Resultados para a categoria "O QUE APRENDI COM OS LIVROS"

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AS VANTAGENS EM ESTAR PERDIDO

“Quando a gente está perdido, encontra lugares que, se a gente soubesse onde estavam, jamais teria encontrado” (ARANTES, 2019, pg. 107)

Tal frase a autora tirou do filme “Piratas do Caribe”, uma frase que pode até soar estanha de começo, mas quando você para e tira um minuto para refletir, percebe como ela é verdadeira. 

Em dias de certeza você segue em frente, rumo ao alvo, faz planos e se dedica para realiza-los, em dias de dúvida, em momentos onde você nem imagina qual é a saída para a sua situação, é inevitável ir em busca de outras de soluções, e no caminho encontrar coisas novas, que em outra situação, você não teria encontrado.

Quando eu era mais novo eu sempre fazia a trilha do Caminho do Itupava, que é um caminho histórico que liga Curitiba, a Morretes, no Estado do Paraná. Sempre gostei de natureza, considero a trilha a melhor forma de relaxar e descansar a cabeça, apesar de ficar com o corpo cansado.

Em um dos dias, fui com um amigo que acabou se perdendo e no afã de encontrar a trilha novamente, encontrou um verdadeiro paraíso escondido em meio a densa floresta.

No local tinha rio, cachoeira, uma pedra grande que servia como mesa em uma clareira aberta em meio a selva. Era o melhor lugar para acampar e ficar seguro, enquanto desfrutava de toda a beleza da natureza.

A certeza nos mantém em frente, ela é ótima, pois nos faz chegar ao alvo, a conclusão dos nossos planos. O caos e os problemas nos faz ir em busca do novo, do diferente, de outros pontos de vista, e com isso crescemos e passamos a ver coisas novas.

Por estar perdido eu fui em busca de outras graduações, cursei uma nova pós-graduação e conheci alguns mundos que eu não teria conhecido se eu estivesse bem.

É importante as vezes sair do comum, ir em busca de coisas novas, não precisamos esperar pelos problemas para fazer isso e nem abandonar a nossa profissão ou deixar de fazer aquele hobby que tanto gostamos, basta cultivarmos um hábito. É fundamental as vezes tentarmos coisas novas para crescermos e percebermos que existem outras opções, outros pontos de vista e até outras formas e fazermos a mesma coisa.

Muitas vezes é perdido, acreditando que estamos sem saída, que encontramos novos lugares, novos começos que antes nem imaginaríamos encontrar.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana. Claudia Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver: E um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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RIA DOS PROBLEMAS

No livro “O caçador de pipas”, de Khaled Housseini, o protagonista da história chamado Amir, após voltar a sua terra natal, acaba tendo a infelicidade de encontrar em velho inimigo. O protagonista, por conta de vários motivos, começa a apanhar deste rival com um soco inglês, em uma das cenas mais marcantes do livro.

Amir já estava desfigurado, com as costelas quebradas e sem uma boa parte dos dentes, quando começou a rir. Talvez por causa de todas as dificuldades que o livro narra, que foram muitas. Quem sabe por causa dos seus segredos, ou por estar apanhando, quase morto, o motivo era duvidoso, mas o riso soava como desabafo depois de inúmeras páginas marcadas pelo sofrimento e pelas adversidades.

Esta passagem do livro ficou em minha mente em dias no qual a tempestade que eu estava enfrentando era muito grande. Eu passava por um verdadeiro tornado, quando mergulhei no livro para relaxar um pouco. Sendo que em meio a todo o caos, uma das coisas que me salvou, além de confiar na graça de Deus, foi aprender a rir dos problemas.

Algumas vezes a vida é dura, nem sempre é fácil passar por certas dificuldades, por isso que o bom humor é fundamental para tornar os problemas mais leves.

Viver é resolver problemas, é tomar boas decisões e aprender a aceitar os resultados das nossas escolhas. Contudo, viver é também ter que resolver situações que não são frutos de nossas escolhas, como doenças, períodos difíceis da economia etc. Nem tudo está em nosso controle, embora saber agir e encarar a situação, está em nossas mãos.

