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ATALHOS – PHILIP YANCEY

“Ansiamos por atalhos. Mas os atalhos geralmente nos afastam do crescimento, não nos aproximam dele” (YANCEY, 2004, 220)

As pessoas não se cansam de procurar fórmulas mágicas para solucionar seus problemas, atalhos secretos que os ajudem arrumar suas más escolhas. Muitos ainda insistem em acreditar em soluções milagrosas, como se a vida cristã fosse feita apenas de milagres. Talvez seja por isso que religiões exploradoras tem surgido cada vez mais, usando o sistema de mérito a fim de ajudar o homem a conquistar suas “bênçãos”. No fim, se existe igreja assim é por conta da própria demanda.

O plano de ação destes estelionatários é perfeito, é tudo muito bem calculado, construído mesclando a verdade, mas de forma bem descontextualizada. Tudo começa com a afirmação “Deus é poderoso”, coisa muito verdadeira, mesclado com a verdade que “Deus não falha”, com isso a armadilha está pronta, enquanto bolsos se esvaziam almas gananciosas seguem fazendo barganha com Deus.

Deus é poderoso, e é evidente que ele nunca falha, no entanto nem sempre o que pedimos vem como imaginamos. A própria Bíblia diz que o que pedimos deve estar de acordo com a vontade dele (1 João 5:14), e a Bíblia também fala que as vezes pedimos e não recebemos por estarmos com a motivação errada (Tiago 4:3). Isso sem contar que Deus, quando nos atende, faz conforme a sua vontade, ele nos ajuda, mas de sua maneira, e não da nossa. Sendo que pode ser de uma forma natural ou milagrosa. Isso sempre vai depender de Deus e seu misterioso caminho. Entenda que a própria concepção da palavra milagre é:

Acontecimento extraordinário, incomum ou formidável que não pode ser explicado pelas leis naturais (Dicio)

Sendo ele uma exceção, algo fora do comum, e sabemos bem que em nossa vida, nem sempre Deus age de forma milagrosa. Na maioria das vezes o caminho é natural, através de pessoas, oportunidades ou médicos.

Com isso não quero afirmar que não acredito em milagres, pois eu acredito, creio com todas as minhas forças que Deus pode fazer de tudo, e da forma que bem entender, mas eu já vivi o evangelho o bastante para afirmar que Deus age assim poucas vezes.

Nem sempre o agir de Deus vem de forma milagrosa, mas sempre vem, eu acredito nisso. No fim o milagre é tudo, desde as coisas comuns, a vida, os amigos, os apoios que recebemos na caminhada, oportunidades e empregos, até os próprios milagres em si. Não acredito em atalhos, eu creio que muitas vezes Deus age de uma forma natural para nos ensinar, por isso que ele não pega atalhos.

Acredito que no fim a verdadeira prosperidade é saber administrar o nosso dinheiro, é ganhar pouco, mas fazer muito. Pois não adianta sermos prósperos e sermos maus administradores, gastando mais do que ganhamos. Conheço gente com bons salários que vivem na miséria, sempre em falta, e sei que uma boa parte destes esperam um milagre de Deus ou um atalho todo especial.

Penso que o milagre maior é aprender do que não precisamos, está é a verdadeira riqueza, além de ter em mente que não precisamos de milagres diários para crer em Deus.

É possível ganhar pouco e viver bem, aproveitando o hoje, fugindo de atalhos que não ensinam. Ser grato com o que temos é um milagre, viver o hoje, satisfeito com o que somos é o princípio do aprendizado, entendendo que aos poucos podemos chegar lá, e se não chegarmos, não nos frustraremos, pois estaremos vivendo satisfeitos com o que a Deus nos deu.

