Resultados para a categoria "O QUE APRENDI COM OS LIVROS"

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EQUILÍBRIO – JOHN STOTT

“Comprometimento sem reflexão é fanatismo em ação; reflexão sem comprometimento é a paralisia de toda ação” (STOTT, 2012, p. 21, 29)

Talvez um dos maiores desafios do ser humano é ter equilíbrio, uma boa parte de nós, ou até quem sabe a maioria, não consegue se engajar em algo com o pé no chão, nem perceber as contradições e os pontos fracos de sua forma de pensar, religião ou partido político. Somos mestres em entrar em uma empreitada de forma cega, sem reflexão e coerência.

Com isso vemos cristãos alienados, que ouvem seus pastores sem questionar suas contradições. Ou engajados políticos que acreditam que os seus partidos são a solução para o Brasil. E tem até aqueles que acreditam que o seu modo de pensar é o mais coerente, enquanto todos estão errados, são burros e ignorantes.

Eu gosto sempre de frisar que ter equilíbrio não é tarefa fácil, é um desafio dos grandes, não é para qualquer um. Acreditar em algo, ou seguir algo, sem perceber os equívocos deste algo é uma atitude das mais normais. Principalmente quando temos boas experiências, fazemos boas amizades, ou encontramos a solução para o nosso problema neste determinado lugar. O homem é mestre em transformar experiências pessoais em regras, sejam cristãos ou qualquer outro tipo de pessoa.

Ter equilíbrio é como andar em uma corda bamba, é preciso conseguir dar os passos sem cair para qualquer um dos lados. Será totalmente fatal se um equilibrista se atrapalhar e cair, não importa o lado, a queda por si só já será letal, na vida não é muito diferente.

Comprometimento sem reflexão gera fanatismo, entrar em uma causa sem refletir, ponderar e verificar todas as variantes é perigoso e mortal para a fé.  Lembre-se que o fanático é intolerante, ele não gosta de ouvir e muito menos de dialogar. Nós não podemos impor a nossa fé, muito menos fazer o outro engolir nosso ponto de vista a força, quem faz isso é fanático, é intolerante que acredita ser o dono da verdade. Entretanto, o oposto é também verdadeiro, já que estamos falando de equilíbrio.

Não adianta sabermos refletir, termos conhecimento e sabedoria, se não temos ação. Não adianta você ser um cara crítico, que sabe enxergar as contradições em todas as áreas, se você não faz nada, se não tem ação ou movimento.

Ser apático as coisas é estar do lado oposto de quem quer impor. O homem relevante, o cristão sábio, busca ter equilíbrio, tenta estar sempre no meio, se policiando, vendo suas contradições e agindo.

Lembre-se que não existe perfeição, com isso, você vai ter que aprender a conviver com algumas contradições a fim de que não penda para qualquer um dos lados. Quando falamos do ser humano, temos que ter em mente que a imperfeição é um dos pontos principais deste ser.

Certo dia encontrei um amigo que há muito tempo não via, ele era cristão, mas há anos que não ia mais à igreja. Ele me falou que não frequentava mais, pois tinha muita coisa errada na igreja. Eu concordei e completei falando que: “onde têm pessoas, têm equívocos, não dá para exigir perfeição de ninguém, pois somos todos imperfeitos”.

Aprenda a ter equilíbrio, entenda a importância de aprender a ser equilibrado e ponderado. Não dá para cair nos extremos, ainda mais se tratando de nós seres humanos.

Entenda o quanto somos limitados, o quando estamos propícios a erros e relaxe um pouco. Por mais que tenhamos a nossa fé, que temos as nossas certezas e verdades, podemos estar errados em muita coisa. Aprenda a dar espaço para a outra pessoa falar e crer entenda que não podemos forçar, temos que aceitar a liberdade que o outro tem de discordar e aprender a conviver com isso.

Não se esqueça também do outro lado, da estagnação, do fato de que saber refletir não é muito quando junto não vem a ação. Precisamos buscar um centro, encontrar um equilíbrio para não pender nem para um lado e nem para outro.

