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A ARTE DA PACIÊNCIA

“Ser paciente é dominar a arte de saber a hora certa de agir” (QUEIROZ, 2015, p. 49)

Conheci pessoas que eram muito afobadas, não conseguiam esperar um minuto, viviam se atropelando nos planos. E com isso, acabavam por fazer bobagens ou perdendo oportunidades. Conquanto, eu também conheci pessoas tão calmas, que acabavam por ver a oportunidade passar, sem esboçar reação alguma. São os dois lados da mesma moeda chamada paciência.

A frase que direciona o texto, trabalha justamente este meio termo e define de forma magistral o significado da palavra paciência. Tendo como significado, aquele que sabe agir na hora certa, no momento adequado, sem atrasos e atropelos.

Saber a hora certa de agir é sempre um grande desafio, sendo que não existe uma fórmula exata para descobrir o segredo da paciência, a saída é tentar, errar e continuar, até aprender. Haverá dias nos quais precisaremos ser mais ousados, arriscando um pouco para não perder a mão. Porém também haverá dias nos quais esperar é o único caminho, entendendo que nem tudo é no nosso tempo.

Eu tenho o costume de não tomar decisões no calor do momento. Se eu precisar tomar uma decisão sem pensar a resposta é na maioria das vezes negativa. Entretanto eu já estive em situações no qual precisei dizer sim a fim de não perder uma oportunidade. Não existe fórmula, o segredo é tentar analisar de forma racional, e se preparar para o pior.

Creio que quem sabe a hora certa de agir, possivelmente já errou muito, ou aprendeu com quem errou e por diversas vezes perdeu a mão.

Quem sabe ser paciente é na maioria das vezes assertivo, sabe o quanto esperar e quando deve sem demora (e sem desespero) ser rápido para não perder uma oportunidade.

Ser paciente é fundamental, saber a hora certa de agir é o grande segredo de quem não perde uma oportunidade.

BIBLIOGRAFIA

QUEIROZ, Sérgio, Gloriosas ruínas: O caminho bíblico para a restauração, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2015.

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A SÍNDROME DO VITIMISMO

Quando o vitimismo dá as caras, os argumentos quase sempre são distorcidos, o alvo na maioria das vezes são as pessoas, sendo um desafio grande conseguir falar de ideias ao invés de perder tempo falando de pessoas.

Aprendi que bons argumentos falam de ideias, descobri que nem sempre quem discorda quer atacar. E por conta desta realidade, é importante saber dialogar com as diversas formas de pensar, entendendo que todos são livres para fazer suas escolhas e ter suas opiniões, esta é a grande beleza do nosso mundo.

Aprendi também que quem não gosta de ouvir, não vai parar para nos escutar, por vezes apenas finge, é certo que não presta muita atenção, por isso, é muito importante saber com quem você está conversando, e o quanto de diálogo vale a pena ter com esta pessoa.

As vezes se calar não é ser covarde, como muitos pensam, e sim dar voz a inteligência, pois não adianta perder tempo com quem não quer dialogar, com quem pouco nos ouve, sendo que ainda corremos o risco de nos incomodar com quem não respeita a nossa opinião.

O vitimismo é sutil, por isso, tome cuidado. Você começa se fazendo de vítima, e quando vê que dá certo, você segue por um caminho sem volta, mendigando afeto, colhendo migalhas que afagam a alma, mas que não nos levam a lugar algum.

Muitos se fazem de coitados, dando ênfase em seus fracassos, em troca apenas de um afago, de uma massagem no ego, de uma frase me motivação. Para estes é muito mais fácil ser carregado, do que levantar e lutar.

É preciso entender que todo mundo sofre, cada um tem suas dificuldades e problemas, seja rico, pobre ou o que for. A diferença é que as lutas não são iguais. Um rico passa por dificuldades bem diferentes do que os pobres, contudo os dois sofrem, cada um tem a sua dor.

O problema do vitimismo é se considerar o maior sofredor, a única vítima, como se ninguém mais sofresse ou como se o seu sofrimento fosse o pior. O segundo problema é acreditar que ele dever ser ajudado, ouvido e cuidado, apenas, e pelo simples fato de estar sendo vítima.

