DEUS E SEU RELÓGIO ATRASADO

Quem me conhece sabe muito bem quanto gosto de motocicletas. Essa paixão é antiga. Desde criança gosto das duas rodas. Durante minha adolescência fiquei ansioso em logo conseguir minha moto, mesmo sendo menor de idade e não podendo pilotá-la. Mas meus pais não tinham a mínima condição de comprar uma para mim e mesmo que tivessem, nunca me dariam uma. Como eu não trabalhava esse sonho parecia ser impossível de se realizar. Isso me atormentava, tirava minha paz e eu incomodava as pessoas que estavam ao meu redor. Em certa ocasião minha mãe, para me animar, citou o exemplo do nosso vizinho que era uns 7 anos mais velho que eu e que tinha um emprego onde ganhava muito bem. Ela disse que logo eu estaria concluindo meus estudos e, como nosso vizinho, poderia conseguir um emprego e comprar a tão sonhada moto. Minha resposta mostrou toda minha imaturidade: “Mãe… ele tem 23 anos e já é muito velho pra curtir moto. Com essa idade nem vou mais querer uma. Eu quero agora”. Lembrando dessa passagem, dou risada da minha estupidez; passaram-se uns 35 anos, tenho minhas motos e as curto como nunca. Não sei o que foi maior, se minha imaturidade ou meu imediatismo.

Algumas semanas atrás escrevi um texto sobre o tempo. Citei que vivemos em uma geração do “aqui e agora”. A velocidade dos acontecimentos é muito rápida. Pedimos uma pizza e sem em trinta minutos ela não estiver sobre nossa mesa começamos a reclamar. Talvez o exemplo mais absurdo seja nosso comportamento na internet. Digitamos o site que queremos, e se em cinco segundos depois do “clic” o site ainda não abriu já pensamos em contratar um link de uns 500M, pois o que temos é muito lento e dão dá mais. Assim como há 35 anos um adolescente tolo não queria esperar o tempo certo para ter sua moto, hoje não queremos, e às vezes nem deixamos, que a vida ande em seu ritmo. Sempre achamos que o relógio de Deus está atrasado, pois as coisas ainda não aconteceram na nossa vida. Enquanto nossa impaciência é com motos, pizzas ou internet o problema não é tão grave assim, mas quando nossa impaciência é com questões mais relevantes da vida, ou até mesmo com Deus, aí podemos nos preparar para enfrentar dificuldades maiores para superar isso. Episódios menores, como os exemplos que citei podem parecer menos importantes, mas é uma escola na qual podemos aprender valiosas lições sobre esperar.

Na Bíblia encontramos um relato de um homem que soube esperar. O quinto capítulo do evangelho de João inicia, contando a história de um homem que era enfermo a 38 anos. Uma vez por ano um anjo descia do céu e agitava a água do poço de Betesda, em Jerusalém. A primeira pessoa que se banhasse nas águas desse poço depois do anjo tê-las agitado era curada de todas suas enfermidades. Provavelmente, durante 38 anos, ano após ano, esse homem ia até esse poço, mas como ninguém o ajudava, aparentemente tinha algum problema de locomoção, ele não chegava a tempo ao poço. Não é difícil imaginar a quantidade de pessoas que se aglomeravam ao redor desse poço na espera da cura.  Era praticamente impossível esse homem ser curado, pois a concorrência era acirrada. Imagino que era uma verdadeira briga de foice, e duvido que alguém ajudava seu próximo, pois só o primeiro a chegar era curado. Mas mesmo diante de tantas adversidades, o homem esperava pacientemente sua cura. Ano após ano, lá estava ele a espera do milagre mesmo que este fosse improvável. E um dia o milagre chegou; e chegou de forma surpreendente, pois o próprio Cristo o curou. Ele não precisou ser o primeiro a chegar ao poço. Podemos aprender diversas lições desse texto, e uma delas é aprender a esperar. Será que nós sabemos esperar em Deus?

Talvez uma das coisas mais difíceis na atualidade seja esperar. Somos pressionados de todos os lados e temos a tendência de fazer as coisas acontecerem. É claro que nada cai do céu e temos que fazer nossa parte, mas será que o ritmo louco que vivemos é o melhor para nós? Essa questão torna-se ainda mais relevante quando aplicada na vida de um cristão. Talvez você pergunte por que afirmo isso. É uma questão muito batida que todos sabem, mas uma pessoa que professa a fé cristã, em algum momento da vida, converteu-se, ou seja, colocou sua própria vida sob a vontade de Deus. Sendo assim fica muito fácil perceber que com essa atitude essa pessoa está transferindo os direitos da sua vida para Deus. Mas, infelizmente, parece que no dia a dia tomamos nossa vida das mãos de Deus para vivê-la conforme achamos adequado, e quando achamos oportuno a devolvemos para Deus. Pode parecer um tanto quando radical, mas do universo dos evangélicos que conheço, poucos tem uma vida realmente dedicada a Deus, e que vivem na dependência dele. Muitos dizem que se entregaram a Deus, mas as atitudes das pessoas falam muito mais alto que suas palavras.

Como me criei na igreja, conheço muito jargões que são usados em pregações ou aconselhamentos. Um dos mais famosos, é que quando consultamos Deus, ele tem duas respostas para nos dar: sim ou não, e temos que obedecê-lo. Ok, concordo com isso, mas em partes. Acho que Deus não é um Deus binário que só responde sim ou não. Muitas vezes Deus diz espere.  É nesse momento que sentimos muita dificuldade, pois queremos respostas imediatas. Até mesmo o não pode ser mais facilmente digerido do que o espere. Esperar nunca é fácil, mas tornou-se ainda mais difícil em uma época como a nossa, onde tudo é muito rápido. Parece que nosso relógio corre mais rápido que o de Deus. Só que há um pequeno detalhe. É o relógio de Deus que marca o tempo, e não o nosso. Muitas vezes, diante de uma questão que achamos que Deus não respondeu, não queremos esperar e resolvemos por nós mesmos. Creio que temos essa liberdade e podemos fazer isso, mas nesse caso fica claro que estamos fazendo a nossa vontade e não a vontade de Deus. Esse é um dos exemplos de como tomamos nossa vida das mãos de Deus, e depois a devolvemos.  Só que na maioria das vezes damos com os burros na água e o preço pode ser alto.

A questão da espera envolve pelo menos outras duas áreas da vida cristã: fé e persistência. Para que uma pessoa espere em Deus, ela precisa ter fé e persistência. Algumas vezes, como no caso da passagem bíblica citada, é uma espera de anos. O homem desse episódio tinha fé que seria curado. Ano após ano ele ia ao poço, mesmo diante do improvável. Mas seu olhar não estava no improvável, mas sim no Deus que iria curá-lo. E ele foi curado. Imagino que a cada ano, mesmo tendo poucas esperanças, ele voltava decepcionado quando não era curado. Mas no ano seguinte, sua fé o movia a continuar crendo e sua persistência o levava a ter a atitude de buscar a cura. Fé é saber que quando nossa vida está nas mãos de Deus, tudo o que ele fará será o melhor para nossa vida. Quando conseguimos viver essa verdade, fica mais fácil esperar, pois entendemos que a espera é a vontade de Deus. Mas quando não conseguimos praticar nossa fé, estamos declarando que a espera não é uma resposta de Deus e partimos para soluções próprias. Outras vezes podemos ter fé, mas nos falta a persistência. Acreditamos com o coração, mas desistimos de tentar novamente ou de simplesmente esperar. Parece que não temos mais força para isso.  Pode parecer um tanto quanto contraditório ter fé e desistir, mas creio que isso possa acontecer. Eu mesmo já passei por situações onde me sentia assim. Talvez a persistência seja a forma prática de exercer nossa fé. Parece que ambas estão entrelaçadas. Por isso que precisamos de persistência. E se há algo que demanda persistência é a espera.

Mas, como já citei, parece que vivemos num tempo no qual desaprendemos, ou talvez nunca tenhamos aprendido, a esperar. Como se aprende a esperar? Da mesma forma que se aprende as demais coisas na vida; fazendo. A única forma de aprender a esperar, é esperando. A vida nos dá várias oportunidades de aprendizado e para nosso próprio bem, é importante que estejamos dispostos a aprender. Quando não temos o aproveitamento exigido nos nossos estudos, reprovamos e temos que repetir a matéria. Se não aprendermos na segunda vez, teremos que enfrentar tudo pela terceira vez. O aprendizado na vida é semelhante a isso. Se desperdiçamos uma oportunidade de aprendizado, muito provavelmente tenhamos que passar novamente por algo semelhante para aprender a reagir da forma correta. Se desistirmos novamente, o ciclo se repete indefinidamente até que aprendamos ou até nos darmos muito mal. Além de não aprender a lição, temos que enfrentar tudo de novo. É como ficar anos, anos, e mais anos fazendo a mesma matéria sem conseguir a aprovação; andamos, andamos e não saímos do lugar.  Mas o aprendizado da vida pode ser mais fácil do que na vida acadêmica. Nos estudos, eventualmente podemos ser confrontados com conhecimentos que simplesmente estão além da nossa capacidade de entendimento. Por exemplo: sinceramente duvido que eu conseguiria me formar em física quântica. Mas no caso das lições que a vida nos traz, no nosso caso a espera, basta que tenhamos disposição e atitude. Pode demorar um pouco, pode ser difícil, mas conseguimos.