 “Viver é andar na corda bamba, por isso, equilibre-se”

BIBLIOGRAFIA

STOTT, John, Crer é também pensar, Editora ABU, São Paulo, 2012

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TEIMOSIA OU DETERMINAÇÃO – ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES

“Teimosia ou determinação dizem respeito à mesma energia, mas são identificadas somente no fim da história. Se deu errado, era teimosia. Se deus certo, era determinação” (ARANTES, 2019,  44)

Quem me conhece sabe que eu não desisto fácil de algo, sou bem consciente de que o que vale a pena não vem fácil, é preciso lutar, se aperfeiçoar, e persistir. A própria história nos mostra isso, foram inúmeros cientistas, pensadores ou escritores que precisaram insistir e ouvir muitos “nãos”, antes de conseguir sucesso em seus objetivos. Aparte interessante é que são muitos os que insistiram, mas que deram errado, o que faz com que o assunto “teimosia ou determinação” fique interessante.

Eu sempre me preocupei ao entrar em alguma empreitada, em não estar sendo teimoso, em não confundir teimosia com determinação, nunca gostei de quebrar a cara ou ver tudo dar errado. O curioso é que não existe formula e a dúvida acaba colaborando para que insistamos no erro ou até persistamos, conseguindo chegar ao sucesso no objetivo.

 Há muito tempo atrás, quando eu estava entrando na música, eu tinha o sonho de ter uma banda. O problema era que eu era um músico iniciante que queria tocar um estilo musical que exigia que eu já tivesse certa técnica. Uma boa parte dos meus amigos falaram que eu não iria conseguir, mas consegui. Posteriormente passei por uma situação parecida quando montei uma banda e também a maioria dos amigos me falaram que não iria dar certo, mas deu, gravei dois CDs e toquei por muitos lugares no Brasil, não fiquei famoso mundialmente, mas na cena do estilo musical, fomos conhecidos.

Hoje sou músico e uso a mesma força de correr atrás, estudar e me dedicar, também em minha vida acadêmica. A banda serviu para que eu aprendesse a me dedicar e entendesse que certas coisas demandam tempo e estudo, mas poderia ter dado tudo errado, não acha?

O problema é que não fazer por medo de perder é perder duas vezes, pois com certeza em alguns casos, você vai ter que conviver com o sentimento de que você poderia ter tentado e até conseguido.

Eu diria nestes complicados casos, que antes de você embarcar em algo, sendo ele uma empreitada que você sabe que vai dar resultado ou não, pare e tente entender o que vai perder, analise bem o que você está disposto a sacrificar se não conseguir. Você se frustra menos ao entrar em algo com o pé no chão. Eu também diria para você não nutrir tanta expectativa, às vezes você pode até conseguir, mas não da forma que você tinha imaginado, com isso você chega lá, embora um tanto quanto distante de onde planejou.

Quando eu resolvi me empenhar em estudar música eu sabia que o máximo que eu iria perder era tempo e a tristeza de não ter conseguido. Não investi um dinheiro alto, não arrisquei trabalho, nem fiz escolhas que fizesse com que eu ficasse em maus lençóis, era só tempo e tempo perdido com aprendizado é sempre tempo ganho, mesmo que o aprendizado fosse saber que eu não levava jeito para tal coisa, por isso resolvi encarar o projeto. Já embarquei em coisas que eu iria perder muito mais que tempo e resolvi arriscar consciente, tudo vai depender de como você encara a situação. Warren Buffett tem uma frase que eu acho que ajuda muito e resume bem o caso:

“Nunca teste a profundidade do rio com os dois pés”

Tenha sempre o pé no chão e cuidado ao apostar tudo. Sempre entre consciente do quanto você pode perder para não se frustrar e aceite o resultado.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana Claudia Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver, E um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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ESTRANHO OU DIFERENTE? – WARREN W. WIERSBE

“Quando você é diferente, atrai as pessoas; quando é estranho, repele-as; quando é uma imitação barata, convida o escárnio a entrar em sua vida” (WIERSBE, 2011, 119)

A citação me faz lembrar de um colega de trabalho, ele era cristão, mas também era a piada pronta dentro da empresa. Todo mundo o achava um ET. Seu modo de falar era muito curioso, sua maneira de se portar, ridícula.

