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  • AS IDEOLOGIAS POLÍTICAS E O EVANGELHO

    Boas estradas podem nos levar a destinos ruins, sendo este um dos problemas de inúmeras ideologias políticas que prometem justiça, equidade e acesso, mas que no final promovem ambientes totalitários e autoritários.

    No Sermão da Montanha, Cristo falou da porta estreita e da larga, do caminho estreito e do amplo que conduz as pessoas à perdição (Mateus 7.13-14). E ter cuidado com todas as ideologias que distanciam os cristãos do evangelho, do caminho estreito que exige disciplina, caráter e resistência quanto às tentações e ênfases equivocadas do mundo, é a missão dos seguidores de Cristo. Não é raro vermos inúmeras pessoas hipnotizadas por algumas ideologias políticas.

    Franklin Ferreira (2016) enfatiza que as ideologias políticas estão abaixo do evangelho. A palavra de Deus certamente está muito acima, sendo que ela não pode ser confundida com qualquer ideologia que o mundo coloca. A Declaração Teológica de Barmen ensina isso quando diz que:

    “Rejeitamos a falsa doutrina de que à Igreja seria permitido substituir a forma da sua mensagem e organização, a seu bel-prazer ou de acordo com as respectivas convicções ideológicas e políticas reinantes” (8.18) (apud FERREIRA, 2016, p. 85).

    Gasset (2016) ensina que é por meio da linguagem que o ser humano emite a sua opinião e reflexão. No entanto, é também com ela que o ser humano mente e manipula a opinião das pessoas. Sendo que a mentira existe justamente porque a verdade também existe.

    Com isso, precisamos fundamentar a nossa vida no evangelho, para justamente não cairmos nas ciladas das ideologias políticas, que insistem em impor equívocos e mentiras, a partir de realidades verdadeiras. Muitos usam temas genuínos, mas modificados, contando com a ingenuidade de muitos, para vender uma narrativa e, com isso, conseguir o poder. A Bíblia nos ensina que o mundo, por conta do pecado, segue pelo engano (1 João 5:19; Efésios 4:22; 2 Coríntios 4:4; Romanos 1:25), por isso, seja precavido e fundamente a sua opinião a partir da palavra de Deus e não siga certas narrativas que servem para manipular a opinião das pessoas.

    Conheci muitos cristãos que colocavam suas ideologias políticas como as únicas soluções para os problemas do mundo, como se o ser humano pudesse se salvar do caos e pecado que a vida sem Deus provoca. Timothy Keller fala da religião política, quando afirma que:

    “Podemos ver nossos líderes políticos como “redentores”, nossa orientação política como doutrina de salvação, e converter nosso ativismo político em uma espécie de religião” (2018, p. 112).

    O vazio espiritual do ser humano o leva a exaltar líderes, transformando uma ideologia em religião, condenando, desta forma, aqueles que se atrevem a desobedecer aos falsos deuses políticos que eles constroem.

    Muitos transformam a sua ideologia política em religião, acreditando que apenas a sua religião política pode salvar o mundo. Conheço muitos assim, que inclusive afirmam que aqueles que não concordam com a sua opinião não são inteligentes.

    O evangelho é o nosso Norte e não qualquer ideologia política, vista por muitos como algo sagrado e incontestável. Precisamos cultivar a tolerância, entendendo que existem inúmeras opiniões diferentes e crenças que não podem ser tolhidas, mas respeitadas e aceitas. Davi Lago complementa nos ensinando que:

    “Para cultivar a democracia, precisamos parar de querer exercer controle sobre a consciência dos outros. A tolerância nasce da constatação de que as pessoas são diferentes e há áreas da vida em que existem opiniões conflitantes” (2018, p. 177).

    Perceba o perigo em colocar uma ideia política ou um político em um patamar divino e salvador do mundo. Isso termina por passar por cima da própria verdade do evangelho. O ser humano, quando é colocado como um Deus, certamente criará um ambiente caótico. O mesmo podemos concluir das visões políticas vistas como salvadoras. 

    Seguir uma ideologia muitas vezes impede as pessoas de fazer críticas e observações àqueles que trabalham no setor público, como é o caso dos políticos. Precisamos entender que, acima de tudo, somos cristãos, esta é a nossa realidade e as ideologias não podem ser o norte da nossa vida e pensamento, e sim, o evangelho.

    Em vista disso, como bons cristãos, precisamos ter cautela quanto às ideologias políticas que não permitem olharmos com cuidado as atitudes e posicionamentos que determinada ideologia gerou na história ou que está fazendo por meio da política. Os princípios que guiam a nossa vida vêm da palavra de Deus e cultivar um pensamento honesto é um posicionamento importante para transformarmos a política do nosso país.