Apesar de poder ser um período extremamente penoso, a espera pode ser de grande valia. Durante o silêncio de Deus podemos aprender valiosas lições. Quando achamos que Deus se calou e não podemos fazer mais nada além de esperar, podemos ser confrontados com nós mesmos. O silêncio de Deus durante nossa espera pode nos ensinar lições que não aprenderíamos se a resposta dele fosse imediata. Se tivermos coragem de encarar a espera e o silêncio, descobriremos muito a respeito de Deus, da vida e de nós mesmos. Provavelmente o homem que esperou pela cura durante esses 38 anos, cresceu muito nesses anos todos.

Como cristãos, nosso desafio é nadar contra a maré que leva a sociedade para onde bem quer. Somos constantemente bombardeados com conceitos que podem parecer inofensivos, mas que podem roubar nossa intimidade com Deus. E com certeza, o imediatismo e o fato de não sabermos esperar o tempo de Deus, é um dos principais fatores que nos roubam dele. Aprender a aceitar o sim, ou não e o espere como respostas de Deus, podem, ao invés de ansiedade, nos trazer paz. Respeitar e viver o tempo de Deus é um dos indícios que realmente entregamos nossa vida nas mãos de Deus. E as mãos dele são simplesmente o melhor lugar onde eu e você podemos estar.

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TEMPESTADE

Há um tempo aconteceu um grande temporal em minha cidade. Um vento muito forte varreu a cidade e eu agradeço a Deus que a única coisa que a tormenta me trouxe na madrugada foi o medo, e algumas poucas arvores quebradas.

É curioso como estes vendavais aparecem de repente em nossa vida e nos pegam desprevenidos. E o meu maior medo é que diante de um vendaval destes, não podemos fazer nada. Ele nos deixa impotentes e sem saída, e se não temos algum lugar para correr, perecemos. Tal qual o tsunami que varreu o litoral do Japão em 2011, onde ondas arrasaram a cidade, deixando pessoas sem ação e sem saída

Quantas coisas lhe pegaram desprevenido? Quantas tempestades castigaram a sua vida?

Situações que nem de perto você imaginou passar, mas acabou passando, deixando você sem chão. Tempestades não são boas, situações que te tiram a paz são como pedras no caminho, um muro intransponível, ou quem sabe pareça um castigo divino por causa de alguma desobediência sua, pelo menos é o que alguns pensam

Quando falam em caos e dificuldades, logo lembro da história de José do Egito, descrita lá em Gênesis 37. É um texto interessante que suscita diversas conclusões.

A Bíblia diz que ele era o filho que o seu pai mais gostava (Gênesis 37:3) e um dia este filho tem um sonho, ele sonha que todos da sua família iriam se prostrar diante dele (Gênesis 37:7, 37:8). Sonho interessante não é? Mas os seus irmãos não gostaram, tiveram raiva daquele irmão e planejaram acabar com a vida daquele rapaz sonhador (Gênesis 37:20) mas após um dos irmãos suplicar para que não o matassem, decidem vende-lo a uns mercadores que passavam (Gênesis 37: 27).

Mas como Deus era com José, ele acaba indo parar na casa do Potifar, que era um capitão da guarda do palácio (Gênesis 39:1). E lá ele se da bem, tanto que acaba com uma posição de destaque, tendo a responsabilidade de administrar aquela casa (Gênesis 39:2-6). Mas novamente algo devia estar conspirando contra aquele homem, e José foi preso acusado de abusar da mulher do dono da casa (Gênesis 39:13-15), depois de muitas vezes se negar de  deitar com ela (Gênesis 39:7-12).

No fim de toda esta confusão e já na cadeia, ele acabou mesmo em meio daquele caos, sendo abençoado por Deus novamente, conquistando a confiança do carcereiro, virando por este motivo seu ajudante (Gênesis 39:21-23). Que no final, acaba interpretando o sonho de dois presos, sendo que um destes sonhos era um aviso que um deles iria ser liberto em breve (Gênesis 40:12-13).

Depois de interpretar o sonho e pedir aquele homem que intercedesse por ele quando ele fosse liberto, sabe o que aquele preso fez quando ganhou a liberdade? Esqueceu de José por dois anos, sim, dois anos (Gênesis 41:1). Que gratidão não é?

Quantas tempestades, tal qual José, você passou? Já sofreu injustiças? Já foi abandonado? Sua vida de uma hora para outra virou de cabeça para o ar?

Normal, muitos passam pelo o que José passou, em algum grau maior ou menor, mas a pergunta que você deve fazer é, como passar por estas situações de uma forma que agrade a Deus? Mas por fim o sonho de José se cumpre e ele vira governador, e acaba ajudando os seus irmãos, vale a pena conferir a história toda escrita a partir de Genesis 37, mas este texto me traz duas reflexões diante de todas estas dificuldades.

A primeira é: não importa o seu caos ou a sua dificuldade, Deus nunca te abandona. E mesmo em lugares difíceis, períodos de crises e inseguranças, Deus esta conosco cuidando de nós.

Você de alguma maneira pode achar que José foi azarado, mas ele foi salvo da morte e Deus ao longo de sua vida, além de cuidar por inteiro dele, transformou todo o mal tramado contra ele em bem (Gênesis 50:20)

E por fim a segunda reflexão que tiro é: Siga confiando, confiar é seguir sem medo, apesar dos problemas.

Confiar no dicionário é:

Entregar aos cuidados, à fidelidade de alguém. Entregar (alguma coisa) a alguém sem receio de perdê-la ou de sofrer dano.

Confiar é largar o controle, é saber que depois da tempestade vem a bonança

Quando a minha avó e meu avô saíam de carro, ela ia o trajeto todo dando opinião quanto ao modo do meu avô dirigir. Isso o irritava, dando a entender que ele não sabia o que estava fazendo, com Deus não é diferente

Na nossa vida fazemos a mesma coisa. Achamos que Deus não esta respondendo só porque ele não esta agindo da forma que esperamos. Achamos que ele não sabe o que faz por isso nos desesperamos, oramos mandando Deus fazer a sua parte e direcionamos Deus em como ele deve proceder.

Entenda, as vezes a nossa vida não esta tão ruim, ela só esta em um caminho diferente e você tem que aceitar isso, confiar não é palpitar, mas saber que apesar do caos no caminho, Ele cuida de nós.

Sabe, nós temos um grande problema, aquele bem velho. Dizemos que confiamos e não confiamos. Queremos que Deus nos guie, mas de nossa maneira. Queremos a ajuda dele, de nossa maneira, afinal, nós sabemos mais que Deus não é? Muitas vezes não estamos dispostos a seguir, apesar das lutas, isso não é confiar.

As vezes acho que nos consideramos pessoas com alguns privilégios. Porém o privilegio mais importante, que nós sempre esquecemos é servir a Deus. E quando entendemos o nosso papel de servos, paramos de enxergar o mundo da nossa maneira hedonista.

 Falamos tanto em servir a Deus, mas priorizamos mais em sermos servidos. José era um servo, ele sabia disso e deve ser por isso que ele não perdia tempo reclamando, ele seguia confiante, sabendo que Deus cuidava dele, e o texto nos mostra que Deus cuidou. Isso sem contar que José não guardou mágoas, nem semeou vingança em seu coração. Ele seguiu trabalhando e confiando em Deus

Portanto, confie; siga fazendo a sua parte e quando você não tiver saída e não souber o que fazer entregue tudo nas mãos de quem sabe muito bem o que fazer, Deus!

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DEUS COMO ELE É

     Vários anos atrás eu tocava bateria em uma igreja. Em um dos ensaios o responsável pelo trabalho tomou uma atitude que bagunçou tudo. Ninguém do grupo achou isso uma boa idéia e eu argumentei com o líder. Nos indispomos,  idéia dele foi mantida e deu tudo errado. Saí indignado, e cuspindo marimbondos. Saindo de lá, minha esposa e eu fomos comer uma pizza com outro integrante do grupo e conversamos a respeito. Eles cobraram outra atitude da minha parte e isso me irritou ainda mais. Perguntei em tom irônico se eles concordavam com o cidadão mesmo que tudo tenha dado errado. Aí veio uma resposta dada por minha esposa que me atingiu como uma chibata. Ela disse algo assim: ”Você está certo quanto ao que houve, mas errado na maneira de agir. Não adianta ficar discutindo e querendo mudar a opinião de quem não quer ouvir. Aprenda uma coisa. Você não tem  poder de mudar ninguém; só a si mesmo”. Detestei ouvir aquilo, ainda mais em um momento de raiva, mas foi uma lição que aprendi. Não podemos mudar ninguém.

