SABEDORIA E INSENSATEZ

Em um antigo trabalho, no período que eu cursava teologia, eu costumava conversar nos intervalos, sobre a Bíblia e a teologia com alguns colegas de labuta. Neste tempo, surgiam dúvidas, questionamentos e muitas reflexões, o que me levava a ler e a estudar ainda mais. Aprendi e pude ensinar muitas pessoas neste período. Mas em um determinado dia, um rapaz que costumava apenas nos observar, chegou em nosso meio e falou que estávamos perdendo tempo estudando a Bíblia e a teologia, bastava apenas confiar na palavra do pastor. Se o indivíduo é um pastor, ele dizia, é porque ele entende da Bíblia. Uma frase que eu creio ser um tanto quanto equivocada.

SANTO AGOSTINHO E O PROBLEMA DO MAL

O mal é um tema muito falado tanto na teologia quanto na filosofia, sendo que entender de quem é a responsabilidade do mal, principalmente quando falamos de Deus, que é justo, poderoso e soberano, nem sempre é fácil. Muitos não aceitam as inúmeras explicações e acreditam ser contraditório o mal existir ao mesmo tempo que há um Deus bom, mas Agostinho meditou sobre o problema e ofereceu uma boa explicação para esta questão.

SEDE INSACIÁVEL

Vivemos tempos onde o excesso é exaltado. Quem tem muitos bens ou mesmo aquele que trabalha muitas horas é visto como alguém de sucesso. Como se a quantidade fosse sinônimo de sucesso. O exagero quase sempre revela uma falta, nem que seja de controle, que já é um problema bem grande. Quem não sabe se contentar com o que tem, demonstra principalmente a incapacidade de se satisfazer com as suas coisas, levando este individuo a buscar cada vez mais, sem parar, por coisas inúteis, sem realmente aproveitar o que tem de forma real.