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CUIDADO COM OS ORGULHOSOS

Cada um tem o seu ponto fraco, o seu calcanhar de Aquiles, aquilo no qual temos certa dificuldade em dominar, normal, somos seres humanos. Contudo, o que também é muito normal é encontrarmos alguns que não entendem isso, e seguem acreditando que sabem de tudo.

Aprendi a entender e a aceitar meus pontos fracos, percebi como é libertador confessar que não sabemos de tudo, que o conhecimento é infinito, que sempre podemos aprender. O problema é quando nem todos entendem este tipo de atitude, este tipo de pessoa pode nos causar um grande problema.

Existe uma enorme diferença entre confessarmos que não sabemos de tudo, que não dominamos determinada área, e afirmar que de fato não sabemos nada. Sendo que um orgulhoso desavisado, pode interpretar suas palavras como: “Eu não sei de nada” e com isso, tentar te diminuir.

Cada um tem o seu ponto forte e o seu ponto fraco, confessar isso é ser inteligente e realmente sábio, faz com que possamos seguir mais leves e sempre aprendendo. A questão é quem nem todos entendem esta premissa.

Há muito tempo atrás passei por algo parecido, fui procurado, por ser teólogo, por uma pessoa que precisava desesperadamente de uma resposta. A questão era bem complicada, sendo que sutilmente, a pergunta tinha ares de validação. No fim, ela não queria respostas, mas permissão para fazer algo e depois colocar a culpa em alguém, isso é normal em muitos ambientes, não só em locais cristãos. Por ter percebido a armadilha, com todo o amor e temor, falei que o assunto no qual ela queria respostas era complicado, e a solução não era tão fácil de se determinar, o que era uma grande verdade. Porém, diante da minha resposta ouvi de forma bem grosseira a frase: “Eu pensei que você fosse teólogo, que soubesse das coisas”.

Nem todos entendem que é apenas uma pessoa que estuda e sabe um pouco de algo, que confessa suas limitações. Quem acha que sabe, não entende que o conhecimento é infinito e impossível de se assimilar. Com isso, aprendi a não ser humilde com uma pessoa arrogante. Eu li há muito tempo uma frase, que lamentavelmente não sei o autor, que resume justamente isso:

“Não seja orgulhoso com uma pessoa humilde e nem humilde com uma pessoa orgulhosa”.

Não é que devemos ser orgulhosos com pessoas orgulhosas, fuja do ditado pseudointelectual que diz que “A minha educação depende da sua”. Se você depende de outro para ser educado, na verdade, você não é. Mas sim, podemos ser firmes com pessoas arrogantes, ter um posicionamento mais assertivo, para que ele não passe por cima de nós.

 Nem todos entendem os seus pontos de vista, por isso, cuide com os orgulhosos, pois no final, quem perde são eles. Não se esqueça que só aprende algo novo apenas aquele que se abre para isso, quem sabe muito bem que o saber é inesgotável.

É libertador confessar nossos pontos fracos, a questão é não confessar para quem não entende nossas atitudes, pois no final, você pode ganhar uma grande dor de cabeça sendo diminuído por gente ignorante.  

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CRESCENDO COM AS CRISES

“As crises agravam as incertezas, favorecem os questionamentos; podem estimular a busca de novas soluções e também provocar reações patológicas, como a escolha de um bode expiatório. São, portanto, profundamente ambivalentes” (MORIN, VIVERET, 2015, p. 09).

Eu me lembro muito bem de quando a crise brasileira começou a dar os primeiros sinais, quando tudo começou a ficar difícil e o desemprego chegou a números exorbitantes. Infelizmente eu fiz parte da estatística, e perdi o emprego junto com muita gente que teve que se virar neste período difícil. Felizmente as dificuldades fizeram com que eu corresse atrás, estudasse mais e buscasse novos caminhos. Não é fácil viver em tempos de crise, a crise traz muita tristeza e instabilidade, eu não tenho dúvidas disso, contudo, a crise me obrigou a ir em busca do novo, de novos caminhos e novas oportunidades, isto é o mínimo que os momentos difíceis fazem conosco.

