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A FALÊNCIA DO HOMEM – BRUNO WEDEL

Cazuza foi um dos artistas mais influentes das últimas décadas no cenário nacional. Qualquer pessoa que seja um pouco antenada no mundo, conhece ao menos uma de suas obras. Um de seus hits é a música intitulada “Ideologia”, e ela tem muito a nos ensinar.

Cazuza foi um homem muito bem sucedido aos olhos da sociedade, alcançando tudo o que alguém possa querer. Sucesso, fama e dinheiro fizeram parte de sua vida. Ele foi um exemplo de sucesso para milhões de pessoas. Poucos meses antes de sua morte ele fez um balanço da vida, o que o inspirou a escrever essa música. Ele seguiu à risca o modelo de vida proposto pela sociedade e o resultado ele expressou nessa letra. Quero destacar algumas frases dessa musica: “e as ilusões estão todas perdidas. Os meus sonhos foram todos vendidos…”; Meus heróis morreram de overdose”; “Meus inimigos estão no poder”. Talvez a frase mais marcante seja o refrão: “Ideologia! Eu quero uma pra viver”.

Vemos aqui uma pessoa amargurada para quem a vida deu errado. Teve tudo o que alguém possa querer, mas fracassou. Meses antes de se despedir da vida, reconhece que tudo o que conquistou foi insuficiente para lhe proporcionar a felicidade. Ele precisava de algo a mais, e clamou por uma ideologia para viver. Ele pediu por algo que fizesse sua vida valer a pena de ser vivida. Cazuza chegou à mesma conclusão que o Rei Salomão, quando  afirmou: “Tudo é vaidade”. Cazuza e Salomão não são exceções quando chegam a essa conclusão. O modelo de vida proposto pelo homem construiu o mundo que conhecemos; uma sociedade falida.

Para sairmos desse círculo vicioso temos que aplicar o que Paulo escreveu:

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12,2).

Nossa vida só valerá a pena se não vivermos o que a sociedade nos propõe, e reconfigurarmos nossos princípios de vida conforme a vontade de Deus. Essa renovação da mente é a ideologia que Cazuza tanto buscou. Qualquer fórmula diferente dessa é uma simples ilusão. Pode parecer algo muito “igrejeiro”, mas não deixa de ser verdade. Cazuza apostou suas fichas no homem e perdeu. Resta a pergunta. Onde vou apostar minhas fichas? Onde você vai apostar as tuas?

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A ABOLIÇÃO DO HOMEM – C. S. LEWIS

Sou muito fã de C. S. Lewis, acredito que as suas obras de cunho teológico e apologético são leituras obrigatórias. E sendo fã, fiquei feliz em saber que a Editora Thomas Nelson havia lançado alguns de seus títulos em edição especial, e mais feliz ainda ao constatar que os preços dos livros estavam bem acessíveis. Qualidade e preço bom são boas combinações, junções perfeitas para quem gosta de ler.

Preciso falar primeiro do visual do livro antes de ir para o conteúdo, pois é uma das partes que merece mais atenção. O livro é com acabamento de luxo, capa dura com detalhes em alto relevo, isso sem contar que as folhas possuem cores combinando com a arte da capa. Enfim, a obra é realmente linda, e te faz querer trocar todos os livros de sua coleção por esta versão especial.

Sobre o conteúdo do livro Lewis trata do tema “relativismo”, critica alguns dos argumentos e aponta para o perigo de não termos mais os valores morais que nos tornam humanos. A argumentação é bem fundamentada, o conteúdo do livro é denso, próprio para ler sem pressa, refletindo e pensando sobre todos os seus argumentos. Com certeza vale a leitura.

 Lançado pela editora Thomas Nelson, com 123 páginas.

Site: http://www.thomasnelson.com.br

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OUVINDO DEUS – ALEXSSANDRO DE LIMA

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (João 10:27)

Ouvir Deus é uma tarefa muito difícil, até porque precisamos primeiro aprender como é a sua chamada. Já disseram que é como um vento suave, em outros momentos como chuvas torrenciais como no caso do dilúvio. Samuel mesmo tão pequeno aprendeu com seu mestre a ouvir a voz de Deus.

