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JORNADA CRISTÃ 6: EVANGELHO

Todos os livros que eu tenho abordado, tem como principal característica, ser de autores que eu ainda acompanho, leio e que de alguma forma, tem passando no teste do tempo.

Nesta minha jornada, conheci ótimos livros que me ajudaram muito, mas que depois de um tempo, ao reler, não fizeram mais sentido na minha vida, sendo que isso é muito normal, não estranhe se acontecer com você.

Conforme vamos estudando, nos aprofundando e tendo cada vez mais conhecimento, alguns livros passam a não ser mais importantes. Um pouco por não fazer mais sentido na sua vida aquele conteúdo, ou talvez, por aquele estilo de leitura não agradar mais você, normal. Outros autores eu abandonei por não concordar mais com alguns dos seus ensinos ou pelo estilo de texto, abordagem teológica e coisas do tipo.

Acompanho John Macarthur já faz alguns bons anos, este pastor e teólogo calvinista, é um homem de fé e extremamente centrado na palavra. E apesar de não concordar 100% com o que ele escreve, normal, somos seres racionais, e por isso, pensamos, refletimos e discordamos, indico qualquer livro seu, por saber o quão centrado é a sua teologia.

São muitas obras, todas tendo como marca principal um conteúdo centrado e muito profundado. O livro “A parábola do filho pródigo”, por exemplo, me mostrou como existe muito mais do que imaginamos na parábola, e conhecer os costumes da época é fundamental para que entendamos ainda mais a mensagem desta importante parábola. O livro “Como estudar a Bíblia”, me deu algumas ótimas ferramentas, de quem estuda a palavra há muitos anos. Enfim, cada livro tem uma peculiaridade, vale a pena ler e mergulhar nos livros de um escritor que tem a Bíblia como centro de seus escritos. 

A obra “O evangelho segundo Jesus” foi um dos primeiros livros que eu tive contato, juntamente com o livro “Fogo Estranho”, sendo que o livro se concentra em falar sobre o evangelho e como a igreja atual tem se afastado de muitos assuntos importantes sobre a fé cristã, misturando a mensagem com ensinos que não são Bíblicos.

A conversão a Cristo envolve mudança de vida e compromisso, não tem como seguir a Jesus e continuar o mesmo. Este é um dos principais pontos da obra. John Macarthur complementa:

“A verdadeira salvação não é somente justificação. Ela não pode estar separada da regeneração, da santificação e da glorificação final” (MACARTHUR, 2015, p. 28).

Quem segue a Jesus tem a sua vida transformada, ele nasce para uma nova vida. Quem segue a Cristo, tem frutos de uma vida transformada e caminhos que todo o cristão deve percorrer.

A obra trata de todos os pontos centrais do cristianismo, respondendo de forma Bíblica o que é ser cristão. Não tem como fugir do fato que a salvação envolve muitos posicionamentos e nos traz mudança de vida.

John Macarthur é um dos escritores que eu mais leio, considero seus livros como ótimas ferramentas, materiais que além de serem devocionais, são também teológicos, trazendo a mistura perfeita entre estudo e prática.

BIBLIOGRAFIA

MACARTHUR, John, O evangelho segundo Jesus, Fiel Editora, São Paulo, 2015.

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JORNADA CRISTÃ 5: VIDA CRISTÃ

Continuo na missão de falar de todos os inúmeros autores que me influenciaram, uma atitude talvez louca da minha parte, surreal, pois pensando bem, são muitos, isso se eu for mencionar apenas os principais. Por isso, eu preciso falar logo nestes primeiros textos de John Stott.

Stott não é só um autor clássico e nem apenas um baluarte do cristianismo, mas alguém que viveu o evangelho de forma real. Seus livros são fundamentais para todo o cristão, suas obras foram realmente abrangentes e com certeza, sempre tiveram aquele teor coerente e centrado.

Ler o livro “O discípulo Radical”, sem se constranger e se impactar ao entender qual é o papel do verdadeiro discípulo de Cristo. Ou ler “Crer é também pensar”, e não ficar feliz ao entender que a fé também pode ser racional, são apenas algumas das estradas que você pode trilhar ao ler Sttott. E por ser muitos livros eu vou me concentrar em falar do livro “Por que eu sou cristão”.

O livro foi escrito para servir de uma espécie de “defesa” do cristianismo, por conta de uma palestra de Bertrand Russell e um livro chamado “Por que não sou cristão”, lançado muito tempo depois.

Sendo que o propósito da obra não é meramente apologético, e sim, mostrar que existe um cristianismo verdadeiramente centrado, coerente, e que faz diferença na sociedade.

