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JORNADA CRISTÃ 12: FILOSOFIA

Foi durante o bacharelado em teologia que tive o primeiro contato com a filosofia, com todos os pensadores que colaboraram com o conhecimento e seus conceitos filosóficos. Conhecer a filosofia foi um fator determinante para me desenvolver como teólogo.

Nesse ínterim, fui em busca de livros com o propósito de mergulhar ainda mais no assunto, e apesar de algumas tentativas frustradas, afinal, alguns autores são realmente desafiadores, o primeiro filósofo que me ajudou a ter um pouco mais de contato com a filosofia foi Luiz Felipe Pondé e o seu livro “Guia politicamente incorreto da filosofia” a obra me fez ter uma ideia mais acurada sobre o tamanho do universo no qual eu desejava mergulhar.

Gosto da forma ácida que Pondé escreve, ao mesmo tempo que transita por vários temas, sendo este um dos pontos que me chamou mais atenção no autor. Ele conseguia dialogar tanto sobre religião, política até a própria filosofia, entre tantos assuntos, sempre com um olhar filosófico.

A filosofia me incentivou a fazer uma especialização, após formado, por perceber o quão importante a filosofia pode ser para a nossa vida, ministério ou teologia. Pondé no livro “Filosofia para corajosos” acrescenta pontuando que:

“De certa forma, a filosofia só existe na gratidão para com o pensamento dos outros e na generosidade em doar o seu pensamento para os outros” (PONDÉ, 2016, p. 19).

Conhecer as várias formas de pensar, os clássicos e as inúmeras obras que podemos lançar mão em nome de nosso conhecimento e crescimento pessoal, é fundamental para que a nossa vida e ministério frutifiquem. E por mais que você tenha o costume de não ler autores que não sejam cristãos, e eu respeito isso, apensar de não concordar. É grande o número de filósofos cristãos, que você pode ter contato para aprender.

No meio acadêmico, este autor não é levado tão a sério, talvez por ser famoso ou por escrever para leigos. A questão é que até hoje eu acompanho as obras do autor, e apesar de não concordar com tudo o que ele escreve, normal isso é muito saudável, foi com seus livros que consegui dar os primeiros passos na filosofia.

Não é tão fácil estudar filosofia, mas é importante, seja para pastores ou teólogos. As ferramentas que a filosofia nos dá, podem nos auxiliar muito em nossa caminhada teológica.

BIBLIOGRAFIA

PONDÉ, Luiz. Felipe, Filosofia para corajosos: pense com a própria cabeça, Editora Planeta, São Paulo, 2016.

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JORNADA CRISTÃ 11: ENXERGANDO OS DETALHES

Gosto de pessoas que conseguem olhar, refletir e perceber detalhes, que para olhares desatentos, não são vistos. Ver é muito mais um estado de espírito, é uma capacidade de perceber e interpretar as coisas.

Conheci Tom Houston por ter há algum tempo atrás, trabalhado na editora que publica seus livros no Brasil. Na época, não dei muito valor, mas por curiosidade, e acredite em mim, sou bem curioso, resolvi ler suas obras.

Gosto de sair da mesmice, procurar outros autores e descobrir novos conteúdos, desafios são sempre ótimos, sair do comum faz com que ampliemos nossa forma de pensar, e foi o que eu fiz, mergulhei no livro “Personagens ao redor da cruz” e não me arrependi por isso.

A obra gira em torno da crucificação de Cristo, até aí, nada de novo. A parte interessante do livro é que o autor propõe fazer vir à tona a história de todos os personagens deste grande momento na história cristã, que é a crucificação de Jesus.

Tom Houston comenta sobre todos os envolvidos, desde os apóstolos, os sacerdotes, Pilatos e todos os personagens, com um olhar tão clínico, que nenhum detalhe parece escapar de suas vistas.

A leitura deste livro me fez enxergar com mais cuidado o texto bíblico, e despertou em mim a missão de aprender a olhar, a descobrir como cada detalhe é importante e guarda consigo muitas lições.

