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O SERMÃO DO MONTE PT 27: AUTORIDADE

E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;

 Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas. (MT 7:28-29)

O Sermão do Monte termina fazendo uma crítica aos fariseus. Aliás, no Sermão inteiro, direta e indiretamente vemos Cristo tecer muitas críticas aos religiosos daquela época. Jesus não criticava quem não o conhecia, e sim a igreja que se achava detentora da verdade, sendo que no fim nem ela entendia a verdade.

É interessante como Cristo constantemente é lembrado como um Deus de amor, que morreu por nós. Mas poucas vezes é lembrado como um Deus que não compactuava com o pecado, que derrubava as mesas dos vendilhões do templo, ou que fazia pregações ácidas e duras. Jesus é amor, mas também não dava moleza quando o assunto era hipocrisia, pecado e legalismos.

Nestes dois últimos versículos deste sermão, o texto começa dizendo que a multidão se admirou, o termo certo seria que elas estavam atônitas, foras de si:

“Literalmente, são expressões fortes como “fora de si” ou “atônitas”. As amostras dos discursos dos rabinos, na Mishna, na Gemara e no Talmude, usualmente eram secas, insípidas, desconjuntadas, que continham declarações desconexas sobre todos os problemas humanos” (CHAMPLIN, 2014, p. 344)

Resumindo, Jesus Cristo era sábio, não precisava fingir que sabia, Ele tinha autoridade, pois tal poder vinha direto de Deus. Os fariseus eram legalistas não viviam o que falavam e se esqueciam de olhar o próximo com o olhar de misericórdia e esperança. Mais uma vez faço uso da tradução de Eugene Peterson para entendermos estes últimos versículos:

“Quando Jesus concluiu seu discurso, a multidão o aplaudiu. Eles nunca tinham ouvido um ensino assim. Era óbvio que ele vivia o que pregava, em contraste com os líderes religiosos do povo! Foi a melhor aula que eles já tinham ouvido” (2012, p. 1387)

Eu cresci ouvindo a máxima: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Uma bela frase para quem quer cultivar uma vida hipócrita, ou para quem quer exigir do próximo sem se esforçar para falar do que vive, este era um dos defeitos dos religiosos da época de Jesus:

 “Em todo o livro, Mateus deixa evidente o propósito de fazer uma diferença, uma distinção entre os ensinos de Jesus Cristo e os ensinos dos religiosos dominantes de seus dias. Somente Jesus Cristo poderia falar, diferentemente deles” (QUEIROZ, 2006, p. 206)

Foram 26 textos contendo os mais variados ensinos, proferidos de forma clara pelo próprio Cristo. Aprendemos quem são as verdadeiras pessoas felizes, sobre a nossa missão de sermos sal e luz, sobre a lei, como ofertar, como orar, jejuar e qual é o nosso verdadeiro tesouro, entre tantos outros ensinos. Mas talvez a principal lição seja, viva o que você fala. Não seja hipócrita, nem represente um papel, como um ator querendo representar ser quem não é.

É evidente que não temos o poder e nem a autoridade de Cristo, Ele era Deus, com um poder sem igual e demonstrou isso através de sua palavra e autoridade. Mas podemos tentar viver como Ele viveu, ou seja, como um livro aberto, vivendo o que falamos, sendo conscientes de quem somos e porque somos salvos.

 

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2012

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982

WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015

QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2006

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 1998

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2012

NEVES, Itamir, Comentário Bíblico de Mateus, Através da Bíblia, RTM Publicações, São Paulo, 2012

TASKER, R. V. G, Mateus, Introdução e Comentário, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1991

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

LOUW, Johannes, NIDA, Eugene, Léxico Grego-português do Novo Testamento, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, 2013

PESTANA, Álvaro César, Provérbios do Homem-Deus, Frases Poderosas de Jesus de Nazaré, Editora Vida Crísta, São Paulo, 2002

MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

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O SERMÃO DO MONTE PT 26: OS VERDADEIROS DISCÍPULOS

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. (Referência MT 7:21-27)

 

Considero este texto um dos mais profundos da Bíblia, o Sermão do Monte não podia estar acabando de forma mais grandiosa do que esta. No versículo passado Cristo falou dos falsos profetas (V15), e como identificá-los (V16), a continuação aqui é lógica, serve de fechamento para a série de ensinos a respeito do caminho da salvação. Sendo que o texto começa de forma objetiva e o ponto principal do texto diz que não é quem diz que é, e sim quem pratica a vontade do Pai que entrará no reino dos céus. E aqui eu não consigo deixar de fazer um link com a igreja atual

Muitos acreditam que ser cristão é ter um título, é ir à igreja ou ter um número grande de presença na “chamada” da igreja. Ser cristão é ter uma vida de prática, é buscar a Ele, ler a palavras e ter uma vida de obediência e servidão. Cabe uma pergunta aqui nesta reflexão: Por que você vai à igreja? Qual é a motivação que leva você a dedicar um tempo na comunidade cristã? Ser cristão é algo prático, diário, faz parte de nossa vida sendo que nós devemos ser  onde estivermos, seja no trabalho, em casa ou com os amigos. Não adianta lermos o Sermão do Monte ou qualquer outro ensino da Bíblia sem praticar, o conhecimento sem a prática é inútil.

