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A FORÇA DA GRATIDÃO

Gratidão, uma palavra muito importante e talvez pouco valorizada. Descobri a força da gratidão nos piores dias da minha vida, em momentos onde tudo estava ruindo, aprendi a agradecer e me impressionei com o resultado.

Você vai se abalar quando descobrir o poder que o homem tem de quantificar os problemas e minimizar as coisas boas, de aumentar o tamanho das dificuldades e diminuir as vitórias. É comum ante o caos, fecharmos os olhos para as coisas boas de nossa vida e focarmos nos problemas, eu passei por isso.

Era um período muito complicado, eu estava sem saída e não via previsão de solução, eu andava triste e desolado, quando resolvi parar e agradecer pelas coisas boas da minha vida. Na verdade foi uma espécie de exercício, um desafio que propus para me lembrar dos bons momentos e também para me esquecer dos ruins.

Foi impressionante me relembrar dos momentos bons e ante as lembranças foi inevitável perceber que entre os momentos ruins, muita coisa boa estava acontecendo. Descobri com este exercício que a minha ênfase era sempre negativa. O caos que eu enfrentava estava como que quantificado e todos os momentos bons minimizados, esquecido em instantes ante o menor sinal de problemas.

Deste momento em diante decidi agradecer, me acostumei a antes de orar a me lembrar de no mínimo um motivo a ser grato, deste dia em diante eu pude ver o quão estava cego, o quanto valorizava os problemas e não era grato a Deus pelas coisas boas.

A gratidão alivia a alma, nos traz alegria, faz-nos vermos o que está em nossa frente e muitas vezes não enxergamos por estamos atentos no caos. Ela nos traz a memórias que nem sempre nossos dias são de escuridão, que sempre há o que ser grato, que sempre haverá o que olhar e se alegrar, nem tudo é sempre cinza. Eu tenho uma frase que me guia em dias tristes:

“A gratidão é um porto seguro que abastece o coração para a caminhada”

Através da gratidão olhei para trás, enxerguei de onde vim e onde tinha chegado. Foi a gratidão que me mostrou os degraus alcançados, os caminhos percorridos e as batalhas vencidas. Foi por tentar ser um pouco mais grato que enxerguei Deus comigo e que vi que nunca estive sozinho.

Pare e pense, olhe para a sua vida e relembre os motivos no qual pode agradecer. Veja como nunca esteve só, que sempre conseguiu saída, que o caos nunca perpetuou. Às vezes as coisas não acontecem no nosso jeito, mas acontecem, basta parar para enxergar que a saída sempre vem, de um maneira ou outra vem.

Não deixe que os problemas te ceguem, aprenda a agradecer e ver Deus cuidando de você. Cultive um coração agradecido e deixe a paz de Cristo te inundar, entenda que o caos pode vir, contudo nunca estamos sós.

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O RETRATO DE UM MAU ARGUMENTO

Foi durante uma conversa habitual de final de semana em um freelancer, que eu falei que não acreditava na teoria da evolução, pelo menos não como ela é colocada. Foi o fim para o meu interlocutor, e o começo do caos para mim.

O assunto surgiu do nada, sem motivos, sendo que por ele ter dado o seu ponto de vista, eu, de forma banal e até distraída, já que eu estava trabalhando, dei também o meu.

Após a minha revelação em forma de uma breve e descompromissada argumentação, usando em minha fala um argumento de Chesterton do livro “O homem eterno”, que estava bem viva em minha memória, o homem transtornado, visivelmente alterado, começou a me xingar. Ele é ateu, mas sempre soube que eu era cristão, com isso, fiquei sem entender o motivo de sua alteração, fui chamado de alienado, com todas as letras e de forma bem enfática, entre tantos outros adjetivos que não cabem no texto.

Tentei argumentar e apaziguar os ânimos, mas não consegui, percebi, por conta de sua forma de falar, que ele não respeitaria a minha opinião. Seus argumentos não tinham fundamento no diálogo e o que se segue é o mapa dos seus argumentos, que evidencia por si só, que a intenção do tal interlocutor não era argumentar, mas vencer a todo o custo a discussão.

