Resultados para a categoria "REFLEXÕES"

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DIÁLOGO COM UM PUNK

Um dia destes, enquanto passava pelo largo da ordem em Curitiba, que é uma praça onde um monte de gente fica bebendo e conversando. Fui abordado por um punk que vendia seus zines de protesto contra os burgueses exploradores que, segundo ele, deveriam todos morrer, este texto resume o que eu respondi a ele.

Sou contra a injustiça social, não fico feliz quando vejo pessoas morando na rua, revirando lixo para comer ou morando em favelas, sei bem como isso é difícil, já morei na rua quando novo e isso não é legal. Também sou contra quando ricaços olham para pobres como se fossem seres inferiores, como lixo, desdenhando-os e deixando de fazer o mínimo para ajudar, já que eles têm condições. Porém, não acho que o caminho da justiça social esteja em acabar com a riqueza de quem tem dinheiro

Ninguém sabe o quanto o cara rico penou para ter o seu dinheiro, ninguém tem ideia do quanto estudaram, gastaram seus finais de semana e investiram dinheiro para ter retorno. E quem sou eu para apontar o dedo na cara das pessoas sem ao menos conhecer sua história. Aliás, quem sou eu…

Acredito que antes de julgarmos quem tem dinheiro, temos que olhar para os políticos que têm enriquecido ilicitamente, se apropriando do que não é deles. Antes que crescer o olho para a riqueza alheia, devemos cobrar dos governantes trabalho, saúde e educação, como eles assim prometem todos os anos de eleição

Realmente, poucos tem muito e muitos tem pouco e protestar buscando uma vida melhor é fundamental, só não acho que justiça social é fazer todos ricos, e sim, fazer com que todos tenham uma vida digna.

Vive em um mundo de sonhos quem acha que todos conseguirão ter um carro importado ou uma casa de 300 metros quadrados. Quem acredita que todos conseguirão ganhar 20 mil por mês, vive uma vida de fantasia e não pensa que ninguém precisa de tanto assim. Temos que aprender que na vida tudo tem um limite, e viver bem é ter o importante ao nosso dispor que no mais, damos um jeito.

Justiça social é brigar por uma vida justa, por saúde e por um local para morar. Justiça social é ter na mão uma oportunidade de estudo, ou alguma forma de se qualificar, para se recolocar de forma digna no mercado de trabalho.

Eu não vivo a vida olhando para as pessoas ao lado, contabilizando o que ele tem e o que eu não tenho, muito menos almejo ter tanta coisa assim para viver, não acho que precisamos de muito. Quem briga por justiça de olho nas coisas dos outros no fundo tem inveja, e usa uma desculpa política para extravasar

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A ODISSEIA DA DOR V: DIAS DIFÍCEIS

Quando tudo está difícil você ora e pede uma saída para Deus, não é assim que nós aprendemos? Busque a Deus com fé que ele vai te ouvir. O grande problema é quando não somos atendidos, quando oramos e nada acontece, quando clamamos, choramos aos pés de Deus e o caos permanece e as vezes até piora ainda mais.

Com isso, alguns vão alegar falta de fé, ou que Deus não te atendeu por você ter duvidado e tem até quem fala que os problemas vêm para nos fortalecer, já ouviu isso? Quem é inteligente aprende com os seus problemas, quem não é fica reclamando. A grande questão é quando uma pessoa está com câncer, paralítica ou inválida, certas lições são difíceis de aprender…

Há quem diga que alguns estão apenas colhendo aquilo que plantaram, ou que Deus está castigando quem foi infiel. Como se nós também não fossemos infiéis, pecadores e falhos. O interessante é que muitos dos que dão estes tipos de conselhos se colocam de fora, como se fossem perfeitos, sem falhas.

Penso que alguns destes pontos de vista têm as suas verdades, é claro que podemos aprender com nossos erros, é evidente que o sofrimento nos faz mais fortes e algumas vezes nos faz enxergar coisas que em dias normais não veríamos. E é claro que eu sei que Deus ouve nossas orações e nos responde, da sua maneira, é evidente, mas responde. A minha grande crítica é que nem todos os conselhos ajudam quem está passando por necessidades e muito menos dá uma saída para o caos.

