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MISSÃO URBANA IV: VIDA EM SOCIEDADE

Engana-se quem acha que a cidade é uma invenção nova, ao contrário, é muito antiga, sendo que já naquela época existiam cidades relativamente grandes. Alguns pesquisadores afirmarão que a Babilônia há 2500 a. C, teve cerca de 80 mil pessoas, e a Ur na Mesopotâmia 50 mil pessoas, sendo que um pouco depois surgiu Mênfis e Tebas no Egito, e muitas outras cidades, fazendo parte do que é chamado de civilizações hidráulicas, que eram cidades dependentes dos rios. Nínive, aquela cidade no qual Deus mandou Jonas pregar, é um bom exemplo destas civilizações hidráulicas. A tal cidade era localizada as margens do Rio Tigre na antiga Assíria. A parte interessante é que em Jonas 3:3 o texto bíblico diz que a cidade era tão grande que uma pessoa levava três dias para atravessar.

Com o tempo, surgiu cidades ainda maiores como Atenas com 250 mil pessoas e Roma que chegou a ter mais de 1 milhão de habitantes, permanecendo por séculos como a única cidade a chegar neste tamanho. O interessante é que muitas destas cidades são citadas na Bíblia, conquanto a Bíblia situa a primeira cidade surgida muitos anos antes, vinda do próprio Caim, como vimos.

É importante lembrar que desde que o mundo é mundo, o homem vive em sociedade. Chesterton no livro O homem eterno defende o ponto de vista que desde que o mundo é mundo o homem vive em grupos, pelo menos algum tipo de sociedade, sendo que grandes impérios como o egípcio e o babilônico são prova disso, já que eram muito antigos:

“A aurora da história revela uma humanidade já civilizada. Talvez revele uma civilização já velha. E, entre outras coisas mais importantes, revela a insensatez da maioria das generalizações acerca do período prévio e desconhecido quando a humanidade era realmente jovem” (CHESTERTON, 2010, pg. 59)

Falando em grupos e sociedade, eu lembro que alguns teólogos defenderão a ideia de que ter a imagem e semelhança de Deus é justamente ter a necessidade de viver em comunidade, assim como Deus é uma comunidade, um em três.

Durante a idade média, as pessoas viviam em feudos, era impossível viver fora deles por conta de toda a violência que existia no lado externo. A parte ruim é que era uma sociedade bem restrita, uma vez pertencendo a um feudo, você não mudava mais. Sendo que basicamente um feudo era dividido em clero, nobreza e campesinato.

O clero estava no topo de tudo, sendo que estes tinham grande influência junto aos reis e proprietários de terra, além de deterem o poder da leitura e da escrita, que era um privilégio que poucos tinham. Logo depois vinha a nobreza que possuíam as terras e controlavam os feudos. E depois vinham os camponeses que viviam uma vida bem dura, em um regime de total servidão.

Além destes a sociedade medieval também tinha os escravos, que não eram tantos e em sua maioria faziam os trabalhos domésticos, e os vilões, que eram basicamente camponeses livres que serviam aos senhores por um tempo e depois iam embora para outros lugares, sendo que eles tinham uma vida totalmente livre. Lembrem-se que vilão não é só aquele personagem mal de um filme ou novela, mas também, segundo o dicionário:

“Aquele que não é nobre; desprovido de nobreza; plebeu” (Dicio)

Lembrando que na época onde a igreja tinha muita influência, ir contra a exploração e desigualdade era uma afronta a vontade de Deus, no fim vemos como a igreja colaborava com este regime de exploração.

A transição deste tipo de sociedade feudal para a capitalista veio através da Idade Moderna, que segundo a história é um período entre os séculos XV e XVIII.

Eram os europeus que se denominavam de modernos, e o período marcou como uma espécie de ruptura com a Idade Média. É claro que o feudalismo não acabou de uma hora para outra, foi um processo bem demorado, mas a Idade Moderna marcou o inicio deste processo.

A principal marca deste período foi no âmbito econômico, científico, social e religioso, que deu um certo rumo para o que chamamos de capitalismo e os principais acontecimentos foram: As grandes navegações, o renascimento, as reformas seja a Reforma Protestante (1517), A Reforma Calvinista (1541) ou a Reforma Anglicana (1534), o absolutismo, O iluminismo e a Revolução Francesa, que foi impulsionado pela burguesia, tendo como participantes principais, os pobres, camponeses as grandes massas que viviam na miséria.

É aqui que o pensamento muda, que a igreja é confrontada, que as teorias surgem e o homem começa a acreditar que consegue solucionar tudo por si só. A ciência era a grande esperança, a razão a única bússola, e o homem o senhor de si.

Este é o pano de fundo para um período muito importante que é a Revolução Industrial. É fundamental entendermos para entender a revolução e toda a mudança que a cidade teve. A Missão Urbana depende que entendamos este momento, para quando olharmos a cidade percebamos como funciona a dinâmica e o que temos que fazer para sermos diferença.

BIBLIOGRAFIA

CHESTERTON, G. K, O homem eterno, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2010

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MISSÃO URBANA III: A PRIMEIRA CIDADE

Não é só a missão que começa na Bíblia, a cidade também tem o seu início lá. Quando falamos em cidade, temos que ir lá em Gênesis 4:17:

“E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque”

Um assassino desobediente fundou a primeira cidade, com isso, não fica tão difícil entender porque o mundo é um caos, mas não foi só isso que os seus descendentes criaram, muitos outros avanços também vieram deles como a vida nômade (Gênesis 4:20), música (Gênesis 4:21), e metalurgia (Gênesis 4:22), como evidencia o texto, sendo estes elementos importantes de toda a cidade. E ao prosseguirmos com a leitura vemos que a raça humana se perdeu, a maldade aumentou na terra e com isso o dilúvio veio e limpou a terra de todo o caos.

Podemos colocar Caim como um pecador muito mais endurecido do que o próprio Adão, pois matar é muito pior do que comer de um fruto proibido, sem contar com o fato de que nem Deus conseguiu convencer Caim de não pecar (Gênesis 4:6,7) (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 106)

Graças a Deus que o Senhor aprovava o que Noé fazia (Gênesis 6:8) e com isso salvou ele e a sua família. O problema é que isso não adiantou muito, pois por causa de uma bebedeira, Cam, o filho de Noé, fez fofoca e piada do seu pai aos irmãos e a maldade perpetuou (Gênesis 9:21- 28)

É claro que você pode considerar isso um exagero, para nós hoje o que Cam fez não deveria ser motivo de condenação, mas para época isso era. Mais uma vez vemos a importância de entendermos o contexto antes de concluirmos qualquer coisa, seja ao lermos a Bíblia ou ao analisamos uma outra cultura ou costume. A parte curiosa é que o filho de Noé pecou assim como o filho de Adão, e tudo volta ao que era antes (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 106).

