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O MISTÉRIO DA VIDA

“A mais bela sensação que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele a quem essa sensação é estranha, que já não consegue deter-se perplexo e tomado pelo espanto, é semelhante ao morto: seus olhos estão fechados” Albert Einstein (YANCEY, 2004, p. 15)

Eu tenho em casa uma gatinha que me faz bastante companhia, constantemente, quando estou em casa, fico a observá-la. Acho curioso o fato de serem tão exploradoras, como gastam seu tempo tentando entender onde moram. Gosto dos dias em que ela sobe na janela e fica olhando o movimento, atenta a tudo o que passa, a todos os detalhes.

No mundo às vezes somos um pouco estes gatos, nós vivemos nossos dias tentando conhecer, sem ter ideia da imensidão que é o mundo e o universo. Nós espiamos pela janela, anotamos os dados, criamos teorias científicas, fazemos cálculos e determinamos como possivelmente tudo surgiu, mas não percebemos que o que vemos é apenas a ponta de um iceberg gigantesco.

A vida me impressiona, seja no espaço com seus bilhões de galáxias ou até um átomo e seu intrincado minúsculo mundo. É tudo muito complexo e evidencia que um dia houve uma mente brilhante, um arquiteto criativo que trouxe a existência tudo o que vemos, deixando uma assinatura através do tamanho e da complexa criação.

Eu me espanto com quem diz que a ciência um dia vai explicar tudo, eu admiro o tamanho da fé das pessoas que colocam a ciência como a esperança final.

O mundo é muito vasto para conseguirmos explicar, a vida foi criada por um Deus muito intrínseco, para acharmos que um dia nós, seres humanos pequenos, explicaremos tudo.

No fim somos formigas em um pequeno jardim, não vemos o tamanho da nossa ignorância, achamos que já conhecemos tudo, mas não fazemos ideia do que há além dos muros do nosso quintal.

Eu não consigo parar e olhar para a natureza sem me espantar, a vida é um mistério, e a cada avanço científico ou tecnológico, percebemos isso. Viver é se espantar, sendo quem não se espanta, já morreu, já engessou a mente com o sistema, já não percebe como tudo é maravilhoso e perfeito.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Rumores de outro mundo, A realidade sobrenatural da fé, Editora Vida, São Paulo, 2004

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A EGOCÊNTRICA BAIXA AUTOESTIMA

“A baixa autoestima é um jeito torto de ser egocêntrico” (ARANTES, 2019, 152)

Gosto de reflexões que me fazem parar, que me obrigam a pensar e repensar, sendo que a questão que a citação aborda foi uma delas. Eu nunca havia pensado no assunto por este viés.

Sofri por anos de baixa autoestima, conheço bem o assunto. Eu me achava incapaz, inferior, pequeno. Achava que ninguém gostava de mim, por isso, vivia em busca de aprovação. O que eu não percebia era que a minha baixa autoestima fazia com que o mundo girasse ao meu redor. Tudo eram os meus sentimentos, meus fracassos, minhas emoções, nunca pensei nisso como um egocentrismo. A autora, neste mesmo livro continua o pensamento sobre o assunto:

“Não somos tão especiais a ponto de todos pensarem que não somos bons o suficiente. O mundo não está girando em torno do nosso umbigo, ou apesar dele” (ARANTES, 2019, 152)

No fim, grosso modo, é assim, direta ou indiretamente, que uma pessoa com baixa autoestima acaba agindo. No afã de mostrar o seu valor, ela sempre prioriza a si mesmo, seus lamentos e sua dor. O mundo está sempre contra ela, como se ela fosse o centro de tudo.

Eu me libertei deste problema há muitos anos, aprendi a não me levar tão a sério, descobri como conviver com as minhas dificuldades e limitações, entendendo que no fim podemos crescer com elas.

Não somos perfeitos, mas somos capazes de mudar, de rever nossos conceitos e evoluir. É muito perigoso nos considerarmos os melhores, os perfeitos, o centro de tudo e igualmente perigoso é nos considerarmos os fracassados, perseguidos, aqueles que não servem para nada.

No fim somos o que somos, seres imperfeitos, em busca de constante evolução. Não podemos nos subestimar, assim como é errado nos superestimar. A baixa autoestima e a alta autoestima são igualmente perigosas, nos faz sermos o centro de tudo, como se tudo girasse em torno de nós e sabemos que ele não gira.

