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  • FALSA TESTEMUNHA – PT 6

    Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos (Provérbios 6:16-19).

    A confiança é algo importante em uma comunidade, confiar faz parte de uma relação de amizade ou casamento. Todavia, nenhum grupo de amigos sobrevive de modo saudável, tendo em seu meio, alguém que insiste em semear a discórdia, quem dirá uma igreja. Muitas igrejas já se dividiram justamente por causa disso.

    A igreja é o ajuntamento daqueles que foram resgatados por Deus, a grande questão é que, neste ajuntamento encontramos todos os tipos de pessoas. Não há apenas trigo, mas também joio, sendo que não somos nós que vamos separar o joio do trigo e sim Deus, segundo pontua a parábola contada por Cristo (Mateus 13:24-30). Cabe a nós obedecermos e ficarmos atentos aos enganos e equívocos que alguns lugares muitas vezes traz.

    A mentira é um veneno, em um grupo de amigos, ela pode construir inimizades. E a parte complicada, a meu ver, é que normalmente as testemunhas falsas falam de modo convincente e estas são as pessoas mais perigosas. Tome sempre cuidado com aqueles que falam bem, mas não usam a verdade como fundamento.

    Nesta série de textos, a Bíblia fala de sete coisas que desagradam ao Senhor, sendo que seis ele odeia e a sétima ele abomina. E quando falamos de cristianismo, ou seja, vida em comunidade, percebemos porque a sétima coisa é algo que provoca tamanho aborrecimento a Deus.

    É interessante constatar que o termo contendas e as suas variações, aparecem no livro de Provérbios vinte sete vezes e três vezes em outros lugares do Velho Testamento (PFEIFFER, 2017, p. 936). O que demonstra a gravidade do problema.

    Veja bem, a vida cristã é vivida em comunidade, este é o cerne do que é ser cristão, com isso, ter alguém espalhando mentiras e falsos testemunhos é ter um indivíduo que trabalha justamente de modo desfavorável ao ambiente cristão. Quem semeia contendas, divide a igreja, e isso é bem grave. 

    A comunhão é algo fundamental para a saúde espiritual da igreja, por isso que, cultivar um relacionamento saudável, sendo sincero, honesto e aberto ao diálogo é fundamental. E que Deus nos livre daqueles que insistem em semear discórdia e nos dê sabedoria para lidar com este tipo de situação na igreja.

    Uma igreja unida é uma comunidade saudável, a contenda entre irmãos é uma enfermidade que ataca e prejudica por demais a igreja!

    BIBLIOGRAFIA

    PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody: Volume 1: Gênesis e Malaquias. São Paulo: Batista Regular do Brasil, 2017.

  • O OBJETIVO DA LEITURA

    Para quem deseja seguir a carreira de docente ou pesquisador, a prática da leitura torna-se fundamental. É imprescindível conhecer bons autores, os principais livros da área e o assunto de forma profunda, para que assim, possamos ensinar com propriedade.

    A questão é que um livro não pode ser um juiz ou a palavra final e sim, um ponto de partida para a reflexão, a pesquisa e a busca do conhecimento. É fundamental conhecermos muitos autores, livros e obras clássicas, contudo, não podemos ficar presos apenas em alguns autores ou mesmo, seguir sem pensar e refletir, e construir nossas conclusões. Sertillanges explica que:

    “Um livro é um sinal, um estimulante, um auxílio, um iniciador, não um suplente, e nem um grilhão. O pensamento deve ser nosso. Lendo, não devemos ir até nossos mestres, mas partir deles” (SERTILLANGES, 2019, p. 150).

    Boas opiniões são construídas com muito conhecimento, leitura e estudo, só assim elas terão fundamento. Contudo, precisamos construir nossas opiniões e não apenas repetir o que lemos e ouvimos, caso contrário, seremos meros repetidores ao invés de sermos pensadores.

     Quando eu estudo sobre um assunto, eu busco primeiramente um autor que consiga me dar um panorama geral sobre o tema. O intuito, em um primeiro momento, é entender o contexto todo da questão. Isso me dá um Norte e me ajuda a decidir por onde começar a estudar.

    Depois, mergulho nos autores clássicos daquele tema, é fundamental pesquisarmos o assunto a partir dos melhores autores para desta forma, termos uma base muito mais sólida sobre um assunto. Após isso, busco autores que se opõem aquelas opiniões, com o intuito de entender o que os críticos falam. É só a partir disso, que procuro formar uma opinião sobre o tema.

    Um autor nunca deve ser uma âncora e sim, um ponto de partida, um facilitador que nos ajuda a chegar ao conhecimento. É possível gostarmos de um autor, mas não concordarmos com tudo o que ele escreve e nem por isso ele vai ser menos relevante.

