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O CRISTÃO E A VIDA INTELECTUAL
Nem sempre o estudo é levado a sério pelos cristãos. Estudar ou ser alguém relevante no meio acadêmico, produzindo conhecimento ao mesmo tempo que trata questões da fé ou da apologética, como muitos filósofos e teólogos cristãos fazem, é algo visto por muitos como algo sem importância. Bom mesmo é aquela irmã que fica dando profetadas na Igreja, falando revelações que são frutos das suas emoções.
Um judeu é alguém que leva muito a sério a Bíblia. Eles estudam o texto desde a sua língua original, memorizam grandes porções do que chamamos de Velho Testamento e tal dedicação ao estudo termina por também entrar em outras áreas da sua vida. Claudino Piletti e Nelson Piletti (2016), no livro História da educação, acrescentam que 20% dos ganhadores do prêmio Nobel e mais ou menos um terço dos alunos de Harvard, são judeus. Como o estudo é algo comum em suas vidas religiosas, ele transcende a religião e vai para outras áreas do conhecimento.
Na Igreja, o anti-intelectualismo é um problema muito grande, sendo que o estudo é visto por muitos cristãos como algo carnal. E muitos usam a própria Bíblia, de maneira descontextualizada, por conta da falta de estudos, para embasar tal pensamento.
Deus não só nos fez racionais, mas também nos deu um livro, um texto sagrado que precisamos meditar e estudar continuamente. Em Atos 17:11 temos o exemplo dos bereanos, que ouviam a pregação e conferiam tudo o que era falado na palavra.
“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo” (NVI).
Ouvir e conferir na palavra o que é ensinado é uma atitude nobre e sábia. Isso não denota falta de fé, e sim preocupação com o que é ensinado. Todos aqueles que possuem a preocupação de ter a vida pautada no evangelho deveriam ter a mesma atitude que os bereanos tiveram.
Examinar as escrituras e buscar fundamentos é um bom princípio para a vida intelectual no meio cristão. E, gradualmente, é possível, após consolidar tal hábito, penetrar em outras áreas do saber, sendo um cristão relevante, que se posiciona, reflete e busca propor respostas, por possuir justamente este princípio.
O anti-intelectualismo é contraditório, uma vez que começa com o fato de que nós não precisamos conhecer a palavra e muito menos buscar embasamento bíblico, que muitas vezes é usado de forma errada, pela própria falta de estudo e conhecimento. Estudar, conhecer e se aprofundar no texto é primordial para um cristão e um hábito muito espiritual, como costumo falar, visto que você estará se aprofundando na palavra de Deus, no texto que ele nos deu para lermos, conhecermos e nos aperfeiçoarmos. Jesus foi o primeiro a nos dar um mandamento importante sobre isso:
“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento” (Marcos 12:30) (ARC).
Neste importante mandamento, Cristo nos orienta a buscar conhecê-lo, com as nossas forças, coração e entendimento. Uma prática que pode ir muito além da palavra ao construirmos um hábito de estudar.
O intelectual cristão pode ser tanto uma pessoa versada na palavra, que conhece, entende dos principais pontos da fé cristã e coloca tais ensinos em prática, quanto alguém que procura ser um pensador relevante na sociedade. Uma pessoa assim pode ser um bom apologeta, que defende a fé dos muitos equívocos, até um erudito versado em outras áreas do conhecimento, mas que usa a sua mente para a glória de Deus.
A verdade é sempre oriunda de Deus, ele é a fonte e tudo quanto formos fazer, precisamos fazer sempre para a glória de Deus. Por isso, seja relevante!
BIBLIOGRAFIA
PILETTI, C.; PILETTI, N. História da educação: de Confúcio a Paulo Freire. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2016.
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A FUNÇÃO DA DÚVIDA PARA AGOSTINHO
Eu cresci muito com as minhas dúvidas, foi por conta delas que eu mergulhei mais em busca do conhecimento. Neste mundo onde a maioria tem certeza, é só quem duvida de forma inteligente, que consegue realmente enxergar.
A dúvida não é algo incomum, durante a nossa caminhada, sentimos muitas dúvidas e fazemos questionamentos buscando assim as mais variadas respostas. Se soubermos usar nossas dúvidas, seguiremos rumo ao conhecimento e ao crescimento, caso contrário, teremos só problemas.
