não gostava do ar de superioridade e nem de ser tratado com desprezo. Conforme a vida foi passando eu passei a ter pena, direi por quê.

Primeiro porque o orgulhoso é cego, não percebe a sua própria condição. Por olhar os outros de cima, muitas vezes tropeça, por tratar alguns com frieza e superioridade, acaba por ser sozinho, ou cercado por iguais, que prezam mais por aparência do que por intimidade, vivência e amizade.

Entenda que somos totalmente dependentes um dos outros, quando nascemos precisamos dos pais para nos ajudar, prover alimentos, nos ensinar. Quando crescemos isso não muda, sem as pessoas, sem o padeiro, sem o funcionário ou os diversos profissionais, não temos as coisas, não desenvolvemos e nem conseguimos o básico. Somos totalmente dependentes um dos outros, o orgulhoso não entende isso.

Segundo porque sem humildade não aprendemos. A humildade é o princípio de tudo, entender que não sabemos tudo é o ponto de partida para seguirmos aprendendo. Só cresce quem entende as suas limitações, eu só posso evoluir, aprender e me desenvolver, quando sei meus pontos fracos, para daí em diante seguir buscando aprimoramento. Coisa que um orgulhoso ou uma pessoa que se considera o máximo, superior a tudo e todos, não consegue fazer.

A humildade é o cerne do evangelho, Jesus foi humilde e ensinou uma liderança servidora, que funciona de “baixo para cima”. Paulo e os apóstolos, idem. O cerne da mensagem é entender o quão pecador somos e do quanto precisamos de Deus, sendo que com o orgulho isso não é possível. Warren W. Wiersbe neste mesmo livro no qual tirei a citação de Chesterton complementa:

“Humildade é o solo do qual todas as outras virtudes cristãs podem crescer. As pessoas orgulhosas amam a si mesmas, não aos outros, e se prestam alguma atenção nos outros é apenas para os usar a fim de se promover” (WIERSBE, 2011, p. 155)

Não tenha dúvida que o orgulho é o melhor caminho para a ruína, pois além de não sermos melhores uns que outros, sozinhos não somos nada.

Quem é orgulhoso, quem se considera superior e acima dos outros, certamente não entendeu o evangelho, se ama mais do que ama os outros. Estar em comunhão com os irmãos depende do quanto somos humildes para aceitar que cada um tem suas dificuldades e assim conseguir amar e aceitar o próximo com mais humildade.

O orgulhoso não aceita muito este conceito e segue desdenhando, pensando mais do que ele é e alheio a todos. O grande problema é que brasa fora do fogo se apaga. Juntos somos sempre mais fortes e podemos como irmãos nos ajudar, nos suportar, nos apoiar. Sem contar que a solidão de cima dos pedestais deve ser grande, por isso, opto sempre por ser humilde, é uma vida menos solitária.

BIBLIOGRAFIA

WIERSBE, Warren, W. Jesus presente, Experimente a atualidade e o poder das declarações do Filho de Deus em sua vida, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2011

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ATALHOS – PHILIP YANCEY

“Ansiamos por atalhos. Mas os atalhos geralmente nos afastam do crescimento, não nos aproximam dele” (YANCEY, 2004, 220)

As pessoas não se cansam de procurar fórmulas mágicas para solucionar seus problemas, atalhos secretos que os ajudem arrumar suas más escolhas. Muitos ainda insistem em acreditar em soluções milagrosas, como se a vida cristã fosse feita apenas de milagres. Talvez seja por isso que religiões exploradoras tem surgido cada vez mais, usando o sistema de mérito a fim de ajudar o homem a conquistar suas “bênçãos”. No fim, se existe igreja assim é por conta da própria demanda.

O plano de ação destes estelionatários é perfeito, é tudo muito bem calculado, construído mesclando a verdade, mas de forma bem descontextualizada. Tudo começa com a afirmação “Deus é poderoso”, coisa muito verdadeira, mesclado com a verdade que “Deus não falha”, com isso a armadilha está pronta, enquanto bolsos se esvaziam almas gananciosas seguem fazendo barganha com Deus.