Não estou afirmando que não devemos dar ouvidos a quem sofre, ou que, todo mundo que sofre, não merece ser ajudado. É claro que temos que ajudar quem passa por dificuldade e não tem qualquer voz, ou condição de se levantar, não são destes que eu estou falando e sim de quem usa do vitimismo como meio.

O vitimismo nos mantém no lugar, a vítima acaba ouvindo apenas o que lhe convém, seguindo alheio as críticas que move esta pessoa para a mudança.

Não é fácil seguir, porém o caminho do vitimismo será sempre mais complicado, tendo um falso ar de conforto, mas que, contudo, não leva a lugar algum.

 É preciso largar as bagagens inúteis e entender que a vida é batalhar, sofrer e lutar. Nem tudo, ou quase nada, vem fácil, é sempre pelo empenho que vamos trilhar.

O vitimista nunca é culpado, vive sempre um infortúnio, é um completo sabotador de sua história. Por isso, dispa-se do vitimismo (caso ainda tenha algum na bagagem) e assuma o controle, entenda que afagos no ego não ajudam, só nos ancora. Siga rumo a batalha, entendendo que uma boa parte das coisas está em suas mãos, basta entender que enquanto não assumimos a responsabilidade não vamos sair do lugar.

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ANTECIPANDO PROBLEMAS

Talvez a questão mais complicada em uma pandemia, ou qualquer outro tipo de epidemia sem controle, é o fato que ninguém tem informações realmente pontuais e coerentes sobre o problema. E já que o assunto não é dominado, já que não se tem cura ou prevenção, este tipo de situação causa pânico.

Arrisco dizer que tudo o que não controlamos nos causa pânico, criando em nosso coração a insegurança, e com a insegurança, acabamos por dar ouvidos a todo o tipo de teorias ou informações equivocadas. Foi o que eu vi quando fui fazer a compra do mês, inúmeros cidadãos apavorados com a pandemia, comprando como se a comida fosse acabar, verbalizando teorias e notícias que seguiam na contramão da lógica. Em dias incertos, qualquer teoria conspiratória vira assunto, e aos poucos o medo é implantado.

Uma pandemia meche muito com a economia, implantar uma quarentena, decisão evidentemente necessária para evitar a propagação da doença, causa danos, desemprego e ainda mais problemas. Sem contar, é claro, que quando o país passa por uma crise financeira, este tipo de problema colabora para que a crise aumente ainda mais.

Em um mundo ansioso, antecipar problema é um veneno, e o pior, faz com que gastemos forças para lidar com uma situação no qual não controlamos. Gastar energia com o que não tem solução, é seguir sem dúvida alguma, no caminho da doença e do desgaste emocional. Quem antecipa problemas, antecipa também a falta de saúde e o cansaço, e isso é só o começo para ainda mais doenças e muitos outros tipos de problemas aparecerem.

Epicteto, um filósofo que havia nascido escravo, onde por conta de todo o seu talento intelectual, acabou ganhando liberdade e virando um grande mestre (LEBELL, 2018, p. 11, 12), tinha uma frase, que acredito que serve bem para os nossos dias:

“Saiba distinguir entre o que você pode controlar e o que não pode” (LEBELL, 2018, p. 21).

Lembre-se que Epicteto havia nascido escravo, e tinha tudo para viver de forma miserável, a vida dele não era fácil, e ele não podia mudar isso, mas ele podia se dedicar como pessoa, e depois como aluno, para tentar melhorar de vida.

A vida é muito incerta, a grande verdade é que controlamos muito pouca coisa. Se você parar para pensar, a maioria das coisas você não controla, a sensação de controle sempre foi utópica e irrealista. Com isso, você não pode se dar ao luxo de se preocupar com o que não tem solução.

Teorias, incertezas e especulações devem ser deixadas de lado, para evitar o desgaste. Não sabemos se depois deste caos teremos emprego, se teremos saúde ou o que quer que seja, tudo pode acontecer, ou nada pode acontecer. A questão é que você deve viver o hoje e evitar antecipar problemas, para que assim, você evite mais problemas. A Bíblia tem um texto que combina bem com a frase deste filósofo estoico, a frase é de Jesus e foi dirigida aos seus discípulos, enfatizando a importância de não nos preocuparmos com dinheiro e bens materiais:

“Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal (Mateus 6:34)”.