Não se misturava, não conversava de outra coisa que não fosse sobre igreja ou a Bíblia, e usava o conhecido evangeliquês para se comunicar. Ninguém o entendia, e ainda por cima, tiravam sarro dele. Entenda que é importante saber a diferença entre ser diferente, de fazer a diferença onde você está e entre ser estranho, incompreensível, bizarro.  

Primeiro, é bom você ter em mente que ser cristão não é um tipo de linguagem, de roupa ou trejeitos. Ser cristão é um encontro, é um dia onde você foi achado e tocado pelo Espírito Santo. Ser cristão é imitar a Cristo, ter uma vida consciente, é saber quem você é e do quanto você precisa de Deus.

Segundo, para ser diferença no meio das pessoas e para que o evangelho entre, se propague em meio aos seus amigos, família e colegas, você tem que usar de uma linguagem no qual todos entendam. Você deve viver o evangelho, ser um crente genuíno, que mostra quem você foi e quem você é agora, com todas as falhas e dificuldades que todos nós seres humanos temos.

É possível transmitir Deus no modo de agir, mostrando honestidade, ética e profissionalismo, basta ter sinceridade em nossos atos. Quem segue a Deus, faz tudo para honra-lo, faz tudo como para o senhor (Colossenses 3:23), uma vida assim já transmite o evangelho. Entretanto, sabemos que falar também é importante e é possível falar e aconselhar com linguagens acessíveis e de uma forma no qual todos entendam.

Ser cristão é ser genuíno, ser diferença está muito ligado ao fato de não parecermos uma cópia, um rascunho mal feito do que não vivemos. Quando quisermos parecer algo que não somos, certamente, e com toda a certeza, seremos vistos como uma imitação barata, uma cópia pirata, motivo de escárnio e zombaria.

Se fingir de santo não faz de você um santo, agora ouvir, ser sincero e não se achar superior, com certeza te faz. Somos separados, mas não somos perfeitos. Fomos tocados pelo evangelho, mas não somos melhores do que os outros por isso.

Ter a consciência de que Deus nos perdoa, que ele é misericordioso e não demora em nos ajudar, é um principio que deve estar encarnado em nossa vida, para quando você for evangelizar, suas palavras sejam mais de amor, do que de raiva e acusação.

Lembre-se, você deve amar como Deus nos amou (1 João 4:7-8), o evangelho é isso, é agir como Deus age conosco, o resto é ensino pirata e o caminho para o escárnio.

BIBLIOGRAFIA

WIERSBE, Warren, W. Jesus presente, Experimente a atualidade e o poder das declarações do Filho de Deus em sua vida, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2011

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DEUS E O CONHECIMENTO: CRER É TAMBÉM PENSAR: JOHN STOTT

O anti-intelectualismo é ainda muito comum no meio cristão. Já escrevi bastante sobre isso, inclusive, já usei o livro em questão para fundamentar um de meus textos. Entretanto, na conclusão deste mesmo livro, o autor destaca o porquê o conhecimento é importante para todo o cristão, o autor nos dá quatro motivos, por isso, usei-o novamente como base para abordar este importante tema. Lembrando que ele fala do conhecimento que aponta para Deus, não aquele feito sem propósito e sim como meio de nos aproximar dele.

 Se alguns conhecimentos podem nos afastar de Deus, nos levar a conclusões simplistas e equivocadas a respeito dele, a falta deste saber é igualmente perigoso, afinal. Se não conhecermos Deus e a sua palavra, como seguiremos fazendo a sua vontade? É justamente a finalidade do saber que estes pontos enfatizam.

“Em primeiro Lugar, o conhecimento deve levar à adoração” (STOTT, 2012, p. 74).

Quando conhecemos realmente Deus, adorá-lo vira uma prática natural, é impossível termos intimidade com quem mal sabemos quem é, por isso que ler a Bíblia e orar é o caminhO básico para conhecermos e termos intimidade com o Criador. Racionalizar, estudar e ler a palavra é o caminho para conhecermos mais Deus e tudo o que ele fez, o verdadeiro conhecimento nos aproxima mais dele, não tenha dúvida disto.