Deus é poderoso, e é evidente que ele nunca falha, no entanto nem sempre o que pedimos vem como imaginamos. A própria Bíblia diz que o que pedimos deve estar de acordo com a vontade dele (1 João 5:14), e a Bíblia também fala que as vezes pedimos e não recebemos por estarmos com a motivação errada (Tiago 4:3). Isso sem contar que Deus, quando nos atende, faz conforme a sua vontade, ele nos ajuda, mas de sua maneira, e não da nossa. Sendo que pode ser de uma forma natural ou milagrosa. Isso sempre vai depender de Deus e seu misterioso caminho. Entenda que a própria concepção da palavra milagre é:

Acontecimento extraordinário, incomum ou formidável que não pode ser explicado pelas leis naturais (Dicio)

Sendo ele uma exceção, algo fora do comum, e sabemos bem que em nossa vida, nem sempre Deus age de forma milagrosa. Na maioria das vezes o caminho é natural, através de pessoas, oportunidades ou médicos.

Com isso não quero afirmar que não acredito em milagres, pois eu acredito, creio com todas as minhas forças que Deus pode fazer de tudo, e da forma que bem entender, mas eu já vivi o evangelho o bastante para afirmar que Deus age assim poucas vezes.

Nem sempre o agir de Deus vem de forma milagrosa, mas sempre vem, eu acredito nisso. No fim o milagre é tudo, desde as coisas comuns, a vida, os amigos, os apoios que recebemos na caminhada, oportunidades e empregos, até os próprios milagres em si. Não acredito em atalhos, eu creio que muitas vezes Deus age de uma forma natural para nos ensinar, por isso que ele não pega atalhos.

Acredito que no fim a verdadeira prosperidade é saber administrar o nosso dinheiro, é ganhar pouco, mas fazer muito. Pois não adianta sermos prósperos e sermos maus administradores, gastando mais do que ganhamos. Conheço gente com bons salários que vivem na miséria, sempre em falta, e sei que uma boa parte destes esperam um milagre de Deus ou um atalho todo especial.

Penso que o milagre maior é aprender do que não precisamos, está é a verdadeira riqueza, além de ter em mente que não precisamos de milagres diários para crer em Deus.

É possível ganhar pouco e viver bem, aproveitando o hoje, fugindo de atalhos que não ensinam. Ser grato com o que temos é um milagre, viver o hoje, satisfeito com o que somos é o princípio do aprendizado, entendendo que aos poucos podemos chegar lá, e se não chegarmos, não nos frustraremos, pois estaremos vivendo satisfeitos com o que a Deus nos deu.

Quem sabe gastar de forma moderada é próspero, não se incomoda, não vive como que louco correndo atrás de dinheiro, sem paz. Aprenda que você não precisa de tudo, seja moderado e tenha autocontrole, este é um bom principio para viver bem, o resto é atalhos que não levam a lugar algum.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Decepcionado com Deus, Três perguntas que ninguém ousa fazer, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004

www.dicio.com.br/milagre/

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EQUILÍBRIO – JOHN STOTT

“Comprometimento sem reflexão é fanatismo em ação; reflexão sem comprometimento é a paralisia de toda ação” (STOTT, 2012, p. 21, 29)

Talvez um dos maiores desafios do ser humano é ter equilíbrio, uma boa parte de nós, ou até quem sabe a maioria, não consegue se engajar em algo com o pé no chão, nem perceber as contradições e os pontos fracos de sua forma de pensar, religião ou partido político. Somos mestres em entrar em uma empreitada de forma cega, sem reflexão e coerência.

Com isso vemos cristãos alienados, que ouvem seus pastores sem questionar suas contradições. Ou engajados políticos que acreditam que os seus partidos são a solução para o Brasil. E tem até aqueles que acreditam que o seu modo de pensar é o mais coerente, enquanto todos estão errados, são burros e ignorantes.

Eu gosto sempre de frisar que ter equilíbrio não é tarefa fácil, é um desafio dos grandes, não é para qualquer um. Acreditar em algo, ou seguir algo, sem perceber os equívocos deste algo é uma atitude das mais normais. Principalmente quando temos boas experiências, fazemos boas amizades, ou encontramos a solução para o nosso problema neste determinado lugar. O homem é mestre em transformar experiências pessoais em regras, sejam cristãos ou qualquer outro tipo de pessoa.