O texto não manda que vivamos de forma displicente, sem nos precavermos, quando isso é possível, o que o texto quer ensinar é que não podemos antecipar os problemas. Viva um dia de cada vez. Se preocupe apenas com o que tem solução e com o dia de hoje, e o que não tem, deixe de lado, entregue nas mãos de Deus. É Deus que cuida de nós, bens posses, segurança, não nos trazem paz, mas Deus traz. Só há um senhor, que é Deus, nada mais pode tomar o seu lugar.

Por isso nestes dias incertos se lembre que emprego, bens e posses, são coisas passageiras, não nos trazem a verdadeira segurança. Um dia estamos bem, no outro, estamos enfrentando uma pandemia e todo o caos que este tipo de calamidade traz.

E também diante de dias incertos, aprenda a não antecipar problemas, e o principal, saiba distinguir as situações no qual você pode fazer alguma coisa, das que você não pode fazer. Foque no que está em seu controle, e tente esquecer das situações no qual você nada pode fazer.

Viva um dia de cada vez, tendo sempre em sua vida, o Deus que de tudo tem controle. Confie que ele está com você e faça a sua parte, largue o controle e faça apenas o que você pode e deve fazer, que o resto não é com você e sim com Deus.

Ou você aprende a descansar no senhor ou vai seguir, sem dúvida alguma, muito fadigado.

BIBLIOGRAFIA

LEBELL, Sharon, Epicteto A arte de Viver: uma nova interpretação de Sharon Lebbel, Rio de Janeiro, 2018

CARSON, D. A, FRANCE, R. T, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012.

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FRACASSO E SUCESSO

“O Sucesso e o fracasso andam na mesma via”

É muito bom quando planejamos, nos dedicamos a um projeto e vemos aquilo nos dar bons frutos. Não tem preço a sensação de dever cumprido, de vermos algo dar certo, de colhermos os frutos de nosso empenho. Isso faz com que concluamos que as horas gastas naquela empreitada valeram a pena.

O problema do sucesso é que ele anda de mãos dadas com o fracasso, é fácil nos acomodar com algo que deu certo, com a tão sonhada promoção, com o sonho de ver nossa empresa indo para frente, ou com os bons salários que uma pessoa pode alcançar. O problema é que muitas vezes o sucesso nos aprisiona, faz com que o melhor de nós fique preso em algo bom, mas que nos acomoda, faz com que não mais cresçamos e nos desenvolvamos.

É muito bom uma promoção, mas saber a hora de sair e seguir em frente é fundamental. Conheço ótimos músicos, mas que estagnaram em sua velha fórmula de sucesso. Já trabalhei com ótimos profissionais, que são limitados por instituições que não olham para frente. Com isso, eles seguem com um bom salário, mas sem nenhum crescimento, isso no âmbito profissional e pessoal.

Nem sempre a estabilidade vale a pena, tudo vai depender da empresa que você trabalha. As vezes a fim de aprendermos ainda mais, é melhor largarmos a estabilidade para nos desenvolvermos ou procurarmos um lugar onde o estudo e o desenvolvimento faça parte do cotidiano da empresa.

Nem tudo é um bom salário, nem sempre a conta bancária justifica uma vida estagnada e sem desafios. Eu cresci muito com os desafios que precisei aceitar. Aprendi muito nos diversos lugares que eu trabalhei, e isso levamos para a vida.

Eu tenho a sorte de trabalhar em um lugar que incentiva o estudo e o crescimento pessoal, se não é o seu caso, planeje e aprenda a olhar para a frente.

Não tem preço cultivar uma vida em constante crescimento, aprendizado e desafios. A rotina é boa em partes, a falta de estudos, desafios e empenho é prejudicial, pois nos engessa, nos paralisa, fazendo com que não mais cresçamos.

Por isso que chegar lá, alcançar os objetivos ou obter a tão sonhada estabilidade é uma via de mão dupla, pode te paralisar fazendo com que você fique para trás, ou as vezes faz com que você se desenvolva e busque novos desafios.

Aprenda a se desafiar, a cultivar uma vida de aprendizado e crescimento, para que você não seja engolido pela tendência humana do comodismo.

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NÃO CONFUNDA TALENTO COM LÁBIA

“É fácil confundir lábia com talento” (CAIN, 2012, p. 52).