Aprenda a rir dos problemas, descubra como é bom as vezes levar a vida no bom humor, para não ficar preso em um espiral negativo. O bom humor cura tudo, nos deixa mais leves e abertos a enxergar a saída.

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A FUNDAMENTAL ARTE DE SE COMUNICAR

“As palavras não são como são ditas, são como são ouvidas” (STEUERNAGEL, BARBOSA, 2017, pg. 105)

Nesta minha curta vida, já vi muitos problemas surgirem por falta de comunicação ou por má interpretação do que é ouvido. Atrevo-me a dizer que em relacionamentos, seja entre amigos ou casais, este é um dos maiores problemas.

As palavras são muito mais como são ouvidas, como as interpretamos, do que como é falada, por isso que quem fala, deve se comunicar de uma forma no qual todos entendam.

Já vi muita gente sofrer por conta de mal interpretação. Já presenciei muitas amizades acabarem, relacionamentos terem um fim ou famílias se dividirem por conta disso. Sendo que não existe fórmula, no final a interpretação vale muito mais do que a palavra.

O segredo é ser claro ao falar, nesta hora a regra “fale pouco, mas fale bem”, vale muito. Não adianta tagarelar e no fim não ser claro. Seja objetivo, comunique de um modo claro e coeso, que você terá muito sucesso.

Eu também tento me certificar se estou sendo entendido, pergunto sempre em minhas aulas, palestras ou pregações, quando é possível, se todos estão entendendo, é muito importante estar abertos a feedbacks. É responsabilidade de quem se comunica, se fazer entendido, entendendo que para cada pessoa ou público, temos que adaptar a nossa forma de falar.

Para quem ouve é importante cuidarmos com as nossas interpretações, se não estamos concluindo de forma errônea, ou idealizando demais a fala. Limite-se ao que foi falado e na dúvida pergunte, é muito melhor perguntar, do que concluir coisas que não foram ditas.

Falar e ouvir é igualmente importante, saber se comunicar, mas também saber ouvir é fundamental para não cairmos em equívocos ou atritos por mera má interpretação.

Cuidar com a nossa comunicação é nos poupar de muitos problemas, ser responsável pelo que falamos e ouvimos é fundamental para a boa comunicação.

BIBLIOGRAFIA

STEUERNAGEL, Valdir, BARBOSA, Ricardo, Nova liderança: Paradigmas de liderança em tempo de crise, Editora Esperança, Curitiba, 2017

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DIÁRIO DO SUBSOLO

Alguns escritores possuem a capacidade de transformar seus textos em verdadeiros tratados teológicos e filosóficos. Admiro quem consegue transformar uma boa história em um momento de reflexão, sendo Dostoiévski a meu ver, um destes geniais escritores.

O livro Memórias do subsolo pode lhe parecer estranho à primeira vista, coisa que no decorrer da leitura passa, mas algumas nuances do texto nos prendem totalmente a obra.

O protagonista não tem nome, a princípio não entendemos, mas conforme o texto avança, é inevitável não sentir a vontade de dar o nosso nome ao personagem. É imprescindível nos vermos em alguns momentos narrados na história, pois no fim, somos tal como o homem sem nome, um misto de bondade e maldade, egoísmo e empatia.

O livro é um diário que não está sendo escrito para ser lido, é uma espécie de diário de desabafo de um pobre coitado e suas mazelas. De um homem muito mau, diga-se de passagem, sendo este um dos pecados que o personagem confessa logo nas primeiras palavras do livro: “

Sou um sujeito doente…Sou um sujeito maldoso. Um cara repulsivo eu sou” (DOSTOIÉVSKI, 2015, p. 21)

Quem é você caso ninguém tivesse lhe observando? Se por acaso você tivesse apenas desabafando em um diário, este desabafo iria condizer com quem os outros veem? Ou você vive um personagem.

