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ARGUMENTOS SUBJETIVOS

De tempos em tempos algumas notícias polêmicas vêm à tona, e viram alvos de debates e discussões. Como a internet ampliou a oportunidade do debate, qualquer um pode opinar e dar o seu ponto de vista, o resultado disso são os argumentos mais pobres, simplistas e complicados que podemos ver.

Não que eu seja contra esta oportunidade que a internet nos dá. É bom poder opinar, poder expor nosso ponto de vista e dar a nossa opinião, como estou fazendo agora. E sim que, muitos destes que opinam, não enxergam todas as falhas dos seus argumentos. Por conta disso, pontos de vistas, dos mais subjetivos surgem.

Ao falarmos de aborto, por exemplo, é comum alguns justificarem a sua posição favorável, afirmando que defendem o aborto, porque os pais abandonam os seus filhos. Em uma conclusão totalmente sem coerência e reflexão.

Abandonar o filho é um dos atos mais covardes que um homem pode ter, assim como a alienação parental, de mulheres que não permitem o marido de ver seus filhos, mesmo que ele esteja cumprindo com o seu papel de pai. São dois problemas, o aborto e o abandono de filhos, e um não é argumento para o outro. Isso sem contar que em alguns casos, o argumentador generaliza um problema, como se todo o homem abandonasse o filho, batesse em suas esposas e por aí vai.

Dentro da igreja temos exemplos parecidos, de cristãos que transformam a sua experiência com Deus em regra. Como se aquilo fosse norma para Deus agir. Com isso, ensinos que são opostos a Bíblia surgem, sem qualquer base e fundamentos, tendo como ponto de partida, argumentos subjetivos, que não possuem qualquer coerência.

Muitos justificam as suas crenças, com frases que carecem de coerência e o mínimo de base. Moldando a Bíblia a seus pontos de vista e a sua opinião. A palavra de Deus nos pontos fundamentais já é clara por si mesma. E ela existe para nos ensinar, e fazer com que a nossa vida esteja totalmente centrada na vontade de Deus. Você não deve ler só o que gosta na Bíblia, e sim estudar ela toda, aceitar seus ensinos e moldar a sua vida, conforme a vontade de Deus e não a sua própria.

Argumentar é apresentar ideias, fatos e provas de algo, e em caso de discordância, ou de falta de fundamento é importante não justificar um ponto de vista com casos isolados, que são exceções ou com problemas, que não fazem parte do assunto.

Ao refletir em um ponto de vista, é importante pensar naquele argumento, e refletir sobre ele. Sem generalizar, sem usar exemplos fora do contexto no qual você defende. E caso você seja uma pessoa relevante, pense em seu ponto de vista com uma atitude verdadeira, sem esconder os pontos fracos e contraditórios, para assim, propor uma reflexão centrada e com alguma base.

O argumento subjetivo serve para justificar algo que não tem justificativa. Ele é uma fábrica de provas, com o intuito de militar e defender algo que possui muita contradição.

Muitos simplificam problemas, alguns possuem o poder de não enxergar as variantes de uma situação e não refletir sobre as consequências da sua opinião.

Os argumentos subjetivos não têm como fundamento a verdade, muito menos a pesquisa. E sim, achismos, impulsos e sentimentos. O bom argumento vem da reflexão e da busca pela verdade, doa a quem doer. Pois amigo, muitas vezes ao irmos em busca da verdade, de forma verdadeira e sincera, descobrimos que estamos errados.

Eu desconfio de quem não desconfia de si, de quem não tem medo de se enganar, e que acredita que o seu ponto de vista é inerrante. Um bom pensador desconfia, e sempre revê as suas opiniões. Ele em nome da relevância, não demora em refletir no que está sendo dito, colocando em xeque sempre a sua opinião.

Precisamos entender a nossa possibilidade em falhar, e aprender a nos posicionar diante deste fato. É importante saber argumentar, e refletir, buscando sempre a coerência, sem o intuito de querer estar apenas certo.

Quem quer estar sempre certo, já errou, por se posicionar como a fonte da verdade. Sendo que estes na maioria das vezes estão errados. Pois, quando vemos apenas o que queremos, nesse caso, o nosso ponto de vista, não percebemos o entorno e possivelmente podemos deixar de perceber a verdade estampada em nossa frente. 

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A METAMORFOSE DE KAFKA

Imagine se um dia você acordasse e percebesse que estaria virando um inseto. Com braços a mais, antenas e voz estranha. Este é o enredo do livro “A metamorfose” de Kafka, um livro muito mais que surpreendente, não só pela história, mas por todas as lições que o livro propõe.