Ter equilíbrio é como andar em uma corda bamba, é preciso conseguir dar os passos sem cair para qualquer um dos lados. Será totalmente fatal se um equilibrista se atrapalhar e cair, não importa o lado, a queda por si só já será letal, na vida não é muito diferente.

Comprometimento sem reflexão gera fanatismo, entrar em uma causa sem refletir, ponderar e verificar todas as variantes é perigoso e mortal para a fé.  Lembre-se que o fanático é intolerante, ele não gosta de ouvir e muito menos de dialogar. Nós não podemos impor a nossa fé, muito menos fazer o outro engolir nosso ponto de vista a força, quem faz isso é fanático, é intolerante que acredita ser o dono da verdade. Entretanto, o oposto é também verdadeiro, já que estamos falando de equilíbrio.

Não adianta sabermos refletir, termos conhecimento e sabedoria, se não temos ação. Não adianta você ser um cara crítico, que sabe enxergar as contradições em todas as áreas, se você não faz nada, se não tem ação ou movimento.

Ser apático as coisas é estar do lado oposto de quem quer impor. O homem relevante, o cristão sábio, busca ter equilíbrio, tenta estar sempre no meio, se policiando, vendo suas contradições e agindo.

Lembre-se que não existe perfeição, com isso, você vai ter que aprender a conviver com algumas contradições a fim de que não penda para qualquer um dos lados. Quando falamos do ser humano, temos que ter em mente que a imperfeição é um dos pontos principais deste ser.

Certo dia encontrei um amigo que há muito tempo não via, ele era cristão, mas há anos que não ia mais à igreja. Ele me falou que não frequentava mais, pois tinha muita coisa errada na igreja. Eu concordei e completei falando que: “onde têm pessoas, têm equívocos, não dá para exigir perfeição de ninguém, pois somos todos imperfeitos”.

Aprenda a ter equilíbrio, entenda a importância de aprender a ser equilibrado e ponderado. Não dá para cair nos extremos, ainda mais se tratando de nós seres humanos.

Entenda o quanto somos limitados, o quando estamos propícios a erros e relaxe um pouco. Por mais que tenhamos a nossa fé, que temos as nossas certezas e verdades, podemos estar errados em muita coisa. Aprenda a dar espaço para a outra pessoa falar e crer entenda que não podemos forçar, temos que aceitar a liberdade que o outro tem de discordar e aprender a conviver com isso.

Não se esqueça também do outro lado, da estagnação, do fato de que saber refletir não é muito quando junto não vem a ação. Precisamos buscar um centro, encontrar um equilíbrio para não pender nem para um lado e nem para outro.

 “Viver é andar na corda bamba, por isso, equilibre-se”

BIBLIOGRAFIA

STOTT, John, Crer é também pensar, Editora ABU, São Paulo, 2012

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TEIMOSIA OU DETERMINAÇÃO – ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES

“Teimosia ou determinação dizem respeito à mesma energia, mas são identificadas somente no fim da história. Se deu errado, era teimosia. Se deus certo, era determinação” (ARANTES, 2019,  44)

Quem me conhece sabe que eu não desisto fácil de algo, sou bem consciente de que o que vale a pena não vem fácil, é preciso lutar, se aperfeiçoar, e persistir. A própria história nos mostra isso, foram inúmeros cientistas, pensadores ou escritores que precisaram insistir e ouvir muitos “nãos”, antes de conseguir sucesso em seus objetivos. Aparte interessante é que são muitos os que insistiram, mas que deram errado, o que faz com que o assunto “teimosia ou determinação” fique interessante.

Eu sempre me preocupei ao entrar em alguma empreitada, em não estar sendo teimoso, em não confundir teimosia com determinação, nunca gostei de quebrar a cara ou ver tudo dar errado. O curioso é que não existe formula e a dúvida acaba colaborando para que insistamos no erro ou até persistamos, conseguindo chegar ao sucesso no objetivo.