    Na verdade, quem pensa e busca sempre refletir, tem justamente estes critérios como ponto de partida. Ele constrói o seu repertório através de leitura e estudo, aprende a conhecer a fundo alguns temas e não se esquece, inclusive, de estudar os dois lados do assunto, para que desta forma consiga ter um olhar muito mais aprofundado sobre o tema. Com isso, ao emitir uma opinião, refletir e aplicar o saber, a ação certamente será muito mais coerente.

    Um livro não é um grilhão, ele deve ser uma janela, uma ferramenta que nos ajuda a ver e a pensar melhor, para assim, podermos construir o nosso saber!

    BIBLIOGRAFIA

    SERTILLANGES, A. D. A vida intelectual. Campinas: Editora Kírion, 2019.

  • POLÍTICA E ANTIPOLÍTICA

    Gosto do diálogo, acredito que bons argumentos possuem o poder de influenciar, sem que a força ou imposição seja usada. Aquele que sabe falar, consegue através de uma boa conversa, pontuar um problema e convencer alguém sobre um equívoco. A capacidade de dialogar é algo fundamental.

    E quando falamos de democracia e um bom ambiente político, discorremos justamente sobre isso. Ideias, crenças e opiniões não são (ou não deveriam ser) combatidos e sim, discutidos a partir de bons diálogos. Madeleine Lacsko discute justamente este tema, quando pontua que:

    “Todo embate político precisa deixar pontes para uma saída honrosa do adversário, já que o objetivo é o convencimento. A antipolítica consiste na queima de pontes, execração pública e corte de qualquer contato utilizando justificativas morais. Na antipolítica, o divergente é necessariamente mau e a única forma de lidar com ele é a aniquilação” (2023, p. 37).

    Em meio a nossa cultura do cancelamento, onde não há vez para o diálogo e muito menos para a opinião oposta. Onde adversários políticos são caçados e quem pensa diferente é visto como inimigo, a antipolítica e o totalitarismo criam suas raízes.

    É fácil pegar uma pauta genuína e tentar lacrar, para assim vender uma pseudoverdade ou mesmo para ganhar likes e fama de bom moço. Agora dialogar é sempre um desafio. Envolve ouvir, ter contato com a opinião diferente da nossa e refletir. No final, o que mais vemos são apenas narrativas construídas muitas vezes a partir de importantes pautas.

    Saber lidar com ideias divergentes é a constatação de uma política realmente coerente, o contrário disso é totalitarismo, uma antipolítica de desconstrução. Onde não existe diálogo e espaço para o contraditório, muito menos boas intenções.

    Viver em uma sociedade democrática é de forma resumida transitar em um ambiente com as mais diversas visões políticas, sendo que um regime político saudável se resume em um lugar onde todas as visões coexistem. Você pode não gostar da opinião oposta, mas ela precisa existir, isso é democracia.

    Um país onde a pluralidade de ideias não tem vez, onde a oposição é calada e não pode existir, onde opiniões divergentes são vistas como afrontas e são combatidas, é um país totalitário. Fatos vistos em inúmeros países comunistas e começa a ser visto também no Brasil.

    Uma certa perseguição ao pensamento contraditório tem sido empreendida, adversários políticos estão sendo caçados e a verdade calada, como se fosse uma mentira.

    Saber lidar com ideias divergentes é a prova de uma política realmente coerente e madura, o contrário disso é totalitarismo, é uma antipolítica de desconstrução. Ou dialogamos em busca de soluções. Ou seguiremos com discursos vazios, tendo em seu núcleo, propósitos obscuros e não a busca por saídas realmente concretas para os problemas da nossa complicada sociedade.

    Dialogar é uma arte, é saber falar e escutar, sendo que não é porque alguém discorda que ele é um inimigo. Luto por um ambiente de respeito onde as ideias e pontos de vistas possam existir com respeito e harmonia. Não é errado discordar, o erro é não dialogarmos em busca de uma política cada vez melhor.

    A liberdade não tem preço, sendo que o menor sinal da falta dela, serve de alerta para prestarmos atenção ao modelo de governar do nosso país. Não importa a sua corrente política, a questão é que você não deveria aceitar a imposição e a perseguição que alguns políticos travam aos seus adversários.

    Se não pudermos opinar ou discordar, estaremos aceitando a imposição, e isso é o princípio do totalitarismo de regimes políticos que não aceitam discordâncias.

    BIBLIOGRAFIA

    LACSKO, Madeleine. Cancelando o cancelamento: Como o identitarismo da militância tabajara ameaça a democracia. São Paulo: LVM Editora, 2023.

  • O OUTRO EVANGELHO

    Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho (Referência: Gálatas 1:6-10) (NVI).

