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PECADOS

 Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. (Referência: 1 João 1:8-10)

Não somos santos, não tenha dúvida disto. Por mais que encontremos em nossa caminhada gente boa e bem intencionada, somos contaminados pelo pecado, depravados como otimamente pontuam os calvinistas, pecadores até a raiz. E isso não é impossível de concluir, é só olhar em volta e ver como o potencial do homem em fazer maldades é muito maior do que para fazer coisas boas. Guerras, roubos, egoísmos, soberba, a lista é grande e um bom observador vê isso rapidamente.

O texto diz que nós nos enganamos quando dissemos que não temos pecados (V8), somos mentirosos, pois desde o Éden, quando Adão desobedeceu a Deus, carregamos esta maldição em nós. Curiosamente, os gnósticos daquela época negavam que o homem tinha pecado. Eles afirmavam que a alma era pura, e o corpo que era pecaminoso por ser parte da matéria. (CHAMPLIN, 2014, p.295). Mas existe uma verdade apenas, nós somos pecadores e ninguém pode afirmar que não tem pecado, quem afirma tais coisas se engana grandemente, o Comentário Bíblico Vida Nova completa de forma certeira:

“Ter pecado” significa mais do que “cometer pecado”; é uma referência ao princípio interior do qual os atos pecaminosos são manifestações exteriores (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 2098)

Enfim, somos seres pecadores, precisamos da graça divina a todo o tempo, contudo o texto continua e diz que se confessamos os nossos pecados, ele nos perdoa a nos purifica de todo o pecado (V9). Confessarmos, no grego é “omologeo” ou seja, significa: admitir a veracidade da acusação (CHAMPLIN, 2014, p.296). Se confessarmos Ele nos perdoa, basta confessar, que obviamente deve vir acompanhado de arrependimento, para que a atitude não seja hipócrita e vazia. Sobre pecados, Lawrence Richards faz uma pontuação também muito importante:

“Qual é a realidade do pecado para o cristão? O simples fato é que, embora Jesus tenha lidado completamente com o pecado em sua morte, a natureza pecaminosa dentro de nós não é erradicada. Os efeitos do pecado, entranhados em nosso ser interior, continuam nos incomodado. Prosseguimos experimentando orgulho, desejo, raiva, ódio e medo. A capacidade para pecar permanece em nós e vai ser um peso sempre presente até que encontremos a completa libertação na ressurreição” (RICHARDS, 2013, p. 1226)

Somos pecadores, não adianta negar, somos movidos por este mal que está enraizado em nossa vida, e se afirmarmos o contrário, fazemos de Deus um mentiroso (V10). Mas Cristo nos purifica de todo o pecado. Basta confessarmos e o buscarmos.

Esta passagem é um dos nossos grandes nortes, ela revela quem somos, e nos mostra o que devemos fazer sempre que pecamos, que é recorrer a Jesus sempre e a todo o momento

 

BIBLIOGRAFIA

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

 

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DEUS É LUZ

Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma (Referência 1 João 1:5-7)

 

Conheço muitos cristãos que não acreditam que conversão é mudança de vida.  Segundo estes, ser salvo, não é ter a vida transformada, por isso seguem tendo a mesma velha vida, contudo, o que a Bíblia afirma é justo o contrário e este texto é uma das passagens que dão ênfase no fato de que quando seguimos a Deus, nossa vida muda.

O texto começa falando que Deus é luz (V5) e sobre esta declaração o dicionário Vincent faz uma pontuação importante:

“Declaração da natureza absoluta de Deus. Não uma luz nem a luz, com referência a seres criados, como a luz dos homens, a luz do mundo, mas simples e absolutamente Deus é luz, em sua própria natureza” (VINCENT, 2013, 258)

Deus é, ele não parece com luz ou tem algo de luz, não. Sua essência é a verdadeira luz que ilumina nosso coração e a nossa vida. O versículo prossegue, pontuando algo muito importante para quem acha que conversão não é mudança de vida:

“Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (V6)

É simples, quando temos comunhão com o Deus da luz, é impossível andarmos nas trevas. Quando achamos que ser cristão não é mudar de vida, não é ter uma nova vida, estamos nos enganando. Gosto do que Phillip Keller fala em seu livro complementando a questão:

“Muitos de nós parecem possuir grande volume de informação acerca do que o mestre espera de nós. Mas são poucos os que têm vontade, determinação e intenção de agir de acordo com essa informação ou seguir as instruções” (KELLER, 1984, p. 68)

A mudança de vida é o sinal de genuína conversão, a busca diária por mudança e obediência a Deus é o fruto de sermos tocados e transformados. Só saber sobre Deus e a Bíblia não basta, só ter a informação sem a práxis, não adianta muito.

Se dissermos que estamos unidos com Deus, o Deus de luz, não podemos estar nas trevas, o texto é claro. Quem serve o Deus de luz, não anda na escuridão. É claro que iremos pecar, faremos coisas erradas, é por isso que pedimos perdão por nossos pecados dia a dia, mas a mudança deve ser visível. Por fim, o texto termina com uma afirmação importante:

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (V7)

A comunhão é um fator decisivo para quem anda na luz, afinal, amar é estar em comunhão, ser cristão é estar em comunhão, isso a Bíblia deixa bem claro, são muitas passagens e provas que falam da importância da comunhão. Vincent completa:

“A comunhão com Deus revela-se e prova-se pela comunhão com os cristãos” (VINCENT, 2013, 258)

Não existe cristão sozinho, servir a Deus e andar na luz tem como resultado a comunhão. Quem é tocado pelo espírito tem a sua vida transformada, e esta transformação resulta em uma vida de comunhão, apoio e coesão.