“Em segundo lugar, o conhecimento deve levar a fé” (STOTT, 2012, p. 74).

A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 17:17), se não ouvimos, não lemos e estudamos sua palavra, certamente seguiremos sem fé. Se não nos firmarmos na verdade, no ensino que Cristo nos deixou, certamente ruiremos.

“Em terceiro lugar, o conhecimento deve levar a santidade” (STOTT, 2012, p. 74).

Quanto mais conhecemos os ensinos de Deus, nossa missão e a nossa responsabilidade como seguidores de Cristo, mais a nossa vida se amolda a vontade dele.

O conhecimento tem este poder, ele consegue fazer com que tenhamos a responsabilidade de termos uma vida reta e digna.

Quando somos praticantes dos ensinos que a Bíblia nos deixou, é inevitável caminharmos para uma vida centrada, dentro da vontade de Deus.

“Em quarto lugar, o conhecimento deve levar ao amor” (STOTT, 2012, p. 76)

Quanto mais estudamos, oramos e temos intimidade com Deus, mais somos inundados com o sentimento de partilhar, de ajudar e “influenciar” os outros com os ensinos de Cristo.

Com este livro podemos aprender que o verdadeiro conhecimento faz com que tenhamos estas motivações, partilha e ajuda. Ele nos mostra também o perigo do conhecimento equivocado e o perigo da falta de conhecimento.

A Bíblia nunca foi contra o estudo, o ensino e a dedicação em entender a palavra. Acreditar que o conhecimento nos separa de Deus é tolice, sendo que a vida cristã deve ser equilibrada, com a busca e o estudo caminhando juntos, para que tenhamos o pleno conhecimento da vontade de Deus descrito na Bíblia, e a intimidade com ele, quando oramos e o buscamos.

 

 

BIBLIOGRAFIA

STOTT, Crer é também pensar, Editora ABU, São Paulo, 2012

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O MEDO DE CORRER RISCOS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

Esta é a última armadilha da mente das quatro listadas pelo Augusto Cury: O medo de correr riscos.

“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam” (CURY, 2008, p. 58)

Eu não sou o cara mais ousado que existe, muitas vezes acabo optando mais pelo seguro, do que pelo caminho mais arriscado. Eu também não gosto de atalhos e formulas mágicas, não acredito que possa existir algo assim, mas eu sei que correr riscos é inevitável em qualquer empreitada.

“Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas” (CURY, 2008, p. 59)

Viver é um risco, sonhar e empreender algo é um risco, nem sempre saberemos se o caminho é o correto, muito menos se aquela determinada área frutificará, mas a vida é assim. Se não fizermos, não arregaçarmos a manga e tentarmos, nunca saberemos ou sairemos do lugar. Viveremos estagnados, parados no tempo, decepcionados sem crescera se desenvolver.

“Pois a vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a tarefa mais nobre de um mortal. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários” (CURY, 2008, p. 59)

E quando falo em arriscar, não falo de grandes empresários, ou de empreendedores famosos, falo de tudo e de todos, nem sempre o meu desafio é grande para você e vice versa, mas temos que tentar e aprendera encarar o desafio.

Querer fazer algo, mudar seu futuro estudando, montar uma loja, ou seguir na realização do que você sonha, vai acabar tendo sempre um risco. Entretanto, só chega lá quem corre o risco, quem tenta e aprende com seus erros.

Ficar parado não é a saída, pode ser confortável, mas não te tira do lugar. Enfrentar o medo e ousar é o caminho para não ser uma pessoa frustrada. O comodismo não nos faz crescer, mas quem ousa, está sempre aprendendo, mudando e evoluindo. Por isso jogue fora o medo e tente, pode ser que você consiga, ou aprenda, não custa tentar descobrir.

 

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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O MEDO DE RECONHECER ERROS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

Todo mundo erra, entenda isso e se liberte com esta verdade. O que vai definir quem somos e o quanto aprendemos com nossos erros é como encaramos (ou não encaramos) este fato.