No Brasil a editora lançou 3 obras com este mesmo propósito, mostrando a importância de lermos, e meditarmos na palavra. Por conta da pressa, ou dos nossos compromissos, podemos deixar de perceber lições importantes que o texto quer passar.

Eu sempre digo, e continuarei a repetir até o fim dos meus dias, mais importante que ler a Bíblia em 1 ano, como muitos pastores propõem, é ler e entender o texto bíblico, nem que para isso, você precise ficar mais de um dia meditando e estudando um capítulo, com os livros não é diferente. Vale muito mais a pena ler e aprender, do que apenas ler, só para poder espalhar aos quatro ventos, como você lê bastante.

Perceber os detalhes faz toda a diferença em nossa vida, muitas vezes são eles que vão mudar por completo algumas importantes questões do nosso viver. Costumamos olhar para o macro, contudo, normalmente são nos detalhes que estão as verdadeiras lições.

BIBLIOGRAFIA

HOUSTON, Tom, Personagens ao redor da cruz, Editora Esperança, Curitiba, 2018.

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JORNADA CRISTÃ 10: QUESTÕES SOBRE O SOFRIMENTO

O sofrimento faz um baita barulho em nossa vida, ele não só tira a nossa paz, mas também nos traz questionamentos, dúvidas e angústias. Nem sempre é fácil enfrentar o sofrimento, embora seja muito importante ter ferramentas e formas de transitar por este caminho tão complicado.

Conheci Philip Yancey em dias bem nublados, onde eu desesperadamente buscava respostas para enfrentar situações difíceis. Empreendi uma verdadeira jornada em busca de respostas, sendo que entre todos os autores, foi justamente em Philip Yancey e a sua profunda destreza em lidar com a dor e o sofrimento, que encontrei um certo tipo de alento.

O escritor é autor de uma grande variedades de livros, ele fala desde graça, como em seu livro “Maravilhosa graça”, sobre a fé em “Rumores de outro mundo” ou sobre Jesus como em “”O Jesus que eu nunca conheci”, entre tantos títulos, mas foi o assunto sofrimento que me motivou a ir em busca dos seus livros.

O primeiro livro que eu li do autor foi “A pergunta que não quer calar”, um livro não tão grande, embora seja por demais profundo. Sendo que a obra já se inicia perguntando onde está Deus? Onde o autor conta como perdeu o seu pai e acabou crescendo órfão. Depois deste livro, conheci muitos outros que abordavam assuntos variados, como mencionei no começo do texto, até conhecer o que considero a sua obra prima, “Decepcionado com Deus”, um livro tão profundo, quando centrado e coerente.

No livro Philip trabalha de forma bíblica o sofrimento, narra fatos reais, decepções que realmente aconteceram, respaldando sempre o assunto com a palavra, deixando a Bíblia como centro de tudo, mostrando que as vezes as nossas suplicas no sofrimento, são tentativas de encaixar Deus em nossa limitada visão. Gosto de uma passagem, quase no final do livro, que fala justamente desta nossa estreita visão:

“A dor estreita a visão. Sendo a mais pessoal das sensações, ela nos força a pensar quase que exclusivamente em nós mesmos” (YANCEY, 2004, p. 252).

Não é fácil passar por um período de sofrimento e de maneira alguma eu quero simplificar os muitos momentos difíceis que muita gente enfrenta, mas uma coisa é verdade, as vezes o sofrimento faz com que vejamos só a nós, nossa situação e nossos questionamento. Esquecemos de confiar em meio a dor, de crer em Deus, apesar dos problemas.

É até contraditório seguirmos a Deus só porque temos uma vida boa, atribuindo tudo a Ele. E deixarmos de segui-lo, por crermos que Ele não agiu da forma com que nós achávamos que Ele deveria agir. Ou aprendemos a confiar nele, ou seguimos a mercê de nossas próprias vontades.

Com este livro eu não obtive só algumas respostas, mas também aprendi como devemos passar pelo sofrimento. Eu entendi que apensar da dor, ela não pode nos separar de Deus, e sim, ela deve nos jogar em sua direção, fazendo com que possamos confiar e crer em sua santa vontade ainda mais.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Decepcionado com Deus: três perguntas que ninguém ousa fazer, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004.