    Às vezes tiro um dia para ir visitar uma igreja, gosto de ter contato com outros cristãos e conhecer outros trabalhos. A parte complicada é que nem todas as igrejas que se dizem cristãs realmente são. Algumas estão bem longe da Bíblia e da verdade, muitas seguem ensinando ritos, costumes e doutrinas, as quais são muito mais de outras religiões do que cristãs.

    Hoje em dia, o significado de “cristão” termina por ser algo muito mais diverso do que pontual, visto que são muitas comunidades cristãs e inúmeras interpretações sobre pontos fundamentais do evangelho. Com isso, não é possível entender todos os cristãos a partir apenas de uma pessoa ou igreja. Apesar de termos um cerne em comum, o cristianismo possui inúmeras variantes e visões quanto à doutrina bíblica.

    A começar pelo batismo no Espírito Santo, que divide opiniões entre as igrejas. Cada denominação vai entender o tema de uma forma. O mesmo diríamos sobre a predestinação ou a escatologia, que possui diversas escolas escatológicas e por aí vai. A igreja não é unânime quanto a temas mais complexos, apesar de estarmos unidos por um cerne central, como pontuei.

    O grande desafio nesta multiplicidade de visões cristãs é entender quais são as igrejas realmente cristãs, mas que apenas possuem uma diferença doutrinária, das igrejas que não são bíblicas. Eu mesmo já ouvi ensinos bem deturpados em algumas comunidades, em uma em especial, a doutrina era muito mais gnóstica do que cristã, eu me assustei visto que em meio àquela denominação, o diferente era eu, que discordava.

    A curta epístola de Paulo aos Gálatas é um dos textos mais antigos do Novo Testamento, tendo sido escrita em torno de 49 (d.C.). Do mesmo modo que a epístola aos Romanos, o texto examina a conexão entre a lei de Moisés e o evangelho de Cristo, concluindo da mesma forma que a lei havia sido estabelecida por um tempo apenas. Sendo que ela foi trocada por uma fórmula muito melhor e mais eficiente de relação com Deus (RICHARDS, 2013, p. 1038).

    Sobre a introdução da carta aos Gálatas, um leitor habituado com as Epístolas Paulinas sabe muito bem que, após as saudações habituais que Paulo sempre dá no início de sua carta, uma frase de agradecimento é sempre o seu segundo passo, mas isso não acontece nesta epístola. Sendo que uma repreensão vem logo após as saudações, mostrando a gravidade e a urgência do texto. Algo muito grave e fora do comum estava acontecendo (CARSON et al., 2012, p. 1818). 

    Ao discorrer sobre o engano dos Gálatas, Paulo usa alguns termos de deserção militar e confronto político (v. 6). A essência da mensagem do apóstolo é bem pontual: aquela igreja estava ao ponto de abandonar a mensagem da graça, sendo um ponto de partida fundamental do evangelho (CARSON et al., 2012, p. 1818).

    Paulo, neste texto, fala de um outro evangelho, uma doutrina que estava sendo vendida como a correta, contudo, não era. No episódio, o apóstolo Paulo falava justamente de alguns falsos mestres que estavam ensinando que, após aceitarem a Jesus, eles também precisavam dar um segundo passo e se tornarem judeus. Eles estavam tentando judaizar os cristãos que haviam sido alcançados pela graça de Deus. John Stott complementa explicando que:

    “Desde a sua visita a essas cidades da Galácia, as igrejas que ele fundou foram perturbadas por falsos mestres. Essas pessoas orquestraram um poderoso ataque à sua autoridade e ao evangelho que ele pregava. Questionaram o evangelho da justificação somente pela graça e somente pela fé, insistindo que era necessário mais do que a fé em Cristo para se obter a salvação. Era preciso também ser circuncidado, diziam eles, e guardar todas as leis de Moisés (veja At 15.1, 5)” (2018, p. 12).

    A Epístola aos Gálatas nos mostra como os falsos mestres já existiam desde o tempo dos Apóstolos. Eram muitos que deturpavam a mensagem bíblica em nome de um outro ideal. Contudo, hoje, é fácil perceber muitos outros ensinos sendo ministrados na igreja como se fossem cristãos. Apesar do texto falar de uma deturpação específica, tal aviso serve para quaisquer ensinos que estão longe da palavra de Deus. Por isso, conhecer a Bíblia é fundamental para termos uma fé sólida e à prova de deturpações.

    Eu sempre digo para as pessoas tomarem cuidado com os discursos bonitinhos, bem falados, mas que estão distantes da Bíblia. Falar bem não é garantia de uma mensagem boa, o que conta é buscar entender o quanto da palavra de Deus a pessoa está ensinando.