Quando eu justifiquei a minha posição fiz o que comumente faço, usei algumas bibliografias para reforçar o meu ponto de vista. Ao concluir, e após eu ouvir algumas palavras ofensivas, ele começou a atacar a igreja, os cristãos, falou de todo o caos que a igreja fez na história, mas não refutou o meu ponto de vista. Eu concordei com a questão da igreja e dos cristãos, afinal a igreja errou muito, mas justamente com a minha concordância, falei de todos os bons cristãos, as boas igrejas, mostrando o outro lado da história que é bem pouco conhecida. Falei das universidades fundadas por cristãos, a ideia do ensino público gratuito de Lutero e por aí vai, por eu ter feito um estudo sobre o assunto para a universidade no qual trabalho, as bibliografias ainda estavam bem frescas, sendo que eu ao concluir, lembrei-o que ele não havia respondido a minha primeira argumentação, mas não adiantou. Ele disse que eu estava errado (não disse onde) e continuou a me chamar de alienado entre tantos outros nomes.

Finalmente comecei a ficar ofendido, pois até aquele hora eu estava encarando o caso com certo bom humor e até distração, pois como eu disse, eu estava trabalhando. Com isso parei o que estava fazendo e falei sobre alienação e o fato de que ambos poderíamos estar alienados (eu nunca excluo este fato), concluí dizendo que é fácil chamar alguém que tem um ponto de vista diferente do nosso de alienado, o desafio é realmente argumentar, aconselhei que o assunto não nos levaria a lugar algum (já que ele não queria me ouvir mesmo) e pensei que encerrar o assunto era a melhor solução, mas não adiantou, e me ofendendo compulsivamente, não parou de falar. Foram duas horas e meia, onde ele não me ouvia e eu tentava falar e apaziguar seus ânimos toa. A parte complicada era que tudo o que eu falava soava como ofensa para ele, e quando eu comecei a me alterar (eu até que demorei) ele usou a minha alteração para me acusar, e o pior era que eu não podia sair da sala, eu estava no trabalho.

Algumas importantes situações eu percebi neste diálogo, se é que poderíamos chamar de diálogo, o que se segue é um mapa delimitado da tal conversa.

Primeiro, ele não discutia ideias. É um problema quando uma pessoa não fala de argumentos e sim de pessoas. Seres humanos erram, a igreja errou, eu erro, mas o caso ali era refutar o meu ponto de vista, já que ele me considerava errado, coisa que ele não fez, preferiu falar do erro da igreja, do pastor, do padre e de tudo, menos do que eu falei.

Segundo, ele não usava argumentos. Vele lembrar que argumento é uma reflexão que nos leva a uma dedução sendo que falar de outros fatos, não é argumentar, no caso dele, ele teria que me mostrar onde eu estava errado.

Terceiro, ele generalizava. Não generalize, este é um erro muito grande, nem todo o padre é pedófilo, pastor ladrão ou igreja é charlatã. Aprenda a conhecer o outro lado, pesquise e procure conhecer o assunto de todos os ângulos, pois existe sempre o outro lado da moeda.

Quarto, ele não considerava o fato de que poderia estar errado. Nós somos seres falhos, eu mesmo sou, e estamos sujeitos ao erro e ao engano a toda a hora. Quando você não considera esta verdade, está fadado a se perder em pensamentos simplistas. É importante entender a nossa finitude e por isso respeitar a opinião alheia que pode estar certa (ou errada).

Confesso que eu não sou muito fã de discutir, eu já estive em situações parecidas, este tipo de pessoa tem muito no mundo e como eu não gosto de perder tempo, eu não me sujeito a estas conversas, mas com ele foi inevitável.