Entenda que todos sofrem, o sofrimento tem como ponto de origem o pecado do homem. O homem desobedeceu, se distanciou de Deus, e por conta disso sofre. Entenda também que Cristo veio aqui na terra para nos dar salvação, e não uma vida de flores e alegrias. Ele nos avisou que sofreríamos e mandou termos bom ânimo.

Nem sempre é sol, não são todos os dias que podemos viver uma vida tranquila e cheia de paz, pois vivemos em um mundo onde impera o pecado, uma sociedade que tem como base a mão de homens falhos. Por isso, sofrer é inevitável.

Para mim o sofrimento nos traz dois grandes ensinamentos. O primeiro grande ensinamento é: “Onde a mão do homem tocar, sempre haverá dor, mal, injustiças, doenças e egoísmos”, seja isso em larga escala, como vemos em alguns países de regime totalitário, ou em pequena escala, nas injustiças que observamos no dia a dia, nas doenças endêmicas ou nos desastres naturais. Enquanto o homem reinar, o mal reina, não tenha dúvidas. O segundo grande ensinamento é: “O homem não pode sobreviver sem Deus”. E acredito que esta é a grande lição que o sofrimento traz, sendo este também o motivo no qual sofremos

Sem Deus não somos nada, sem ele o homem é só destruição e dor. É isso que eu enxergo quando vejo os homens sofrerem, é isso que ao meu ver evidencia a dor. A dor existe por conta da falta de Deus. E a dor só se extinguirá quando Cristo voltar e acabar com este mundo podre e doente.

Sobre os dias difíceis, eu já não posso te dar uma fórmula, pode ser por tantos motivos que é impossível termos certeza do motivo no qual as vezes passamos pelo caos. Mas uma coisa eu sei, o caos nos aproxima de Deus. É ele que nos tira de comodismo e faz com que nos joguemos aos seus pés. A vida fácil normalmente nos deixa relaxados, os problemas fazem com que delimitemos mais as nossas prioridades e olhemos mais para a cruz.

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SOBRE CASAR PARA SER FELIZ

Vivia sozinho desde muito novo e agora com um pouco mais de 40 anos, me encontro casado. Muitos me perguntam, por saber que há décadas eu vivia sozinho, se eu estive com algum tipo de medo ou receio em casar, a minha resposta sem ser hipócrita em momento algum sempre é “não”.

Entrei bem consciente no casamento, refleti e tenho sempre tentado ouvir pessoas, ler e buscar ajuda. Penso que um dos segredos é o diálogo, além de considerar o próximo entendendo que cada um tem o seu defeito e a sua qualidade.

Eu sei que casar não é fácil, muitos tentam me avisar e dizem o quão é difícil conviver e dividir a vida, apesar de ser bom. Mas tem uma categoria de pessoas, que até ficam felizes pela minha decisão, mas que proferem uma frase que eu nunca consigo entender: “Uma hora temos que casar para podermos ser felizes”. Confesso que esta é uma das frases mais complicadas que eu tenho ouvido ultimamente

Não estou casado para ser feliz, eu sou feliz, bem resolvido e contente com o que sou. Eu casei porque achei alguém que compensa dividir a vida, uma parceira na caminhada e não para que ela tenha a obrigação de me fazer algo, ao contrário, jogar as expectativas de nossa felicidade em outro é um dos maiores erros dos casais, como bem pontua T. D. Jakes:

“Todos queremos sem dúvida experimentar o amor; mas é preciso fazer primeiro esta pergunta: amamos os outros, ou amamos a ideia de amar? Muitas são as mulheres – e também os homens –, que se voltaram para os braços de alguém procurando a segurança que deve vir afinal do próprio íntimo. Quão amargos se tornam quando buscam ao seu redor aquilo que devem encontrar dentro de si mesmo” (JAKES, 1999, p. 21)

Jogar em outro a responsabilidade de nos fazer felizes é um erro. Se não temos tudo resolvido em nosso íntimo não acharemos fora dele. Sem esquecer-nos da pergunta principal: Quem é o centro de nossa vida, nós ou Deus?

Não sou o mais experiente no quesito casamento e sei que tenho que aprender muita coisa, só quis enfatizar com que posicionamento entrei no casamento. Eu não quero ser feliz, pois já sou, até demais. O que eu quero é fazer alguém feliz, casamento é parceria, cumplicidade, quando um casamento começa com o pensamento egoísta de “eu quero” teremos muito mais problemas que o normal, exigiremos demais de nosso cônjuge e transformaremos nosso casamento em um caos.