“O medo de reconhecer erros é, acima de tudo, o medo de se assumir como um ser humano com suas imperfeições, defeitos, fragilidades, estupidez, incoerência” (CURY, 2008, p. 53)

Quem não reconhece seus erros não muda, como já falei muito neste blog, quem não se vê como humano, imperfeito, sujeito a erros não cresce. E eu considero esta terceira armadilha da mente como uma das piores.

“Reconhecer nossas debilidades, entrar em contato de maneira nua e crua com nossa realidade, não é apenas um passo fundamental para oxigenar a inteligência, reeditar nossa memória e superar nossos conflitos, mas também para mergulharmos nas águas de descanso, para bebermos das fontes mais excelentes da tranquilidade” (CURY, 2008, p. 57)

Portanto relaxe, aprenda a lidar com os erros, confesse-os e mude. E acima de tudo, esteja pronto a rever os seus pontos de vista e reconhecer alguns equívocos neles se assim for preciso.

O que podemos aprender com este capítulo do livro e com esta perigosa armadilha da mente é que somos seres finitos, sujeito a erros, reconhecer isso é viver uma vida mais leve e de eterno aprendizado.

Não somos seres que sabem de tudo, muito menos indivíduos perfeitos sem erro algum. Errar é humano, como bem diz o ditado, mas reconhecer o erro é caminhar para a mudança.

Então olhe para frente, aprenda a engolir seu orgulho e caminhar para o novo, só muda quem reconhece o erro e busca o aperfeiçoamento.

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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O AMOR DE DEUS: JOVEM INCANSÁVEL NÃO MAIS REFORMADO: AUSTIN FISCHER

O amor é uma palavra muito incompreendida hoje em dia, diante disso, lemos a palavra e não entendemos a profundidade do seu significado. É por este motivo que resolvi destacar as três coisas necessárias para entendermos o amor de Deus, tirado do livro de Austin Fischer.

 A primeira é: Quem define o amor é Deus e não nós:

“Não somos nós que devemos definir o que é amor; Deus é quem define. Essa é a primeira coisa que precisamos saber acerca do amor de Deus” (FISCHER, 2015, p. 69)

O amor vem de Deus, é Ele quem define e nos mostra o que é amar de forma real, caso contrário falaremos besteiras, estaremos sempre equivocados:

“O conteúdo da palavra ‘amor’ é plena e exaustivamente dado na morte de Jesus na cruz; fora dessa imagem narrativa específica, o termo não possuí significado” (FISCHER, 2015, p. 69, 70)

Foi na cruz que o amor foi visto de forma plena, é na cruz que entendemos o que é verdadeiramente amar, o resto é falácia.  A segunda coisa é: Quem se doa é Deus:

“Segundo, ao nos amar, “Deus não nos concede algo, mas a Si mesmo; e ao doar a Si mesmo, nos dando Seu único filho, Ele nos dá tudo”. A maior coisa que Deus pode nos dar é a si mesmo” (FISCHER, 2015, p. 70)

O amor de Deus é prático, é algo que vem de si, não é uma coisa e sim uma atitude. Em nome de amar e ser “feliz” o homem corre atrás de tanta coisa, mas é só o amor de Deus que nos faz completos, pois Ele é o único que dá verdadeiramente de Si mesmo.

A terceira coisa é: O amor de Deus não toma e sim dá:

“Deus não nos ama por causa de algo que ele vê em nós, mas apesar do que ele vê em nós. Deus não nos ama porque nós o amamos. Deus nos ama porque ele quer que nós o amemos apesar do fato de que nós não o amamos. Deus nos ama para que nós possamos vir a amá-lo” (FISCHER, 2015, p. 70, 71)

Estamos acostumados com um sistema de troca, Ele faz por que nós fazemos, mas a lógica divina é outra, Ele começa fazendo. Não parte de nós, por não termos capacidade, parte dele e de sua maravilhosa graça, e é esta uma das mais maravilhosas notícias do evangelho, não é que temos que ser bons e sim que somos amados por Deus. Um Deus que se doa, apesar de sermos pecadores.