O livro já começa com a transformação, como se o autor, economizando suspense, já fosse gastando novidades sobre a história. Contudo, isso não é o principal do texto, a parte central é a história da família e o quanto ela é dependente daquele filho.  

O filho inseto é o que sustenta os seus pais e a irmã. O texto enfatiza bem como o trabalho dele mantém tudo, enquanto a família segue dependente por conta de várias desculpas. A parte surpreendente é ver ele passar de provedor, para um inseto asqueroso sem ao menos saber como tudo aconteceu.

O surreal da transformação de Gregor, que é o metamorfoseado, é a sua preocupação com o trabalho, mesmo estando em um estado lastimável. Mostrando que as vezes temos prioridades totalmente invertidas.

No decorrer da história, conforme o filho seguia piorando cada vez mais, vemos concomitantemente uma família ressuscitando, deixando de lado as desculpas e arregaçando as mangas. O pai arranja um trabalho, os outros começam a correr atrás e a se unirem no propósito de sobreviver, enquanto o filho sucumbia a maldição dia após dia.

É normal o homem se acomodar, se prender a desculpas e seguir dependente, seja de alguém, ou de um emprego que não proporciona qualquer perspectiva. A questão é que quando os problemas chegam, nos obrigam a nos mexer, a correr atrás e buscar novas soluções.

A Metamorfose é a história de duas transformações, a primeira, de um filho com uma espécie de maldição e a segunda, de uma família que diante do caos, precisou se virar.

O livro é uma metáfora do caos, do quanto os problemas nos ajudam, nos tiram do comodismo fazendo com que tenhamos que nos movimentar em busca de soluções. Mas também é uma metáfora sobre o sofrimento, como ele surge sem sabermos e nos deixa paralisados, sem ação.

Nem sempre o caos é ruim, em algumas vezes é somente nos períodos difíceis que vemos como estamos fazendo as escolhas erradas. Contudo, o caos também nos pega de surpresa e muda toda a nossa vida.

O livro mostra justamente a ambiguidade do sofrimento, o quanto ele é ambivalente e imprevisível. Penso que é difícil explicar o livro, assim como é difícil explicar o sofrimento, pois ele vai ser sempre ambíguo e dependente da ação e de um posicionamento do sofredor.

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A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO EM UM MUNDO BARULHENTO

Em um mundo barulhento, quem busca o silêncio vira um ator de peça de humor, um sonhador distante da realidade, com ideias bem fora do padrão usual, alguém que não é antenado neste nosso mundo conectado.

Ninguém mais fica em silêncio, só gente estranha é que busca a tal da solitude. O nosso século é frenético demais para isso e segue em um desesperado barulho, uma ensandecida busca por atenção em um mundo que se encontra em um eterno vazio. O desafio é calar o infinito falar que abafa a paz do coração.

Na tradição monástica o silêncio é uma ferramenta poderosa. A falta de capacidade em ficar em silêncio é muito ligado a falta de capacidade de ouvir as pessoas ou o seu entorno. Quem não se cala não ouve, quem não sabe ficar em silêncio, não presta muita atenção ao redor e acaba seguindo alheio a muita coisa por conta dos excessos de estímulos e barulhos.

Estar em silêncio é se encontrar em quietude,  atento a tudo,  estar em silêncio é seguir ouvindo, é prestar atenção aos ruídos internos e a tudo o que nos atrapalha, e principalmente, é estar atento a voz de Deus que em todo o momento nos ensina, basta abrirmos nosso olhos e acalmarmos nossa mente. Anselm Grün no livro “O poder do silêncio”, pontua de forma realmente genial o poder do silêncio:

Quando estou totalmente concentrado em ouvir, passo a ouvir, por fim, em todos esses sons, o silêncio. O zunir do vento ou o barulho do riacho não perturbam o silêncio, na verdade, tornam-no acessível” (GRÜN, 2019, p. 15).

Nada como a tranquilidade do campo para nos ensinar a ouvir, para nos fazer ficar em silêncio, percebendo a vida. Mas como nem sempre podemos estar no campo, busco acordar bem cedo todos os dias em prol do cultivo de um pouco de silêncio. É libertador sentar no sofá e se calar, pensando e meditando nos acontecimentos do dia anterior, na Bíblia, ou mesmo para apenas ficar em silêncio, na solitude, é um momento bem inspirador.