Pode ser que você nuca ouça a sua voz, mas poderá sentir seu toque em momentos em que só Ele sabe o que está acontecendo. Poderá se sentir tão cansado que pede um refrigério e este vem. É a voz de Deus liberando seu corpo da fadiga e do cansaço.

Para saber como Deus fala conosco precisamos gastar tempo com Ele. Uma das experiências mais interessantes e que se compara a experiência de passar tempo com Deus é quando nos tornamos mães e pais. Como sabemos que é nosso filho chorando em meio a vários no berçário da igreja? Ou quando se tem uma porta fechada e muito barulho sabemos que ele está chorando? É porque gastamos tempo conhecendo nossos filhos e sabemos que aquela é a sua voz. Assim é com Deus

 Quando gastamos tempo com Ele, conhecemos o seu mínimo movimento em nosso favor, nos chamando a atenção, ou nos dizendo não faça. E na maioria das vezes fazemos, pois estamos cheios de ansiedade e não conseguimos entender sua voz.

Dedicarmos tempo a Deus pode ser o melhor do seu dia. Isso não significa que não vamos mais trabalhar, estudar, mas que vamos a cada momento não se esquecer d’Ele, ter um momento especial com Ele.

Tenho aprendido a dar tempo para Deus de uma forma que não prejudique meu trabalho e as tarefas de pai, marido e sacerdote do lar. Como?

Trabalho com administração utilizo o computador praticamente todo o dia, todo momento que dá uma trégua (intervalos, horário do café e almoço) eu abro a Bíblia online e lá estou eu lendo. O tempo que dá estou orando e falando com Deus.  É relacionamento, quando temos tempo e não ligamos para filhos, esposas ou maridos? Então podemos fazer o mesmo com Deus, deu tempo, fala com Ele. Conte sua alegria, ansiedade, tristeza e frustrações.

Não existe uma fórmula engessada sobre como Deus falará para você. Na Bíblia encontramos maneiras variadas pelas quais, Deus falou com seus profetas e servos:

Em uma sarça ardente: (Êxodo 3.2)

Por meio de uma mula: (Números 22.28)

Na brisa: (1 Reis 19.12)

Pessoalmente: (Atos 9.5)

Com visões: (Apocalipse 1.10-11)

Em sonhos:  (Joel 2.28)

Quanto mais íntimos estivermos com o Espírito Santo, mais sensível estaremos às imprevisíveis manifestações da voz do Pai. O pecado não só nos separa de Deus, mas também atrapalha nossa comunicação com Ele.

Por isso, temos que ter o coração aberto para que Deus se manifeste por meio de sua multiforme graça para falar conosco. Se permita ser surpreendido pela voz de Deus!

“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33.3)

             

 

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O EVANGELHO DO ORGULHO

O título desse texto pode parecer paradoxal. Na realidade realmente é, pois a mensagem de Cristo traz a humildade como uma das características mais marcantes de um cristão, mas infelizmente não é o que vemos na vida de muitas pessoas. Os ensinos de Jesus mostram a miserabilidade da condição humana, e quando um discípulo de Cristo olha para si mesmo, logo reconhece sua condição; nada tem e nada merece. Não consegue resolver seu maior problema, é dependente da ação de Deus em sua vida.

Porém, percebo um número cada vez maior de cristãos, ou pelo menos assim se dizem, orgulhosos e arrogantes. O que é orgulho? É uma atitude, muitas vezes interior, onde o indivíduo se coloca em posição superior aos demais. É o desprezo pelo próximo. Consultando o dicionário, deparei-me com uma definição que chamou minha atenção: orgulho é uma soberba ridícula. Gostei dessa definição; soberba ridícula. Acho que o orgulho realmente é ridículo; é patético! A questão que me incomoda, é tentar entender como pode haver um cristão orgulhoso. Antes de mais nada, quero deixar claro, que estou me referindo à pessoas que são assim, e que cultivam essa atitude, achando que estão certas. Há aquelas que tem essa característica, mas que se submetem ao tratamento divino.