Eu sei que não sou perfeito, e é claro que eu errei muito, eu me alterei, fui irônico algumas vezes (eu sempre sou) e em meio as ofensas perdi a paciência. É importante aprendermos a sermos pacientes, mas nem sempre estamos em bons dias.

Cada um tem a sua opinião, até eu, se eu não defender o direito de você tê-las estarei sendo contraditório, contudo, não podemos ceder à tentação de querer vencer, devemos sempre aprender a argumentar.

Lembre-se de algo importante, toda a opinião proferida para rebaixar e ofender alguém, não vale a pena ser proferida, mesmo que está seja uma verdade. Toda a crítica dita para diminuir ou rebaixar alguém, é pobre, sem sentido, não vale a pena ser falada.

Ou aprendemos a nos comunicar ou nos calamos, pessoas são mais importantes que opiniões, não adianta ganharmos uma discussão e perdermos uma pessoa.

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O MEDO DE CORRER RISCOS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

Esta é a última armadilha da mente das quatro listadas pelo Augusto Cury: O medo de correr riscos.

“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam” (CURY, 2008, p. 58)

Eu não sou o cara mais ousado que existe, muitas vezes acabo optando mais pelo seguro, do que pelo caminho mais arriscado. Eu também não gosto de atalhos e formulas mágicas, não acredito que possa existir algo assim, mas eu sei que correr riscos é inevitável em qualquer empreitada.

“Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas” (CURY, 2008, p. 59)

Viver é um risco, sonhar e empreender algo é um risco, nem sempre saberemos se o caminho é o correto, muito menos se aquela determinada área frutificará, mas a vida é assim. Se não fizermos, não arregaçarmos a manga e tentarmos, nunca saberemos ou sairemos do lugar. Viveremos estagnados, parados no tempo, decepcionados sem crescera se desenvolver.

“Pois a vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a tarefa mais nobre de um mortal. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários” (CURY, 2008, p. 59)

E quando falo em arriscar, não falo de grandes empresários, ou de empreendedores famosos, falo de tudo e de todos, nem sempre o meu desafio é grande para você e vice versa, mas temos que tentar e aprendera encarar o desafio.

Querer fazer algo, mudar seu futuro estudando, montar uma loja, ou seguir na realização do que você sonha, vai acabar tendo sempre um risco. Entretanto, só chega lá quem corre o risco, quem tenta e aprende com seus erros.

Ficar parado não é a saída, pode ser confortável, mas não te tira do lugar. Enfrentar o medo e ousar é o caminho para não ser uma pessoa frustrada. O comodismo não nos faz crescer, mas quem ousa, está sempre aprendendo, mudando e evoluindo. Por isso jogue fora o medo e tente, pode ser que você consiga, ou aprenda, não custa tentar descobrir.

 

 

BIBLIOGRAFIA

CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008

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AGENDA INTERNA

É muito comum seja em sala de aula, em redes sociais, ou até em uma roda de conversa, termos muitas opiniões sobre um mesmo assunto. Normal, opinar ou ter pontos de vista é intrínseco no ser humano, faz parte de sua natureza. O curioso é que mesmo que duas pessoas tenham diante de si o mesmo objeto de pesquisa, com os mesmos resultados de análise, estas duas pessoas certamente, ou muitas das vezes, terão conclusões diferentes, normal.  Isso se dá por conta de vários motivos, contudo, neste texto quero falar apenas de um deles, talvez o principal, que são os nossos comprometimentos internos.