Um autor que soube usar a dúvida de forma realmente coerente foi Agostinho (354-430), e apesar de soar contraditório falar de fé e dúvida, veremos como o Bispo de Hipona soube usar tais momentos como uma ferramenta para chegar até Deus.
Quando novo, Agostinho foi muito cético, duvidando da possibilidade de existência da verdade, mas com o tempo, ele superou o ceticismo, usando a dúvida como o primeiro passo para filosofar (ANZENBACHER, 2002, p.13, 14).
Sobre a dúvida, Agostinho parte de um ponto muito importante, que não é possível duvidar que existimos, e mesmo se duvidarmos, não deixamos de existir. Sendo este um argumento bem semelhante a dúvida metódica de Descartes, deixando Agostinho como o primeiro a usar tal ponto de partida (ANZENBACHER, 2002, p. 14). Santo Agostinho complementa:
“Por consequência, quem quer que duvide da existência da verdade, possui em si mesmo, algo verdadeiro, de onde tira todo fundamento para a sua dúvida. Ora todo verdadeiro, só é verdadeiro pela verdade. Não possui, pois, o direito de duvidar da existência da verdade aquele que de um modo ou outro chegou à dúvida” (2021, p. 100).
Agostinho conclui que se alguém duvida é porque pensa, e só quem existe é que possui a capacidade de pensar. A nossa capacidade de pensar é fruto de uma verdade primária que foi colocada por Deus em nós. O pensamento demonstra a existência de Deus (GILSON, 2010, p. 44, 45).
A fé é um elemento fundamental na vida cristã, não há outra forma de chegarmos a Deus. Sem fé, certamente não conseguiremos. Contudo a razão é igualmente fundamental, ela é a ferramenta que usamos para chegarmos mais perto da verdade (COSTA, 2018, p. 26). Alguns insistem em separar a fé da razão, da reflexão e do racional. E são estes que esquecem que Deus nos fez seres racionais.
A dúvida foi um ponto de partida que o próprio Agostinho usou para provar a existência de Deus. Sendo que ele pontua que a verdade que nós encontramos é fruto do nosso conhecimento. Um fato que não é possível ser explicado partindo apenas da reflexão racional, por isso concluímos que existe uma luz que ilumina a mente e o coração do ser humano, que o leva a verdade eterna que é Deus (GILSON, 2010, p. 44).
É comum duvidarmos, mas convenhamos, conforme Agostinho e Descartes já afirmaram, ninguém duvida da sua existência. Se eu penso, é porque existo, parafraseando Descartes. E se pensamos é porque um Deus soberano colocou em nós esta capacidade de refletir, argumentar a avaliar.
A dúvida, quando é inteligente, nos leva a refletir, buscar fundamentos e explicações. É claro que não há respostas para tudo, muitos pontos a Bíblia não deixa explicações, mas uma coisa sabemos, se pensamos, se refletimos é porque existimos. E se existimos e possuímos a capacidade de pensar, é porque um Arquiteto Soberano elaborou tudo isso. Já que o acaso não produz vida inteligente!
BIBLIOGRAFIA
GILSON, Étienne. Introdução ao estudo de Santo Agostinho. 2. ed. São Paulo: Paulus; São Paulo: Discurso Editorial, 2010.
ANZENBACHER, Arno. Introdução à filosofia ocidental. 4. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2002.
COSTA. M. R. N. 10 lições sobre Santo Agostinho. 4. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2018.
AGOSTINHO, Santo. A verdadeira religião; O cuidado devido aos mortos. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021.
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A ARTE DE EVANGELIZAR
Eu sempre acreditei que o meu dom não era o de evangelista. Sempre tive receios de impactos evangelísticos, por considerar alguns um pouco extremos e exagerados. Por muito tempo acreditei na evangelização natural, na conversa, no bate papo sincero durante o desabafo de um amigo. Pois, evangelizar é muito mais do que fazer um grande barulho no bairro.
Há muito tempo eu entreguei a minha vida a Deus, eu aceitei a Jesus, como normalmente é falado na Igreja. Para oficializar está decisão, normalmente você vai até ao púlpito, na parte da frente da igreja e faz a sua confissão de fé. Depois disso, você é um cristão, em um processo simples e rápido de conversão.