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JORNADA CRISTÃ 9: FILOSOFIA CRÍTICA

Em uma altura da minha rotina acadêmica, quando eu já estava lendo e estudando muito, comecei a ter a necessidade de conhecer ainda mais autores. E como os meus passos na filosofia ainda eram curtos, empreendi uma busca para conhecer escritores novos. Com isso, mesclei a leitura de clássicos da filosofia antiga, com autores contemporâneos, com isso, inevitavelmente cheguei em Roger Scruton.

Os dois livros que eu gosto do autor é “O rosto de Deus”, que fala sobre o lugar que Deus ocupa no mundo, enfatizando como a crença em Deus é muitas vezes considerada como sinal de imaturidade. E o segundo é “As vantagens do pessimismo: e o perigo da falsa esperança”, onde o autor faz uma crítica a um falso otimismo, e muitas formas de pensar, que tem como base um sentimentalismo tóxico e falso.

É um livro para você discordar, sem peso na consciência, não somos obrigados a concordar com tudo, porém é de leitura obrigatória. As críticas que o autor faz são ácidas e certeiras, nos faz pensar e ver o mundo com outras lentes.

No livro o autor faz uma crítica a um tipo de otimista que ele denomina de otimistas inescrupulosos. Indivíduos que possuem uma visão de mundo limitada, sem senso crítico e base. Na maioria das vezes, estas pessoas seguem otimistas, colocando seus planos em prática, contudo, sem o mínimo de reflexão ou de pensar nas consequências dos seus fracassos e tendo em mente apenas o resultado. Scruton complementa, falando deste tipo de otimista pontuando que:

“Os otimistas inescrupulosos, cuja visão de mundo baseada em objetivos reconhece apenas os obstáculos, mas nunca as limitações, estão sozinhos no mundo. Sua alegria é apenas superficial, uma máscara que esconde uma inquietação profunda, com receio de que a base de sustentação de suas ilusões deixe de apoiá-los” (SCRUTON, 2015, p. 40).

É preciso ter pé no chão, pois ser otimista, não é ser alguém que não reflete, que não pensa nas possibilidades de fracasso e não se prepara para lidar com as suas limitações. Uma coisa é ser otimista, outra é ser impulsivo, que segue fazendo as coisas sem pensar e refletir. Em oposição aos otimistas inescrupulosos, ele fala dos otimistas escrupulosos, que são aqueles que são críticos, que sabem lidar com suas limitações, e buscam ajustar a sua vida a elas.

O livro faz muitas outras críticas, seja a crítica a alguns tipos de visões de sociedade, de modelo de ensino e de política, usando sempre palavras coesas, e conteúdos bem embasados.

Vale a pena ler, o autor é lúcido e coerente, e usa o pessimismo na dose certa, nos ensinando a ter um pouco de pé no chão, mostrando como uma dose de pessimismo em nossa vida é fundamental.

BIBLIOGRAFIA

SCRUTON, Roger, As vantagens do pessimismo: e o perigo da falsa esperança, É Realizações, São Paulo, 2015.

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JORNADA CRISTÃ 8: O HOMEM ETERNO

Eu ainda continuo na missão de falar de toda a minha jornada pelo conhecimento, são muitos autores, sejam teólogos, filósofos ou apologetas, sendo que Chesterton foi um dos primeiros escritores que precisei gastar um bom tempo para entender, e mergulhar em seu universo. São muitos que me falam que leram Chesterton e não conseguiram entender coisa alguma. A verdade é que ler este autor nem sempre é fácil, é uma tarefa trabalhosa, no qual deve ser feito sem pressa e com muito cuidado, pois vale muito a pena.

Nem sempre estamos prontos para ler certos autores, fatores como, conhecimento do assunto, facilidade em ler certos tipos de linguagens e bagagem, conta muito na hora de ler certas obras. E apesar de ter a certeza de que livros como “O homem eterno”, devem ser lidos, eu sei que muitas vezes é preciso esperar passar algum tempo até que você esteja pronto o suficiente para ler.