Conforme avançamos na leitura, perdemos aquela estranheza, percebemos um pouco de nós e de como o ser humano é. Sendo as vezes invejoso, algumas horas hipócrita e em alguns momentos se vê dependente da aprovação dos outros. Cada um tem as suas falhas, não existe ninguém alheio a erros e contradições. O que existe são pessoas que não percebem suas falhas ou são orgulhosas demais para confessá-las. Luiz Felipe Pondé, em um livro onde ele discorre sobre o pensamento e a filosofia dos livros de Dostoiéviski, define o livro Diário do subsolo de forma bem pontual:

“Fazendo uma metáfora, podemos dizer que a fala do personagem de Memórias é uma espécie de dança macabra de átomos, embora ele ainda se revolte com sua caracterização como ser determinado” (PONDÉ, 2013, p. 229).

Sendo que a dança macabra é visível em todo o livro, quando o personagem se mostra como perfeitamente se definiu, “um sujeito maldoso”, além de cruel e egoísta.

A parte interessante é que você vê aquele homem maldoso sofrendo a todo o momento, se corroendo de raiva e inveja e fazendo alguns malabarismos para manter a sua aparência.

A crítica do livro é dirigido a Tchiernichievski, autor do livro “Que fazer?” Que acreditava que para um novo mundo surgir, a tradição e tudo o mais que existia deveria ser destruído (PONDÉ, 2013, p. 237, 238). O livro foi referência na revolução russa.

Já não sou tão novo para me deixar de impressionar com a maldade humana, e sou cristão demais para deixar de olhar para a Bíblia e perceber que ela tem razão quando diz que:

O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (JEREMIAS 17:9)

O homem sem Deus não é nada, o ser humano quando é guiado por seu coração e suas aspirações, sempre se dirigirá para a maldade e o caos. Pondé termina a sua análise resumindo muito bem este homem:

“O indivíduo do subterrâneo é como que o ser humano mostrado na sua obscenidade interior: absoluta, sem nenhum prurido, na hipocrisia necessária à convivência” (PONDÉ, 2013, p. 242).

Eu sei que podemos ser até pessoas boas, quem sabe você esteja se perguntando: “será que eu sou realmente uma pessoa má?” A luz de realidade que nos circunda, acredito que possamos até sermos pessoas boas, honestas e bem intencionadas. A grande questão é que o homem tem uma propensão para a maldade muito grande.

Somos corrompidos pelo pecado, com isso, temos em nós uma capacidade de nos destruir e destruir o próximo sem tamanho. Sem Deus, perdemos o controle e seguimos nossos impulsos naturais em fazer o mal.

Deus é o nosso Norte, a bússola que não deixa com que o pecado tome a leme e guie a nossa vida para a destruição, sendo que eu vejo o personagem do “Diário do subsolo” como uma sombra de como o homem sem Deus é.

BIBLIOGRAFIA

PONDÉ, Luiz Felipe, Crítica e profecia: A filosofia da religião em Dostoiéviski, Editora Leia, São Paulo, 2013

DOSTOIÉVSKI, Fiodor, Diário do subsolo, Editora Martin Claret, São Paulo, 2015

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LIÇÕES NO CAOS

“Não me deixe rezar por proteção contra os perigos, mas pelo destemor de enfrentá-los (Rabindranath Tagore) (ARANTES, 2019, p. 53)

Ninguém gosta de problemas, duvido que alguém sinta prazer em enfrentar dificuldades, mas uma coisa é inegável, nós crescemos com os problemas.

O caos nos desafia, é através dos problemas que saímos da nossa zona de conforto e navegamos rumo a outros mares. São as dificuldades que nos unem, nos fazem mais humanos, conscientes de nossa falibilidade.

Quando não temos mais um chão, nos movemos e procuramos saídas. Quando perdemos a segurança, caminhamos em busca de novos ares e outras oportunidades.

Foi por conta de uma destas buscas que acabei por encerrar a minha banda. Desanimei por conta de inúmeras questões, e decidi que valia a pena tentar outras coisas, e não me arrependi. Uma das novas coisas foi o blog, que me toma um tempo grande, mas me ajuda a crescer todos os dias, além de inúmeros outros projetos.

