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OS 10 MELHORES LIVROS QUE EU LI EM 2020

Já tinha virado uma espécie de tradição escrever as listas “Os dez livros que todos os cristãos deveriam ler”. Eu escrevi várias delas, propondo justamente, sugerir alguns ótimos materiais para leitura. A questão é que ano passado, por conta de inúmeras mudanças, seja da rotina de trabalho, casa e muitos outros motivos, acabei não escrevendo. E neste ano, retomei a lista, mas com outro foco. Eu não vou mais falar apenas de bons livros, mas dos livros que eu realmente gostei de ler, que viraram os meus preferidos. É por conta disso que eu não me prendi em uma quantidade de livros, e sim, em listar todos que eu gostei. Apesar da lista coincidentemente ter terminado em 10 livros.

Veja bem, eu leio muito, em média 70 a 90 livros por ano, sendo que muitos livros eu apenas leio, outros eu estudo. De todos estes livros, alguns eu gosto, acho legal. Outros, apensar de serem leituras pesadas, eu considero importantes para o meu aprendizado e crescimento. E somente poucos são os preferidos, os que de alguma forma, superaram as expectativas ao meu ver.

Ser uma pessoa inteira, Anselm Grün

Uma pessoa madura e equilibrada, não é apenas alguém que vai viver bem consigo e também com os outros. E sim, é uma pessoa que será diferença na vida de muitos. A pessoa equilibrada atinge também quem está em volta.

Neste livro, o autor tem como prioridade, falar de uma espiritualidade equilibrada. Ele nos mostra ações fundamentais para alguém que quer viver uma vida realmente centrada na palavra de Deus. Algumas atitudes e ferramentas, são essenciais para todos os que desejam o equilíbrio e é justamente disso que o livro fala.

A Bíblia que Jesus lia, Philip Yancey

Alguns textos bíblicos são complicados, principalmente aqueles que falam de mortes, e vinganças, nos famosos Salmos Imprecatórios. Demorei para entender tais textos, e apesar de saber as explicações teológicas, e bem fundamentadas para tais passagens, eu só me senti realmente satisfeito, quando eu li este livro, de Philip Yancey.

Nesta obra, o autor mostra sua antiga dificuldade com tais textos e explica de forma realmente relevante, o motivo para estes Salmos estarem na Bíblia. Eu nunca havia pensado pelo viés do autor. Vale a pena ler e meditar em cima do que ele escreveu. Hoje eu creio que faz todo o sentido tais textos estarem na Bíblia. É legal ler tais passagens e enxergar um propósito nestes excertos.

Inteligência espiritual, Lee Strobel

Levar a palavra de Deus é a missão de todo o cristão. O ide é estendido a todo aquele que serve a Deus, a questão é que alguns são evangelistas, e outros não, contudo, devemos ser exemplos, e estar levando a palavra a todos, seja de forma direta ou indireta.

Neste livro, Lee Strobel, propõe falar sobre evangelismo, principalmente de pessoas que resistem ao evangelho. Contudo, o livro não é um manual teórico, ele é muito prático e dinâmico, propondo algumas ferramentas e estratégias para levar a palavra a todas as pessoas. Gosto do capítulo no qual ele fala de como entender uma pessoa que não costuma frequentar a igreja. Ele usa o seu próprio exemplo para falar como as vezes, o próprio ambiente eclesiástico, colabora para distanciar estas pessoas do Evangelho.

Faça mais e melhor, Tim Challies

Hoje em dia o tema produtividade não está sendo bem visto, alguns transformaram a produtividade, em algo pesado e sem sentido.

É importante termos disciplina, seja para sermos bons estudantes, profissionais ou mesmo em um hobby. Uma pessoa com disciplina, consegue progredir e se aperfeiçoar ainda mais, e este é um dos propósitos deste livro.

Um pastor que tem a disciplina para ler e estudar, faz com que a sua igreja cresça. Um músico ou um líder que está sempre estudando, produz muito frutos. É justamente disso que o livro fala, como fazer mais e melhor, sempre com uma ótima dose de coerência e equilíbrio. O livro é um dos meus preferidos, vale a pena ler.

Uma confissão, Liev Tolstói

Considero este livro uma verdadeira obra de arte. No livro, Tolstói abre o coração, e discorre sobre a sua crise de fé. A sua intenção é buscar respostas e questionamentos para vários pontos que o incomodava.

O livro é sincero, no texto o autor abre o seu coração e mostra como todos têm as suas dúvidas e os seus momentos de dificuldade, vale a pena ler.

A depressão de Spurgeon, Zack Eswine

Nunca é fácil falar de depressão, o assunto é complicado por depender de inúmeras variantes, contudo, este autor conseguiu abordar o tema de uma forma coesa e equilibrada. Fugindo daqueles clichês cristãos, quando o assunto depressão surge.