Quando olhamos para a Bíblia, logo vemos que os servos de Deus são humildes. Jesus era muito duro com os soberbos, e um dos exemplos é aquela passagem que relata a oração de um religioso que orava e dava graças a Deus por não ser como o publicano que estava ao seu lado. O que o texto afirma sobre essa atitude? Olhando para a igreja brasileira, começo a me questionar o que está sendo ensinado. Parece que é o evangelho do orgulho, onde a condição de cristão, de filho de Deus, é um status que coloca o fiel acima dos outros. Vemos isso em diversas correntes: no meio pentecostal, aqueles que manifestam alguns determinados dons espirituais, são melhor vistos, são mais “espirituais” e estão em um status superior aos demais. No meio histórico há certo orgulho por se conhecer mais a Palavra; os calvinistas se acham superiores aos demais por serem escolhidos, e os arminianos por saberem escolher o certo. Um detalhe interessante, é que essa característica parece ser mais perceptível em uma ou outra linha teológica. Nesse ponto quero fazer uma pergunta: qual o fruto que tua crença gera na tua vida? Que atitude a linha teológica que você segue te leva a ter?. Se a atitude não for um profundo sentimento de humildade, de amor e misericórdia pelo teu próximo, há algo de errado com tua teologia, ou com a tua vida. 

Infelizmente esse é um assunto que não é levado muito a sério e esquecemos que orgulho e arrogância são pecados. Vejo algumas pessoas que se identificam como sendo cristãos, humilhar outros e até mesmo brincando com a questão do orgulho. Interessante que não vejo ninguém falar brincando “é…sou mesmo um adúltero, desonesto, estuprador…”. Mas vejo muitas pessoas brincando com a questão do orgulho. A Bíblia nos traz o relato e o exemplo de muitas pessoas que tinham todos os motivos para serem orgulhosas, e quanto mais elas andavam com Cristo, mais elas enxergavam sua pequenez. Acho que muitos se esquecem de ler, ou nunca leram, passagens como por exemplo, Provérbios 16,18, onde lemos: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”. A essência da mensagem de Cristo é amor a Deus, ao próximo e humildade. Quando se tem uma atitude de orgulho, não está se amando o próximo. Talvez pareça algo exagerado, mas o que dizer de passagens que afirmam que Deus resiste aos soberbos e ainda pior: que ele abomina todo o altivo de coração? Será que é exagero? Trata-se de um pecado muito sutil, não levado a sério, mas não podemos esquecer que a sutileza é a maior arma de satanás.

 É impossível que o evangelho de Cristo nos leve a uma atitude de soberba. Se isso acontece, é porque ele ainda não percorreu o caminho da mente até o coração. A partir do momento que a Palavra de Deus pulsar em nosso peito saberemos quem somos, e consequentemente seremos humildes. Acho que todos nós deveríamos fazer a oração que Davi fez, pedindo que Deus sonde nosso coração, revelando o que está escondido. Muitas vezes somos incapazes de ver nossas atitudes. Mas, a partir do momento que Deus nos mostra, muitas vezes através de outras pessoas, que temos atitudes de orgulho e simplesmente ignoramos isso, talvez estejamos próximos da ruína e da queda citada no versículo de Provérbios. Não esqueça que você é quem você vive e não necessariamente quem você diz ser.

 

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PARA ONDE IREMOS? – ALEXSSANDRO DE LIMA

“Para onde iremos?”

Foi a resposta que Pedro deu a Jesus narrado em João 6:67-68.

Quem conhece toda esta passagem sabe que Jesus Cristo foi abandonado por muitos dos que lhe ouviam pregar, pois julgaram duro em seu discurso. Jesus vendo que muitos dos seus discípulos se afastaram, disse para os que permaneceram com ELE, se eles não queriam ir também. Então surge a resposta de Pedro: Para onde nós iremos? Se somente tu, tens a Palavra da Vida Eterna.

Certamente Pedro ao proferir estas sábias palavras sabia que não havia outro mestre em quem devia crer. Sabia também que este mestre era Filho de Deus e, portanto, suas palavras eram e sempre serão confiáveis. Pedro sabia que o Caminho era, e é Cristo. Nós também sabemos disto, mas quando observamos nossa realidade como cristãos ficamos verdadeiramente perplexos. Indiferença tem sido uma de nossas posturas nos dias atuais. Nossas fraquezas e limites, nosso temor, nosso desejo de agradar a Deus profundamente parecem estar amortecidos. Muitas vezes, tem pessoas que ficam sem direção que até chegam a duvidar e perguntam: Que caminho eu estou indo? Porque eu estou passando por isso? E muitos se perdem no caminho, pois deixaram de olhar para Jesus e começaram a seguir seus problemas, suas preocupações, tentando resolver da sua forma a qualquer custo, e isso até os tem levado a frustrações.