Todo o ser humano acredita em algo, todos nós temos nossos pontos de vista sendo que são as nossas crenças e comprometimentos que nos levam a interpretar fatos de maneira diferentes. K. Scott Oliphint complementa:

“Os fatos são realmente teimosos, mas sua teimosia não se compara à teimosia quase insuportável de nossos comprometimentos básicos. Esses comprometimentos tornam-se a lente através da qual lemos os fatos” (OLIPHINT, 2018. p. 100)

Costumo nomear este fenômeno de agenda interna, ou seja, crenças e conceitos que acabam norteando nossos pontos de vistas e interpretações dos fatos, o grande desafio é justamente conseguirmos deixar de lado estes comprometimentos e olhar para os fatos de forma totalmente neutra  sem que esta agenda interna nos influencie

O que eu tento fazer como estudioso nestes casos é antes de tudo, procurar enxergar os fatos de todos os ângulos. A filosofia existe justamente para este propósito, fazer com que o homem olhe as situações de maneira ampla antes de emitir uma opinião ou tomar uma decisão. É desafiador ser neutro e em alguns casos, é quase impossível, ainda mais quando o fato envolve emoção, mas é importante tentarmos deixar a emoção de lado a fim de que tenhamos a melhor conclusão sobre o caso.

Outra atitude que eu tomo nestes casos é pesquisar. Por isso eu leio sobre o assunto, pesquiso e fujo de opiniões sem base e fundamento. Quanto mais você conhece, mais você terá uma conclusão mais acurada e coerente. Entenda que durante nossos estudos e pesquisas, temos que tentar ser imparciais, para que assim possamos tomar a melhor decisão, o melhor caminho a seguir ou a melhor reflexão.

Por último tento cultivar a humildade, pois eu tenho certeza apenas de uma coisa, nós somos muito limitados para acharmos que sabemos de tudo, que a nossa opinião é infalível, que somos imbatíveis.

Diante dos fatos eu tento cultivar a humildade, procuro ouvir o próximo e tomo cuidado para que a minha agenda interna não faça com que eu vire uma pessoa intragável, dono da verdade, que acredita que apenas a minha opinião é a certa.

É fundamental termos crenças, isso não é um erro, ao contrário, isso é ser humano. Contudo uma vida relevante é construída a partir do estudo, do ouvir o próximo e de duvidar de si mesmo constantemente. Entenda quem você é, ponha na cabeça que todo o ser humano é limitado, com isso ser humilde, buscar conhecimento e não ser arrogante é o caminho para sermos relevantes, seguindo a vida aprendendo e crescendo cada vez mais.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

OLIPHINT, K. Scott, Por que você acredita, editora Thomas Nelson, Rio de Janeiro 2018

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ENFIM MAIS UM ANO

Enfim, chegamos em 2019, depois de um ano conturbado por conta da política e complicado por conta da crise.

Entretanto o ano de 2018 não foi dos piores, pois este foi o ano no qual o blog fechou parcerias com algumas editoras, além de ter crescido muito o acesso diário. O desafio vai ser aumentar ainda mais o acesso e conseguir por em prática inúmeros outros projetos que ao longo deste ano será divulgado.

Eu gosto muito de anos novos, eles são bons marcos, que nos levam a refletir sobre o que fizemos e o que podemos fazer para melhorar ainda mais nossos objetivos. É como eu sempre digo, nunca é tarde para planejarmos, para aprendermos e crescermos, sendo que isso não é possível sem um ponto de partida e um ponto final, começos e finais de ano servem justamente para isso.

Que neste novo período político possamos aprender a não enterrar os nossos sonhos, a dar chance para as coisas que acreditávamos que não iriam dar certo

Que neste novo ano você também deixe de lado o seu papel de vítima e aprenda a ser o protagonista da sua história. A vida não é fácil para ninguém, então arregace as mangas, pare de se comparar com outros e mãos a obra.

Critique, duvide, não aceite qualquer coisa, mas também respeite, dê uma chance a verdade e não engula qualquer notícia. Aprenda a ser relevante, leia para não ser alienado e mantenha o hábito de escrever para assim desenvolver mais ainda suas capacidades.

Aprenda uma nova língua, procure novos objetivos sem abandonar seus antigos, viaje, veja a beleza da vida, conheça pessoas novas, mas procure também a solitude, a tranquilidade do simples, a natureza e os bons amigos.

A vida é curta para não tentarmos algo novo, o mundo é vasto, para deixamos de sonhar, vivendo a mesmice de cada dia.