Onde há pessoas há maldade, quem dirá em uma cidade, o mundo é o que vemos porque é constituído de seres falhos e pequenos, está é uma verdade que fica latente em toda a Bíblia e que temos que entender antes de pregarmos o evangelho.

É interessante também falarmos do povo de Israel para entendermos a dinâmica das cidades. Segundo a Bíblia, eles foram uma grande nação, tinham seus códigos, sua forma de agir e cultura, sendo que é através deles e dos relatos do Velho Testamento que conseguimos saber dos diversos tipos de povos e culturas existentes na antiguidade.  Sem esquecer que todas as leis e costumes vieram do próprio Deus, e se houve algum exagero foi por conta dos limitados seres humanos.

Depois que o povo de Israel foi liberto e entrou na terra prometida, a terra toda foi dividida entre as tribos e o governo depois de um tempo, se deu através dos Juízes. Lembrando que os Juízes foram lideres instituídos por Deus para governar e libertar Israel em períodos de desobediência e declínio, que, diga-se de passagem, foram muitos.

Mas foi no tempo de Samuel, um importante juiz, profeta e sacerdote (Samuel 3:20; 9:12,13) que o povo pediu um rei (1 Samuel 8:4), o motivo era que os filhos de Samuel não seguiam o exemplo do pai e eram desonestos, por isso que o povo queria um rei, para serem iguais aos outros povos. Josué avisou que o rei iria ser desonesto, que iria explorar e roubar o povo, mas não adiantou, eles queriam um rei, e Deus levantou Saul.

É interessante ler esta passagem, pois ao longo da história do mundo, o que mais vemos é justamente isso, exploração do povo, cargas pesadas nas costas do trabalhador para sustentar um bando de políticos que não fazem nada.

O resumo da história de todos os reis de Israel foi que a maioria deles foram reis opressores, Israel sofreu muito com eles, sendo que até o Sábio Salomão, que dividiu o reino e fez inúmeras bobagens, não ficou de fora e não deixou de fazer besteiras, e entre as principais listamos: Inaugurou um período de escravagismo, construiu um harém a moda pagã, adorou outros deuses e construiu altares para outros deuses (1Reis 11: 4-13). E mesmo Deus aparecendo para ele duas vezes ordenando que não adorasse outros deuses, ele continuou adorando (1Reis 11:9)

Resumindo, o poder corrompe seja você quem for, cuidado com o poder, pois se até Salomão, com toda a sua sabedoria, se corrompeu, quem dirá nós.

Como vimos, as cidades e a vida em sociedade (seja que estilo for) vêm de muito tempo atrás, a Bíblia narra como autor o próprio Caim e seus descendentes, o texto é apenas um resumo, um apanhado geral que temos que entender antes de aprender sobre a importância da missão urbana para a propagação do evangelho neste nosso contexto urbano

BIBLIOGRAFIA

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

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MISSÃO URBANA II: A MISSÃO NA BÍBLIA

Segundo o dicionário, missionário é: “Aquele que se dedica à pregação de sua fé; pregador. Aquele que se dedica a propagar uma ideia” (Dicio)

Missionário não é apenas aquele viajante, mas também nós, em nosso trabalho, bairro e entre nossos amigos.

A missão urbana, tal qual a missão, começa lá em Abraão, em um chamado de Deus. Não se esqueça de que é Deus quem nos encontra, é ele que nos chama, e não nós que o achamos. Abraão teve uma missão, o próprio Deus se revelou e disse que dele sairia uma grande nação, e saiu. Foi através desta nação que Deus se revelou, mostrou quem ele era e fez a sua vontade.

A parte interessante deste chamado é que Abraão não foi apenas o primeiro dos patriarcas de Israel (Gênesis 12:2), mas também alguém que se importou muito com as pessoas de Sodoma.

Após Deus revelar a ele que destruiria Sodoma (Gênesis 18:23), Abraão dialogou com Deus e até barganhou, atentando para a possibilidade de Deus estar matando pessoas direitas na cidade (Gênesis18:23). É claro que eu desconfio que Abraão ao falar das pessoas direitas, estava falando de Ló, seu sobrinho, mas de qualquer maneira ele se importou com estas pessoas, pensou haver uma possibilidade delas existirem e clamou por elas, onde no fim, Deus ouviu a sua oração e salvou a Ló (Gênesis19:29).

Já no Novo Testamento temos o Cristo que morreu para nos salvar, um descendente do mesmo povo que Deus formou, cumprindo assim a profecia.

Vale lembrar que Cristo teve como prioridade os excluídos, sem esquecer que naquele contexto, os excluídos não eram só os pobres, mas também os cobradores de impostos, além da prostitutas e os doentes, a lista é grande, abordarei apenas os principais.

As viúvas no período Greco-romano eram obrigadas a casar em dois anos, sendo que a sua herança era toda administrada pelo novo marido. Entre os judeus a mulher também era diminuída, não recebia educação formal, não tinha voz e era quase que uma propriedade do pai e depois do marido.

A parte boa foi que o cristianismo acolheu estas mulheres, deu voz, cuidou e valorizou. Nas cartas Paulinas vemos muitas sendo parceiras de Paulo no ministério, evidenciando e importância que o cristianismo deu a elas.

As crianças para um judeu ocupavam a parte inferior da hierarquia social. Eles eram dependentes e até completarem a idade de observar a lei (12 anos), eles não eram valorizados. Mas Jesus valorizou-as e deu-as uma posição social de suma importância e até mandou que fossemos iguais a elas (Mateus 18:3)

Os cobradores de impostos eram em sua maioria judeus que trabalhavam para Roma. Eles eram vistos como traidores, além de serem em sua maioria desonestos, cobrando valores mais altos, para assim ficarem com uma parte da arrecadação. Jesus acolheu-os e mudou suas vidas por completo. Pois o evangelho veio para restaurar e não para dividir.

Os leprosos viviam em locais separados das pessoas, eles eram os párias da sociedade e tinham que gritar “impuro” toda a vez que viam uma pessoa sã. Um leproso era visto como um amaldiçoado por um judeu e tinha que viver excluído, por isso que quando Cristo curava um leproso ele não só restituía a sua própria saúde, mas dava uma oportunidade de retorno a sociedade, aos familiares e aos amigos.

O preconceito é o grande problema do ser humano, isso aconteceu com os judeus da época de Jesus. Eles se esqueceram do propósito de Deus e viraram assim um povo que se julgava especial, escolhido e superior. E isso ficou evidente em toda a história do povo de Israel e até na época de Jesus, onde os rabinos não tinham amor pelo próximo, pelo doente e pelo excluído e não se importavam em levar à palavra as pessoas.

