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SEJA MAIS PRODUTIVO

Alguns assuntos são bem complicados, principalmente porque são importantes, mas que, por conta da forma como é tratado por muitos em treinamentos e palestras motivacionais, acabam se tornando irrelevantes. E o tema produtividade é um deles.

A produtividade é um tema injustiçado, pois muitos a tratam como um fim, como se o homem tivesse que produzir para ser alguém. Com isso, muitos gastam uma boa parte do seu tempo tentando produzir, e esquecem do hoje, da sua vida, de viver seus dias, como se as suas vidas fossem definidas por trabalhar ou fazer. Em contrapartida, a vida não é só ócio, só descanso e só desfrute. É importante fazermos, produzirmos ou nos aperfeiçoarmos. Seja para o nosso trabalho, hobby ou mesmo ministério na igreja.

O homem tende a parar, cair no marasmo, e isso é o mais comum do que imaginamos. Com isso, ele se esquece de constantemente praticar ou se aperfeiçoar. Ou mesmo de dar o melhor de si no trabalho, igreja ou família.

Viver uma vida produtiva para um pastor, é estar constantemente estudando, escrevendo e se aprofundando na palavra, isso trará um impacto em seu ministério. Para um músico, ser produtivo é se aperfeiçoar, compor boas músicas e estar sempre treinando. Para um professor ou qualquer outro profissional, não é diferente. Como o homem tente sempre seguir pelo mais fácil, ele tem a tendência de estagnar e cair na famosa zona de estagnação.

A zona de estagnação, ao contrário do que o senso comum prega, não é um lugar bom, não é um momento confortável, de alegria e desfrute. É um platô onde você fica satisfeito, e deixa de praticar, sendo que no final, o destino é decair. Seja como profissional, músico, teólogo ou qualquer outra área. Em um mundo dinâmico, estagnar é cair.

Foi para crescer e aprender ainda mais, que eu estudei, fiz uma graduação e depois mais algumas especializações. Não foi fácil, tinha que investir dinheiro, tempo e muito esforço. Mas foi ótimo, pois o que eu colhi por ter feito isso, foi muito mais do que se eu tivesse ficado apenas em casa, sem estudar, assistindo séries. Hoje eu sou professor, escritor e é claro, um eterno aprendiz.

Descobri como é poderoso manter uma rotina de produtividade. Como é fundamental estar sempre saindo da zona de estagnação. Quem para, enferruja, perde a mão, e perde toda a antiga prática. Quem é músico ou mesmo atleta, sabe bem disso. Se não nos exercitarmos constantemente, perdemos a prática. Por isso que, se manter produtivo é se manter ativo e sempre na frente. Tim Challies, complementa:

“Produtividade não é o que dará um propósito à sua vida, mas é o que permitirá que você se sobressaia ao viver seu propósito atual” (CHALLIES, 2018, p. 12).

Quando paramos, enferrujamos, e quem vai perder com isso é o nosso ministério, ou mesmo carreira profissional. Buscar novos desafios e manter uma vida produtiva, é um hábito fundamental, se queremos nos manter ativos e crescendo constantemente.

Por isso que, quando você ver um ótimo músico atuando, ou mesmo um bom atleta ou pregador, se lembre de que por trás dele tem muito empenho, estudo e com certeza, muita produtividade.

Mantenha-se ativo, defina uma rotina diária para si, busque um tempo para ler, praticar algo, cumprir tarefas e manter o seu dia produtivo. É possível, com equilíbrio, definirmos momentos de ócio e momentos de atividade, nos mantendo ativos, mas sem transformar a produtividade em um fardo que consumirá todas as nossas forças.

BIBLIOGRAFIA

CHALLIES, Tim, Faça mais e melhor: um guia prático para a produtividade, Editora Fiel, São Paulo, 2018.

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A ARTE DA COMUNICAÇÃO

“Comunicação significa, realmente compartilhar de si mesmo com outra pessoa” (MCDOWELL, 2001, pg. 47)

Gosto de um canal do Youtube onde o autor analisa a linguagem corporal de diversas pessoas com o intuito de conferir se o indivíduo fez um discurso verdadeiro ou não. Pois nem sempre as palavras traduzem de forma exata o que o corpo está dizendo, não são só as palavras que comunicam, o corpo também comunica.