Este novo ano pode ser tudo, basta planejar, entregar a Deus seus objetivos e batalhar, nada vem sem dedicação e esforço, por isso tente, use seus sonhos para montar uma meta e siga em frente.

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O PESO DO FRACASSO

Ninguém gosta de fracassar, duvido que você entre em uma empreitada esperando que tudo dê errado, ao contrário, esperamos sucesso em tudo o que fazemos.

O interessante é que no dicionário fracasso não significa só: Derrota, ausência de sucesso ou coisas do tipo, mas também significa:

“Barulho causado pela queda de alguma coisa; barulho, estrondo” (Dicio)

 E vamos concordar que alguns fracassos são barulhentos, não é? Derruba nossas vidas, esgota nossos ânimos e causa um baita estrago em nossa mente.

Escrevi este texto por me lembrar do fracasso e de todo o barulho que ele causou em minha vida um tempo atrás. Passei o ano todo planejando coisas que deram errado e estava tentando lidar com o peso que o fracasso e a frustração estava me trazendo. Eu sei que aprendemos com os erros, também sei que na vida nem tudo são flores, mas não é fácil levar na bagagem alguns objetos, principalmente quando estes são sonhos frustrados.

O interessante é que por conta do fracasso, e talvez para ocupar a cabeça, resolvi fazer outra graduação. O preço estava bom, a faculdade era boa e achei que o curso iria agregar em meu currículo. Não que de pronto eu quisesse seguir a profissão, mas valia a pena desfrutar da facilidade de fazer uma segunda graduação na esperança de enriquecer meu currículo.

O que eu não esperava era que este segundo curso iria abrir a minha mente para o novo e para novas possibilidades. Eu não pensei que por conta desta graduação, muitas outras possibilidades iriam aparecer e que algumas portas iriam se abrir

O peso do fracasso não pode ser como uma âncora em sua vida, que te paralisa, te deixa imóvel lamentando, desgostoso e derrotado. O fracasso tem que te movimentar para o novo, novas possibilidades, novos planos e horizontes. Muitas vezes o fracasso nos serve como uma bússola, que aponta para outras direções e possibilidades, nos abrindo a visão e a mente

Nem sempre o caminho dos sonhos e idealizações são os melhores caminhos. De vez em quando o que queremos é limitado pela falta de conhecermos outras possibilidades. O peso do fracasso em minha vida serviu para que eu o agarrasse e fosse mais fundo, descobrindo assim muita coisa que eu não havia visualizado por estar correndo atrás do que eu achava que era uma boa causa. Não é que eu virei à página e abandonei meu sonho e sim que eu descobri que tinha muito mais formas que eu não conhecia, para fazer o que eu queria.

Agarre o fracasso, mergulhe com ele e procure outras águas. Deixe o fracasso te levar para outros mares e possibilidades, reflita quando tudo der errado e procure outro caminho. Chore, lamente, aprenda com o erro, lave a alma e siga. Nem tudo está perdido, ao contrário, às vezes ao achar que estamos no caminho errado, acabamos por perceber que na verdade a trilha quem abre somos nós e nossa força de vontade.

 

 

BIBLIOGRAFIA

https://www.dicio.com.br/fracasso/

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APRENDIZ

Eu tenho uma máxima em minha vida no qual carrego há anos no peito: “Aprendi o segredo de estar contente…”, uma frase que peguei emprestado de Paulo lá de Filipenses 4:11 e que tem ditado o ritmo da minha caminhada

Em um mundo caótico igual ao nosso, onde sem mais nem menos nossa situação pode mudar, é importante saber estar contente em qualquer situação. Nem sempre podemos estar bem financeiramente, nem sempre termos saúde, nem sempre termos paz. Isso quando não temos todos estes problemas ao mesmo tempo, com isso estar contente se torna fundamental para a nossa saúde mental.