    Frequentar um lugar onde a mensagem venha realmente da Bíblia é fundamental. E o evangelho é uma mensagem de resgate, não de autoajuda, ele parte da graça e não de méritos humanos, se esquecer disso é diminuir o que Jesus fez na cruz (Gálatas 1:3-5), por isso, tome cuidado com os falsos mestres e busque conhecer bem a Bíblia para não ser enganado.

    BIBLIOGRAFIA

    CARSON. DA.; FRANCE, RT.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo, Editora Vida Nova, 2012.

    STOTT, John. Lendo Gálatas com John Stott. Viçosa: Ultimato, 2018.

    RICHARDS, Lawrence. Comentário bíblico do professor: Um guia didático completo para ajudar no ensino das Escrituras Sagradas do gênesis ao Apocalipse. São Paulo: Editora Vida, 2013.

  • CENSURA E FAKE NEWS

    O lado bom da internet é a oportunidade que as pessoas tem de postarem suas opiniões. Poder opinar e discordar, sem ofender é a vantagem de vivermos em uma sociedade livre. A prova é que os antigos presidentes foram muito criticados e tudo bem, não há mal algum em críticas e discordâncias. Entretanto hoje, o novo governo vem dado a entender que discordar é errado e com isso, tem tentado calar a voz das pessoas, instaurando os primeiros passos de uma censura.

    Aprendi há muito tempo que é muito positivo ouvir as pessoas que discordam de nós, é possível encontrar, em uma opinião oposta e que seja honesta, pontos falhos que nós não estávamos percebendo, com isso, ouvir e refletir, pode nos ajudar a ajustarmos nossa opinião. Ou mesmo, apenas ter contato com uma ideia oposta.

    Precisamos aprender que discordar não é errado, o erro é agredir, diminuir e rebaixar as pessoas. Discordar com educação é possível, e conviver com estes é a ação de alguém que é inteligente e preza por ouvir as pessoas.

    A atual discussão sobre as Fake News tem me deixado preocupado justamente por conta daquele ar de censura. A impressão é que eles querem muito mais calar opositores do que realmente combater notícias falsas. Delegar tamanho poder de controlar a uma gestão que tem se mostrado impositora, é dar o primeiro passo para o caos em nosso país.

    A liberdade é útil para estes apenas quando não estão mais no poder, mas quando estes finalmente conseguem controlar tudo, tolhem o direito à liberdade das pessoas. Um fato que já se repetiu em muitos regimes comunistas. Ludwig Von Mises menciona algo justamente neste sentido, quando ele fala de um autor que viveu em um país comunista:

    “Nikolai Bukharin (1888-1938), um autor comunista que viveu em um país comunista, escreveu um panfleto em 1917, em que disse que no passado nós exigimos liberdade de imprensa, pensamento e liberdade civis, porque nós estávamos em oposição e precisávamos de liberdades para conquistar o poder. Agora que nós conquistamos, não há mais necessidade de liberdades (Bukharin foi julgado e condenado à morte nos Expurgos de março de 1938, em Moscou)” (2016, p. 35).

    Perceba como nestes regimes é impossível discordar, mesmo que na teoria, você seja alguém do lado deles, como foi Bukharin, um pensador que atuou ao lado de Stalin, mas que terminou sendo condenado, justamente por discordar. Temo qualquer tipo de censura, opinar, discordar não é só um direito, mas é também algo saudável.

    Tenho a plena consciência que as Fake News são grandes problemas, mas não percebo a intenção de combater tais males nas atitudes destes governantes. Precisamos primar pela liberdade, inclusive pela liberdade política. Por isso, é importante ficar atento a todos os tipos de políticos que intentam calar as pessoas.

    A liberdade não tem preço, nenhum viés político paga a oportunidade que temos de nos expressar e discordar de forma respeitosa, não abra mão disso!

    BIBLIOGRAFIA

    MISES, Ludwig Von. Marxismo desmascarado. Campinas: Vide Editorial, 2016.

  • O ANSEIO POR EXPLICAÇÕES EM UM MUNDO TAGARELA

    Eu tentava conversar com o indivíduo, mas as palavras saiam da sua boca quase como uma enxurrada, ele falava muito e não ouvia nada. E o pior, parecia que ele precisava falar e eu ouvir em uma espécie de tributo ao ego. Em meio aos escassos intervalos eu falava, mas logo era interrompido por suas intermináveis observações. Ele tinha um poder imenso de transformar um simples assunto em tópicos e subtópicos de intermináveis teorias.

    Temo a certeza de muitos e também aquela ânsia por explicar tudo. O culto a ignorância começa com intermináveis exposições de teorias das mais diversas, como se a vida fosse uma eterna busca pela receita mágica.