Comunicação é a base de tudo, em um casamento que não há comunicação, com certeza há muito caos. Em uma empresa onde não existe diálogo, não há ordem, não tenha dúvidas.

Um bom comunicador se preocupa em se fazer entendido. Quem realmente se importa com o que está falando, com certeza se adapta ao estilo das pessoas, e procura se expressar de uma forma no qual todos entendam. Tudo vai de como você se porta, da maneira que você vê os outros e percebe como existirá sempre a possibilidade de não nos entendermos. Seja porque falamos bem, ou por não falarmos tão bem assim, é preciso muita humildade nestas horas.

Comunicar é falar um pouco de si, principalmente através de atitudes e de como vemos o próximo. Como apontei no começo do texto, não são só as palavras que comunicam, nosso corpo, nossas atitudes e como nos importamos com as pessoas, também comunicam. Nossa maneira de ser fala muito mais do que nossa própria mensagem, as palavras de um discurso podem ser escritas, e construídas de uma maneira cuidadosa e minuciosa, mas dependendo de como transmitimos, podemos sem querer estar comunicando outra coisa.

BIBLIOGRAFIA

MACDOWELL, Josh, Aprendendo a amar: Sexo não é o bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

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O FRACASSO DO SUCESSO

“O sucesso sempre foi um grande mentiroso” (Nietzsche) (PERCY, 2011, p. 21).

Um dos nossos grandes desafios é justamente definirmos a palavra sucesso. E isso acontece principalmente porque o termo em si aponta para o nada. A palavra para ter um significado coerente, precisa antes de tudo, pontuar o conceito, delimitar onde alguém quer chegar, para depois resumir se alguém teve sucesso ou não.

O que é sucesso afinal? Uma coisa eu sei, sucesso não é fama, e sim, termos êxito em alguns planos, é conseguir chegar no ponto no qual planejamos chegar. Eu por exemplo, troquei de profissão. Em uma altura da minha vida, decidi ser professor e mergulhei nos estudos a fim de ter sucesso nestes planos, e consegui. Para outros, o sucesso pode ser empreender algo. Criar bons hábitos, enfim, o significado vai variar de pessoa para pessoa. No final, a palavra está condicionada aos nossos planos e anseios, por isso que, para a palavra ter sentido, precisamos conhecer a pessoa e os seus projetos.

Tal como o termo, o próprio sucesso é algo efêmero, algo muito transitório e fraco. Que de uma hora para outra pode mudar, pode existir e também cair por terra como um castelo de areia. Ter isso em mente, é viver mais leve, lembrando que o processo e a dedicação devem ser constantes.

Outro problema que uma pessoa de sucesso tem é que, dependendo da pessoa, ele eleva o sujeito, coloca-o em um pedestal, sendo este o começo do fim. A vida já é intrinsicamente complicada para nos colocarmos em pedestais. O camarote privilegiado, nos deixa solitários, nos separa das pessoas e não permite que dialoguemos, e com isso, deixamos de aprender.

Não existe algo mais fatal do que a consciência que se considera superior as outras. Não somos grandes, somos crianças crescidas, brincando de saber, mas que no final, sabem pouco. Mas ao nos unirmos, podemos caminhar juntos, através do diálogo, e assim, aprender, crescer e nos desenvolver.

É legal colhermos frutos de planos bem sucedidos. O perigo apenas é nos deixar ser hipnotizados pelo sentimento de superioridade. E este sentimento só se quebra, quando aprendemos a olhar e respeitar o outro.

O fracasso começa quando nos achamos superiores, e por mais que possamos nos considerar bons em algo, não somos bons em tudo, vamos morrer aprendendo. Sempre haverá alguém melhor que nós em alguma área, por isso, o sentimento de superioridade é falho.

O sucesso é um momento, é uma vitória, que pode passar. A vida é dinâmica, nossos planos as vezes mudam ou seguem em outras direções. Com isso, vamos novamente seguir buscando mais uma vitória. É um caminho sem fim, que vai levar você a uma eterna busca.

Por isso que eu creio que o verdadeiro sucesso é o sentimento de satisfação, seja você quem for, e o que você tiver alcançado. O sucesso é ser, é fazer, é viver leve, curtindo o hoje. No mais, são apenas conquistas que passam.