Quem serve o Deus de luz, também anda na luz, sua vida é transformada e a comunhão com os irmãos é certa. Estes são resultados de andarmos com Deus, estas são as provas de quem realmente anda na luz e é um ótimo parâmetro para analisarmos a nossa vida e vermos que tipo de cristãos estamos sendo

 

 

BIBLIOGRAFIA

VINCENT, Marvin. R, Estudo do Vocabulário Grego do Novo Testamento, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2013

KELLER, Phillip, Nada me Faltará, O salmo 23 à luz das experiências de um pastor de ovelhas, Editora Betânia, Belo Horizonte, 1984

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A PALAVRA DA VIDA

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida (Referência 1 João 1:1- 4)

 

Gosto de como João começa a sua carta, uma carta recheada de importantes ensinos, passados pelo próprio Cristo, fundamentais para a vida cristã, validados por uma afirmação contundente: “Jesus, a palavra da vida, realmente existiu”. Coisa que muitos historiadores já comprovaram, mas que alguns ainda insistem em afirmar que não. Eu acho interessante como Bart D. Ehrman, um teólogo ateu, termina a introdução do seu livro: “Jesus Existiu ou não?”, livro este que tem como principal propósito provar que Jesus não foi um mito:

“Jesus existiu, e as pessoas que negam abertamente esse fato o fazem não porque analisaram as evidências com o olhar desapaixonado de um historiador, mas porque essa negação está a serviço de alguma causa própria. Do ponto de vista imparcial, houve um Jesus de Nazaré” (EHRMAN, 2014, p. 14)

É claro que ele não acredita que Jesus foi Deus, mas que ele existiu sim, afinal as provas são muitas, como o próprio livro deixa claro.

O texto introdutório da primeira carta de João é importantíssimo, pois ele deixa evidente que Cristo existiu, eles tocaram e viram este Deus, ouviram e aprenderam  do próprio Cristo em pessoa. Não foi algo tirado de suas cabeças, não foi uma historinha, algo inventado para manipular pessoas e sim uma experiência com o próprio Jesus.

Penso que umas das principais provas de sua existência, além do livro de Flávio Josefo, são as fontes não cristãs como: Celso, filósofo romano, Tácito, historiador romano e o próprio Talmude judaico. E por que são fontes importantes? Porque eles não estavam de acordo com Cristo e nem com seus discípulos, seus escritos criticavam aqueles homens, se Jesus fosse uma mentira, por serem contra, certamente revelariam isso em seus textos. (GEISLER, TUREK, 2012, p. 226, 227, 228, 229)

Há muito tempo atrás, logo no começo da minha caminhada cristã, eu tive algumas conversas com vários colegas que eram ateus. Estes homens, na época mais esclarecidos do que eu, resolveram me convencer de que a Bíblia era uma farsa, e que Cristo não havia existido. Naquele dia eu fiquei em xeque, e resolvi me aprofundar mais para saber quais dos dois lados tinha razão e eu obtive a minha resposta. Cristo realmente existiu e assim como João, muitos outros seguidores de Cristo morreram afirmando esta verdade. Seria uma loucura inúmeros homens escolherem morrer em arenas, devorado por leões, em nome de alguém que não existia, só por capricho ou para criar uma religião, como alguns afirmam. É claro que existe a fé nisso tudo, muita coisa não podemos provar, mas temos também boas provas e uma delas é a própria Bíblia e a arqueologia que tem encontrado evidências que comprovam as narrativas Bíblicas.

Mas o texto continua, e afirma: “nós falamos daquilo que vemos”, ou seja, os ensinos da carta de 1 João não foram algo que eles ouviram falar, não; foram lições do próprio Cristo. Experiências que eles tinham vivido e que agora passavam aos seus discípulos através de suas cartas. João foi testemunha ocular, e o que ele estava por ensinar eram coisas que ele viu e ouviu do próprio Deus encarnado.

Por conta de heresias que iam de encontro com a mensagem de Cristo, os cristãos da época estavam confusos e nem sabiam mais quem seguir, quem eram os falsos e os verdadeiros mestres. Por isso que João, nesta sua primeira carta, sintetiza a mensagem de Cristo, nos lembrando de verdades simples e básicas que moldam a vida de um seguidor de Jesus. (RICHARDS, 2013, p. 1223, 1224, 1225)  

Não seguimos fábulas, não seguimos historinhas criadas para manipular pessoas, Seguimos o próprio Cristo, a palavra viva em pessoa, que existe desde a criação do mundo.

A carta de primeira João, uma das últimas a ser escrita, apesar de não ser tão didática assim, resume bem as verdades do evangelho, ela é simples e fundamental para a vida cristã. Fala de um Deus que existiu, encarnou e ensinou o que o autor da carta escreveu, como vamos ver nos próximos textos

 

 

BIBLIOGRAFIA

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

EHRMAN, Bart D, Jesus Existiu ou Não?, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2014

GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não tenho fé suficiente para ser ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012.

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