É claro que não tem como colocar a crise apenas como uma ótima oportunidade para crescer, muito menos  tem como seguir as máximas do senso comum que diz que: “Ostra que não foi ferida, não produz pérola”, pois tal frase só funciona se o outro lado for consciente suficiente e ter força e determinação para vencer os períodos de crise. Cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa, não dá para comparar.

Entretanto um dos meus segredos, que eu espero que seja útil para você, foi justamente não procurar um bode expiatório, é se abster de gastar tempo em encontrar o culpado e se dedicar em ir em busca da solução.

Outro segredo é entender que as vezes precisamos enterrar o passado, não ficar chorando pelo que se foi e muito menos viver na nostalgia, nos lembrando de como era bom o tempo no qual trabalhávamos em tal empresa, ganhávamos bem ou coisa parecida. Eu trabalhei em ótimas empresas antes da crise, mas entendo que aquilo se foi, aprendi a duras penas a olhar para frente e ir em busca do novo, de novas oportunidades.

Aprenda que para olhar para frente, precisamos o quanto antes aprender a encerrar ciclos, entender que o que passou se encontra no passado e não volta mais. Assuma seus erros, lamente se caso suas atitudes tenham sido ruins, e se concentre em não repetir quando uma nova oportunidade chegar. A questão é aprender com os erros, e não ficar se lamentando.  

Os problemas não podem virar âncoras, que nos mantém imóveis, sem qualquer ação e sim servir como molas, que nos impulsionam para novas oportunidades. Ou você aprende a crescer com as crises, ou vai seguir sempre ancorado, não tem outra saída.

BIBLIOGRAFIA

MORIN, Edgar, VIVERET, Patrick, Como viver em tempo de crise, Editora Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2015.

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O PREÇO DA PAZ

“A maior riqueza é ficar satisfeito com pouco” (Platão) (PERCY, 2016, p. 68)

Aprendi ao longo da vida que não precisamos de tudo o que a sociedade nos oferece. A vida não é só ter, ou conquistar coisas. Há muito mais debaixo do céu, que apenas bugigangas acumulando na garagem.

Optei, a fim de viver mais tranquilo, em viver abaixo do meu orçamento, sem muitos gastos ou exageros. A tranquilidade não tem preço, viver uma vida simples, mas com muita paz é uma das maiores riquezas que encontrei em minha caminhada. Existem destinos melhores do que apenas seguir só em busca de riqueza ou pagando boletos. Quem vive para o dinheiro, vive sem paz.

Não estou pregando uma vida de miséria, e sim de limites, de entender aonde queremos chegar e principalmente, do que realmente precisamos. Pois, muitos por terem prioridade apenas em ter, acabam se afogando em contas, prestações e juros altos, e assim, perdendo a sua paz.

Conheci muitas pessoas que ganhavam o mesmo salário que eu, mas que viviam um padrão muito mais alto. Estas pessoas viviam sem paz, pois se matavam trabalhando, a fim de manter todo o seu padrão.

Viva conforme o seu salário, entenda que não precisamos de tudo, é possível viver bem, mas com limites. Aprenda a refletir, pense se você precisa do que você pretende comprar, e reflita sobre o ônus, que este gasto pode te trazer.

Tudo o que é bom é de graça. Seja a natureza, os amigos ou os momentos felizes. Aprenda que ter as coisas é legal, mas coloque na sua cabeça que você não precisa de tudo.

Não venda a sua paz, ela não tem preço. Descubra o poder do equilíbrio e siga em busca de uma vida mais tranquila.

BIBLIOGRAFIA

PERCY, Allan, Platão para sonhadores, 80 pílulas de filosofia cotidiana para transformar suas melhores ideias em realidade, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2016

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DIA DAS MÃES

Nem sempre as datas comemorativas são justas, algumas delas, servem para reforçar uma falta, sendo que o dia das mães pode ser uma delas, pelo menos para alguns.

Eu tenho mãe, mas fui criado com os avós e pesar de ter tido contato com a minha mãe, neste dia, não é dela que eu me lembro. Gerar é um dom, é uma benção que só as mulheres possuem, embora, só gerar, não signifique tudo. Ser mãe é muito mais que isso, é se doar, cuidar de alguém, e instruir uma pessoinha para que ela possa seguir o melhor caminho possível.