Contudo hoje não é muito diferente, a igreja não demora em excluir e dividir. A igreja quer impor e não pregar, forçar e não influenciar. É aquela velha questão, você impõe seu ponto de vista ou influencia? Impondo, você nunca vai chegar a lugar algum e periga ainda abrir um pressuposto para o outro também impor. Já influenciando não, pois não é usado a força e sim o exemplo, reflexão e o diálogo.

Se olharmos também para dentro da igreja infelizmente veremos esta mesma realidade. Em algumas igrejas a música, liturgia e todo o resto devem ser feito de uma forma que agrade principalmente os mais velhos, aos líderes da igreja ou aos abastados e não Deus.

A convivência é um desafio, entender o próximo, sua cultura e maneira de ver as coisas, mais ainda, o problema é que não tem outra forma de entenderem, é só com muita humildade, paciência e diálogo que tudo será possível, coisa que ao meu ver os cristãos estão longe de fazer.

A missão começa na Bíblia, o ide também vem de lá, e é em nome deste ide que a Missão Urbana existe para nos dar este norte que precisamos além de abrir os nossos olhos para uma realidade real a nossa volta.

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MISSÃO URBANA I: A DIFERENÇA ENTRE SER E ESTAR

Em minha vida a Missão Urbana entrou de uma forma bem natural, pois desde novo fui músico e quando cresci fui conquistado por um estilo musical que eu ouço até hoje. Este estilo, bem como muitos outros, carrega consigo uma cultura, forma de falar e de vestir. Com o tempo comecei a fazer parte desta tribo, ter bandas e ir a shows e descobri como tudo funciona. Depois de anos, Deus me chamou para evangelizar esta mesma tribo, o que culminou algum tempo depois em fazer parte de uma igreja voltada para tribos urbanas, ou, para a cultura jovem global, que é outro nome para o termo.

É claro que Missão Urbana é muito mais que rock, punk ou coisas do tipo, e quando falamos desta nossa sociedade que muda em uma velocidade impressionante, falamos em estar preparados para muita coisa que está surgindo, para desafios que aparecem tão rápido quanto as soluções, é por isso que está matéria acaba sendo fundamental. Sem entender a cultura, faremos pouca diferença, sendo que o propósito da matéria é justo este, dar ferramentas para o entendimento à leitura e a compreensão da sociedade.

Eu costumo ouvir de cristãos que o mundo está um caos porque as pessoas têm se esquecido de Deus e deixado de frequentar a igreja, seguindo sem qualquer escrúpulo o mundo. Tal reflexão é verdadeira e legítima, no entanto, eu a considero simplista por demais, afinal, existem muitas variáveis quanto ao assunto.

Existem dois fatos quando falamos de pessoas que não mais vão a igreja. O primeiro é: “sim o mundo está um caos”, o homem tem se distanciado cada vez mais de Deus e piorado cada vez mais por conta disso. C. S. Lewis têm uma frase que eu gosto muito e resume bem a questão:

Só existe um único ser bom, e esse é Deus. Tudo o mais é bom quando olha para Ele e mau quando se afasta d’Ele. (LEWIS, 2006, PG 70)

Cada vez que o homem se distancia de Deus, mais ele fica mau, autodestrutivo e o mundo um lugar caótico. Apesar disso, existe ainda uma segunda questão quando falamos do assunto: “a igreja tem parado de pregar o evangelho”.

É claro que eu não vou generalizar, pois existem igrejas cumprindo o ide que Cristo nos deixou, mas em sua maioria as igrejas têm pecado neste quesito, têm se fechado em seus guetos gospels e esquecido das pessoas.

Entendam que sempre que vocês olharem para o mundo, observarem todo o caos e os problemas, é básico compreender também que é sua a responsabilidade de pregar a anunciar o evangelho, é a sua função estar presente e fazer diferença, ou pelo menos tentar.

Michael S. Horton no livro O cristão e a cultura, fala da diferença entre “ser do mundo” e “estar no mundo”. Nós não “somos” do mundo, mas estamos no mundo, para fazermos diferença devemos estar sem ser, e uma citação sua define bem como isso é possível:

“Estar no mundo, mas não ser do mundo requer que conheçamos a fé cristã o bastante para reconhecer quando estamos permitindo que definições, atitudes, percepções e modelos seculares formem a nossa crença e expressão” (HORTON, 2006, p. 172)

Não adianta fugir, nós estamos no mundo, é impossível não estar, conquanto nós não somos do mundo, por isso, temos que conhecer e estudar a palavra para que percebamos quando estamos ou não sendo influenciados.

Quando falamos de missão urbana, falamos da cidade, do evangelho, de pessoas e culturas, tudo dentro da mesma cidade em uma espécie de mundo paralelo, com seus modos, linguagem e jeito de viver. A missão urbana trata desta cidade, destas pessoas perdidas e leva o evangelho e a graça a quem nunca ouviu ou talvez até ouviu, mas de forma equivocada. Arzemiro Hoffmann define missão urbana de uma forma bem interessante, que conclui de forma perfeita o significado e a importância dela para nós cristãos:

“A missão urbana é um protesto contra a ruína da cidade “civilizada” que experimentamos” (HOFMANN, 2008, p.13)

Em um mundo caído, autodestrutivo e perdido, a missão urbana é um protesto, um grito de “basta” que põe fim no caos e na maldade humana. É por isso que precisamos assumir a responsabilidade, arregaçarmos as mangas e trabalharmos a fim de que a mensagem chegue e construa vida onde tudo já está morto.

Pouco adiantará se você não assumir a sua responsabilidade, não entender que levar a palavra as pessoas é a sua missão. Estar no mundo não é ser do mundo, por isso que não é errado você ir de encontro as pessoas para fazer diferença, e acima de tudo, se você não se importa com as pessoas, a missão urbana nem é para você. Pois tudo começa com a empatia, com se importar, em se condoer e se doar, Arzemiro Hoffmann novamente complementa a questão no livro “A cidade na missão de Deus”:

“Se nada na cidade me comove; se nenhuma injustiça me causa indignação; se nenhuma violência me machuca; se nenhuma perversão ma degrada; se nenhuma corrupção agride meu senso de justiça; se nenhuma dor me leva às lágrimas… Então, eu nada tenho a fazer, não tenho chamado de Deus para a missão urbana” (HOFMANN, 2008, p.87)

Que nosso coração possa aprender a se doar pelas pessoas, que nós consigamos nos importar pelos que estão se perdendo, ao invés de criticá-las e exigir que vivam uma vida calcada em valores que eles não conhecem.

Esteja no mundo, se importe com as pessoas, aprenda a sair do seu gueto e ir de encontro aos perdidos. Marque almoços e churrascos, confraternize com seus amigos não cristãos aprenda a ouvi-los e apoiá-los.