    Não há atalhos, muito menos fórmulas mágicas e as vezes, chorar e desabafar em meio aos problemas é melhor do que ficar procurando explicações que não existem. Larry Crabb e Dan Allender enfatizam justamente isso, quando afirmam que:

    “É difícil parar de explicar tudo. As explicações dão certo. Elas têm se provado de grande utilidade em muitas áreas, tais como fabricar carros, corrigir dentes e fazer a fiação elétrica das casas. Mas, quanto mais nos afastamos das coisas e nos dirigimos as pessoas, as explicações vão se tornando menos úteis. Quando enfrentamos lutas pessoais, quando nossos problemas envolvem tensões nos relacionamentos e dificuldades nas nossas vidas, os esforços por explicar e controlar tudo têm menos valor porque essas lutas nos afastam do âmbito da matéria, onde as coisas são relativamente previsíveis, para o âmbito misterioso da alma” (1998, p. 18).

    Deus tem os seus propósitos, mas nem sempre as calamidades que enfrentamos tem origem nos propósitos de Deus. É mais fácil ser o mal, aquele velho e conhecido fruto do pecado humano, como na maioria das vezes é, do que ser Deus querendo nos ensinar algo. Sofremos porque teimamos em seguir nossas teorias ao invés de seguir a palavra Deus.

    E sofremos ainda mais quando tentamos incluir Deus em nossas explicações. É preciso entender que é Deus que nos dá o Norte e não o contrário. Aceitar a falta de explicação, entender nossa finitude e seguir, é a estrada mais razoável. Ter o socorro de Deus nem sempre é ter explicações e sim, o seu apoio e sua maravilhosa presença. É libertador sabermos que não estamos sozinhos.

    A maior lição que eu aprendi com a vida é que nem sempre temos respostas e as vezes explicar um problema aumenta ainda mais o caos, ainda mais quando o assunto envolve o complexo ser humano. Aceitar a nossa falta de respostas é um primeiro passo para percebermos o outro como único, ao invés de ver alguém que ainda não conhece a receita para resolver o seu problema.

    O que me toca, não afeta o outro e visse versa, a beleza da vida é isso, e ter empatia é estar presente, sem querer receitar soluções. A presença, o abraço um bom ouvido são curas mais eficazes do que receitas milagrosas. As vezes uma pessoa só precisa ser ouvida e perceber que não está sozinha.

    Lembre-se disso quando encontrar um sofredor pelo caminho ou quando estiver sofrendo!

    BIBLIOGRAFIA

    CRABB, Larry.; ALLENDER, Dan. Esperança no sofrimento. São Paulo: Editora Sepal, 1998.

  • PROPOSTAS PERIGOSAS

     “E, chegando-se a ele o tentador disse: Se tu és o Filho de Deus…” (Referência Mateus 4:1-11) (JFA).

    Você já achou que Deus está demorando em te responder? Você já tentou descobrir em meio as lutas e dificuldades, o motivo pelo qual as respostas demoram a vir? As vezes são nestas situações que tomamos os pés pelas mãos e acabamos cometendo erros.

    O caso de Jesus não foi diferente, veja bem, Cristo demorou 30 anos para começar o seu ministério, um ministério que demorou cerca de 3 anos. Cristo também era homem e a proposta que o diabo fez neste texto de Mateus (4:1-11) iria acelerar ainda mais o seu ministério. Convido você a ler o texto inteiro para entender a mensagem.

    O curioso é que esta passagem vem logo após o batismo de Jesus, onde o Espírito Santo desce em forma de pomba e uma voz do alto diz:

    “Este é meu filho querido, que me dá muita alegria” (Mateus 3:17) (NTLH).

    Cristo era um ser humano, sujeito a limitações, tentações e também muitas dificuldades, e neste texto quero discorrer sobre as perigosas propostas do acusador.

    A primeira proposta foi transformar as pedras em pães (v. 3), para provar que Ele era o filho de Deus. Deveria ser algo tentador, ainda mais depois de um jejum de 40 dias. Você já foi desafiado a provar que realmente sabe fazer algo? Jesus também foi e o convite sutil do acusador era para que ele usasse os seus dons em proveito próprio, coisa que seria um erro, além de estar cumprindo um pedido do acusador: Rienecker complementa explicando que:

    “Satanás queria induzir Jesus a utilizar arbitrariamente, de acordo com seu próprio interesse, as capacidades milagrosas que Deus lhe confiou para erigir o reino de Deus” (RIENECKER, 1998, p. 68).

    A segunda foi jogar-se do pináculo do templo (v. 6), que diga-se de passagem, seria um ótimo show. Este pináculo diz respeito a uma das alas do templo de Herodes (CHAMPLIN, 2014, p. 289). Seria um verdadeiro espetáculo, Jesus se jogaria e um anjo apareceria para salvá-lo. Porém mais uma vez Cristo nega estes atalhos, ele não pega atalhos, muito menos fazia shows de autopromoção. Ele viveu aqui para fazer a vontade do Pai e não para fazer as coisas para o seu bel prazer.

