E SE O PLANO DER ERRADO?

“O mundo não é um mar calmo de evidências. É um oceano cheio de pequenas tempestades a serem vencidas. (PONDÉ, 2019, p.11).

Gastei um bom tempo em um projeto, pensei em todos os detalhes, me dediquei, estudei e tentei me aprimorar. Consegui até encontrar as pessoas certas e qualificadas para me ajudar, mas no final deu tudo errado.

É fácil descobrir uma fórmula mágica para resolvermos nossos problemas, as redes sociais estão cheias de pessoas que ensinam o passo a passo para uma vida de vitória. É impressionante constatar como muitos acreditam que conseguem resolver o problema de todos com um simples passo.

Uma coisa que ensinam pouco hoje em dia é como perder ou o que fazer caso você fracasse em sua empreitada. Veja bem, o fracasso é sempre certo, nós o encontramos a toda a hora e em todas as esquinas. Já a vitória, para vermos, é preciso de um pouco de insistência, foco e perseverança. Fracassar é comum, com isso, saber o que fazer quando tudo dá errado, já é um bom ponto de partida para conseguirmos seguir errando menos.

O primeiro passo é entender que fracassar não é o fim do mundo e saber aprender com os fracassos é o posicionamento daqueles que aprenderam a aprender. Se você deixa de aprender com as derrotas, você perde duas vezes, mas se você aprende, pode ter certeza de que você vai cometer um erro a menos.

O segundo passo é corrigir seus pontos fracos. Os erros revelam pontos nos quais precisamos melhorar, são áreas nos quais o aprimoramento e o estudo se fazem necessários, entender isso é o primeiro passo para o crescimento.

Veja bem, é normal não percebermos nossas falhas e pontos fracos, as vezes acreditamos termos certas habilidades que no fim, se mostram insuficientes, mas o fracasso revela e aponta as áreas que precisamos cuidar, estudar e praticar.

O terceiro passo é nunca desistir. Não é fácil planejar e executar algo, seja uma graduação, um estudo ou até mesmo um negócio. Saber planejar e não desistir é o caminho daqueles que sabem que as coisas que valem a pena não são fáceis. Quem crê que as coisas são fáceis, na verdade nunca deve ter tentado algo.

O quarto passo é saber a hora de parar. Assim como não percebemos os nossos pontos fracos, muitas vezes não percebemos como algumas empreitadas não valem a pena. Assim como o fracasso ensina, nos mostra as áreas que precisamos melhorar, ele também revela que algumas empreitadas não são boas, ou mesmo, não são para nós.

É claro que esta conclusão é sempre complicada, pois como eu disse, a maioria dos planos não são simples e custam muito trabalho. Mas alguns objetivos não valem a pena, já nascem perdidos e só percebemos isso após um bom tombo.

Saber persistir é tão importante quanto saber a hora de parar e para isso, praticar o autoconhecimento é fundamental para não sermos vítimas de um autoengano. Aprenda a refletir, meditar e perceber seus pontos fracos e fortes, o que você gosta e o que não lhe interessa muito. Uma boa consciência de quem somos, já ajuda na missão de decidir. 

A derrota nunca é o fim, ela pode ser o começo, um momento de crescimento e aprendizado, tudo vai depender de como você encara este momento. Mais do que saber escalar, é importante saber cair e se levantar de uma forma mais assertiva.

E quem diz isso é alguém que tentou muito e também fracassou muito, por isso eu aprendi e consegui ter sucesso em muitas áreas. Saber lidar com os fracassos, tirando deles o maior proveito possível é a atitude daqueles que estão sempre buscando aprender.

BIBLIOGRAFIA

PONDÉ, L. F. Filosofia do cotidiano: Um pequeno tratado sobre questões menores. 1. São Paulo: Contexto, 2019.

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