Em meus piores dias aprendi a ficar em silêncio, troquei as muitas vozes e barulhos que o sofrimento traz, pela solitude e pela calma. É reconfortante aprender a parar e ao mesmo tempo nos colocar como servos que somos, confiando que em meio ao caos, Deus está conosco.

A vida de hoje produz muito barulho, são muitas opções que nos mantém com a nossa mente ligada. O problema é que quanto mais nos distraímos, mais deixamos as inúmeras vozes e ruídos nos guiar e tirar a nossa paz.

O silêncio é libertador, nos coloca no lugar, e nos mostra o quão perigoso é viver uma vida de estímulos constantes e barulhos permanentes.

Aprenda a ficar um pouco em silêncio, acorde mais cedo e tire alguns minutos para silenciar a mente e acalmar o coração antes de falar com Deus.

Quando aprendemos a nos calar, passamos a ouvir mais e a perceber detalhes do mundo a nossa volta, nuances que ficavam abafadas pelos inúmeros barulhos que a tecnologia nos proporciona nos dias de hoje.

BIBLIOGRAFIA

GRÜN, Anselm, O poder do silêncio, Editora Vozes, Petrópolis, 2019.

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CUIDADO COM OS ORGULHOSOS

Cada um tem o seu ponto fraco, o seu calcanhar de Aquiles, aquilo no qual temos certa dificuldade em dominar, normal, somos seres humanos. Contudo, o que também é muito normal é encontrarmos alguns que não entendem isso, e seguem acreditando que sabem de tudo.

Aprendi a entender e a aceitar meus pontos fracos, percebi como é libertador confessar que não sabemos de tudo, que o conhecimento é infinito, que sempre podemos aprender. O problema é quando nem todos entendem este tipo de atitude, este tipo de pessoa pode nos causar um grande problema.

Existe uma enorme diferença entre confessarmos que não sabemos de tudo, que não dominamos determinada área, e afirmar que de fato não sabemos nada. Sendo que um orgulhoso desavisado, pode interpretar suas palavras como: “Eu não sei de nada” e com isso, tentar te diminuir.

Cada um tem o seu ponto forte e o seu ponto fraco, confessar isso é ser inteligente e realmente sábio, faz com que possamos seguir mais leves e sempre aprendendo. A questão é quem nem todos entendem esta premissa.

Há muito tempo atrás passei por algo parecido, fui procurado, por ser teólogo, por uma pessoa que precisava desesperadamente de uma resposta. A questão era bem complicada, sendo que sutilmente, a pergunta tinha ares de validação. No fim, ela não queria respostas, mas permissão para fazer algo e depois colocar a culpa em alguém, isso é normal em muitos ambientes, não só em locais cristãos. Por ter percebido a armadilha, com todo o amor e temor, falei que o assunto no qual ela queria respostas era complicado, e a solução não era tão fácil de se determinar, o que era uma grande verdade. Porém, diante da minha resposta ouvi de forma bem grosseira a frase: “Eu pensei que você fosse teólogo, que soubesse das coisas”.

Nem todos entendem que é apenas uma pessoa que estuda e sabe um pouco de algo, que confessa suas limitações. Quem acha que sabe, não entende que o conhecimento é infinito e impossível de se assimilar. Com isso, aprendi a não ser humilde com uma pessoa arrogante. Eu li há muito tempo uma frase, que lamentavelmente não sei o autor, que resume justamente isso:

“Não seja orgulhoso com uma pessoa humilde e nem humilde com uma pessoa orgulhosa”.

Não é que devemos ser orgulhosos com pessoas orgulhosas, fuja do ditado pseudointelectual que diz que “A minha educação depende da sua”. Se você depende de outro para ser educado, na verdade, você não é. Mas sim, podemos ser firmes com pessoas arrogantes, ter um posicionamento mais assertivo, para que ele não passe por cima de nós.

 Nem todos entendem os seus pontos de vista, por isso, cuide com os orgulhosos, pois no final, quem perde são eles. Não se esqueça que só aprende algo novo apenas aquele que se abre para isso, quem sabe muito bem que o saber é inesgotável.

É libertador confessar nossos pontos fracos, a questão é não confessar para quem não entende nossas atitudes, pois no final, você pode ganhar uma grande dor de cabeça sendo diminuído por gente ignorante.  

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CRESCENDO COM AS CRISES

“As crises agravam as incertezas, favorecem os questionamentos; podem estimular a busca de novas soluções e também provocar reações patológicas, como a escolha de um bode expiatório. São, portanto, profundamente ambivalentes” (MORIN, VIVERET, 2015, p. 09).