BIBLIOGRAFIA

PERCY, Allan, Nietzsche para estressados: 99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2011.

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A ARTE DE RIR

“Você realmente cresce no dia em que ri de si mesmo pela primeira vez” (Ethel Barrymore) (BONDER, 2010, p. 2).

O bom humor é uma ótima ferramenta, com ele você não só se diverte, mas consegue também fazer críticas e perceber contradições. Tudo de forma leve e descontraída. Além de também ser a marca dos fortes e inteligentes.

A capacidade de rimos de nós mesmos, não é tão diferente. Pois é quando aprendemos a rir de nossas falhas, que mudamos e nos aperfeiçoamos. Além de conseguirmos encarar de forma leve nossos erros e contradições. Não somos perfeitos, gênios e muito menos robôs.

A autocrítica é uma ferramenta poderosa, é só com ela que conseguimos mudar e aprender. E não é possível fazer uma boa autocrítica sem um pouco de bom humor ou mesmo ironia. Pois somos contraditórios, muitas vezes não vemos nossos problemas, apenas o defeito dos outros. Conseguimos apontar com detalhes todas as falhas do próximo, mas as nossas não (pelo menos sem sempre), isso não é irônico?

Somente quem é inteligente é que sabe rir e entende como é melhor deixarmos nossas dificuldades mais leves, já que o caminho da mudança nem sempre é fácil. Não podemos perder a nossa paz por pouca coisa, e também, não podemos nos cobrar, exigindo uma perfeição que não existe.

Aprenda a rir de suas falhas e más decisões, descubra como é possível transformar o fracasso em um momento mais leve descontraído. Sendo que é possível, em meio ao riso e a descontração, apararmos todas as arestas e seguirmos rumo a mudança.

Rir é bom, agora, rir de nós mesmos é fundamental, para assim percebermos nossos erros, e caminharmos direção a alguns acertos.

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, Exercícios D’alma, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010.

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FALSO OTIMISMO

“Quando nos forçamos a ser otimistas o tempo todo, negamos a existência dos problemas. E quando negamos nossos problemas, nos privamos da chance de resolvê-los e de criar felicidade” (MASON, 2017, p. 94).

Conheci uma pessoa que não conseguia dormir sem antes ouvir alguns áudios de pensamento positivo. Ele me enviava sempre estes materiais, que de acordo com a sua crença, serviam para desenvolver o poder da mente. Segundo estes adeptos, é preciso pensar positivo, para que assim você consiga atrair as coisas boas para a sua vida. Quando tudo estiver ruim, basta pensar positivo e usar o poder da mente para modificar a sua realidade.

Eu não sou pessimista, mas uma coisa é verdade, a vida não é tão colorida assim, não adianta ignorar este fato. A vida, em alguns momentos, é complicada, sendo que os problemas, quando surgem, batem de frente sem dó, você pensando positivo ou não.

Não temos saída, é preciso enfrentar os problemas, aprender a agir e a tomar as melhores ações para que tudo se alinhe. O falso otimismo só atrasa, e atrapalha a resolução dos impasses da vida.

É claro que é bom ser otimista, ter fé em Deus que tudo vai dar certo e que vamos conseguir sair das situações ruins, isso não é problema. O perigo é cultivar o falso otimismo, que faz com que fiquemos ancorados, sem agir, esperando que tudo dê certo, sem qualquer ação, o que é muito contraditório. Apesar dos termos serem semelhantes e constantemente confundidos, as duas coisas não são iguais. Quem acredita no pensamento positivo, crê que apenas pensando, você atrai coisas boas. Agora, quem é positivo e cultiva a esperança, vive a vida mais leve e feliz, seguindo, com muita fé em Deus, sempre em busca da solução.

Nunca foi uma boa solução fugir dos problemas. Adiar os dilemas só aumenta ainda mais a bola de neve. A vida é dura as vezes, eu sei bem, os problemas são injustos, pois eles nos encontram, nós merecendo ou não. Embora que no final, eles nos ensinem através dos dilemas e nos faz crescer. Aprendemos quando enfrentamos as situações, quando passamos por dificuldades e conseguimos resolver o caos. Não existe sensação mais prazerosa do que ver um problema resolvido, o sentimento de dever cumprido e a alegria de ver tudo alinhado, não tem preço.