BIBLIOGRAFIA

JAKES, T. D. A Dama, Seu Amado E Seu Senhor, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1999

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DÚVIDAS NA CAMINHADA

Considero Tomé como um dos homens mais injustiçados da história. Ainda mais que o seu nome hoje em dia é quase um sinônimo de dúvida. Ele é conhecido por não ter acreditado que Cristo havia ressuscitado e é aí que está a injustiça e a contradição. Pois quando Maria Madalena foi contar aos discípulos que Jesus estava vivo eles também não acreditaram (Marcos 16:11). Tanto que Cristo até repreende os onze apóstolos por não terem crido na notícia de sua ressurreição (Marcos 16:14). Não foi só Tomé que duvidou, todos os outros apóstolos também duvidaram.

A Bíblia nos mostra inúmeras ocasiões no qual os apóstolos duvidaram.  Durante a tempestade, mesmo com o Cristo a bordo do barco, tiveram medo da tormenta e duvidaram que iriam chegar ao fim da travessia (Marcos 4:35-41). Tiveram dúvida de como iriam alimentar uma multidão faminta, no episódio da multiplicação dos pães e peixes (Mateus 6:1-15) e por aí vai, são muitos episódios de dúvidas que encontramos nos evangelhos, de pessoas que andavam com Jesus, viam seus milagres, mas muitas vezes titubearam. Duvidas são constantes, o sentimento de que estamos orando para as paredes, para algo que não existe, é comum. O medo, a dor, as dificuldades nos cegam constantemente e duvidar não é pecado.

Quando eu vejo estes exemplos na Bíblia eu olho para a minha vida, não consigo deixar de fazer um link com minhas dúvidas e dificuldades. Quem nunca duvidou? Quem nunca se sentiu sozinho, abandonado em meio ao caos?

A parte curiosa do texto é que Cristo não condena Tomé por duvidar, ao contrário, ele sana as suas dúvidas. E termina tendo o privilégio de tocar em suas feridas, conferir de forma minuciosa que Cristo havia ressuscitado (João 20:26-29). Talvez a dúvida de Tomé tenha sido maior, quem sabe ele foi só mais veemente, mais sincero, não sabemos ao certo, o que sabemos é que muitas vezes duvidamos, não só Tomé. Diante do caos é comum a dúvida, mesmo vindo de pessoas que andam com Jesus.

Ao meu ver a dúvida evidencia o quando somos pequenos e limitados, o quanto deixamos de confiar em Deus. É fácil acreditar em Deus quando tudo está bem, o desafio é crer quando tudo está mal.

O problema amigo nunca foi a dúvida, aliás, já aviso de antemão que ela sempre vai existir. A questão é o que você faz com ela, o que a dúvida leva você a fazer. Pois se ela não te empurrar para a palavra, a oração ou a buscar mais a Deus, aí a coisa complica. Eu tive muitas dúvidas em minha caminhada, porém tenho uma certeza que me dirige: Eu sou muito limitado, pequeno demais para entender.

A dúvida não deve nos paralisar, na dúvida temos que buscar a Deus, clamar e ler a sua palavra. No caos e na incerteza, olhar para a cruz é o segredo caso contrário cairemos, sucumbiremos ante as nossas limitações e fragilidades.

A conversa com Tomé termina de forma perfeita, e entra em minha mente como uma bofetada, me ensinando uma lição que no caos as vezes eu teimo em esquecer:

Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram! (João 20:29)

Na dúvida creia e não desista, no caos acredite e olhe para a cruz, este é o segredo para que não sucumbamos por conta da nossa fragilidade.

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CRISTIANISMO LÍQUIDO

Zigmund Baumann, famoso sociólogo, escritor e professor lançou uma série de livros analisando o comportamento da geração atual e o impacto que ele causa na sociedade.

Em seu livro mais famoso chamado “Amor Líquido” o autor analisa as relações pessoais e mostra quais são as diferenças vistas em cada geração. Baumann chega a uma conclusão muito interessante: “Os relacionamentos de hoje não são sólidos”:

“Assim, não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer. E não se pode aprender a arte ilusória inexistente, embora ardentemente desejada de evitar suas garras e ficar fora de seu caminho. Chegado o momento, o amor e a morte atacarão, mas não se tem a mínima ideia de quando isso acontecerá” (Bauman,2009,  pg. 17).