Você não é do mundo, mas está no mundo, com isso, é importante estar. Uma cidade construída em cima de um monte é enxergada em todo o lugar, é impossível não vê-la. Ninguém acende uma lanterna e a coloca em baixo da cama, ao contrário, deixamos em um lugar onde possa iluminar o ambiente todo, e para isso, nós precisamos estar no mundo e não apenas ficar trancado em quatro paredes (Mateus 5:13-16)

BIBLIOGRAFIA

LEWIS, C. S, O Grande Abismo, Editora Vida, São Paulo, 2006

HORTON, O cristão e a cultura, Orientação bíblica para o crente, Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2006

HOFFMANN, Arzemiro, A cidade na missão de Deus, O desafio que a cidade representa para a Bíblia e a missão de Deus, Editora Encontro, Curitiba, 2007

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INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA: A MISSÃO NO NOVO TESTAMENTO

A missão no Novo Testamento começa em Cristo, o cumprimento do plano de salvação proposto por Deus. E se você ao longo das escrituras concluir que Cristo veio apenas aos judeus por ele também ser um, não se esqueça da grande comissão, escrita lá em Marcos 16:15:

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

O ide é para todos, não só para os apóstolos, o plano de salvação, como temos visto, não é só para os judeus, desde o começo o plano de Deus era salvar a toda a criatura, como a Bíblia deixa bem claro

Vimos que o plano de salvação começa com Deus separando Abraão, e através dele um povo. Já no Novo Testamento vemos que tudo começa com Deus enviando, não a qualquer um, mas a seu próprio filho, ou uma parte de si. Mas não é só isso, no Novo Testamento também encontramos vários padrões missiológicos e é isso que vamos abordar neste texto, tendo como ênfase nesta primeira parte o fato de que a mensagem veio na hora certa. Gálatas 4:4-5 diz:

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”

O texto de Paulo vai nos dizer que a mensagem veio no tempo certo, na plenitude dos tempos, Champlin explica:

“O sentido dessas palavras, por conseguinte, é “o momento exato”. Quando chegou o “momento exato” para ser inaugurada a grande dispensação e a revelação da graça, Deus enviou seu filho. Foi o tempo determinado pelo Pai” (CHAMPLIN, 2014, 616)

Na hora determinada pelo Pai, Cristo veio e inaugurou um novo período, mas não é só isso, esta plenitude, este tempo certo era realmente o momento exato. E temos certeza disso por conta de três fatores que foram fundamentais para que o evangelho fosse proclamado na época de Jesus

 O primeiro fator foi a própria dominação romana e as suas conhecidas bem construídas estradas. Tendo o seu início no século III A. C. as estrada romanas eram conhecidas por percorrer uma grande extensão de terra. Este emaranhado de estradas alcançou a Europa, Grã-Bretanha, norte da África, Grécia, Oriente Médio, Síria e Palestina. Sendo mais de oitenta mil quilômetros de estradas só na Síria e Palestina, sem contar mais alguns incontáveis quilômetros espalhados por toda a região no qual dominava (CHAMPLIN, 2013, pg. 546). Foi este sistema de estradas que colaborou para que o evangelho chegasse a muitos lugares. Se não fosse pela facilidade de viajar por estas estradas, o evangelho estaria comprometido:

“As estradas que conduziram os pendões romanos até à Palestina, estavam destinadas a ser as vias pelas quais o evangelho foi propagado” (CHAMPLIN, 2013, pg. 546)

 Não foi por coincidência que Jesus veio neste período e sim por saber a hora certa e o momento certo para que o evangelho fosse propagado. Deus usa Roma e sua moderna estrada para que o evangelho fosse mais facilmente propagado e chegasse ao maior número de pessoas.

O segundo fator que foi fundamental para a propagação do evangelho foi o idioma grego. O grego foi incorporado por uma boa parte do mundo da época, foi através dele que a mensagem foi transmitida, sendo que o grego conhecido como koiné, era falado na maioria dos grandes centros daquela época (CHAMPLIN, 2013, pg. 77).

Não quero com isso atribuir méritos vazios a estas culturas e sim deixar claro como Cristo veio em uma época certa, seu plano tinha uma data e fatores que colaboraram para que a palavra fosse levada sem tantas barreiras. Sem esquecermos que naquela época já existia o Velho Testamento em grego chamado de Septuaginta (LXX), fazendo com que muitos povos tivessem contato com o pensamento hebreu.

E o terceiro fator foi a ideia grega de logos, que tem como significado primário de razão, fala ou princípio. Sendo que na filosofia o logos significa poder modelador. João 1:1 usa o termo logos para falar de Jesus, a palavra criadora e eterna que estava com Deus. Vale lembrar que o logos para filosofia não tinha começo e nem fim, funcionando assim como um ótimo exemplo para explicar quem Jesus realmente era. Por isso que quando alguém falava que Cristo era o logos, muitos dos que ouviam já entendiam muito bem o que Jesus era

Com isso concluímos que Jesus veio na hora certa e na data certa. Não foi algo sem planejamento, ao contrário, tudo foi bem pensado para que assim o evangelho fosse pregado, alcançando a muitos, resistindo até os dias de hoje.

A vinda de Cristo não foi aleatória, impensada, feito na emoção, ao contrário, Jesus veio em um momento propício, onde existiam estradas, idioma e uma cultura que facilitava a propagação da mensagem. Foi tudo muito bem pensado, planejado como só um Deus o faria, para que o homem ouvisse e recebesse a mensagem de salvação.

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

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INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA: MISSÃO NO VELHO TESTAMENTO

Ao falarmos em missão é inevitável termos que ir lá em Gênesis e discorrer sobre um Deus que criou o homem a sua imagem e semelhança. Ou nos lembrarmos de que este homem criado desobedeceu e com isso ele se perdeu, e por conta do pecado, tem se destruído e se desviado do seu propósito original, que é a adoração, que é viver para obedecer Deus.

Quando não olhamos para Deus, nós nos destruímos, quando Cristo não é o centro de nossa vida, o centro acaba sendo nós mesmos, nossa vontade destrutiva, nossos desejos contaminados. Lutero tinha uma definição excelente para pecador:

“O homem curvado em si mesmo” (STOTT, 2004, Pg. 94)

E é isso o que somos, seres desobedientes, curvados em nós mesmos, olhando apenas as nossas vontades, nossos umbigos e desejos. Gosto da definição de pecado que John Stott dá:

“O pecado é uma afirmação rebelde de mim mesmo contra o amor e a autoridade de Deus e contra o bem-estar do meu próximo” (STOTT, 2004, Pg. 94)

Um dos pontos principais do pecado é a desobediência, é viver uma vida autocentrada, o evangelho vem para mudar este cenário e ensinar o homem a ser gente da maneira certa. E a missão entra com esta função, pregar a mensagem de um Deus que preferiu dar o seu filho para nos salvar ao invés de nos destruir.