A grande verdade é que se não aprendermos a lidar com todas as nossas intempéries, com certeza sucumbiremos, aprender a se adaptar aos diversos tipos de mudança é inevitável para não cairmos no desgosto e na tristeza que rodeia a sociedade.

E não adianta ficar com raiva e culpar Deus por todos os seus problemas, pois viver no mundo é ter a certeza de que nem sempre estaremos bem. Este é o resultado de sermos contaminados pelo pecado. Vivemos no caos, seguimos sendo egoístas e passamos por cima de muitos. Somos seres autodestrutivos, construímos uma sociedade conforme nossa própria imagem caótica, diante disso, é claro que nem sempre estaremos bem.

O mais irônico é quando estudamos o contexto desta passagem bíblica e descobrimos que Paulo escreveu Filipenses na prisão. É impressionante saber que ele aprendeu o segredo de estar contente justamente no momento em que ele não estava numa boa, na cobertura de um hotel comendo caviar…

Nem sempre o cristão vai estar bem, passar por dificuldades é comum, a Bíblia atesta isso quando conta as experiências de Jó, Elias, Oséias e os apóstolos. Leia com cuidado a Bíblia que você vai ver muitos servos de Deus passando dificuldades, perseguições, doenças e faltas, mas uma coisa todos tinham em comum: “eles confiavam em Deus” por isso sempre encaravam seus problemas com uma outra ótica.

Aprender a estar contente é ter gravado na mente que o que acontece no exterior, não pode definir nosso interior. O que somos, em quem confiamos e o que acreditamos, não pode ser atrapalhado por fatores externos. Se o que acontece no mundo definir a nossa vida, corremos o risco de aos poucos nos distanciarmos de Deus. Crer que Ele nos ama e que olha por nós é básico para fé, mas ter em mente que nem tudo entendemos, nem tudo conseguimos explicar, também é importante. Confiar é largar o controle e viver sempre olhando para Deus, fazemos apenas o que esta em nosso alcance e o que não está, precisamos largar o controle. Não é fácil, mas é preciso.

Paulo havia aprendido o segredo de estar contente e o segredo era e é Cristo. Se não olharmos para Ele e buscarmos forças nele, certamente sucumbiremos neste mundo mal. Sem a força de Deus, como o versículo otimamente diz, com certeza olharemos mais para os problemas ou viveremos uma vida tão autodestrutiva que não perceberemos o caminho que estaremos tomando, aí é o fim, pois o descontentamento tomará conta do nosso ser e seguiremos na busca de encontrar a alegria que não existe.

Não esqueça que a única alegria, o contentamento verdadeiro, só se encontra em Deus, não existe nada fora dele, relembre está verdade dia a dia e aprenda o segredo de Paulo.

 

 

BIBLIOGRAFIA

HAHN, Eberhard, BOOR, Werner de, Carta aos Efésios, Filipenses e Colossenses, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2006

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CRISE

Crise é aquele momento da economia onde os preços sobem, o desemprego aumenta e o medo toma conta de tudo. Gosto de pensar que a crise também é um momento para sairmos do comodismo, de pensar em ideias melhores, procurar outros desafios. Não tenho medo de crise, nossos pais e avós já passaram perrengues piores e superaram, por que nós também não iríamos conseguir?

Acho interessante ouvir pessoas mais velhas, suas dificuldades passadas e a maneira como lidaram com elas, pois eles nos dão força para encarar a vida com mais esperança. Afinal, quem nunca passou por uma Crise? Quem nunca sentiu o chão desabar? Quem nunca achou que nunca mais se recuperaria? Normal, mas quando ouvimos outras experiências, outros pontos de vista, nós enxergamos como nem tudo está perdido.

É na crise que crescemos, que os fracos caem e que aprendemos a procurar outras saídas. É durante a crise que muitas ótimas ideias surgem, que portas que nunca imaginamos que um dia abriria, se abrem, que oportunidades novas nascem. Porém o ponto mais importante da crise é que ela nos faz confiar mais em Deus, confiar em seus cuidados e nos leva a buscá-lo com mais constância.