Por que contei esse episódio? Simplesmente porque a tendência do ser humano é querer que o mundo seja como ele quer. Eu gostaria que o mundo e a vida fosse da forma que eu penso. Acredito que você também seja assim. Mas tenho uma má notícia para todos nós. A vida é como ela é e ponto final. E da mesma forma que o homem tenta mudar o mundo, e algumas coisas realmente são mudadas, ele também tenta mudar Deus. Não é mais Deus que criou o homem; agora é o homem que cria Deus da forma que melhor lhe convenha. Isso não é nenhuma novidade, pois é algo que já ocorre a milênios. Olhando para o cristianismo, percebemos que essa é uma tendência que cativa cada vez mais pessoas.

Durante muito tempo, principalmente na idade média, a igreja exercia um poder extremamente forte em toda a sociedade. Até mesmo os reis e imperadores curvavam-se diante do papa. A ciência foi calada em suas descobertas, hereges queimados e a palavra da igreja e suas leis eram a verdade inquestionável. Até daria certo se o homem vivesse a lei de Deus, mas a lei que estava sendo imposta, era a lei da igreja que não passava de um esboço mal feito da lei divina. Com o passar do tempo a igreja começou a enfraquecer e sua influência política começa a ruir. Um duro golpe foi a reforma protestante em 1517 Toda a sociedade foi se transformando, e aos poucos nascia o iluminismo. A ciência, livre da opressão religiosa começa a prosperar e o centro do universo passa a ser o próprio homem. Veio a era moderna onde se entendia que o homem é auto suficiente, e através de seu conhecimento todos os problemas seriam resolvidos e a sociedade estaria rumo à tão sonhada felicidade. O homem não precisava mais de Deus, mas esse sonho começou a ser desfeito com a 1ª Guerra Mundial. O homem, que, achava que estava evoluindo e construindo uma sociedade melhor, é confrontado com a idéia da guerra que foi causada por si mesmo. O castelo de areia da era moderna veio a ruir definitivamente com a 2ª Guerra Mundial quando o homem se deu conta que ele também não conseguiu responder aos próprios anseios. Se antes a igreja era o centro do universo, agora o homem e sua ciência o são, mas ambos falharam em sua missão. Aos poucos surge outro pensamento, o pós-modernismo. A principal característica dessa forma do homem pensar, é que não há absolutos. Tudo é relativo; o que é uma verdade para você, não necessariamente é para mim. Novamente o homem é o centro da vida, mas sem nada ou ninguém para moldar seu pensamento. É a era do politicamente correto. Nós todos, do mundo dito civilizado, vivemos essa realidade. Alguns mais, outros talvez menos, mas nascemos nessa realidade e o mundo que existe ao nosso redor foi construído sobre esse pensamento. Todos nós temos, em grau maior ou menor, uma base do pensamento pós moderno na forma de viver. Agora que temos uma noção um pouco melhor da base do pensamento humano, quero perguntar: onde fica Deus nisso tudo? Se tudo é relativo, Deus não foge à regra; ele também o é. Ele passou de absoluto, ao relativo. É nesse ponto que cada pessoa que se considera cristão deve fazer uma reflexão. Quem e como é Deus para mim?

Para muitos o cristianismo é uma religião. Para outros é uma ideologia ou uma filosofia de vida. Mas para o cristão, é, ou ao menos deveria ser, a forma que o Criador quer que cada ser humano viva. É muito mais do que um compêndio de leis a serem seguidas, ou um código de moral e ética. Trata-se da vontade de Deus para cada indivíduo. É claro que não se pode esperar que alguém que não professe a fé cristã compartilhe desse pensamento. Mas como nesse blog levantamos questões acerca do cristianismo, é bastante razoável que sigamos nessa linha de pensamento.

No segundo capítulo da carta que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos da cidade de Colossos, encontramos um fragmento, dos versículos 8 ao 15, no qual há claras advertências aos falsos ensinos que haviam se instalado naquela igreja. Quero citar somente o versículo 8:

 “Cuidado que ninguém vos venha a redar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não de Cristo”.

A igreja dos colossenses vivia uma realidade similar a nossa. Vários ensinos falsos haviam contaminado o evangelho de Cristo. Acreditava-se que outras divindades e espíritos poderiam beneficiar o homem. Vivia-se um certo sincretismo religioso. Mesmo sendo de uma forma diferente que nos nossos dias, mas o evangelho foi relativizado. Mas Paulo, como apóstolo designado por Deus para edificar a igreja, acaba sabendo do que estava acontecendo em Colossos e envia uma carta relembrando alguns ensinos e princípios da palavra de Deus.

Lendo esse versículo não é difícil imaginar que podemos aplicar a advertência nele contida para a maioria dos cristãos da atualidade. Ao que parece, a igreja perdeu seu poder de impactar o mundo e creio que um dos motivos seja que relativamente poucos vivem o verdadeiro evangelho. Fruto de uma sociedade que relativiza os absolutos, o evangelho foi bombardeado por pensamentos humanistas que o desvirtuaram. Como citei anteriormente, o homem tenta mudar o mundo conforme lhe é cômodo. A natureza é devastada para que tenhamos uma vida mais confortável. Leis e princípios são mudados simplesmente por ser mais cômodo, e a mesma coisa é feita com Deus. Ou melhor, tenta-se fazer a mesma coisa com Deus. Mas Deus não é quem o homem pensa ser, mas é quem é e ponto final. Nada do que possamos pensar ou querer em relação a Deus, vai mudar esse fato. Por exemplo: o senso comum entende que Deus não vai mandar ninguém para o inferno, afinal ele é amor e sendo assim isso não faria sentido; ele não iria castigar eternamente a quem tanto ama. Seguindo o entendimento que o homem tem da vida, isso pode até fazer certo sentido, mas lamento lhe informar que não é o entendimento ou a lógica humana que rege o universo. Se não conseguimos acabar com algo tão simples como a fome no mundo, é só dividirmos os alimentos de forma mais justa, como temos a petulância de querer ensinar Deus a administrar o universo? Me perdoe mas, a meu ver, é uma forma de pensamento simplesmente patética. Ao invés de entender e aceitar a idéia que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, tentamos criar um Deus a nossa imagem e semelhança.

Ao que parece, hoje em dia a igreja transformou-se em um supermercado ou em centro de lazer ou talvez em um banco, onde as pessoas vão em busca daquilo que querem. Alguns querem sentir-se bem, outros um momento de “terapia” para sentirem-se melhor, outros querem dar uma agitada com um som que acham legalzinho e muitos vão em busca de outros benefícios, principalmente dinheiro e curas. Quando a coisa não acontece, simplesmente se vai a outro endereço onde há mais poder e unção. Parece que a grande minoria realmente está em busca de Deus. Dessa forma fica difícil contestar a imagem negativa que a igreja vem deixando na sociedade, pelo menos em nosso país. Talvez a maioria dos que estejam lendo esse texto concordem com o que penso, mas quero perguntar novamente. Quem é Deus para mim e para você? Como vivemos nosso cristianismo? Estamos inseridos nessa verdadeira “Torre de Babel Gospel”, que mais parece um circo. Rimos, pulamos, gritamos e talvez até choramos. Mas o que nos leva a ter essas reações? Deus é o que ele é e pronto. A discordância de algo, ou a certeza que muitos tem que Deus não existe não muda os fatos. Deus existiria e seria da forma que é, mesmo que a ciência viesse provar o contrário, pois a própria ciência não passa de uma teoria.

Fico seriamente preocupado quando vejo como muitos cristãos estão sendo influenciados pelo pensamento da sociedade. Há um clamor para que a igreja se abra, se modernize e seja mais contextualizada com a realidade. Concordo plenamente com isso, tanto é que o TCC da minha graduação foi sobre esse conceito. Mas uma coisa é negociar tradições ou usos e costumes; outra é abrir mão de princípios divinos apenas para agradar a sociedade ou para que o evangelho seja mais cômodo. A igreja vem se tornando um verdadeiro Judas que vendeu um bem precioso por poucas moedas. A filosofia humana da aceitação de tudo e de todos, da relativização e do conceito do politicamente correto vem assolando a igreja como ondas de uma tempestade que castigam o casco de um barco. Se o barco não for forte o suficiente a situação torna-se insustentável. Fico abismado quando vejo colegas que professam a fé cristã, defendendo sem o menor problema, questões como legalização das drogas e do aborto. Há casos muito específicos onde essas questões merecem uma discussão, mas os argumentos apresentados são de que se tratam de uma questão de saúde pública, ou que, no caso das drogas, acabaria com o trafico. Pode até ser, mas tenho certa dificuldade em imaginar que, perdendo seus negócios, os traficantes fariam cursos profissionalizantes e procurariam uma atividade legal. Daqui a pouco estaremos legalizando assaltos, seqüestros e até assassinatos. Cheguei a ouvir justificativas que afirmavam que não podemos “meter a religião” em todas as questões da vida. Isso não me surpreenderia se não viesse de uma pessoa que era da mesma igreja que eu. Mas concordo; não devemos “meter” a religião em tudo, mas sim avaliar todas as nossas atitudes, pensamentos e decisões com os olhos de Deus. Mas o que se faz, é olhar com os olhos da sociedade, e se houver um confronto com os princípios de Deus, muda-se Deus e pronto. Mudam-se os princípios de Deus, mas não os dos homens. Será que isso é cristianismo?