O começo de tudo é com Abraão, quando Deus pede para ele sair de sua terra, da terra dos seus familiares e ir para um lugar que Ele iria mostrar (Gênesis 12:1-2). Pois para haver missão, tem que haver um Deus que se revela, um Deus que busca o homem e traz salvação. Sobre Abraão, é bom fazermos algumas observações. A primeira é que as promessas feitas para Abraão era para toda a humanidade:

“As promessas feitas a Abraão (Gn 12.1-3,18.18 e 22.15-18) envolviam toda a humanidade e foram sendo renovados por meio de seu filho Isaque (26.4) e de seu neto Jacó (28.14) (GUSSO, 2011, pg.32)”

Gênesis 12:2-3 é bem claro quando diz que Abraão seria pai de um grande povo, mas diz também que por ele todas as nações da terra seriam abençoadas. Pois Abraão é o começo de tudo, através dele muitos outros conheceriam o evangelho, e de sua descendência o salvador viria redimir e levar a palavra de vida a todos.

O interessante é que Gálatas 3:6-9 fala justamente disso, da justificação pela fé, sendo que Paulo resgata o acontecido em Gênesis para nos ensinar que desde o começo Deus já iria aceitar os não judeus pela fé.

A segunda é que a distância que Abraão percorreu de Harã até Canaã foi de seiscentos quilômetros, isso em um período onde não existia carro, ônibus e as facilidades da vida moderna, sem esquecer que ele ia com seus servos e rebanhos, com isso podemos concluir que o grupo não era pequeno, e o deslocamento não era fácil por conta dos animais (CHAMPLIN, 2013, pg. 18)

Porém Deus não só se revela, mas também salva, e sobre salvação no Velho Testamento, podemos falar um pouco da vida de Moisés, o homem que Deus usou para libertar o povo de Israel do Egito.

Êxodo 3:1-12 diz que enquanto Moisés apascentava o rebanho do seu sogro, Deus apareceu para ele e deus a missão de libertar o povo de Israel da escravidão do Egito.

O curioso é que a história de Moisés é a sombra da história de Cristo, de um Deus que viria para nos salvar. Pois Mateus 2 diz que José e Maria tiveram que fugir para o Egito com Jesus, para que não o matassem em uma carnificina, e foi de lá que o salvador veio, cumprindo assim uma das profecias que haviam feito sobre o salvador (Oséias 11:1, Mateus 2:15).

Poderíamos colocar também muitos outros profetas como os primeiros missionários, mas vale lembrar que o conceito de céu ou de uma vida após a morte veio apenas depois do período dos profetas. É no Novo Testamento que isso fica mais claro e podemos entender o plano de salvação de uma forma mais ampla. Contudo, apesar de sabermos que o plano de salvação começou com Abraão, e que Moisés teve uma missão, assim como muitos outros profetas, não podemos chamar estes de missionários ou pregadores, como conhecemos hoje, pois apesar de haver convertidos entre os judeus daquela época, apenas o judaísmo posterior é que se tornou um pouco mais missionário. Contudo, temos um livro no Velho Testamento que registra a história do que talvez possamos chamar de um dos primeiros missionários, o livro é o de Jonas.

Jonas é um profeta em Israel (2 Reis 14:25), um profeta bem nacionalista diga-se de passagem, que recebeu a missão de pregar para um povo pagão, mas que fica com raiva quando o povo de Nínive se arrepende e Deus desiste de destruir a cidade (Jonas 4:1). Sendo que o livro termina mostrando Jonas indignado com Deus, por não ter destruído a cidade e Deus mostrando para Jonas como ele é misericordioso. No fim é Jonas que tem que aprender sobre a misericórdia de Deus. Este profeta nacionalista não conhecia direito o Deus no qual ele servia, e discordava da misericórdia daquele Deus, ele não aceitava o fato de Deus não ter destruído um inimigo do povo judeu. Uma história realmente curiosa, que mostra um Deus misericordioso que nunca deixou de olhar para outras nações, e um profeta nacionalista, que preferia morrer do que aceitar a misericórdia deste Deus salvador

Com a história de Jonas chegamos duas ótimas conclusões, a primeira é que apesar de Jonas ter fugido, Deus tratou daquele profeta e deu uma segunda chance, usando uma baleia para salvar um profeta desobediente (Jonas 2).  A segunda lição que tiramos é que, apesar de Deus ter usado Jonas para pregar em outra nação, no fim o livro termina com Deus tratando daquele profeta.

Resumindo, a missão começa com Deus querendo salvar a humanidade, o propósito da missão não é divulgar uma placa de igreja, ou ser apenas um movimento de assistencialismo, a missão deve começar tendo como principal propósito a mensagem de salvação. Quando lemos sobre Abraão vemos que Deus tinha um plano, e neste plano estava incluso também os gentios, não só os judeus. Quando lemos sobre Moisés vemos que Deus atende a súplicas e ao sofrimento de seu povo, vemos também que é Deus que envia. Quando lemos sobre Jonas também vemos um Deus que dá uma segunda chance, seja para Jonas ou para o povo pecador de Nínive sendo que o nosso Deus também trata quem ele chamou para trabalhar.

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

STOTT, John, Por Que Sou Cristão, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2004

GUSSO, Antonio, Renato, Os Livros Históricos, Introdução fundamental e auxílios para a interpretação, Editora Ad Santos, Curitiba, 2011

GUSSO, Antonio, Renato, O Pentateuco, Introdução fundamental e auxílios para a interpretação, Editora Ad Santos, Curitiba, 2011

BRÄUMER, Hansjörg, Gênesis, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2016

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INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA: DICAS PARA UMA MISSÃO EFICAZ II

Em um texto passado eu comecei dando algumas dicas para que a missão seja realmente eficaz, o texto que segue é a continuação destas dicas. Porém se você não leu o texto passado, segue o link para a leitura: INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA: DICAS PARA UMA MISSÃO EFICAZ

 

  1. Para que a missão seja eficaz devemos entender o contexto do lugar ou da pessoa.

A fim de que a missão seja efetiva, é fundamental juntamente com os dois outros pontos, entendermos o contexto em que vivemos ou onde vamos evangelizar antes de nos empenharmos na tarefa. Entender o contexto é a diferença de um trabalho que vai dar ou não resultado. Acyr de Gerone Junior no livro Missão que Transforma, divide os problemas humanos em quatro principais pontos:

Miséria moral (discriminação por etnia, raça ou religião)

O racismo em pleno século XXI ainda é enorme, muitos ainda sofrem com isso e alguns ainda sofrem preconceito por terem determinada religião, por serem pobres e os mais diversos motivos. A nossa missão é sermos diferença e o desafio é dialogar com as diversas culturas e costumes sem impor e sem sermos intolerantes ou pedantes

Miséria social (violência, desemprego, menores nas ruas, mendigos)

É visível os problemas sociais, a falta de oportunidade, a miséria. Não que eu compactue com o comunismo e ache que o mundo deva ter uma sociedade linear, sem ricos e pobres, contudo eu também não quero uma sociedade miserável. O nosso desafio é justamente buscar o equilíbrio e ajudar a quem não tem ter muito.