Nesta minha jornada cristã, eu sou grato a Deus que pude ir galgando os degraus pouco a pouco. Tive professores que me ajudaram a ter contato primeiramente com os autores fundamentais antes de mergulhar em livros mais densos. Sendo que Chesterton eu encontrei assim por conta própria, meio sem querer.

Sobre Chesterton, eu diria para você começar lendo o livro: “O que há de errado com o mundo”, pois eu acredito que de todos os livros do autor, este, sem sombra de dúvidas, é o mais fácil de ler (ou menos difícil), mas, como eu disse e repito, tudo vai depender do quanto você está habituado a ler este estilo de literatura, caso contrário, comece pelos autores mais básicos.

Um dos propósitos do livro “O homem eterno” é fazer uma crítica ao modo como os pensadores da escola evolucionista tratam da história da humanidade. Sendo que já nos primeiros capítulos, o autor deixa claro o quão inconsistente é a teoria da evolução, que afirma que o homem evoluiu do macaco, que os homens da caverna batiam nas mulheres com porretes e viviam em uma sociedade totalmente troglodita, machista e bruta.

Chesterton aponta para o fato que temos poucas provas para esta teoria, sendo que a maioria destas afirmações evolucionistas tiram conclusões bem infundadas. É interessante quando o autor fala das pinturas nas cavernas, como um símbolo de que provavelmente o homem pré-histórico também fazia coisas inocentes e meigas, destoando da teoria que afirma que eles eram trogloditas sem qualquer atitude positiva, mas mesmo assim, o autor continua defendendo que é impossível conhecermos a história do homem pré-histórico. Sendo que ele aponta para o significado da palavra, para mostrar a contradição de muitos destes pensadores, já que pré-histórico se dá em um período antes da invenção da escrita, sendo assim, um período totalmente desconhecido, abrindo um pressuposto para qualquer teoria, virando assim simples especulações. Penso que uma frase das primeiras páginas, já resume bem a ideia deste primeiro capítulo:

“Em outras palavras, o homem das cavernas tal qual ele nos é comumente apresentado é apenas um mito, ou melhor, mera confusão, pois um mito tem no mínimo um esquema imaginativo de verdade” (CHESTERTON, 2010, pg. 31)

Atenção, é muito importante você assimilar o conteúdo do primeiro e do segundo capítulo, pois as ideias subsequentes são amarradas nestes fatos. Quando você entender bem a questão de mitos e ideias sem fundamento empírico da evolução, segundo o autor, os capítulos subsequentes farão muita lógica, pois serão uma espécie de progressão de pensamento.

O livro continua, e fala de civilizações e como estas já existiam, seja em forma de grupo organizado, ou até como grandes cidades. Ele deixa claro que desde o começo existiram povos primitivos e grupos ordenados, assim como hoje também existe. No fim, o homem segue um movimento parecido e apesar de ter evoluído no sentido tecnológico, no mais, seus movimentos são semelhantes e cíclicos.

Enfim, no livro, que é dividido em duas partes, o autor se concentra em discorrer sobre a história da humanidade, recontada a partir do homem, desconstruindo toda a teoria da evolução e depois a história de Cristo, mostrando como ele não foi um homem comum. Um livro bem extenso, mas que vale a pena ser lido, sem pressa alguma, prestando o máximo de atenção em todos os detalhes.

O autor é mais que brilhante, sendo uma das minhas maiores influências, principalmente porque foi com ele que eu consegui sair da caixinha, e olhar para as coisas de uma forma bem mais ampla.

BIBLIOGRAFIA

CHESTERTON, G. K, O homem eterno, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2010.

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JORNADA CRISTÃ 7: EM DEFESA DA FÉ

Resolvi mergulhar na apologética (defesa da fé), em um momento onde o círculo de amigos no qual eu comecei a frequentar, exigiu isso. Não era só o problema do sofrimento que me causava dúvidas, alguns dos questionamentos destes amigos, me obrigou a fundamentar um pouco mais a minha vida, conhecendo melhor o que eu acreditava.