Zack, neste livro, fala de um dos maiores pregadores que já existiu, discorrendo sobre o seu problema com a depressão, como ele lidava e abordava o assunto na igreja que pastoreava e também, esclarecendo vários pontos importantes desta doença. Leitura fundamental para todo o cristão, principalmente porque o tema é complicado e em alguns casos, tratado de forma leviana.

A vida intelectual, Sertillanges

A vida intelectual e acadêmica é assunto sério, pois no meio cristão, o estudo e a pesquisa é igualmente importante. Houveram e ainda existem, aqueles que tem como prioridade estudar e ensinar, sendo que o livro fala justamente disso, de vida intelectual.

O livro é ótimo, pois fala de algumas atitudes que um intelectual, ou mesmo um acadêmico, deveria ter. Ele fala desde a importância de cuidarmos da saúde, de termos uma vida simples e equilibrada, fugindo assim de maiores preocupações. Até sobre como ser um bom intelectual. Seus conselhos são sóbrios e relevantes, vale a pena ler, principalmente se você é um professor, teólogo ou almeja a vida de estudo ensino.

Uma breve história das doutrinas cristãs, Justo González

É complicado falar de doutrinas pois, a própria palavra as vezes acaba virando sinônimo de exageros ou legalismos. O termo é usado de forma bem equivocada por muitas denominações. Contudo, doutrina, são pontos fundamentais da fé cristã, como a própria trindade, a divindade de Jesus, entre tantas doutrinas importantes.

No livro, Justo Gonzáles, tem como intuito falar das doutrinas, e como elas surgiram na igreja. É interessante ver como foi natural e unânime o uso destas doutrinas na igreja, e não surgiram, fruto de muita discussão, como alguns pregam. A leitura é tranquila, mas aprofundada, creio que é um livro fundamental para todo o cristão. Para quem quer entender como sugiram algumas bases da nossa fé, este livro é fundamental.

Paulo: uma biografia, N. T. Wright

Eu leio muito sobre Paulo e as suas cartas, por isso que foi inevitável ler esta biografia, de N. T. Wright. Confesso que eu não acreditei que leria algo novo, mas fui em busca da obra, por conhecer o autor.

É realmente interessante como o autor traça a biografia de Paulo e como ele trabalha as questões fundamentais do seu pensamento e os momentos complicados da sua vida. O livro é realmente fundamental, para quem quer além de conhecer, quer ter uma visão mais equilibrada e coerente sobre Paulo. O livro é desafiador, instigante e fundamentado na palavra.

A liberdade da simplicidade, Richard Foster

A vida simples e equilibrada, tem sido uma das minhas prioridades, a questão é que nem todos entendem o termo, e acreditam que vida simples, é uma vida de pobreza e faltas. Conclusão que não pode estar mais equivocada.

No livro em questão, Richard Foster fala sobre simplicidade, pontuando o que realmente é, seus benefícios e fundamentações bíblicas. Além de propor exercícios práticos para desenvolver este estilo de vida.

Para quem vive neste mundo consumista, aprender a viver com simplicidade é saber desfrutar das coisas de forma real, sem transformá-las em pesos e cargas, que somos obrigados a carregar, por sustentar um estilo consumista.

Estes são os livros que me conquistaram este ano, entre todos os ótimos materiais que eu li, estas obras considerei acima da média. E deixo como sugestão, para que você comece o ano com um incentivo para ler e procurar boas literaturas.

Quem lê e estuda, tem sempre algo para oferecer as pessoas. Por isso leia!

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ATALHOS – PHILIP YANCEY

“Ansiamos por atalhos. Mas os atalhos geralmente nos afastam do crescimento, não nos aproximam dele” (YANCEY, 2004, 220)

As pessoas não se cansam de procurar fórmulas mágicas para solucionar seus problemas, atalhos secretos que os ajudem arrumar suas más escolhas. Muitos ainda insistem em acreditar em soluções milagrosas, como se a vida cristã fosse feita apenas de milagres. Talvez seja por isso que religiões exploradoras tem surgido cada vez mais, usando o sistema de mérito a fim de ajudar o homem a conquistar suas “bênçãos”. No fim, se existe igreja assim é por conta da própria demanda.

O plano de ação destes estelionatários é perfeito, é tudo muito bem calculado, construído mesclando a verdade, mas de forma bem descontextualizada. Tudo começa com a afirmação “Deus é poderoso”, coisa muito verdadeira, mesclado com a verdade que “Deus não falha”, com isso a armadilha está pronta, enquanto bolsos se esvaziam almas gananciosas seguem fazendo barganha com Deus.