Miséria emocional/intelectual (pessoas desiludidas, doenças psicológicas, depressão, suicídio)

Segundo o ministério da saúde, estima-se que anualmente 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, sendo que para cada suicida outros 20 já tentaram. Isso que não falamos ainda sobre a ansiedade, o medo que algumas religiões incutem nas pessoas, doenças psicológicas e por aí vai.

A cada avanço científico parece-me que muito mais problemas vêm na bagagem. E o evangelho está aí para fazer diferença, por isso que precisamos da informação e do preparo.

Miséria religiosa (cristãos decepcionados com a religião) (GERONE, 2014, 14)

Nós estamos em um período onde temos que evangelizar os próprios cristãos, pois são tantas mensagens deturpadas que estamos ouvindo por aí. São tantos falsos evangelhos, tantos pastores despreparados que seguem machucando pessoas, plantando mágoas ao invés de vida, que não tem como olhar para a igreja sem ficar preocupado.

Estes são alguns desafios de uma sociedade que precisa de Deus e de restauração espiritual e física. Contudo, não podemos esquecer os povos que vivem em tribos, com pouco ou nenhum contato com a sociedade como a conhecemos ou as chamadas tribos urbanas, que têm os seus costumes, ritos e maneiras de se comportar e de se vestir. É de igual importância entender estes, para que a aproximação seja certeira e a mensagem efetiva, sem esquecer que não existe uma cultura melhor que a outra, existem culturas sendo que nem tudo que é diferente é errado

Precisamos antes conhecer, entender a cultura ou os costumes antes de fazer alguma coisa. Pois no afã de querer fazer a vontade de Deus podemos sem querer destruir pontes onde o evangelho poderia passar. E isso não acontece só em tribos indígenas é em tudo, conhecer é essencial para saber onde se pisa e como se fala.

 

  1. Para que a missão seja eficaz precisamos oferecer a melhor tradução Bíblica.

A fim de que a missão possa acontecer, temos que proporcionar a quem ouve a melhor tradução da mensagem. Com isso, entender o contexto de onde você está, como otimamente falamos no ponto três, é fundamental, aliás note como todos os pontos são interligados

É realmente importante conhecermos as diversas traduções bíblicas, a fim de que possamos orientar a quem pregamos a palavra, para que a linguagem seja mais acessível a esta pessoa.

Conheci muitos que não liam a Bíblia por não entenderem o texto, diante desta realidade, incentivei eles a comprarem traduções Bíblicas com uma linguagem mais atual. Todos estes meus amigos que compraram uma Bíblia nova passaram a ler a Bíblia diariamente.

Eu sempre falo da Bíblia NTLH, que é uma Bíblia com uma tradução dinâmica e linguagem acessível e clara, gosto desta tradução, pois qualquer um conseguirá ler e compreender. Cuidado com o costume de defender uma tradução bíblica, pois na hora de indicar uma Bíblia a um novo convertido, você tem que priorizar em um primeiro momento indicar a Bíblia que mais se encaixa em sua compreensão e em seu contexto. É claro que existem inúmeras outras, mas preze sempre em conhecer todas, para que na hora de indicar uma Bíblia você saiba qual indicar, aliás, tenha sempre mais de uma tradução bíblica, para quando você tiver dúvidas, possa ter outros textos para consultar. Lutero tem uma citação que resume bem isso:

“É preciso perguntar a mãe em casa, às crianças na rua, ao popular na feira, ouvindo como falam, e traduzir do mesmo jeito, então vão entender e notarão que se está falando alemão com eles” (GERONE, 2014, 19)

Pois o foco nunca é defender uma tradução, e sim proporcionar a tradução mais coesa, no qual o leitor entenderá de forma clara e plena a mensagem do evangelho. O mesmo é feito quando vão traduzir a Bíblia para uma tribo indígena, o tradutor, sempre que vai fazer este serviço, procura usar coisas conhecidas a fim de contextualizar a mensagem e fazer com que a mesma seja conhecida.

Não podemos esquecer que até Lutero e a reforma, que combateu vários pontos negativos da igreja Católica, a missa era realizada em latim e de costas para a igreja.  A reforma veio para mudar isso, pois proporcionou aos cristãos uma oportunidade de leitura e entendimento da palavra, já que a Bíblia foi traduzida nas diversas línguas na época, além de trazer  a mudança na forma de pregar a palavra, que proporcionou a todos o entendimento da mensagem que estava sendo pregada. Acyr de Gerone Junior complementa:

“A tradução bíblica, certamente, é fundamental para a missão da igreja. Se quisermos que a palavra de Deus se torne acessível a todas as pessoas, devemos entender que Deus precisa falar à linguagem que essas pessoas falam e entendem” (GERONE, 2014, 20)

Eu curso uma segunda graduação em pedagogia, e é comum falarmos muito de Paulo Freire quando falamos em pedagogia. Pois ele criticou bastante as cartilhas de alfabetização que usavam palavras e imagens que a criança não conhecia, como camelo, uva (dependendo da região do país) e por aí vai.

Meu professor de missão nos contou de um exemplo usado há muito tempo atrás que fala justamente deste conceito, na hora traduzir para uma tribo indígena a passagem de João 6:35: onde Jesus diz que é o pão da vida. Os tradutores optaram por mudar a palavra, pois os índios não sabiam o que era pão, mas sabiam o que era mandioca, pois era o seu alimento principal, tal qual o nosso pão. Com isso eles optaram por traduzir que Jesus era a mandioca da vida, o que não mudou a essência da mensagem e fez com que os índios entendessem melhor a palavra.

 São apenas quatros dicas, contudo são pontos fundamentais para fazer com que a missão seja realmente efetiva e eficaz. Entender que não é só pregar, mas também cuidar do ser humano como um todo ou que a missão é de Deus e não nossa. Aprender a entender o contexto do lugar no qual vamos fazer missão e procurar dar a tradução Bíblica que mais se encaixa na compreensão de quem está ouvindo a palavra é básico para que a missão frutifique.