Família é aquele grupo complicado, formado por pessoas com problemas, que de algum modo, tentam da sua forma ser feliz, e fazer com que os seus familiares também sejam.

Filhos são o ápice da felicidade de um casal. Embora também seja uma responsabilidade eterna que infelizmente nem todos os pais assumem. Não é possível ser um pai ou uma mãe, apenas pensando em si, em seus sonhos e objetivos, um verdadeiro pai e mãe, pensa em tudo, não esquece que com ele existe mais um ser dependente do seu carinho e cuidado.

Conheço homens que são verdadeiros pais e mães, exemplos de cuidado e carinho com seus filhos, assim como eu conheço mães, que são pais e mães, são seres humanos dedicados e responsáveis em sua missão de cuidar e orientar alguém.

Amanhã é o dia das mães e seria injusto homenagearmos apenas as progenitoras. Existem muito mais mães que precisam ser reconhecidas e homenageadas. Sejam eles pais, avós, tias ou pais adotivos, que não geraram, mas que têm feito um verdadeiro papel de mãe, sendo diferença na vida de seus filhos.

Para alguns o dia das mães pode ser um dia que marca um abandono, um dia onde a falta se torna latente ao trazer em sua memória lembranças ruins. Se você for um destes eu lhe faço um desafio. Tire o dia para lembrar de quem cuidou de você, seja esta pessoa quem for.

Pai e mãe são os que cuidam, por isso, lembre-se deste cuidador e aprenda a homenagear quem não te gerou, mas que cuidou de você como se fosse um filho.

Caso você tenha tido uma família normal, não se esqueça de quem se dedicou ou se dedica a cuidar de você.

Feliz dia das mães!

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SOBRE OS DIAS DE TRISTEZA

“Quando nos sentimos tristes, buscamos nos distrair, ocupar ou consolar com coisas que nos alegrem. Não percebemos que dessa maneira fortificamos a experiência de tristeza. Isto porque tristeza se encara de frente, olhando direto em “seus olhos” (BONDER, 2011, pg. 135)

Aprendi, ao longo da vida, que certas situações devem ser enfrentadas. Algumas batalhas devemos encarar, sem virarmos as costas e a tristeza é uma delas. Comumente quando nos encontramos tristes buscamos fugir da tristeza, procuramos amigos ou distração, mas não é assim que devemos enfrentar a tristeza e é justo esta a ênfase que o autor dá neste capítulo do livro.

Experimente aceitar a tristeza quando ela se instala. Deixe por momentos que o aperto na glote se misture com o amargor do coração e, ao “agarrar” a tristeza, descubra sua esgotabilidade. Se corrêssemos ao encontro de todas as nossas tristezas, perceberíamos que elas são sintomas da alma e que das lágrimas que esta pode gerar surge a possibilidade do arco-íris, de um novo dia com renovada fé (BONDER, 2011, pg. 135)

Eu quando estou triste reflito mais, oro e escrevo mais, pois se a tristeza não nos aproximar mais de nosso Pai consolador, pode ter certeza que a felicidade não fará isso. É claro que eu não estou falando da depressão, ou de alguns problemas crônicos, e sim da tristeza que vem em alguns dias cinzas. A depressão deve ser investigada, tratada por um profissional, ao menor sinal ou desconfiança de depressão, procure ajuda.

O choro alivia o coração, é depois de um momento de choro e tristeza que conseguimos achar a solução ou vemos o problema através de novas perspectivas. É na tristeza que olhamos mais o semelhante, é com ela que ficamos mais reflexivos e atentos a vida e ao nosso entorno. A alegria muitas vezes nos inebria, nos cega, faz-nos olhar mais para nós e as nossas coisas, a tristeza não, ela nos faz ter empatia, nos identificar com a dor do outro e sermos mais solícitos com o próximo.

A tristeza é uma oportunidade, não deve ser perdida. Se ela passar por você, persiga-a com a certeza de que ela lhe indicará o caminho para o “oásis”. A tristeza, portanto, é um mecanismo capaz de restabelecer nossa confiança de que cada momento contém em si a forma de ser enfrentado (BONDER, 2011, pg. 137)

Por isso, quando ficar triste busque a Deus, reflita sobre este momento e não fuja dela. Momentos de tristeza são mais reflexivos, são feitos para olharmos mais para Deus e não para nos distrairmos como se ficar triste fosse um erro.