Vivemos em uma sociedade onde o marketing pessoal é muito mais importante que a própria competência. Com isso, temos inúmeros profissionais muito competentes em fazer suas autopromoções, mas péssimos em seus ambientes de trabalho. Enquanto outros não são tão competentes em se autopromover, embora sejam ótimos profissionais.

Eu sempre digo que nem sempre quem fala bem, entende bem um assunto. Alguns são ótimos comunicadores, contudo péssimos na área no qual estão falando ou ensinando. Um bom profissional sabe transitar entre a prática e a teoria com uma certa destreza. Contudo, já assisti palestrantes incompetentes, que entre os leigos, toda as suas bobagens eram vistas como verdade, tudo porque ele falava bem, isso é muito comum, assim como é comum acreditar que quem fala bem, domina o assunto, a verdade é que, nem sempre.

Você nem imagina quantas pessoas talentosas conheci por traz de um semblante tímido e introvertido. É libertador quando aprendemos a conhecer uma pessoa, quando conhecemos pelo que ele é, e não pelo que ela aparenta ser. É claro que compramos um livro pela capa, é normal ver e concluir, o que eu estou propondo com o texto é que precisamos aprender a conhecer uma pessoa não pela aparência, e sim pelo que ela é.

É evidente que temos que procurar nos desenvolver, que é importante aprendermos no comunicar e aplicar em nossas vidas as ótimas ferramentas do marketing pessoal ou da oratória. Eu não sou contra tais práticas, a minha crítica é que muitos não procuram desenvolver suas competências, e se escondem por trás de uma boa oratória, uma roupa bem alinhada ou um ótimo marketing pessoal. 

Em um ambiente de trabalho, e ainda mais se você tem um cargo de influência, é fundamental saber diferenciar uma pessoa da outra. O profissional competente, daquele que só tem lábia, que se aproveita dos outros ou que usa o subordinado competente para se autopromover.

Quem cultiva uma vida relevante, que estuda e procura ser melhor a cada dia, entende que a lábia, saber falar, não é tudo. É preciso entender que o constante aprimoramento é fundamental para que o seu trabalho frutifique.

Por isso, eu desafio você a olhar em seu entorno e procurar diferenciar quem realmente tem talento, daqueles que só falam, só tem lábia.

E não precisa ser só em um ambiente de trabalho, a reflexão cabe para vários âmbitos da vida e em vários locais de atuação. Não importa se é em sua igreja, com um colega da faculdade, entre tantas outras áreas. Em todos estes lugares estes dois tipos de pessoa estão presentes, com isso, é preciso estarmos atentos, para não sermos ludibriados.

Aprenda a diferenciar quem só sabe falar, das pessoas que têm um real talento, para que o seu empreendimento ou a sua igreja, não acabe tendo em sua linha de frente, pessoas incompetentes, que se parecem muito com profissionais, mas que não são.

BIBLIOGRAFIA

CAIN, Susan, O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2012

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CADA UM TEM O SEU RITMO

“Nunca desestimule alguém que esteja progredindo, mesmo que lentamente” (Platão) (PERCY, 2016, p. 42)

Por conta de inúmeros motivos, eu acabei me formando depois dos 30 anos. Concluir o Bacharelado em Teologia, foi uma das minhas grandes alegrias. E como todas as boas alegrias, gostamos de compartilhar com quem amamos. E no afã de repartir a minha alegria, mandei mensagem para um amigo, contando que eu havia concluído o meu bacharelado, o que ele prontamente respondeu: “Já não era tarde, com a sua idade já deveria ter se formado”. A resposta foi um balde de água fria.

A verdade é que cada um tem a sua velocidade, cada um tem um ritmo próprio, não estamos em uma corrida, para definirmos uma idade para estudar, praticar um instrumento ou fazer qualquer outra atividade. Cada ser humano é um ser ímpar e único, cada um tem suas prioridades, velocidades e anseios, respeitar a velocidade de cada um é respeitar a si por tabela.

Eu sempre falei para os meus amigos e alunos que mais importante que a velocidade é a constância, é persistir, planejar, e quando errar, aprender com o erro e continuar.

Conheço verdadeiros gênios que desistiram e se entregaram, acreditaram que tudo viria fácil (ou deveria vir), e por não vir, abandonaram tudo e seguiram frustrados, tendo um baita dom, porém sem uso. Em contrapartida, conheço verdadeiros guerreiros, gente que mesmo com muitos empecilhos, não desistiram. Se adaptaram a situação, buscaram aprimoramento, insistiram e chegaram lá. A constância é uma arma, é muito melhor termos foco e constância, do que sermos rápidos, mas sem foco.

