JESUS REVOGOU A LEI? 1ª PARTE

Talvez uma das questões mais intrigantes da Bíblia seja a seguinte pergunta: Jesus revogou a lei? Se há algo que aprendi nos 5 anos que me dediquei ao estudo acadêmico de teologia, é que não devemos dar respostas apressadamente. É claro que algumas perguntas propostas não requerem muita reflexão; em contrapartida há outras sobre as quais mentes brilhantes têm refletido por séculos, sem que se chegue a um consenso. Talvez a questão proposta não seja uma das mais profundas nesse sentido, mas é comum ouvirmos respostas divergentes. De um lado, a resposta mais óbvia, a mais “igrejeira” seja: “Ele não revogou a lei, pois em Mateus 5,17-18 ele mesmo disse que não veio revogá-la, mas sim cumpri-la”. Trata-se de uma resposta clássica, válida, da qual não estou necessariamente discordando. Mas do outro do lado há aqueles que, também baseados na Bíblia, entendem que Jesus revogou a lei, e se baseiam nos escritos de Paulo que desmistificam a lei, e também no próprio Cristo que trabalhou em um sábado, quando esse era um dos mandamentos mais importante de todos? Esses são apenas alguns dos argumentos nos quais esses entendimentos se fundamentam. Talvez essa questão possa parecer um tanto quanto periférica, mas acredito que seja de fundamental importância compreender essa questão, pois isso impacta no nosso relacionamento com Deus. Quando o assunto é lei, é necessário que se façamos uma análise um pouco mais ampla tentando compreender todos os aspectos que se relacionam com ela. Não sou nenhum especialista no assunto, mas por um bom tempo isso vem instigando minha mente, o que me levou a refletir um pouco.

REFORMA JÁ

Dia 31 de outubro comemoramos o dia da reforma protestante, marco histórico de quando Lutero pregou as 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg. Mas, apesar da bravura deste pensador, houve outros corajosos que pavimentaram o caminho que Lutero percorreu tempos depois. Dois deles foram Wycliffe e Huss, que denunciaram sacerdotes ladrões e revelaram os malefícios que a igreja estava fazendo até aquele momento. Usavam os conceitos da predestinação, para por fim na corrupção e deixar como padrão absoluto as escrituras (GEORGE, 2010, p. 38-39).

TODOS NÓS MORREMOS JOVENS

Quem me conhece sabe o quanto gosto de música. Sou eclético, mas o que está na veia é o bom e velho rock´n roll. Na década de 80 foi lançado um filme do qual gostei muito. Tornou-se um clássico e perdi a conta das vezes que o assisti. Para quem gosta de rock, aí vai uma dica: Rock Star. Estrelado por Mark Wahlberg e Jennifer Aniston, tem uma trilha sonora maravilhosa com grandes nomes da musica internacional. O filme trata do sonho de um jovem que quer ser um astro do rock, objetivo esse alcançado. Depois do sucesso estrondoso ele percebe que isso não trouxe o que buscava. As músicas foram compostas exclusivamente para o filme e uma delas chamou minha atenção. O título da música é “We all die young” (nós todos morremos jovens) e nos pode levar a uma reflexão.  

O MITO DA RELIGIOSIDADE (ADAPTAÇÃO DO MITO DA CAVERNA DE PLATÃO)

A primeira vez que li o texto de Platão, não consegui deixar de fazer uma ponte com inúmeras pessoas que vivem a vida calcada em sua religiosidade e hipocrisia. É por este motivo que resolvi fazer a minha própria versão do Mito da caverna, como uma crítica a estes homens, que passam muito mais tempo julgando que ajudando. Terminei o texto com uma breve reflexão, então, boa leitura.

DESENHANDO OS PRÓPRIOS CAMINHOS

     Praticamente todos os anos ouvimos casos de pessoas que se perdem em trilhas. Muitos desses casos são em serras. Em busca de lazer e contato com a natureza, pessoas se aventuram em matas e trilhas desconhecidas e algumas vezes se perdem. Trata-se de uma situação difícil, pois como é algo inesperado, elas não levam suprimentos tais como água e comida para passar um tempo além do previsto. Quando ocorrem casos como esse, geralmente o corpo de bombeiros é acionado e com preparo e conhecendo bem a região, seus integrantes acabam conseguindo resgatar aqueles que se perderam. Da mesma forma muitas vezes nos perdemos na vida. Nos aventuramos nos caminhos da vida, e algumas vezes não sabemos mais onde estamos e pior; não sabemos o que fazer. Mas por que isso acontece?

MAMOM

Gosto muito de ler e quem me conhece sabe que eu leio muito e vários temas. De livros teológicos a livros de história, e a pouco tempo terminei um livro do Bernard Cornwell chamado: Crônicas Saxônicas. Que conta a história de um guerreiro saxão chamado Uhtred, que quando novo, havia sido raptado e criado em meio aos vikings. Onde depois de grande, percorre a Europa em busca de tesouros e riquezas e durante a sua busca, ele fica hora do lado do povo saxão, hora ao lado do povo viking que invadia a Europa. Este guerreiro era dividido e fazia qualquer coisa pelo vil metal, até trair a sua pátria.