Falar de relacionamentos é também falar de cristianismo, a comunhão e os relacionamentos, bem como o amor, que nos leva a nos relacionar, é o cerne do evangelho. Para isso é importante sabermos qual tipo de amor é o nosso. Por isso que a pergunta que eu faço é justamente esta, qual é a sua concepção de amor? É um sentimento ou uma ação,  um se doar diário, ou um eterno esperar por retribuição? São estas linhas de visões que diferem o amor líquido, do amor sólido. O conceito de amor líquido tem este nome porque muitos dos relacionamentos de hoje não são sólidos, são impossíveis de pegar, tal qual a água.

A igreja também não esta muito longe deste fenômeno, o evangelho, que deveria ser palpável e sendo sal e luz, está cada vez mais para um brilho tímido e apagado, ou um temperinho que não mais salga, ao invés de um posicionamento que realmente faça diferença.

Eu tenho visto uma igreja que quer ser servida, tenho conhecido cristãos que não se importam mais em estudar e conhecer a Bíblia, e o orar é praticado apenas antes das refeições.

Segundo estes cristão é pecado beber, ter amigos não cristãos, ou usar uma roupa diferente. Mas se fechar em suas quatro paredes, ouvir cegamente o pastor sem ao menos conferir na Bíblia e desprezar algumas pessoas por não serem cristãs, não é errado.

Eu tinha um colega de trabalho cristão que vivia me falando besteiras, e entre algumas delas ele falou: Não sei por que você estuda tanto a Bíblia, acredito que se o nosso pastor tem o cargo de pastor, é porque ele sabe das coisas, eu não preciso duvidar.

A Bíblia é enfática quando diz que devemos examinar as escrituras (João 5:39). Cristo foi duro com os Saduceus quando falou que eles erravam por não conhecerem as escrituras (Marcos 12:24), isso sem contar que ela é nossa lâmpada e a nossa luz para a caminhada (Salmos 119:105) entre tantas coisas. Deixar de estudar a Bíblia é um perigo, é se deixar ser manipulado ou não conhecer a vontade de Deus tão explícita no texto bíblico.

O seu cristianismo é sólido ou líquido? Sua busca por Deus tem como base a palavra de Deus, ou a do pastor? Você só ora na igreja ou pelo menos tem tentado ter uma vida de oração em casa?

Estas são as diferenças dos cristãos líquidos dos que não são. Estudar a Bíblia, e buscar a Deus são ferramentas necessárias para ser um cristão sólido. Para quando o mau tempo chegar, você não evapore com os conceitos do mundo.

O cristianismo sólido edifica, o cristianismo líquido seca, evapora e não mais se vê. O cristianismos sólido faz a diferença, o líquido ocupa espaço e não traz significado algum as pessoas. Resta saber quais das duas categorias você quer estar

BIBLIOGRAFIA

BAUMAN. Zygmunt, Amor líquido, Sobre a fragilidade dos laços humanos, Editora Zahar, Rio de Janeiro, 2004

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O ISENTÃO

Eu me considero um crítico, pelo menos em curta escala, tento não engolir teorias sem refletir, pensar e pesquisar, coisa que eu tenho feito muito nesse nosso período político polarizado.

Hoje em dia você tem que estar em um lado, a ideia primordial é que existe uma guerra, o bem e o mal estão brigando, com isso, ou você está de um lado, ou de outro. É esquerda contra direita, religioso contra ateu, burguês contra capitalista.

Normalmente, quando se trata de conceitos humanos, eu sempre estou com um pé atrás. Não creio em uma ideia perfeita, principalmente quando vindo de pessoas. Por isso, em meio a discussões políticas, muitas vezes tenho receio de tomar um dos lados. Afinal, eu tenho críticas para ambas as formas de pensar, não acredito em um modelo de governo infalível, é por conta disso que costumeiramente faço críticas aos dois lados. Na linguagem popular, eu algumas vezes sou chamado de isentão, o cara que não tem um lado, o cara que critica ambas as formas de pensamento, como se não tivesse outras formas de pensar se não esquerda e direita.