Viva a vida mais leve, conviva e aprenda a lidar com suas dificuldades, que o resto é aprendizado.

BIBLIOGRAFIA

ARANTES, Ana, Claudia, Quintana, A morte é um dia que vale a pena viver, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2019

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CALE-SE ENQUANTO É TEMPO

É inevitável responder alguém, principalmente quando este começa a falar besteira. Pior ainda é quando o assunto é de nossa área de estudo. Nem sempre conseguimos ficar quietos, é automático responder e tentar mostrar para a pessoa seus equívocos, o problema é que muitas vezes  (ou quase sempre),  a pessoa não aceita que está errada e diante disso o que se segue são muitas vezes as mesmas sequências desastrosas de uma tentativa de conversação.

Não gosto de perder tempo com quem não gosta de dialogar, a boa conversa vem sempre com muita humildade, troca de experiências e aprendizados, sendo que em um bom diálogo o que podemos concluir é que podemos estar errados ou reforçarmos nossos bons  pontos de vista. Isso é diálogo, o que passa disso é só gente orgulhosa tentando estar certa a qualquer custo.

O pior é que nem sempre você percebe que o seu interlocutor é o tipo que gosta de estar certo, contudo, após suas primeiras palavras, é inevitável perceber e ao mesmo tempo, se ver preso em uma teia de discussões sem fim.

O caminho é quase sempre o mesmo,  por isso, anote o percurso para que você não perca tempo seguindo por esta viela mal iluminada.

Quase sempre você responde uma questão  de forma inocente e amistosa, com o propósito de apontar para seu amigo seu equívoco ou apenas para se sentir útil respondendo uma questão no qual você entende. Após a resposta,  este tipo de pessoa responde com uma observação absurda ou fraca. Diante da situação, se você continua o diálogo você vai se ver em uma discussão sem fim com alguém que não procura a verdade e sim  estar certo a qualquer custo. Se você fica quieto, você têm que lidar com o fato de que você pode sair da conversa como alguém que perdeu a discussão e se você for um pouco orgulhoso, isso será um problema. Com isso, está em suas mãos engolir o ego e deixar para lá, ou soltar o orgulho e responder o camarada, caindo em um abismo sem fim de discussão e troca de farpas (isso nas melhores das hipóteses)

O problema é que quem quer estar sempre certo na maioria das vezes apela, exagera ou distorce as questões a fim de ganhar a conversa, com isso, o desafio de responder e refutar o camarada se torna grande.

Lembre-se de uma coisa, nem sempre quem ganha a discussão tem um bom argumento, às vezes o orador apenas fala bem. Por isso aprenda a analisar os argumentos de um debate e não se deixe envolver pelo modo eloquente de quem quer estar certo. Arthur Schopenhauer no livro “38 Estratégias Para Vencer Qualquer Debate”, fala justamente destes na introdução do seu livro:

“É chocante ver com que frequência ter razão e ficar com a razão não são equivalentes; que o vencedor de uma discussão não é o que está do lado da verdade e da razão, mas sim o que é mais espirituoso e sabe lutar de maneira mais ágil” (SCHOPENHEUER, p. 8)

Conheço muitos que vivem discutindo, assisto pessoas que gostam muito de debates e troca de ideias, seja as mais acaloradas ou não. O problema é que eu não tenho mais tempo para perder com quem não quer dialogar.

Aprenda que ter razão não é o caminho da relevância, entenda que é melhor gastar tempo com quem quer aprender e trocar ideias, do que com quem só quer ganhar o debate.

Por isso que ao menor sinal de orgulho o meu conselho é “cale-se enquanto é tempo”, caso contrário, você se verá em um grande espiral de discussões que não te levará a lugar algum.

BIBLIOGRAFIA

SCHOPENHAUER, Arthur, 38 Estratégias Para Vencer Qualquer Debate, Aarte de ter razão, Faro Editorial, São Paulo, 2014.

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A FORÇA DA GRATIDÃO

Gratidão, uma palavra muito importante e talvez pouco valorizada. Descobri a força da gratidão nos piores dias da minha vida, em momentos onde tudo estava ruindo, aprendi a agradecer e me impressionei com o resultado.

Você vai se abalar quando descobrir o poder que o homem tem de quantificar os problemas e minimizar as coisas boas, de aumentar o tamanho das dificuldades e diminuir as vitórias. É comum ante o caos, fecharmos os olhos para as coisas boas de nossa vida e focarmos nos problemas, eu passei por isso.