Eu já li muitos livros de ateus criticando o cristianismo, tenho uma boa bibliografia destes livros em minha biblioteca, sendo que em vários momentos, eu realmente concordo com a crítica destes homens.

É fundamental perguntar qual cristianismo ou qual visão de Jesus uma pessoa está criticando ao ouvir alguém expressar a sua crítica. Pois dependendo da resposta, com certeza, nós cristãos também vamos concordar com a opinião. São muitos falsos evangelhos vendidos como se a vida cristã fosse apenas aquilo. Com atitudes, ensinos e ações que passam de longe do que a Bíblia ensina, e principalmente, do que nós cristãos acreditamos.

O livro de John Stott é fenomenal, e se concentra em discorrer sobre o evangelho de uma maneira realmente centrada. O autor faz links compensadores, mostrando como o que seguimos é muito mais que apenas mera teoria. Gosto de como o autor termina o capítulo 2 deste livro:

“Por que sou cristão? Intelectualmente falando, é por causa do paradoxo de jesus Cristo. É porque aquele que afirmou ser o senhor dos seus discípulos humilhou-se para ser o servo deles (STOTT, 2004, p. 50).

John Stott é uma das minhas maiores influências, sendo que o autor se concentra em falar sobre o evangelho, sem todas estas lentes que vemos por aí.  Sua ênfase é a teologia Bíblica, seus textos tem como principal propósito, falar do evangelho simples, puro e bíblico.

BIBLIOGRAFIA

STOTT, John, Por que sou cristão, Editora Mundo Ultimato, Viçosa, 2004,

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JORNADA CRISTÃ 4: O PROBLEMA DO SOFRIMENTO

Durante a minha jornada cristã de conhecimento, isso há muito tempo atrás, o sofrimento era um dos temas que mais me intrigava. Eu não entendia como Deus permitia que o homem sofresse e por mais que no começo da caminhada eu me contentava com poucas respostas, ao longo do tempo, dos estudos e do quanto eu via o sofrimento, a pergunta começava a exigir respostas mais pontuais. Com isso, e como um bom estudioso faria, acabei com o livro “O problema do sofrimento” de C. S. Lewis, nas mãos, afinal, é a obra mais clássica sobre o assunto, foi inevitável ler.

Ele também foi o primeiro livro um pouco mais denso que eu peguei nas mãos, um livro que eu não entendi logo de primeira. E por mais que eu já havia lido literatura mais densa, eu ainda não tinha contato com conteúdos mais teológicos e nem mais acadêmicos, mas eu aceitei o desafio e insisti.

De todos os livros do C. S. Lewis, “O problema do sofrimento” é o mais complicado, o livro não é difícil de ler, pelo menos para quem tem contato com livros acadêmicos, mas para quem não tem, é um livro que considero ótimo para quem quer começar a ler materiais mais difíceis. Sendo que considero os livros “Os quatro amores” e “O grande abismo”, os mais fáceis de ler, ótimos para adentrar no universo mais teológico de Lewis e este o mais difícil.

Como o título revela, Lewis se concentra em falar sobre o problema do sofrimento, ele discorre justamente sobre como um Deus bom, permite o sofrimento.

O livro inicia falando primeiramente sobre a religião e principalmente sobre o conceito de numinoso, como Deus ou as divindades sempre fizeram parte da vida do homem. Depois ele fala sobre a moral, e como algum tipo de moral sempre fez parte da vida do homem, entre muitos outros pontos que ele discorre no começo do livro, para depois, no capítulo 02 em diante começar a falar de Deus e o sofrimento.

Para muitos, Deus e sofrimento não combinam, não são todos os que acreditam que Deus pode ser bom, e mesmo assim, permitir que nós seres humanos soframos. Sendo que uma de suas respostas é justamente que nós seres humanos somos livres, possuímos livre-arbítrio para escolher, sendo que por sermos livres em escolher, sofremos consequências. C. S Lewis complementa que:

“Tente excluir a possibilidade de sofrimento implicada pela ordem da natureza e pela existência do livre-arbítrio e você descobrirá que excluiu a própria vida” (LEWIS, 2006, p. 42).

O sofrimento faz parte da vida humana, por sermos livres, não estamos livres de sofrer, é mais ou menos por este caminho que Lewis discorre sobre o problema do sofrimento, e pontua como não é nada contraditório a existência do sofrimento com a existência de um Deus bom.