É comum vermos cristãos focarem no apelo, quando fazem um evento ou culto evangelístico. Existem pastores e líderes que acreditam que fazer o apelo é a parte mais importante destas reuniões. O problema é que evangelizar não é isso. J. Mack Stiles, no livro Evangelização, define bem o termo para nos ajudar com o significado da palavra:
“Evangelização é o ensino (anúncio, proclamação, pregação), do evangelho (mensagem de Deus que nos conduz à salvação) com o objetivo (esperança, desejo, meta) de persuadir (convencer, converter) (2015, p. 30).
Evangelizar é proclamar a palavra e ensinar, e não simplesmente levantar a mão e ir receber uma oração do pastor. Sempre que falamos do evangelho para alguém, na verdade, estamos ensinando a palavra da verdade, além de estarmos também proclamando. Ensinar a sã doutrina deve ser a principal prioridade em um momento de evangelização, sendo que tal prática vai muito além de um impacto evangelístico. É claro que uma tarde evangelística no bairro é importante, mas precisamos entender os outros passos, para que a ação tenha frutos, e ensinar é um desses passos. Mack Stiles novamente complementa:
“O mais importante, no entanto, é lembrar-se de que o evangelho precisa ser ensinado antes que alguém possa se tornar cristão” (2015, p. 35).
É comum a igreja pecar na falta de ensino, eles dão ênfase na proclamação, e quando alguém aceita Jesus, muitos creem que o trabalho está concluído, e não está. Na verdade, é neste momento que o trabalho começa, que o discipulado deve acontecer e o ensino deve ser bem pontual, para que assim, o convertido possa se tornar um seguidor de Cristo.
Quando eu era novo eu era muito religioso, eu acreditava que ir a Igreja era uma das principais missões do cristão. O curioso era que eu mal conseguia explicar a minha fé e o motivo pelo qual eu havia sido salvo, eu frequentava a igreja, apenas isso. Aprendi muito pouco do evangelho onde eu congregava e segui muitos conceitos duvidosos, tudo e porque, eu achava que ir a Igreja já era o bastante. Quando eu lia a Bíblia, não entendia tanto, e terminava por não me aplicar ao estudo e a compreensão da palavra.
Ser cristão é seguir o exemplo de Cristo, mas para isso, eu preciso ler, estudar e procurar entender a Bíblia. Não tem como nos intitular cristãos, sem conhecer o evangelho. Por isso que ensinar e discipular os novos convertidos, é um passo fundamental que a igreja deve dar.
Muitos acabaram transformando estratégias em evangelização, sendo que, se não houver ensino, não há evangelismo, ensinar é o principal objetivo do evangelismo, sendo que a conversão é a consequência de tudo.
A arte de evangelizar começa com a proclamação do evangelho, mas também com o ensino. Proclamar é também ensinar, mostrar na palavra de Deus os pontos fundamentais da fé cristã.
Não podemos parar o processo de evangelização no momento que alguém aceita Jesus. É preciso continuar, ensinar esta pessoa sobre o evangelho e sobre quem é Cristo, caso contrário, seremos apenas frequentadores ou religiosos que mal saberão dar a razão da sua fé (1 Pedro 3:15).
BIBLIOGRAFIA
STILES, J. Mack. Evangelização: como criar uma cultura contagiante de evangelismo na igreja local, 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2015.
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O PONTO DE PARTIDA PARA O CRESCIMENTO
“O homem sábio sempre desejará estar com quem é mais sábio do que ele” (PERCY, 2016, p. 161)
Eu aprendi muito ao estar em meio as pessoas melhores do que eu, fui inspirado com o exemplo de bons músicos, ótimos professores e excelentes profissionais, e além de aprender e ter contato com bons conteúdos e livros, fui motivado a estudar e me preparar ainda mais.
Não existe talento inato, o que existe realmente é muito empenho e dedicação. E por mais que alguns tenham dons ou facilidades em algumas áreas, esta capacidade não exclui a necessidade de estudar e se preparar.
Ao contrário do que muita gente pensa, o esforço é a marca da pessoa inteligente, pois não há outro caminho para o preparo e principalmente, para o crescimento. É fácil elogiar alguém por um dom, pois ninguém vê o suor e o tempo que ele gastou para chegar lá. A maioria destas pessoas fracassou muito e teve que se empenhar muito para adquirir algum conhecimento.