Quem sabe gastar de forma moderada é próspero, não se incomoda, não vive como que louco correndo atrás de dinheiro, sem paz. Aprenda que você não precisa de tudo, seja moderado e tenha autocontrole, este é um bom principio para viver bem, o resto é atalhos que não levam a lugar algum.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Decepcionado com Deus, Três perguntas que ninguém ousa fazer, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004

www.dicio.com.br/milagre/

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HERMENÊUTICA – E. LUND & P. C. NELSON

 

Hermenêutica segundo o dicionário é a arte de interpretar textos, em nosso caso, que somos cristãos, seria a arte de interpretar a Bíblia. Uma ferramenta importante, usada por pastores, missionários e todos que querem entender e buscar o real significado da mensagem que o texto bíblico quer nos passar. Contudo, apesar de sua importância, não é usada por todos, o que abre um leque de más interpretações e equívocos no qual vemos por aí. Teologias equivocadas, mensagens mal interpretadas e ensinos errados é o que mais vemos nesse nosso Brasil

O propósito do livro é falar de todas as ferramentas da hermenêutica, sendo que a maneira no qual os autores discorrem sobre estas ferramentas é prática, de fácil entendimento e explicação. Eles trabalham desde como deve ser a nossa disposição de interpretar a Bíblia, fala sobre a linguagem Bíblica, e termina dando muitas regras de interpretação como: A importância de entender a palavra no sentido que o contexto quer dar, a importância de consultar passagens paralelas, paralelos de ideias, paralelos de ensinos gerais, figuras de retóricas, hebraísmos e por aí vai.

São muitas as ferramentas para interpretar um texto Bíblico, e o autor discorre sobre as principais e dá algumas ótimas explicações para a compreensão e interpretação Bíblica. Vale à leitura, o texto é bem escrito, com uma linguagem de fácil interpretação.

Editora Vida, com 167 páginas

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SOBRE TER RAZÃO: A CABALA DA INVEJA: NILTON BONDER

Uma das ilusões mais fortes quando estamos aprisionados à dimensão da briga é a sensação de que “temos razão”. É como se criássemos uma consciência circular da situação em que nos encontramos, toda ela amarrada em si mesma. Por mais que tentemos, não conseguimos transpor os limites desta subconsciência. Buscamos muitas vezes a opinião de terceiros para que confirmem aquilo que nos parece inconcebível como sendo uma posição defensável do outro. Quando obtemos esta certeza por meio de nosso próprio discernimento e com o apoio de outros a quem consultamos, ficamos diante de uma realidade assustadora. Se a posição do outro é insustentável e se ainda assim ele a mantém, concluímos então que o outro é em si ruim. O outro faz parte do mundo que vê as coisas às avessas. Pensamos “por causa de sujeitos assim é que o mundo é como é!” E prosseguimos em nossas conjecturas: “Se temos razão, então não há outra solução para o conflito senão a renúncia do outro à sua posição” (BONDER, 2010, p. 112)

Quando li este livro, que inclusive foi escrito há alguns anos, não pude deixar de perceber como o tema ainda é atual, ainda mais com estas discussões políticas que temos visto. Eu sei que é um desafio deixar de ver o mundo através de nossas óticas ou crenças, e eu sei também que é um grande desafio deixar de opinar e dizer o que pensamos. Mas o que este capítulo otimamente enfatiza é que nem sempre estamos certos no que afirmamos:

“A sensação de se estar ao lado da justiça, de estar com razão, pode ser legítima apenas enquanto uma opinião, porém nunca como uma certeza. Tanto a confiança total em nosso julgamento quanto a busca obsessiva por provar que o outro está errado têm duas consequências malignas: a acusação e a autojustificação” (BONDER, 2010, p. 112)

O autor continua fazendo alguns bons apontamentos, ele diz usando uma explicação dos rabinos que quando julgamos o outro, acabamos a julgar a nós mesmos. As vezes ao apontarmos os erros do próximo, acabamos por cometer um erro pior ainda.