Era um período muito complicado, eu estava sem saída e não via previsão de solução, eu andava triste e desolado, quando resolvi parar e agradecer pelas coisas boas da minha vida. Na verdade foi uma espécie de exercício, um desafio que propus para me lembrar dos bons momentos e também para me esquecer dos ruins.

Foi impressionante me relembrar dos momentos bons e ante as lembranças foi inevitável perceber que entre os momentos ruins, muita coisa boa estava acontecendo. Descobri com este exercício que a minha ênfase era sempre negativa. O caos que eu enfrentava estava como que quantificado e todos os momentos bons minimizados, esquecido em instantes ante o menor sinal de problemas.

Deste momento em diante decidi agradecer, me acostumei a antes de orar a me lembrar de no mínimo um motivo a ser grato, deste dia em diante eu pude ver o quão estava cego, o quanto valorizava os problemas e não era grato a Deus pelas coisas boas.

A gratidão alivia a alma, nos traz alegria, faz-nos vermos o que está em nossa frente e muitas vezes não enxergamos por estamos atentos no caos. Ela nos traz a memórias que nem sempre nossos dias são de escuridão, que sempre há o que ser grato, que sempre haverá o que olhar e se alegrar, nem tudo é sempre cinza. Eu tenho uma frase que me guia em dias tristes:

“A gratidão é um porto seguro que abastece o coração para a caminhada”

Através da gratidão olhei para trás, enxerguei de onde vim e onde tinha chegado. Foi a gratidão que me mostrou os degraus alcançados, os caminhos percorridos e as batalhas vencidas. Foi por tentar ser um pouco mais grato que enxerguei Deus comigo e que vi que nunca estive sozinho.

Pare e pense, olhe para a sua vida e relembre os motivos no qual pode agradecer. Veja como nunca esteve só, que sempre conseguiu saída, que o caos nunca perpetuou. Às vezes as coisas não acontecem no nosso jeito, mas acontecem, basta parar para enxergar que a saída sempre vem, de um maneira ou outra vem.

Não deixe que os problemas te ceguem, aprenda a agradecer e ver Deus cuidando de você. Cultive um coração agradecido e deixe a paz de Cristo te inundar, entenda que o caos pode vir, contudo nunca estamos sós.

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O RETRATO DE UM MAU ARGUMENTO

Foi durante uma conversa habitual de final de semana em um freelancer, que eu falei que não acreditava na teoria da evolução, pelo menos não como ela é colocada. Foi o fim para o meu interlocutor, e o começo do caos para mim.

O assunto surgiu do nada, sem motivos, sendo que por ele ter dado o seu ponto de vista, eu, de forma banal e até distraída, já que eu estava trabalhando, dei também o meu.

Após a minha revelação em forma de uma breve e descompromissada argumentação, usando em minha fala um argumento de Chesterton do livro “O homem eterno”, que estava bem viva em minha memória, o homem transtornado, visivelmente alterado, começou a me xingar. Ele é ateu, mas sempre soube que eu era cristão, com isso, fiquei sem entender o motivo de sua alteração, fui chamado de alienado, com todas as letras e de forma bem enfática, entre tantos outros adjetivos que não cabem no texto.

Tentei argumentar e apaziguar os ânimos, mas não consegui, percebi, por conta de sua forma de falar, que ele não respeitaria a minha opinião. Seus argumentos não tinham fundamento no diálogo e o que se segue é o mapa dos seus argumentos, que evidencia por si só, que a intenção do tal interlocutor não era argumentar, mas vencer a todo o custo a discussão.

Quando eu justifiquei a minha posição fiz o que comumente faço, usei algumas bibliografias para reforçar o meu ponto de vista. Ao concluir, e após eu ouvir algumas palavras ofensivas, ele começou a atacar a igreja, os cristãos, falou de todo o caos que a igreja fez na história, mas não refutou o meu ponto de vista. Eu concordei com a questão da igreja e dos cristãos, afinal a igreja errou muito, mas justamente com a minha concordância, falei de todos os bons cristãos, as boas igrejas, mostrando o outro lado da história que é bem pouco conhecida. Falei das universidades fundadas por cristãos, a ideia do ensino público gratuito de Lutero e por aí vai, por eu ter feito um estudo sobre o assunto para a universidade no qual trabalho, as bibliografias ainda estavam bem frescas, sendo que eu ao concluir, lembrei-o que ele não havia respondido a minha primeira argumentação, mas não adiantou. Ele disse que eu estava errado (não disse onde) e continuou a me chamar de alienado entre tantos outros nomes.