 Há muito tempo atrás, quando eu estava entrando na música, eu tinha o sonho de ter uma banda. O problema era que eu era um músico iniciante que queria tocar um estilo musical que exigia que eu já tivesse certa técnica. Uma boa parte dos meus amigos falaram que eu não iria conseguir, mas consegui. Posteriormente passei por uma situação parecida quando montei uma banda e também a maioria dos amigos me falaram que não iria dar certo, mas deu, gravei dois CDs e toquei por muitos lugares no Brasil, não fiquei famoso mundialmente, mas na cena do estilo musical, fomos conhecidos.

Hoje sou músico e uso a mesma força de correr atrás, estudar e me dedicar, também em minha vida acadêmica. A banda serviu para que eu aprendesse a me dedicar e entendesse que certas coisas demandam tempo e estudo, mas poderia ter dado tudo errado, não acha?

O problema é que não fazer por medo de perder é perder duas vezes, pois com certeza em alguns casos, você vai ter que conviver com o sentimento de que você poderia ter tentado e até conseguido.

Eu diria nestes complicados casos, que antes de você embarcar em algo, sendo ele uma empreitada que você sabe que vai dar resultado ou não, pare e tente entender o que vai perder, analise bem o que você está disposto a sacrificar se não conseguir. Você se frustra menos ao entrar em algo com o pé no chão. Eu também diria para você não nutrir tanta expectativa, às vezes você pode até conseguir, mas não da forma que você tinha imaginado, com isso você chega lá, embora um tanto quanto distante de onde planejou.

Quando eu resolvi me empenhar em estudar música eu sabia que o máximo que eu iria perder era tempo e a tristeza de não ter conseguido. Não investi um dinheiro alto, não arrisquei trabalho, nem fiz escolhas que fizesse com que eu ficasse em maus lençóis, era só tempo e tempo perdido com aprendizado é sempre tempo ganho, mesmo que o aprendizado fosse saber que eu não levava jeito para tal coisa, por isso resolvi encarar o projeto. Já embarquei em coisas que eu iria perder muito mais que tempo e resolvi arriscar consciente, tudo vai depender de como você encara a situação. Warren Buffett tem uma frase que eu acho que ajuda muito e resume bem o caso:

“Nunca teste a profundidade do rio com os dois pés”

Tenha sempre o pé no chão e cuidado ao apostar tudo. Sempre entre consciente do quanto você pode perder para não se frustrar e aceite o resultado.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana Claudia Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver, E um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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ESTRANHO OU DIFERENTE? – WARREN W. WIERSBE

“Quando você é diferente, atrai as pessoas; quando é estranho, repele-as; quando é uma imitação barata, convida o escárnio a entrar em sua vida” (WIERSBE, 2011, 119)

A citação me faz lembrar de um colega de trabalho, ele era cristão, mas também era a piada pronta dentro da empresa. Todo mundo o achava um ET. Seu modo de falar era muito curioso, sua maneira de se portar, ridícula.

Não se misturava, não conversava de outra coisa que não fosse sobre igreja ou a Bíblia, e usava o conhecido evangeliquês para se comunicar. Ninguém o entendia, e ainda por cima, tiravam sarro dele. Entenda que é importante saber a diferença entre ser diferente, de fazer a diferença onde você está e entre ser estranho, incompreensível, bizarro.  

Primeiro, é bom você ter em mente que ser cristão não é um tipo de linguagem, de roupa ou trejeitos. Ser cristão é um encontro, é um dia onde você foi achado e tocado pelo Espírito Santo. Ser cristão é imitar a Cristo, ter uma vida consciente, é saber quem você é e do quanto você precisa de Deus.

Segundo, para ser diferença no meio das pessoas e para que o evangelho entre, se propague em meio aos seus amigos, família e colegas, você tem que usar de uma linguagem no qual todos entendam. Você deve viver o evangelho, ser um crente genuíno, que mostra quem você foi e quem você é agora, com todas as falhas e dificuldades que todos nós seres humanos temos.