Como continuar no caminho que pode me levar a vida eterna?

Como não desanimar, com tantos erros e frustrações tanto minhas como dos outros em minha volta?

Não desviar jamais o nosso olhar Dele (Jesus) é fundamental para sabermos para onde ir. Jesus, o único caminho, a única porta e o único meio de salvação, somente Ele tem a Palavra para Vida Eterna, foi Ele mesmo que declarou em João 14:6 

A resposta para onde iremos é: Estamos indo para Deus por meio de Jesus Cristo, não tem outra forma de ir, Jesus é a única Porta “Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim salvar-se-á  João 10:9″. É o próprio Jesus quem afirma em João 14:6 que ninguém vem ao Pai senão por Ele.

 Mas, mesmo Ele fazendo esta afirmação, muitos ainda procuram outros caminhos, outras formas. A Bíblia descreve em Provérbios 16:25:

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”.

Se você quer saber para onde esta indo, faça como Pedro: não procure fazer seu próprio caminho, não se afaste de Jesus, continue firme, seja por debaixo de criticas, perseguição, piadinhas, ou descrédito, mas permaneça sempre firme, e tenha a certeza que Jesus é que tem a Palavra para vida Eterna.

           

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QUAIS SÃO AS SUAS PRIORIDADES ? – ALEXSSANDRO DE LIMA

Tudo na vida é uma questão de prioridade. A cada passo que damos nós fazemos escolhas com base no que consideramos mais importante, prioritário. Hoje vou à igreja ou à praia? Oro à noite ou fico no Facebook? Estudo a Bíblia ou assisto à TV? Jejuo ou saio para jantar com os amigos? Escuto uma pregação ou uma música? Vou ao hospital visitar os enfermos ou durmo domingo à tarde? Faço seminário ou vou à academia? Passo meu sábado no futebol ou em um orfanato? Gasto meu dinheiro com esmolas e ofertas ou compro um sapato novo? Peço ou adoro ao Senhor? A resposta a cada uma dessas perguntas será determinada pelo nosso poder de escolha. E vamos escolher sempre o que consideramos mais importante.

Você percebe que implicações enormes tem a escolha daquilo que priorizamos?

Porque nossas prioridades acabam determinando se seremos mais espirituais ou mais carnais, conhecedores da Palavra ou das novidades da internet, pecadores contumazes ou cristãos esforçados na luta contra o pecado, servos de Cristo ou do inimigo… e por aí vai. Prioridades ditam o nível de nossa vida cristã, especialmente em função de algo chamado tempo.

Nossas prioridades invadem até o campo dos assuntos sobre os quais conversamos. Por vezes fico atônito ao ver quanto se fala, por exemplo, sobre coisas como Iluminatti, nova ordem mundial, satanismo na Disney, mensagens subliminares, músicas do mundo, escândalos gospel, calvinismo versus arminianismo e outros assuntos menores, quando poderíamos investir nossas energias em tratar daquilo que é de fato relevante, o tutano da nossa fé: relacionamento com Deus. Atos de amor ao próximo. Dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede. Evangelismo. Promoção da paz. E por aí vai. (IS 58:1-11)

Se você for analisar o cerne da nossa fé, verá que a questão da prioridade está sempre na mesa. Jesus disse:

“Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.  (Mt 6.31-33).