     “Cuidado para que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas...”.

Parece que em poucos momentos da história humana essa palavra faz tanto sentido como agora. Para viver  da forma que o sistema quer, gastamos cada vez mais nosso tempo e recursos em coisas vãs. Abrimos mão da própria vida para correr atrás de sonhos que nem sonhamos. Não temos mais tempo de buscar a Deus e saber o que ele quer de nós. Quando o fazemos, ouvimos pessoas nos instruindo sabe lá de que forma. Engolimos tudo o que ouvimos a respeito de Deus e esquecemos de confrontar a palavra do “grande homem de Deus” com a Bíblia. É imprescindível que conheçamos Deus, e aquilo que ele quer de mim e de você. A forma mais segura para conhecermos a Deus é estudando a Bíblia. Não se acomode conhecendo Deus pela boca de outros. Jó que foi justo e temente a Deus disse:

“Antes eu te conhecia de ouvir falar, mas agora de contigo andar”.

Ninguém é obrigado a seguir o cristianismo. É o que Deus quer, mas ele não obriga ninguém. Quando os discípulos de Cristo lhe disseram que suas  palavras eram muito duras, ele lhes  respondeu dizendo que se quisessem poderiam ir embora. Não eram obrigados a segui-lo. Mas quem o seguisse, deveria fazê-lo de forma integral, buscando viver o que o evangelho prega e não o que o entendimento humano pensa.

Para encerrar, quero relatar um acontecimento que exemplifica muito bem isso. Alexandre “O Grande”, estava em mais uma de suas batalhas quando um dos soldados desertou. Ele foi trazido à presença do Imperador que lhe perguntou: – Qual o seu nome, meu filho? Cabisbaixo e constrangido, o desertor responde: – Meu nome é Alexandre. Sem pensar muito, o Imperador lhe diz: – Deixe me dizer uma coisa: ou você muda de atitude ou de nome. Assim também é com aqueles que se dizem cristãos mas que querem moldar sua fé ao sistema ou ao  que lhes parece mais adequado. Mudam de atitude, ou deixam de carregar o nome de Cristo. Deus é o que é e não negocia sua palavra.

 

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SER FELIZ

Há tempos que eu paro para refletir sobre o que é felicidade. Considero o tema um tanto quanto complexo e se partirmos da definição do dicionário, a coisa complica ainda mais, pois segundo ele:

É o estado de quem é feliz

O que nos deixa a pergunta, como é ser feliz? Como se chega a este estado?

Se felicidade é ter as coisas, temos um problema, coisas não duram muito tempo, portanto, nossa felicidade tem um tempo de duração. Isso sem contar que constantemente enjoamos de coisas, deixando a missão de ser feliz como algo passageiro e inconstante

Se felicidade é ter o amor da nossa vida, temos outro problema, pois pessoas erram, esquecem ou tomam decisões equivocadas que mais dia ou menos dia nos deixarão infelizes. Além de eu considerar uma responsabilidade muito grande ter que fazer alguém feliz é um problema ter que depender de outra pessoa para algo tão importante e particular.

E se felicidade é ter saúde, a coisa complica mais ainda, afinal, é inevitável ficarmos doentes, faz parte da vida.

O grande problema é que a Bíblia apenas descreve uma pessoa feliz, ela não diz o que é ser feliz com clareza e definição. Salmos 1:1 diz:

 Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!

Já ouvi muita gente usar este versículo para justificar andar separado do mundo para não se “contaminar” com outras pessoas. Mas o versículo diz muito mais que isso, ele é um convite a andarmos pelo mundo sem nos influenciar, não é um chamado a fugir e sim ter uma postura diante destas situações. E a Bíblia diz que uma pessoa que anda assim é feliz.

Eu acredito que ser feliz é ter uma vida plena, é ser completo, é conseguir sorrir no caos é ter postura. Uma pessoa assim é feliz, ela não depende de nada para ter este sentimento, afinal, a sua vida é completa. E mesmo entre lágrimas, uma pessoa plena e completa é feliz. Paulo era assim e em 2Coríntios 12:10 ele diz:

Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte.

 Paulo era pleno e sua confiança era calcada em Deus. Ser pleno, segundo o dicionário é ser completo, e não dá para ser completo sem que Deus esteja em nossa caminhada, sem restaurarmos a nossa comunhão com Ele.

Sentir que não estamos sozinhos, que Deus esta conosco, não tem peço. Entender que em meio ao caos, dificuldades e sofrimentos, existe alguém nos acompanhando é o segredo da felicidade. Aí pode vir problemas, solidões e provações, seremos sempre felizes.

Ser feliz não é não ter problemas

Ser feliz não é não ter dificuldades

Ser feliz não é ter a vida tranquila

Ser feliz é seguir confiante ante os problemas, é uma condição interior de paz e alegria que não depende de fatores externos.

Ser feliz é ser amado pelo nosso grande Pai e Deus sabendo que nunca estaremos sozinhos.

 

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PRIORIDADES

Públio Élio Trajano Adriano, mais conhecido apenas como Adriano, foi imperador romano de 117 a 138 d.C. Pertence à dinastia dos Antoninos, sendo considerado um dos chamados “cinco bons imperadores”.  Em Roma, ele reconstruiu o Panteão e construiu o Templo de Vênus em Roma. Além de ser imperador, Adriano era um humanista. Durante seu reinado, Adriano viajou para quase todas as províncias do império. Um ardente admirador da Grécia, ele procurou fazer de Atenas a capital cultural do império e ordenou a construção de muitos templos opulentos na cidade. Adriano foi educado em vários assuntos específicos para jovens aristocratas do dia, e gostava tanto de aprender a literatura grega, que ele foi apelidado de Gréculo (“Pequeno Grego”).

Pois bem, conta-se que em certa ocasião, Terantius, capitão do exército de Adriano, apresentou ao imperador romano uma petição, na qual solicitava permissão para os cristãos construírem um templo. Adriano rasgou o documento em pedaços, atirou-o ao chão e disse a Terantius que seria melhor que pedisse algo para seu próprio benefício e seria atendido imediatamente. Terantius humildemente recolheu os pedaços de sua petição e disse: “Se não posso pedir nada para a causa do meu Deus, então nada quero pedir em meu favor”.

Nossa vida é construída com uma variedade de eventos e de diversos elementos. Diariamente temos que tomar decisões sobre o que fazer. E como só conseguimos fazer uma coisa de cada vez, temos que optar por prioridades. Pode ser algo tão sutil que seja quase imperceptível, mas quando fazemos determinada tarefa ou ação, optamos em deixar outra de lado, mesmo que seja temporariamente. Ou seja, naquele momento, aquela atividade torna-se mais importante do que outras. Podemos entender isso como sendo prioridade. Mesmo que não percebamos, nosso dia a dia está repleto de prioridades.      Estabelecer prioridades é algo primário para que planejemos nosso dia a dia e até mesmo a vida. Há prioridades de curto, médio e longo prazo. É claro que não podemos ser reféns do planejamento da nossa vida, mas se nunca planejarmos nada, simplesmente não viveremos. Seremos jogados de um lado para outro conforme os ventos da vida.

Enquanto estabelecemos prioridades erradas nas nossas tarefas, o máximo que nos acontece são inconvenientes no dia a dia. Mas e se a inversão das prioridades alcançar questões mais sérias, como o direcionamento da vida? No exemplo de Terantius, percebemos algo interessante. Analisando esse episódio, percebemos claramente a prioridade que ele tinha; era Deus. Ele não pediu nada para o seu bem estar ou de seu interesse. Ele pensava em algo que fosse útil no Reino de Deus. Não conheço cada pessoa que irá acessar esse blog, mas imagino que a grande maioria do que acesse, tenha algum interesse ou alguma experiência com Deus. Tendo-se pelo menos uma noção do conceito de Deus segundo o cristianismo e  por tudo que o podemos ler na Bíblia, não fica difícil entender que a prioridade de todo cristão deve ser Deus. Não é muito difícil encontrar pessoas que professam sua fé com a boca, mas a negam com sua vida. Isso é tão gritante que uma das figuras mais respeitadas da história, Mahatma Gandhi afirmou:

“Amo o cristianismo mas odeio os cristãos, pois eles não vivem segundo os ensinamentos de Cristo”

Ele estando certo ou errado em afirmar que odeia os cristãos, não podemos negar a parcela de verdade que encontramos nessa afirmação.

No evangelho de Mateus, capítulo 19 versículos 16 a 22, vemos uma conversa que Jesus teve com um homem que era rico e que perguntou ao Cristo o que deveria fazer para herdar a vida eterna, já que ele cumpria os mandamentos do judaísmo. Jesus, conhecendo o coração desse homem disse: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois venha e siga-me”. (versículo 21). No versículo seguinte vemos que o jovem afastou-se triste, pois tinha muitos bens. Não sabemos o que aconteceu mais tarde com esse jovem, pois a Bíblia não relata mais nada de sua história. Mas nesse momento, quando teve o encontro mais importante da vida dele, com o próprio Messias, ele estabeleceu sua prioridade; optou por seus bens e sua vida. Optou em não mudar de vida e ficar com aquilo que já tinha.

