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SOBRE O MALDIZER

O maldizer é um problema, e quando somos alvos desta prática, muitas vezes colhemos consequências injustas. José do Egito por exemplo, teve que lidar com mentiras que custaram seu futuro e quase custaram sua vida (GN 39). Jesus teve que lidar com os caluniadores, a afim de condená-lo. O povo hebreu, que após ser libertado por Moisés e viram inúmeros milagres, não deixaram de maldizer ante as dificuldades que o trajeto proporcionava. Enfim, os exemplos são muitos, os estragos imensuráveis, porém a verdade apenas uma, o maldizer diz mais do difamador, do que do difamado e sobre isso Karnal tem uma ótima frase, que resume o conceito:

“Falo mal porque meu vazio interior é tão insuportável que prefiro o ataque a terceiros a pensar na minha miséria?” (KARNAL, 2016, p. 15)

 O maldizer é quase que uma fotografia, o retrato interior de uma mente sem sentido. O falar mal é quase que um vício, ou talvez seja o resultado de quem não tem nada a oferecer. Provérbios 26:22 tem uma passagem interessante sobre o caluniador:

“As palavras do difamador são como petiscos apetitosos, descem com delicioso sabor até o íntimo de quem lhes dá atenção”

Quem gosta de se envolver com caluniadores é comparado com quem gosta de saborear algo gostoso. É quase um prazer, segundo a Bíblia, só existe problema com quem dá atenção a este tipo de pessoa, mais dia ou menos dia o objeto da calúnia será você.

Acredito que o maldizer começa na inveja de quem não consegue aceitar que o próximo é melhor que ele. Quem sabe esta prática tenha a sua origem em nossa falta de capacidade ou revele o quanto somos preguiçosos, desejar o do mau do outro é sempre mais fácil, não é?

Talvez o maldizer mostre o que realmente tem dentro de nós, quem sabe o maldizer demonstre que além da inveja, não temos mais nada a oferecer, e desejar o que é do outro é mais fácil

Quem sabe o maldizer diga que no fundo o que queríamos mesmo era ser como a pessoa que com tantas forças maldizemos. É como o ditado diz: “Quem desdenha quer comprar” e quem sabe o ditado esteja certo!

 

BIBLIOGRAFIA

KARNAL, Leandro, A Detração, Breve ensaio sobre o maldizer, Editora Unisinos, Rio Grande do Sul, 2016

https://www.dicio.com.br/inveja/

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PENA DE MORTE

Estes dias atrás, na hora do almoço, começamos a falar sobre inúmeros crimes hediondos. Sem demora, em uníssono, todos da mesa defendiam a pena de morte.

Compreendo a indignação ante o mal e a barbárie. Eu entendo a raiva que todos sentem de estupradores, assassinos, e ladrões. O desejo que a justiça seja feita e que quem cometeu tais erros paguem, é legítimo. Mas muitos acreditam que se eles pagarem com a própria vida é ainda melhor, ai já acho exagero

O homem sempre clama por justiça, todos concordam que o mal deve ser exterminado, mas a pergunta que eu faço é, como vamos exterminar o mal, fazendo outro mal?

Nunca vou esquecer da atitude do padre no filme os miseráveis de Victor Hugo. Quando o padre protege o criminoso e oferece uma nova chance a ele. Para aquele homem esta chance foi importante, fez toda a diferença. Ao longo do filme, vemos como a sua vida mudou, e em que ele se transformou. Mas ninguém quer dar chances, será que um criminoso merece uma chance? Você daria uma nova chance a alguém?

Cristo também deu uma nova oportunidade para um criminoso, ele achou que aquele homem merecia, assim como inúmeras prostitutas, cobradores de impostos e páreas da sociedade de sua época. No diálogo entre Cristo e o ladrão, descrito lá no livro de Lucas 23:42-43. O próprio Jesus, em vez de se preocupar com seus sofrimento, por estar pendurado em uma cruz, arranjou tempo em meio ao seu martírio, para atender a um homem arrependido, um criminoso condenado.

Aquele homem por estar crucificados, devia ter feito um crime muito hediondo, pois a palavra denota rebelde ou bandido que vandaliza e destrói o local do roubo (MACARTHUR, 2014, Pg 506). Afinal a crucificação, tinha a finalidade de punir alguém, por rebelião ao governo ou algum outro crime, onde este crucificado ficava exposto, para assim servir de exemplo a outras pessoas, deixando que o medo mantivesse a população sossegada e o governo dominante em paz.

Tenho aprendido entender a pessoa antes de julgá-la, e penso que é difícil colocar a vida, os problemas e caminhos que nós tomamos como regra. Eu sei que nem todos usam drogas, e nem todo o pobre vira ladrão, mata ou destrói a vida do próximo, mas só sente verdadeiramente a dor, quem já passou pelo problema

Não sou a favor de que as pessoas não paguem por seus crimes, não gosto de impunidade. Mas penso que todos merecem uma segunda chance já que a nós, nos foi dado, pois a Bíblia fala que merecíamos a morte (Romanos 6:23) mas Deus deu o seu próprio filho, para morrer em nosso lugar (João 3:16)

Não é fácil perdoar, mas é um dos mandamentos que Cristo nos dá. E ante a injustiça e barbárie, não é fácil olhar para a situação e liberar perdão, mas é preciso, afinal, Cristo nos perdoou. Gosto de um vídeo, onde uma mãe olha para o assassino de seu filho, e o perdoa com todo amor. E as palavras que mais me marcam neste vídeo é: “Estou orando todos os dias, desde que eu soube que você matou meu filho, para que você encontre Cristo em sua vida” Sinceramente, o exemplo desta mulher é muito profundo

Penso que ninguém tem o direito de tirar uma vida, seja o assassino, ou nós buscando justiça. Mas não acredito que se paga o mal, com o mal. E penso que em vez de lutarmos para que a lei de pena de morte entre em vigor. Podemos lutar para que as cadeias, realmente reabilitem pessoas e lhes ofereçam uma nova chance.

Cristo nos chamou para sermos luz (Mateus 5:14-16). Para agirmos diferente do mundo. Ele nos chamou para estendermos a mão e fazer diferença, e olhar para a pessoa sem preconceito tentando oferecer ajuda e saída. E se Deus nos deu uma chance porque não deveríamos oferecer ao próximo também?

 

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OFENSOR E OFENDIDO

Alguém disse certa vez:

“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”

Poucos conhecem o poder destrutivo de guardar mágoa, mas muitos durante a sua vida, já devem ter sido ofendidos. E ser ofendido, magoado ou humilhado, não é bom.

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