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SOBRE A POLÍTICA E OUTRAS DROGAS

Sou grato pela boa influência que tive dos meus pais. Aprendi, ainda muito novo, sobre a importância da leitura e do estudo, descobri que limite é tudo, e que drogas não são boas, apesar de que hoje eu ainda sou usuário de café (Não aprendi esta lição direito)

É inevitável ao falarmos de droga, em também termos que falar de política. Talvez não por ser propriamente dito uma droga, mas por estar sendo ultimamente uma grande droga polarizadora, com pouca reflexão e incoerente em vários momentos.

Desde a Grécia, o político é aquele que consegue falar bem é o que sabe vender seu peixe e articular com as pessoas certas a fim de conseguir ficar em destaque. Nos dias de hoje não tem sido diferente!

A minha raiva é ver que nada mudou, são os mesmos escândalos, as mesmas roubalheiras, as mesmas picuinhas e as mesmas contradições. Sendo que com o tempo isso cansa. Talvez o tempo tenha feito com que eu fosse cético, quem sabe um dia a política mude, o problema é que tudo indica que não. Talvez o meu ceticismo seja muito forte ou as evidências muito numerosas, não sei ainda.

O que vemos é que os políticos ao se elegerem passam a sofrer da mesma amnésia que todos os outros candidatos sofreram. Não cumprem o que prometem, seguem com as mesmas mordomias no qual criticavam e se sentem orgulhosos por terem feitos algo, como se não fosse a sua obrigação.

Quando somos contratados por uma empresa, não nos vangloriamos por termos feito o serviço bem, por não termos faltado e dado o melhor de nós, afinal isso é o mínimo ou deveria ser, para alguém que foi contratado. Mas para os políticos é um ato de glória ter feito algum bem a população.

O efeito da droga na vida de um usuário é devastador, faz com que o cidadão dependa daquilo e faça com que a sua vida seja dirigida por aquele vício. Com isso, o usuário faz de tudo pela droga, não medindo esforço algum para tê-la em seu poder.

A política é a mesma coisa, as vezes tenho a impressão de que o político em primeira instância, entra na política com boas intenções, mas é corrompido pela necessidade de poder. Uma vez político, o cara acaba por fazer de tudo para estar lá, não medindo esforços a fim de perpetuar seu domínio.

Não sou contra a política, penso ser o melhor caminho para termos uma sociedade mais justa, mas cansa ver sempre os mesmos erros se repetindo dia após dia, período de eleição após período de eleição sem mudança alguma.

Sou contra drogas, elas alienam, faz com que os usuários vivam realidades diferentes das de todos os cidadãos, penso que a política é igual. Ela aliena e faz com que o usuário se vicie no poder ocultando assim o real propósito do seu cargo.

No fim, tento guardar uma pequena esperança, mas no geral, não creio que o Brasil vá mudar, é muita reprise e pouco episódio novo. Enquanto o discurso realmente não mudar, seguiremos vivendo o mesmo, sem qualquer perspectiva de mudança.

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IMIGRANTES EM TEMPOS DE CRISE

Falar sobre atender a imigrantes é também falar sobre a Bíblia, desde o Velho Testamento, vemos Deus dando ordens específicas para que os imigrantes fossem atendidos, o curioso é que em uma das passagens ele dá o motivo.  Deuteronômio 10:17-19 diz:

Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.

Por conta do povo judeu ter sido estrangeiro, quando lá em Gênesis 46 a família de Jacó (Israel) foi socorrida em um período de fome e acabou virando o povo de Israel, que Deus manda que estes socorram os estrangeiros. Deuteronômio 27:19 chama de maldito aquele que não respeitar os direitos do estrangeiro, órfão e viúva, e por aí vai. Existem muitas outras passagens que falam do assunto (Mateus 25:35; 1 Coríntios 12:12-14; Gálatas 5:14), mas existe só uma pergunta: Como acolher estrangeiros em tempos de crise?

 Sabemos em que pé está o Brasil, mais de 13 milhões de desempregados e este número têm aumentando ainda mais. Entretanto, poucos anos atrás recebemos inúmeros Haitianos, por conta da catástrofe que ocorreu no Haiti. E recentemente temos recebido inúmeros venezuelanos, que têm sofrido por conta da ditadura comunista que se instalou naquele país.

Existe um grande problema em termos muito imigrantes em um período onde a oferta é menor que a procura: “Os salários baixam”. É muito mais fácil para um imigrante que perdeu tudo e quer reconstruir a sua vida, aceitar qualquer salário. Pois para quem perdeu tudo, qualquer oferta é uma boa oportunidade, coisa que para quem já está estabelecido e tem uma vida com um certo tipo de padrão, gastos e responsabilidades, já não é.