A falta de oportunidades me fez seguir para outros rumos, estudar alguns cursos que antes eu não estudaria, e cresci com o que aprendi. As novas perspectivas que eu descobri não têm preço, agradeço a todos os problemas e dificuldades que me fizeram sair da zona de conforto.

  O caos nos movimenta, os problemas nos forçam a seguir por outras rotas, para novos rumos. Por isso, a minha oração têm sido apenas por força e ânimo para passar pelos problemas, ao invés de buscar saídas milagrosas. Eu só quero poder passar por tudo e aprender, ao invés de fugir dos problemas.

O deserto nos ensina, os problemas nos dão força e capacidade de sermos mais resistentes, quando ansiamos por saídas e atalhos, acabamos por perder a lição.

A minha oração é um pedido de coragem e força para seguir e enfrentar os dias complicados. Com Deus ao nosso lado, podemos seguir seguros, pois com certeza, não estamos sós nas batalhas.

O caos ensina e nos fortalece, as lutas nos moldam e nos dão outra visão, por isso não peça por atalhos, mas por força para enfrentar e crescer com os problemas.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana, Claudia, Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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GOSTAR E RESPEITAR

“Nem sempre posso controlar o que sinto a respeito de outra pessoa, mas posso controlar como me comporto em relação a outras pessoas” (HUNTER, 2004, p. 77)

Em meu primeiro dia de aula do bacharelado em teologia, ouvi algo no qual nunca mais esqueci. Estávamos reunidos na capela da faculdade para recebermos as boas vindas antes que fossemos todos para as nossas classes, quando o reitor, em sua palavra inicial, pontua algo que nunca mais me fugiu da mente, ele falou: “Aqui você não é obrigado a gostar de ninguém, mas tem a obrigação de respeitar a todos”. A frase me chocou, pois eu nunca havia pensado por este viés.

Aprendemos através das escrituras a amar nossos inimigos (Mateus 5:43-44), só esquecemos que amar não é gostar, e sim, ter uma atitude positiva para com o próximo, mesmo não gostando dele. Sentir é algo natural, vem com o ser humano, não dá para escolher não sentir. Mas agir de forma respeitosa é possível, principalmente quando a nossa atitude não é calcada nos impulsos e emoções.

Alguns dos meus melhores amigos eu não gostei assim de pronto. Houveram alguns que no começo tive uma impressão diferente, não muito positiva, contudo ao ter uma boa atitude, ao respeitar e aceitá-lo, pude conhecer alguém que de primeira não havia conhecido.

Você não domina o que sente, mas consegue controlar o seu comportamento. Não somos obrigados a gostar, mas a respeitar sim, não tenha dúvidas. Por isso aprenda que gostar é uma coisa, e respeitar é outra, muito diferente. Dê uma chance a quem você não gosta e aprenda a não só respeitar, mas também a entender e a conhecer. Às vezes por termos certas conclusões, deixamos de conhecer quem realmente a pessoa é.

Quando conhecemos uma pessoa, passamos a ter um outro ponto de vista, muito mais fundamentado e coerente. Nem todos são como imaginamos, nem todos tiveram as mesmas histórias e experiências, por isso respeite a história de cada um.

Respeitar não é gostar, sendo que, por mais que você não controle o que sente, pode com certeza controlar a sua atitude. Amar é um verbo e verbos são ações, não precisa de sentimentos, apenas o agir de forma positiva.

BIBLIOGRAFIA

HUNTER, James C, O monge e o executivo: Uma história sobre a essência da liderança, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2004.

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RELACIONAMENTOS CRISTÃOS

“Pode-se dizer mais sobre um monge a partir da forma pela qual usa a vassoura do que por qualquer coisa que diga” (Thomas Merton) (YANCEY, 2004, p. 64)

Trabalhei em uma empresa, há muitos anos, onde o dono era muito colaborativo, além de muito acessível. Ele cumprimentava a todos, dava atenção a quem quer que fosse, e se fosse preciso ele colocava a mão na massa, coisa que fez inúmeras vezes, sem esquecer que não se tratava de uma empresa pequena. Não era raro vê-lo de terno e gravata, em meio aos muitos funcionários, carregando caixas quando era preciso. Sempre que penso em um líder humilde e acessível, eu me lembro dele.