Nos estudos de lógica, este tipo de pensamento tem o nome de Falso Dilema, é uma forma de pensar que acredita que só existem duas formas de agir. Não existem outros conceitos ou outros caminhos, se você não está de um lado, com certeza está do outro. Esta forma de pensar é simplista e é alheia a reflexão, afinal, o mundo é muito mais que apenas duas ideias, duas teorias, dois modos de pensar.

Existe um problema quando falamos de política, temos sido governados de forma incompetente e não temos feito progresso algum há alguns anos. A corrupção tem sido endêmica, e, por mais que investigações tenham sido feitas, a justiça acaba sempre por não ser aplicada, e corruptos impunes seguem como se nada tivesse acontecido.

Outro problema são as regalias, o governo é montado em mamatas, com auxílio paletó e gastos dos mais supérfluos, como se o dinheiro do contribuinte fosse capim. E isso também não tem mudado.

Há anos que eu vejo o humor denunciar a corrupção e os gastos exagerados, mas a população continua apática, fundamentando seu discurso na frase “ele rouba, mas faz”.

Costumeiramente sou chamado de isentão por tecer críticas aos dois lados, e por não tomar partido das formas de pensar da moda. A questão é que eu tenho o meu partido, mas a minha pauta política é muito mais que esquerda ou direita, economia liberal ou o que quer que seja. Eu busco por mudanças, por um país sem corrupção e sem regalias.

É preciso posicionamento, é importante termos olhos críticos e não deixar de fazer críticas e até elogios pelos erros e acertos do presidente que for. Há tempos atrás eu ouvi em todos os lados a frase “eu não tenho político de estimação”, uma frase boa, mas que é hipócrita, pois na maioria das vezes ela só é falada, e depois esquecida.

Ou aprendemos a nos posicionar como cidadãos, cobrando os políticos, nos informando e acompanhando o que eles têm feito, ou seguimos a correnteza, como um animal morto, sem ação alguma.

Um povo dividido é uma nação enfraquecida, sendo que, enquanto seguimos com o nosso lado, os políticos se unem e continuam a usar o governo como forma de apenas ganhar dinheiro.

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FONTE DA JUVENTUDE

Cresci lendo livros sobre fontes da juventude, sobre vampiros imortais e coisas do tipo. Para uma criança a eternidade é interessante, para elas ter a vida toda para fazer o que quiser é o máximo, até crescerem e perceberem que a questão não é bem assim.

 Quando li Drácula de Bram Stoker percebi que a sua longevidade era um castigo e não um dom, viver sofrendo eternamente era o seu tormento. Mas quando olho para a Bíblia e leio sobre um Deus eterno, sem princípio e nem fim, que não fica entediado além de ser amor, paz, vida, eu fico muito impressionado. Augusto Cury complementa:

“Esse Pai imortal que deveria ter sido asfixiado pelo tédio parece ter vivido uma espantosa tranquilidade em toda a sua história existencial” (CURY, 2006, 47)

É por estas e outras que a meu ver a explicação mais coerente deve se resumir em apenas afirmar que “Ele é Deus”, e isso basta, pois explicar um ser tão intrínseco é impossível. Poderíamos passar a vida toda analisando Deus, se isso fosse possível, e mesmo assim não o entenderíamos. Qualquer conclusão nossa sobre Deus vai ser sempre pequena e simplista, a saída é crer e confiar.

Vida eterna sem Deus é sempre pouco, viver para sempre, mas mergulhado no pecado é um sofrimento, uma angústia interminável e apesar de eu não saber como explicar um Deus que é eterno, mas ao mesmo tempo é vida, poder, criatividade, de uma coisa eu tenho certeza, viver seguindo seus passos é sempre ir de encontro à vida. Jó 21:22 diz:

Ora, será possível que alguém possa acrescentar algum conhecimento ao Todo-Poderoso, que julga também os seres celestiais?

Não é possível, seja entender, ensinar ou quantificar o mínimo do que Deus é. Um Deus explicável por qualquer ser humano finito, provavelmente não é Deus, ao contrário, deve ser apenas uma cópia barata do ponto de vista caído do ser humano.

No fim a fonte da juventude vai ser sempre um tormento para quem não tem Deus. Desejar viver eternamente no pecado e longe dele é no mínimo uma loucura. Não há opção mais insana do que viver uma vida eterna no pecado e sem Deus.