    O terceiro pedido é por si só esdrúxulo, adorar a satanás em troca de bens e riquezas (v. 9). O reino de Cristo não é deste mundo, Ele não veio construir um império, mas pregar o arrependimento, morrer, ressuscitar e ensinar as pessoas sobre as riquezas celestiais.

    Constantemente passamos por períodos difíceis e somos levados a negociar aquilo que cremos ou o que somos em nome de pegar um atalho. Porém eu já te aviso com antecedência amigo, não existe atalho na vida. Aquele sonho de ganhar na loteria para que os teus seus problemas possam ser resolvidos, ou achar um atalho milagroso para solucionar suas dificuldades não existe. Mas a pergunta fica no ar é: Como Cristo conseguiu passar pelas dificuldades? É isso que vamos ver.

    1 – JESUS ORAVA

    Amigo, não há outra forma para nós cristãos passarmos por dificuldades, é só de joelhos no chão. Os problemas devem nos colocar de joelhos, e é só assim que o caos passará.

    Um judeu orava normalmente três vezes por dia: de manhã, ao meio dia e a noite. E se ele estivesse em viagem, provavelmente pararia no meio do caminho a fim de fazer a sua oração na hora certa, tamanho era o comprometimento, e porque nós muitas vezes fazemos diferente? Efésios (6:18) diz:

    “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos”.

    A oração é a chave de tudo, sem oração, cairemos na primeira proposta. Sem a intimidade com Deus, certamente pereceremos diante da primeira cilada que aparecer.

    2 – JESUS CONHECIA A PALAVRA

    Cristo conhecia muito bem a palavra, ele era judeu e os judeus tinham o costume de decorar porções enormes e até livros inteiros da Bíblia, tamanha a dedicação ao estudo. O curioso é que o tentador também conhecia, com isso concluímos que é fundamental estudarmos e conhecermos a palavra, pois é só com ela que conseguiremos nos desviar dos dardos do acusador. Salmos 119:105 diz:

     “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” (JFA).

    É ela que ilumina nosso caminho, nos dando direção ante este mundo atribulado. Ela é a nossa lâmpada, ela é a nossa luz, e estudar é prática fundamental para uma boa saúde espiritual.

    3 – JESUS ENTENDIA A SUA MISSÃO

    Cristo sabia muito bem o porquê tinha vindo, Ele sabia que sua missão não era ser servido e sim servir, não era mostrar que era poderoso e sim ser o agente de salvação.

    A pergunta que eu te faço agora é: Qual é a sua missão? Qual é o dom que Deus colocou em sua mão? Qual é o seu chamado?

    Você dedica a sua vida para servir a Deus, ou ao mundo? Você usa o dom que Deus te deu para o evangelho, ou só para si mesmo? Entender a nossa missão é ter em mente estas perguntas, sem esquecer que nosso reino não é deste mundo, nossa missão principal deve ser fazer a vontade de Deus e cumprir o seu chamado.

    Na vida a gente topa com vários atalhos, recebemos várias propostas indecentes, mas a pergunta que temos que nos fazer sempre é: Este é o caminho que Deus quer que eu percorra?

    Não é fácil ter uma vida de oração e neste mundo de inúmeros compromissos, ler a Bíblia ficou em segundo plano, porém são só com estas práticas que aprenderemos a servir a Deus e a fazer a sua vontade.

    Não existe atalhos para a vida cristã, ser cristão é todos os dias vencer a preguiça e se debruçar sobre a Bíblia, além de cultivar uma vida de oração.

    Não pense que existe um caminho mais fácil para ser relevante, porém, eu sei que é prazeroso e nos traz inúmeros frutos, sendo que o principal deles é agradar a Deus.

    BIBLIOGRAFIA

    Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2013

    CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo. São Paulo: Editora Hagnos, 2014.

    RICHARDS, Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. São Paulo: Editora Vida, 2013.

    RIENCKER, Fritz. Evangelho de Mateus: Comentário Esperança, Curitiba: Editora Esperança, 1998.

  • CONSTRUINDO BOAS REFLEXÕES

    Considero fundamental para a vida de qualquer pessoa a oportunidade de cursar uma graduação. O aprendizado e todo o crescimento que conseguimos ter é único. Mas isso não é um fator determinante caso você queira ter uma reflexão coerente. Saber olhar e não se deixar convencer, sem antes empreender uma boa pesquisa com ponderação, é um ponto fundamental.

    Não é difícil mergulhar em temas sem senso crítico, e também não é raro, vermos pessoas estudarem e mergulharem apenas em um lado das ideias. Nem todos olham uma questão a partir de vários pontos de partida, antes de emitir uma opinião. Aliás, é mais fácil alguém ouvir e já se convencer, sem buscar ter bons fundamentos, do que encontrarmos uma pessoa centrada, que olha um tema por todos os vieses.