É possível transmitir Deus no modo de agir, mostrando honestidade, ética e profissionalismo, basta ter sinceridade em nossos atos. Quem segue a Deus, faz tudo para honra-lo, faz tudo como para o senhor (Colossenses 3:23), uma vida assim já transmite o evangelho. Entretanto, sabemos que falar também é importante e é possível falar e aconselhar com linguagens acessíveis e de uma forma no qual todos entendam.

Ser cristão é ser genuíno, ser diferença está muito ligado ao fato de não parecermos uma cópia, um rascunho mal feito do que não vivemos. Quando quisermos parecer algo que não somos, certamente, e com toda a certeza, seremos vistos como uma imitação barata, uma cópia pirata, motivo de escárnio e zombaria.

Se fingir de santo não faz de você um santo, agora ouvir, ser sincero e não se achar superior, com certeza te faz. Somos separados, mas não somos perfeitos. Fomos tocados pelo evangelho, mas não somos melhores do que os outros por isso.

Ter a consciência de que Deus nos perdoa, que ele é misericordioso e não demora em nos ajudar, é um principio que deve estar encarnado em nossa vida, para quando você for evangelizar, suas palavras sejam mais de amor, do que de raiva e acusação.

Lembre-se, você deve amar como Deus nos amou (1 João 4:7-8), o evangelho é isso, é agir como Deus age conosco, o resto é ensino pirata e o caminho para o escárnio.

BIBLIOGRAFIA

WIERSBE, Warren, W. Jesus presente, Experimente a atualidade e o poder das declarações do Filho de Deus em sua vida, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2011

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DEUS E O CONHECIMENTO: CRER É TAMBÉM PENSAR: JOHN STOTT

O anti-intelectualismo é ainda muito comum no meio cristão. Já escrevi bastante sobre isso, inclusive, já usei o livro em questão para fundamentar um de meus textos. Entretanto, na conclusão deste mesmo livro, o autor destaca o porquê o conhecimento é importante para todo o cristão, o autor nos dá quatro motivos, por isso, usei-o novamente como base para abordar este importante tema. Lembrando que ele fala do conhecimento que aponta para Deus, não aquele feito sem propósito e sim como meio de nos aproximar dele.

 Se alguns conhecimentos podem nos afastar de Deus, nos levar a conclusões simplistas e equivocadas a respeito dele, a falta deste saber é igualmente perigoso, afinal. Se não conhecermos Deus e a sua palavra, como seguiremos fazendo a sua vontade? É justamente a finalidade do saber que estes pontos enfatizam.

“Em primeiro Lugar, o conhecimento deve levar à adoração” (STOTT, 2012, p. 74).

Quando conhecemos realmente Deus, adorá-lo vira uma prática natural, é impossível termos intimidade com quem mal sabemos quem é, por isso que ler a Bíblia e orar é o caminhO básico para conhecermos e termos intimidade com o Criador. Racionalizar, estudar e ler a palavra é o caminho para conhecermos mais Deus e tudo o que ele fez, o verdadeiro conhecimento nos aproxima mais dele, não tenha dúvida disto.

“Em segundo lugar, o conhecimento deve levar a fé” (STOTT, 2012, p. 74).

A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 17:17), se não ouvimos, não lemos e estudamos sua palavra, certamente seguiremos sem fé. Se não nos firmarmos na verdade, no ensino que Cristo nos deixou, certamente ruiremos.

“Em terceiro lugar, o conhecimento deve levar a santidade” (STOTT, 2012, p. 74).

Quanto mais conhecemos os ensinos de Deus, nossa missão e a nossa responsabilidade como seguidores de Cristo, mais a nossa vida se amolda a vontade dele.

O conhecimento tem este poder, ele consegue fazer com que tenhamos a responsabilidade de termos uma vida reta e digna.

Quando somos praticantes dos ensinos que a Bíblia nos deixou, é inevitável caminharmos para uma vida centrada, dentro da vontade de Deus.

“Em quarto lugar, o conhecimento deve levar ao amor” (STOTT, 2012, p. 76)

Quanto mais estudamos, oramos e temos intimidade com Deus, mais somos inundados com o sentimento de partilhar, de ajudar e “influenciar” os outros com os ensinos de Cristo.

