APRENDENDO A APRENDER

O aprendizado é algo constante, não é um período com começo meio e fim, e sim, um estilo de vida de quem entendeu que nunca deixamos de aprender. Quem acredita que aprender é algo instantâneo, não entendeu e muito menos vivenciou tal cenário.

Partindo desta lógica, desenvolvi um hábito curioso, que é sempre ler e pesquisar sobre estudos, leitura e vida acadêmica. Não é porque eu já tenho a minha rotina e um método de estudo próprio que eu não leio e muito menos pesquiso mais sobre o assunto. É possível sempre aprender mais, descobrir novas técnicas e aperfeiçoar a nossa metodologia.

Por isso, gosto de ir atrás dos clássicos que eu ainda não li e também conhecer obras de autores contemporâneos para ver o que há de novo para aprender. E sempre há, acredite em mim, ter contato com clássicos ou com quem se dedica a pesquisar o tema é minerar pedras preciosas.

A vida acadêmica é muito mais um modo de pensar, um estilo de vida que parte do pressuposto que aprender é algo dinâmico e constante. Por isso que, engessar o seu método, se fechando para o saber, não deve ser a prática adotada pelo acadêmico. É possível seguir uma vida de estudos e pesquisa, fechada em técnicas que limitam mais do que desenvolvem e é aí que entra a constante busca por materiais relevantes.

Aprender a aprender é um desafio, é saber se abrir cultivando a humildade que nos dará a mentalidade certa para escutar, refletir e saber reter aqueles pontos fundamentais para o nosso aprendizado. Sem humildade, terminaremos com uma mente fechada, que se basta em seus pontos de vistas, ignorando o todo.

Emilio Mira y López, que é mais um destes autores que falam muito sobre estudo e que está presente em minha biblioteca particular, diz que existem vários tipos de estudantes em uma sala de aula. Alguns deles são os que estão apenas de corpo presente, sem realmente “estar na aula”. Outros até assistem e prestam atenção na aula, mas não conseguem construir um edifício de conhecimento, muito menos formular de forma coerente o conceito que está sendo abordado, sendo que, isso acontece por inúmeros motivos. Existem alunos que enxergam os estudos como uma árdua tarefa, acreditam que o importante é tirar boas notas e passar de ano. A dedicação destes alunos se restringe a isso, estudar para passar e depois, acabar esquecendo do conteúdo, para estes o diploma é a coisa mais importante do que o próprio saber. E a minoria dos alunos são aqueles que estudam por possuírem uma sede pelo conhecimento, apreciando assim, a verdade e a beleza que é o saber (2020, p. 16, 17).

Este é o ponto de partida correto daqueles que buscam uma vida acadêmica. É preciso aprender a gostar e entender a profunda beleza que é poder aprender, descobrir coisas e retirar o véu de ignorância que as vezes cobre a nossa vida.

Com este ponto de partida, não vai ser incomum você conseguir cultivar a humildade suficiente para escutar, se abrindo assim para o conhecimento e buscando constantemente o saber.

É muito perigoso se engessar e acreditar que uma mente fechada é uma condição relevante. O saber é muito amplo para colocarmos um ponto final em nosso aprendizado!

BIBLIOGRAFIA

López, E. M. Como estudar e como aprender. 1 ed. Campinas: Kírion, 2020.

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