O TERMÔMETRO DE DEUS

 A diversidade entre as características das pessoas é quase que infinita. São gostos diferentes, percepções distintas e até mesmo uma forma de encarar a vida e o mundo que não é igual para todos. Mas acredito que haja uma busca comum em todo ser humano saudável. Todos nós queremos ser felizes; mas parece que quanto mais a sociedade caminha pelo tempo, mais distante do rumo ela se encontra.

 Antes de mais nada, acho interessante entender que felicidade não é sinônimo de alegria. A definição de felicidade, segundo os dicionários, é: “concurso de circunstâncias que causam ventura (riqueza próspera)”. Já alegria é definida como: “manifestação que causa contentamento”. Em minha opinião, a felicidade é um estado na qual a pessoa vive, ao passo que alegria é uma emoção. Podemos ser felizes passando por situações difíceis que nos causam tristeza, dor e outros sentimentos negativos. Felicidade é um estado duradouro, e não momentâneo como a alegria; mas é claro que ambos os conceitos estão relacionados.

 Quanto mais o homem busca a felicidade, mais longe ele fica dela. Busca-se a felicidade em coisas, tentando provocar sensações de prazer, enquanto que a felicidade é algo muito mais profundo; é estar de bem consigo mesmo e se encontrar-se dentro de si . E isso só é possível quando nos relacionamos com Deus. Cristo disse que ele veio para termos vida, e vida em abundância. Essa é a resposta para nossa busca. Não se trata de religião, mas sim uma vida com o criador. Mas olhamos para os bancos das igrejas e vemos uma cristandade que até pula com as músicas mais animadinhas, que sente arrepios, mas quando sai da porta da igreja volta para seu mundinho dos outros 6 dias da semana onde a realidade é muito diferente. Saí-se do palco para voltar à vidinha. Isso não é felicidade. Felicidade é algo que todo o cristão deve ter. Tenho receio de fazer afirmações que generalizam conceitos, mas ouso dizer que é impossível haver um cristão genuíno que não seja feliz. Pode haver aqueles que vivem uma vida sofrida, que choram, lutam arduamente com enormes dificuldades, mas que em seu íntimo olham para Deus e sentem-se felizes, gratos e alegres por ter conhecido Deus. Deus não é uma válvula de escape o qual buscamos para dar uma descansadinha para depois voltarmos a uma vida desgraçada. Mas, infelizmente, esse tipo de situação é muito mais comum do que podemos imaginar. Não conseguimos ver a alma das pessoas, mas os olhos são a janela da alma, e vejo como falta brilho nos olhos dos cristãos; o brilho da luz de Cristo.

 Uma frase que me marcou muito, foi escrita, se não me engano, por Augusto Cury. “Todos os homens morrem, mas poucos realmente vivem”. Trata-se de uma afirmação chocante, mas verdadeira. Só realmente vive aquele que é feliz. Aquele que olha para sua vida e quer vivê-la com cada vez mais intensidade e que gosta de viver. Em minha opinião, como cristãos não podemos deixar de sermos felizes. Como é possível não ser feliz quando olhamos para Deus, sabendo que ele nos tirou do outro lado, da morte e da perdição, por querer nossa companhia por toda a eternidade? Só não é feliz aquele que não consegue ter pelo menos uma pequena noção do que seja o reino de Deus.

 A felicidade ou a infelicidade são como termômetros que podem mostrar para nós mesmos se estamos ou não no caminho certo. Se você já tem uma boa vivência dentro da igreja mas no fundo não se sente feliz, repense tua vida e avalie teu relacionamento com Deus. A grande notícia, a melhor delas, é que a felicidade está ao alcance de todos e não depende daquilo que fazemos, mas sim daquilo que somos em nosso relacionamento com Deus. Viva e seja feliz!

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