O livro destaca mais duas características do amor de Deus, mas me limitei em citar apenas três por já serem suficientes, contudo quero compartilhar as últimas palavras deste capítulo do livro, pois penso que resume bem o que a Bíblia fala sobre o amor de Deus:

“Tendo permitido que Deus falasse por si mesmo, eu encontrei – ou fui encontrado por – um Deus infinitamente glorioso, mas não era o Deus do calvinismo. Era o soberano, doador, sofredor e crucificado Deus de Jesus Cristo. Era o Deus que não precisa de nós, mas que não quer ficar sem nós – não porque merecemos, mas simplesmente porque é assim que ele é” (FISCHER, 2015, p. 74)

Eu sei o quanto somos finitos, entender Deus é impossível, mas podemos ter uma ideia por conta da palavra que Ele deixou. Penso que a ideia que temos de Deus vai definir a nossa vida como cristãos. Entender como Ele me vê e me ama, vai definir as minhas atitudes com o próximo e como eu vou buscar a Ele. E uma coisa temos certeza, que por sinal o livro todo tenta deixar isso explícito, que Deus nos ama, apesar de sermos quem somos.

 

BIBLIOGRAFIA

FISCHER, Austin, Jovem Incansável não mais Reformado, Editora Sal Cultural, Maceió, 2015

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OS DOIS TIPOS DE OTIMISTAS: AS VANTAGENS DO PESSIMISMO: ROGER SCRUTON

Eu sempre tive um pé atrás com ideias fáceis e soluções mágicas para problemas. Acredito que ideias simplistas, que não olham a questão como um todo e nem analisa todas as variantes de um problema, são pensamentos perigosos. A vida não é um bloco de montar, nem um computador onde recorremos ao antivírus quando precisamos corrigir problemas. Na maioria das vezes o desafio é mais complexo, requer tempo e muita reflexão. E diante desta questão Roger Scruton em seu livro: As Vantagens do Pessimismo, descreve dois tipos de pessoas que ele nomeia como os “otimistas escrupulosos” e os “otimistas inescrupulosos”, personagens fáceis de detectar em nossa sociedade. Segundo Scruton, um otimista escrupuloso é:

“Alguém que mede a extensão de um problema e consulta o estoque existente de conhecimento e autoridade a fim de resolvê-lo, confiando na iniciativa e na inspiração quando não é possível encontrar nenhuma outra orientação, ou quando alguma peculiaridade em sua situação problemática desencadeia nela uma resposta análoga” (SCRUTON, 2015, p. 24,25)

Este tipo de otimista é alguém que pondera, pensa em todas as variantes de um problema, entende que nem sempre o nosso problema é apenas o obstáculo, mas também as variantes que podem vir ao conseguirmos remover o obstáculo.

“Esse otimismo escrupuloso também conhece as vantagens do pessimismo e sabe quando moderar nossos planos com uma dose dele. Ele nos encoraja a levar em conta o preço da falha, a conceber a pior das hipóteses e a assumir riscos com a plena consciência do que acontecerá se os riscos não compensarem” (SCRUTON, 2015, p. 24,25)

Este tipo de pessoa é o amigo que nos dá uma dose de luz, é a pessoa que pensa em todas as variantes antes de entrar em uma empreitada ou resolver um problema. Já o otimista inescrupuloso é o oposto disso:

“O otimismo inescrupuloso não é assim. Ele executa saltos de pensamento que não são saltos de fé, mas uma recusa a reconhecer que a razão deixou de apoiá-lo. Ele não leva em conta o custo do fracasso ou não imagina a pior das hipóteses. Ao contrário, ele é tipificado por aquilo que chamarei de a “falácia da melhor das hipóteses”. Quando lhe pedem que faça escolhas sob condições de incerteza, o otimista imagina o melhor resultado e supõe que não precisa considerar nenhum outro. Ele se devota apenas a um resultado e ou esquece de levar em conta o custo do fracasso – ou então – e este é o aspecto mais pernicioso – tenta transferir esse custo para os outros” (SCRUTON, 2015, p. 25)

Na maioria das vezes este é o cidadão que fala que não conseguiu sucesso em uma determinada empreitada por culpa de um fulano, do tempo ou por falta de apoio de alguém. Este tipo de pessoa não assume seus erros, não confessa suas incompetências para que assim ele possa mudar. Eu sempre falo isso e vou sempre repetir, só mudamos quando confessamos os erros. Evoluímos apenas quando aprendemos com os fracassos, tiramos lições dos nossos equívocos apenas quando confessamos e pontuamos todos eles para que possamos mudar.