    Bibliografia

    FERREIRA, Franklin. Contra a idolatria do estado: O papel do cristão na política. São Paulo: Vida Nova, 2016.

    GASSET, José Ortega Y. A rebelião das massas. Campinas: Vide Editorial, 2016.

    KELLER, Timothy. Deuses falsos: As promessas vazias do dinheiro, sexo e poder, e a única esperança que realmente importa. São Paulo: Vida Nova, 2018.

    LAGO, Davi. Brasil polifônico: Os evangélicos e as estruturas de poder. São Paulo: Mundo Cristão, 2018.

  • TRIBUNAL INTERIOR

    O ser humano é alguém que julga e também é julgado com uma facilidade muito grande. O julgamento é tão inevitável que interiormente sempre existe uma opinião ou um julgamento guardado, pronto para ser utilizado, contudo, nem sempre é fácil ser cobrado ou julgado, apesar da facilidade que o homem tem em julgar.

    Existem, inclusive, aqueles que se abalam muito com as opiniões e cobranças das pessoas. É como se o julgamento atingisse o seu âmago e provocasse feridas emocionais. Ricardo Barbosa de Sousa (2016) explica que o grande ponto sobre julgamentos é que ele, na verdade, é alimentado pela cobrança interior que muitas pessoas possuem. Para alguns indivíduos que afirmam que não gostam de cobranças, na verdade o que eles possuem é uma espécie de dívida interna, é por isso que ser cobrado, para estes, é algo tão complicado. Ricardo Barbosa complementa:

    “O problema não está na “cobrança”, seja dos outros ou própria, mas na maneira como a pessoa reage quando sente-se endividada. Provavelmente, essa cobrança desperta na pessoa algum sentimento de dívida” (Sousa, 2016, p. 66).

    É certo que a maioria das cobranças internas que muitos sentem são frutos deste sentimento de dívida. No final, o verdadeiro tribunal não é exterior, mas interior, ele está dentro destas pessoas que precisam ser aceitas, compreendidas, perdoadas e amadas (Sousa, 2016).

    O modo como reagimos a uma crítica deveria ligar uma luz de alerta em nossa mente, nos levando a refletir sobre o porquê ela nos ofende. É claro que nem sempre é fácil ouvir críticas ou mesmo opiniões contrárias, mas elas não deveriam nos ferir ou nos incomodar. É possível que essas cobranças interiores estejam amplificando o problema, por conta do sentimento de dívida.

    Se temos um tribunal interior que nos condena, temos muitos problemas que precisam ser resolvidos, sendo que nem sempre o ser humano percebe, justamente porque ele não se conhece por inteiro. O autoconhecimento é sempre um grande desafio. É por isso que gosto muito do ensinamento sobre graça. Paulo nos ensina que:

    “Portanto, você, meu filho, fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1) (NVI).

    É a graça divina que nos ajudará a enfrentar estes tribunais. O conceito nos ajuda a entender que mérito humano algum tem o poder de ajudá-lo a se salvar, ninguém tem esta habilidade, visto que somos todos pecadores. É por conta disso que a graça nos faz humildes e combate a nossa arrogância, mas ela também nos dá força para combater as acusações do nosso tribunal interior.

    O apóstolo Paulo nos ensina a fortalecer o homem interior, para que este cristão tenha forças suficientes para enfrentar as batalhas externas, cumprindo o seu propósito no mundo (Champlin, 2014). Tudo começa em nós, por isso, precisamos buscar a graça de Cristo e permitir que ela fortaleça a nossa vida.

    Tudo o que temos e somos devemos a Deus, por isso a arrogância é contraditória, já que não temos mérito algum e de igual forma é a cobrança interior e o sentimento de dívida, nós devemos tudo somente a Deus, sem ele estaríamos perdidos. E este posicionamento precisa nos levar a descansar na graça do nosso eterno pai. É esta graça divina que nos dará forças e nos preparará para enfrentar as intempéries do mundo.

    Enfrente este tribunal interior com a graça divina, com a força que Deus nos dá. busque Nele a cura, entendendo que no final tudo é fruto da graça de Deus, ninguém é merecedor de coisa alguma.

    Bibliografia

    CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo: Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.

    SOUSA, Ricardo Barbosa de. Pensamentos transformados, emoções redimidas. Viçosa: Ultimato, 2016.

  • DESAFIOS DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ XI: FÉ, AMOR E SERVIÇO

    Não é raro encontrarmos cristãos e igrejas insistindo em viver em suas bolhas, alheios a tudo e a todos. A parte contraditória destes cristãos é que a vida cristã egoísta, que não olha e muito menos ajuda o outro, é discordante com o ensino bíblico, já que a palavra de Deus nos ensina algumas importantes características do amor (1 Coríntios 13:4-5).