Será que a Bíblia não era forjada? Será que a fé não era fruto de pessoas manipuláveis? Será que Jesus havia realmente existido? Enfim, conforme eu amadurecia na fé, as perguntas das pessoas que estavam em minha volta, também amadureciam. Eu precisava de respostas, com isso, foi inevitável eu terminar lendo o livro “Apologética contemporânea” de William Lane Craig, um autor que dispensa apresentações.

William Lane Craig é doutor em filosofia e em teologia, um autor profícuo que escreve principalmente sobre apologética e cosmovisão cristã. O livro “Filosofia e cosmovisão crista” escrito em parceria com J. P. Moreland é um material realmente monumental, seus livros são ideais para serem lidos com calma, pensando, refletindo e entendendo sem pressa alguma.

Apologética contemporânea não é um livro fácil, ele é bem denso, daqueles que você se perde completamente, caso não leia prestando atenção em todos os detalhes. Por isso, aceite o desafio e leia sem pressa.

No livro o autor se concentra em falar temas realmente importantes sobre a fé cristã, tal como: Como eu sei que o cristianismo é verdadeiro, sendo este o capítulo que abre o livro. O livro também fala sobre Deus, sobre os milagres, a ressurreição de Cristo e muitos outros assuntos. Sendo que o interessante da obra, é que na introdução, o autor se concentra em falar da apologética, e pontuar o porquê ela é importante. Destaco um excerto do texto que resume bem qual é o papel da apologética para todos os cristãos, segundo o próprio autor:


“A apologética é, portanto, vital na fomentação de um ambiente cultural em que o evangelho pode ser ouvido como uma opção viável para as pessoas pensantes. Na maioria dos casos, não serão argumentos ou evidências que levarão as pessoas à fé em Cristo – essa é a meia-verdade vista pelos detratores da apologética –, não obstante, será a apologética que, ao tornar o evangelho uma opção crível para as pessoas, lhes dará, por assim dizer, o aval intelectual para crer (CRAIG, 2013, p. 19).

O ponto central da apologética nunca foi a discussão gratuita sobre a fé, e sim, entender primeiramente questões importantes sobre a fé, entender de forma racional alguns pontos que soam contraditórios, mostrando que algumas teorias divulgadas com o objetivo de invalidar a fé, são fracas.

Nós somos seres racionais, Deus nos fez assim, e termos fé, não nos impede de raciocinar, estudar, e entender algumas questões mais a fundo. Sendo que a apologética faz justamente isso.

Por primeiro, oferece provas e ferramentas a nós, nos ensina a pensar e encontrar as contradições de ensinos que são vendidos como verdades absolutas. Por segundo, mostra as pessoas que a nossa fé tem fundamento, que no evangelho existem intelectuais que servem o reino pensando e estudando.

Este autor me incentivou, com seus livros, a estudar ainda mais, me mostrou como é fundamental ter um repertório, ter conhecimento e base para exercer o meu papel como cristão.

Seus livros não são fáceis de ler, mas são ótimos desafios para crescer e aprender ainda mais. Vale a pena tirar um tempo para mergulhar em uma literatura um pouco mais densa, você só vai ganhar com isso.

BIBLIOGRAFIA

CRAIG, Willian, Lane, Apologética contemporânea: A veracidade da fé cristã, Editora Vida Nova, São Paulo, 2013

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JORNADA CRISTÃ 6: EVANGELHO

Todos os livros que eu tenho abordado, tem como principal característica, ser de autores que eu ainda acompanho, leio e que de alguma forma, tem passando no teste do tempo.

Nesta minha jornada, conheci ótimos livros que me ajudaram muito, mas que depois de um tempo, ao reler, não fizeram mais sentido na minha vida, sendo que isso é muito normal, não estranhe se acontecer com você.

Conforme vamos estudando, nos aprofundando e tendo cada vez mais conhecimento, alguns livros passam a não ser mais importantes. Um pouco por não fazer mais sentido na sua vida aquele conteúdo, ou talvez, por aquele estilo de leitura não agradar mais você, normal. Outros autores eu abandonei por não concordar mais com alguns dos seus ensinos ou pelo estilo de texto, abordagem teológica e coisas do tipo.