Não se esqueça de que não estamos lidando com máquinas, quando falamos do ser humano, falamos de um ser complexo, com sua identidade, dificuldades e mazelas. Estar aberto para está realidade já é um passo dado para um trabalho que constrói pontes e não muros, por isso entenda bem estes pontos antes de se prontificar a fazer a missão, seja onde for.

Se não nos prepararmos, além de não sermos ouvidos não teremos o que oferecer a quem queremos alcançar, por não conhecermos quem está do outro lado e por não sabermos falar a sua língua.  

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

Shedd, Russell, Missões Vale a Pena Investir, Shedd Publicações, São Paulo, 2001

GERONE, Acyr de, Missão que transforma, A evangelização integral da Bíblia, Publicações ICD, 2014

https://www.dicio.com.br/missionario/

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/setembro/21/2017-025-Perfil-epidemiologico-das-tentativas-e-obitos-por-suicidio-no-Brasil-e-a-rede-de-aten–ao-a-sa–de.pdf

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INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA: DICAS PARA UMA MISSÃO EFICAZ

Falar de missão é falar da Bíblia como um todo, de Gênesis a Apocalipse, é falar de um Deus que olha para o ser humano e se importa. Falar de missão é falar de um Deus salvador e do homem pecador, é falar da tarefa que nós cristãos temos, o de levar a palavra a todos, John Piper tem uma frase que resume bem o que é:

“Missões existem porque não existe adoração” (SHEDD, 2001, p. 7)

Nós fomos criados por Deus para adorá-lo, contudo por conta do pecado, temos insistido em virar as costas para ele. A missão existe para mostrar ao homem quem ele é, o quão mal e decaído tem sido e o quanto precisa de Deus. Entretanto, antes quero falar do significado de missionário para que tenhamos certeza de que todos nós estamos falando a mesma língua, com isso eu pergunto: O que é um missionário? Segundo o dicionário, missionário é:

“Aquele que se dedica à pregação de sua fé; pregador. Aquele que se dedica a propagar uma ideia” (Dicio)

 Ou seja, missionário não é apenas aquele camarada que viaja para outro país e sim aquele que prega a palavra, que tem uma missão. Eu estou propondo este conceito amplo justamente para termos em mente que todos têm a missão de pregar, no fim todo o cristão é missionário, porém alguns viajam para outros países ou cidades e outros cristãos não. Então você pode ser um missionário no seu trabalho, pode trabalhar com alguma tribo urbana específica que é pouco alcançada, pode ser um missionário em seu bairro ou família e também até ser um missionário em outro país. Não se esqueça de que da porta da igreja para fora já estamos em um campo missionário e onde você estiver estará sendo uma ferramenta nas mãos de Deus. Cristo nos deu uma missão lá em Mateus 16:15: “Ide por todo o mundo…” Sendo que as ênfases no texto são “ir e pregar”, não importando onde. Contudo, temos que antes nos lembrar de algumas coisas importantes quando falamos de missão.

  1. A missão começa com a pregação e com o cuidado

 Quando olhamos para a Bíblia, vamos ver que a missão, o ide, é muito mais que ganhar almas, como normalmente ouvimos, afinal o lado espiritual é só um lado da moeda, de um ser que sofre com problemas sociais, faltas e necessidades:

“Ganhar almas é bom, não tenha dúvidas, mas parece-nos que a Bíblia apresenta uma forma de redenção do ser humano que vai muito além. Deus, através da Bíblia, enxerga no ser humano um ser completo, íntegro, holístico, e não somente a sua alma ou sua vida espiritual” (GERONE, 2014, 9).

Para que a missão seja eficaz, temos que nos lembrar de uma mensagem de salvação, não podemos deixar de pontuar o quanto o ser humano é pecador e do quanto ele precisa de Deus, mas sem esquecer que este tem as suas mazelas, dificuldades e sofrimentos, que uma sociedade formada por inúmeros seres pecadores e falhos têm. Holístico significa totalidade, é considerar o todo do ser humano (GERONE, 2014, 9). A salvação é um movimento completo, que traz esperança ao homem por completo e restaura a sua vida física, emocional e material.

Quando lemos sobre Cristo nos evangelhos nós vemos justamente isso, um Deus que se preocupava com o presente e o futuro. Com as doenças que afligia quem o buscava, mas também com a salvação deste doente. 

Jesus nos contou a parábola do bom samaritano (Lucas 10:33), o texto não diz que quando o samaritano viu o homem moribundo, ele lhe deu um folhetinho dizendo Jesus te ama, foi muito mais que isso, o samaritano cuidou do homem. Na multiplicação dos pães vemos Cristo se preocupando com quem estava lá ouvindo a mensagem (Marcos 6:34), e ele não deixou de alimentar aquela multidão, mesmo que os seus discípulos insistissem em querer mandar estes embora para que se alimentassem em casa. Enfim, são muitos os exemplos que vemos de Jesus pregando, curando, matando a fome e restaurando o homem por completo:

“A obra de evangelização não pode ser reduzida a uma simples proclamação verbal (comunicação oral) sobre Jesus, mas compreende uma ação integral: proclamação e atuação, pregação e prática, denúncia e ação transformadora. O evangelho alcança o ser humano não só pelo que se diz, mas também pelo que se faz” (GERONE, 2014, p. 36)

Estas são as pessoas que precisam ser alcançadas por inteiro, a salvação deve ser completa e não pela metade, e a missão deve vir com este viés, mas ainda não é só isso, existe um segundo ponto que está interligado com este.

  1. A missão não é nossa e sim de Deus.

É Deus quem quer salvar, é Deus que ama e doa o seu filho. A “Missio Dei”, ou seja, a Missão de Deus no Mundo deve começar Nele, pois é dele e nós somos apenas cooperadores:

“A Missio Dei se caracteriza, então, pelo fato de ser uma missão que começa e termina em Deus e por Deus. A missão para a igreja está baseada na cooperação com o que Deus está realizando, por sua graça, neste mundo. Assim sendo, a igreja que está em missão, não poderá realiza-la sem perceber o mundo com todas as suas necessidades, se não for com os olhos de Deus” (GERONE, 2014, 13)

A missão se inicia com Deus doando o seu filho, em nome de salvar a humanidade, nós somos apenas participantes deste movimento, sendo que para sermos boas ferramentas nas mãos D’ele, temos que conhecer a sua palavra para poder enxergar o mundo com seus olhos

Cuidar e evangelizar, dar esperança para uma vida melhor aqui na terra e também para uma vida futura. Olhar o homem como um todo e não somente como alguém que precisa do evangelho, este é um dos desafios da missão. Afinal, o pecado tem destruído o homem por completo, físico e espiritual, com isso a restauração deve ser completa. Sem esquecer-nos do principal, a missão é de Deus, é a partir dele que tudo deve começar, é com os olhos dele que devemos fazer a sua vontade.