    No livro Instrução no amor cristão, Martin Bucer (2023) ensina justamente sobre os princípios bíblicos da verdadeira conversão, enfatizando como a verdadeira fé traz resultados práticos na vida do próximo (João 13:5-15, 15:1-14). E Bucer complementa, explicando que:

    “Tudo isso deixa claro que ninguém deve viver para si mesmo, pois Deus criou todas as coisas para poderem contribuir não para seu próprio bem, mas sim, o bem de outros, e para poderem ser instrumentos e evidência da bondade divina, que todas as coisas devem expressar e espalhar” (BUCER, 2023, p. 51).

    O serviço cristão, a ação de ajudarmos no bem-estar do próximo, revela, através das nossas atitudes, a bondade divina. E servir é um exemplo que a Bíblia e Cristo nos dão lá no lava-pés (João 13:1-17). Paulo complementa nos ensinando que:

    “Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros” (1 Coríntios 10:24) (NVI). 

    O evangelho solitário é contraditório, ser cristão é estar em comunidade, servindo e ajudando uns aos outros. Bruce Winter explica que, em Corinto, as práticas beneficentes e toda a organização de patronagem não existiam para auxiliar o próximo. Na verdade, serviam apenas como uma promoção pessoal, sendo que fazer o bem aos outros eram ações que ficavam em segundo plano. Entretanto, a ética cristã entende que ajudar o próximo e fazer o bem precisa estar em primeiro plano e não a promoção pessoal (CARSON et al., 2012). Estava em falta em Corinto e também em nossos dias, a mentalidade cristã de serviço, o hedonismo imperava e é por isso que o apóstolo Paulo enfatiza a importância de auxiliar uns aos outros. Uma lição que é muito atual.   

    Amar o próximo e buscar o bem dele deve ser uma prioridade para a vida cristã. O egoísmo ou o evangelho autocentrado não é bíblico. A mensagem pode ser pregada por meio de nossas ações e atitudes, visto que a verdadeira fé nos leva a olhar o nosso semelhante com os olhos de serviço e ajuda.

    O livro caminha nesta direção e dá uma relevante base bíblica para a vida de amor e serviço. E Martin Bucer (2023) conclui nos relembrando da ordem divina de servirmos uns aos outros. Precisamos viver para servir o próximo de todo o coração. Sendo que a maior praga que infesta os corações das pessoas, hoje em dia, é justamente a busca incessante pela felicidade a qualquer custo. Novamente, Martin Bucer complementa:

    “Uma vez que a fé verdadeira certamente produz o amor verdadeiro que nos faz transbordar em boas obras ao nosso próximo e viver não para nós mesmos, mas para a glória eterna de Deus” (BUCER, 2023, p. 94).

    A verdadeira fé nos desafia a olharmos além de nós e servirmos às pessoas, como Jesus serviu. O egoísmo e o hedonismo são contraditórios e entram em conflito com o exemplo que Cristo deu a nós, sendo que o mesmo amor que nos alcançou nos leva a amarmos e servirmos aos outros.

    A fé, o amor e o serviço estão intrinsecamente interligados, por isso o cristianismo solitário é contraditório, sendo ele uma marca da nossa geração hedonista. A verdadeira fé nos une e nos leva a transbordar na vida do próximo o cuidado e o apoio.

    Bibliografia

    BUCER, Martin. Instrução no amor Cristão. São Paulo: Vida Nova, 2023.

    CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário bíblico Vida Nova. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.

    WINTER, Bruce. In: CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário bíblico Vida Nova. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.

  • ENTRE O EVANGELHO E A IDEOLOGIA POLÍTICA

    Em meio a uma conversa com conhecidos, um tema político surgiu, com isso, todos começaram a dar a sua opinião política e alguns dos interlocutores começaram a ficar irritados, ofendendo as pessoas que tinham uma opinião diferente. O diálogo virou agressão, tudo porque estes indivíduos não admitiam a opinião oposta.

    Fico impressionado em notar o quanto muitos têm a dificuldade de respeitar o ponto de vista oposto ao deles. A desunião e a divisão sobre este tema são fatos que fazem parte desta realidade. Enquanto uns só conseguem respeitar aqueles com os quais concordam, outros acreditam em liberdade, mas seguem impedindo que as discordâncias existam. A liberdade vai até o ponto em que a pessoa não aceita a ideia, transformando o significado de liberdade em algo contraditório.

    Em ano político, este fator aumenta ainda mais, revelando a dificuldade que o ser humano tem em transitar entre opiniões divergentes. Para estes, uma ideia contrária à dele é uma ofensa, uma atitude inconcebível, e o outro é um inimigo. Sendo que estes, de forma contraditória, acreditam em liberdade de expressão, mas são contra opiniões contrárias.