Eu tento sempre dar apoio aos amigos, entendendo que cada um tem a sua velocidade. Procuro nunca me comparar, e muito menos comparar uma pessoa com a outra. Eu não posso admitir olhar para o outro a partir de mim. Cada um tem suas facilidades e dificuldades, por isso, eu prezo sempre mais a constância, os passos curtos e certeiros, do que a rapidez.

Cada um tem o seu ritmo, sendo que não existe idade para sonhar, empreender ou realizar algo. Quem quer faz, assim, um passo de cada vez, entendendo que a pressa é sempre inimiga, a afobação nos faz tropeçar e fazermos besteiras.

Siga no seu caminho, tenha foco e pouco a pouco realize seus planos, no tempo que você acredita ser necessário. O caminho é sempre mais importante, curtir a viagem e aprender com os acontecimentos é muito mais vantajoso do que apenas querer cruzar a linha de chegada.

BIBLIOGRAFIA

PERCY, Allan, Platão para sonhadores: 80 pílulas de filosofia cotidiana para transformar suas melhores ideias em realidade, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2016

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CONSTRUINDO O SABER

Conhecimento se constrói com o tempo, com muitas horas gastas com estudo, leitura e prática. Não é possível criar um repertório sem tempo e dedicação, aprender não é igual a fazer miojo e muito menos se faz apenas vendo tutoriais na internet. É preciso tempo, leitura, vídeos aulas, palestras, acertos e erros, que acabam funcionando como professores, e isso demanda tempo, como bem pontuei.

Tudo vai depender do que você respira, se a sua área de estudos é algo no qual você gosta para assim conseguir mergulhar de cabeça. Saber disso vai lhe ajudar a definir aonde você quer chegar.

A primeira etapa é criar fundamentos, que como pilares estruturará todo o seu edifício. A base é importante para manter a estrutura em pé. No meu caso, que sou professor e teólogo, a minha base é Cristo e a Bíblia, é delimitar no que eu creio e estar muito bem fundamentado na palavra. É preciso conhecer a teologia, as ferramentas teológicas e muitos autores relevantes que serão a base de todo o estudo. Para um estudioso de qualquer outra área, o processo não é muito diferente. É preciso entender o campo de estudo, os principais autores e conceitos daquele campo, para que assim você tenha base para seguir por seus próprios caminhos, sem errar a direção.

Por ter uma estrutura bem construída, eu não me abalo, conheço bem o meu campo de estudo e como um bom cristão, tenho a minha vida alicerçada na rocha que é Cristo e em todas as evidências que mostram veracidade do que eu creio. São os fundamentos que nos sustentam e nos mantém em pé.

 O segundo ponto são os critérios, que funcionam como uma espécie de parede, impedindo que qualquer coisa entre para dentro de nossa vida. Sem critérios aceitamos qualquer coisa, compramos qualquer ponto de vista, seguimos sem refletir e perceber as contradições. A leitura, o estudo e a pesquisa nos ajudam a aprender e a crescer, adquirindo assim critérios sólidos, para assim conseguir seguir sem vacilar.

Com bons critérios e boas estruturas, podemos prosseguir lendo de tudo, pesquisando e conhecendo qualquer coisa, que nada nos abalará. Quem tem critérios avalia, pesquisa e se informa, mesmo não concordando com a opinião. Quem não tem, aceita de tudo e se abala muitas vezes por coisas que nem possuem fundamentos.

Em terceiro lugar está o foco, sem foco paramos no caminho, desistiremos nas primeiras dificuldades, abandonaremos a construção nas primeiras etapas do edifício. O foco são as escadas que nos levam cada vez mais para cima. Sem foco tudo rui, a construção paralisa, o edifício segue incompleto.

Construir um repertório não é fácil, se resume em sempre continuar e não desistir. É uma prática que demanda tempo, sendo que é só o tempo que faz tudo frutificar. Tudo o que aprendemos sem muito esforço, sem dedicação, esquecemos. Tutoriais são uteis para o momento, conhecimento, levamos para a vida, e não esquecemos quando dedicamos algum esforço.

