Em meio ao caos, resolvi fazer compras, a quarentena traz consigo muita fome, e por
conta disso, levantei bem cedo e fui ao mercado, logo nas primeiras horas de
funcionamento. Uma genial ideia, que muitos outros também tiveram, resumindo em
um mercado totalmente lotado.
Para contrastar com o excesso de pessoas, me deparei também com o excesso de
preocupações, com o desespero que pairava no ar como uma “crônica de um caos
anunciado”, que vem no bojo de toda desconhecida pandemia. Isso mostra que não
só se popularizou uma palavra tão pouco usada, como “pandemia”, mas também um
desespero nada usual. Algo que ninguém, até então, havia sentido.
Nos carrinhos, havia excesso de comida, nos corredores, desespero e um medo que
conduzia a vida de muitas pessoas. Era evidente que a falta de paz e segurança,
estava ardendo latente no peito daquelas pessoas, mas eu me desesperei com a
cena, enquanto pessoas brigavam por alguns pacotes de arroz na estreita avenida
da vida.
O cenário é de caos e desespero, as notícias, são as piores, e só traz medo. Segundo
especialistas o futuro é tenebroso e incerto, a certeza é que muita coisa vai
ruir, se desfazer, sucumbir. Enquanto em meio a tormenta, eu apenas tentava
entender um pouco mais a paz que eu estava sentindo. Eram contrastantes o
desespero e a minha tranquilidade.
Aprendi a estar contente (Filipenses 4:11-13), descobri já faz um tempo que confiar nos poupa de muitas rugas e assegura a nossa saúde mental, que se esvai pelo excesso de preocupação. Não dá para tentar controlar o que não tem controle. Não dá para reivindicar qualquer independência, quando neste mundo hostil, só dependemos de Deus, pois no mais, é incerto. Acaba ruindo junto com todas as fracas teorias que sustentam o mundo.
Não podemos mudar o passado, o que aconteceu se foi, não volta mais, mas podemos
mudar o futuro, vivendo o presente, entendendo que na frente está o nosso Deus,
crendo que ele sem dúvida cuida de nós.
Deus me livre de clichês, mas não tem outra frase, é apenas confiando que passamos
pela tempestade, isso se você quiser passar com certa tranquilidade.
É Deus nosso refúgio, é só nele que resistimos e enfrentamos os altos abismos. Se a
pandemia te trazer insegurança, lembre-se de que sem Deus não somos nada e que
no fim, o nosso medo é não conseguir manter o controle, é não saber como
superar os vagalhões em alto mar.
É por isso que quando o medo vier, lembre-se de que no fim, nada controlamos, nossa sabedoria é meio regada a incertezas, lamentos e dores, que só nos mostram que sem Deus, o viver é de angústias.