Acompanho John Macarthur já faz alguns bons anos, este pastor e teólogo calvinista, é um homem de fé e extremamente centrado na palavra. E apesar de não concordar 100% com o que ele escreve, normal, somos seres racionais, e por isso, pensamos, refletimos e discordamos, indico qualquer livro seu, por saber o quão centrado é a sua teologia.

São muitas obras, todas tendo como marca principal um conteúdo centrado e muito profundado. O livro “A parábola do filho pródigo”, por exemplo, me mostrou como existe muito mais do que imaginamos na parábola, e conhecer os costumes da época é fundamental para que entendamos ainda mais a mensagem desta importante parábola. O livro “Como estudar a Bíblia”, me deu algumas ótimas ferramentas, de quem estuda a palavra há muitos anos. Enfim, cada livro tem uma peculiaridade, vale a pena ler e mergulhar nos livros de um escritor que tem a Bíblia como centro de seus escritos. 

A obra “O evangelho segundo Jesus” foi um dos primeiros livros que eu tive contato, juntamente com o livro “Fogo Estranho”, sendo que o livro se concentra em falar sobre o evangelho e como a igreja atual tem se afastado de muitos assuntos importantes sobre a fé cristã, misturando a mensagem com ensinos que não são Bíblicos.

A conversão a Cristo envolve mudança de vida e compromisso, não tem como seguir a Jesus e continuar o mesmo. Este é um dos principais pontos da obra. John Macarthur complementa:

“A verdadeira salvação não é somente justificação. Ela não pode estar separada da regeneração, da santificação e da glorificação final” (MACARTHUR, 2015, p. 28).

Quem segue a Jesus tem a sua vida transformada, ele nasce para uma nova vida. Quem segue a Cristo, tem frutos de uma vida transformada e caminhos que todo o cristão deve percorrer.

A obra trata de todos os pontos centrais do cristianismo, respondendo de forma Bíblica o que é ser cristão. Não tem como fugir do fato que a salvação envolve muitos posicionamentos e nos traz mudança de vida.

John Macarthur é um dos escritores que eu mais leio, considero seus livros como ótimas ferramentas, materiais que além de serem devocionais, são também teológicos, trazendo a mistura perfeita entre estudo e prática.

BIBLIOGRAFIA

MACARTHUR, John, O evangelho segundo Jesus, Fiel Editora, São Paulo, 2015.

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JORNADA CRISTÃ 5: VIDA CRISTÃ

Continuo na missão de falar de todos os inúmeros autores que me influenciaram, uma atitude talvez louca da minha parte, surreal, pois pensando bem, são muitos, isso se eu for mencionar apenas os principais. Por isso, eu preciso falar logo nestes primeiros textos de John Stott.

Stott não é só um autor clássico e nem apenas um baluarte do cristianismo, mas alguém que viveu o evangelho de forma real. Seus livros são fundamentais para todo o cristão, suas obras foram realmente abrangentes e com certeza, sempre tiveram aquele teor coerente e centrado.

Ler o livro “O discípulo Radical”, sem se constranger e se impactar ao entender qual é o papel do verdadeiro discípulo de Cristo. Ou ler “Crer é também pensar”, e não ficar feliz ao entender que a fé também pode ser racional, são apenas algumas das estradas que você pode trilhar ao ler Sttott. E por ser muitos livros eu vou me concentrar em falar do livro “Por que eu sou cristão”.

O livro foi escrito para servir de uma espécie de “defesa” do cristianismo, por conta de uma palestra de Bertrand Russell e um livro chamado “Por que não sou cristão”, lançado muito tempo depois.

Sendo que o propósito da obra não é meramente apologético, e sim, mostrar que existe um cristianismo verdadeiramente centrado, coerente, e que faz diferença na sociedade.

Eu já li muitos livros de ateus criticando o cristianismo, tenho uma boa bibliografia destes livros em minha biblioteca, sendo que em vários momentos, eu realmente concordo com a crítica destes homens.