É preciso entender que as derrotas ou fracassos são ambivalentes, eles podem ser tanto âncoras quanto molas propulsoras, tudo vai depender de como você encara a situação. Você pode sofrer ou lamentar uma derrota, mas também pode estudar e buscar crescer, usando o próprio fracasso como lição.
Outra coisa importante de entender é que sempre haverá alguém melhor que você e o melhor caminho é reconhecer isso e aprender com estas pessoas. Não adianta deixar o orgulho colocar você em um pedestal, pois este sentimento arrogante não permitirá que você aprenda e se desenvolva.
Agradeça a Deus por ter conseguido tal habilidade, mas não deixe que o orgulho faça você se sentir único ou superior, pois não somos. Entenda que alguém melhor que você não é uma ameaça, existe espaço para todos, sendo que sempre há a possibilidade de uma pessoa aprender com a outra.
Há muito tempo atrás, quando eu era adolescente, eu queria voltar a estudar, eu sempre gostei de aprender, sempre acreditei que o caminho da educação era o melhor para quem quer realmente crescer por isso, decidi terminar os estudos regulares. O meu problema eram os amigos e colegas de trabalho. Uma parte deles achavam o estudo desnecessário a outra parte não acreditava que eu iria conseguir, eles me falavam isso, sem qualquer pudor, lançando estas opiniões em meu rosto sem medida alguma.
Isso me fez vacilar várias vezes e eu só mergulhei nos estudos quando mudei a minha mente e busquei pessoas que eram melhores influências. Às vezes, sem percebemos, o meio nos influencia, principalmente quando somos novos. Por isso que estar com quem é melhor, é a mais eficiente saída para quem quer crescer. Ou mesmo estar munido de bons livros, assistir boas palestras e estar cercado de conteúdos que agregam em nossa vida.
Não é maldade, a questão é que alguns não possuem uma visão ampliada, e destilam suas opiniões como verdades. Com isso, se você não prestar atenção e buscar referências mais centradas, corre o risco de se manter no lugar, sendo sempre o mesmo, deixando de crescer e aprender ainda mais por conta de terceiros.
BIBLIOGRAFIA
PERCY, Allan. Platão para sonhadores: 80 pílulas de filosofia cotidiana para transformar suas melhores ideias em realidade. Rio de Janeiro: Sextante, 2016.
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MISSÃO IMPOSSÍVEL
Quando eu estava para me formar na faculdade, andava muito incomodado em buscar fazer algo de útil na igreja. Afinal, passar quatro anos estudando teologia para não usar nada, não me deixava feliz. Neste meio tempo, tentei organizar muita coisa. Bolei planos e mais planos em busca de oferecer algo a Deus, mas segui frustrado. Até Deus me dar à graça de lembrar-me de uma prática que sempre esquecemos: “A nossa principal missão é buscar a Deus e ler sua palavra”.
E vamos ser sinceros, queremos tanto ser relevantes ou cumprir o ide que a Bíblia tanto nos manda que muitas vezes, no afã de fazer estas coisas acontecerem, abandonamos a nossa principal prioridade que é buscar a Ele.
Lutero falava que era tão ocupado, que tinha tanta coisa para fazer, que não conseguia deixar de orar. Que lógica interessante não é? Pois muitas vezes agimos de forma inversa. Quando não temos tempo, abandonamos as coisas mais difíceis e fundamentais, que é orar e ler a Bíblia.
Jonh Wesley orava duas horas por dia, além de ser um exímio estudante da palavra. Isso sem contar que tinha lido cerca de 1200 livros, ter escrito uma gramática hebraica, uma de latim e outras de francês e inglês. E para completar, escreveu um livro de filosofia natural, quatro volumes sobre história da igreja, de medicina e por aí vai (BOYER, 2015, p. 56). Wesley não usava a desculpa de não ter tempo para orar e ler a Bíblia e olha que ele fez muita coisa em vida. Nós arranjamos muitas desculpas para justificar nossa falta de tempo, desculpas estas, que estes homens de Deus não davam.