O sofrimento é inevitável, você pensando positivo ou não, o falso otimismo só disfarça e engana a realidade. Mais do que pensar positivo, devemos aprender a agir, a mergulhar nos problemas e a não fugir.

Não existe vida colorida, mas com algum esforço, é possível deixá-la mais leve, e com a sensação de propósito, apesar das lutas. O caos é inevitável, mas como nos portamos diante do caos que vai fazer toda a diferença. E não é disfarçando a dor, com pensamentos positivos, que você vai conseguir.

BIBLIOGRAFIA

MANSON, Mark, A sutil arte de ligar o… Uma estratégia inusitada para uma vida melhor, Editora Intrínseca, Rio de Janeiro, 2017.

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QUIETOS E TAGARELAS

“Se presumirmos que pessoas quietas e falantes têm quase o mesmo número de boas (e más) ideias, então devemos nos preocupar se as pessoas mais falantes e fortes sempre liderarem” (CAIN, 2012, p. 51).

Cresci em uma escola onde os extrovertidos eram sempre vistos como alunos acima da média, e os introvertidos, como modelos de inaptidão. Eu já fui visto como um aluno limitado pelas professoras, mesmo tendo aprendido a tocar bateria sozinho, com 11 anos de idade. Tudo por conta da minha introversão e na época, grande timidez.

Nunca me senti confortável em uma sala cheia, e isso acabava refletindo em minhas notas, unindo isso com o fato que as professoras pegavam no meu pé por conta do meu silêncio, por isso, o resultado foi um aluno frustrado. Só me desenvolvi depois que aprendi a lidar com esta questão. Muitos acreditam que falar bem e ser desenvoltos é sinal de inteligência, mas nem sempre é.

Falar bem ou ser mais quieto, não define a inteligência de uma pessoa, e sim, define apenas algumas qualidades que alguém tem. O extrovertido, por exemplo, domina a arte da comunicação. Este tipo de pessoa naturalmente fala bem, e consegue interagir de forma muito natural. Já o introvertido, tem a facilidade para se concentrar e estudar um assunto dentro de sua confortável solidão. Lembrando que um introvertido não é uma pessoa tímida, propriamente dita, e sim, alguém que prefere o silêncio, grupos com poucas pessoas, e uma interação mais íntima. Normalmente um introvertido se cansa fácil em um local com muita gente. Ao contrário do extrovertido, que já transita bem em um ambiente lotado, já que para ele, interagir é a ordem do dia, falar é o seu melhor passatempo.

É errado definir uma pessoa pelo seu poder de comunicação, é importante avaliar alguém pelo seu conteúdo, e não pelo modo como fala. Nem sempre quem fala bem, tem conteúdo, as vezes ele consegue apenas falar, contudo, de forma bem superficial, quando não é de forma equivocada.

Por anos a sociedade definiu uma pessoa inteligente, como comunicativa, a questão é que esta definição sempre foi injusta e um tanto quanto equivocada, como vimos. O fato de alguém falar bem, não define a inteligência, quem sabe, define apenas algum tipo de inteligência, uma entre tantas. A lista é grande, como por exemplo: a inteligência musical, a lógico-matemática, corporal a intrapessoal e por aí vai.

É evidente que tanto o extrovertido, quanto o introvertido, precisam aprender a equilibrar as suas partes desequilibradas. O extrovertido precisa estudar, buscar uma rotina onde ele possa mergulhar no conhecimento, para assim ter conteúdo. Já o introvertido, precisa aprender a se comunicar, estudar oratória, buscar ferramentas e técnicas que ajudem a alinhar o seu lado falho, mas, sem dúvida, os dois possuem ótimos dons, apenas são de áreas diferentes.

BIBLIOGRAFIA

CAIN, Susan, O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2012.

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O SER HUMANO COMO ETERNO SOFISTA

Há muito tempo atrás um colega me procurou para falar sobre bateria. Mais especificamente, ele queria fazer uma crítica aos músicos de rock, coisa que eu não via problema algum, por mais que eu goste do estilo, respeito qualquer tipo de crítica, desde que seja fundamentada. O problema com a crítica desta pessoa é que ele acreditava que os músicos de rock não sabiam tocar bateria. É claro que eu discordei, sou músico e conheço inúmeros bateristas ótimos, sendo que eu aproveitei para pontuar, que algumas vertentes do metal eram muito difíceis de tocar. O cidadão não concordou, a parte bizarra era que ele nunca havia tocado bateria ou qualquer outro instrumento e eu sou músico há muitos anos, segui sem entender a sua crítica.