Use as lágrimas da tristeza para se derramar diante do Pai, chore pelos seus problemas até ver a saída, se esvazie, enfrente-a que ela cessará.

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, A arte de se salvar: Ensinamentos judaicos sobre o limite do fim e da tristeza, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2011

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ANO NOVO E ATITUDES NOVAS

É só mais um ano, entenda isso, nada vai mudar se você também  não mudar. Não adianta reclamar se você continuar com a mesma atitude, não adianta torcer por um ano melhor se você continuar tendo as mesmas ações. Alguém já disse que: “Insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes” se não mudarmos, nada vai mudar e seguiremos reclamando, sem muito efeito.
O bom do ano novo é poder fazer planos, é começar alguma coisa nova e crescer. Quem faz a mesma coisa fica estagnado, quem vive por viver segue ancorado. A vida não é fácil para a maioria, entenda que todos têm problemas e passam por dificuldades, você não é o único, mas é possível planejar e com um passo de cada vez ir seguindo os nossos objetivos e sonhos.
Eu não posso reclamar de 2019, tive muitos problemas, mas também conquistei algumas coisas, contudo eu tive que planejar, estudar e ralar muito, nada vem fácil.
Que Deus nos ajude a sonhar, que possamos aprender a planejar e seguir nossas metas, sem esquecer que a prioridade é estar no centro da vontade do Pai. Eu sei que pode ser difícil conseguir, a questão é que parado com certeza não teremos sucesso algum.
Caso não consigamos, nós podemos aprender e crescer com as dificuldades, para planejar melhor e acertar no outro ano, só não podemos ficar parados. 

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O MISTÉRIO DA VIDA

“A mais bela sensação que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele a quem essa sensação é estranha, que já não consegue deter-se perplexo e tomado pelo espanto, é semelhante ao morto: seus olhos estão fechados” Albert Einstein (YANCEY, 2004, p. 15)

Eu tenho em casa uma gatinha que me faz bastante companhia, constantemente, quando estou em casa, fico a observá-la. Acho curioso o fato de serem tão exploradoras, como gastam seu tempo tentando entender onde moram. Gosto dos dias em que ela sobe na janela e fica olhando o movimento, atenta a tudo o que passa, a todos os detalhes.

No mundo às vezes somos um pouco estes gatos, nós vivemos nossos dias tentando conhecer, sem ter ideia da imensidão que é o mundo e o universo. Nós espiamos pela janela, anotamos os dados, criamos teorias científicas, fazemos cálculos e determinamos como possivelmente tudo surgiu, mas não percebemos que o que vemos é apenas a ponta de um iceberg gigantesco.

A vida me impressiona, seja no espaço com seus bilhões de galáxias ou até um átomo e seu intrincado minúsculo mundo. É tudo muito complexo e evidencia que um dia houve uma mente brilhante, um arquiteto criativo que trouxe a existência tudo o que vemos, deixando uma assinatura através do tamanho e da complexa criação.

Eu me espanto com quem diz que a ciência um dia vai explicar tudo, eu admiro o tamanho da fé das pessoas que colocam a ciência como a esperança final.

O mundo é muito vasto para conseguirmos explicar, a vida foi criada por um Deus muito intrínseco, para acharmos que um dia nós, seres humanos pequenos, explicaremos tudo.

No fim somos formigas em um pequeno jardim, não vemos o tamanho da nossa ignorância, achamos que já conhecemos tudo, mas não fazemos ideia do que há além dos muros do nosso quintal.

Eu não consigo parar e olhar para a natureza sem me espantar, a vida é um mistério, e a cada avanço científico ou tecnológico, percebemos isso. Viver é se espantar, sendo quem não se espanta, já morreu, já engessou a mente com o sistema, já não percebe como tudo é maravilhoso e perfeito.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Rumores de outro mundo, A realidade sobrenatural da fé, Editora Vida, São Paulo, 2004

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A EGOCÊNTRICA BAIXA AUTOESTIMA

“A baixa autoestima é um jeito torto de ser egocêntrico” (ARANTES, 2019, 152)

Gosto de reflexões que me fazem parar, que me obrigam a pensar e repensar, sendo que a questão que a citação aborda foi uma delas. Eu nunca havia pensado no assunto por este viés.