Mas o texto continua e confesso que eu fico horrorizado com o que vem, pois Jesus nos diz que muitos, usando o nome d’Ele, farão milagres, expelirão demônios e profetizarão, porém estes não eram conhecidos por Deus. Ou seja, é possível um cristão falso fazer milagres em nome de Deus, pois afinal o poderoso não é o homem, mas o nome de Jesus e o homem não tem qualquer mérito nisso, nem vantagens especiais por curar em nome de Jesus, ao contrário, muito o farão sem ao menos ser um conhecido de Deus. Mais uma vez cabe algumas perguntas parecidas com o que fiz no começo do texto: Qual é a sua motivação para fazer a obra de Deus? Você tem feito a obra, para pagar a sua entrada no céu? Ou pior, por fazer a obra, tem se achado no direito de entrar no céu?

Nós não temos nada amigo, sendo que só merecemos a morte, nós não temos poder, tudo o que fazemos e somos vem direto do trono de Deus e de sua graça. Você não compra a entrada no céu, e muito menos paga a entrada por ser usado por Deus. Isso tudo nós não merecemos, e vangloriar-se é trazer a glória que pertence somente a Deus, para si. Somos salvos pela graça, somos usados por Ele como um instrumento, pois toda a honra e glória vêm d’Ele

Contudo Cristo continua falando, agora daquelas pessoas que ouvem a sua palavra e a guardam. Ele diz que estes são comparados a pessoas que constroem sua casa na rocha. É impossível derrubar uma casa bem edificada, uma casa com uma boa estrutura é bem resistente. Assim são os que ouvem a sua palavra e a pratica. O insensato não tem tempo para ler a Bíblia, orar e estudar. Mas quem assim o faz, constrói em sua vida um alicerce que o manterá firme ante as intempéries.

“Alguns dizem e praticam, só que dizem e praticam a coisa errada. Ouvir os ensinos de Jesus e praticá-los é fundamental” (QUEIROZ, 2006, p. 201)

Ouvir e praticar são as duas ênfases explícitas em toda esta passagem. Não adianta você ser cristão, sem conhecer a palavra, ou ir na onda dos falsos profetas que querem te enganar. Só há uma maneira de construir uma vida sólida, embasada com a palavra e o caminho é ouvir, ler a Bíblia, conhecer e praticar.

O texto nos convida a sermos praticantes, a servir a Deus sem buscar glória terrena. Entendendo que tudo o que temos vem d’Ele, nós, por nossos próprios meios não somos nada, entendendo também que conhecimento sem prática não gera mudanças.

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2012

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982

WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015

QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2006

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 1998

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2012

NEVES, Itamir, Comentário Bíblico de Mateus, Através da Bíblia, RTM Publicações, São Paulo, 2012

TASKER, R. V. G, Mateus, Introdução e Comentário, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1991

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

LOUW, Johannes, NIDA, Eugene, Léxico Grego-português do Novo Testamento, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, 2013

PESTANA, Álvaro César, Provérbios do Homem-Deus, Frases Poderosas de Jesus de Nazaré, Editora Vida Crísta, São Paulo, 2002

MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

 

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O SERMÃO DO MONTE PT 25: FALSOS PROFETAS

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? (Referência MT 7:15-20)

Quando bem novo eu trabalhei como cobrador de ônibus e a coisa que mais nos preocupávamos na época, além de sermos assaltados, era pegar dinheiro falso, pois nos trazia um incômodo sem tamanho. O curioso era que por estarmos acostumados a mexer com dinheiro, dificilmente nos enganávamos. De tanto pegar em dinheiro verdadeiro, quando pegávamos em dinheiro falso logo percebíamos, a não ser que estivéssemos distraídos

Neste texto Jesus nos dá um aviso: Cuidem com os falsos profetas, com os lobos em pele de ovelha. Confesso que acho a cena curiosa, um lobo em pele de ovelha não é comum, mas é a descrição perfeita para exemplificar e descrever os falsos líderes.