Nunca mais me esqueci daquele pastor que chutou a santa uns anos atrás, pois por mais que eu não acredite em santos, não creio que chutar seja a solução. No fim, aquele pastor acreditava que aqueles religiosos estavam errados em adorar a santa, mas teve uma atitude pior de falta de amor e intolerância:

“O alerta é claro: nas questões de julgamento, estamos sempre submetidos a uma agenda interna, a interesses que nos justificam, antes mesmo de qualquer imparcialidade. Ou seja, toda a sensação de “ter razão” em uma determinada questão envolve a tentativa de legitimar nossa própria maneira de ser” (BONDER, 2010, p. 113)

Ou seja, este ter razão é mais uma autoafirmação do que a busca real pela verdade. Mas não é fácil eu sei, pois as vezes falamos do que temos certeza, ou não fazemos por mal. O autor continua dando alguns segredos de como ser imparcial, como tentarmos ser justos e desenvolvermos um diálogo assertivo, mas quero terminar com as últimas palavras do capítulo do livro que ressalta o perigo e o desafio de se ter razão:

“Estar com razão é a tênue fronteira entre a devoção e a idolatria. Por um lado, é um sentimento a ser evitado, pois possibilita desvios e perversões, fortificando falsas percepções de si mesmo e dificultando toda a sorte de diálogo. Por outro, é a postura do sábio e do justo, pois saber posicionar-se verdadeiramente em nome do que se acredita ser correto, sem se permitir corromper por interesses e necessidades pessoais, está entre os feitos de mais difícil realização para os seres humanos”

“Poderíamos dizer, portanto, que existe uma forma construtiva de conflito, no qual o fato de se crer assertivamente “estar com a razão” não apenas promove o diálogo, mas define a própria tarefa do justo” (BONDER, 2010, p. 113)

No fim tudo vai depender do que move você a fazer o que faz, em nome do que você quer ter razão. Buscar o diálogo é importante e se conhecer é fundamental para que não sejamos traídos por nossas falsas percepções deixando de promover o crescimento e o diálogo ao invés de acusações.

 

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, A Cabala da Inveja, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010.

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – DAVID WALTON

 

Trabalhar com pessoas ou conviver em uma igreja com os mais diferentes cidadãos e as suas dificuldades não é fácil. Não adianta, onde há pessoas há conflitos, o que torna este livro fundamental. Afinal, ser cristão é viver em comunidade e aprender a viver em comunidade é básico para a comunhão.

O autor tem como propósito oferecer ao leitor um guia prático para adquirir inteligência emocional, como o subtítulo otimamente diz. É muito interessante como David Walton trata o tema no livro, os exercícios para que possamos entender como é a nossa Inteligência emocional e todas as dicas que o autor dá.

É um livro fundamental para quem quer aprimorar suas relações pessoais, profissionais, familiares e aprender como lidar com seus sentimentos ou como agir ante as várias situações.

Publicado pela L&PM Editores, com 181 páginas

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COMO ESTUDAR A BÍBLIA –JOHN MACARTHUR

 

A grande verdade é que eu comprei este livro pelo autor, não pelo título, pois tenho inúmeros materiais que me auxiliam a estudar a Bíblia e não achei que este seria um livro relevante. Mas no fim, após ler muito tempo depois de ter comprado, tenho este material como uma importante obra.

Como o título já nos indica, o livro é uma ferramenta que nos ajuda a estudar a Bíblia. O livro é bom por ser um material completo, ele fala da diferença que a Bíblia faz na vida do cristão, dá um bom panorama do que é a Bíblia, fala sobre a autenticidade e nos dá boas dicas de estudo. Todos os capítulos terminam com perguntas para revisão e textos Bíblicos para a reflexão.

É um ótimo material para estudo pessoal ou em grupo.

Editora Thomas Nelson, com 141 páginas

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OLHAR NEGATIVO: APRENDENDO A AMAR: JOSH MCDOWELL

“Durante uma série de conferências de três dias na Universidade do Tennesse participei de uma reunião com a equipe da cruzada e alguns estudantes ativos na organização. Uma das estudantes disse:

“Não vou mais distribuir folhetos; Todo o mudo está mostrando uma atitude negativa em relação às reuniões e só ouvi comentários desagradáveis esta manhã”.