    O ponto positivo de vivermos em uma sociedade livre é que podemos seguir a religião na qual acreditamos, aderir à corrente política que melhor nos apraz e viver conforme entendemos ser correto. Por isso, respeitar o contraditório, o que não concordamos, se não for nada ofensivo, é indispensável.

    Uma sociedade livre é aberta para o plural, a variedade de ideias, inclusive aquelas com as quais não concordamos. E impedir que a opinião oposta exista é criar um ambiente totalitário, onde a discordância não é permitida e eliminada.

    Somos cristãos e acreditamos em uma verdade revelada por Deus, mas isso não nos dá o direito de diminuir o outro por ter uma religião diferente. E na política, a lógica não é diferente. Temos a nossa posição política, mas isso não nos dá o direito de diminuir o outro.

    Na verdade, nós, cristãos, somos cidadãos do céu, o nosso reino não é neste mundo, estamos caminhando por esta vida apenas de passagem. Sendo que toda a forma de pensar que tira o foco de Deus, que ergue ídolos políticos que controlam a nossa forma de raciocinar e nos leva a brigar por uma corrente política, que certamente é falha, acaba nos impedindo de sermos luz e sal na vida daqueles que precisam do evangelho. Provérbios nos oferece um conselho indispensável:

    “Meu filho, não perca de vista o bom senso e o discernimento; apegue-se a eles, pois darão vigor à sua alma e serão como joias em seu pescoço. Eles o manterão seguro em seu caminho, e seus pés não tropeçarão” (Provérbios 3:21-23) (NVT).

    Que Deus nos ajude a seguirmos com mais paciência e equilíbrio, respeitando o próximo e a pluralidade de ideias. A mensagem cristã nós pregamos com o exemplo, sendo que o respeito é essencial.

    Respeitar a opinião alheia não é concordar com o conceito, mas dar o direito ao próximo de seguir a ideia que melhor lhe apraz e, neste meio tempo, apontamos para Deus, e não para a política, mostrando às pessoas o único que pode salvar a nossa corrupta sociedade.

  • FÉ & TRABALHO

    Nem sempre as pessoas apresentam boas perspectivas quando alguém fala sobre trabalho. Muitos possuem um olhar negativo quanto à vida profissional, entendendo que ela é inevitável, todos precisam trabalhar para sobreviver, mas o bom seria que ninguém precisasse de um emprego. O trabalho para estes indivíduos é visto como um infortúnio.  

    No entanto, quando lemos a Bíblia, percebemos que o trabalho se encontra no centro da vontade de Deus. Quando Ele criou o mundo e o belo paraíso nos quais os primeiros seres humanos moraram, o trabalho fazia parte da rotina humana. O próprio Deus trabalhou criando tudo o que existe e, como Cristo disse: Ele e o seu Pai ainda trabalhavam (João 5.17). Desta forma, percebemos como o trabalho, ao contrário da visão que muita gente tem, é uma bênção criada por Deus. Timothy Keller e Katherine Leary Alsdorf complementam este fato:

    “O livro de Gênesis não poderia ser mais diferente. Seus primeiros capítulos descrevem repetidamente Deus “trabalhando” e usam o hebraico mlkh, palavra usada para o trabalho comum dos seres humanos. Como um estudioso afirmou, é algo totalmente “inesperado que a atividade divina extraordinária envolvida na criação do céu e da terra seja descrita dessa forma”” (2014, p. 36–37).

    Mas este assunto levanta outras questões, as quais são as visões deturpadas que muitas pessoas têm do trabalho. Por mais que ele seja uma bênção de Deus, existe um limite e o descanso é uma peça-chave sobre o assunto, visto que o próprio Deus descansou (Gênesis 2:1-2). Entender que o trabalho é uma bênção é um primeiro passo essencial, mas em conjunto é preciso ter em mente que o equilíbrio é uma ação importante quando falamos da área profissional. É fácil transformar um abençoado trabalho em uma ferramenta que tira a nossa paz e saúde ao não desfrutarmos do dia de descanso. Muitos são tão workaholics e não param nunca, transformando o trabalho em um fardo.

    O livro Como integrar fé & trabalho proporciona ao leitor mais alguns princípios importantes para o trabalho. E um dos principais é entender que o trabalho pode ser visto como um ato de amor, tendo desta forma o propósito de honrar a Deus e o próximo por meio de um serviço bem feito (Keller; Alsdorf, 2014).

    Pense que a sua competência e um trabalho muito bem feito podem comunicar às pessoas o amor de Deus. Além disso, ele louva a Deus ao buscarmos fazer o serviço com maestria. O trabalho é uma bênção e também é uma grande oportunidade de sermos usados por Deus nestes lugares, já que o que fazemos e como agimos, também comunica uma mensagem.