Uma ovelha é um animalzinho gentil e manso, o lobo é um animal feroz, que com toda a certeza consegue trucidar uma ovelha sem qualquer dificuldade. E é sobre este perigo que o texto nos adverte. Cuidado com os falsos pastores que tem como propósito de vida se disfarçar de ovelhas a fim de devorá-las, de extorquir e enganá-las em nome de Deus

No entanto o texto continua, e nos dá a receita para descobrirmos quem são estes, o versículo 16 nos avisa: “Por seus frutos os conhecereis”. Frutos em grego karpos e significa:

“Qualquer parte de uma planta que é considerada fruto, incluindo sementes e polpa” (LOW, NIDA, 2013, p. 33)

E sobre este significado, John Stott faz uma conclusão interessante:

“Nenhuma árvore pode esconder a sua identidade por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde ela se trai, pelo seu fruto. Um lobo pode disfarçar-se; uma árvore, não (STOTT, 1982, p. 211, 212).

Ser cristão é ter a vida mudada, é apresentar mudanças visíveis e explícitas. É impossível ser tocado por Cristo e continuar andando no caminho velho, não ter caráter, ser desonesto e não ter boa conduta. E quem é lobo, mais tempo ou menos tempo apresentará estes frutos maus e com certeza um dia será cortado e lançado ao fogo

Toda árvore boa dá bons frutos (V17), este é o RG de um bom cristão, um pastor temente a Deus é um profeta da vida. É pelos frutos que podemos identificar os falsos dos bons profetas, por isso abra o olho e fuja de quem não tem bons frutos.

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2012

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982

WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015

QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2006

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 1998

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2012

NEVES, Itamir, Comentário Bíblico de Mateus, Através da Bíblia, RTM Publicações, São Paulo, 2012

TASKER, R. V. G, Mateus, Introdução e Comentário, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1991

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

LOUW, Johannes, NIDA, Eugene, Léxico Grego-português do Novo Testamento, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, 2013

PESTANA, Álvaro César, Provérbios do Homem-Deus, Frases Poderosas de Jesus de Nazaré, Editora Vida Crísta, São Paulo, 2002

MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

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O SERMÃO DO MONTE PT 24: OS DOIS CAMINHOS

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem (MT 7:13-14)

Estamos quase no fim desta importante coleção de ensinos, espero que tenha visto o quão é completo. Falamos de dinheiro, oração, como conviver e muitos outros temas da vida cristã. E esta passagem é uma das principais para estes nossos dias confusos, nos proporcionando duas principais lições.

A primeira delas é que existem apenas dois caminhos. Um problema muito grande para quem é universalista, para quem crê que no final todos alcançarão salvação. Seria ótimo todos se salvarem, eu torço por isso, mas não é um ensino que a Bíblia nos dá, ao contrário, a Bíblia diz que não são em todos que a semente do evangelho irá brotar, não são todos que vão escolher seguir o caminho de Cristo, pois muitos entrarão pelo caminho da perdição. A segunda lição é que o verdadeiro caminho não é fácil, não é bem aberto, asfaltado e nem bem iluminado:

“Há também uma propriedade inseparável do caminho para o céu. É um caminho estreito que leva à vida. Ele leva à vida eterna, e a porta é tão estreita que nada impuro, nada que não seja santo, pode entrar” (WESLEY, 2015, p. 222)

É desafiador ser cristão, não é moleza não, pois são muitos os obstáculos que o mundo coloca. Isso sem contar das inúmeras coisas que abrimos mão para seguirmos Jesus e o desconforto de remar contra a maré do mundo. É mais fácil jogar tudo isso para o alto e seguir a correnteza, o problema disso tudo é que o caminho que embora nos pareça mais fácil, tem muito mais obstáculos e o fim dele é a perdição. Seguir a Deus não é para amadores, o caminho da cruz é estreito, mas leva a vida, vale a pena seguir.

Há uns anos atrás a minha antiga banda foi convidada a tocar em uma cidade de Santa Catarina. Como uma banda de um amigo também ia e eles eram da mesma cidade, resolvemos dividir os custos de uma van. Todos sairiam ganhando e não precisaríamos dirigir por horas. O problema nisso tudo era que um dos membros insistiu que queria ir de carro e acabou indo. Ele iria seguindo a van, já que não conhecia o caminho, porém no conforto do seu automóvel.