Tal citação de Thomas Merton não pode estar mais certa, eu só mudaria de monge para cristãos. Pois, afinal, o modo no qual nós nos relacionamos, diz muito de nós.

Em um mundo dividido em méritos, degraus e classes, não tem nada de anormal ver o próximo como estando em posições diferentes das nossas. A questão é que a graça nos obriga a sair deste padrão, a entendermos que no fim estamos na mesma mão, pois fomos alcançados pelo amor de Deus, mesmo sem merecer. A graça nos nivela, nos faz olhar o próximo com o mesmo amor no qual Deus olhou para nós.

Aquele meu antigo chefe, que eu falei no começo do texto, não media esforços para atender a sua empresa. Para que o negócio fosse para frente, ele colocava a mão na massa se precisasse e não pedia tempo desvalorizando um funcionário. Ele sabia a sua importância dentro da empresa.

No reino não é diferente disso, nenhum trabalho é pequeno, nenhuma função é menos importante que a outra. Pois, no fim, todo o trabalho é para a honra e glória de um só Deus e fundamental para que a obra avance e cumpra o seu ide.

Uma vida que se distancia de um cabo de vassoura é certamente uma vida que não entendeu o evangelho. É claro que alguns trabalhos trazem consigo mais responsabilidades, mas não nos faz superiores. Só há um superior, só há um no centro de tudo, o resto é categorização humana.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Rumores de outro mundo, A realidade sobrenatural da fé, Editora Vida, São Paulo, 2004.

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A ESPIRITUAL ARTE DE ESTUDAR

“Se eu tivesse apenas três anos para servir a Deus, gastaria dois deles estudando” (Donald Barnhouse) (STOTT, 2012, 68)

É triste ver cristãos que não levam a sério o estudo. Criou-se em algumas igrejas uma crença que o estudo não é importante. Eu já ouvi cristãos afirmarem que existem os pastores que pregam com a teologia e outros com o Espírito Santo, uma frase que não tem como ser mais equivocada.

O estudo sempre fez parte da vida dos cristãos sérios, dos que são usados por Deus. Se você ler a história dos grandes homens de Deus vai notar que o estudo sempre andou lado a lado com a oração.

Creio que o grande problema é desligar a vida espiritual do estudo, é crer que a pessoa que Deus usa, não precisa estudar. Ler e manejar bem a palavra da verdade é nossa obrigação como a Bíblia nos avisa (2Timóteo 2:15). E saber dar a razão da nossa fé é também igualmente importante (1 Pedro 3:15). Tais passagens evidenciam a importância do estudo, de conhecer a Bíblia, de saber manejar e conhecer bem a Bíblia. Sendo que a teologia existe justamente para conseguirmos entender ainda mais a palavra de Deus.

Quem não se debruça nos livros, nem gasta tempo estudando, não é só preguiçoso, mas também mostra que não tem comprometimento com a Bíblia. Deus usa quem está preparado, que sabe do que fala e busca entender o que o texto bíblico realmente quer dizer. Você não sabe o quão espiritual é estudar e se preparar, você não sabe o quão legal é se dedicar a entender o texto, e saber aplicar a palavra de forma correta.

O problema de alguns é simplificar algo que não se simplifica, é achar que sem ler, vamos conhecer o que o texto bíblico diz, espiritualizando justamente o que não dá para espiritualizar.

O estudo é tão importante quanto a oração e tão espiritual quanto dobrar os joelhos e orar. Estudar a Bíblia é conhecer o que Deus está falando, é saber quais são as suas vontades, é ter base para viver uma vida que agrada Deus.