Conheço muito bem o ambiente “igrejeiro” e na grande maioria das vezes em que se ouve um sermão ou um estudo sobre esse texto, esse jovem é duramente criticado, mas se esquece que a grande maioria dos cristãos tem essa atitude diariamente. Qual é a prioridade da tua vida? Todos os cristãos sabem da necessidade de uma vida aos pés da cruz para obter a graça da vida eterna. Mas, ao que parece, esse conceito transformou-se em algo tão ordinário, que não impacta mais ninguém, ou pelo menos, a grande minoria dos que se dizem cristãos. O comportamento padrão, ou a rotina do cristão, é mais ou menos a seguinte: ele trabalha a semana toda, vai a uma reunião de oração ou de pequenos grupos caseiros durante a semana, tenta-se fazer tudo certinho para ser um bom exemplo e não envergonhar o nome de Jesus. Nos finais de semana é família e igreja. Pronto, se eu cumprir essa agenda sou um bom cristão. Ter Deus como prioridade é muito mais profundo do que nunca perder um culto ou não envergonhar o nome de Cristo. Isso até que não é tão difícil assim.

Quando Jesus disse ao jovem rico para que ele vendesse seus bens, o ensinamento não era de que o dinheiro era o problema. Na carta que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo, ele afirmou que o amor ao dinheiro é a raiz dos problemas; não é o dinheiro em si, mas o valor que se dá ao dinheiro. Esse foi o caso do jovem rico. Jesus está trazendo um grande ensinamento de prioridade. Entregue tua vida a Deus e faça dele a tua prioridade. Essa foi a mensagem que Jesus trouxe ao jovem e é essa a mensagem que Deus tem para mim e para você. Não sei qual o valor do patrimônio desse jovem, mas vamos contextualizar esse acontecimento. Imaginemos uma pessoa no nosso país, em nossa época, com uma casa, no valor de uns 600 mil reais. Tem ainda um carro bonzinho que custa 50 mil e uma casa no litoral no valor de 300 mil. Ou seja, um patrimônio de 950 mil reais. Se Jesus disser para essa pessoa a mesma coisa que disse para aquele jovem e a atitude for a mesma, essa pessoa, mesmo que esteja sentada no banco de uma igreja, com sua atitude estará declarando que sua vida eterna não vale  950 mil reais. Pode parecer um tanto quando radical, mas é isso.

Qual a prioridade da tua vida? Quando falei de planos a curto médio e longo prazo, será que Deus é a razão desses planos? Você faz os planos para si mesmo, ou é como Terantius que queria investir suas forças para as coisas de Deus? Se não for assim, sugiro que você reavalie tuas prioridades. Particularmente acho que temos uma visão muito estreita acerca do Reino de Deus. Todos os cristãos sabem da existência da eternidade, mas parece que relativamente poucos a colocam como prioridade. Geralmente nosso olhar está no aqui e agora. O homem é cada vez mais imediatista e isso faz com que sua prioridade seja no plano terreno. É claro que ainda não vivemos na plenitude da eternidade. Vivemos a vida terrena, mas não podemos negar que a eternidade começa a ser vivida aqui nesse plano. Tudo o que vivemos ou deixamos de viver aqui, trará um impacto na eternidade. Não estou dizendo que não devemos comprar um carro legal, uma casa ou algo assim. Não precisamos passar pela vida vivendo um voto de pobreza. Mas qual o custo de tudo o que quero ter? Se isso me afastar de Deus, não devo investir nisso. De todos cristãos que você conhece, quantos investem pelo menos 1 hora por dia em sua vida com Deus? Trabalha-se 8 horas por dia, muitos ainda estudam outras 3 para se aperfeiçoar e ter uma vida melhor. E quanto tempo dedicamos a Deus? Estatísticas indicam que, no Brasil, 70% dos pastores tem a vida devocional inconsistente. O que esperar de uma igreja assim?

Acredito que a solução não seja repetir as atitudes dos monges que se isolavam da sociedade para viver para Deus. Acho que devemos viver o aqui e agora, com os olhos fitados na eternidade. Acredito que muitos cristãos vivem uma vida de frustração porque ainda não vivenciaram uma entrega total à Deus. Olhando para a Bíblia, não vejo nenhum dos personagens que esteja comprometido com Deus ter uma vida frustrada. As dificuldades existiram e existem para todos, mas eles transpiravam Deus. Eles faziam da própria vida um instrumento para trabalhar no Reino de Deus e isso os realizava.  Isso sim é ter Deus como prioridade. Eles podiam aceitar o “título” de cristãos; será que nós podemos?

Mas a resposta de Jesus ao jovem rico não foi somente se desfazer dos bens. A resposta foi completada com o “siga-me”. A atitude de seguir a Cristo é a melhor forma que temos de colocá-lo como prioridade. Segui-lo é desistir dos nossos caminhos e deixar que ele nos leve para onde ela achar melhor. Parece ser algo muito óbvio; na realidade é, mas não é tão fácil de ser vivido. É abrir mão de todos os sonhos que temos assim como da própria vida. Colocar Deus como a prioridade é algo que deve ser vivido a cada momento. A cada circunstância da vida devemos olhar para nossa lista de prioridades e ver onde Deus se encaixa dela. Perder-se pelo caminho é muito fácil. A Sutileza é uma das maiores armas do inimigo. Seja prudente, sábio e atento para não vender tua vida eterna por meros 950 mil reais. Se trocar a eternidade pela vida terrena fosse uma decisão acertada, o jovem rico não teria saído triste da conversa que teve com Cristo. O modo pelo qual você administra tuas prioridades declara quanto que você vale para si mesmo.

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OS DOIS CAMINHOS

Quando eu era novo fui muito mentiroso, mentia tanto que se eu fosse parar para escrever todas as minhas histórias dava um livro, seria um verdadeiro épico, surreal e engraçado.

Eu não acredito que mentia por maldade e muito menos a usei para trapacear alguém, tudo o que eu tinha era um desejo de ser igual a quem eu admirava. Sempre é mais fácil mentir do que se esforçar, sempre é mais fácil seguir por vielas facilitadoras. Mas me dedicar, estudar, ler, ou praticar com o meu instrumento, como todo o bom músico pratica, isso eu não queria.

Muitos pensam que para ser relevante basta meia hora para instalar um programa no cérebro, tal qual Matrix. Poucos buscam conhecimento, ou se esforçam, preferem sempre o caminho mais cômodo.

A Bíblia em Mateus 7:13-14 fala de dois caminhos, um largo e outro estreito:

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela

E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”

 Nesta parte do texto em diante temos a conclusão e a aplicação do sermão do monte, narrado no capítulo 5. O texto faz alusão a uma porta estreita, que havia no muro das cidades daquela época, onde passavam somente alguns. E a porta larga, que passavam as multidões e todos os tipos de pessoas.

E eu sempre refleti sobre estes caminhos, pensando que um seria o mais fácil, e o outro o mais difícil. Até descobrir uma ótima interpretação do Ed René Kivitz em uma de suas pregações.

A porta larga, é larga porque passa muita gente, é o caminho do povo que esta seguindo da maneira que dá.

 E o caminho estreito, é o caminho menos freqüentado, que somente alguns passam pelo local.

Eu que fiz muita trilha em minha vida e pude conferir isso bem de perto. As trilhas normais que todos passavam, eram bem abertas devido ao número de pessoas que circulavam. Os atalhos, que poucos conheciam, eram bem fechados, por passarem poucas pessoas.

Obviamente o texto nos fala sobre salvação e sobre seguir o caminho da cruz, que nem sempre é fácil. Requer busca, abrir mão de coisas e passar por períodos difíceis em nossa caminhada, mas que no fim, compensa, por ser o melhor caminho a seguir, afinal, é o caminho que Cristo seguiu e nos convidou a seguir também.

Mas podemos estender esta reflexão Bíblica para todas as áreas de nossa vida. Mal sabia eu que para conseguir chegar em algum lugar, estudar, correr atrás de sonhos e realizações, demandaria tempo e dedicação e como uma frase que gosto muito já diz:

“Nada do que realmente vale a pena vem sem qualquer tipo de dificuldade”

E isso para um músico é uma realidade (Eu sou músico). Você não aprende a dominar o seu instrumento da noite para o dia, nem nasce fazendo um solo de guitarra, tudo demanda tempo e empenho, e isso se aplica a toda a nossa vida. Seja em nossa caminhada com Deus, ou em nossa vida acadêmica ou familiar, tudo demanda um tempo e para se chegar a perfeição (ou próximo dela), deve-se repetir o exercício muitas vezes, ficar até mais tarde acordado ou calejar os dedos para conseguir executar. Todo mundo quer “chegar lá”, mas poucos querem pagar o preço por isso

Sonhe, mas sonhe muito, só não fique sonhando, para não ter que mentir como um dia eu menti. Busque a Deus, mas busque muito e não entregue-se a primeira dificuldade.