Com este livro podemos aprender que o verdadeiro conhecimento faz com que tenhamos estas motivações, partilha e ajuda. Ele nos mostra também o perigo do conhecimento equivocado e o perigo da falta de conhecimento.

A Bíblia nunca foi contra o estudo, o ensino e a dedicação em entender a palavra. Acreditar que o conhecimento nos separa de Deus é tolice, sendo que a vida cristã deve ser equilibrada, com a busca e o estudo caminhando juntos, para que tenhamos o pleno conhecimento da vontade de Deus descrito na Bíblia, e a intimidade com ele, quando oramos e o buscamos.

 

 

BIBLIOGRAFIA

STOTT, Crer é também pensar, Editora ABU, São Paulo, 2012

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O MEDO DE CORRER RISCOS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

Esta é a última armadilha da mente das quatro listadas pelo Augusto Cury: O medo de correr riscos.

“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam” (CURY, 2008, p. 58)

Eu não sou o cara mais ousado que existe, muitas vezes acabo optando mais pelo seguro, do que pelo caminho mais arriscado. Eu também não gosto de atalhos e formulas mágicas, não acredito que possa existir algo assim, mas eu sei que correr riscos é inevitável em qualquer empreitada.

“Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas” (CURY, 2008, p. 59)

Viver é um risco, sonhar e empreender algo é um risco, nem sempre saberemos se o caminho é o correto, muito menos se aquela determinada área frutificará, mas a vida é assim. Se não fizermos, não arregaçarmos a manga e tentarmos, nunca saberemos ou sairemos do lugar. Viveremos estagnados, parados no tempo, decepcionados sem crescera se desenvolver.

“Pois a vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a tarefa mais nobre de um mortal. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários” (CURY, 2008, p. 59)

E quando falo em arriscar, não falo de grandes empresários, ou de empreendedores famosos, falo de tudo e de todos, nem sempre o meu desafio é grande para você e vice versa, mas temos que tentar e aprendera encarar o desafio.

Querer fazer algo, mudar seu futuro estudando, montar uma loja, ou seguir na realização do que você sonha, vai acabar tendo sempre um risco. Entretanto, só chega lá quem corre o risco, quem tenta e aprende com seus erros.

Ficar parado não é a saída, pode ser confortável, mas não te tira do lugar. Enfrentar o medo e ousar é o caminho para não ser uma pessoa frustrada. O comodismo não nos faz crescer, mas quem ousa, está sempre aprendendo, mudando e evoluindo. Por isso jogue fora o medo e tente, pode ser que você consiga, ou aprenda, não custa tentar descobrir.

 

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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O MEDO DE RECONHECER ERROS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

Todo mundo erra, entenda isso e se liberte com esta verdade. O que vai definir quem somos e o quanto aprendemos com nossos erros é como encaramos (ou não encaramos) este fato.

“O medo de reconhecer erros é, acima de tudo, o medo de se assumir como um ser humano com suas imperfeições, defeitos, fragilidades, estupidez, incoerência” (CURY, 2008, p. 53)

Quem não reconhece seus erros não muda, como já falei muito neste blog, quem não se vê como humano, imperfeito, sujeito a erros não cresce. E eu considero esta terceira armadilha da mente como uma das piores.

“Reconhecer nossas debilidades, entrar em contato de maneira nua e crua com nossa realidade, não é apenas um passo fundamental para oxigenar a inteligência, reeditar nossa memória e superar nossos conflitos, mas também para mergulharmos nas águas de descanso, para bebermos das fontes mais excelentes da tranquilidade” (CURY, 2008, p. 57)

Portanto relaxe, aprenda a lidar com os erros, confesse-os e mude. E acima de tudo, esteja pronto a rever os seus pontos de vista e reconhecer alguns equívocos neles se assim for preciso.

O que podemos aprender com este capítulo do livro e com esta perigosa armadilha da mente é que somos seres finitos, sujeito a erros, reconhecer isso é viver uma vida mais leve e de eterno aprendizado.

Não somos seres que sabem de tudo, muito menos indivíduos perfeitos sem erro algum. Errar é humano, como bem diz o ditado, mas reconhecer o erro é caminhar para a mudança.