Não se esqueça de como é comum nos acomodarmos, o leão que já conquistou o seu espaço, que já chegou onde queria chegar ou que já conseguiu uma certa estabilidade, tende a se encostar.

Gosto de dia a dia me lembrar de que o mundo é incerto e que nada é para sempre, isso me faz sempre olhar adiante a não parar. Convivo com mudanças de maneira bem tranquila, pois sei bem da  importância dela para o nosso crescimento, além de saber que somos frágeis e finitos e mais dia ou menos dia vamos ter que aprender a lidar com quedas e perdas.

Contudo a crise tem um último lado muito importante, pois é durante a má fase que você vê quem realmente se importa. É na falta que você enxerga quem divide e auxilia, é quando não sobra, que você vê o bom coração.

Eu não me impressiono quando vejo empresários explorando o pobre, não me admiro quando vejo injustiças e falta de amor, mas agradeço a Deus por saber que é só na crise que percebemos a verdade, sem máscaras.

A crise é algo comum, dou graças a Deus por ela, pois é na crise que lembramos que somos fracos, é ela que faz-nos olhar uns para os outros, é a crise que derruba a nossa autossuficiência é a crise que revela quem é o homem e o quanto a sociedade que ele criou é fraca e limitada.

Não se desespere com a crise, não entre em pânico quando descobrir a sua limitação ou perceber que está no fim de uma empreitada por conta dela. Aprenda a olhar para frente e prosseguir. Não somos infinitos, muito menos autossuficientes, somos fracos e dependentes. Diante disso, quando a crise chegar, aprenda a recomeçar, busque o novo sem se esquecer de quão limitado e finito realmente somos e do quanto temos que aprender a confiar em Deus.

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A VERDADEIRA POBREZA

Eu gosto do simples, me impressiono como algumas pessoas, apesar de  não terem estudos, são tão profundas e sábias. Ser sábio não é ter faculdade, quem assim pensa se engana profundamente. Sabedoria é a capacidade de gerenciar seu conhecimento seja ele qual for,  ou a capacidade de tomar boas decisões, é claro que um curso superior ajuda muito, mas não existe garantia de que ele faça alguém inteligente.

Um tempo atrás assisti a um vídeo que me deixou muito pensativo. Era uma senhora (Dona Lindalva), sem muito estudo e muito pobre, que contava como tinha batalhado para ter o seu pedaço de chão e o quanto suava a camisa para aprender a ler e escrever, pois era analfabeta. No meio do vídeo ela solta uma frase digna de um grande filósofo: “Minha pobreza é só de dinheiro…”.

Muito passam a vida tendo como principal objetivo ganhar dinheiro. E se esquecem de viver o que a vida dá de graça. Temos tantas tecnologias que nos esquecemos de dar valor ao que temos. Muitos acham que ser feliz é ter, mas quando acabam tendo, descobrem que ainda continuam infelizes.

Aquela senhora não se curvou ante a falta de recursos ou limitações e fez a opção de seguir firme valorizando o que tinha. Acredito que muitas vezes perdemos muito tempo reclamando, desejando ter, pensando no futuro e nos esquecendo do hoje.

 Quando falamos que a nossa pobreza é só de dinheiro, afirmamos que a única coisa que nos falta é o vil metal, porém, não é por conta da falta que seremos infelizes. Não podemos deixar que as riquezas definam nossa felicidade, ser feliz não é ter e sim ser. Gosto do que Phillip Keller fala em seu livro “Nada me faltará”:

“Os homens estão sempre buscando segurança fora de si mesmos. São inquietos, inseguros, ambiciosos, ambiciosos de mais riquezas – querendo isto e aquilo, e contudo nunca estão realmente satisfeitos espiritualmente” (KELLER, 1984, p. 26)

Não é se acomodar, mas se contentar com o que temos e viver o hoje, é ter em mente que a verdadeira felicidade e paz, vêm de Deus. Se você não é feliz, nada vai suprir esta falta de felicidade, ou você resolve o problema, que é interno e não externo, ou você nunca vai mudar.