    Sou uma pessoa bem desconfiada, por isso, busco sempre me aprofundar em um assunto e ter contato com todos os materiais, até daqueles de autores que pensam de forma oposta ao meu pensamento. É só depois disso que formulo a minha opinião. Ver um tema a partir de um panorama bem grande, nos dá a capacidade de entendermos um conceito de modo muito mais aprofundado. Eu também costumo ter contato com os textos críticos da linha de pensamento que eu concordo, é importante vermos os argumentos contrários ao nosso para assim termos mais subsídios para pensar e formular uma reflexão centrada.

    Quando cursei teologia, segui justamente por este caminho, me profundei em autores realmente relevantes, acadêmicos que realmente entendiam a palavra de Deus. Mas eu também busquei ler as críticas. Com isso, eu conseguia entender o assunto e perceber as contradições dos muitos que acreditavam que tinham uma fórmula infalível.

    Outra coisa que eu aprendi com a graduação é que nem sempre teremos a opinião formada sobre tudo. Existem assuntos que são realmente complexos, nos quais eu não tenho opinião alguma e isso não é um sinal de estupidez e sim, de inteligência, visto que, não é possível entender tudo. Sendo que não precisamos ter opinião formada sobre todos os temas.

    Aliás, desconfie daqueles que possuem ideias formadas sobre tudo, que possuem resposta para todas as coisas ou entende de todos os assuntos. Certamente esta pessoa é ignorante, não sabe do que está falando. Desconfio daqueles que falam como se conhecessem tudo. Eu acredito que o princípio da ignorância é justamente alguém acreditar que está apto para entender todos temas ou crer que é capaz de ter um parecer fundamentado sobre qualquer assunto.

    O saber é algo intrínseco, visto que, demanda tempo, dedicação e construção. Sendo que nenhum ser humano na terra conhece tudo e tal verdade só é percebida, quando uma pessoa busca ter uma vida de estudos e leitura. Esta é uma das primeiras lições que percebemos.

    É enquanto construímos o saber que vamos conseguindo ver e enxergar o quanto a nossa ignorância é realmente grande, só é possível perceber nesta hora. E mesmo ao nos aprofundarmos em um tipo de teologia, filosofia ou área do saber, conhecendo realmente a fundo um conteúdo, que temos a plena certeza que precisamos conhecer mais.

    O estudo nos abre a visão, nos dá a capacidade de olhar e perceber o quanto as boas análises partem da demorada pesquisa, estudo e de um posicionamento coerente.

    As boas reflexões são oriundas mais de um posicionamento, de um tipo de olhar, do que apenas de um conteúdo!

  • VIDA COMPLETA

    Ser professor é uma das minhas maiores alegrias, ainda mais porque eu gosto muito de estudar e pesquisar, com isso, a minha profissão acaba sendo uma atividade prazerosa.

    Todavia, o risco que eu e muitos acadêmicos correm por gostar muito de estudar e passar horas estudando é justamente o do sedentarismo. Sendo que, eu já ouvi muitos acadêmicos e estudantes afirmarem que as suas prioridades eram apenas malhar o cérebro e não o corpo, desdenhando assim, daqueles que se dedicam aos esportes. O Poeta romano Juvenal, autor de inúmeras sátiras, acaba desconstruindo este ponto de vista com uma inteligente frase, oriunda da sua Sátira X, ao responder o que o ser humano deveria desejar na vida:

    “Uma mente sã, num corpo são”.

    É inevitável cultivarmos uma boa saúde, para que a prática de estudos possa fluir. Comer bem e de forma saudável, além de praticar exercícios regularmente, é também uma atividade intelectual. Ao cuidar do corpo, você também cuida do cérebro.

    Lembre-se que o cérebro faz parte do corpo, por isso que, um corpo saudável, termina por dar bem mais resultados nos estudos do que alguém que não está com a saúde em dia. Acreditar que há alguma vantagem em malhar apenas a mente é não perceber o ser humano como um todo, entendendo que precisamos estar bem em todas as áreas da nossa vida, para obtermos bons resultados. Sertillanges em seu livro A Vida Intelectual, pontua justamente isso:

    “Tudo, em um intelectual, deve ser intelectual” (SERTILLANGES, 2019, p. 49).

    O estudo e a prática intelectual, devem vir acompanhado do cuidado físico. Pois afinal, o intelectual é impreterivelmente alguém dotado de corpo e mente, com isso, ele deve ser um intelectual em todas as áreas da sua vida.

    Cultive bons hábitos, priorize malhar o corpo e também a mente, não menospreze a atividade física, visto que somos uma coisa só. Um corpo saudável, com um bom condicionamento, propicia um melhor desenvolvimento intelectual, maior concentração e força para estudar e ler.