Mentir não é bonito, enganar pessoas em nome de desejos, trapaças ou mesmo para se colocar como melhor do que o outro, não é só desonesto, mas também é a melhor forma de viver uma vida hipócrita e calcada em experiências e vivências que nunca existiram.

O mentiroso é um eterno sofista, a questão é que na maioria das vezes este tipo de pessoa não percebe que a pessoa que ele mais engana, é ele mesmo.

Os sofistas eram aqueles que ganhavam a vida com seus ótimos discursos, convencendo outros e ensinando a arte da persuasão. A verdade, para estes, era relativa, fruto de um convencimento, estabelece a verdade somente quem convence, era assim que eles pensavam.

O ser humano é mestre em mentir para si, em afirmar que entende, sem entender, sem nunca ter vivenciado a situação ou buscado conhecer. Tal qual o fato que eu narrei no começo do texto. Nesta situação, quem perdeu foi ele, quem estava se enganando era ele. Em nome do orgulho, a pessoa optou por não ouvir um músico, e ainda teimar, tendo como ponto de partida, nenhuma base, informação ou verdade. A verdade é fruto da investigação, da pesquisa e do estudo. Ela é a prova daquilo que é, e não de teorias infundadas e sem estruturas.

Existe um grande problema em não ouvir, em achar que sabemos, e teimar, mesmo sem conhecer. E o problema é que esta pessoa nunca vai aprender. Só aprende quem está aberto para isso, quem confessa suas limitações e busca por mudança. Quem acredita que sabe, não aprende, segue a corrente, sem nunca nadar para sair do lugar.

É preciso humildade para admitirmos nossas limitações e pontuarmos o quanto não sabemos. E respeito ao próximo, para pelo menos ouvir, tentando assim concluir se existe coesão na afirmação da pessoa ou não.

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A IMPORTÂNCIA DA PRIORIDADE

Eu gosto muito de ler e estudar, não sou professor a toa, faço o que eu gosto e tenho prazer em me debruçar nos livros. Sendo que uma coisa que comumente ouço, por conta da minha rotina de estudos e leituras é: “Eu queria ter o tempo que você tem para ler”.

O que estes não entendem é que tempo é algo raro, ninguém tem, normalmente estamos ocupados por conta de inúmeros compromissos, trabalhos e prioridades. A grande questão é que quando gostamos de algo, fabricamos o tempo. A arte de se dedicar a algo, está infinitamente ligado ao quanto priorizamos aquela atividade. Nilton Bonder, no livro “Alma & política” resume o assunto pontuando que:

“O tempo não é algo que se encontra, mas que se faz” (BONDER, 2018, p. 88).

A vida em nossos dias é muito corrida, por isso que priorizar é o caminho para quem deseja desenvolver algo.

Comece contabilizando o tempo que você passa nas redes sociais e televisão, que você vai ver como você tem muito tempo. Gastamos muito do nosso tempo à toa e deixamos de lado o que é realmente essencial.

Depois estipule um horário para ler e estudar, e cumpra o cronograma sem falhar. Prepare um local silencioso, adequado para o seu tipo de atividade e corte qualquer tipo de distração. Sejam as redes sociais, ou qualquer outra coisa que tire a sua atenção.

Por fim, aprenda a adiar a recompensa. O ser humano funciona basicamente através de um sistema de recompensas, por conta disso que é muito mais fácil ele chegar em casa e se dedicar a coisas que possuem um prazer imediato, por ser fácil e com uma recompensa quase que instantânea, do que seguir executando atividades que proporcionarão uma recompensa algum tempo depois.

O problema é que nos estudos, a recompensa nem sempre vem no momento. É preciso muito empenho para ler e estudar um livro, para depois ficarmos felizes e nos sentirmos recompensados com o conteúdo aprendido ou com um artigo pronto. Ou mesmo acontece ao fazermos uma graduação, que apenas depois de alguns anos, conseguiremos o tão sonhado diploma e colheremos alguns frutos da nossa dedicação.