 BIBLIOGRAFIA

STOTT, John, Crer é também pensar, ABU Editora, São Paulo, 2012

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JORNADA

“Quem consegue se importar com a jornada quando o caminho leva para casa? (James M. Gray) (WIERSBE, 2011, 113)

Não é fácil a caminhada, viver em um mundo caótico, contraditório e pecador, é um desafio, e dependendo do momento no qual estamos vivendo, um desafio dos grandes.

Hoje você pode estar bem, amanhã tendo que lidar um problema de saúde grave. Hoje você pode estar empregado, amanhã passando dificuldades em um período de crise, o que é bem pior. Não é fácil lidar com as agruras da vida, com o contraditório que uma sociedade falível produz, e principalmente com o ser humano e as suas limitações.

A jornada nunca é tranquila, mas pode se tornar mais leve, quando nos lembramos de que no fim, tudo isso será passado, fará parte de um período bem distante que não voltará mais.

Em dias de dor, a saída é sempre olhar para o céu e se lembrar de que no fim tudo compensará. A vida cristã começa aqui, as dificuldades nos moldam e nos fazem crescer. O caos nos ensina, mas também nos machuca e nos derruba. Por isso que a esperança de novos dias deve estar sempre viva em nosso coração. A certeza de que um dia o caos terá fim deve ser nossa bandeira, um ideal no qual podemos nos apegar a fim de nos tranquilizar.

Ainda não estamos em casa, ainda não terminamos a jornada, por isso temos que ter fé e persistência, pois com certeza no fim tudo compensará. Quando temos esperança, tudo fica mais leve, quando olhamos para Cristo e nos lembramos da sua promessa, acabamos por seguir mais esperançosos, gratos por saber que a paz um dia reinará em nossa vida.

BIBLIOGRAFIA

WIERSBE, Warren, W. Jesus presente, Experimente a atualidade e o poder das declarações do Filho de Deus em sua vida, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2011

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O MISTÉRIO DA VIDA

“A mais bela sensação que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele a quem essa sensação é estranha, que já não consegue deter-se perplexo e tomado pelo espanto, é semelhante ao morto: seus olhos estão fechados” Albert Einstein (YANCEY, 2004, p. 15)

Eu tenho em casa uma gatinha que me faz bastante companhia, constantemente, quando estou em casa, fico a observá-la. Acho curioso o fato de serem tão exploradoras, como gastam seu tempo tentando entender onde moram. Gosto dos dias em que ela sobe na janela e fica olhando o movimento, atenta a tudo o que passa, a todos os detalhes.

No mundo às vezes somos um pouco estes gatos, nós vivemos nossos dias tentando conhecer, sem ter ideia da imensidão que é o mundo e o universo. Nós espiamos pela janela, anotamos os dados, criamos teorias científicas, fazemos cálculos e determinamos como possivelmente tudo surgiu, mas não percebemos que o que vemos é apenas a ponta de um iceberg gigantesco.

A vida me impressiona, seja no espaço com seus bilhões de galáxias ou até um átomo e seu intrincado minúsculo mundo. É tudo muito complexo e evidencia que um dia houve uma mente brilhante, um arquiteto criativo que trouxe a existência tudo o que vemos, deixando uma assinatura através do tamanho e da complexa criação.

Eu me espanto com quem diz que a ciência um dia vai explicar tudo, eu admiro o tamanho da fé das pessoas que colocam a ciência como a esperança final.

O mundo é muito vasto para conseguirmos explicar, a vida foi criada por um Deus muito intrínseco, para acharmos que um dia nós, seres humanos pequenos, explicaremos tudo.

No fim somos formigas em um pequeno jardim, não vemos o tamanho da nossa ignorância, achamos que já conhecemos tudo, mas não fazemos ideia do que há além dos muros do nosso quintal.

Eu não consigo parar e olhar para a natureza sem me espantar, a vida é um mistério, e a cada avanço científico ou tecnológico, percebemos isso. Viver é se espantar, sendo quem não se espanta, já morreu, já engessou a mente com o sistema, já não percebe como tudo é maravilhoso e perfeito.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Rumores de outro mundo, A realidade sobrenatural da fé, Editora Vida, São Paulo, 2004

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