É fundamental perguntar qual cristianismo ou qual visão de Jesus uma pessoa está criticando ao ouvir alguém expressar a sua crítica. Pois dependendo da resposta, com certeza, nós cristãos também vamos concordar com a opinião. São muitos falsos evangelhos vendidos como se a vida cristã fosse apenas aquilo. Com atitudes, ensinos e ações que passam de longe do que a Bíblia ensina, e principalmente, do que nós cristãos acreditamos.

O livro de John Stott é fenomenal, e se concentra em discorrer sobre o evangelho de uma maneira realmente centrada. O autor faz links compensadores, mostrando como o que seguimos é muito mais que apenas mera teoria. Gosto de como o autor termina o capítulo 2 deste livro:

“Por que sou cristão? Intelectualmente falando, é por causa do paradoxo de jesus Cristo. É porque aquele que afirmou ser o senhor dos seus discípulos humilhou-se para ser o servo deles (STOTT, 2004, p. 50).

John Stott é uma das minhas maiores influências, sendo que o autor se concentra em falar sobre o evangelho, sem todas estas lentes que vemos por aí.  Sua ênfase é a teologia Bíblica, seus textos tem como principal propósito, falar do evangelho simples, puro e bíblico.

BIBLIOGRAFIA

STOTT, John, Por que sou cristão, Editora Mundo Ultimato, Viçosa, 2004,

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JORNADA CRISTÃ 4: O PROBLEMA DO SOFRIMENTO

Durante a minha jornada cristã de conhecimento, isso há muito tempo atrás, o sofrimento era um dos temas que mais me intrigava. Eu não entendia como Deus permitia que o homem sofresse e por mais que no começo da caminhada eu me contentava com poucas respostas, ao longo do tempo, dos estudos e do quanto eu via o sofrimento, a pergunta começava a exigir respostas mais pontuais. Com isso, e como um bom estudioso faria, acabei com o livro “O problema do sofrimento” de C. S. Lewis, nas mãos, afinal, é a obra mais clássica sobre o assunto, foi inevitável ler.

Ele também foi o primeiro livro um pouco mais denso que eu peguei nas mãos, um livro que eu não entendi logo de primeira. E por mais que eu já havia lido literatura mais densa, eu ainda não tinha contato com conteúdos mais teológicos e nem mais acadêmicos, mas eu aceitei o desafio e insisti.

De todos os livros do C. S. Lewis, “O problema do sofrimento” é o mais complicado, o livro não é difícil de ler, pelo menos para quem tem contato com livros acadêmicos, mas para quem não tem, é um livro que considero ótimo para quem quer começar a ler materiais mais difíceis. Sendo que considero os livros “Os quatro amores” e “O grande abismo”, os mais fáceis de ler, ótimos para adentrar no universo mais teológico de Lewis e este o mais difícil.

Como o título revela, Lewis se concentra em falar sobre o problema do sofrimento, ele discorre justamente sobre como um Deus bom, permite o sofrimento.

O livro inicia falando primeiramente sobre a religião e principalmente sobre o conceito de numinoso, como Deus ou as divindades sempre fizeram parte da vida do homem. Depois ele fala sobre a moral, e como algum tipo de moral sempre fez parte da vida do homem, entre muitos outros pontos que ele discorre no começo do livro, para depois, no capítulo 02 em diante começar a falar de Deus e o sofrimento.

Para muitos, Deus e sofrimento não combinam, não são todos os que acreditam que Deus pode ser bom, e mesmo assim, permitir que nós seres humanos soframos. Sendo que uma de suas respostas é justamente que nós seres humanos somos livres, possuímos livre-arbítrio para escolher, sendo que por sermos livres em escolher, sofremos consequências. C. S Lewis complementa que:

“Tente excluir a possibilidade de sofrimento implicada pela ordem da natureza e pela existência do livre-arbítrio e você descobrirá que excluiu a própria vida” (LEWIS, 2006, p. 42).