Quando se trata de atividades importantes, desde fazer exercícios, estudar ou se dedicar a ocupações que demandam tempo e disciplina, é preciso aprender a postergar a recompensa, para assim alcançar o que é importante, mas que demanda mais tempo e esforço.

Não é preciso abandonar as redes sociais, muito menos a TV ou as séries, e sim, separar um tempo para estas importantes atividades e dar a devida prioridade para aquelas tarefas.

Muitas vezes aquela atividade que deixamos de fazer não é por não termos tempo, e sim, por não darmos a devida atenção. Nem sempre priorizamos o essencial, às vezes funcionamos no automático, sem percebermos quanta coisa importante estamos deixando para depois.

Fabricar tempo é basicamente dar prioridade para o que é relevante, tendo o comedimento e a organização como ponto de partida, este é um dos segredos da disciplina.

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, Alma & política: Um regime para seu partidarismo, Editora Rocco, Rio de janeiro, 2018.

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O CAMINHO DO MEIO

Tento ficar neutro nesta discussão política, não que eu não tenha opinião, é claro que tenho, e sim, porque no fim, temo a motivação deste palavreado todo.

Transitar pelo caminho do meio é primeiramente ter certeza que podemos estar equivocados. E quando eu vejo tais discussões, percebo que a grande maioria parece não abrir espaço para esta possibilidade. Por isso, diante de tal fato, me resta o silêncio. Não posso me prestar a discutir, quando o interlocutor não pensa que existe, mesmo que a mínima possibilidade, de estar errado. Quem tem a plena certeza em estar certo, não dialoga, não conversa e mesmo sem querer, impõe.

Percorrer o caminho equilibrado é também entender que as respostas não são simples. Soluções são em alguns casos complexas e dependem de inúmeras variantes. O ditado popular que diz “que a generalização é burra”, significa que quem generaliza não leva em consideração as inúmeras variantes e simplifica, achando que todas as questões são semelhantes.

O caminho do meio não é o caminho do isentão, como alguns falam, e sim, a estrada de quem sabe que pode estar equivocado, de quem não exclui a possibilidade de estar vendo uma miragem, uma impressão falsa de uma situação.

Temo a certeza de muitos, foi a certeza, durante a inquisição, que condenou muitos inocentes. Foi a certeza que provocou guerras e divisões. Mas calma lá, eu tenho os meus pecados, pois estou certo de que posso estar errado.

Em uma aula, há um tempo atrás, um aluno afirmava que cristãos protestantes não dialogavam, todos eles, segundo este aluno, gostavam de impor seus pontos de vista. Eu concordei com o aluno em partes, falei sim que, muitos protestantes tinham esta mania, mas não acreditava que todos eram assim. Ele discordou de forma veemente, afirmando que eu, um protestante que estava tentando dialogar, estava errado. No fim, o aluno não percebeu que estava agindo igual ao seu alvo de crítica, e seguiu produzindo contradições.

Eu sou um cara desconfiado, desconfio das boas ações postadas na internet, desconfio de quem milita por causas, sejam elas quais forem, e principalmente, de quem crê que está certo o tempo todo, ou de quem não se abre para a possibilidade de estar errado.

Prefiro dialogar com quem não tem certeza e que não se cansa de buscar as melhores perguntas, do que com pessoas que têm opinião formada, e excluem a possibilidade de estar errados, prefiro aqueles que pensam e fazem, ao invés de gastar tempo com quem acha que sabe de alguma coisa.

O caminho do meio é antes de tudo a opção por dialogar, é não impor, é fazer perguntas e duvidar, com um pouco de respeito é claro, mas sem abrir mão da ironia, a vida é muito complexa para sermos austeros.

Gosto de quem ri, principalmente daqueles que riem de si, seus problemas e suas falhas. Sou amigo de quem não dá desculpa, de quem assume a culpa, mesmo sem ter certeza quem é o culpado.

A mente nos prega peças, ela por pura preguiça, sempre opta pelo mais fácil, pelo óbvio, pelo que é simples, e faz parecer tudo complexo, tudo para agradar o nosso ego e fazer-nos crer sermos divinos, seres acima da média.

Já tive muitas certezas quando era novo, até mergulhar nos estudos e perceber que o saber nos mostra apenas o tamanho da nossa ignorância. Não é que não conhecemos a verdade, e sim que, muitos creem saber de tudo, só porque sabem aquele pouco.