 Pelo menos para mim, o livro “não solucionou” por inteiro o problema do sofrimento, mas me deu as primeiras respostas e um bom direcionamento em meus estudos. O autor é profundo, e trabalha com uma coerência sem tamanho um assunto tão delicado, que é o sofrer humano.

Lewis abriu as portas para que muitos outros autores me ajudassem nesta busca, e se hoje tenho alguma conclusão sobre o assunto, é porque, sem dúvida alguma, dentro da minha bibliografia eu tenho a obra deste ótimo autor.

BIBLIOGRAFIA

LEWIS, C. S, O problema do sofrimento, Editora Vida, São Paulo, 2006.

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JORNADA CRISTÃ 3: AS LINGUAGENS DO AMOR

No texto passado, eu falei do grupo de discipulado chamado Renovo, no qual eu participei quando era de outra igreja. Eu mencionei que neste grupo eu pude conhecer muitos ótimos autores, sendo que neste texto quero mencionar mais um que conheci neste período, chamado “Gary Chapman” e sua obra “As 5 linguagens do amor”, um livro que hoje é um pouco conhecido, mas que na época não era tanto, o conteúdo mudou a minha visão sobre relacionamentos.

É um desafio nos relacionar, seja como marido ou esposa, como amigo ou com familiares, nem sempre acertamos, sendo que o livro surge justamente com a proposta de fazer você entender a dinâmica dos relacionamentos.  

O autor trabalha com o fato que cada pessoa tem uma linguagem de amor. No livro, Gary discorre sobre 5 linguagens que seriam: Palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico. E pontua a importância de falarmos a linguagem de afirmação do próximo, e também incentivar o próximo a falar a nossa linguagem para que assim tenhamos relacionamentos saudáveis.

Por inúmeros motivos, cada um tem uma linguagem de amor, sendo que quando falamos em casamento, quase sempre o casal tem linguagens de amor bem opostas, o que acaba gerando desentendimentos e brigas.

O livro aponta para a importância de falarmos a linguagem de amor do cônjuge, e ele mostra que, por mais que busquemos amar o nosso cônjuge com a nossa linguagem, nem sempre ela vai entender aquele gesto como uma expressão de amor. E falando sobre casamento, Gary Chapman pontua algo fundamental, vale a pena acrescentar neste texto:

“Cada um de nós chega ao casamento com personalidades e históricos diferentes. Trazemos bagagem emocional para o relacionamento conjugal. Chegamos com expectativas diferentes, formas diferentes de encarar as coisas, e opiniões distintas sobre o que é importante na vida. Num casamento saudável, essa variedade de perspectivas deve ser tratada” (CHAPMAN, 2013, p. 176).

Amar é mais que uma paixão, é uma atitude, uma ação, sendo que em um casamento, entender e aprender a lidar com o próximo é fundamental. A questão não é concordar com tudo, mas aceitar as diferenças e aprender a resolver e a fazer concessões.

Hoje, seja em casa ou em qualquer outro ambiente, procuro sempre entender a linguagem da pessoa. Não somos iguais, temos que perder a mania de achar que o ser humano foi feito em uma linha de montagem, com características e maneiras parecidas. Somos únicos, com gostos e necessidades totalmente opostos. Saber disso, vai fazer de você um líder melhor, um pastor ou cônjuge mais assertivo.

Aprenda a falar a linguagem do próximo, entenda como é fundamental perceber como cada um é antes de ser um amigo, cônjuge ou um líder. Isso vai fazer a diferença em seus relacionamentos, não tenha dúvidas.

O livro mudou a minha vida, e virou uma das minhas bibliografias básicas sobre o assunto. Mas a caminhada continua, são muitos livros e autores, sendo que no próximo texto, abordarei um dos primeiros livros mais densos de teologia que eu conheci.

BIBLIOGRAFIA

CHAPMAN, Gary, As 5 linguagens do amor:  Como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2013.

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JORNADA CRISTÃ 2: ESPERANÇA

Eu não parei a minha jornada de leituras em apenas um autor, segui tentando aprender e crescer ainda mais com os livros, sendo que eu cheguei em Max Lucado, por conta do nome curioso de um de seus livros chamado “Nas garras da graça”.

No primeiro texto eu falei o quanto a minha vida mudou por ter conhecido a graça, com isso, foi uma escolha natural procurar por mais livros sobre o tema, por este motivo que acabei conhecendo este ótimo autor.

Não costumo desdenhar de Max Lucado como alguns teólogos fazem, e apesar de seus livros não terem a profundidade teológica de muitos livros que eu leio hoje, gosto da forma como ele escreve, gosto também do seu estilo centrado e reflexivo.