Na mesma hora perguntei: – Quantas pessoas lhe causaram problemas? Vinte e cinco?

– Não!

– Dez?

– Não!

– Cinco?

– Não!

Descobrimos que apenas duas pessoas haviam reagido de maneira negativa aos 200 ou 300 folhetos que foram entregues. Todos os que estavam na sala, ela inclusive, perceberam que o lado negativo fora superdimensionado (MCDOWELL, 2001, p. 65, 66)

Eu quis expor este trecho do livro para exemplificar como muitas vezes somos traídos por nossos olhares negativos. Alguns se perguntam por que tudo tem dado errado, mas não enxergam que muitas vezes só estão sendo vítimas de sua forma de ver a situação.

Há quem diga, eu mesmo não tenho certeza, que a Coca-Cola era um remédio que deu errado e acabou virando um dos refrigerantes mais consumidos no mundo. Ou que Thomas Edison, o inventor da lâmpada, tentou milhares de vezes, para no fim conseguir produzir a lâmpada que conhecemos. E que o livro da escritora Agatha Christie foi recusado por cinco editoras, para no fim ser publicado, sendo consagrada como uma das maiores escritoras de livros policiais do mundo. Os exemplos de persistência são muitos, a importância de conseguirmos combater nosso olhar negativo ante as frustrações é fundamental para o sucesso de nossa empreitada.

Temos que tomar cuidado para não transformarmos um probleminha em uma catástrofe, ou uma chuvinha fina em um temporal. Talvez por supervalorizarmos problemas é que nos encontramos ainda na mesma situação. E ao aprendermos a olhar o caso com outros olhos, talvez vejamos a saída que muitas vezes é mais óbvia do que imaginamos.

Eu costumo usar, (ou tentar), uma regra em minha vida quando tenho um problema para resolver. Se o problema tem solução, tento resolver, se não tem, tento lidar com as consequências daquele problema.

Um olhar positivo refresca a mente e nos deixa menos pilhado. Tentar acalmar a mente ante as situações nos faz ver as saídas que com o olhar negativo não nos é óbvio.

 

BIBLIOGRAFIA

MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

http://www.cocacolaportugal.pt/informacao/curiosidades

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O VÍCIO DA LEITURA

Comecei lendo gibi em doses fracas e esporádicas, apenas para passar as horas em um dia livre. Mas com o tempo a vontade de ler aumentou e aos poucos comecei a ler alguns livros, pois os gibis não me satisfaziam mais, e algo que era para ser esporádico foi ganhando mais força e tomando conta de minha vida, quando vi, já estava lendo Agatha Cristie, Edgar Allan Poe, Daniel Defoe.Tentei parar, mas dia a dia o desejo aumentava e foi ele que me levou a frequentar ambientes perigosos como sebos (loja de livros usados), livrarias e bibliotecas, e neste estágio eu já não conseguia mais parar de ler. Aos poucos eu fui me transformando em outro enquanto o meu vocabulário aumentava, meu senso crítico vinha ganhando força e minha vida ia mudando, eram dias perigosos. Mas tudo piorou quando conheci a teologia e a filosofia, autores como Agostinho, Pondé, Chesterton e até a Bíblia, vinham tomando conta do meu cotidiano, direcionava a minha vida e moldava o meu pensar, e foi aí que a coisa descambou.

Eu já não engolia mais qualquer coisa, argumentos sem pesquisas embasadas e boas bibliografias eram descartados, pastores que não liam e estudavam eram detectados rapidamente e colocados de lado, teólogos de facebook massacrados e desacreditados.

