Resultados para a categoria "O QUE APRENDI COM OS LIVROS"

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CRESCENDO COM AS CRISES

“As crises agravam as incertezas, favorecem os questionamentos; podem estimular a busca de novas soluções e também provocar reações patológicas, como a escolha de um bode expiatório. São, portanto, profundamente ambivalentes” (MORIN, VIVERET, 2015, p. 09).

Eu me lembro muito bem de quando a crise brasileira começou a dar os primeiros sinais, quando tudo começou a ficar difícil e o desemprego chegou a números exorbitantes. Infelizmente eu fiz parte da estatística, e perdi o emprego junto com muita gente que teve que se virar neste período difícil. Felizmente as dificuldades fizeram com que eu corresse atrás, estudasse mais e buscasse novos caminhos. Não é fácil viver em tempos de crise, a crise traz muita tristeza e instabilidade, eu não tenho dúvidas disso, contudo, a crise me obrigou a ir em busca do novo, de novos caminhos e novas oportunidades, isto é o mínimo que os momentos difíceis fazem conosco.

É claro que não tem como colocar a crise apenas como uma ótima oportunidade para crescer, muito menos  tem como seguir as máximas do senso comum que diz que: “Ostra que não foi ferida, não produz pérola”, pois tal frase só funciona se o outro lado for consciente suficiente e ter força e determinação para vencer os períodos de crise. Cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa, não dá para comparar.

Entretanto um dos meus segredos, que eu espero que seja útil para você, foi justamente não procurar um bode expiatório, é se abster de gastar tempo em encontrar o culpado e se dedicar em ir em busca da solução.

Outro segredo é entender que as vezes precisamos enterrar o passado, não ficar chorando pelo que se foi e muito menos viver na nostalgia, nos lembrando de como era bom o tempo no qual trabalhávamos em tal empresa, ganhávamos bem ou coisa parecida. Eu trabalhei em ótimas empresas antes da crise, mas entendo que aquilo se foi, aprendi a duras penas a olhar para frente e ir em busca do novo, de novas oportunidades.

Aprenda que para olhar para frente, precisamos o quanto antes aprender a encerrar ciclos, entender que o que passou se encontra no passado e não volta mais. Assuma seus erros, lamente se caso suas atitudes tenham sido ruins, e se concentre em não repetir quando uma nova oportunidade chegar. A questão é aprender com os erros, e não ficar se lamentando.  

Os problemas não podem virar âncoras, que nos mantém imóveis, sem qualquer ação e sim servir como molas, que nos impulsionam para novas oportunidades. Ou você aprende a crescer com as crises, ou vai seguir sempre ancorado, não tem outra saída.

BIBLIOGRAFIA

MORIN, Edgar, VIVERET, Patrick, Como viver em tempo de crise, Editora Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2015.

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A ARTE DE GANHAR DISCUSSÃO

“É chocante ver com que frequência ter razão e ficar com a razão não são equivalentes; que o vencedor de uma discussão não é o que está do lado certo da verdade e da razão, mas sim o que é mais espirituoso e sabe lutar de maneira mais ágil” (SCHOPENHAUER, 2014, p. 8)

Conheci, ainda muito novo, alguém que realmente sabia debater. Ele entrava nas discussões mais intricadas e saia como vencedor, sempre, impreterivelmente. Não importava o assunto, aquele homem sabia discutir e defender seus pontos de vista. Fui fã daquela pessoa e por conta de todo o seu conhecimento, eu me motivei a estudar mais, pois queria de alguma maneira chegar naquele grau de conhecimento.

Sou grato a esta pessoa, pois foi por conta dele que passei a ler mais, procurar autores relevantes, estudar e me aprofundar em teologia. Terminei também fazendo o bacharel em teologia, tudo para poder conhecer mais e ser relevante na obra de Deus.