O famoso teólogo ateu Bart D. Ehrman no livro: Quem Jesus foi? Quem Jesus Não Foi? Conta um fato de me incomoda muito:
“No primeiro dia de aula, com mais de trezentos alunos presentes, eu pergunto: “Quem concorda com a ideia de que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus?” Praticamente todas as pessoas no auditório levantam a mão […]. Por fim, pergunto: “Quem leu a Bíblia inteira?”. Algumas poucas mãos, um aluno aqui, outro ali. […] Mas, se Deus escreveu um livro… vocês não iriam querer saber o que ele tem a dizer?” (2010, p. 281-282)
A questão que Bart levantou é importante: Se a Bíblia é a palavra de Deus, por que poucos leem? A parte complicada é ver ateus, como ele, estudando, pesquisando e por fim, escrevendo livros com o intuito de buscar descontruir a fé, enquanto cristãos seguem arranjando desculpas para se livrarem da responsabilidade de ler e estudar a Bíblia. Com isso, o evangelho segue sendo descontruído por ateus como o Bart Ehrman e os cristãos continuam cada vez mais despreparados diante de tais críticas desconstrutivas.
Temos que aprender a ter disciplina para conseguirmos fazer a nossa parte. Queremos tanta coisa que esquecemos que o nosso compromisso com a oração e leitura Bíblica deve vir em primeiro lugar. Estas duas práticas são hábitos fundamentais de todos os cristãos.
Independente de onde você esteja ou em qual ministério esteja trabalhando, você tem a missão primeva de buscar a Deus, isso é fundamental. Missão um tanto quanto difícil eu sei, mas muita necessária para a vida cristã.
Então, quando se sentir inútil e não souber o que fazer, busque a Deus pois esta é a sua principal missão, que no mais é consequência. Pense que antes de trabalhar é fundamental conhecer a palavra de Deus para assim ser relevante quando a oportunidade aparecer.
Estar preparado é uma questão fundamental para os cristãos que pretendem ser úteis na obra ou mesmo para aqueles que buscam ser genuínos. E orar, estudar e ler a palavra de Deus é o primeiro passo para isso.
BIBLIOGRAFIA
BOYER, Orlando. Heróis da Fé: Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
EHRMAN, Bart, D, Quem Jesus foi? Quem Jesus Não Foi?. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2010.
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FELICIDADE A QUALQUER CUSTO: O PERIGO DA VIDA SUPERFICIAL
Uma coisa na qual lamento muito hoje em dia é o fato da pergunta: “Tudo bem?”, ter se tornado um complemento da educada frase “bom dia”. Considero tal pergunta profunda demais para ser usada de forma automática. Tal questionamento, na minha opinião, deveria ser feito somente mediante a um mínimo de interesse.
A verdade é que, ao contrário do que as pessoas respondem ao serem indagadas se estão bem, é que nem sempre estamos. E isso nem sempre significa que a nossa vida seja ruim, visto que tais sentimentos, ao serem compreendidos, podem nos levar a outros lugares.
Tenho a impressão de que a maioria das pessoas, hoje em dia, acredita que precisam obrigatoriamente estar felizes o tempo todo. Como se no mundo só existissem momentos bons. Aparentar alegria é a fórmula do senso comum para se viver de modo plástico e falso. Ou mesmo para uma pessoa não revelar sua real condição.
Ser uma pessoa normal é vivenciar vários estados emocionais, desde raiva, alegria, tristeza e medo, entre inúmeros sentimentos que trazem consigo tanto pontos bons quanto ruins. Emoções que existem por um motivo prático, por isso que é complicado defini-las como ruins, visto que sem elas estaríamos perdidos.
A tristeza, por exemplo, nos deixa mais pensativos, refletimos e percebemos mais os sinais quando estamos neste estado emocional, sendo que o problema da tristeza é quando ela se torna crônica e se aproxima da depressão. Mas, em um estado normal, ela pode ser positiva, conforme explica o psiquiatra Daniel Martins de Barros, no livro O lado bom do lado ruim (2020, p. 44).
Já a euforia e a alegria extrema, vistos como algo positivo por muitos, nem sempre é um sentimento tão positivo, já que quando estamos excessivamente alegres, não refletimos. A melancolia ou alguma dose de tristeza, como pontuei, nos faz refletir e pensar um pouco mais, coisa que a extrema alegria não faz. Barros complementa acrescentando que:
“A capacidade de reflexão profunda não é ajudada pela alegria intensa. É difícil admitir, mas o otimismo tem um quê de tolice” (2020, p. 131).