Sem Deus caminhamos perdidos, a esmo, sem direção, sem Deus uma eternidade é um tormento, com ele, um minuto é uma vida inteira.

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ANO NOVO E ATITUDES NOVAS

É só mais um ano, entenda isso, nada vai mudar se você também  não mudar. Não adianta reclamar se você continuar com a mesma atitude, não adianta torcer por um ano melhor se você continuar tendo as mesmas ações. Alguém já disse que: “Insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes” se não mudarmos, nada vai mudar e seguiremos reclamando, sem muito efeito.
O bom do ano novo é poder fazer planos, é começar alguma coisa nova e crescer. Quem faz a mesma coisa fica estagnado, quem vive por viver segue ancorado. A vida não é fácil para a maioria, entenda que todos têm problemas e passam por dificuldades, você não é o único, mas é possível planejar e com um passo de cada vez ir seguindo os nossos objetivos e sonhos.
Eu não posso reclamar de 2019, tive muitos problemas, mas também conquistei algumas coisas, contudo eu tive que planejar, estudar e ralar muito, nada vem fácil.
Que Deus nos ajude a sonhar, que possamos aprender a planejar e seguir nossas metas, sem esquecer que a prioridade é estar no centro da vontade do Pai. Eu sei que pode ser difícil conseguir, a questão é que parado com certeza não teremos sucesso algum.
Caso não consigamos, nós podemos aprender e crescer com as dificuldades, para planejar melhor e acertar no outro ano, só não podemos ficar parados. 

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HUMILDADE

Naquela ocasião Jesus disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 11:25)

Tenho receio de pessoas orgulhosas, que se colocam como os melhores, os que sabem de tudo. O orgulho não combina com uma pessoa que está aberta ao aprendizado. A humildade é a marca dos verdadeiros sábios, e principalmente a marca de quem serve a Deus. Eu desconfio de cristãos orgulhosos e prepotentes, tenho um pé atrás quando conheço alguém que se coloca como sabichão, o dono da verdade.

O texto em questão fala das pessoas que se apoiam em sua própria sabedoria, uma sabedoria contaminada pela soberba:

“O que Jesus ensinou em Mateus 11 não é que Deus ocultou a verdade às pessoas inteligentes, mas que, aqueles que se apoiam em sua própria sabedoria, separam-se da verdade. A sabedoria e inteligência deles estão corrompidas pelo orgulho” (MACARTHUR, 2015, p. 147)

O orgulho é um veneno, uma erva daninha que corrompe a mensagem do evangelho. Um cristão orgulhoso se esquece de quem ele é, do quão falho e podre é a sua vida, e do quanto precisa olhar para a cruz para seguir. A humildade é uma das marcas do cristão, é o sinal de quem realmente entendeu a mensagem do evangelho, de quem realmente é maduro na fé. Eu gosto do que Philiph Yancey fala no livro Maravilhosa Graça sobre a fé madura

“Em outras palavras, a prova da maturidade espiritual não é quanto você está “puro”, mas sim, a conscientização da sua impureza. Essa mesma conscientização abre portas para a graça” (YANCEY, 2012, p. 187)

Esta é a fé madura, pois sabemos que quando somos novos convertidos, fazemos muitas besteiras e às vezes beiramos ao legalismo, mas quando estudamos, somos discipulados, oramos e aprendemos isso muda, ou devia mudar, pois infelizmente alguns nunca amadurecem na fé.

Não existe espaço para orgulho no cristianismo, é uma tremenda contradição de quem segue a Deus ser cristão e orgulhoso ao mesmo tempo. Pois a base do cristianismo é o arrependimento, é sabermos quem somos e o quando precisamos de Deus. Um cristão deve ser humilde, ou pelo menos lutar para que a cada dia seja. Afinal, somos salvos pela graça, não por obras, não temos a capacidade de entender as verdades espirituais por nós mesmos, somente através da revelação divina, e somos dependentes de Deus e não de nossa própria força, enfim, tudo aponta para a nossa falta de capacidade.