Deus é poderoso, e é evidente que ele nunca falha, no entanto nem sempre o que pedimos vem como imaginamos. A própria Bíblia diz que o que pedimos deve estar de acordo com a vontade dele (1 João 5:14), e a Bíblia também fala que as vezes pedimos e não recebemos por estarmos com a motivação errada (Tiago 4:3). Isso sem contar que Deus, quando nos atende, faz conforme a sua vontade, ele nos ajuda, mas de sua maneira, e não da nossa. Sendo que pode ser de uma forma natural ou milagrosa. Isso sempre vai depender de Deus e seu misterioso caminho. Entenda que a própria concepção da palavra milagre é:

Acontecimento extraordinário, incomum ou formidável que não pode ser explicado pelas leis naturais (Dicio)

Sendo ele uma exceção, algo fora do comum, e sabemos bem que em nossa vida, nem sempre Deus age de forma milagrosa. Na maioria das vezes o caminho é natural, através de pessoas, oportunidades ou médicos.

Com isso não quero afirmar que não acredito em milagres, pois eu acredito, creio com todas as minhas forças que Deus pode fazer de tudo, e da forma que bem entender, mas eu já vivi o evangelho o bastante para afirmar que Deus age assim poucas vezes.

Nem sempre o agir de Deus vem de forma milagrosa, mas sempre vem, eu acredito nisso. No fim o milagre é tudo, desde as coisas comuns, a vida, os amigos, os apoios que recebemos na caminhada, oportunidades e empregos, até os próprios milagres em si. Não acredito em atalhos, eu creio que muitas vezes Deus age de uma forma natural para nos ensinar, por isso que ele não pega atalhos.

Acredito que no fim a verdadeira prosperidade é saber administrar o nosso dinheiro, é ganhar pouco, mas fazer muito. Pois não adianta sermos prósperos e sermos maus administradores, gastando mais do que ganhamos. Conheço gente com bons salários que vivem na miséria, sempre em falta, e sei que uma boa parte destes esperam um milagre de Deus ou um atalho todo especial.

Penso que o milagre maior é aprender do que não precisamos, está é a verdadeira riqueza, além de ter em mente que não precisamos de milagres diários para crer em Deus.

É possível ganhar pouco e viver bem, aproveitando o hoje, fugindo de atalhos que não ensinam. Ser grato com o que temos é um milagre, viver o hoje, satisfeito com o que somos é o princípio do aprendizado, entendendo que aos poucos podemos chegar lá, e se não chegarmos, não nos frustraremos, pois estaremos vivendo satisfeitos com o que a Deus nos deu.

Quem sabe gastar de forma moderada é próspero, não se incomoda, não vive como que louco correndo atrás de dinheiro, sem paz. Aprenda que você não precisa de tudo, seja moderado e tenha autocontrole, este é um bom principio para viver bem, o resto é atalhos que não levam a lugar algum.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Decepcionado com Deus, Três perguntas que ninguém ousa fazer, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004

www.dicio.com.br/milagre/

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HERMENÊUTICA – E. LUND & P. C. NELSON

 

Hermenêutica segundo o dicionário é a arte de interpretar textos, em nosso caso, que somos cristãos, seria a arte de interpretar a Bíblia. Uma ferramenta importante, usada por pastores, missionários e todos que querem entender e buscar o real significado da mensagem que o texto bíblico quer nos passar. Contudo, apesar de sua importância, não é usada por todos, o que abre um leque de más interpretações e equívocos no qual vemos por aí. Teologias equivocadas, mensagens mal interpretadas e ensinos errados é o que mais vemos nesse nosso Brasil

O propósito do livro é falar de todas as ferramentas da hermenêutica, sendo que a maneira no qual os autores discorrem sobre estas ferramentas é prática, de fácil entendimento e explicação. Eles trabalham desde como deve ser a nossa disposição de interpretar a Bíblia, fala sobre a linguagem Bíblica, e termina dando muitas regras de interpretação como: A importância de entender a palavra no sentido que o contexto quer dar, a importância de consultar passagens paralelas, paralelos de ideias, paralelos de ensinos gerais, figuras de retóricas, hebraísmos e por aí vai.

São muitas as ferramentas para interpretar um texto Bíblico, e o autor discorre sobre as principais e dá algumas ótimas explicações para a compreensão e interpretação Bíblica. Vale à leitura, o texto é bem escrito, com uma linguagem de fácil interpretação.