Finalmente comecei a ficar ofendido, pois até aquele hora eu estava encarando o caso com certo bom humor e até distração, pois como eu disse, eu estava trabalhando. Com isso parei o que estava fazendo e falei sobre alienação e o fato de que ambos poderíamos estar alienados (eu nunca excluo este fato), concluí dizendo que é fácil chamar alguém que tem um ponto de vista diferente do nosso de alienado, o desafio é realmente argumentar, aconselhei que o assunto não nos levaria a lugar algum (já que ele não queria me ouvir mesmo) e pensei que encerrar o assunto era a melhor solução, mas não adiantou, e me ofendendo compulsivamente, não parou de falar. Foram duas horas e meia, onde ele não me ouvia e eu tentava falar e apaziguar seus ânimos toa. A parte complicada era que tudo o que eu falava soava como ofensa para ele, e quando eu comecei a me alterar (eu até que demorei) ele usou a minha alteração para me acusar, e o pior era que eu não podia sair da sala, eu estava no trabalho.

Algumas importantes situações eu percebi neste diálogo, se é que poderíamos chamar de diálogo, o que se segue é um mapa delimitado da tal conversa.

Primeiro, ele não discutia ideias. É um problema quando uma pessoa não fala de argumentos e sim de pessoas. Seres humanos erram, a igreja errou, eu erro, mas o caso ali era refutar o meu ponto de vista, já que ele me considerava errado, coisa que ele não fez, preferiu falar do erro da igreja, do pastor, do padre e de tudo, menos do que eu falei.

Segundo, ele não usava argumentos. Vele lembrar que argumento é uma reflexão que nos leva a uma dedução sendo que falar de outros fatos, não é argumentar, no caso dele, ele teria que me mostrar onde eu estava errado.

Terceiro, ele generalizava. Não generalize, este é um erro muito grande, nem todo o padre é pedófilo, pastor ladrão ou igreja é charlatã. Aprenda a conhecer o outro lado, pesquise e procure conhecer o assunto de todos os ângulos, pois existe sempre o outro lado da moeda.

Quarto, ele não considerava o fato de que poderia estar errado. Nós somos seres falhos, eu mesmo sou, e estamos sujeitos ao erro e ao engano a toda a hora. Quando você não considera esta verdade, está fadado a se perder em pensamentos simplistas. É importante entender a nossa finitude e por isso respeitar a opinião alheia que pode estar certa (ou errada).

Confesso que eu não sou muito fã de discutir, eu já estive em situações parecidas, este tipo de pessoa tem muito no mundo e como eu não gosto de perder tempo, eu não me sujeito a estas conversas, mas com ele foi inevitável.

Eu sei que não sou perfeito, e é claro que eu errei muito, eu me alterei, fui irônico algumas vezes (eu sempre sou) e em meio as ofensas perdi a paciência. É importante aprendermos a sermos pacientes, mas nem sempre estamos em bons dias.

Cada um tem a sua opinião, até eu, se eu não defender o direito de você tê-las estarei sendo contraditório, contudo, não podemos ceder à tentação de querer vencer, devemos sempre aprender a argumentar.

Lembre-se de algo importante, toda a opinião proferida para rebaixar e ofender alguém, não vale a pena ser proferida, mesmo que está seja uma verdade. Toda a crítica dita para diminuir ou rebaixar alguém, é pobre, sem sentido, não vale a pena ser falada.

Ou aprendemos a nos comunicar ou nos calamos, pessoas são mais importantes que opiniões, não adianta ganharmos uma discussão e perdermos uma pessoa.

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O MEDO DE CORRER RISCOS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

Esta é a última armadilha da mente das quatro listadas pelo Augusto Cury: O medo de correr riscos.

“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam” (CURY, 2008, p. 58)

Eu não sou o cara mais ousado que existe, muitas vezes acabo optando mais pelo seguro, do que pelo caminho mais arriscado. Eu também não gosto de atalhos e formulas mágicas, não acredito que possa existir algo assim, mas eu sei que correr riscos é inevitável em qualquer empreitada.

“Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas” (CURY, 2008, p. 59)

Viver é um risco, sonhar e empreender algo é um risco, nem sempre saberemos se o caminho é o correto, muito menos se aquela determinada área frutificará, mas a vida é assim. Se não fizermos, não arregaçarmos a manga e tentarmos, nunca saberemos ou sairemos do lugar. Viveremos estagnados, parados no tempo, decepcionados sem crescera se desenvolver.

“Pois a vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a tarefa mais nobre de um mortal. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários” (CURY, 2008, p. 59)

E quando falo em arriscar, não falo de grandes empresários, ou de empreendedores famosos, falo de tudo e de todos, nem sempre o meu desafio é grande para você e vice versa, mas temos que tentar e aprendera encarar o desafio.

Querer fazer algo, mudar seu futuro estudando, montar uma loja, ou seguir na realização do que você sonha, vai acabar tendo sempre um risco. Entretanto, só chega lá quem corre o risco, quem tenta e aprende com seus erros.

Ficar parado não é a saída, pode ser confortável, mas não te tira do lugar. Enfrentar o medo e ousar é o caminho para não ser uma pessoa frustrada. O comodismo não nos faz crescer, mas quem ousa, está sempre aprendendo, mudando e evoluindo. Por isso jogue fora o medo e tente, pode ser que você consiga, ou aprenda, não custa tentar descobrir.

 

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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AGENDA INTERNA

É muito comum seja em sala de aula, em redes sociais, ou até em uma roda de conversa, termos muitas opiniões sobre um mesmo assunto. Normal, opinar ou ter pontos de vista é intrínseco no ser humano, faz parte de sua natureza. O curioso é que mesmo que duas pessoas tenham diante de si o mesmo objeto de pesquisa, com os mesmos resultados de análise, estas duas pessoas certamente, ou muitas das vezes, terão conclusões diferentes, normal.  Isso se dá por conta de vários motivos, contudo, neste texto quero falar apenas de um deles, talvez o principal, que são os nossos comprometimentos internos.

Todo o ser humano acredita em algo, todos nós temos nossos pontos de vista sendo que são as nossas crenças e comprometimentos que nos levam a interpretar fatos de maneira diferentes. K. Scott Oliphint complementa:

“Os fatos são realmente teimosos, mas sua teimosia não se compara à teimosia quase insuportável de nossos comprometimentos básicos. Esses comprometimentos tornam-se a lente através da qual lemos os fatos” (OLIPHINT, 2018. p. 100)

Costumo nomear este fenômeno de agenda interna, ou seja, crenças e conceitos que acabam norteando nossos pontos de vistas e interpretações dos fatos, o grande desafio é justamente conseguirmos deixar de lado estes comprometimentos e olhar para os fatos de forma totalmente neutra  sem que esta agenda interna nos influencie

O que eu tento fazer como estudioso nestes casos é antes de tudo, procurar enxergar os fatos de todos os ângulos. A filosofia existe justamente para este propósito, fazer com que o homem olhe as situações de maneira ampla antes de emitir uma opinião ou tomar uma decisão. É desafiador ser neutro e em alguns casos, é quase impossível, ainda mais quando o fato envolve emoção, mas é importante tentarmos deixar a emoção de lado a fim de que tenhamos a melhor conclusão sobre o caso.

Outra atitude que eu tomo nestes casos é pesquisar. Por isso eu leio sobre o assunto, pesquiso e fujo de opiniões sem base e fundamento. Quanto mais você conhece, mais você terá uma conclusão mais acurada e coerente. Entenda que durante nossos estudos e pesquisas, temos que tentar ser imparciais, para que assim possamos tomar a melhor decisão, o melhor caminho a seguir ou a melhor reflexão.

Por último tento cultivar a humildade, pois eu tenho certeza apenas de uma coisa, nós somos muito limitados para acharmos que sabemos de tudo, que a nossa opinião é infalível, que somos imbatíveis.

Diante dos fatos eu tento cultivar a humildade, procuro ouvir o próximo e tomo cuidado para que a minha agenda interna não faça com que eu vire uma pessoa intragável, dono da verdade, que acredita que apenas a minha opinião é a certa.