Sofri por anos de baixa autoestima, conheço bem o assunto. Eu me achava incapaz, inferior, pequeno. Achava que ninguém gostava de mim, por isso, vivia em busca de aprovação. O que eu não percebia era que a minha baixa autoestima fazia com que o mundo girasse ao meu redor. Tudo eram os meus sentimentos, meus fracassos, minhas emoções, nunca pensei nisso como um egocentrismo. A autora, neste mesmo livro continua o pensamento sobre o assunto:

“Não somos tão especiais a ponto de todos pensarem que não somos bons o suficiente. O mundo não está girando em torno do nosso umbigo, ou apesar dele” (ARANTES, 2019, 152)

No fim, grosso modo, é assim, direta ou indiretamente, que uma pessoa com baixa autoestima acaba agindo. No afã de mostrar o seu valor, ela sempre prioriza a si mesmo, seus lamentos e sua dor. O mundo está sempre contra ela, como se ela fosse o centro de tudo.

Eu me libertei deste problema há muitos anos, aprendi a não me levar tão a sério, descobri como conviver com as minhas dificuldades e limitações, entendendo que no fim podemos crescer com elas.

Não somos perfeitos, mas somos capazes de mudar, de rever nossos conceitos e evoluir. É muito perigoso nos considerarmos os melhores, os perfeitos, o centro de tudo e igualmente perigoso é nos considerarmos os fracassados, perseguidos, aqueles que não servem para nada.

No fim somos o que somos, seres imperfeitos, em busca de constante evolução. Não podemos nos subestimar, assim como é errado nos superestimar. A baixa autoestima e a alta autoestima são igualmente perigosas, nos faz sermos o centro de tudo, como se tudo girasse em torno de nós e sabemos que ele não gira.

Viva a vida mais leve, conviva e aprenda a lidar com suas dificuldades, que o resto é aprendizado.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana, Claudia, Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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CALE-SE ENQUANTO É TEMPO

É inevitável responder alguém, principalmente quando este começa a falar besteira. Pior ainda é quando o assunto é de nossa área de estudo. Nem sempre conseguimos ficar quietos, é automático responder e tentar mostrar para a pessoa seus equívocos, o problema é que muitas vezes  (ou quase sempre),  a pessoa não aceita que está errada e diante disso o que se segue são muitas vezes as mesmas sequências desastrosas de uma tentativa de conversação.

Não gosto de perder tempo com quem não gosta de dialogar, a boa conversa vem sempre com muita humildade, troca de experiências e aprendizados, sendo que em um bom diálogo o que podemos concluir é que podemos estar errados ou reforçarmos nossos bons  pontos de vista. Isso é diálogo, o que passa disso é só gente orgulhosa tentando estar certa a qualquer custo.

O pior é que nem sempre você percebe que o seu interlocutor é o tipo que gosta de estar certo, contudo, após suas primeiras palavras, é inevitável perceber e ao mesmo tempo, se ver preso em uma teia de discussões sem fim.

O caminho é quase sempre o mesmo,  por isso, anote o percurso para que você não perca tempo seguindo por esta viela mal iluminada.

Quase sempre você responde uma questão  de forma inocente e amistosa, com o propósito de apontar para seu amigo seu equívoco ou apenas para se sentir útil respondendo uma questão no qual você entende. Após a resposta,  este tipo de pessoa responde com uma observação absurda ou fraca. Diante da situação, se você continua o diálogo você vai se ver em uma discussão sem fim com alguém que não procura a verdade e sim  estar certo a qualquer custo. Se você fica quieto, você têm que lidar com o fato de que você pode sair da conversa como alguém que perdeu a discussão e se você for um pouco orgulhoso, isso será um problema. Com isso, está em suas mãos engolir o ego e deixar para lá, ou soltar o orgulho e responder o camarada, caindo em um abismo sem fim de discussão e troca de farpas (isso nas melhores das hipóteses)

O problema é que quem quer estar sempre certo na maioria das vezes apela, exagera ou distorce as questões a fim de ganhar a conversa, com isso, o desafio de responder e refutar o camarada se torna grande.