 

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

Shedd, Russell, Missões Vale a Pena Investir, Shedd Publicações, São Paulo, 2001

GERONE, Acyr de, Missão que transforma, A evangelização integral da Bíblia, Publicações ICD, 2014

https://www.dicio.com.br/missionario

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NOVO TESTAMENTO: FILIPENSES

Ninguém tem uma opinião unânime para explicar como ser alegre. Cada um descreve o seu segredo de alegria de uma forma, sendo que algumas vezes este segredo contradiz a fórmula de alegria do outro. Todo mundo quer ser alegre, mas não sabe como, sendo que muitas vezes durante a busca o que mais estes caçadores de alegria acham é justamente a frustração e a tristeza.

A epístola de Filipenses é considerada como uma carta de alegria, nesta carta não encontramos o apóstolo Paulo resolvendo problemas, corrigindo erros ou aconselhando, o que mais vemos em todo o seu texto é agradecimento e a alegria de quem compartilha uma fé em comum (RICHARDS, 2013, p. 1082)

A cidade de Filipos era considerada na época uma das mais relevantes, localizada em uma província da Macedônia, ela desfrutavava da fama de ser uma colônia romana, uma espécie de pequena Roma (Atos 16:12), a cidade recebeu este nome em homenagem a Felipe da Macedônia, pai de Alexandre o Grande (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 1746)

Não é por menos que Filipenses é considerado uma carta de alegria, pois Paulo tinha muito a comemorar. Primeiro porque ele havia recebido ofertas de seus amigos (4:16-20). As cartas de Paulo nos deixam claro que o apóstolo não aceitava ajuda financeira das igrejas. Naquele tempo muitos pregadores itinerantes, alguns questionáveis, saiam pregar e pediam ajuda. Paulo, com o propósito de se proteger de comentários acabava por não aceitar, ele preferia trabalhar que pedir (1 Tessalonicenses 2:9). Contudo, Paulo aceitou a oferta daqueles irmãos, não sabemos o motivo, mas o texto tem como uma das ênfases agradecê-los por suas ajudas (BOOR, 2006, p. 265)

Segundo o apóstolo comemorava por que a sua prisão havia dado frutos (1:12-26). Ele também alerta a igreja dos perigos do legalismo judaico (3:1-11). E encoraja-os a sofrerem corajosamente e a serem perseverantes entre outras coisas (1:27-30; 2:12-18; 3:17-21; 4:4-9) (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 1874).

Certamente temos muitos outros motivos para a epístola ter sido escrita, porém quero ressaltar o ponto alto do texto, a passagem que contém uma das mais profundas declarações a respeito de Cristo no Novo Testamento, que está no capítulo 2:5-11 (RICHARDS, 2013, p. 1082).

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens…”.

Nesta declaração de fé Jesus é o centro de tudo, o Deus que se doou e o servo humilde que morreu por nós. A passagem é muito maior, eu coloquei apenas um trecho, vale a pena ler e conhecer uma das mais belas passagens de Filipenses.

Eu comecei o texto falando sobre alegria, não foi por menos, pois a carta fala justo disso, e quando você a lê encontra a receita de como ser alegre. Primeiro o texto fala que a fonte de alegria é Jesus, são muitas as passagens         que enfatizam isso (3:1, 4:4, 3:3, 4:10), é só n’Ele que podemos ser alegres e felizes, não tem outra forma. Mas temos uma outra fonte de alegria, que lendo o texto todo veremos de forma clara, é a alegria de estar em comunhão com os irmão e no mesmo propósito (1:25, 2:2, 1:4, 2:2)

Só temos uma fonte de alegria e está fonte é Cristo, contudo estar em comunhão, vivenciando a mesma fé e no mesmo propósito também é uma fonte de alegria. É impossível sermos alegres sozinhos, fechados em nosso individualismo, à vida que vale a pena é sempre em comunhão e é isso que a epístola deixa explícito em todo o texto.

Somos felizes e alegres por conta de Cristo, sermos salvos por Ele ou termos sido alcançados por seu evangelho deve ser uma de nossas grandes alegrias. Mas a vida em comunhão, dando suporte, ajuda, apoio uns aos outros é também uma fonte de alegria é isso que ensina um pouco Filipenses, a carta da alegria.

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

BOOR, Eberhard, Hahn, Werner de, Comentário esperança, Carta aos Efésios, Filipenses e Colossenses, Editora Esperança, Curitiba, 2006

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NOVO TESTAMENTO: ROMANOS

Imagine agora se existisse um livro da Bíblia que resumisse toda a teologia cristã, um livro que fosse um norte, onde só com ele você já conseguisse entender e praticar os ensinos de Cristo. Imagine que este livro fosse completo e bem explicado, um verdadeiro manual para você entender a Bíblia e a fé. Então não imagine mais, pois este livro é a Epístola de Romanos. É claro que a Epístola de Romanos não é um manual de teologia sistemática, mas ele resume de forma bem acurada os principais pontos da fé cristã.

Falar de Romanos é discorrer sobre um verdadeiro tratado teológico que explica de forma perfeita sobre a justiça de Deus, como ele quer que sejamos e como ele concede:

“A justiça do tipo “pela fé”, que Paulo explica em Romanos, é radicalmente diferente da justiça que os judeus pensavam que iriam encontrar ao cumprir a lei” (RICHARDS, 2013, p. 924)

É fundamental para a nossa fé compreendermos e assimilarmos seus ensinos. Não podemos esquecer que os Reformadores Lutero e Wesley se converteram enquanto estudavam esta epístola (RICHARDS, 2013, p. 924)

A cidade de Roma foi fundada no ano de 753 a. C. E está localizada entre sete montes a 25 Km do mar mediterrâneo e era o centro legislativo, judiciário, militar e financeiro do império romano. A carta de romanos foi escrita provavelmente em Corinto no final da terceira viagem missionária de Paulo.

Podemos dividir o conteúdo da carta da seguinte forma. Primeiro: Todos precisam de salvação (1:18-3:20). Segundo como Deus salva as pessoas (3:21 –  4:25). Terceiro: A nova vida em união com Cristo (5:1 – 8:39). Quarto: O povo de Israel no plano de Deus (9:1 – 11:36). Quinto: Vida cristã (12:1 – 15:13). E por último: Conclusão 15:14-33 (Bíblia NTLH)

A epístola é um tratado sobre a fé, um verdadeiro manual para a nossa vida, é fundamental lermos e estudarmos para entendermos a dinâmica da salvação, a vida cristã e muitos outros temas. Na carta temos inúmeras respostas e ensinos importantes para serem lidos, estudados e entendidos. A epístola é completa e a carta é base para um cristianismo sadio e coerente

 

BIBLIOGRAFIA

 Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil, São Paulo, 2005

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

 

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