O sofrimento faz parte da vida humana, por sermos livres, não estamos livres de sofrer, é mais ou menos por este caminho que Lewis discorre sobre o problema do sofrimento, e pontua como não é nada contraditório a existência do sofrimento com a existência de um Deus bom.

 Pelo menos para mim, o livro “não solucionou” por inteiro o problema do sofrimento, mas me deu as primeiras respostas e um bom direcionamento em meus estudos. O autor é profundo, e trabalha com uma coerência sem tamanho um assunto tão delicado, que é o sofrer humano.

Lewis abriu as portas para que muitos outros autores me ajudassem nesta busca, e se hoje tenho alguma conclusão sobre o assunto, é porque, sem dúvida alguma, dentro da minha bibliografia eu tenho a obra deste ótimo autor.

BIBLIOGRAFIA

LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, Editora Vida, São Paulo, 2006.

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JORNADA CRISTÃ 3: AS LINGUAGENS DO AMOR

No texto passado, eu falei do grupo de discipulado chamado Renovo, no qual eu participei quando era de outra igreja. Eu mencionei que neste grupo eu pude conhecer muitos ótimos autores, sendo que neste texto quero mencionar mais um que conheci neste período, chamado “Gary Chapman” e sua obra “As 5 linguagens do amor”, um livro que hoje é um pouco conhecido, mas que na época não era tanto, o conteúdo mudou a minha visão sobre relacionamentos.

É um desafio nos relacionar, seja como marido ou esposa, como amigo ou com familiares, nem sempre acertamos, sendo que o livro surge justamente com a proposta de fazer você entender a dinâmica dos relacionamentos.  

O autor trabalha com o fato que cada pessoa tem uma linguagem de amor. No livro, Gary discorre sobre 5 linguagens que seriam: Palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico. E pontua a importância de falarmos a linguagem de afirmação do próximo, e também incentivar o próximo a falar a nossa linguagem para que assim tenhamos relacionamentos saudáveis.

Por inúmeros motivos, cada um tem uma linguagem de amor, sendo que quando falamos em casamento, quase sempre o casal tem linguagens de amor bem opostas, o que acaba gerando desentendimentos e brigas.

O livro aponta para a importância de falarmos a linguagem de amor do cônjuge, e ele mostra que, por mais que busquemos amar o nosso cônjuge com a nossa linguagem, nem sempre ela vai entender aquele gesto como uma expressão de amor. E falando sobre casamento, Gary Chapman pontua algo fundamental, vale a pena acrescentar neste texto:

“Cada um de nós chega ao casamento com personalidades e históricos diferentes. Trazemos bagagem emocional para o relacionamento conjugal. Chegamos com expectativas diferentes, formas diferentes de encarar as coisas, e opiniões distintas sobre o que é importante na vida. Num casamento saudável, essa variedade de perspectivas deve ser tratada” (CHAPMAN, 2013, p. 176).

Amar é mais que uma paixão, é uma atitude, uma ação, sendo que em um casamento, entender e aprender a lidar com o próximo é fundamental. A questão não é concordar com tudo, mas aceitar as diferenças e aprender a resolver e a fazer concessões.

Hoje, seja em casa ou em qualquer outro ambiente, procuro sempre entender a linguagem da pessoa. Não somos iguais, temos que perder a mania de achar que o ser humano foi feito em uma linha de montagem, com características e maneiras parecidas. Somos únicos, com gostos e necessidades totalmente opostos. Saber disso, vai fazer de você um líder melhor, um pastor ou cônjuge mais assertivo.

Aprenda a falar a linguagem do próximo, entenda como é fundamental perceber como cada um é antes de ser um amigo, cônjuge ou um líder. Isso vai fazer a diferença em seus relacionamentos, não tenha dúvidas.

O livro mudou a minha vida, e virou uma das minhas bibliografias básicas sobre o assunto. Mas a caminhada continua, são muitos livros e autores, sendo que no próximo texto, abordarei um dos primeiros livros mais densos de teologia que eu conheci.

BIBLIOGRAFIA

CHAPMAN, Gary, As 5 linguagens do amor:  Como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2013.

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