A parte surreal, que hoje me faz dar muita rizada, é que quanto mais eu estudava, mais eu começava a perceber que seus argumentos muitas vezes eram fracos e contraditórios. Eu descobri também, que era possível ganhar um debate, apenas tendo ferramentas de oratória. No fim, ele não tinha bons argumentos, e sim, apenas possuía uma ótima “dialética erística”, como diria Arthur Schopenhauer. Sendo que a “dialética erística” é a arte de ganhar uma discussão sem ter razão. Schopenhauer em seu livro, fala de 38 estratégias para vencer uma discussão, sendo que algumas dessas estratégias eu o vi usar muitas vezes.

Hoje com um pouco mais de conhecimento neste tipo de dialética, consigo perceber como muitos vencedores de debates, conseguem vencer, apenas pelo gogó, usando táticas obscuras, deixando a coerência e os fatos de lado, por não servirem para muita coisa.

Eu sempre digo em sala de aula que nem sempre quem fala bem, ou consegue ganhar um debate, tem bons argumentos. É preciso saber identificar, durante um debate, se há coerência e razão por trás de todas as palavras.

Não costumo mais entrar em debates, por ter aprendido que nem sempre o motivo da discussão é encontrar a verdade. Quase sempre o motivo é ganhar, é sair por cima, é mostrar o quanto uma pessoa é melhor que a outra. Poucos debates são realmente honestos.

Aprenda uma coisa, certas pessoas não estão em busca da verdade e muito menos querem aprender. Para que isso aconteça é preciso ter humildade e uma grande capacidade de enxergar seus erros, contradições e falhas. Coisa que no calor da discussão, raramente isso acontece.

É claro que você é livre, mas tenha em mente algo, quando for discutir, esteja preparado não só para perder um debate, caso o oponente fale bem, mas também, se prepare para ter que lidar com um ego inflado.

Não vale a pena discutir com quem não tem humildade suficiente para reconhecer seus erros. Conversar com quem só quer ganhar é tempo perdido e a garantia de sair da discussão com uma bela dor de cabeça.

BIBLIOGRAFIA

SCHOPENHAUER, Arthur, 38 estratégias para vencer qualquer debate: A arte de ter razão. Faro editorial, São Paulo,2014.

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A IMPORTÂNCIA DE OUVIR

“Ouvir é uma arte, um dom, requer disciplina, silêncio, reverência. Ouvir envolve recolhimento, acolhimento e meditação da palavra, seja ela de Deus ou de um amigo” (STEUERNAGEL, BARBOSA, 2017, p. 78)

Eu gosto bastante de conversar e trocar experiências com as pessoas. São em momentos assim que aprendemos, conhecemos mais as pessoas e nos desenvolvemos. A parte curiosa da questão é que hoje as pessoas querem muito mais falar do que ouvir. E quando ouvem, não prestam muito atenção, pois as vezes estão concentrados pensando no que vão dizer depois que o outro terminar a sua fala.

Existe basicamente dois tipos de ouvintes, o primeiro é aquele que ouve para responder. Ele espera você falar para poder dizer que também passou por aquilo, ou que o seu problema é fácil, afinal, ele já enfrentou também tal situação, não fique de frescura.

Normalmente este tipo de pessoa não troca experiências, ele troca comparações. Uma coisa é você falar que já passou pela mesma situação que o seu amigo, outra coisa é diminuir a experiência, por você também já ter passado, e o pior, ter resolvido o caso de modo fácil.

Nós não somos iguais, não encaramos os problemas da mesma forma, cada um tem a sua dificuldade e facilidade, sendo que uma experiência vai ser sempre algo único, cada um tem a sua, não tem como nos comparar.

O segundo ouvinte é aquele que realmente ouve, que quando pergunta é para se aprofundar, entender e compreender a pessoa. Este tipo de ouvinte também fala das suas experiencias, e inclusive menciona quando também passou pela mesma situação. Contudo ela fala de uma maneira empática, entendendo que as experiências são únicas e incomparáveis.