  Repare que a ordem divina não é apenas para procurar o reino de Deus e a sua justiça, mas procurar essas coisas em primeiro lugar. Não basta procurá-las, Jesus quer que as priorizemos. Assim, se priorizarmos qualquer outra coisa, pecamos, pois estaremos desobedecendo a ordem de Jesus. É curioso isso, porque, em geral, não percebemos que o que o Senhor diz aqui não é uma sugestão, do tipo “olha, se você quiser que as demais coisas lhe sejam acrescentadas, tem a possibilidade de buscar o reino de Deus e a sua justiça, mas, se não quiser, tudo bem”. Ele fala no imperativo, “buscai”. Estamos falando de um mandamento, não de uma opção e desobedecer um mandamento significa pecar. Então, se você prioriza atividades secundárias a algo que represente a busca do reino de Deus e sua justiça, está entristecendo o Senhor.

 A vida é curta. Os dias são curtos. Mas a eternidade é longa, muito longa. Se o que fazemos em nossos dias curtos produz resultados que vão durar por toda a eternidade, isso deveria nos chamar para uma mudança urgente em nossas prioridades.

Enquanto prosseguimos priorizando o que não é prioridade para Deus, vamos seguir pecando, entristecendo o Senhor e prejudicando nossa própria espiritualidade. Nosso relacionamento com Deus continuará em segundo plano, restrito a um ou dois cultos por semana e a uma oração de desencargo de consciência antes de cada refeição. E viveremos para jogar videogame; ficar horas espiritualmente infrutíferas na internet; assistir a novelas, reality shows e jogos de futebol na TV; discutir assuntos tanto-fez-ou-tanto-faz; gastar dinheiro com o que não é pão e outras atividades e atitudes que não terão absolutamente nenhum tipo de eco na eternidade.

Afinal, com que finalidade Jesus te criou? É a resposta a isso que vai definir as sua prioridades.

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ONDE ESTÁ DEUS?

 A humanidade já passou por inúmeras tragédias. São momentos muito difíceis na qual geralmente são feitas muitas perguntas. Em uma das tragédias mais marcantes, o atentado ao WTC em 11 de setembro de 2001, 2753 vidas foram ceifadas, o que causou comoção mundial. Em um talk show, o Early Show, a entrevistadora Jane Clayson perguntou para Anne Graham, filha do evangelista Billy Graham, como Deus permitiu uma tragédia como aquela, e onde ele estava?

Geralmente buscamos responsáveis para algumas situações com as quais não sabemos lidar. Diante de situações que não são compreendidas, muitas vezes o responsável acaba sendo Deus. Interessante que o Deus que habita o imaginário da maioria das pessoas, é um tipo de gênio da lâmpada de Aladim que realiza nossos desejos. Ele é visto como um ser superior, que tem a obrigação de resolver os problemas da humanidade. Esse Deus só é buscado pela maioria das pessoas, quando estas precisam de algo. Ou seja, é um tipo de bombeiro, o qual chamamos para apagar os incêndios da vida.

É esse o relacionamento Deus-homem que é descrito na Bíblia? É essa a vontade de Deus para o homem? A soberania de Deus é inquestionável, mas não creio em um Deus determinista. Não acho que tudo o que acontece no universo seja da vontade de Deus. Acredito que boa parte dos problemas que enfrentamos, e até mesmo muitas tragédias, são consequências dos atos do homem. Não foi Deus que derrubou as torres gêmeas. O homem causa muitas tragédias, e depois se põe a perguntar “onde está Deus?” Chega a ser cômico! Não conseguimos compreender totalmente a Deus e assim também não entendemos sua forma de agir. Considerando sua soberania, sabemos que em várias circunstâncias ele intervém, mas em outras não. Isso é algo para o que realmente não tenho uma resposta.

 A principal questão sobre a qual quero refletir é: onde está Deus? Teologicamente a resposta seria que ele é onipresente, e sendo assim, está em todos os lugares. Mas no âmbito pessoal, no que tange nossos questionamentos, ouso a afirmar que ele está lá onde o colocamos. Não que ele só age na vida das pessoas que o buscam, nem que ter uma vida íntima com Deus é uma garantia de que nada de mal irá nos acontecer. Mas chega ser irônico quando pessoas que nunca dão um passo na direção de Deus cobram sua ação diante de circunstâncias difíceis. Diante dos infortúnios da vida, muito provavelmente, pessoas que conhecem Deus, nunca questionarão onde ele está, pois sabem como a vida é. Por isso, para quem faz essa pergunta, talvez a resposta mais razoável seja: Deus está onde você o coloca.