É fundamental termos crenças, isso não é um erro, ao contrário, isso é ser humano. Contudo uma vida relevante é construída a partir do estudo, do ouvir o próximo e de duvidar de si mesmo constantemente. Entenda quem você é, ponha na cabeça que todo o ser humano é limitado, com isso ser humilde, buscar conhecimento e não ser arrogante é o caminho para sermos relevantes, seguindo a vida aprendendo e crescendo cada vez mais.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

OLIPHINT, K. Scott, Por que você acredita, editora Thomas Nelson, Rio de Janeiro 2018

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ENFIM MAIS UM ANO

Enfim, chegamos em 2019, depois de um ano conturbado por conta da política e complicado por conta da crise.

Entretanto o ano de 2018 não foi dos piores, pois este foi o ano no qual o blog fechou parcerias com algumas editoras, além de ter crescido muito o acesso diário. O desafio vai ser aumentar ainda mais o acesso e conseguir por em prática inúmeros outros projetos que ao longo deste ano será divulgado.

Eu gosto muito de anos novos, eles são bons marcos, que nos levam a refletir sobre o que fizemos e o que podemos fazer para melhorar ainda mais nossos objetivos. É como eu sempre digo, nunca é tarde para planejarmos, para aprendermos e crescermos, sendo que isso não é possível sem um ponto de partida e um ponto final, começos e finais de ano servem justamente para isso.

Que neste novo período político possamos aprender a não enterrar os nossos sonhos, a dar chance para as coisas que acreditávamos que não iriam dar certo

Que neste novo ano você também deixe de lado o seu papel de vítima e aprenda a ser o protagonista da sua história. A vida não é fácil para ninguém, então arregace as mangas, pare de se comparar com outros e mãos a obra.

Critique, duvide, não aceite qualquer coisa, mas também respeite, dê uma chance a verdade e não engula qualquer notícia. Aprenda a ser relevante, leia para não ser alienado e mantenha o hábito de escrever para assim desenvolver mais ainda suas capacidades.

Aprenda uma nova língua, procure novos objetivos sem abandonar seus antigos, viaje, veja a beleza da vida, conheça pessoas novas, mas procure também a solitude, a tranquilidade do simples, a natureza e os bons amigos.

A vida é curta para não tentarmos algo novo, o mundo é vasto, para deixamos de sonhar, vivendo a mesmice de cada dia.

Este novo ano pode ser tudo, basta planejar, entregar a Deus seus objetivos e batalhar, nada vem sem dedicação e esforço, por isso tente, use seus sonhos para montar uma meta e siga em frente.

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O PESO DO FRACASSO

Ninguém gosta de fracassar, duvido que você entre em uma empreitada esperando que tudo dê errado, ao contrário, esperamos sucesso em tudo o que fazemos.

O interessante é que no dicionário fracasso não significa só: Derrota, ausência de sucesso ou coisas do tipo, mas também significa:

“Barulho causado pela queda de alguma coisa; barulho, estrondo” (Dicio)

 E vamos concordar que alguns fracassos são barulhentos, não é? Derruba nossas vidas, esgota nossos ânimos e causa um baita estrago em nossa mente.

Escrevi este texto por me lembrar do fracasso e de todo o barulho que ele causou em minha vida um tempo atrás. Passei o ano todo planejando coisas que deram errado e estava tentando lidar com o peso que o fracasso e a frustração estava me trazendo. Eu sei que aprendemos com os erros, também sei que na vida nem tudo são flores, mas não é fácil levar na bagagem alguns objetos, principalmente quando estes são sonhos frustrados.

O interessante é que por conta do fracasso, e talvez para ocupar a cabeça, resolvi fazer outra graduação. O preço estava bom, a faculdade era boa e achei que o curso iria agregar em meu currículo. Não que de pronto eu quisesse seguir a profissão, mas valia a pena desfrutar da facilidade de fazer uma segunda graduação na esperança de enriquecer meu currículo.

O que eu não esperava era que este segundo curso iria abrir a minha mente para o novo e para novas possibilidades. Eu não pensei que por conta desta graduação, muitas outras possibilidades iriam aparecer e que algumas portas iriam se abrir

O peso do fracasso não pode ser como uma âncora em sua vida, que te paralisa, te deixa imóvel lamentando, desgostoso e derrotado. O fracasso tem que te movimentar para o novo, novas possibilidades, novos planos e horizontes. Muitas vezes o fracasso nos serve como uma bússola, que aponta para outras direções e possibilidades, nos abrindo a visão e a mente

Nem sempre o caminho dos sonhos e idealizações são os melhores caminhos. De vez em quando o que queremos é limitado pela falta de conhecermos outras possibilidades. O peso do fracasso em minha vida serviu para que eu o agarrasse e fosse mais fundo, descobrindo assim muita coisa que eu não havia visualizado por estar correndo atrás do que eu achava que era uma boa causa. Não é que eu virei à página e abandonei meu sonho e sim que eu descobri que tinha muito mais formas que eu não conhecia, para fazer o que eu queria.