Quem me conhece sabe que desconfio daqueles que estão sempre e em todos os momentos de bom humor. Um ser humano normal enfrenta intempéries e problemas, não deixar sermos abatidos por tais adversidades é uma atitude importante, mas disfarçar a tristeza com uma alegria falsa é também algo irreal. Ou quem sabe, tal otimista, na verdade, seja alguém que reflita pouco sobre a vida e não perceba a sua superficialidade. Fica a dúvida.
O que chamamos de emoções negativas são alarmes que nos auxiliam a identificar pontos em que precisamos dar um pouco mais de atenção. Tais sentimentos são importantes, por isso precisamos aprender a lidar com eles. Sendo que é possível usar estes momentos de forma positiva.
Eu, por exemplo, reflito e escrevo muito, em meus momentos mais melancólicos, uso tal condição para pensar e construir conteúdo. Nem sempre é fácil lidar com um problema, mas dar a devida atenção entendendo seus pontos positivos, já ajuda muito.
A alegria a qualquer custo nos leva a ser superficiais, a relevância não se constrói com disfarces, mas mergulhando e entendendo a questão. Eu sempre digo que sou muito feliz, mas nem sempre estou alegre. Alegria e felicidade são sentimentos bem opostos. O primeiro se trata de algo momentâneo que alguém vive. Já o segundo se trata de um estado de satisfação interna, que nada e ninguém tira de você, muito menos os períodos de tristeza.
Por isso, aprenda a olhar estes momentos com outro olhar, colhendo assim frutos de momentos vistos como ruins. O que aparentemente pode ser um dia melancólico, pode virar uma ferramenta para você produzir e construir o saber. Tudo vai depender de como você vê tais momentos.
O chamado lado ruim tem muitos lados positivos, aprenda a usá-los!
Bibliografia
BARROS, Daniel Martins. O lado bom do lado ruim: Como a ciência ensina a usar a tristeza, o medo, a raiva e outras emoções negativas a seu favor. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.
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COMPANHEIRO DE HUMANIDADE
“A compaixão nasce quando descobrimos no centro da nossa existência não só que Deus é Deus e humanos são humanos, mas também que nosso próximo realmente é nosso companheiro de humanidade” (NOUWEN, 2020, p. 61).
A real conversão acontece quando somos encontrados por Deus e este encontro nos traz vida. Somos salvos e transformados por um Deus de amor, que também é muito poderoso. Contudo, não é só isso, ao sermos encontrados por ele, percebemos o quão miseráveis somos e isso vai refletir (ou pelo menos deveria) no modo como vemos e tratamos o próximo.
Ao descobrir que sem Deus não sou nada e que ele é único e o centro de toda a minha vida, entendo que todos os seres humanos são iguais a mim. Pecadores, miseráveis que carecem da graça de Deus. E assim como eu fui alvo da misericórdia de Deus, a minha atitude deve ser igualmente misericordiosa, uma ação amorosa que revela a graça de Deus em minhas ações. Além de me mover a levar a palavra de Deus as pessoas através da minha fala e o meu exemplo de vida.
É comum vermos cristãos falando como se fossem especiais, como se a graça de Deus que transformou a sua vida, tenha feito dele alguém superior aos outros. Sendo que a lógica do evangelho é justamente oposta.
Precisamos entender que ter compaixão do próximo é básico para quem é cristão, já que fomos alcançados através desta mesma graça. Amar o próximo, perdoar e ajudar, deve ser o primeiro princípio de quem é nascido de Deus. A Bíblia diz em 1 João 4:7 que:
“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”.
Somos companheiros de humanidade, como otimamente colocou Henri Nouwen na epígrafe do texto. E isso não nos faz superiores, e sim mais tolerantes. A diferença apenas é que alguns foram encontrados pela graça de Deus e outros não (ou ainda não).
Somos, certamente, pessoas falhas que erram muito, tomam decisões equivocadas e pecam. Entender tal premissa está intimamente ligado a como eu entendo a graça de Deus. Se percebemos a grande dimensão da graça e o tamanho da misericórdia de Deus, certamente respeitaremos o próximo e desenvolveremos a compaixão.