Então olhe para frente, aprenda a engolir seu orgulho e caminhar para o novo, só muda quem reconhece o erro e busca o aperfeiçoamento.

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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O AMOR DE DEUS: JOVEM INCANSÁVEL NÃO MAIS REFORMADO: AUSTIN FISCHER

O amor é uma palavra muito incompreendida hoje em dia, diante disso, lemos a palavra e não entendemos a profundidade do seu significado. É por este motivo que resolvi destacar as três coisas necessárias para entendermos o amor de Deus, tirado do livro de Austin Fischer.

 A primeira é: Quem define o amor é Deus e não nós:

“Não somos nós que devemos definir o que é amor; Deus é quem define. Essa é a primeira coisa que precisamos saber acerca do amor de Deus” (FISCHER, 2015, p. 69)

O amor vem de Deus, é Ele quem define e nos mostra o que é amar de forma real, caso contrário falaremos besteiras, estaremos sempre equivocados:

“O conteúdo da palavra ‘amor’ é plena e exaustivamente dado na morte de Jesus na cruz; fora dessa imagem narrativa específica, o termo não possuí significado” (FISCHER, 2015, p. 69, 70)

Foi na cruz que o amor foi visto de forma plena, é na cruz que entendemos o que é verdadeiramente amar, o resto é falácia.  A segunda coisa é: Quem se doa é Deus:

“Segundo, ao nos amar, “Deus não nos concede algo, mas a Si mesmo; e ao doar a Si mesmo, nos dando Seu único filho, Ele nos dá tudo”. A maior coisa que Deus pode nos dar é a si mesmo” (FISCHER, 2015, p. 70)

O amor de Deus é prático, é algo que vem de si, não é uma coisa e sim uma atitude. Em nome de amar e ser “feliz” o homem corre atrás de tanta coisa, mas é só o amor de Deus que nos faz completos, pois Ele é o único que dá verdadeiramente de Si mesmo.

A terceira coisa é: O amor de Deus não toma e sim dá:

“Deus não nos ama por causa de algo que ele vê em nós, mas apesar do que ele vê em nós. Deus não nos ama porque nós o amamos. Deus nos ama porque ele quer que nós o amemos apesar do fato de que nós não o amamos. Deus nos ama para que nós possamos vir a amá-lo” (FISCHER, 2015, p. 70, 71)

Estamos acostumados com um sistema de troca, Ele faz por que nós fazemos, mas a lógica divina é outra, Ele começa fazendo. Não parte de nós, por não termos capacidade, parte dele e de sua maravilhosa graça, e é esta uma das mais maravilhosas notícias do evangelho, não é que temos que ser bons e sim que somos amados por Deus. Um Deus que se doa, apesar de sermos pecadores.

O livro destaca mais duas características do amor de Deus, mas me limitei em citar apenas três por já serem suficientes, contudo quero compartilhar as últimas palavras deste capítulo do livro, pois penso que resume bem o que a Bíblia fala sobre o amor de Deus:

“Tendo permitido que Deus falasse por si mesmo, eu encontrei – ou fui encontrado por – um Deus infinitamente glorioso, mas não era o Deus do calvinismo. Era o soberano, doador, sofredor e crucificado Deus de Jesus Cristo. Era o Deus que não precisa de nós, mas que não quer ficar sem nós – não porque merecemos, mas simplesmente porque é assim que ele é” (FISCHER, 2015, p. 74)

Eu sei o quanto somos finitos, entender Deus é impossível, mas podemos ter uma ideia por conta da palavra que Ele deixou. Penso que a ideia que temos de Deus vai definir a nossa vida como cristãos. Entender como Ele me vê e me ama, vai definir as minhas atitudes com o próximo e como eu vou buscar a Ele. E uma coisa temos certeza, que por sinal o livro todo tenta deixar isso explícito, que Deus nos ama, apesar de sermos quem somos.

 

BIBLIOGRAFIA

FISCHER, Austin, Jovem Incansável não mais Reformado, Editora Sal Cultural, Maceió, 2015

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