Uma vez um amigo afirmou: “não sei por que vocês têm medo dos imigrantes, por um acaso vocês não têm a mesma competência que eles para arranjar um emprego?” Eu não respondi o amigo, pois ele não me deu ouvidos, pois pelo jeito ele queria só falar, sem ouvir. Mas a resposta que eu dou a está pergunta é: O meu medo é da concorrência, do fato de que eu estou estabelecido e tenho os meus compromissos para honrar, e eles nem tanto.

Veja bem, não sou a favor que expulsar os imigrantes do Brasil, ao contrário, devemos recebê-los e ajuda-los, a pergunta que eu faço é: “como ajudá-los, sem prejudicar os de casa?” O texto é um convite para você sair de sua estabilidade e olhar para fora. É uma chamada para você ter empatia, olhar para os seus, não só para os de fora. Temos um grande problema para resolver que é o desemprego, isso se você já não estiver desempregado, procurando uma oportunidade, aí, você terá mais de um problema.

A pergunta que continua no ar, uma pergunta que eu não vou responder, é ainda a mesma: Como ajudar os de fora, sem prejudicar os de casa? Não temos emprego para todos, mas todos precisam de um emprego, o que fazer nestas horas?

Penso que neste novo governo o que está em jogo é justamente isso, um governo que aqueça a economia, que crie oportunidades e que faça com que o Brasil cresça.

Não quero que nenhum imigrante fique sem auxílio, mas tenho visto muitos brasileiros passando necessidades. Diante desta realidade temos que entender e brigar por mudanças que sejam efetivas, caso contrário, afundaremos, levando muitos outros que não são brasileiros, conosco.

Que Deus ajude este novo governo, muita coisa está em jogo, que Deus dê sabedoria aos governantes e consciência ao povo Brasileiro, para que assim todas saiam ganhando, inclusive os imigrantes!

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CÉTICO POLÍTICO

Estamos em ano político e para completar, presenciamos um grande período de crise e desemprego. Caos em ano político é certeza de promessas milagrosas, de santos políticos que depois de eleitos somem tão rápido como quando apareceram.

Sou um cético político, não creio mais nas soluções milagrosas propostas por muitos salvadores, que de salvadores não têm nada. Primeiro, porque quem estudou um pouquinho de política, história ou Maquiavel, vai ter sempre um pé atrás com a política. Depositar a minha esperança em um sistema onde a sua principal prática tem sido parecer algo que não é não me deixa animado.

Segundo, porque eu não acredito que com esta nossa corrupção e má administração algo vá funcionar. Pode vir o comunista mais consciente, com a proposta econômica mais revolucionária, que tudo vai dar errado quando se deparar com toda a burocracia e má administração. Pode vir o político de direita mais competente, com uma formula realmente coesa e competente para gerar renda e movimentar a economia brasileira, que tudo vai dar errado por conta dos ladrões, desvios e superfaturamentos. Não adianta propormos algo, enquanto o básico não funcionar. Pouco importa votar em um “salvador”, se este “salvador” não começar a consertar a casa do começo.

Eu espero que uma mudança venha, tenho uma esperança escondida lá no fundo do peito, mas na maioria das vezes é o ceticismo que impera. Afinal, desde criança eu vejo corrupção, desde novo vejo humoristas brincando e denunciando com o humor todas as falcatruas políticas, e nada muda. É claro que eu tenho tentado votar certo, acho que é obrigação do cidadão analisar seu candidato e votar na pessoa que achamos ser mais capaz, mesmo que nós não tenhamos mais esperança, mas no geral, creio que vou morrer sem ver mudanças. Gosto da citação de Lênin, que eu li no livro do Roger Scruton:

“… o pior tipo de governo não é aquele que comete enganos, mas aquele que, ao cometer os enganos, é incapaz de corrigi-los” (SCRUTON, 2015, 104)

Estamos chafurdados na lama da incompetência, penso que estas nossas opiniões polarizadas, além de nos dividir, tem colaborado para que não vejamos mais as incoerências, contradições políticas e o quanto o Brasil tem que evoluir primeiro antes de propor uma fórmula de governo.

Enquanto a máquina não estiver funcionando de acordo, qualquer outra fórmula não funcionará. Enquanto continuarmos votando em incompetentes em troca de promessas vazias e sem sentido, continuaremos no caminho do caos, e caos é um chamariz de políticos corruptos, com isso o circulo vicioso continuará

 

 

BIBLIOGRAFIA

SCRUTON, Roger, As vantagens do pessimismo e o perigo da falsa esperança, É Realizações Editora, São Paulo, 2015

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