A Bíblia é clara quando diz que a pessoa que caminha na luz, mas que detesta o seu irmão, na verdade está em trevas. Já quem ama, com certeza anda na luz (1 João 2:9-10). O modo como olhamos para as pessoas e como agimos com elas, define muita coisa em nossa caminhada e demonstra se o nosso ponto de partida é a graça ou não.
Quem busca sempre ter uma ação positiva com o seu próximo, aquele que cultiva a tolerância, o respeito e sempre está pronto para ajudar, entende a dimensão do que Cristo fez da cruz e a profundidade da graça, com isso, não deixa de ter compaixão.
A nossa atitude positiva surge da consciência do que Jesus fez naquele madeiro por nós. Não é difícil amar, quando compreendemos, pelo menos um pouco, o amor de Deus por nós!
BIBLIOGRAFIA
NOUWEN. Henri. O curador ferido: Ministério na sociedade contemporânea. 1. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2020.
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OS EFEITOS DA SIMPLICIDADE
Quem busca cultivar a simplicidade, na verdade, descarrega do ombro toda a bagagem que atrapalha e só traz canseira. Quem simplifica, muda o foco e segue mais leve rumo aos seus objetivos.
As coisas servem para nos ajudar, elas têm que nos servir e não o contrário. Um bom carro e uma boa casa são úteis, são elementos importantes. Só não podemos inverter as prioridades e viver em função destas coisas.
Quando cultivamos a simplicidade e entendemos a utilidade deste estilo de vida, percebemos todo o tempo que gastávamos com coisas fúteis e o quanto seguíamos correndo atrás de dinheiro, para sustentar uma vida opulenta ou cheia de gastos. Nós pagamos as bugigangas com o nosso tempo, e tempo é um elemento sempre escasso. Eu sei que administrar nosso tempo com sabedoria é um grande desafio, mas é uma atitude fundamental de quem entende o seu valor e percebe o quanto não há sobrando. Richard Foster em um livro que eu gosto muito, diz que:
“Um dos efeitos mais profundos da simplicidade interior é um maravilhoso espírito de contentamento, de satisfação. A necessidade de todo aquele esforço e tensão para seguir adiante não existe mais. Entra em ação uma gloriosa indiferença por posição ou bens materiais” (FOSTER, 2008, p. 130).
Comece colocando limites em sua vida, padrões de gastos que estão de acordo com o seu salário. Entenda que viver sem muitos gastos e um pouco mais abaixo do seu padrão de vida, é seguir sem aquele sufoco mensal que muitos passam. Quando você vive abaixo do padrão, você consegue guardar um dinheiro e fazer uma reserva, para ocasionais emergências. Ou mesmo guardar para realizar algum sonho.
Depois aprenda a se perguntar se realmente você precisa de determinado objeto. As vezes compramos coisas por impulso, bugigangas que não usaremos de verdade, que só ocuparão espaço e nos farão gastar dinheiro à toa.
Entenda que não é a quantidade que importa e sim a qualidade e o quanto você consegue desfrutar das coisas. A vida simples ajuda você a aproveitar o que tem, e não seguir desperdiçando, seja o dinheiro ou o seu tempo. As vezes o que você tem é apenas por status ou mesmo, só por ter. Ao refletirmos, muitas vezes percebemos que na verdade nem precisamos daquele objeto. Compramos por impulso algo que não nos é útil, as vezes apenas por comprar. Quem vive para as coisas ou para ter status, vive sempre sem paz, precisando trabalhar ainda mais, ou seguindo apertado, em nome de algo que nem precisa.
A vida simples traz você para o hoje, ensinando você a usar as coisas como ferramentas, equipamentos que facilitam a vida e não como bugigangas que escravizam e tiram toda a sua paz.
BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade: Encontrando harmonia num mundo complexo. 1. ed. São Paulo: Editora Vida, 2008.
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OS CINCO LIVROS QUE EU GOSTEI DE LER DURANTE A PANDEMIA
A pandemia não foi nada fácil, ela mudou as nossas rotinas e prioridades, além de ter levado muitos dos nossos amigos e entes queridos. Contudo, uma das atividades que eu aproveitei para cultivar ainda mais nestes dias, foi a leitura. Já que eu estava trabalhando em regime de home office e passando a maior parte do tempo em casa, usei o tempo sobrando, que eu gastaria em locomoção nos dias de trabalho, para ler e estudar ainda mais.