Um bom ouvinte faz diferença aonde está, quem sabe ouvir cura, aconselha de forma assertiva, e acolhe, saber ouvir é um remédio poderoso. E curiosamente, como o próprio autor aponta, nós só falamos porque ouvimos.

Ouvir é uma prática importante, mas nós temos esquecido, talvez quem sabe, por descuido ou por não nos importarmos mais com o outro e nem com as suas aspirações, sonhos e histórias.

O mundo tem andado carente de amigos, está em falta de pessoas que realmente ouvem e se preocupam conosco. Ouvir é uma arte que precisa ser cultivada, para que com ela, consigamos fazer diferença onde estivermos.

BIBLIOGRAFIA

STEUERNAGEL, Valdir, BARBOSA, Ricardo, Nova Liderança: paradigmas de liderança em tempo de crise, Curitiba, 2017

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O PREÇO DA PAZ

“A maior riqueza é ficar satisfeito com pouco” (Platão) (PERCY, 2016, p. 68)

Aprendi ao longo da vida que não precisamos de tudo o que a sociedade nos oferece. A vida não é só ter, ou conquistar coisas. Há muito mais debaixo do céu, que apenas bugigangas acumulando na garagem.

Optei, a fim de viver mais tranquilo, em viver abaixo do meu orçamento, sem muitos gastos ou exageros. A tranquilidade não tem preço, viver uma vida simples, mas com muita paz é uma das maiores riquezas que encontrei em minha caminhada. Existem destinos melhores do que apenas seguir só em busca de riqueza ou pagando boletos. Quem vive para o dinheiro, vive sem paz.

Não estou pregando uma vida de miséria, e sim de limites, de entender aonde queremos chegar e principalmente, do que realmente precisamos. Pois, muitos por terem prioridade apenas em ter, acabam se afogando em contas, prestações e juros altos, e assim, perdendo a sua paz.

Conheci muitas pessoas que ganhavam o mesmo salário que eu, mas que viviam um padrão muito mais alto. Estas pessoas viviam sem paz, pois se matavam trabalhando, a fim de manter todo o seu padrão.

Viva conforme o seu salário, entenda que não precisamos de tudo, é possível viver bem, mas com limites. Aprenda a refletir, pense se você precisa do que você pretende comprar, e reflita sobre o ônus, que este gasto pode te trazer.

Tudo o que é bom é de graça. Seja a natureza, os amigos ou os momentos felizes. Aprenda que ter as coisas é legal, mas coloque na sua cabeça que você não precisa de tudo.

Não venda a sua paz, ela não tem preço. Descubra o poder do equilíbrio e siga em busca de uma vida mais tranquila.

BIBLIOGRAFIA

PERCY, Allan, Platão para sonhadores, 80 pílulas de filosofia cotidiana para transformar suas melhores ideias em realidade, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2016

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NÃO CONFUNDA TALENTO COM LÁBIA

“É fácil confundir lábia com talento” (CAIN, 2012, p. 52).

Vivemos em uma sociedade onde o marketing pessoal é muito mais importante que a própria competência. Com isso, temos inúmeros profissionais muito competentes em fazer suas autopromoções, mas péssimos em seus ambientes de trabalho. Enquanto outros não são tão competentes em se autopromover, embora sejam ótimos profissionais.

Eu sempre digo que nem sempre quem fala bem, entende bem um assunto. Alguns são ótimos comunicadores, contudo péssimos na área no qual estão falando ou ensinando. Um bom profissional sabe transitar entre a prática e a teoria com uma certa destreza. Contudo, já assisti palestrantes incompetentes, que entre os leigos, toda as suas bobagens eram vistas como verdade, tudo porque ele falava bem, isso é muito comum, assim como é comum acreditar que quem fala bem, domina o assunto, a verdade é que, nem sempre.

Você nem imagina quantas pessoas talentosas conheci por traz de um semblante tímido e introvertido. É libertador quando aprendemos a conhecer uma pessoa, quando conhecemos pelo que ele é, e não pelo que ela aparenta ser. É claro que compramos um livro pela capa, é normal ver e concluir, o que eu estou propondo com o texto é que precisamos aprender a conhecer uma pessoa não pela aparência, e sim pelo que ela é.