E por fim, depois de tanto tempo, esforço e horas de estudo e leitura, colhemos alguns frutos, percebemos a nossa vida mudar, nossos sonhos se concretizar e tudo acontecer. Esse é o telhado que nos protege das intempéries e nos dá um sentimento de que não perdemos tempo.

O resultado faz com que tudo valha a pena, ele dá sentido a dor. Sem resultados, a dedicação parece ser sem sentido, nos mantendo por momentos sem abrigo, beirando a desanimação. Viver não é uma eterna busca por resultados, quem vive assim, vive de forma incorreta. Mas sim, é legal se dedicar e ver os primeiros frutos do esforço aparecer. Sendo que são eles que nos dão forças para passar pelas tempestades e desafios que a estrada sempre traz.

É claro que o telhado não é um ponto final, o conhecimento é infinito, enquanto vivemos, podemos aprender, por isso, temos que ter em mente que as vezes para crescermos, precisamos sair da zona de conforto para conseguir erguer ainda mais o edifício. Cuidado com a estagnação que os bons resultados nos trazem, é sempre possível continuar e seguir crescendo ainda mais, basta desfazermos o telhado da zona de conforto e seguir construindo ainda mais o saber.

Construir relevância é para poucos, e só é possível através de muito esforço e dedicação. Nada do que é realmente relevante vem sem dificuldades, o esforço é fundamental para alcançarmos a realização. Mas o edifício só se mantém se houver uma boa construção, todas as etapas são importantes para a vida relevante, caso contrário, se você por um acaso esquecer de alguma parte, pode comprometer a estrutura de todo o edifício, e assim, fazer tudo ruir.

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AS VANTAGENS EM ESTAR PERDIDO

“Quando a gente está perdido, encontra lugares que, se a gente soubesse onde estavam, jamais teria encontrado” (ARANTES, 2019, pg. 107)

Tal frase a autora tirou do filme “Piratas do Caribe”, uma frase que pode até soar estanha de começo, mas quando você para e tira um minuto para refletir, percebe como ela é verdadeira. 

Em dias de certeza você segue em frente, rumo ao alvo, faz planos e se dedica para realiza-los, em dias de dúvida, em momentos onde você nem imagina qual é a saída para a sua situação, é inevitável ir em busca de outras de soluções, e no caminho encontrar coisas novas, que em outra situação, você não teria encontrado.

Quando eu era mais novo eu sempre fazia a trilha do Caminho do Itupava, que é um caminho histórico que liga Curitiba, a Morretes, no Estado do Paraná. Sempre gostei de natureza, considero a trilha a melhor forma de relaxar e descansar a cabeça, apesar de ficar com o corpo cansado.

Em um dos dias, fui com um amigo que acabou se perdendo e no afã de encontrar a trilha novamente, encontrou um verdadeiro paraíso escondido em meio a densa floresta.

No local tinha rio, cachoeira, uma pedra grande que servia como mesa em uma clareira aberta em meio a selva. Era o melhor lugar para acampar e ficar seguro, enquanto desfrutava de toda a beleza da natureza.

A certeza nos mantém em frente, ela é ótima, pois nos faz chegar ao alvo, a conclusão dos nossos planos. O caos e os problemas nos faz ir em busca do novo, do diferente, de outros pontos de vista, e com isso crescemos e passamos a ver coisas novas.

Por estar perdido eu fui em busca de outras graduações, cursei uma nova pós-graduação e conheci alguns mundos que eu não teria conhecido se eu estivesse bem.

É importante as vezes sair do comum, ir em busca de coisas novas, não precisamos esperar pelos problemas para fazer isso e nem abandonar a nossa profissão ou deixar de fazer aquele hobby que tanto gostamos, basta cultivarmos um hábito. É fundamental as vezes tentarmos coisas novas para crescermos e percebermos que existem outras opções, outros pontos de vista e até outras formas e fazermos a mesma coisa.

Muitas vezes é perdido, acreditando que estamos sem saída, que encontramos novos lugares, novos começos que antes nem imaginaríamos encontrar.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana. Claudia Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver: E um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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RIA DOS PROBLEMAS

No livro “O caçador de pipas”, de Khaled Housseini, o protagonista da história chamado Amir, após voltar a sua terra natal, acaba tendo a infelicidade de encontrar em velho inimigo. O protagonista, por conta de vários motivos, começa a apanhar deste rival com um soco inglês, em uma das cenas mais marcantes do livro.

