A HABILIDADE DE NÃO DESANIMAR

A realidade de quem planeja algo e mergulha em um projeto, nem sempre é iluminada. Existem horas em que o dia parece cinza e tudo parece estar dando errado. E nada mais difícil, para quem empreende algo, do que ter que lidar com a frustração de ver seu projeto fracassar.

Hoje em dia não é tão difícil encontrar aulas e técnicas ensinando você a como ter foco, ser empreendedor e por aí vai. E apesar do discurso ter se banalizado, ele não é ruim. Principalmente porque, para sairmos do nosso comum, precisamos planejar e fazer. Se eu não tivesse planejado e tentado sair do ponto onde eu estava, estudando e me preparando para ser professor, provavelmente eu estaria fazendo a mesma coisa, sem ter aprendido mais, conhecido mais e muito menos saído do lugar. O que não ensinam, junto com estas técnicas, é lidar com a derrota, com o fracasso do projeto, pois o insucesso, mais dia ou menos dia acontece.

É fácil falar que os erros existem para que possamos aprender e tirar uma lição. E este conselho é verdadeiro, pois aprendemos muito com os nossos erros, mas nem sempre é tranquilo lidar com a situação. Principalmente quando gastamos tempo, dinheiro e fazemos escolhas, para que possamos colocar em prática os nossos planos. E escolher é perder, além de ser inevitável lamentarmos nossas escolhas, quando vemos um projeto fracassar.

As opções, o foco e a dedicação que usamos para empreender determinados planos, nos traz o sentimento de “e se eu tivesse escolhido outra coisa?”, “será que eu não perdi o meu tempo?”. Normalmente estas perguntas vem acompanhadas com um sentimento de incompetência.

Eu já fracassei muito, e aprendi que não desanimar é uma das grandes habilidades humanas. Pois o desânimo nos faz estacionarmos, largarmos tudo o que poderia ter dado algum fruto caso tivéssemos tido alguma persistência.

O fracasso normalmente diz respeito a um momento, e pode servir ou como fortificante, dando-nos assim a resiliência. Ou como um ponto de reflexão. Porque as vezes não vemos nossos planos de forma ampla, e nos enganamos, e o fracasso nos traz justamente este momento de reflexão e aprendizado. Desanimar é colocar em risco algo que pode frutificar, e acontecer em um período certo. Ou mesmo, com os ajustes necessários.

A habilidade de desanimar está intrinsecamente ligada a o quanto deixamos nossos erros nos abater, e esta é a questão. Por isso, fique triste, quando você tiver um insucesso, você pode até lamentar, fique tranquilo. Mas não se entregue. Pense em um novo começo e tente enxergar outras possibilidades, ou mesmo melhores ajustes para os seus planos e metas.

As vezes você não percebeu os outros caminhos e possibilidades, você viu apenas uma coisa, e ficou só naquilo. Amplie o seu conhecimento no assunto, e conheça todas as variantes, ao planejar seu empreendimento.

Outra atitude importante é ser honesto consigo mesmo, verifique se o fracasso não veio por conta de possíveis erros. Liste todos os erros e possibilidades de melhoras, procurando aperfeiçoar ainda mais o seu projeto. Muitas vezes o fracasso reflete só os pontos que precisamos alinhar.

A habilidade de não desanimar está intrinsecamente ligada à como lidamos com o fracasso. O erro e as dificuldades são ambivalentes, podem servir tanto como ânimo, quanto como desânimo. Servem como momentos de aprendizado ou de frustração. O que vai definir a questão é como você se posiciona.

Por isso não desista e use o fracasso como um aprendizado para que você consiga recomeçar de forma mais assertiva.

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