    Os autores do livro também falam dos ídolos do mundo corporativo, nos mostrando como não é difícil transformarmos algo bom em um elemento central em nossa vida. E também discorrem sobre as empresas centradas no evangelho, que buscam ser éticas e honestas, além de comunicarem a mensagem cristã e sobre como a cosmovisão cristã molda todo o trabalho, entre tantos temas essenciais que envolvem fé e trabalho (Keller; Alsdorf, 2014).

    O livro deixa bem claro a bênção que é o trabalho e como nós, cristãos, podemos oferecer às pessoas um excelente serviço, mas também uma mensagem atrelada a ele, além da nossa vida e atitude cristã que pode fazer a diferença na vida das pessoas.

    Bibliografia

    KELLER, Timothy.; ALSDORF, Katherine Leary. Como integrar fé & trabalho: Nossa profissão a serviço do reino de Deus. São Paulo: Vida Nova, 2014.

  • PERDIDO NO PASSADO

    Conheci há algum tempo, um músico muito talentoso que também havia conquistado fama e reconhecimento pelo seu trabalho. O seu problema foi que a fama passou, afinal, ela é passageira mesmo, e este indivíduo acabou ficando preso em seu passado.

    O ponto focal desta história e outras bem semelhantes, é que estas pessoas seguem a vida, insistindo em continuar vivendo a partir das histórias passadas, se negando a sair e a seguir construindo outras realidades e memórias.

    É muito legal ter sucesso e reconhecimento, mas é igualmente importante saber a hora de virar a página e continuar, entender que aquele tempo se foi, e precisamos seguir a nossa vida. E sobre o exemplo que dei, não acredito que ele deveria desistir de sua carreira de músico e sim, olhar para frente e trilhar novas oportunidades. Joel Barker tem uma frase que resume bem o problema de ficarmos ancorados no passado:

    “Os sucessos de seu passado bloqueiam a visão de seu futuro” (apud BONDER, 2010, p. 97).

    O sucesso tem o poder de nos aprisionar em algumas ocasiões e nos impedir de vermos o futuro, de enxergarmos tudo o que podemos fazer. É preciso entender e perceber quando os ciclos se encerram e quando podemos iniciar um novo. Assim, não caímos no perigo de ficarmos presos em tempos que já se foram. Sendo que, quando falo de sucesso, não me refiro à fama, mas a um sucesso que alcançamos, uma vitória seja em nossa carreira ou passatempos.

    Eu também sou músico e tive banda por muitos anos. Gravamos CDs e tocamos com algumas bandas bem conhecidas. Foi um tempo ótimo, mas que se foi. Precisei olhar para frente e me dedicar a outras atividades. A questão é que sou consciente do que aconteceu e de tudo o que posso fazer hoje, por isso segui em frente. Aproveitei o momento e aceitei quando o ciclo começou a se fechar.

    Cuidado para que os seus momentos de sucesso, sejam eles profissionais ou não, não virem grilhões. É preciso ter em mente que o tempo passa e algumas coisas ficam para trás. Saber fechar alguns ciclos, para assim, iniciar outros, é fundamental para não ficarmos acorrentados no passado.

    O fato é que alguns acontecimentos nos influenciam e caminham conosco, outros não, são eventos que não se repetem e muito menos seguem, são vitórias momentâneas que surgem e se vão, na mesma velocidade. Ter a sensibilidade de entender a hora de continuar e a sabedoria de não permitir que uma vitória o acorrente no passado é muito importante.

    Viver é caminhar e entender a hora certa de aproveitar e qual é o momento de continuar, para que você não fique preso em um tempo que já se foi!  

    Bibliografia

    BONDER, Nilton. Exercícios D’alma. Rio de Janeiro: Rocco, 2010.

  • CORRENTES DA GANÂNCIA

    O erro é sutil, uma vez que ele entra na rotina das pessoas de um modo imperceptível e segue mudando a vida e os valores dos indivíduos. Sendo que tudo começa com um sonho ou ambição, para se tornar, com o tempo, a corrente do pecado que aprisiona alguém.

    Liev Tolstói (2021) escreveu um conto chamado De quanto terra precisa um homem? Onde ele discorre justamente sobre isso. A história começa com a conversa entre duas irmãs, uma que morava no interior e outra na cidade. E a irmã que morava no interior gostava da sua vida simples, longe das preocupações e ansiedades da cidade. Mas a irmã da cidade desdenhava da irmã e do seu estilo de vida.

    Todavia, no decorrer da história, o seu marido, Pahom, após vangloriar-se a irmã orgulhosa da cidade por seu estilo de vida simples, é capturado pela ambição e a vida deles muda consideravelmente. Sendo que a sua fala a esta arrogante cunhada da cidade foi:

    “Ocupados como somos lavrando a Mãe Terra, nós, camponeses, não temos tempo para pensar em bobagens e futilidades. Nosso único problema é que não temos terra suficiente. Se eu tivesse bastante terra, não teria medo nem do Diabo em pessoa!” (2021, p. 69).