O problema foi que no meio da viagem ele acabou seguindo outra van, indo parar em outra cidade, do outro lado do nosso estado. O que era mais cômodo acabou se transformando em um grande problema. O caminho mais fácil, acabou se mostrando o pior caminho, o caminho errado

Não existem atalhos para a vida cristã, o caminho é duro e estreito. Não existe fórmulas mágicas para encontrar a salvação, a vida cristã é um caminho estreito quem sabe por ser pouco frequentado, mas é o caminho certo, por isso não pegue atalhos e nem siga o caminho do seu jeito, pois pode ser que no final você descubra que estará no destino contrário

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2012

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982

WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015

QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2006

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 1998

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2012

NEVES, Itamir, Comentário Bíblico de Mateus, Através da Bíblia, RTM Publicações, São Paulo, 2012

TASKER, R. V. G, Mateus, Introdução e Comentário, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1991

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

LOUW, Johannes, NIDA, Eugene, Léxico Grego-português do Novo Testamento, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, 2013

PESTANA, Álvaro César, Provérbios do Homem-Deus, Frases Poderosas de Jesus de Nazaré, Editora Vida Crísta, São Paulo, 2002

MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

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O SERMÃO DO MONTE PT 23: A REGRA DE OURO

Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” (MT 7:12)

Conta-se que o Rabino Hillel por volta de 20 a. C. foi desafiado, juntamente com seu maior rival o Rabino Shammai a explicar toda a lei em um espaço de tempo em que o desafiante conseguisse ficar equilibrado em uma só perna. Seu maior rival desistiu, porém o Rabi Hillel explicou com apenas uma frase, que por sinal é muito parecida com a frase de Jesus (STOTT, 1982, p. 200):

“O que você achar odioso, não o faça a ninguém. Esta é toda a lei; o restante não passa de comentário” (STOTT, 1982, p. 200).

Eu acho realmente muito poderoso encontrar interpretações da Bíblia parecidas com algumas interpretações de Cristo. Muitos dirão que isso invalidará o ensino de Cristo, dando a entender que Ele estava imitando outras pessoas. Eu não penso assim, acredito que quando vemos o reflexo de bons ensinos proferidos por outros antes de Cristo, chegamos apenas a uma conclusão: “que estes entenderam o evangelho”. O interessante é que Jesus inverteu a frase, de negativa para positiva, não é mais não faça e sim faça. Diante da premissa Jesus nos desafia a ir e tratar bem o próximo, a ser um bom amigo, um bom irmão, nos desafia a ir e fazer. Isso nos traz solução para inúmeros problemas de convivência, já que nem todos possuem respeito ao espaço alheio. Ouvem música alta no ônibus, ou jogam lixo na rua, sem entender que a poluição é um problema que atinge a todos e por aí vai. Eu gosto como Eugene Peterson traduz esta passagem:

“Aqui está um guia simples e objetivo de conduta: pergunta a você mesmo o que quer que os outros façam a você, e, então, faça o mesmo a eles. Na verdade, nisso se resumem a Lei e os Profetas” (2012, p. 1386)

Um tempo atrás, em uma antiga igreja que eu frequentava, ao chegar mais cedo para o culto de domingo, esbarrei com um grupo de pessoas falando mal de um colega, que era um tanto quanto inconstante em sua vida com Deus. Volta e meia aquele colega aprontava alguma e o pastor com toda a paciência estendia a mão e o ajudava, por anos foi assim. E aquele grupo de pessoa não entendia porque o pastor não tinha largado mão daquele discípulo. No meio daquelas indagações eu me meti, pois eu havia sido um cara parecido com aquele membro “problemático”. Este mesmo pastor me deu inúmeras chances onde no fim acabei mudando e dou graças a Deus pela paciência daquele homem. Hoje este membro é um missionário atuante, com um trabalho muito bem feito com pessoas em situação de rua e dependentes químicos.

Trate o próximo como gostaria de ser tratado, tenha a paciência que gostaria que tivessem contigo e demore muito em julgar. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, mas quando é em nossos olhos a coisa muda, não é assim? É fácil falar do vizinho drogado, do colega problemático, do amigo depressivo, mas quando é conosco ou com nossos familiares são outros quinhentos

Cada um sabe onde o seu calo dói, e é por isso que devemos ser solícitos com as dificuldades alheias. Seja o que você espera do outro, compreenda como gostaria de ser compreendido, faça como gostaria que fizessem contigo. Esta é toda a lei de Deus, uma ótima lei de convivência e uma prática fundamental para quem também tem inúmeros defeitos, sendo eles apenas diferentes com o do próximo

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013

PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2012

CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982

WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015

QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2006

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 1998

RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2012

NEVES, Itamir, Comentário Bíblico de Mateus, Através da Bíblia, RTM Publicações, São Paulo, 2012

TASKER, R. V. G, Mateus, Introdução e Comentário, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1991

CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

LOUW, Johannes, NIDA, Eugene, Léxico Grego-português do Novo Testamento, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, 2013

PESTANA, Álvaro César, Provérbios do Homem-Deus, Frases Poderosas de Jesus de Nazaré, Editora Vida Crísta, São Paulo, 2002

MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013

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