Lembre-se de uma coisa, nem sempre quem ganha a discussão tem um bom argumento, às vezes o orador apenas fala bem. Por isso aprenda a analisar os argumentos de um debate e não se deixe envolver pelo modo eloquente de quem quer estar certo. Arthur Schopenhauer no livro “38 Estratégias Para Vencer Qualquer Debate”, fala justamente destes na introdução do seu livro:

“É chocante ver com que frequência ter razão e ficar com a razão não são equivalentes; que o vencedor de uma discussão não é o que está do lado da verdade e da razão, mas sim o que é mais espirituoso e sabe lutar de maneira mais ágil” (SCHOPENHEUER, p. 8)

Conheço muitos que vivem discutindo, assisto pessoas que gostam muito de debates e troca de ideias, seja as mais acaloradas ou não. O problema é que eu não tenho mais tempo para perder com quem não quer dialogar.

Aprenda que ter razão não é o caminho da relevância, entenda que é melhor gastar tempo com quem quer aprender e trocar ideias, do que com quem só quer ganhar o debate.

Por isso que ao menor sinal de orgulho o meu conselho é “cale-se enquanto é tempo”, caso contrário, você se verá em um grande espiral de discussões que não te levará a lugar algum.

BIBLIOGRAFIA

SCHOPENHAUER, Arthur, 38 Estratégias Para Vencer Qualquer Debate, Aarte de ter razão, Faro Editorial, São Paulo, 2014.

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A FORÇA DA GRATIDÃO

Gratidão, uma palavra muito importante e talvez pouco valorizada. Descobri a força da gratidão nos piores dias da minha vida, em momentos onde tudo estava ruindo, aprendi a agradecer e me impressionei com o resultado.

Você vai se abalar quando descobrir o poder que o homem tem de quantificar os problemas e minimizar as coisas boas, de aumentar o tamanho das dificuldades e diminuir as vitórias. É comum ante o caos, fecharmos os olhos para as coisas boas de nossa vida e focarmos nos problemas, eu passei por isso.

Era um período muito complicado, eu estava sem saída e não via previsão de solução, eu andava triste e desolado, quando resolvi parar e agradecer pelas coisas boas da minha vida. Na verdade foi uma espécie de exercício, um desafio que propus para me lembrar dos bons momentos e também para me esquecer dos ruins.

Foi impressionante me relembrar dos momentos bons e ante as lembranças foi inevitável perceber que entre os momentos ruins, muita coisa boa estava acontecendo. Descobri com este exercício que a minha ênfase era sempre negativa. O caos que eu enfrentava estava como que quantificado e todos os momentos bons minimizados, esquecido em instantes ante o menor sinal de problemas.

Deste momento em diante decidi agradecer, me acostumei a antes de orar a me lembrar de no mínimo um motivo a ser grato, deste dia em diante eu pude ver o quão estava cego, o quanto valorizava os problemas e não era grato a Deus pelas coisas boas.

A gratidão alivia a alma, nos traz alegria, faz-nos vermos o que está em nossa frente e muitas vezes não enxergamos por estamos atentos no caos. Ela nos traz a memórias que nem sempre nossos dias são de escuridão, que sempre há o que ser grato, que sempre haverá o que olhar e se alegrar, nem tudo é sempre cinza. Eu tenho uma frase que me guia em dias tristes:

“A gratidão é um porto seguro que abastece o coração para a caminhada”

Através da gratidão olhei para trás, enxerguei de onde vim e onde tinha chegado. Foi a gratidão que me mostrou os degraus alcançados, os caminhos percorridos e as batalhas vencidas. Foi por tentar ser um pouco mais grato que enxerguei Deus comigo e que vi que nunca estive sozinho.

Pare e pense, olhe para a sua vida e relembre os motivos no qual pode agradecer. Veja como nunca esteve só, que sempre conseguiu saída, que o caos nunca perpetuou. Às vezes as coisas não acontecem no nosso jeito, mas acontecem, basta parar para enxergar que a saída sempre vem, de um maneira ou outra vem.

Não deixe que os problemas te ceguem, aprenda a agradecer e ver Deus cuidando de você. Cultive um coração agradecido e deixe a paz de Cristo te inundar, entenda que o caos pode vir, contudo nunca estamos sós.

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