ABORTO

Aborto é um dos temas mais falados atualmente e a livre prática é alvo de passeatas e de reivindicações, pois muitas pessoas ambicionam a sua legalidade.  A bíblia, que para ativistas pró-aborto é considerada um livro retrógrado, deixa explícita o seu posicionamento, destacando a priori que a vida é dom de Deus, e sendo dado por ele, não temos o direito de tirar de maneira alguma (Gn 2:7). Mas a grande controvérsia é se o feto é humano ou não, para assim, justificar esta matança

Em um artigo chamado, “em que momento o feto vira ser humano?”, na revista super interessante. O autor, através de vários dados científicos, se esforça para expor os vários pontos de vista sobre o assunto, deixando o tema com mais dúvidas que soluções.  Uma das correntes que ele expõe é que, alguns cientistas acreditam que um feto só é feto depois de algumas semanas ou depois da terceira semana de gravidez, outros apontam que a vida começa de verdade apenas depois da vigésima quarta semana de gravidez, que são quando os pulmões estão formados. Mas o autor termina o texto com o pensamento de um filósofo americano chamado, Peter Singer, que defende que o valor da vida está na autoconsciência, este filósofo afirma que matar uma criança não equivale matar um adulto.

Outro blog feminista defende que o feto não é bebê e uma grávida não é mãe, pelo simples fato de que não existe consenso no meio médico e científico de quando realmente começa a vida humana e por mais que o feto e o bebê sejam organismos vivos, somente o bebê é um indivíduo, o feto não, mas será que estas afirmações sãos verdadeiras? Afinal é fácil defender o aborto quando já se nasceu.

A bíblia nos dá uma ótima luz para este assunto. Êxodo 21:22-24 considera o bebê na barriga da mãe como uma vida a ser respeitada. E Lucas 1:41 o autor narra o fato do bebê ter saltado no ventre de Isabel, por motivo de alegria de ver a mãe de Jesus, provando ser o feto algo maior que um simples objeto ou animal sem importância

Os primeiros pensadores da igreja, também tinham sua opinião. Santo Agostinho dizia que a vida seria considerada humana somente após os 40 dias para o feto masculino, e para o feminino seria 80 dias. Tomás de Aquino, também considerava humano apenas um feto que tivesse mais de 40 dias, quando é colocada a Alma Racional. E no concílio de Trento, esta doutrina se estabeleceu como oficial, até o ano de 1563, sendo contestada ao longo de todo o período da história da igreja.

A posição da igreja Católica se baseia em duas premissas:

Primeiro: na visão da lei natural, onde se acredita na ordem estabelecida por Deus, onde o ser humano tem a sua participação racional, sendo este o próprio plano de Deus.

Segundo: a escola genética, entendendo que o ser humano é definido pelo seu código genético, e se o seu genótipo esta presente durante a fertilização, entende-se que o indivíduo é humano

Mas que atitude tomar quanto ao alto índice de aborto ilegal no país? Sabemos que isso virou uma questão de saúde pública e se queremos combater com seriedade o caso, significa entende-lo não tendo preconceito, mas com um olhar de cuidado  visando os  direitos humanos e a melhor solução para o problema.

Sabemos que este assunto não é fácil e não é com uma conversa de meia hora que vamos resolver o problema. Tudo demanda tempo e muito debate, sempre respeitando o ser humano, sem esquecer cinco pontos importantes que devem ser pensados e analisados, conceitos estes tirados da Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia do Champlin:

Primeiro: É Deus que da a vida, e um feto é um ser vivo, não se tem unanimidade quanto, quando o espírito se faz presente no feto. Nem em quantas semanas é considerado um ser vivo, mas sabemos que o que esta na barriga da mãe é um homem em potencial, uma pessoa que não pode escolher e, portanto, merece viver.

Segundo: Sobre qualquer situação, seja em qualquer posição política ou teológica o feto sofre, seja por qualquer tipo de aborto o feto sente e em uma civilização que se preocupa até com o sofrimento dos animais, nãos podemos virar as costas para este tipo de sofrimento.

Terceiro: O feto, mesmo que não seja considerado humano, não deixa de ser uma forma de vida, por isso deve ser respeitada.

Quarto: Devemos ser moderados nos casos de exceções, como estupro, incesto, anencefalia ou em qualquer caso que envolva a vida da mãe. Como não temos certeza do que é correto em tais casos, devemos ser os mais cuidadosos e cada mulher deve resolver isso da maneira que julga ser a melhor possível.

Quinto: temos muitas informações que nos leva a acreditar que o aborto origina muitas tensões psicológicas, mesmo em mulheres que nãos tinham diagnóstico de tensões negativas. Isso deveria servir de aviso de que muita destas práticas envolve parte de uma própria punição, afinal a conseqüência para uma decisão errada é sempre difícil, mas existe

Bibliografia

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MOSCOU, M. (13 de 12 de 2011). Feto Não é Bebê, Grávida não é Mãe. Acesso em 24 de 11 de 2014, disponível em Blogueiras Feministas: http://blogueirasfeministas.com/2011/12/feto-nao-e-bebe/

GEISLER, Norman, Ética Cristã, Vida Nova, São Paulo, 2006

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Perguntas Básicas sobre Decisões do Fim da Vida, Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2004

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FREITAS, Angela, Aborto: Guia para Profissionais de Comunicação, Editora Grupo Curumim, Recife, 2011

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