 Eu costumo ler muito, são horas de leitura e estudo, e para não cansar a cabeça, eu costumo alternar os livros mais densos, mais teológicos e filosóficos, com livros mais reflexivos, na chamada leitura devocional.  Costumo incentivar meus alunos a seguir por este caminho, é bom as vezes dar uma folga na mente e ler algo mais tranquilo depois de um livro acadêmico.

Os livros do Max Lucado falam basicamente do amor de Deus e vida cristã, são textos que nos trazem esperança e ânimo. Li alguns de seus livros em meus dias mais cinzas, e foi em meio a dificuldade que consegui um pouco mais de fôlego para seguir. Este autor já me ajudou muito, seus livros me auxiliaram a perceber o amor de Deus e a enxergar o sol brilhar lá fora em meio a dias de caos.

O Livro “Seis horas de uma sexta-feira”, é um livro muito confortador, e ao mesmo tempo desafiador. O livro fala do sacrifício de Cristo, e um dos temas que ele trabalha é fundamentos para suportar as dificuldades.

Em meio a inesperada tempestade, sendo ela em forma de falta de saúde, desemprego ou mesmo um desastre natural, entre tantos males que assolam a nossa vida, só é possível resistir quando temos bons alicerces.

É apenas com bons fundamentos que conseguirmos seguir e enfrentar as intempéries da vida, o livro fala de tempestades e de como suportar o caos em meio a tormenta. Ele trabalha com três principais fundamentos que todos os cristãos devem ter bem pontuados em sua vida, para assim conseguir resistir aos problemas, sem esquecer que a leitura da Bíblia é fundamental para resistirmos os dias ruins, como o autor pontua:

“Estabilidade na tempestade vem não de buscar uma nova mensagem, mas de compreender uma antiga” (LUCADO, 2007, P. 134).

A nossa vida é muito corrida, os compromissos, sonhos e planos, algumas vezes nos engolem ou fazem com que sigamos no automático, por isso as vezes é bom receber um puxão de orelha. É importante ler sempre e relembrar da antiga mensagem da cruz, que nos mantém vivos e firmes no caminho da fé. Sendo que Max Lucado sabe fazer isso como nunca.

Eu li o livro em um período bem complicado da vida, como mencionei, e encontrei descanso e ferramentas para seguir suportando os vagalhões que surgem para tentar afundar o nosso barco.

Lembre-se sempre dos fundamentos para não ser engolido pela corrida vida. Em uma tempestade, é fundamental estarmos ancorados na palavra, para que resistamos todas as tormentas. Você não precisa de lições novas, e nem de métodos de como sair das tempestades, basta olhar para as Bíblia e compreender uma antiga, mas não ultrapassada mensagem. Caso contrário, você sucumbirá ante ao mais fraco vento.

Mas este é só o começo da jornada, preciso falar de muitos outros autores, o caminho é longo, mas vale a pena seguir. Foram muitos livros que me influenciaram, e me ofereceram bagagem que só somou em minha caminhada cristã, espero que as dicas também ajudem você a aprender mais e a amadurecer como cristão.

BIBLIOGRAFIA

LUCADO, Max, Seis horas de uma sexta-feira, Editora Vida, São Paulo,2007.

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JORNADA CRISTÃ: GRAÇA

Toda a caminhada tem o seu ponto de partida, a vida cristã não é diferente. Estudar, escrever, se aprofundar e conhecer faz parte da vida de um cristão centrado, a questão é que nem sempre foi assim.

Vim de uma tradição que ensinava que estudar não era tão importante, que o conhecimento era coisa do mundo. O verdadeiro cristão precisava apenas ler a Bíblia, e deixar que o Espírito Santo ensinasse. Com isso, inúmeras barbaridades eram vistas e consideradas como ação de Deus.

O tempo passou e a minha fé em Deus seguiu calcado em crenças e ensinos que soavam não só contraditórios a luz da própria Bíblia, mas também beirava a pura superstição. Muitos dos ensinos eram mesclados com falácias, crenças supersticiosas e careciam de uma base bíblica coerente.

Deus, no meu ponto de vista, era inalcançável, severo e cruel, e apesar de conhecer a palavra graça, eu mal entendia para o que servia, quanto mais citar onde estava na Bíblia.

Tudo mudou quando eu comecei a frequentar uma igreja no qual o ensino era uma de suas prioridades, sendo que aprender sobre a Bíblia e sobre teologia, e ser incentivado a ler a todo o tempo, foi uma das minhas maiores oportunidades. Dei os meus primeiros passos na teologia nesta igreja, sendo que muitos livros moldaram e me ajudaram na caminhada.