Agarre o fracasso, mergulhe com ele e procure outras águas. Deixe o fracasso te levar para outros mares e possibilidades, reflita quando tudo der errado e procure outro caminho. Chore, lamente, aprenda com o erro, lave a alma e siga. Nem tudo está perdido, ao contrário, às vezes ao achar que estamos no caminho errado, acabamos por perceber que na verdade a trilha quem abre somos nós e nossa força de vontade.

 

 

BIBLIOGRAFIA

https://www.dicio.com.br/fracasso/

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APRENDIZ

Eu tenho uma máxima em minha vida no qual carrego há anos no peito: “Aprendi o segredo de estar contente…”, uma frase que peguei emprestado de Paulo lá de Filipenses 4:11 e que tem ditado o ritmo da minha caminhada

Em um mundo caótico igual ao nosso, onde sem mais nem menos nossa situação pode mudar, é importante saber estar contente em qualquer situação. Nem sempre podemos estar bem financeiramente, nem sempre termos saúde, nem sempre termos paz. Isso quando não temos todos estes problemas ao mesmo tempo, com isso estar contente se torna fundamental para a nossa saúde mental.

A grande verdade é que se não aprendermos a lidar com todas as nossas intempéries, com certeza sucumbiremos, aprender a se adaptar aos diversos tipos de mudança é inevitável para não cairmos no desgosto e na tristeza que rodeia a sociedade.

E não adianta ficar com raiva e culpar Deus por todos os seus problemas, pois viver no mundo é ter a certeza de que nem sempre estaremos bem. Este é o resultado de sermos contaminados pelo pecado. Vivemos no caos, seguimos sendo egoístas e passamos por cima de muitos. Somos seres autodestrutivos, construímos uma sociedade conforme nossa própria imagem caótica, diante disso, é claro que nem sempre estaremos bem.

O mais irônico é quando estudamos o contexto desta passagem bíblica e descobrimos que Paulo escreveu Filipenses na prisão. É impressionante saber que ele aprendeu o segredo de estar contente justamente no momento em que ele não estava numa boa, na cobertura de um hotel comendo caviar…

Nem sempre o cristão vai estar bem, passar por dificuldades é comum, a Bíblia atesta isso quando conta as experiências de Jó, Elias, Oséias e os apóstolos. Leia com cuidado a Bíblia que você vai ver muitos servos de Deus passando dificuldades, perseguições, doenças e faltas, mas uma coisa todos tinham em comum: “eles confiavam em Deus” por isso sempre encaravam seus problemas com uma outra ótica.

Aprender a estar contente é ter gravado na mente que o que acontece no exterior, não pode definir nosso interior. O que somos, em quem confiamos e o que acreditamos, não pode ser atrapalhado por fatores externos. Se o que acontece no mundo definir a nossa vida, corremos o risco de aos poucos nos distanciarmos de Deus. Crer que Ele nos ama e que olha por nós é básico para fé, mas ter em mente que nem tudo entendemos, nem tudo conseguimos explicar, também é importante. Confiar é largar o controle e viver sempre olhando para Deus, fazemos apenas o que esta em nosso alcance e o que não está, precisamos largar o controle. Não é fácil, mas é preciso.

Paulo havia aprendido o segredo de estar contente e o segredo era e é Cristo. Se não olharmos para Ele e buscarmos forças nele, certamente sucumbiremos neste mundo mal. Sem a força de Deus, como o versículo otimamente diz, com certeza olharemos mais para os problemas ou viveremos uma vida tão autodestrutiva que não perceberemos o caminho que estaremos tomando, aí é o fim, pois o descontentamento tomará conta do nosso ser e seguiremos na busca de encontrar a alegria que não existe.

Não esqueça que a única alegria, o contentamento verdadeiro, só se encontra em Deus, não existe nada fora dele, relembre está verdade dia a dia e aprenda o segredo de Paulo.

 

 

BIBLIOGRAFIA

HAHN, Eberhard, BOOR, Werner de, Carta aos Efésios, Filipenses e Colossenses, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2006

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