 Lembre-se, certas coisas são difíceis mas valem a pena, é através deste caminho que vamos atingir o alvo, persistindo e tentando sempre. O segredo da boa caminhada é nunca parar

 

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil ; 2005 ; São Paulo; SP

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Editora Paulus, São Paulo, 2013

CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

RIENECKER, Fritz, Comentário Esperança, Editora Esperança, 1998

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TEMPO

     Vivi em um tempo que talvez a maioria de vocês não conheceu.  Eu morava em um bairro afastado do centro e naquela época os bairros não eram tão desenvolvidos como hoje em dia. Não existiam caixas eletrônicos e muito menos cartões magnéticos. Ou seja, se precisasse de dinheiro teria que ir a uma agência bancária, que só existia no centro da cidade. Tínhamos que andar três quilômetros a pé para chegar ao primeiro ponto de ônibus. Para fazer um simples saque, depósito ou pagar uma conta, perdia-se a manhã toda.  Coisas das mais simples, como por exemplo comer um pastel eram uma aventura. Perdíamos muito tempo para essas coisas do dia a dia. A vida era muito diferente da atual.

Isso é uma realidade quase que inimaginável nos dias atuais onde vivemos em um estado de “on line” 24 horas por dia. A tecnologia proporcionou uma agilidade jamais imaginada. Ao invés de perder uma manhã toda para pagar uma conta, como era antigamente, posso fazê-lo deitado tranquilamente em minha cama acessando meu banco pelo celular. Mas por incrível que possa parecer, hoje em dia temos menos tempo que antigamente. Como isso é possível? Não se tem tempo para mais nada. Mas afinal, o que é o tempo?

Tempo é algo que talvez seja difícil de definir. Olhando para o dicionário, podemos encontrar definições tais como: período, duração limitada, duração das coisas, duração de cada compasso, séculos, sucessão de dias, entre outras explicações. Acredito, porém, que o conceito de tempo é tão complexo que talvez não possa ser completamente definido com simples palavras. Vários pensadores clássicos refletiram e tentaram definir o conceito de tempo. Heráclito, Platão, Aristóteles, Hobbes, Newton entre outros gênios, fizeram observações interessantíssimas sobre o tempo, mas cada um a partir de um prisma diferente. Talvez nenhum deles conseguiu uma definição holística do que realmente seja o tempo e como o homem se situa nele. Se nenhum desses grandes pensadores chegou a uma definição absoluta, seria muita presunção de minha parte fazê-lo. Mas acho que podemos refletir um pouco sobre esse tema.

Acho interessante o que Agostinho pensou sobre o tempo. Compartilho de sua ideia. Em seu livro Confissões, ao refletir sobre o que seja o tempo, trouxe muitas idéias interessantes, iluminou muito do que se entende por tempo, mas confessou: “Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito?”

Definir o conceito de tempo realmente é uma tarefa ingrata. Nossa percepção do tempo nos faz entendê-lo como algo linear e o dividimos em três partes: passado, presente e futuro. O passado é um período que já foi vivido e dentro da linearidade do tempo se afasta de nós. Não temos mais como interferir no passado. O presente é aquele instante que se vive. Mas o próprio presente é relativo. Ele é tão curto que talvez nem possa ser mensurado pelo mais preciso dos cronômetros. A última palavra desse texto que você leu, acaba se transformar em passado, pois esse tempo já passou. O presente é extremamente limitado. É limitado, porém é tudo o que temos, pois o passado já foi e futuro ainda não nos pertence. Ele é o período que será vivido depois do presente. Ele não pode ser vivido no presente, mas podemos prepará-lo com as atitudes que temos. Não podemos determinar o futuro, mas podemos influenciá-lo. Futuro é período onde viveremos os fatos, os eventos que se concretizam com o passar de um determinado período de tempo. Isso pode parecer complexo e realmente é. Mas essa é apenas uma das percepções do tempo. Como citado, essa é a percepção linear do tempo. Há outras formas de se entender e viver o tempo, como por exemplo, o “tempo espiral” que é uma das características do povo judeu. Os judeus entendem e se relacionam com o tempo de forma diferente. Na língua hebraica não existem verbos no presente, passado ou futuro. Há apenas dois estados de tempo: o completo e o incompleto. É uma forma muito diferente de se pensar. Isso é um indício que o tempo é uma percepção humana e que não seja absoluto.

Sou incapaz de definir o tempo ou talvez até de compreendê-lo. Mas acredito que mais importante que defini-lo, seja saber como relacionar-se com ele, e como vivê-lo. Um dos conceitos filosóficos de tempo, é que ele não passa, mas é o homem que passar pelo tempo. Isso é interessante, pois não é o tempo que envelhece, mas sim o homem. O homem passa pelo tempo vive em momentos distintos da história, como mencionei no início desse texto, mas parece que a cada dia o homem se perde no labirinto chamado tempo. Mas será que o tempo é um labirinto do qual não encontramos a saída, ou nós é que não sabemos lidar com ele? Como administramos nosso tempo? O que você faz com o tempo que chamamos de presente?

Geralmente nos entregamos à correria da vida e às preocupações do amanhã. E essa correria nos rouba do nosso presente. Como vimos, o passado já foi, o futuro ainda não chegou e jogamos o presente fora sem ao menos vivê-lo. Em uma de suas obras, Augusto Cury afirma que todos os homens morrem, mas poucos realmente vivem. Isso tem tudo a ver em viver o presente de forma errada. No livro de Eclesiastes temos um capítulo dedicado ao tempo. Trata-se do capítulo 3. Vemos que nosso tempo é imperfeito, pois não o compreendemos; e o pior: não compreendemos a Deus. É interessante que você leia todo o capítulo, mas quero citar apenas dois versículos. Versículo 1: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:”  Versículo 11: ”Ele (Deus) fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez”.

A mensagem desse capítulo é que há tempo para tudo, mas que o homem não compreende isso. Deus está fora da dimensão do tempo essa tensão entre a temporalidade do homem e a atemporalidade de Deus, colabora para que o homem se afaste do caminho do seu criador. Simplesmente não conseguimos entender Deus em sua totalidade. Mas é nesses momentos que devemos vivenciar nossa fé com o real significado dessa palavra. Quer queiramos ou não, quer acreditemos em Deus ou não, vivemos em um sistema criado por Ele. Talvez você não concorde comigo, mas isso não irá mudar esse fato. Em seu devido tempo veremos que isso é uma realidade e não apenas uma crença. Mas para aqueles que simplesmente optam em não querer crer nisso, a falta de fé será fatal.

Mas aqueles que crêem também não estão imunes a desastres que podem ter um final infeliz. Como temos administrado o tempo que Deus nos dá? Esse capítulo de Eclesiastes afirma que há tempo para tudo. Acredito porém, que todo tempo é tempo para buscar Deus. Parece que na época que não existia cartão magnético, serviços delivery, e a agilidade da internet, conseguia-se mais tempo para Deus e para a própria vida. Essas ferramentas deveriam agilizar a vida e nos proporcionar ainda mais tempo. Em algum momento o homem se perdeu. Se perdeu por não compreender o valor do tempo e o valor da vida. Nos entregamos aos apelos de um pós-modernismo que nos induz a relativizar a tudo e a todos. O homem corre cada vez mais rápido para encontrar sua realização, mas a cada passo que dá, a felicidade fica dois passos mais longe. Investimos nosso tempo da pior forma possível. Acreditamos em mentiras e planejamos nossa vida para poder vivê-las. Você quer um exemplo? Quem de nós nunca disse ou pelo menos ouviu a frase que afirma que tempo é dinheiro? Até concordamos com isso e vivemos dessa forma. Mas você realmente acha que tempo é dinheiro? Particularmente acho que tempo é vida. O tempo que você e eu temos nos proporciona vivermos o agora. Ma vivemos em uma época na qual predomina a mais absurda inversão de valores. Ela é absurda, mas muito sutil. Tão sutil que muitos que talvez nem concordem com os valores que a sociedade impõe, vive esses valores sem ao menos perceber.

O versículo 11 desse capítulo de Eclesiastes afirma que Deus pôs em nosso interior o anseio pela eternidade. Não fomos criados para morrer e por isso queremos ser eternos. Não aceitamos e não entendemos a morte. Mas a grande maioria das pessoas vive para a morte e não para a vida. Vivem na limitação do aqui e agora e cauterizam o anseio pela eternidade. A eternidade é o bem mais precioso que temos. Na eternidade não existe a dimensão do tempo e estaremos libertos de sua limitação. O homem eterno é o plano inicial de Deus. A morte e o tempo são herança da queda da criação.

Como você administra aquilo que chamamos de tempo? Você acha que o tempo passa muito rápido? O talvez que passamos muito rápido pelo tempo? Dependendo da idade ou do contexto de cada um, as respostas a essas perguntas podem ser diferentes. Mas o tempo é implacável. Alguns têm mais que outros. Um ícone da música internacional, aquele que é considerado o maior vocalista de rock de todos os tempos, Freddie Mercury, teve um tempo um tanto quanto curto. Sua vida foi ceifada prematuramente.  Sabendo que seu tempo estava terminando aqui nesse plano, ele compôs uma música cuja letra é muito marcante e que aborda exatamente a questão do tempo. Diante da imposição do tempo na vida do homem, temos que conviver com nossa finitude. É exatamente isso que a letra da música “These are the days of our lives”, de Freddie Mercury, mostra. Sugiro que você assista o clip, de preferência legendado, para avaliar o que você está fazendo com o tempo que Deus te deu.