Quando você resolve esta falta, você pode ter muito ou pouco que estará feliz, você aprende a viver um dia de cada vez, valorizará o hoje, antes de ficar correndo atrás como louco de um futuro que nunca vem.

 

 

BIBLIOGRAFIA

KELLER, Phillip, Nada me Faltará, O salmo 23 à luz das experiências de um pastor de ovelhas, Editora Betânia, Belo Horizonte, 1984

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A ERA DOS EXTREMOS

Em cada período da história um tipo de pensamento move as pessoas e culturas, de tempos em tempos estes mesmos pensamentos se vão, dando lugar a outras formas de pensar em uma espécie de círculo normativo, que acaba determinando como todos devem seguir.

Tivemos a idade média onde a igreja era um refúgio e que posteriormente virou vilã, impondo seus ensinos, perseguindo e oprimindo a quem discordasse dela. Depois tivemos a idade moderna, suas explorações e expedições a fim de desvendar mares nunca navegados marcou o período onde também culminou em dois grandes movimentos. O Renascimento nos séculos XV e XVI como tendência cultural, e o iluminismo no século XVIII. Sem esquecer também da revolução industrial iniciada na Inglaterra no século XVIII, que conduziu o homem a crer nos avanços científicos, fazendo com que as crenças religiosas ficassem em segundo plano. Após isso tivemos no mundo duas guerras mundiais e algumas crises econômicas. Conceitos científicos surgindo e outros acabando, revelando como a ciência muitas vezes tem se mostrado equivocada e falível. E muito caos, mostrando que onde tem um ser humano, tem problema.

No momento passamos pela era dos extremos, a fácil comunicação fez com que todos “fossem sinceros”, pelo menos diante da tela do computador, com uma sinceridade que não demora em ofender, dividir e magoar. O pensamento raso e sem boas bibliografias tem sido à base deste movimento, exageros em nome da política, sexualidade e opinião, tem levado as pessoas a situações contraditórias e com isso entregamos para a próxima geração uma sociedade ainda mais bagunçada, poluída e deficiente.

Perceba como propagandas, produtos, TV ou mídias sociais, são movidos pela crença da época. Note como suas reflexões e posicionamentos mudam conforme o mundo muda ou “evolui” segundo alguns, que de evolução parece não ter nada.

A era dos extremos tem como marca principal o reivindicar direitos sem olhar para o próximo ou equacionar o impacto que sua ação ou proposta causará na sociedade, e acima de tudo, sem respeitar o pensamento, crença e gosto pessoal do indivíduo oposto. Outra de suas marcas é o extremismo, seguido de falta de reflexão, leitura e informação, são tantas teorias ou problemas que eles inventam a fim de justificar suas ações extremas, que fica difícil sentar e ter um diálogo justo com qualquer um destes. Boas soluções não vêm com fórmulas pré-fabricadas ou com discursos de dez minutos, e sim com muita reflexão, trocas de informação e união.

É fácil organizar uma revolução, basta ter quem nos ouça e acredite em nossas ideias, não é tão complicado formular uma receita mágica para solucionar os problemas do mundo, o desafio é conseguir enxergar o problema de forma ampla, para não seguir complicando ainda mais, ou passando por cima das pessoas erradas, ofendendo quem não tem culpa, condenando indivíduos no qual não conhecemos. Para quem não tem conteúdo e o mínimo de pensamento crítico, ideias são perigosas e o ignorante com iniciativa um perigo mortal.

Respeito pelo espaço alheio é isso que está faltando hoje em dia, diálogo sem imposição, isso também está em falta. Crer que um bom argumento é a base de uma boa conversa seria uma das fórmulas do bom diálogo e para isso temos que ler, pesquisar e estudar, levando em conta que nem sempre vamos convencer e nem sempre estaremos certos.

 

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