Eu me lembro muito bem de quando a crise brasileira começou a dar os primeiros sinais, quando tudo começou a ficar difícil e o desemprego chegou a números exorbitantes. Infelizmente eu fiz parte da estatística, e perdi o emprego junto com muita gente que teve que se virar neste período difícil. Felizmente as dificuldades fizeram com que eu corresse atrás, estudasse mais e buscasse novos caminhos. Não é fácil viver em tempos de crise, a crise traz muita tristeza e instabilidade, eu não tenho dúvidas disso, contudo, a crise me obrigou a ir em busca do novo, de novos caminhos e novas oportunidades, isto é o mínimo que os momentos difíceis fazem conosco.

É claro que não tem como colocar a crise apenas como uma ótima oportunidade para crescer, muito menos  tem como seguir as máximas do senso comum que diz que: “Ostra que não foi ferida, não produz pérola”, pois tal frase só funciona se o outro lado for consciente suficiente e ter força e determinação para vencer os períodos de crise. Cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa, não dá para comparar.

Entretanto um dos meus segredos, que eu espero que seja útil para você, foi justamente não procurar um bode expiatório, é se abster de gastar tempo em encontrar o culpado e se dedicar em ir em busca da solução.

Outro segredo é entender que as vezes precisamos enterrar o passado, não ficar chorando pelo que se foi e muito menos viver na nostalgia, nos lembrando de como era bom o tempo no qual trabalhávamos em tal empresa, ganhávamos bem ou coisa parecida. Eu trabalhei em ótimas empresas antes da crise, mas entendo que aquilo se foi, aprendi a duras penas a olhar para frente e ir em busca do novo, de novas oportunidades.

Aprenda que para olhar para frente, precisamos o quanto antes aprender a encerrar ciclos, entender que o que passou se encontra no passado e não volta mais. Assuma seus erros, lamente se caso suas atitudes tenham sido ruins, e se concentre em não repetir quando uma nova oportunidade chegar. A questão é aprender com os erros, e não ficar se lamentando.  

Os problemas não podem virar âncoras, que nos mantém imóveis, sem qualquer ação e sim servir como molas, que nos impulsionam para novas oportunidades. Ou você aprende a crescer com as crises, ou vai seguir sempre ancorado, não tem outra saída.

BIBLIOGRAFIA

MORIN, Edgar, VIVERET, Patrick, Como viver em tempo de crise, Editora Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2015.

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O PREÇO DA PAZ

“A maior riqueza é ficar satisfeito com pouco” (Platão) (PERCY, 2016, p. 68)

Aprendi ao longo da vida que não precisamos de tudo o que a sociedade nos oferece. A vida não é só ter, ou conquistar coisas. Há muito mais debaixo do céu, que apenas bugigangas acumulando na garagem.

Optei, a fim de viver mais tranquilo, em viver abaixo do meu orçamento, sem muitos gastos ou exageros. A tranquilidade não tem preço, viver uma vida simples, mas com muita paz é uma das maiores riquezas que encontrei em minha caminhada. Existem destinos melhores do que apenas seguir só em busca de riqueza ou pagando boletos. Quem vive para o dinheiro, vive sem paz.

Não estou pregando uma vida de miséria, e sim de limites, de entender aonde queremos chegar e principalmente, do que realmente precisamos. Pois, muitos por terem prioridade apenas em ter, acabam se afogando em contas, prestações e juros altos, e assim, perdendo a sua paz.

Conheci muitas pessoas que ganhavam o mesmo salário que eu, mas que viviam um padrão muito mais alto. Estas pessoas viviam sem paz, pois se matavam trabalhando, a fim de manter todo o seu padrão.

Viva conforme o seu salário, entenda que não precisamos de tudo, é possível viver bem, mas com limites. Aprenda a refletir, pense se você precisa do que você pretende comprar, e reflita sobre o ônus, que este gasto pode te trazer.

Tudo o que é bom é de graça. Seja a natureza, os amigos ou os momentos felizes. Aprenda que ter as coisas é legal, mas coloque na sua cabeça que você não precisa de tudo.

Não venda a sua paz, ela não tem preço. Descubra o poder do equilíbrio e siga em busca de uma vida mais tranquila.

BIBLIOGRAFIA

PERCY, Allan, Platão para sonhadores, 80 pílulas de filosofia cotidiana para transformar suas melhores ideias em realidade, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2016

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DIA DAS MÃES

Nem sempre as datas comemorativas são justas, algumas delas, servem para reforçar uma falta, sendo que o dia das mães pode ser uma delas, pelo menos para alguns.