O tempo que Ele nos deu aqui na terra, deve ser vivido intensamente e olhando para o Reino de Deus. Cada segundo vivido aqui ecoará na eternidade. Como a própria Bíblia diz, busque a Deus enquanto é tempo. Para encerrar, quero te fazer mais uma pergunta: como você tem vivido aquilo que chamamos de tempo? Como você está passando pelo tempo?

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Ed. Sociedade Bíblica do Brasil: 2005; São Paulo.

CHAMPLIN, R.N., – Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Folosofia, v. 6; Ed. Hagnos: 2011; São Paulo.

OLIVEIRA, Ranis F. de, – Santo Agostinho e sua reflexão sobre o tempo, fonte eletrônica disponível em: HTTP://filosofiacienciaevida.uol.br/ESFI/Edicoes/33/ artigo130300-1.asp; acesso em 31 de agosto de 2015.

PANDÚ, Pandiá – Dicionário Global da Língua Portuguesa, Renovada; Rio de Janeiro.

VINE, W.E. – Dicionario Vine, CPAD: 2009; Rio de Janeiro.

 

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GRAÇA BARATA

Imagine se quando você chegasse ao céu, descobrisse que Deus havia salvado a todos, até o mais odiado assassino, você ficaria feliz ou triste?

Ai você correria perguntar a Jesus ou um anjo e ele te responderia que não era preciso fazer nada para ser salvo, que todos iriam ser salvos

Você acharia que Deus estaria sendo justo ou injusto?

 Você que é temente a Deus, não tomou porre, não pegou todas as mulheres e nem “aproveitou a vida” e o cara que fez tudo isso, esta com você, desfrutando das mesmas coisas que você

Não estou pregando o universalismo, longe disto, mas vamos falar a verdade, muitos ficam com raiva de pensar nesta possibilidade, por achar isso injusto, mas a pergunta que eu faço é:

Porque você tem tentado viver uma vida de santidade? Para ter algo em troca, para Deus te ver e te recompensar?

Ou você faz como uma resposta de gratidão ao que Cristo fez na cruz?

 Vamos falar a verdade, muitas vezes esquecemo-nos da graça e achamos que a salvação é uma moeda de troca, é um prêmio para quem merece.

João 2: 5-6 diz como nós sabemos se estamos ou não vivendo uma vida de santidade:

Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele:
aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.

Quem está em Cristo anda como ele e uma das formas de andar como ele andou aqui neste mundo foi em obediência ao Pai (João 5:19), e a busca constante de santidade

Há tempos tenho visto muitos viverem uma vida de graça sem graça. Ou como Dietrich Bonhoeffer diz no seu livro Discipulado, a graça Barata:

“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a ceia do senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal” (BONHOEFFER, 1980, p. 10)

Às vezes penso que nós somos oito ou oitenta, pois se antigamente muitos viviam uma vida de troca de favores com Deus, ou iam à igreja porque tinham medo do inferno. Hoje, depois de conhecermos a graça e sabermos que Deus nos salva através de sua misericórdia, sendo que nada que façamos pode pagar isso. Vivemos uma vida sem medo de ser condenado, mas em contrapartida, sem aquela busca constante e sedenta. Seguindo sem pensar em nossa vida com Deus, na obra, ou sem nos preocuparmos uns com os outros.

Se a graça em nossa vida não produz temor e constante busca por Deus, algo está errado.

Falamos bastante do novo nascimento (João 3:3) de morrer com Cristo e nascer com ele, mas mantemos as velhas práticas em nossa vida.

Não estou sendo legalista, muito menos me limito a apontar erros uns dos outros. Estou falando de negligenciar a busca constante a Deus, de virar as costas para uma vida longe da prática do pecado ou de pelo menos tentar

Se o nosso sentimento de gratidão a Deus, por ter-nos salvo da morte e da vida medíocre, não produzir frutos, a vida crista é inútil. Romanos 6:1 diz:

Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?

Se estamos em Cristo e morremos para o pecado, temos que seguir lutando e buscando ter uma vida de santidade. Somos salvos pela graça, mas também morremos para o pecado. Em Cristo somos santos, lutando contra todas as dificuldades e tentações, esta deve ser a caminhada cristã e se o foco da nossa vida não for este, estamos no caminho errado.

 

BIBLIOGRAFIA

BONHOEFFER, Dietrich, Discipulado, Editora Sinodal, Rio Grande do Sul, 1980

 

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OS FILHOS PRÓDIGOS

     No evangelho segundo o apóstolo Lucas, lemos uma parábola muito conhecida e uma das mais citadas em estudos e pregações. Trata-se da parábola do filho pródigo. Encontramos esse texto em Lucas 15,11-32. Acredito que a grande maioria conhece esse texto. Mas nunca é demais explicar o que seja uma parábola. Parábola é uma técnica muito utilizada na cultura judaica para o ensino. Trata-se de uma estória através da qual um ensinamento ou um princípio é transmitido. É uma técnica muito eficiente que era muito utilizada por Jesus.

Essa parábola não foi contada no vazio. Havia uma razão para que Jesus a contasse. Entenderemos melhor toda a situação se analisarmos todo o capítulo 15. Nos primeiros versículos vemos que Jesus estava conversando e comendo, o que era algo muito íntimo na cultura judaica, com publicanos e outros pecadores. Os fariseus o viram e começaram a criticá-lo por relacionar-se com “esse tipo de gente”. Os fariseus eram de uma classe especial, separada e privilegiada da sociedade. Eram os líderes religiosos e considerados muitos degraus acima das demais pessoas. Eram muito zelosos à lei, e a cumpriam fielmente. Porém, o maior problema é que a maioria deles cumpria a lei, mas estava longe de Deus. Podemos dizer que eles cultuavam a lei e não a Jeová; conheciam sua lei, mas não ao próprio Deus. Também mantinham-se longe dos pecadores para não se contaminar com as impurezas do “mundo”. Vendo a práxis desses religiosos é difícil não relacioná-los com muitos religiosos da atualidade.

Vendo que os fariseus estavam indignados por Jesus estar relacionando-se com os considerados imundos da sociedade, ele lhes contou uma seqüência de três parábolas. Dos versículos 4 ao 7, lemos a parábola da ovelha perdida; do versículo 8 ao 10 a parábola da moeda perdida e finalmente do versículo 11 ao 32 do filho pródigo. Para uma melhor compreensão dessas parábolas, não podemos esquecer que elas foram propostas aos fariseus.

Na parábola do filho pródigo vemos 3 personagens principais. O pai e seus dois filhos. O pai simboliza Deus, o filho mais velho, que na cultura judaica tem muitos privilégios sobre os demais, seria os fariseus, e o filho mais novo os pobres pecadores. Acredito que conhecemos a parábola. O filho mais novo pede sua parte da herança, e o pai faz sua vontade. Ele se aventura pelo mundo numa terra distante, onde acaba desperdiçando e perdendo todo seu dinheiro. Ele acaba trabalhando como um cuidador de porcos, algo inimaginável para os judeus, já que os porcos são animais imundos. Ele passa fome e chega a ter vontade de comer a comida dos porcos para saciar sua fome. Em dado momento ele cai em si e resolve voltar para a casa do pai para trabalhar como um simples empregado, pois assim teria seu sustento. Ele não se acha mais digno de ser filho; quer ser um simples empregado do pai. Ele volta para casa e o pai lhe recebe com uma grande festa. Manda matar um novilho para servir um banquete. Vendo isso. O irmão mais velho fica indignado. Ele acha que o irmão errou e não tem mais direito de voltar para casa. Questiona o pai, argumentando que ele fora sempre fiel, nunca o abandonou e nunca sequer ganhou um cabrito. A parábola termina, com o pai dizendo a esse filho que ele sempre esteve a seu lado e que tudo o que era seu também pertencia ao filho. Concluiu afirmando que deveriam alegrar-se pois o filho que havia se perdido na vida, voltou.

Quero refletir um pouco sobre os dois filhos. Lembremo-nos a quem esses dois filhos personificam. O irmão mais novo, os pecadores e publicanos, abandonou o que tinha, gastou todo seu dinheiro com extravagâncias e caiu em desgraça. Mas logo reconheceu sua situação e percebeu que tinha que retornar ao pai. Acredito que tenha sido um verdadeiro arrependimento, pois ele não se achava mais digno de ser filho. Estava disposto a trabalhar como um simples empregado. Passou por um doloroso processo, arrependeu-se, voltou para casa e foi perdoado pelo pai. Foi tratado como um filho amado e pela graça do pai, reconquistou a condição de filho.

