AGENDA INTERNA

É muito comum seja em sala de aula, em redes sociais ou até em uma roda de conversa, termos muitas opiniões sobre um mesmo assunto. Normal, opinar ou ter pontos de vista é intrínseco ao ser humano, faz parte de sua natureza. O curioso é que mesmo que duas pessoas tenham diante de si o mesmo objeto de pesquisa, com os mesmos resultados de análise, estas duas pessoas certamente, ou muitas das vezes, terão conclusões diferentes.  Isso se dá por conta de vários motivos, contudo, neste texto quero falar apenas de um deles, talvez o principal, que são os nossos comprometimentos internos.

OS DESAFIOS DE UMA MENTE CRIATIVA

Me identifiquei com o Augusto Cury quando ele contou, no livro Inteligência emocional, como ele era na escola, visto que, eu tive um problema parecido com o dele que desde novo me perseguiu. Eu não conseguia prestar atenção por muito tempo em um professor e dependendo do assunto, eu custava a conseguir focar mesmo se o professor fosse bom. Quando novo isso me prejudicou,  fui chamado de relaxado e muitas coisas mais. Minha autoestima ficava lá no chão, não me sentia capaz de fazer coisa alguma além de ser o exemplo negativo na sala de aula. Resumindo, eu era o imprestável e a professora me lembrava disso quase todos os dias, afirmando que eu não servia para nada. O desafio foi aprender a lidar com tudo o que eu ouvi quando cheguei na idade adulta, pois certas palavras nos acompanham, pode ter certeza disso.

TUDO ME É PERMITIDO

Cresci em uma igreja que nos proibia de fazer quase tudo. Tudo era pecado, tudo nos levava para o inferno e conversar e dialogar não era algo tão comum assim, o lema era seguir as ordens do pastor e ponto final. Não foi a toa que quando cresci e abandonei o caminho por um tempo, pois, o mundo dialoga, ele ensina e responde dúvidas, mas nos leva por estradas cada vez mais distantes de Deus.