    A vida intelectual deve ser sempre completa, é um estilo de ser que envolve o cuidado de todas as partes da nossa vida. Aprenda a ser um ser humano completo, separe tempo para praticar exercícios e leve este hábito como prioridade, junto com o hábito de estudar e ler, que com certeza, você vai perceber a sua atividade acadêmica dando mais resultados.

    BIBLIOGRAFIA

    SERTILLANGES, A. D. A vida intelectual. Campinas: Editora Kírion, 2019.

  • PENSAR EM EXCESSO: O MAL DO SÉCULO

    Eu admiro demais alguns pensadores, muitos criaram conceitos, filosofias ou soluções para problemas filosóficos realmente impressionantes. E uma coisa que a maioria deles tem em comum é o período de reclusão ou de contemplação. Quem gosta de escrever e estudar sabe o quão importante é se desconectar e tirar um tempo de qualidade para estas atividades.

    Acalmar a mente, fugir dos excessos é um ponto fundamental para a imaginação. Não é possível seguir hiperconectado e ao mesmo tempo criativo e produtivo. Pensar demais ou se preocupar em demasia é um veneno para a criatividade e para a saúde mental. Augusto Cury explica que:

    “Pensar é bom, pensar com consciência crítica é melhor ainda, mas pensar excessivamente é uma bomba contra a qualidade de vida, uma emoção equilibrada, um intelecto criativo e produtivo” (2014, p. 98).

    A vida acadêmica exige um ambiente, é imprescindível criar um espaço para que a criatividade e o foco fluam, caso contrário, caminharemos aos tropeços na via da produção acadêmica. É impossível ter dois focos ou estudar em um local inadequado com barulhos e distrações, por isso que, criar um espaço é uma ação importante.

    E para a nossa rotina diária, é igualmente fundamental aprendermos a parar, se desligar e aproveitar um pouco mais o lugar, o tempo e o ambiente que nós estamos vivenciando.

    Creio que a palavra “estar presente” é a que resume o propósito deste texto, visto que, a internet e as redes sociais impediram que o ser humano estivesse realmente presente em um lugar. Já não bastam as distrações corriqueiras, temos mais um empecilho para lidar.

    Por isso, quando estiver estudando, esteja realmente no processo de estudos. Desligue os aparelhos que distraem e mergulhe neste importante tempo de construção do saber. Caso contrário, o seu foco dividido em mais de uma coisa, prejudicará a absorção do conhecimento. E quando estiver visitando um local, ou conversando com um amigo, esteja neste lugar de corpo e mente. Converse, escute, aprecie o local. Sendo que para isso, aprender a parar, estar em solitude e refletir, é um ponto de partida definidor. A pessoa que não para e não pratica a contemplação, não consegue ver, admirar e escutar, está sempre respondendo aos estímulos. Hoje poucos estão realmente presentes e a hiperconectividade tem prejudicado a saúde mental de muitas pessoas justamente neste quesito.

    O silêncio é poderoso, saber se calar, seja interna ou externamente é o princípio para conseguir ouvir, observar e realmente ver. A internet, que é ótima, tem sido usada de forma equivocada, gerando pessoas ansiosas e com a mente hiperpensante.  

    Maryanne Wolf, uma importante neurocientista, no livro: O cérebro no mundo digital, após pontuar várias consequências negativas das pessoas que estão sempre conectadas na internet, pontua que:

    “A relação crítica entre a qualidade de leitura e a qualidade do pensamento é fortemente influenciada pelas mudanças na atenção e por aquilo que chamei, mais intuitiva do que cientificamente, paciência cognitiva” (2019, p. 109).

    O excesso de estímulos prejudica áreas onde a paciência é fundamental, como em um momento de leitura, reflexão e escrita. Muitos por não aprenderem a se desligar, tem seguido impacientes, sem qualidade em seus pensamentos e sem qualidade de vida. Com isso, poucos acabam lendo de forma profunda ou ouvindo as pessoas de modo sincero e verdadeiro.

    Aprender a se desligar e colocar limites tecnológicos é cultivar uma mente sadia, reflexiva e saudável. Capaz de exercer um trabalho intelectual de qualidade e ter uma vida onde o indivíduo é o protagonista e não os estímulos da internet.

    A verdadeira liberdade reside na capacidade de fazermos aquilo que não queremos, mas que é fundamental para nós. Aprenda a ser livre e construa limites!

    BIBLIOGRAFIA

    CURY, Augusto. Ansiedade: Como enfrentar o mal do século. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.

    WOLF, Maryanne. O cérebro no mundo digital: os desafios da leitura na nossa era. São Paulo: Contexto, 2019.