Quero agora lançar nosso olhar ao filho mais velho. Como citado anteriormente, como o primogênito, ele tinha uma série de privilégios. Era o filho mais importante da família. Normalmente o vemos como um filho mau. Mas olhando para a Bíblia percebemos que é exatamente o contrário. Tratava-se de um filho trabalhador (versículo 25). Além de trabalhador, ele também era muito obediente. Nunca havia desobedecido ao pai (versículo 29). Segundo seu próprio pai, tratava-se de um filho fiel que nunca o abandonou (versículo 31). Quem não iria querer um filho desses? Mas havia um grande problema.Faltava amor em seu coração.  Assim como os fariseus, ele não transgredia as leis. Mas o próprio pai lhe disse que tudo o que era dele, do pai, também era do filho. Ou seja, algo óbvio, que o filho não sabia. Mais uma vez vemos a figura dos fariseus. A grande maioria dos fariseus conhece a lei, mas não a Deus. Ao que parece, esse filho amava a lei, empenhava-se no trabalho na propriedade do pai, mas nem ao menos o conhecia. Mas também faltava amor ao próprio irmão. O sentimento de justiça própria falou muito mais alto que o amor pelo irmão perdido que voltou. Ele criticou duramente o pai, quando este acolheu o filho que retornou. Era mais importante a justiça ser feita do que o irmão ter voltado ao lar.

Da mesma forma que essa parábola trouxe ensinamentos aos fariseus, Jesus também desafia a mim e a você, nos confrontando com nossas atitudes. Com qual dos dois irmãos que você se identificou? Será que realmente entendemos o amor de Deus, temos uma compreensão, pelo menos razoável, do que seja o Reino de Deus? Infelizmente vejo muitos fariseus nas igrejas. E não são somente os líderes. Muitos daqueles que esquentam os bancos das igrejas tem atitudes farisaicas quando olham para as pessoas que não professam a fé cristã. Ou até mesmo um irmão que está na mesma comunidade. Será que um dependente químico ou um “simples” morador de rua mal vestido e mal cheiroso são vistos como pessoas que necessitam do amor da igreja? Infelizmente vejo que, cada vez mais, a igreja se distancia da sociedade. Muitas vezes a igreja, que somos eu e você, têm a mesma atitude que o irmão mais velho dessa parábola. Quando algum cristão é visto sentado conversando com alguém considerado escória da sociedade, é mal visto. Já fui duramente criticado por estar dando atenção a “esse tipo de gente”. Conheço vários outros casos de pessoas muito próximas a mim que passaram pela mesma situação. Já fui até mesmo impedido a entrar em um templo por não estar vestido de acordo com o regimento daquela “igreja”. Infelizmente vejo que isso é muito comum entre os que se dizem seguidores de Cristo. Se eles realmente fossem discípulos do Cristo, fariam o que ele fez. Estariam comendo com publicanos, pecadores e levando a palavra de Deus com sua própria vida. Mas quando não se tem o que ensinar com a vida, tenta se enrolar o próximo ensinando algo com palavras vazias. Em 1ª João 4:20, lemos que quem diz amar a Deus e não ama seu próximo é um mentiroso. Qual a minha e a tua atitude diante das pessoas que achamos que não tem mais jeito? A parábola contada por Cristo, não relata se o filho mais velho mudou sua atitude, se ele se arrependeu ou não. Mas deixa claro que o filho mais novo errou e arrependeu-se e foi acolhido pelo pai.

Mas há mais um detalhe muito interessante nesse episódio. Lendo esse texto, pode parecer que um dos filhos era o bonzinho e o outro o mau. Seja lá como for ambos necessitam do amor do pai. Tanto os publicanos, os pecadores com quem Jesus andava e pregava a palavra, como os fariseus que eram os líderes religiosos, os cumpridores da lei, precisam reconhecer sua condição de pecadores e que necessitam de uma grande mudança que só é possível através de um genuíno arrependimento e de uma vida vivida aos pés da cruz. Todos nós podemos e devemos ser filhos pródigos. Cuidado, pois muitas vezes, o melhor lugar para não ver Deus é na própria igreja. Se o legalismo cegava os fariseus, a cultura religiosa pode distanciar a mim e a você de Deus. E se isso acontecer, nada mais valerá a pena. Busque uma vida com Deus, conheça seu Reino e você verá como Deus quer que você viva a tua vida.

 

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CALVINISTAS VS ARMINIANISTAS

A briga entra calvinistas e arminianistas dura séculos e até hoje não cessa.

Conhecido através de João Calvino e Jacó Armínio, estas duas doutrinas tem como ponto central de divergência a predestinação. Um lado acredita que Deus escolhe salvar quem quer e o outro crê que tem uma participação no plano divino, aceitando ou não a Deus, entre outras coisas

Alguns Calvinistas falarão que tudo o que acontece é da vontade de Deus, tudo, até o mal. Outros falarão que isso não é possível, sem colocar Deus como culpado. Isso sem contar inúmeros calvinistas que se sentem privilegiados por seres predestinados. Coisa que Calvino não admitia, ele acreditava que o homem não deveria se vangloriar de uma dádiva recebida por Deus

Sproul disse em seu livro Eleitos de Deus: “Quem não acredita na predestinação deve ser um ateu convicto”. Como se a teoria calvinista fosse essencial para a vida cristã

Já Jerry Walls disse: O calvinista deve sacrificar uma clara noção da bondade de Deus a fim de manter sua visão dos decretos soberanos de Deus. Como se realmente tivéssemos uma noção real de como é a bondade de nosso Pai. Sabemos que ele é bondoso, mas a ideia que temos é muito pequena e ínfima

E por ai vai, a guerra nunca vai acabar, pois cada um vai achar as suas desculpas e explicações melhores que a dos outros. Sem contar que a grande maioria destas pessoas não busca estudar para achar a verdade e sim para apenas estarem certos e validarem os seus pontos de vista, o que é um erro.

Se você pesquisar toda a história, perceberá o quanto deu pano pra manga, arminianistas já foram caçados como hereges, calvinistas condenados como heterodoxos. Mas a grande verdade da discussão, que inclusive nunca terá fim, já que a Bíblia da base para as duas teorias, é que estas teologias no meu ponto de vista, não são nem de perto fundamentais, direi por quê!

Há tempos que penso e estudo estes dois lados, até ler um dia destes um versículo em Romanos 11:33-34:

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?

Esta passagem é tirada de Isaías 40:13 e repetida em Coríntios 2:16, contendo apenas algumas variações. Demonstra a profunda consciência da condição de superioridade de Deus e como é impossível penetrar em sua mente, ou entender seus desígnios (CHAMPLIN, 2014, Pg 978)
O que isso significa?

Que nunca entenderemos os pensamentos de Deus, nunca conseguiremos saber os seus propósitos. Acreditar que através de algumas teologias forjadas com o intuito de segregar, você pode entender a mente de Deus é ser muito pretensioso. Gosto de um versículo de Êxodo 33:22-23 onde Moisés pede para ver a glória de Deus:

Quando a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar.
Então tirarei a minha mão e você verá as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver

Ele viu apenas as costas de Deus, pois ver a sua face, ou tentar entende-lo é impossível, quanto mais afirmar como ele age e pensa.

Uma vez em um programa de entrevistas o apresentador perguntou a um teólogo, porque ele não era arminianista, o homem respondeu, porque eu leio a Bíblia. Achei a resposta um tanto quanto não cristã, afinal, uma coisa temos certeza sobre Deus: Ele é amor (João 4:8) e deu o seu filho para morrer por nós (João 3:16) tamanho o amor que tinha. E segregar, humilhar ou achar que a sua forma de pensar é a certa e todos estão errados, não é agir com amor

Eu frequentei por muito tempo uma igreja onde o pastor chamava arminianos de burros, eu me ofendia com aquele extremismo todo. Isso gerou em mim mágoas e ressentimentos, e hoje eu sei muito bem como este tipo de atitude é nociva. Eu acredito no diálogo, na troca de experiências e em aceitar o ponto de vista diferente ao meu, isso é saudável, isso é ser cristão.

Eu sei que a Bíblia existe para estudarmos e assim extrairmos o máximo dos ensinos para as nossas vidas. Mas o propósito deste livro sagrado, nunca foi separar e sim unir, não é classificar pessoas, mas trazer o plano de salvação a cada indivíduo.

Então, se você tem algum destes posicionamentos não segregue, muito menos ofenda quem pensa diferente de você. Não é pecado ter a sua corrente teológica, o pecado é ofender, discriminar e diminuir as pessoas.

Em 1Coríntios 12:12, Paulo descreve a igreja como um corpo, sendo Cristo o cabeça, é por isso que devemos sempre estar unidos, um membro separado do corpo, certamente morrerá

Sem Cristo e sua graça e o seu amor, nós não somos nada, este é o cerne da mensagem Cristã, é neste ponto que todos se unem. E é esta a palavra que deve ser pregada, o resto; bem… O resto não importa!

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil ; 2005 ; São Paulo; SP

CARSON, D.A.- Comentário Bíblico Vida Nova, 2 ed., São Paulo SP, Editora Vida Nova,2012.

CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

BRUCE, FF, Comentário Bíblico NVI, Editora Vida nova, São Paulo, 2008

OLSON, Roger, Contra Calvinismo, Editora Reflexão, São Paulo, 2013

MCDERMOTT, Gerald R, Grandes Teólogos, Uma Síntese do Pensamento Teológica em 21 Séculos de Igreja, Editora Vida Nova, São Paulo, 2013

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