    Foi com esta frase um tanto quanto soberba que o inimigo lançou uma semente em seu coração e mudou a vida deste casal do interior. A Bíblia diz que o ser humano é tentado por seu pendor para o mal (Tiago 1:13-14), por sua própria concupiscência. O inimigo toca nos pontos falhos do cristão para o distanciar de Deus. Se ele não tomar cuidado, pode cair em alguma perversa cilada do maligno.

    No final, Pahom segue uma desenfreada busca por condições para conseguir comprar um lugar maior, na medida em que este objetivo, além de roubar a sua paz, se torna o centro da sua vida. Este personagem perde a sua vida devido à ganância que o guiou até a perdição. Provérbios diz:

    “Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso!” (Provérbios 23:4) (NVI).

    E foi justamente o que este personagem fez, ele esgotou todas as suas forças até morrer em nome do dinheiro, prejudicando a família e a sua vida, que já era boa. Esta história nos ensina como é fácil invertermos as nossas prioridades e estragarmos a bela vida que Deus nos deu. Não precisamos de tudo, sendo que tudo o que toma o lugar de Deus, não compensa, é tempo perdido.

    Paulo nos ensina que a fonte de todos os males é o amor ao dinheiro, e ele continua explicando que muitos se desviaram da fé, por justamente amarem este vil metal, sendo que este amor trouxe sofrimentos e inúmeros tormentos na vida deles (1 Timóteo 6:10). A explicação de Paulo é muito semelhante ao conto escrito por Liev Tolstói, nos dando um aviso muito importante: cuidado onde você deposita a sua confiança.

    Warren Wiersbe (2006) esclarece que Paulo enfatiza como o desejo por ter dinheiro pode conduzir um cristão ao pecado, uma vez que a felicidade passa a ser medida a partir da condição financeira. E este é um grande erro do amor às riquezas. Warren Wiersbe explica que:

    “Mas as riquezas são uma armadilha; conduzem à escravidão, não à liberdade. Em vez de saciar, as riquezas criam outras concupiscências (desejos) a serem satisfeitos” (2006, p. 306).

    E não existe problema algum em buscar ter mais condições ou tentar empreender e ter sucesso em um projeto. O ponto complicado é quando as riquezas acabam sendo o principal norte de um indivíduo, escravizando-o a este vil metal.

     A história de Liev Tolstói descreve justamente a realidade de alguém que colocou a busca por dinheiro no centro de sua vida. O dinheiro virou um ídolo que o acorrentou à ganância e ceifou a sua vida.

    Busque ser um ótimo profissional, cuide da sua carreira e coloque nas mãos de Deus os seus planos de ganhar mais, de empreender e ter mais condições. Só não se perca no processo ao ponto de colocar o seu coração e felicidade nas riquezas.

    Deus precisa ser o centro de tudo e o resto são consequências! 

    Bibliografia

    TOLSTÓI, Liev. De quanta terra precisa um homem? e outras histórias. Jandira: Principis, 2021.

    WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo Testamento volume II. Santo André: Geográfica Editora, 2006.

  • O PAPEL DO CRISTÃO NA POLÍTICA

    O cristão vive em sociedade, com isso, ele precisa exercer o seu papel de cidadão. E, devido a isso, não é incomum presenciarmos a igreja se dividindo por conta de opiniões políticas conflitantes. Em ano de eleição, estes embates aumentam significativamente.

    A Bíblia mostra muitos servos de Deus que decidiram servir na esfera pública, sendo assim relevantes em seu tempo. Ester e Mardoqueu são dois bons exemplos, uma vez que eles se posicionaram quando descobriram que Hamã queria acabar com os judeus (Ester 3.7-8). José do Egito é outro ótimo exemplo de alguém que era temente a Deus, e foi governador em um complicado período de fome no Egito. Franklin Ferreira explica que:

    “O político cristão deve ter capacidade e coragem para criticar a cultura, questionando suas motivações, mensagens e propostas” (2016, p. 45).

    Precisamos ser cidadãos atuantes, que se posicionam contra as injustiças e equívocos que a cultura e a sociedade colocam. Não podemos nos calar quando vemos o engano dar direção e impor as suas regras. E a nossa ideologia política não pode nos impedir de nos posicionar e exigir justiça.