É evidente que temos que procurar nos desenvolver, que é importante aprendermos no comunicar e aplicar em nossas vidas as ótimas ferramentas do marketing pessoal ou da oratória. Eu não sou contra tais práticas, a minha crítica é que muitos não procuram desenvolver suas competências, e se escondem por trás de uma boa oratória, uma roupa bem alinhada ou um ótimo marketing pessoal. 

Em um ambiente de trabalho, e ainda mais se você tem um cargo de influência, é fundamental saber diferenciar uma pessoa da outra. O profissional competente, daquele que só tem lábia, que se aproveita dos outros ou que usa o subordinado competente para se autopromover.

Quem cultiva uma vida relevante, que estuda e procura ser melhor a cada dia, entende que a lábia, saber falar, não é tudo. É preciso entender que o constante aprimoramento é fundamental para que o seu trabalho frutifique.

Por isso, eu desafio você a olhar em seu entorno e procurar diferenciar quem realmente tem talento, daqueles que só falam, só tem lábia.

E não precisa ser só em um ambiente de trabalho, a reflexão cabe para vários âmbitos da vida e em vários locais de atuação. Não importa se é em sua igreja, com um colega da faculdade, entre tantas outras áreas. Em todos estes lugares estes dois tipos de pessoa estão presentes, com isso, é preciso estarmos atentos, para não sermos ludibriados.

Aprenda a diferenciar quem só sabe falar, das pessoas que têm um real talento, para que o seu empreendimento ou a sua igreja, não acabe tendo em sua linha de frente, pessoas incompetentes, que se parecem muito com profissionais, mas que não são.

BIBLIOGRAFIA

CAIN, Susan, O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2012

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SOBRE OS DIAS DE TRISTEZA

“Quando nos sentimos tristes, buscamos nos distrair, ocupar ou consolar com coisas que nos alegrem. Não percebemos que dessa maneira fortificamos a experiência de tristeza. Isto porque tristeza se encara de frente, olhando direto em “seus olhos” (BONDER, 2011, pg. 135)

Aprendi, ao longo da vida, que certas situações devem ser enfrentadas. Algumas batalhas devemos encarar, sem virarmos as costas e a tristeza é uma delas. Comumente quando nos encontramos tristes buscamos fugir da tristeza, procuramos amigos ou distração, mas não é assim que devemos enfrentar a tristeza e é justo esta a ênfase que o autor dá neste capítulo do livro.

Experimente aceitar a tristeza quando ela se instala. Deixe por momentos que o aperto na glote se misture com o amargor do coração e, ao “agarrar” a tristeza, descubra sua esgotabilidade. Se corrêssemos ao encontro de todas as nossas tristezas, perceberíamos que elas são sintomas da alma e que das lágrimas que esta pode gerar surge a possibilidade do arco-íris, de um novo dia com renovada fé (BONDER, 2011, pg. 135)

Eu quando estou triste reflito mais, oro e escrevo mais, pois se a tristeza não nos aproximar mais de nosso Pai consolador, pode ter certeza que a felicidade não fará isso. É claro que eu não estou falando da depressão, ou de alguns problemas crônicos, e sim da tristeza que vem em alguns dias cinzas. A depressão deve ser investigada, tratada por um profissional, ao menor sinal ou desconfiança de depressão, procure ajuda.

O choro alivia o coração, é depois de um momento de choro e tristeza que conseguimos achar a solução ou vemos o problema através de novas perspectivas. É na tristeza que olhamos mais o semelhante, é com ela que ficamos mais reflexivos e atentos a vida e ao nosso entorno. A alegria muitas vezes nos inebria, nos cega, faz-nos olhar mais para nós e as nossas coisas, a tristeza não, ela nos faz ter empatia, nos identificar com a dor do outro e sermos mais solícitos com o próximo.