Eu tenho mãe, mas fui criado com os avós e pesar de ter tido contato com a minha mãe, neste dia, não é dela que eu me lembro. Gerar é um dom, é uma benção que só as mulheres possuem, embora, só gerar, não signifique tudo. Ser mãe é muito mais que isso, é se doar, cuidar de alguém, e instruir uma pessoinha para que ela possa seguir o melhor caminho possível.

Família é aquele grupo complicado, formado por pessoas com problemas, que de algum modo, tentam da sua forma ser feliz, e fazer com que os seus familiares também sejam.

Filhos são o ápice da felicidade de um casal. Embora também seja uma responsabilidade eterna que infelizmente nem todos os pais assumem. Não é possível ser um pai ou uma mãe, apenas pensando em si, em seus sonhos e objetivos, um verdadeiro pai e mãe, pensa em tudo, não esquece que com ele existe mais um ser dependente do seu carinho e cuidado.

Conheço homens que são verdadeiros pais e mães, exemplos de cuidado e carinho com seus filhos, assim como eu conheço mães, que são pais e mães, são seres humanos dedicados e responsáveis em sua missão de cuidar e orientar alguém.

Amanhã é o dia das mães e seria injusto homenagearmos apenas as progenitoras. Existem muito mais mães que precisam ser reconhecidas e homenageadas. Sejam eles pais, avós, tias ou pais adotivos, que não geraram, mas que têm feito um verdadeiro papel de mãe, sendo diferença na vida de seus filhos.

Para alguns o dia das mães pode ser um dia que marca um abandono, um dia onde a falta se torna latente ao trazer em sua memória lembranças ruins. Se você for um destes eu lhe faço um desafio. Tire o dia para lembrar de quem cuidou de você, seja esta pessoa quem for.

Pai e mãe são os que cuidam, por isso, lembre-se deste cuidador e aprenda a homenagear quem não te gerou, mas que cuidou de você como se fosse um filho.

Caso você tenha tido uma família normal, não se esqueça de quem se dedicou ou se dedica a cuidar de você.

Feliz dia das mães!

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SOBRE OS DIAS DE TRISTEZA

“Quando nos sentimos tristes, buscamos nos distrair, ocupar ou consolar com coisas que nos alegrem. Não percebemos que dessa maneira fortificamos a experiência de tristeza. Isto porque tristeza se encara de frente, olhando direto em “seus olhos” (BONDER, 2011, pg. 135)

Aprendi, ao longo da vida, que certas situações devem ser enfrentadas. Algumas batalhas devemos encarar, sem virarmos as costas e a tristeza é uma delas. Comumente quando nos encontramos tristes buscamos fugir da tristeza, procuramos amigos ou distração, mas não é assim que devemos enfrentar a tristeza e é justo esta a ênfase que o autor dá neste capítulo do livro.

Experimente aceitar a tristeza quando ela se instala. Deixe por momentos que o aperto na glote se misture com o amargor do coração e, ao “agarrar” a tristeza, descubra sua esgotabilidade. Se corrêssemos ao encontro de todas as nossas tristezas, perceberíamos que elas são sintomas da alma e que das lágrimas que esta pode gerar surge a possibilidade do arco-íris, de um novo dia com renovada fé (BONDER, 2011, pg. 135)

Eu quando estou triste reflito mais, oro e escrevo mais, pois se a tristeza não nos aproximar mais de nosso Pai consolador, pode ter certeza que a felicidade não fará isso. É claro que eu não estou falando da depressão, ou de alguns problemas crônicos, e sim da tristeza que vem em alguns dias cinzas. A depressão deve ser investigada, tratada por um profissional, ao menor sinal ou desconfiança de depressão, procure ajuda.

O choro alivia o coração, é depois de um momento de choro e tristeza que conseguimos achar a solução ou vemos o problema através de novas perspectivas. É na tristeza que olhamos mais o semelhante, é com ela que ficamos mais reflexivos e atentos a vida e ao nosso entorno. A alegria muitas vezes nos inebria, nos cega, faz-nos olhar mais para nós e as nossas coisas, a tristeza não, ela nos faz ter empatia, nos identificar com a dor do outro e sermos mais solícitos com o próximo.