“Quem pode obter salvação? Aqueles que, como crianças, são dependentes e, não, independentes. Os que são humildes, não orgulhosos. Os que se reconhecem incapazes e vazios. Cônscios de que nada são, os “pequeninos” voltam-se para Jesus em dependência absoluta” (MACARTHUR, 2015, p. 147)

Entre todas as marcas de uma conversão genuína, a humildade é uma delas, e essencial para uma vida cristã coesa. Tudo começa dentro de nós, uma transformação tão profunda que reflete em nossa conduta e jeito de ser. É algo que começa dentro de nós, no interior e reflete no exterior. É impossível sermos tocados, sem termos nossa vida transformada, sendo a humildade um dos frutos, entre os tantos que Gálatas 5:22-23 enumera.

BIBLIOGRAFIA

MACARTHUR, John, O evangelho segundo Jesus, Fiel Editora, São Paulo, 2015

YANCEY,Philiph, Maravilhosa Graça, Editora Vida, 2012

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CARIDADE TÓXICA

O tema caridade é bem complexo, e quando discutido,  quase nunca gera uma opinião unânime. Principalmente quando o tema descamba para a falta ou não de oportunidades. Em um país onde temos que ralar bastante para tentar conseguir alguma coisa,  nem todos aceitam a falta de oportunidades como desculpa para pedir dinheiro.

No polêmico livro do pastor Yago Martins,  ele discute justamente este  tema, aliás, ele vai mais a fundo  e resolve ir para as ruas para entender de perto o tema caridade e o que ela gera na sociedade. No final, após um ano como um mendigo disfarçado,  ele pontua justamente como a mendicância se tornou uma máfia, e como a caridade muitas vezes torna os necessitados dependentes de uma espécie de caridade tóxica.

É importante entender que ao contrário do que diz o ditado popular “Fazer o bem sem olhar a quem”, devemos sim olhar a quem estamos ajudando, para assim amparar aquele que realmente precisa. A caridade feita de qualquer forma pode gerar pessoas dependentes,  que acreditam que os outros devem ajudá-lo por conta de sua condição.

Outro ponto interessante que ele trabalha no livro é como a caridade serve para alguns religiosos se sentirem bem, como uma espécie de massagem no ego ou uma forma de se autoafirmar,  pelo menos de forma indireta. Mostrando como ele é uma pessoa boa, caridosa e prestativa. No final, acaba sendo uma troca, a pessoa ajuda e recebe em troca uma massagem no ego.

O auxílio deve ser sempre bem pontuado, oferecendo alimento, mas também proporcionando suporte espiritual, físico e mental. Dando-lhe oportunidade de sair das ruas e fazer com que caminhe com suas próprias pernas. E acima de tudo, separando quem não quer ajuda dos que realmente querem e têm vontade de olhar para frente e continuar.

Quando criamos pessoas dependentes, incentivamos mesmo sem querer, que alguns não se desenvolvam e fiquem apenas na dependência. É importante a pessoa assumir as rédeas e aprender a caminhar com suas próprias pernas. O autor do livro usou a citação de Lupton, que creio que resume bem o assunto:

“Quando o alívio à dificuldade não serve de transição para o desenvolvimento de forma oportuna, a compaixão torna-se tóxica” (MARTINS, 2019, p. 211)

Há mais ou menos 20 anos atrás trabalhei na rua, por conta disso, não me surpreendi com os relatos do livro do pastor Yago. Na rua todos sabiam quem oferecia janta e almoço de graça. Quais eram os albergues e onde conseguir pizza e salgadinho à noite. Era bem como o autor falou, tínhamos um cardápio, e bem variado, que quase sempre não falhava. Não era uma vida fácil, embora a falta de compromisso fizesse tudo valer a pena.

É claro que não podemos generalizar, muitos dos que estão na rua precisam de ajuda, contudo, existem os que fazem da mendicância uma forma de viver, por isso, é preciso mergulhar mais no assunto, entender mais o ambiente, para que possamos ajudar as pessoas que realmente não tem oportunidade e precisam de ajuda.

A caridade tóxica é feita de qualquer jeito, sem olhar para as pessoas e entender sua situação e as suas necessidades. Algumas vezes é preciso muito mais que dinheiro, é preciso ouvir, caminhar com a pessoa, mostrar a saída.

Ou nos comprometemos ou sairemos às ruas apenas para distribuir coisas, como se coisas realmente fizessem diferença na vida das pessoas.

BIBLIOGRAFIA

MARTINS, Yago, A máfia dos mendigos: Como a caridade aumenta a miséria, Editora Record, Rio de Janeiro, 2019

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