A tristeza é uma oportunidade, não deve ser perdida. Se ela passar por você, persiga-a com a certeza de que ela lhe indicará o caminho para o “oásis”. A tristeza, portanto, é um mecanismo capaz de restabelecer nossa confiança de que cada momento contém em si a forma de ser enfrentado (BONDER, 2011, pg. 137)

Por isso, quando ficar triste busque a Deus, reflita sobre este momento e não fuja dela. Momentos de tristeza são mais reflexivos, são feitos para olharmos mais para Deus e não para nos distrairmos como se ficar triste fosse um erro.

Use as lágrimas da tristeza para se derramar diante do Pai, chore pelos seus problemas até ver a saída, se esvazie, enfrente-a que ela cessará.

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, A arte de se salvar: Ensinamentos judaicos sobre o limite do fim e da tristeza, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2011

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AS VANTAGENS EM ESTAR PERDIDO

“Quando a gente está perdido, encontra lugares que, se a gente soubesse onde estavam, jamais teria encontrado” (ARANTES, 2019, pg. 107)

Tal frase a autora tirou do filme “Piratas do Caribe”, uma frase que pode até soar estanha de começo, mas quando você para e tira um minuto para refletir, percebe como ela é verdadeira. 

Em dias de certeza você segue em frente, rumo ao alvo, faz planos e se dedica para realiza-los, em dias de dúvida, em momentos onde você nem imagina qual é a saída para a sua situação, é inevitável ir em busca de outras de soluções, e no caminho encontrar coisas novas, que em outra situação, você não teria encontrado.

Quando eu era mais novo eu sempre fazia a trilha do Caminho do Itupava, que é um caminho histórico que liga Curitiba, a Morretes, no Estado do Paraná. Sempre gostei de natureza, considero a trilha a melhor forma de relaxar e descansar a cabeça, apesar de ficar com o corpo cansado.

Em um dos dias, fui com um amigo que acabou se perdendo e no afã de encontrar a trilha novamente, encontrou um verdadeiro paraíso escondido em meio a densa floresta.

No local tinha rio, cachoeira, uma pedra grande que servia como mesa em uma clareira aberta em meio a selva. Era o melhor lugar para acampar e ficar seguro, enquanto desfrutava de toda a beleza da natureza.

A certeza nos mantém em frente, ela é ótima, pois nos faz chegar ao alvo, a conclusão dos nossos planos. O caos e os problemas nos faz ir em busca do novo, do diferente, de outros pontos de vista, e com isso crescemos e passamos a ver coisas novas.

Por estar perdido eu fui em busca de outras graduações, cursei uma nova pós-graduação e conheci alguns mundos que eu não teria conhecido se eu estivesse bem.

É importante as vezes sair do comum, ir em busca de coisas novas, não precisamos esperar pelos problemas para fazer isso e nem abandonar a nossa profissão ou deixar de fazer aquele hobby que tanto gostamos, basta cultivarmos um hábito. É fundamental as vezes tentarmos coisas novas para crescermos e percebermos que existem outras opções, outros pontos de vista e até outras formas e fazermos a mesma coisa.

Muitas vezes é perdido, acreditando que estamos sem saída, que encontramos novos lugares, novos começos que antes nem imaginaríamos encontrar.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana. Claudia Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver: E um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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RIA DOS PROBLEMAS

No livro “O caçador de pipas”, de Khaled Housseini, o protagonista da história chamado Amir, após voltar a sua terra natal, acaba tendo a infelicidade de encontrar em velho inimigo. O protagonista, por conta de vários motivos, começa a apanhar deste rival com um soco inglês, em uma das cenas mais marcantes do livro.

Amir já estava desfigurado, com as costelas quebradas e sem uma boa parte dos dentes, quando começou a rir. Talvez por causa de todas as dificuldades que o livro narra, que foram muitas. Quem sabe por causa dos seus segredos, ou por estar apanhando, quase morto, o motivo era duvidoso, mas o riso soava como desabafo depois de inúmeras páginas marcadas pelo sofrimento e pelas adversidades.