Hoje eu mantenho este vício perigoso, tento seguir sendo um eterno aprendiz, buscando no estudo, seja de livros ou da Bíblia, e na oração, viver uma vida centrada em Deus, entendendo que sem leitura e oração não somos nada. E para terminar o texto, nada melhor que uma frase de Tomás de Aquino:

“Temo o homem de um só livro” (PILETTI C, PILETTI N, 2011, p. 61)

A vida de quem não lê é perigosa, cultivar este hábito é importante para viver melhor e com um senso crítico mais acurado. Porém para o cristão esta prática é fundamental.

É impossível ser cristão sem conhecer a Bíblia, é impossível sermos um imitador de Cristo se não lemos e conhecemos seus ensinos. Abrir a Bíblia só no dia em que você vai a igreja é um erro, conhecer a palavra é fundamental para sermos cristãos práticos no qual ninguém engana.

 

BIBLIOGRAFIA

PILETTI, Claudino, PILETTI, Nelson, História da Educação, De Confúcio a Paulo Freire, Editora Contexto, São Paulo, 2011.

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DEUS E A DOR: ILUSÕES DA FÉ: PHILIP YANCEY: VERNE BECKER: TIM STAFFORD

“Confesso que já interpretei a dor como um grande engano de Deus. Por que motivo teria Ele que macular um mundo tão magnífico, ao incluir nele a dor? Sem dor e sofrimento, seria muito mais fácil respeitar Deus e confiar n’Ele. Por que, então, Ele simplesmente não criou somente as coisas belas deste mundo, excluindo a dor?”

Acabei com as minhas dúvidas sobre a competência de Deus em um lugar muito inusitado. Para minha surpresa, descobri que existe um mundo sem dor por trás dos muros de um hospital para leprosos. Andando pelos corredores de um leprosário em Louisiana, e tendo conhecido vítimas da doença, minhas dúvidas desapareceram.

“As pessoas portadoras de lepra não sentem dores físicas; na realidade, esta é a característica mais trágica dessa doença” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 111)

Eu não quero com este texto filosofar sobre a dor, nem escrever algum artigo justificando o mal e o sofrimento, mostrando que isso não é compatível com o nosso Deus, já escrevi muitos textos sobre este tema no blog. Apenas quero enfatizar que o sofrimento nem sempre  é o vilão.

“Sem dor, nossa vida estaria em constante perigo de extinção. As raras pessoas que são insensíveis à dor não recebem o alerta de um apêndice supurado, de um ataque cardíaco ou de um tumor no cérebro. A maioria delas morre cedo por causa de algum problema que deixou de ser detectado devido à falta de sensibilidade à dor” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 113)

Aprendi depois de tanto bater a cabeça que a dor é um ótimo professor, ela sinaliza um problema e nos faz buscar a cura. A dor e o sofrimento muitas vezes são necessários, e quem não sente dor tem um grande problema. Não é uma punição de Deus, muito menos uma maldição, faz parte da vida, temos que conviver e aprender com ela

Neste capítulo, depois de muito discorrer, Philip Yancey (que escreveu este capítulo), nos lembra que servimos a um Deus que também sofreu. Não é um Deus alheio a dor, escondido em seu trono sem fazer a ideia do que nós estamos passando aqui na terra, ao contrário, é um Deus que sofreu, se humilhou, morreu e ressuscitou por nós, e prometeu nunca nos abandonar.

O que eu aprendi com este livro é que por mais que não entendamos o motivo da dor, ela é necessária para que tenhamos vida e não nos deformemos por viver neste mundo que não sente mais nada.

 

BÍBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, BECKER, Verne STAFFORD, Tim, Ilusões da Fé, O Que Não Disseram Quando Me Converti, Rio de Janeiro, 2010

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A ABOLIÇÃO DO HOMEM – C. S. LEWIS

Sou muito fã de C. S. Lewis, acredito que as suas obras de cunho teológico e apologético são leituras obrigatórias. E sendo fã, fiquei feliz em saber que a Editora Thomas Nelson havia lançado alguns de seus títulos em edição especial, e mais feliz ainda ao constatar que os preços dos livros estavam bem acessíveis. Qualidade e preço bom são boas combinações, junções perfeitas para quem gosta de ler.