Editora Vida, com 167 páginas

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SOBRE TER RAZÃO: A CABALA DA INVEJA: NILTON BONDER

Uma das ilusões mais fortes quando estamos aprisionados à dimensão da briga é a sensação de que “temos razão”. É como se criássemos uma consciência circular da situação em que nos encontramos, toda ela amarrada em si mesma. Por mais que tentemos, não conseguimos transpor os limites desta subconsciência. Buscamos muitas vezes a opinião de terceiros para que confirmem aquilo que nos parece inconcebível como sendo uma posição defensável do outro. Quando obtemos esta certeza por meio de nosso próprio discernimento e com o apoio de outros a quem consultamos, ficamos diante de uma realidade assustadora. Se a posição do outro é insustentável e se ainda assim ele a mantém, concluímos então que o outro é em si ruim. O outro faz parte do mundo que vê as coisas às avessas. Pensamos “por causa de sujeitos assim é que o mundo é como é!” E prosseguimos em nossas conjecturas: “Se temos razão, então não há outra solução para o conflito senão a renúncia do outro à sua posição” (BONDER, 2010, p. 112)

Quando li este livro, que inclusive foi escrito há alguns anos, não pude deixar de perceber como o tema ainda é atual, ainda mais com estas discussões políticas que temos visto. Eu sei que é um desafio deixar de ver o mundo através de nossas óticas ou crenças, e eu sei também que é um grande desafio deixar de opinar e dizer o que pensamos. Mas o que este capítulo otimamente enfatiza é que nem sempre estamos certos no que afirmamos:

“A sensação de se estar ao lado da justiça, de estar com razão, pode ser legítima apenas enquanto uma opinião, porém nunca como uma certeza. Tanto a confiança total em nosso julgamento quanto a busca obsessiva por provar que o outro está errado têm duas consequências malignas: a acusação e a autojustificação” (BONDER, 2010, p. 112)

O autor continua fazendo alguns bons apontamentos, ele diz usando uma explicação dos rabinos que quando julgamos o outro, acabamos a julgar a nós mesmos. As vezes ao apontarmos os erros do próximo, acabamos por cometer um erro pior ainda.

Nunca mais me esqueci daquele pastor que chutou a santa uns anos atrás, pois por mais que eu não acredite em santos, não creio que chutar seja a solução. No fim, aquele pastor acreditava que aqueles religiosos estavam errados em adorar a santa, mas teve uma atitude pior de falta de amor e intolerância:

“O alerta é claro: nas questões de julgamento, estamos sempre submetidos a uma agenda interna, a interesses que nos justificam, antes mesmo de qualquer imparcialidade. Ou seja, toda a sensação de “ter razão” em uma determinada questão envolve a tentativa de legitimar nossa própria maneira de ser” (BONDER, 2010, p. 113)

Ou seja, este ter razão é mais uma autoafirmação do que a busca real pela verdade. Mas não é fácil eu sei, pois as vezes falamos do que temos certeza, ou não fazemos por mal. O autor continua dando alguns segredos de como ser imparcial, como tentarmos ser justos e desenvolvermos um diálogo assertivo, mas quero terminar com as últimas palavras do capítulo do livro que ressalta o perigo e o desafio de se ter razão:

“Estar com razão é a tênue fronteira entre a devoção e a idolatria. Por um lado, é um sentimento a ser evitado, pois possibilita desvios e perversões, fortificando falsas percepções de si mesmo e dificultando toda a sorte de diálogo. Por outro, é a postura do sábio e do justo, pois saber posicionar-se verdadeiramente em nome do que se acredita ser correto, sem se permitir corromper por interesses e necessidades pessoais, está entre os feitos de mais difícil realização para os seres humanos”

“Poderíamos dizer, portanto, que existe uma forma construtiva de conflito, no qual o fato de se crer assertivamente “estar com a razão” não apenas promove o diálogo, mas define a própria tarefa do justo” (BONDER, 2010, p. 113)

No fim tudo vai depender do que move você a fazer o que faz, em nome do que você quer ter razão. Buscar o diálogo é importante e se conhecer é fundamental para que não sejamos traídos por nossas falsas percepções deixando de promover o crescimento e o diálogo ao invés de acusações.

 

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, A Cabala da Inveja, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010.

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – DAVID WALTON

 

Trabalhar com pessoas ou conviver em uma igreja com os mais diferentes cidadãos e as suas dificuldades não é fácil. Não adianta, onde há pessoas há conflitos, o que torna este livro fundamental. Afinal, ser cristão é viver em comunidade e aprender a viver em comunidade é básico para a comunhão.

O autor tem como propósito oferecer ao leitor um guia prático para adquirir inteligência emocional, como o subtítulo otimamente diz. É muito interessante como David Walton trata o tema no livro, os exercícios para que possamos entender como é a nossa Inteligência emocional e todas as dicas que o autor dá.

É um livro fundamental para quem quer aprimorar suas relações pessoais, profissionais, familiares e aprender como lidar com seus sentimentos ou como agir ante as várias situações.

Publicado pela L&PM Editores, com 181 páginas

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