Esta passagem do livro ficou em minha mente em dias no qual a tempestade que eu estava enfrentando era muito grande. Eu passava por um verdadeiro tornado, quando mergulhei no livro para relaxar um pouco. Sendo que em meio a todo o caos, uma das coisas que me salvou, além de confiar na graça de Deus, foi aprender a rir dos problemas.

Algumas vezes a vida é dura, nem sempre é fácil passar por certas dificuldades, por isso que o bom humor é fundamental para tornar os problemas mais leves.

Viver é resolver problemas, é tomar boas decisões e aprender a aceitar os resultados das nossas escolhas. Contudo, viver é também ter que resolver situações que não são frutos de nossas escolhas, como doenças, períodos difíceis da economia etc. Nem tudo está em nosso controle, embora saber agir e encarar a situação, está em nossas mãos.

Aprenda a rir dos problemas, descubra como é bom as vezes levar a vida no bom humor, para não ficar preso em um espiral negativo. O bom humor cura tudo, nos deixa mais leves e abertos a enxergar a saída.

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A FUNDAMENTAL ARTE DE SE COMUNICAR

“As palavras não são como são ditas, são como são ouvidas” (STEUERNAGEL, BARBOSA, 2017, pg. 105)

Nesta minha curta vida, já vi muitos problemas surgirem por falta de comunicação ou por má interpretação do que é ouvido. Atrevo-me a dizer que em relacionamentos, seja entre amigos ou casais, este é um dos maiores problemas.

As palavras são muito mais como são ouvidas, como as interpretamos, do que como é falada, por isso que quem fala, deve se comunicar de uma forma no qual todos entendam.

Já vi muita gente sofrer por conta de mal interpretação. Já presenciei muitas amizades acabarem, relacionamentos terem um fim ou famílias se dividirem por conta disso. Sendo que não existe fórmula, no final a interpretação vale muito mais do que a palavra.

O segredo é ser claro ao falar, nesta hora a regra “fale pouco, mas fale bem”, vale muito. Não adianta tagarelar e no fim não ser claro. Seja objetivo, comunique de um modo claro e coeso, que você terá muito sucesso.

Eu também tento me certificar se estou sendo entendido, pergunto sempre em minhas aulas, palestras ou pregações, quando é possível, se todos estão entendendo, é muito importante estar abertos a feedbacks. É responsabilidade de quem se comunica, se fazer entendido, entendendo que para cada pessoa ou público, temos que adaptar a nossa forma de falar.

Para quem ouve é importante cuidarmos com as nossas interpretações, se não estamos concluindo de forma errônea, ou idealizando demais a fala. Limite-se ao que foi falado e na dúvida pergunte, é muito melhor perguntar, do que concluir coisas que não foram ditas.

Falar e ouvir é igualmente importante, saber se comunicar, mas também saber ouvir é fundamental para não cairmos em equívocos ou atritos por mera má interpretação.

Cuidar com a nossa comunicação é nos poupar de muitos problemas, ser responsável pelo que falamos e ouvimos é fundamental para a boa comunicação.

BIBLIOGRAFIA

STEUERNAGEL, Valdir, BARBOSA, Ricardo, Nova liderança: Paradigmas de liderança em tempo de crise, Editora Esperança, Curitiba, 2017

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DIÁRIO DO SUBSOLO

Alguns escritores possuem a capacidade de transformar seus textos em verdadeiros tratados teológicos e filosóficos. Admiro quem consegue transformar uma boa história em um momento de reflexão, sendo Dostoiévski a meu ver, um destes geniais escritores.

O livro Memórias do subsolo pode lhe parecer estranho à primeira vista, coisa que no decorrer da leitura passa, mas algumas nuances do texto nos prendem totalmente a obra.