Preciso falar primeiro do visual do livro antes de ir para o conteúdo, pois é uma das partes que merece mais atenção. O livro é com acabamento de luxo, capa dura com detalhes em alto relevo, isso sem contar que as folhas possuem cores combinando com a arte da capa. Enfim, a obra é realmente linda, e te faz querer trocar todos os livros de sua coleção por esta versão especial.

Sobre o conteúdo do livro Lewis trata do tema “relativismo”, critica alguns dos argumentos e aponta para o perigo de não termos mais os valores morais que nos tornam humanos. A argumentação é bem fundamentada, o conteúdo do livro é denso, próprio para ler sem pressa, refletindo e pensando sobre todos os seus argumentos. Com certeza vale a leitura.

 Lançado pela editora Thomas Nelson, com 123 páginas.

Site: http://www.thomasnelson.com.br

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HIPOCRISIA: ILUSÕES DA FÉ: PHILIP YANCEY: VERNE BECKER: TIM STAFFORD

“O que é um hipócrita? Hipócrita é aquele que tenta ganhar respeito de qualquer grupo de que faça parte. Com os cristãos, os hipócritas enfatizam o aspecto espiritual, porque isso é o que imaginam que os fará admirados. […] São como camaleões, coloridos pelo ambiente e como não têm personalidade própria, são forçados a tentar viver de acordo com uma série de padrões contraditórios […]

Assim, quando reconheço um hipócrita, fico triste. Estou vendo ali uma pessoa que não sabe quem é na realidade, que é muito fraca para ser coerente e, provavelmente, é muito infeliz” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 88)

Eu creio que ninguém gosta de hipócritas, gente falsa nos causa repulsa, não é mesmo? Porém eu sempre tive a curiosidade de tentar entender o porquê alguns vivem uma vida assim.

Uma coisa é verdade, nunca assumimos que em algum período de nossa vida certamente já fomos hipócritas. Seja para conseguir algo, ou para fugir de algum castigo. Eu sei que você pode não ser um hipócrita, mas certamente já foi alguma vez, e esta é a ênfase que o autor nos dá um pouco mais para frente:

“Os hipócritas dizem que acreditam numa coisa, mas vivem outra diferente. Partindo desse princípio, você e eu somos hipócritas” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 89)

Constantemente estamos infringindo os ensinos deixados por Cristo, muitas vezes temos como periodicidade tudo, menos as coisas de Deus. Isso é ser hipócrita também, é falar que é algo (cristão) e não viver conforme um cristão deveria viver. Quase no final do capítulo o autor pontua algo muito interessante:

“Cada um de nós procura Jesus como um faminto procura o pão. O que dirão a meu respeito se eu olhar com desprezo outro faminto que ainda não sabe onde está o pão? (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 91)

Eu fico triste quando vejo alguém vivendo um vida falsa, certamente esta pessoa vive um vazio muito grande e nem sabe mais quem ela é, como muito bem coloca o autor. Porém eu também fico triste quando não nos colocamos como agentes de cura e de salvação as pessoas. Não estou falando que nós temos que deixar o hipócrita seguir sendo quem não é, muito menos concordar com suas mentiras e sim, tentarmos ser compreensivos e ajudar mais que criticar

Uma das coisas que eu aprendo com este livro é: Todos somos hipócritas ou vamos acabar sendo mais dia ou menos dia, ou, todos tem suas dificuldades e antes de julgar é melhor oferecer a mão. Eu quero terminar esta reflexão com as últimas palavras deste capítulo:

“Um hipócrita é alguém que está escondendo problemas no seu íntimo, fingindo que eles não existem. Um cristão é alguém livre o bastante para liberar seus problemas e entregá-los a Deus, a cada dia” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 93)

 

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, BECKER, Verne STAFFORD, Tim, Ilusões da Fé, O Que Não Disseram Quando Me Converti, Rio de Janeiro, 2010

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