 

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SILÊNCIO

Em um primeiro momento,

O silêncio é pura privação,

Carência, vazio enfadonho,

Um desapegar-se das pessoas,

Das coisas e das atividades atraentes.

O silêncio é percebido

Como inútil, aborrecido,

Perda de tempo.

 

Cheio de eco, confuso, desconexo,

Ansioso das coisas deixadas para trás,

Preocupado com o que vem pela frente,

Carente de companhia e ocupação,

Exigente de distrações.

 

Porém, quando se ultrapassa este momento,

O silencio se faz palavra.

Os fantasmas escondidos

Começam a sair a luz

E a gritar todas as exigências.

Antes trabalhavam na clandestinidade,

Mascarados e escondidos no ativismo,

Projetos e relacionamento,

E passavam quase despercebidos.

No entanto, também a vida encorajada

Começa a brotar mais firme e sólida,

E nos surpreende a profundidade ignorada

Que surge em nós mesmos,

A partir de nossa abertura

Para o infinito de Deus

O silêncio, então, se transforma em luta,

Corpo a corpo com os vícios da alma,

E com os fantasmas e seus exércitos de medos,

E as novas exigências

De uma autonomia inesgotável.

O silêncio é tenso,

Implacável decisivo.

 

Na luta, algo em mim morre,

Algo volta a ser clandestino,

Mas também algo novo se firma.

Saio, no entanto marcado

Pela agonia do arrependimento,

E transformado pelo espírito.

 

O silêncio se cristaliza

Diante desta acolhedora e santa presença.

Passa-se da loucura do “cronos”

Para o descanso do “sabat”

E para a plenitude de uma “kairos”

Fértil de convicções infinitas

E de vida recém-nascida.

Sereno estar em companhia

De quem me abra o espaço

De seu amor discreto e silencioso,

Onde se faz consistente minha harmonia

E minha paz de alma

 

O silencio se faz silêncio pleno,

Confiante, alegre, repousante, inovador.

O silêncio é palavra encarnada

É oração sem palavras.

 

Poema de autor desconhecido traduzido por Osmar Ludovico da Silva, tirado do livro: O caminho do coração do autor Ricardo Barbosa, lançado pela Editora Encontro, páginas 115, 116, 117.

 

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A MORTE DE UM POVO

Na história da humanidade, impérios se levantam, tornam-se poderosos e depois de algum tempo sucumbem. Podemos citar vários exemplos: assírios, gregos, romanos e mais recentemente astecas, maias e incas reescreveram essa história. No caso dos três últimos exemplos, eles foram exterminados quando os europeus conquistaram as Américas. Os povos indígenas das Américas também foram reduzidos a poucos indivíduos e hoje vivem em pequenos guetos, e praticamente nem conseguem manter sua identidade. É triste quando um povo morre.

Ultimamente olho em volta e também vejo um povo desaparecendo; um povo está morrendo. Desta vez não o vejo sendo morto em campos de batalha, ou simplesmente massacrado por forças militares muito superiores, mas por sua própria ignorância e por sua falta de capacidade em pensar. Vivemos um momento dramático em nosso país, e particularmente não vejo muita esperança. Não vejo uma nação, mas sim um amontoado de pessoas cuja formação é baseada em novelas, BBB´s e programinhas de auditórios. O que esperar de um povo cujos adolescentes e jovens tem em sua formação programas como “Malhação”, e cujas referências musicais são Tati Quebra Barraco e Valeska Poposuda? Uma geração acéfala está sendo gerada, e são justamente essas pessoas que estarão à frente do país daqui a alguns anos. Vejo um povo se enfrentando em intensos debates, onde a “verdade” é estabelecida, não à partir de um senso crítico, mas sim pelo partidarismo cego, onde nem se conhece seus ideias. A cor da bandeira fala muito mais alto do que um mínimo senso crítico. Defende-se ideais de vida, posicionamentos políticos, sociais e religiosos como se defende as cores de um time de futebol. Emoção sem um mínimo de razão.