O protagonista não tem nome, a princípio não entendemos, mas conforme o texto avança, é inevitável não sentir a vontade de dar o nosso nome ao personagem. É imprescindível nos vermos em alguns momentos narrados na história, pois no fim, somos tal como o homem sem nome, um misto de bondade e maldade, egoísmo e empatia.

O livro é um diário que não está sendo escrito para ser lido, é uma espécie de diário de desabafo de um pobre coitado e suas mazelas. De um homem muito mau, diga-se de passagem, sendo este um dos pecados que o personagem confessa logo nas primeiras palavras do livro: “

Sou um sujeito doente…Sou um sujeito maldoso. Um cara repulsivo eu sou” (DOSTOIÉVSKI, 2015, p. 21)

Quem é você caso ninguém tivesse lhe observando? Se por acaso você tivesse apenas desabafando em um diário, este desabafo iria condizer com quem os outros veem? Ou você vive um personagem.

Conforme avançamos na leitura, perdemos aquela estranheza, percebemos um pouco de nós e de como o ser humano é. Sendo as vezes invejoso, algumas horas hipócrita e em alguns momentos se vê dependente da aprovação dos outros. Cada um tem as suas falhas, não existe ninguém alheio a erros e contradições. O que existe são pessoas que não percebem suas falhas ou são orgulhosas demais para confessá-las. Luiz Felipe Pondé, em um livro onde ele discorre sobre o pensamento e a filosofia dos livros de Dostoiéviski, define o livro Diário do subsolo de forma bem pontual:

“Fazendo uma metáfora, podemos dizer que a fala do personagem de Memórias é uma espécie de dança macabra de átomos, embora ele ainda se revolte com sua caracterização como ser determinado” (PONDÉ, 2013, p. 229).

Sendo que a dança macabra é visível em todo o livro, quando o personagem se mostra como perfeitamente se definiu, “um sujeito maldoso”, além de cruel e egoísta.

A parte interessante é que você vê aquele homem maldoso sofrendo a todo o momento, se corroendo de raiva e inveja e fazendo alguns malabarismos para manter a sua aparência.

A crítica do livro é dirigido a Tchiernichievski, autor do livro “Que fazer?” Que acreditava que para um novo mundo surgir, a tradição e tudo o mais que existia deveria ser destruído (PONDÉ, 2013, p. 237, 238). O livro foi referência na revolução russa.

Já não sou tão novo para me deixar de impressionar com a maldade humana, e sou cristão demais para deixar de olhar para a Bíblia e perceber que ela tem razão quando diz que:

O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (JEREMIAS 17:9)

O homem sem Deus não é nada, o ser humano quando é guiado por seu coração e suas aspirações, sempre se dirigirá para a maldade e o caos. Pondé termina a sua análise resumindo muito bem este homem:

“O indivíduo do subterrâneo é como que o ser humano mostrado na sua obscenidade interior: absoluta, sem nenhum prurido, na hipocrisia necessária à convivência” (PONDÉ, 2013, p. 242).

Eu sei que podemos ser até pessoas boas, quem sabe você esteja se perguntando: “será que eu sou realmente uma pessoa má?” A luz de realidade que nos circunda, acredito que possamos até sermos pessoas boas, honestas e bem intencionadas. A grande questão é que o homem tem uma propensão para a maldade muito grande.

Somos corrompidos pelo pecado, com isso, temos em nós uma capacidade de nos destruir e destruir o próximo sem tamanho. Sem Deus, perdemos o controle e seguimos nossos impulsos naturais em fazer o mal.

Deus é o nosso Norte, a bússola que não deixa com que o pecado tome a leme e guie a nossa vida para a destruição, sendo que eu vejo o personagem do “Diário do subsolo” como uma sombra de como o homem sem Deus é.

BIBLIOGRAFIA

PONDÉ, Luiz Felipe, Crítica e profecia: A filosofia da religião em Dostoiéviski, Editora Leia, São Paulo, 2013

DOSTOIÉVSKI, Fiodor, Diário do subsolo, Editora Martin Claret, São Paulo, 2015

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