A tristeza é uma oportunidade, não deve ser perdida. Se ela passar por você, persiga-a com a certeza de que ela lhe indicará o caminho para o “oásis”. A tristeza, portanto, é um mecanismo capaz de restabelecer nossa confiança de que cada momento contém em si a forma de ser enfrentado (BONDER, 2011, pg. 137)

Por isso, quando ficar triste busque a Deus, reflita sobre este momento e não fuja dela. Momentos de tristeza são mais reflexivos, são feitos para olharmos mais para Deus e não para nos distrairmos como se ficar triste fosse um erro.

Use as lágrimas da tristeza para se derramar diante do Pai, chore pelos seus problemas até ver a saída, se esvazie, enfrente-a que ela cessará.

BIBLIOGRAFIA

BONDER, Nilton, A arte de se salvar: Ensinamentos judaicos sobre o limite do fim e da tristeza, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2011

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ANO NOVO E ATITUDES NOVAS

É só mais um ano, entenda isso, nada vai mudar se você também  não mudar. Não adianta reclamar se você continuar com a mesma atitude, não adianta torcer por um ano melhor se você continuar tendo as mesmas ações. Alguém já disse que: “Insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes” se não mudarmos, nada vai mudar e seguiremos reclamando, sem muito efeito.
O bom do ano novo é poder fazer planos, é começar alguma coisa nova e crescer. Quem faz a mesma coisa fica estagnado, quem vive por viver segue ancorado. A vida não é fácil para a maioria, entenda que todos têm problemas e passam por dificuldades, você não é o único, mas é possível planejar e com um passo de cada vez ir seguindo os nossos objetivos e sonhos.
Eu não posso reclamar de 2019, tive muitos problemas, mas também conquistei algumas coisas, contudo eu tive que planejar, estudar e ralar muito, nada vem fácil.
Que Deus nos ajude a sonhar, que possamos aprender a planejar e seguir nossas metas, sem esquecer que a prioridade é estar no centro da vontade do Pai. Eu sei que pode ser difícil conseguir, a questão é que parado com certeza não teremos sucesso algum.
Caso não consigamos, nós podemos aprender e crescer com as dificuldades, para planejar melhor e acertar no outro ano, só não podemos ficar parados. 

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O MISTÉRIO DA VIDA

“A mais bela sensação que podemos experimentar é o mistério. É a fonte de toda ciência e arte verdadeiras. Aquele a quem essa sensação é estranha, que já não consegue deter-se perplexo e tomado pelo espanto, é semelhante ao morto: seus olhos estão fechados” Albert Einstein (YANCEY, 2004, p. 15)

Eu tenho em casa uma gatinha que me faz bastante companhia, constantemente, quando estou em casa, fico a observá-la. Acho curioso o fato de serem tão exploradoras, como gastam seu tempo tentando entender onde moram. Gosto dos dias em que ela sobe na janela e fica olhando o movimento, atenta a tudo o que passa, a todos os detalhes.

No mundo às vezes somos um pouco estes gatos, nós vivemos nossos dias tentando conhecer, sem ter ideia da imensidão que é o mundo e o universo. Nós espiamos pela janela, anotamos os dados, criamos teorias científicas, fazemos cálculos e determinamos como possivelmente tudo surgiu, mas não percebemos que o que vemos é apenas a ponta de um iceberg gigantesco.

A vida me impressiona, seja no espaço com seus bilhões de galáxias ou até um átomo e seu intrincado minúsculo mundo. É tudo muito complexo e evidencia que um dia houve uma mente brilhante, um arquiteto criativo que trouxe a existência tudo o que vemos, deixando uma assinatura através do tamanho e da complexa criação.

Eu me espanto com quem diz que a ciência um dia vai explicar tudo, eu admiro o tamanho da fé das pessoas que colocam a ciência como a esperança final.

O mundo é muito vasto para conseguirmos explicar, a vida foi criada por um Deus muito intrínseco, para acharmos que um dia nós, seres humanos pequenos, explicaremos tudo.

No fim somos formigas em um pequeno jardim, não vemos o tamanho da nossa ignorância, achamos que já conhecemos tudo, mas não fazemos ideia do que há além dos muros do nosso quintal.

Eu não consigo parar e olhar para a natureza sem me espantar, a vida é um mistério, e a cada avanço científico ou tecnológico, percebemos isso. Viver é se espantar, sendo quem não se espanta, já morreu, já engessou a mente com o sistema, já não percebe como tudo é maravilhoso e perfeito.

BIBLIOGRAFIA

YANCEY, Philip, Rumores de outro mundo, A realidade sobrenatural da fé, Editora Vida, São Paulo, 2004

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