“Os otimistas escrupulosos sabem que vivem em um mundo de limitações, que alterar essas limitações é difícil e que as consequências de fazê-lo são frequentemente imprevisíveis. Eles sabem que podem muito mais facilmente ajustar a si próprios do que modificar as limitações sob as quais vivem, e que deveriam trabalhar nisso continuamente, não apenas pelo bem de sua própria felicidade e daqueles que amam e que dependem deles, mas também pelo bem da atitude do “nós” que respeita as constantes das quais nossos valores dependem, e que faz o máximo possível para preservá-las” (SCRUTON, 2015, p. 35)

Muitas soluções são propostas sem olhar o próximo e quem pensa diferente, muitas respostas carecem do mínimo de reflexão a fim de se concluir qual será o impacto que determinada empreitada vai causar no meio em que ela será aplicada. Algumas soluções nos trouxeram muito mais problemas, algumas propostas resultaram em mais erros que acertos. Quando vejo alguém colocar a esperança de melhora em um determinado político, ou colocar a culpa da nossa crise em determinado lado, eu penso que estes não estão olhando o problema como um todo. A corrupção nada mais é que o último estágio de uma sociedade egoísta e mesquinha, que não demora em culpar pessoas, mas que não olha para si, suas atitudes e formas de pensar. A corrupção é o resultado de uma má administração, de um pensamento egoísta que só pensa em si e se esquece do “nós”. Temos que entender que com a corrupção solta, sem um remédio efetivo que a extermine, nenhuma forma de pensar funcionará, todas as propostas políticas enfraquecerão ante este mal. Eu gosto muito de uma frase, de um autor que eu não lembro o nome, mas que diz:

“Tome cuidado com os incompetentes com iniciativa”

Este é o pior tipo de pessoa, em sua maioria são otimistas inescrupulosos. Não quero agora me contradizer e culpar alguém, a minha proposta é que aprendamos a olhar o todo antes de procurarmos soluções seja para política, para a sociedade ou para a nossa vida. Nem sempre o obstáculo é o problema, mas a variante que virá ao retirarmos o obstáculo.

Há muito pouco tempo não tínhamos celulares, carros e a tecnologia, hoje temos estas facilidades, mas com ela veio alguns outros problemas como: pessoas utilizando celulares enquanto dirigem, estudantes que deixam de fazer a lição para ficar conectados o dia inteiro em jogos ou redes sociais e por aí vai. Toda a solução ou avanço nos traz algum outro problema, e é sobre estas variantes que muitas vezes não refletimos na hora de solucionarmos problemas ou propormos algo novo.

Eu fujo de algumas polarizações, seguir a direita, esquerda ou a solução mágica de algum “pensador” é pensar de forma simplista. É ser otimistas inescrupulosos, que resumem o problema e propõe as soluções da mesma forma que se preparam um macarrão instantâneo. Alguns problemas não são tão simples assim, e os otimistas escrupulosos sabem disso. Propostas realistas, assumir riscos de forma consciente sabendo que as soluções não são mágicas é a base do seu pensar e é assim que temos que tentar ser se quisermos ser relevantes

 

BIBLIOGRAFIA

SCRUTON, Roger, As vantagens do pessimismo e o perigo da falsa esperança, É Realizações Editora, São Paulo, 2015

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PODER E AUTORIDADE: O MONGE E O EXECUTIVO: JAMES C. HUNTER

Eu gosto muito do livro: O monge e o executivo, poderia ressaltar inúmeras lições que tirei a fim de ser um líder melhor, mas neste texto quero enfatizar apenas algo que considero o cerne do livro, a concepção de poder e autoridade.

“Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer” (HUNTER, 2004, p. 26)

Conheci muitos em posição de poder, líderes que obrigavam pessoas a fazer tudo o que ele queria fundamentado em suas ameaças. Isso é liderança através do poder.