A sabedoria é entender quem somos, e o quanto precisamos aprender. Quem sabe disso aprendeu e descobriu o saber.

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MEMÓRIAS DE UM ESCRITOR

A minha história como escritor é marcada por alguns obstáculos, o interessante foi que eu consegui vencer estes empecilhos com a ajuda de um filme, em uma época onde não tínhamos as facilidades da internet como temos hoje.

Há muito tempo atrás eu tive o sonho de começar a escrever, na época, eu já gostava muito de ler, e com isso, queria produzir os meus próprios textos e histórias. A questão era que eu estava muito tempo sem estudar, e sentia uma grande dificuldade em formular textos no qual eu me sentia realmente satisfeito. Aos poucos fui desanimando, e comecei a crer que não era capaz, mas não desisti, eu sempre fui persistente (ou teimoso, não sei ao certo).

Escrever é um hábito e também uma técnica, é possível estudar, conhecer métodos e ferramentas para que assim você consiga escrever cada vez mais e melhor. Basta não se entregar, pesquisar e persistir. O meu erro na época, foi não entender que nada nasce pronto. A própria concepção da vida nos mostra isso. Nascemos, seguimos amadurecendo, aprendendo e adquirindo prática, sendo que o aprendizado é constante, vamos aprender até o fim de nossa vida.

Foi no filme “Encontrando Forrester” que eu tive as minhas primeiras dicas de escrita, o filme me motivou a usar aquelas técnicas e a perceber que não era apenas coisa de filme, as dicas realmente funcionavam.

O filme conta a história de um escritor famoso, que depois de um episódio trágico em sua vida, acabou sumindo e vivendo de forma reclusa. Sendo encontrado, muito tempo depois, por um menino pobre no qual ele acaba ajudando. O escritor dá muitas dicas e foram estas dicas as minhas primeiras lições.

Faz muito tempo que eu não assisto mais o filme, ele é de vinte anos atrás, mas a principal dica, que me ajudou muito, eu lembro até hoje, e ela se resume em: “apenas escreva”. Não se preocupe com a concordância verbal, com palavras repetidas e nem com a pontuação, se concentre em tirar a ideia da cabeça e colocá-la no papel.

Quando eu comecei, na minha inexperiência de principiante, eu queria deixar o texto pronto, queria algo perfeito, logo nas primeira palavras, mas este não é o melhor caminho para se produzir um texto, no primeiro momento você precisa apenas escrever, e depois guardar o material para trabalhar mais tarde.

É interessante ler o que você escreveu alguns dias depois, você lê com outros olhos, e consegue perceber os equívocos e o que você precisa mudar no texto. E é nesta hora que você vai lapidar, trabalhar as palavras e ajustar o texto. Assim, sem pressa, pensando no conteúdo e em como você pode melhorar o material, guardando o texto novamente depois das mudanças.

Costumo repetir está operação até ficar satisfeito com o conteúdo, é claro que um texto sempre pode ser ajustado, ainda mais se você é um pouco exigente, mas é importante perceber quando o material está pronto para ser usado. Não adianta ficar trabalhando no texto o resto da sua vida e não usar nunca o material.

Hoje eu tenho anos de prática e escrevo muito, mas ainda sigo estes passos. Começo colocando a ideia no papel, e depois de um tempo vou trabalhando o material. É claro que hoje os meus textos ficam prontos mais rápido, devido a prática diária da escrita, mas quando eu comecei, precisei ter muita persistência. Lembre-se que quanto mais você escreve ou pratica algo, mais você vai adquirindo habilidade e a facilidade em executar aquele trabalho.

A leitura também é importante, é fundamental termos conteúdo, vocabulário e conhecimento, para que os nossos textos tenham mais coesão e consistência, além é claro, de conhecer outras formas de escrita. Só é possível aprender a escrever escrevendo, é praticando que chegamos lá, sempre com muita paciência e perseverança.

Eu nunca imaginei que um filme poderia ajudar um adolescente que sonhava em produzir conteúdo, hoje, mesmo depois de muito estudo e aperfeiçoamento, eu lembro deste filme com muito carinho, pois foi um marco em minha vida, foi o divisor de águas em minha carreira como escritor.

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