COMO SUPORTAR O DESRESPEITO

“Aprova final da grandeza está em poder suportar o tratamento insolente sem ressentimento” (SWINDOLL, 2000, p. 176)

Eu admiro muito gente que não se deixa atingir pelo que vem de fora, que possui segurança suficiente para não deixar o externo influenciar o interno. Principalmente por ser um verdadeiro desafio, conheço poucos assim. A maioria, mesmo os que ouvem e aceitam críticas, ficam na defensiva, quem dirá quem é maltratado.

O homem não demora em responder os estímulos externos, principalmente quando estes são negativos, e demora bastante em responder a estímulos positivos. É muito mais fácil uma pessoa se irritar com uma pessoa arrogante do que elogiar alguém muito educado e prestativo. A impressão que tenho é que os estímulos negativos são muito mais respondidos que os positivos.

Existe um ditado popular que diz: “A minha educação depende da sua”. O problema com este ditado popular é que eu não posso aceitar que alguém determine quem eu vou ser diante das pessoas. Ou aprendemos a “ser” independente dos estímulos externos, ou nossas ações serão sempre determinadas por outras pessoas. E este é o primeiro passo para conseguirmos enfrentar o desrespeito, não permitir que outros determinem quem somos nós, como será o nosso humor e muito menos a forma como trataremos outras as pessoas.

O grande desafio é saber suportar o tratamento insolente sem se contaminar, como a frase do começo do texto nos ensina, sem seguir com mágoas e sentimentos ácidos. Quem sabe lidar com os estímulos externos é um sábio, é alguém que sabe viver sem se amoldar a padrões equivocados.

O ressentimento é um veneno, é um ácido que corrói aos poucos e de forma bem sutil. Se você não ficar atento, pode acabar se destruindo por causa de outra pessoa. Entender que o que pensam de nós, não nos determina, e muitas vezes não resume quem somos, é o princípio para não deixarmos o externo nos tocar.

Em segundo lugar é importante deixar claro que, o desrespeito se enfrenta com o autoconhecimento, é preciso entender quem somos, para assim, não deixar que algo nos atinja. Saber o que nos ofende, quais são as nossas qualidades e defeitos, é básico para que a ofensa não ganhe morada em nosso coração. Muitas vezes nos ofendemos justamente com falhas ou dificuldades que possuímos, por isso que neste caso, o autoconhecimento é fundamental para seguirmos mais tranquilos.

E em último lugar eu diria que devemos aprender a não levar alguns acontecimentos para o lado pessoal. É preciso aprender a ouvir e descartar. Algumas pessoas não respeitam mesmo, a questão é que, se eu for levar tudo em consideração, ou seguir me incomodando com todos os arrogantes que cruzarem o meu caminho, não sossegarei nunca. Priorizar a preocupação é a atitude de quem é inteligente, e principalmente, daquele que se preocupa apenas com o que vale a pena.

Se eu sei bem quem sou, aprendo a relevar e a seguir me afastando de quem é altivo, e me aproximando das pessoas humildes, que cultivam amizades e parcerias verdadeiras.

Não sei se é possível evitar o desrespeito, pois as vezes ele vem da pessoa que menos imaginamos. Contudo, é possível descobrirmos ferramentas e atitudes, para que momentos ruins não nos atinjam e se nos atingir, que pelo menos não faça morada em nosso coração.

BIBLIOGRAFIA

SWINDOLL, Charles, José: Um homem íntegro e indulgente, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2000.

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