Parece que perdemos a capacidade de analisar fatos extremamente simples, e nos deixamos levar pela manipulação de massa. De um lado vemos aqueles que clamam pela democracia, mas professam sua lealdade aos ideais de homens como Fidel Castro e Tche Guevara e outros instituidores de ditaduras, quanto que no extremo oposto estão aqueles que são capazes de defender com seu próprio sangue, ideais que beiram o fascismo e outros movimentos que já foram condenados pela história.  O que esperar de um país, onde heróis populares, representantes de sindicatos que incitam o povo com o slogan “Mais giz e menos balas”, são presos por tráfico de armas e munições? Onde está a capacidade do senso crítico? Qual a esperança de um país onde o povo se deixa dividir por aqueles que semeiam o caos? Será que não somos capazes de ver o que está por trás dos movimentos que manipulam milhões de pessoas?

 Talvez você esteja perguntando o que um texto com esse conteúdo está fazendo em um blog de teologia. Muito simples; esse cenário descrito, já alcançou as igrejas. Vejo cristãos defendendo a legalização das drogas, o aborto, a legalização da prostituição, teoria do gênero, entre outros assuntos que vão contra os ensinos do Cristo. Acredito que isso esteja acontecendo, pois estamos nos espelhando no modelo errado. No calor dos acontecimentos esquecemos que nosso modelo é Cristo, e passamos a moldar nossa consciência com ideais que soam bem aos nossos ouvidos com suas doces palavras sedutoras. Não penso que devemos ser fanáticos religiosos, ignorantes de “cabeça fechada”, que se isolam da sociedade, vivendo um sistema de reclusão entre as quatro paredes da igreja. O verdadeiro teólogo, o verdadeiro cristão tem a responsabilidade de entender a mensagem de Cristo e saber transmiti-la ao mundo no qual ele vive. Não adianta respondermos à perguntas que ninguém mais faz. Temos que responder às questões que a sociedade nos faz hoje, à luz das Escrituras.

 Mas, ao invés de transformarmos nossa vida pela renovação da mente, como o Apóstolo Paulo escreveu em Romanos, deixamos que nossa mente seja moldada por ideais sociopolíticos que constroem uma sociedade acima descrita. A questão é: você, que é cristão, é imitador de quem? Quais ideais moldam tua mente, e constroem teus princípios, os de Cristo, ou o ativismo, seja ele de que vertente seja? A cor de uma bandeira erguida nas fileiras de um ativismo fala mais alto que a cor do sangue derramado na cruz? Enquanto não nos posicionarmos de forma firme e investirmos em nossa formação, estaremos sendo coniventes na morte de um povo.

 Um povo está morrendo! Que Deus tenha misericórdia de nós, e que  tenhamos o mínimo de discernimento para conseguirmos fazer uma leitura pelo, menos mínima, do que está acontecendo dentro e fora das quatro paredes da Igreja, para que possamos ter  atitudes prática que tragam respostas que o homem tanto anseia.

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CLAME

“Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações (Salmos 34:6)”

 

Talvez uma das características mais marcante do  livro dos Salmos, é que repetidas vezes vemos o socorro de Deus para com seus filhos. Esse é mais um daqueles Salmos onde vemos a ação redentora de Deus.

Nesse versículo vemos três verbos: clamou, ouviu  e livrou.  Somente um desses verbos está relacionado ao homem. O restante das ações é de Deus. Basta que clamemos a Deus, pois o resto ele fará. Muitas vezes somente pedimos as coisas. Mas acho que o clamor é um estágio além do pedido. Outras vezes talvez até clamamos, mas achamos que Deus não nos ouve. Assim como como nesse versículo, Deus sempre ouve e age. Nem sempre é da forma que esperamos, mas ele age.

Ninguém gosta de problemas, ou como diz esse texto, tribulações. Mas isso faz parte da vida. Temos um Deus que ouve e nos livra dessas tribulações. Talvez nem sempre ele resolve nosso problema, mas nos dá forças para suportá-lo. Mas não podemos esquecer que isso já um livramento da tribulação.

 Acho que temos um desafio pela frente. Aprender a clamar, nos colocando nas suas mãos, e saber que ele ouve e age. A partir do momento em que conseguirmos ver a ação de Deus mesmo naquilo que não sai conforme a nossa vontade, teremos muito mais facilidade em perceber e desfrutar do livramento de Deus.

 

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