“Autoridade: A habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal” (HUNTER, 2004, p. 26)

Quem lidera através de sua autoridade influencia, quem lidera através do poder, pode até conseguir o que quer por um tempo, mais depois, as pessoas acabarão se rebelando e este líder terminará tendo muitos problemas.

“A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. A autoridade diz respeito a quem você é como pessoa, a seu caráter e à influência que estabelece sobre as pessoas” (HUNTER, 2004, p. 27)

É claro que em algum momento de sua vida, ou por conta de algum problema que pode estar ocorrendo no setor em que você lidera, você tenha que agir com poder. Às vezes é necessário, mas no geral você usa apenas em último caso.

Considero o livro: O monge e o executivo fundamental, para aprender as técnicas da liderança servidora, liderança esta que Cristo usou muito.

Trabalhar com pessoas não é fácil, liderar seres humanos com seus costumes, histórias e problemas é um desafio, porém tudo fica muito melhor quando você aprender a liderar da forma certa e aprender o conceito de autoridade é fundamental para acertar

O livro é muito mais profundo que isso, ele ensina algumas outras importantes técnicas, vale a pena ler. Contudo o objetivo deste texto é apontar que existe uma forma muito mais profunda de liderar, que nos traz mais desafios é claro, mas também nos traz muito mais resultados.

Vale a pena entender e gravar na mente o conceito de poder e autoridade, vale a pena aplicar o modo de liderança que Jesus Cristo usou, principalmente por ser comprovadamente o melhor método. Afinal, foi com autoridade que Ele liderou e ensinou 12 pessoas e lhes deu uma missão que dois mil anos depois ainda dão muitos frutos.

 

BIBLIOGRAFIA

HUNTER, James C. O monge e o executivo, uma história sobre a essência da liderança, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2004

 

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COITADISMO: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

“O coitadismo é a arte de ter compaixão de si mesmo. O coitadismo é o conformismo potencializado, capaz de aprisionar o eu para que ele não utilize ferramentas para transformar sua história” (CURY, 2008, p. 48)

Continuando a discorrer sobre: As quatro armadilhas da mente, abordadas no livro: O código da inteligência, do Augusto Cury, o coitadismo é a segunda armadilha.

Coitadistas são aquelas pessoas dramáticas, autopunitivas, que jogam no lixo o seu potencial se posicionando como fracassado.

No texto passado eu falei sobre o jovem Kyle Tomlinson. Sua história é de superação, pois ele não se deu por vencido. Ele fracassou, mas ao invés de tomar um posicionamento de coitadista, ele foi à luta, estudou, se aperfeiçoou e tentou de novo. Coisa que um coitadista nunca faria e Augusto Cury nos dá uma possível dica do porquê:

“Nem todo conformista é coitadista, mas todo coitadista é um conformista. Por que o coitadista demonstra seu complexo de inferioridade e suas miserabilidades? Porque usa sutilmente e, às vezes inconscientemente, a sua miséria para que os outros gravitem na sua órbita. Portanto, têm ganhos secundários com sua propaganda” (CURY, 2008, p. 48)

Ter pena de nós mesmos em troca de alguma atenção não ajuda.  Ter um posicionamento de coitado, nos deixará sempre na mesma, não evoluímos nem conseguimos aprender para recomeçar da forma certa.

“Os coitadistas não sabem que a autopiedade é uma masmorra psíquica que asfixia o prazer, amordaça e desenvolvimento das funções mais importantes de inteligência e bloqueia a excelência intelectual e emocional” (CURY, 2008, p. 50)

Portanto enfrente os problemas, vá em busca de ajuda, mas não fique parado tendo pena de si mesmo. A vida não é fácil, nem tudo vem assim em um passe de mágica, correr atrás, aprender com o erro é básico para termos uma vida melhor.

Nem tudo o que eu consegui fazer foi assim fácil, muitas vezes levei um tempo, tive que praticar muito e estudar para conseguir por os meus planos em prática.

Portanto pare de ter pena de si mesmo e tente, aprenda com os erros e evolua. Pois ficar parado, se contentando com as migalhas que o coitadismo produz não te tirará do lugar.

 

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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