    O apóstolo Paulo nos ensina que toda e qualquer autoridade provém de Deus, por isso, obedecer é indispensável (Romanos 13.1-7). Um bom governo estabelece um ambiente de paz e justiça, contudo, a passagem se refere a autoridades legítimas e justas, como Franklin Ferreira (2016) coloca. A Bíblia não está nos ensinando a sermos omissos e aceitarmos governos totalitários e autoritários, mas bons governos. Como obedecemos somente a Deus e não a seres humanos injustos e muitas vezes corruptos, gananciosos pelo poder, se posicionar contra e não seguir tais líderes, deve ser a nossa prioridade (Atos 4.19; 5.29). Franklin Ferreira nos ensina que:

    “Quando as duas ordens colidem, o cristão tem a liberdade de fazer uma escolha, e esta deve ser feita com rapidez e sem hesitação: ficar do lado de Deus, em vez de obedecer às autoridades, quando estas não estão cumprindo seu chamado” (FERREIRA, 2016, p. 77).

    O cristianismo neste período não estava sendo perseguido, como foi alguns anos depois, ao recusar o culto ao imperador e muitos costumes incoerentes da sociedade da época. Com isso, em um contexto de paz, os cristãos precisam cumprir com os seus deveres e obedecer às autoridades. Mas quando são desafiados a seguir um costume cultural que vai de encontro com o evangelho, certamente, é a Deus que os cristãos precisam obedecer.

    Diante disso, percebemos como um dos papéis dos cristãos é se posicionar a favor da justiça e da vida, rejeitando governos injustos, autoritários e totalitários. Tudo começa com boas escolhas; por isso, é importante pesquisar bons políticos, escolhendo não a partir de ideologias políticas, mas da verdadeira intenção que estes indivíduos têm. E, caso estes cometam atos injustos, é importante se posicionar contra.

    Franklin Ferreira (2016) enfatiza o quão é importante pesquisar o histórico do candidato, buscando assim entender suas realizações, propostas e valores. É essencial acompanhar suas propostas, verificando se são aceitáveis e se correspondem ao que acreditamos.

    Que possamos buscar ser referência, cidadãos que não aceitam imposições, seja de qualquer ideologia política que exista, sendo que o respeito precisa ser um dos princípios usados.

    O nosso reino não é deste mundo, mas enquanto estivermos no mundo, que possamos optar por bons políticos que buscam construir um ambiente de paz e oportunidades.

    Bibliografia

    FERREIRA, Franklin. Contra a idolatria do estado: O papel do cristão na política. São Paulo: Vida Nova, 2016.

  • MUDANÇA INTERIOR

    São muitos os que, no afã de cultivar equilíbrio, seguem fórmulas e ensinamentos, que no final, viram fardos e não ferramentas para desenvolver a disciplina e a estabilidade. Tudo o que não vem para agregar, não vale a pena seguir. E boas dicas são sempre abertas para a adaptação, visto que somos seres humanos, com isso, é fundamental alinharmos as ferramentas e técnicas à nossa realidade.

    O objetivo da busca pela simplicidade cristã é propor um estilo de vida com menos coisas e mais Deus. É descobrir a alegria de desfrutar o que temos, entendendo que o excesso não significa qualidade.

    É um perigo transformar a prática em leis, convertendo o meio de se alcançar algo em um fim, tudo para justificarmos o exterior. A simplicidade é algo que começa em nós, é uma forma de contentamento que nos faz estar em paz. Richard Foster complementa falando das disciplinas espirituais, explicando que:

    “As disciplinas espirituais pretendem fazer-nos bem. Elas têm a intenção de trazer a abundância de Deus para a nossa vida. No entanto, é possível transformá-las em outro conjunto de leis, que farão a alma definhar. Disciplinas presas a leis exalam o hálito da morte” (FOSTER, 2007, p. 39).

    As disciplinas espirituais são ferramentas que os cristãos usam para crescer em santidade. Como, por exemplo, as disciplinas interiores, sendo elas a oração, o jejum e o estudo. Ou as disciplinas exteriores, como o serviço, a solitude e a simplicidade. E as comunitárias, como a confissão, a celebração e a adoração. São muitas as disciplinas úteis para a nossa vida espiritual, mas que não podem virar leis em nossa vida e sim, um estilo de ser, um conjunto de práticas que nos ajudarão ao longo da nossa caminhada.

    Tudo começa dentro de nós, a verdadeira mudança se inicia em nosso interior, e este é o primeiro passo para que as disciplinas ou práticas, úteis para a nossa vida, não se tornem leis que não agregam, mas nos sufocam. Quando entendemos isso, aprendemos a ajustar a nossa forma de pensar, sem ligarmos para o exterior. A mudança precisa começar na mente e o propósito não deve ser parecermos algo, mas sermos indivíduos equilibrados. A prática vai muito além da aparência, é algo que muda dentro de nós.

    Outro fato que revela que a mudança interior não aconteceu é quando uma pessoa pratica algo, como uma vida simples e disciplinada, e começa a apontar para o outro, se comparando ou insistindo em condená-lo, com atitudes legalistas.