Amir já estava desfigurado, com as costelas quebradas e sem uma boa parte dos dentes, quando começou a rir. Talvez por causa de todas as dificuldades que o livro narra, que foram muitas. Quem sabe por causa dos seus segredos, ou por estar apanhando, quase morto, o motivo era duvidoso, mas o riso soava como desabafo depois de inúmeras páginas marcadas pelo sofrimento e pelas adversidades.

Esta passagem do livro ficou em minha mente em dias no qual a tempestade que eu estava enfrentando era muito grande. Eu passava por um verdadeiro tornado, quando mergulhei no livro para relaxar um pouco. Sendo que em meio a todo o caos, uma das coisas que me salvou, além de confiar na graça de Deus, foi aprender a rir dos problemas.

Algumas vezes a vida é dura, nem sempre é fácil passar por certas dificuldades, por isso que o bom humor é fundamental para tornar os problemas mais leves.

Viver é resolver problemas, é tomar boas decisões e aprender a aceitar os resultados das nossas escolhas. Contudo, viver é também ter que resolver situações que não são frutos de nossas escolhas, como doenças, períodos difíceis da economia etc. Nem tudo está em nosso controle, embora saber agir e encarar a situação, está em nossas mãos.

Aprenda a rir dos problemas, descubra como é bom as vezes levar a vida no bom humor, para não ficar preso em um espiral negativo. O bom humor cura tudo, nos deixa mais leves e abertos a enxergar a saída.

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FALTA DE CONHECIMENTO

Sócrates, um dos maiores filósofos de todos os tempos, sustentava a ideia de que o homem pecava por conta da falta de conhecimento:

“Sócrates sustenta que o que faz um homem pecar é a falta de conhecimento, se soubesse, não pecaria. A causa dominante do mal é, portanto, a ignorância. Assim, para alcançarmos o bem, precisamos possuir conhecimento, logo, o bem é conhecimento” (RUSSELL, 2017,p. 66)

Não creio que o que faz o homem pecar seja a falta de conhecimento, contudo, acho que Sócrates tem sim uma pontinha de verdade, afinal, erramos muito por não conhecermos, por sermos ignorantes, principalmente quando falamos da Bíblia.

Continuamente vemos pessoas seguindo falsos ensinos, falsos pastores, por não conhecerem a palavra. É constante cometermos erros, ou conclusões equivocadas, por não termos conhecimento do assunto. Provérbios 10:14 diz justo isso:

“Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína”.

Os sábios se informam, buscam conhecer, tentam falar do que eles conhecem, mas o insensato fala somente do que não sabe e o pior, muitas vezes fala como se soubesse, gosto de uma citação que resume bem estes:

Ensine a tua língua a dizer: “não sei!”, caso contrário serás pego dizendo tolices (BONDER, 2010, p. 174)

Tudo começa com a frase não sei, quem acha que sabe de tudo, não sabe. A falta de humildade e de conhecimento faz o indivíduo se considerar alguém fechado, que não precisa mais do saber. Porém o sábio sabe quem é, ele entende que o conhecimento é infinito, e inesgotável, ele sabe que não sabemos e nem vamos saber de tudo, pois o conhecimento é inesgotável.

Eu tenho medo dos que muito falam, tenho receio dos que emitem opinião sem base e coerência aos seus pontos de vista. Quem realmente sabe opina sobre o que conhece, sobre o que tem certeza, agora a pessoa que não sabe, prefere os enganos que uma mente orgulhosa produz.

Falar é fácil, até papagaio fala, agora emitir uma opinião coerente, baseado em bibliografias e estudos, que é o desafio. Por isso se informe e fale do que você realmente sabe. Existem vários caminhos para o aprendizado, basta pormos em prática e nos aprofundar. Quem não se informa vive no escuro, segue opiniões falsas, peca por conta da falta de conhecimento. Agora já quem se informa está sempre aprendendo, revendo seus conceitos, buscando a verdade.

BIBLIOGRAFIA

RUSSEL, Bertrand, História do Pensamento Ocidental, Editora Nova Fronteira, 21. ed, Rio de Janeiro, 2017

BONDER, Nilton, A cabala da inveja, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010

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