Por isso, nesta série de textos, vou abordar sobre os inúmeros autores que me acompanharam e me deram um norte em um período onde tudo era escuro e nebuloso. A intenção é abordar sobre toda a minha caminhada, terminando a série de textos nos livros mais densos e teológicos. Vale lembrar que os livros podem ser divididos em literatura teológica, que tem ensinos mais densos e literatura devocional, que apensar de ter teologia, é um pouco mais simples e diluído, próprio para leigos e iniciantes. Nesta minha jornada passarei por todos os estilos de livros, seguirei o caminho natural que eu trilhei, e pontuarei de forma clara o que considero importante em cada livro e autor.

Brennan Manning é um escritor no qual eu tenho uma grande consideração, foi ele que me ajudou em meus primeiros passos, foi com seus livros que entendi, de forma clara, o que era graça.

Basicamente a minha visão de Deus, antes de conhecer o autor, era de um Pai cruel, severo e totalmente sem paciência. Um Deus que estava sempre vigiando e pronto para punir, por isso, não podíamos sair da linha, caso contrário, a mão de Deus pesaria sobre nós. Foi no livro “A assinatura de Jesus” e depois no “Evangelho maltrapilho”, que dei os meus primeiros passos, e encontrei um oásis em momentos onde tudo era muito obscuro e pesado.

O autor fala da graça de uma forma muito alentadora, e o mais impressionante era que ele não se colocava como superior, o que era uma novidade para mim. No meio pentecostal do qual vim, o pastor era tido como superior, um servo de Deus intocável, ele nunca estava em nosso patamar, com isso, categorias eram bem visíveis na igreja. Mas quando este escritor discorria, ele se colocava como falho tal qual todos os homens, sendo que foi a sua sinceridade que me ajudou a entender quem sou e como buscar a Deus de forma verdadeira.

A parte mais impactante foi quando ele revelou em alguns de seus livros, o seu problema com alcoolismo. No livro “Deus o ama do jeito que você é” ele conta com detalhes toda a sua luta, e todos os equívocos que ele cometeu por conta do seu vício, mesmo sendo cristão, escritor e palestrante. Ele nunca escondeu nada, a sinceridade sempre foi a sua marca, coisa que me ajudou e me fez entender muita coisa.

Todos nós temos dificuldades, isso é normal, ser cristão é ser um lutador, é cair e se levantar, é falhar e continuar. No livro “O impostor que vive em mim” Brennan pontua algo fundamental sobre isso:

“Apesar de Deus não tolerar ou sancionar o mal, ele não retém seu amor por haver maldade em nós” (MANNING, 2007, p. 20).

Todos nós somos falhos, não somos super-heróis, somos seres humanos buscando alento em Deus, sendo que cada um tem os seus pontos fracos. No livro “A sabedoria da ternura o Brennan Manning pontua:

A violência com a qual alguns cristãos expõem suas convicções me faz pensar que eles estão tentando convencer a si mesmos. O espectro de sua incredulidade oculta com habilidade me assusta à medida que eles se tornam mais militantes e barulhentos. Quando esse mesmo medo passa a controlar as igrejas, elas se desintegram, tornando-se propagadoras de rituais formais ou agentes intolerantes de repressão. Sem um conhecimento íntimo e sincero de Jesus, os pregadores que lideram essas igrejas se assemelham a agentes de viagem distribuindo panfletos de lugares que nunca visitaram (MANNING, 2007, pg. 180)

O ambiente legalista no qual eu vivia, me ensinava que ser cristão é ser perfeito, que falhas não eram bem vindas, que o cristão não errava, o problema era que o erro era mascarado e a vida perfeita era pura hipocrisia de quem vivia apenas de aparência.

Com os livros do Brennan Manning aprendi sobre a graça de forma sincera e clara, entendi o que era ser cristão e consegui seguir vivendo uma vida muito mais leve e menos hipócrita.

Este foi o meu primeiro passo, vieram muitos outros, mas este foi fundamental para a minha caminhada. O amor de Deus transforma, a graça nos molda, nos nivela e faz com que a vida cristã não seja uma caminhada hipócrita.

BIBLIOGRAFIA

MANNING, Brennan, A sabedoria da ternura: o que acontece quando compreendemos e aceitamos o amor poderoso de Deus que transforma nossas vidas, Editora Palavra, Brasília, 2007

MANNING Brennan, O impostor que vive em mim, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2007

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