    O legalismo, na maioria das vezes, revela um pensamento superficial, sendo que uma boa parte destes nem pratica realmente o que falam. Mudam o seu exterior, mas o interior segue sendo o mesmo.

    A dica é usar a simplicidade cristã, sendo esta uma disciplina espiritual, buscando forças em Deus para não nos contaminarmos com os anseios deste mundo. Quando é Deus que nos sustenta e nos ajuda, a mudança se torna verdadeira e frutífera.

    Não precisamos de tanto para viver e o excesso pode, na verdade, nos atrapalhar. Coloque Deus no centro e as coisas, sejam elas posses, riquezas ou posição social, em segundo plano, que você vai ver a sua vida frutificar.

     A vida simples nos aproxima de Deus, nos leva a largar as bugigangas e hábitos fúteis da vida e seguir para uma vida equilibrada.

    Bibliografia

    FOSTER, Richard. Celebração da disciplina: O caminho do crescimento espiritual. São Paulo: Editora Vida, 2007. 

  • DESAFIOS DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ X: HÁBITOS FORMADORES

    O ser humano é um indivíduo de hábitos e ritos, sendo que, na maioria das vezes, são eles que guiam as pessoas e proporcionam a elas uma vida equilibrada. Embora da mesma forma, são os hábitos ruins que sabotam a vida de todos os seres humanos. Os hábitos estão no cerne da vida de todas as pessoas e podem ser tanto âncoras quanto estradas para o crescimento.

    Quando falamos de hábitos, discorremos sobre um sistema que envolve práticas diárias, sendo também uma forma de compreender as pessoas e a nós. São os bons hábitos que nos ajudam. Charles Duhigg nos ensina que:

    ““Toda a nossa vida, na medida em que tem forma definida, não é nada além de uma massa de hábitos”, escreveu William James em 1892. A maioria das escolhas que fazemos a cada dia pode parecer fruto de decisões tomadas com bastante consideração, porém não é. Elas São hábitos” (DUHIGG, 2012, p. 13–14).

    Como cristão, tal ensinamento se torna essencial para avaliarmos a nossa vida e verificarmos quantos hábitos estão nos ajudando a seguir uma vida cristã centrada e quantos estão nos separando de Deus. É fácil transformarmos em hábitos práticas sem qualquer valor, sem percebermos como são venenos para a nossa vida. Desde hábitos alimentares ou a falta daqueles hábitos importantes para a nossa vida espiritual, como orar e ler a Bíblia.

    Sem contar que muitos cristãos transformam o culto em uma prática mecânica e vão à igreja por hábito, se esquecendo de que o culto é um momento para adorarmos aquele que nos salvou ou sermos confrontados e ensinados pela palavra de Deus e a comunhão com os irmãos. No final, muitos seguem a Cristo, mas não possuem a vida transformada por não perceberem que transformaram um momento importante em uma mera formalidade.

    Cuidado para não transformar em hábito um momento que precisa ser consciente, um culto racional e intencional, um tempo em que a mente e motivação precisam estar envolvidos. James Smith nos ensina que:

    “Os hábitos que adquirimos moldam nossa percepção do mundo, o que por sua vez nos dispõe a agir de determinadas formas” (SMITH, 2017, p. 60).

    São os nossos hábitos que nos movimentam e calibram a nossa visão de mundo. Por isso, ficar atento aos hábitos ruins e bons é uma ótima forma de ajustarmos a nossa percepção e buscarmos cultivar práticas coerentes e centradas. São estes os hábitos formadores que vão agregar pontos positivos em nossa vida cristã.

    James Smith (2017) nos ensina que as boas virtudes são obtidas por meio da imitação e da prática. É como se as pessoas tivessem músculos morais que precisassem ser exercitados. E se o ser humano é o que ama, e o amor é uma espécie de hábito, como o autor coloca em seu livro, por consequência, o verdadeiro discipulado cristão é buscar reformular todos os nossos hábitos e amores.

    O hábito é uma ação formadora, que molda quem somos e nos ajuda a transformar em prática ações que são essenciais, basta termos consciência e buscarmos agir intencionalmente.

    Aprender a construir hábitos que agregam em nossa vida espiritual, lutando contra a preguiça e as práticas que oferecem prazeres imediatos, mas consequências perigosas, é o primeiro passo para sermos cristãos relevantes.

    À vista disso, reavalie a sua vida e os seus hábitos, identifique aquelas práticas que influenciam o seu pensamento e as suas atitudes e busque mudar, partindo do evangelho. Construa hábitos intencionais que ajudem você na sua caminhada cristã.

    Bibliografia

    SMITH, James K. A. Você é aquilo que ama: O poder espiritual do hábito. São Paulo: Vida Nova, 2017.

    DUHIGG, Charles. O poder do hábito: Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.