Por conta disso, resolvi fazer uma lista dos cinco livros que eu mais gostei de ler na pandemia, aproveitando assim, para oferecer mais uma lista de sugestões de livros, como eu costumo a fazer. Todos os livros são obras nos quais eu não conhecia e que por fim, extrapolou as minhas expectativas.
Indicadores fragmentados, N. T. Wright
Gosto deste autor, mas confesso que preciso mergulhar ainda mais em suas obras, N. T. Wright é um teólogo que eu ainda não conheço a fundo, sendo que este foi o terceiro livro que eu li dele, o primeiro foi Paulo: Novas perspectivas e o segundo: Paulo: Uma biografia.
No livro em questão, Wright trabalha temas pelos quais a humanidade está sempre buscando, como por exemplo: a justiça, amor, espiritualidade etc., e partindo de sete indicadores, o autor mostra como a Bíblia busca tornar tais indicadores uma realidade.
Estes indicadores falam de como podemos compreender o mundo em geral, visto que todas as culturas valorizam tais pontos. No livro ele mostra como a Bíblia também valoriza estes temas. E o autor usa a Carta de João para fundamentar tal propósito.
Deuses falsos, Timothy Keller
É fácil se distrair e substituir Deus por ídolos, deuses falsos, criados a nossa imagem e idealização equivocada. Nesta obra, o autor fala das trocas que o ser humano muitas vezes efetua. Seja o trabalho, dinheiro ou muitas outras coisas que são genuínas, mas que podem ocupar o lugar de Deus. O livro é um alerta e uma ferramenta que nos ajuda a nos autoavaliar e a mudar de posicionamento. Sobre ídolos Timothy Keller responde:
“O que é o ídolo? Qualquer coisa mais importante que Deus para você, que domine seu coração e sua imaginação mais do que Deus” (2020, p. 20).
Fica claro através de sua obra como qualquer coisa, pode se tornar um ídolo, tirando Deus do seu respectivo lugar e fazendo com que coloquemos tais deuses falsos no centro de nossa vida. O livro é um alerta, uma ferramenta que nos ajuda a não substituirmos Deus por deuses falsos.
Fé na era do ceticismo, Timothy Keller
Esta é outra obra do mesmo autor, que também me impressionou e apesar de já terem me indicado, eu ainda não havia lido. O livro tem aquele tom apologético e discorre sobre temas como: Existe uma religião verdadeira?, como Deus permite o sofrimento, questões sobre o conhecimento de Deus etc., são inúmeros temas sobre a fé cristã.
Eu creio que a apologética é um assunto fundamental, todos os cristãos deviam cultivar o hábito de ler e estudar tais autores sendo que esta obra é um ótimo primeiro passo.
Hábitos da mente, James Sire.
A vida intelectual não é algo tão cultivado nos dias de hoje, sendo que muitos cristãos não entendem a importância de tal prática. Nem sempre eles percebem como tal exercício é fundamental, e nesta obra o autor trabalha justamente este tema.
Neste livro em questão, além de discorrer sobre a vida intelectual no meio cristão, o autor propõe vários caminhos para que um cristão possa ingressar nesta vida. Neste mundo onde os valores têm sido trocados e pseudointelectuais têm sido ouvidos, precisamos de cristãos comprometidos com a palavra e a vida intelectual.
Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais, Jaron Lanier
Eu gosto por demais das Redes Sociais, contudo, busco há muito tempo, estabelecer limites, para que o meu dia não seja tomado por tais notificações. Por isso, eu tenho uma quantidade certa de horas para usar tais redes e não fico conferindo notificações em todos os minutos. A vida é muito mais do que só Redes Sociais.
Neste livro, o autor que é um cientista da computação e um dos responsáveis pela criação da realidade virtual, revela alguns perigos diretos e indiretos das Redes Sociais, mostrando principalmente, como ela tem a característica de ser viciante.
Ao longo do tempo aprendi que coisas genuínas podem nos prejudicar, por isso, ficar atento e usar tais tecnologias de forma sábia é a melhor das atitudes.
Gosto muito de ler e estudar, e para um cristão que têm a Bíblia, ou seja, um livro sagrado, como norte, tal prática se torna necessária e buscar obras de autores relevantes, que vão ajudar você a entender ainda mais a palavra de Deus ou a sociedade é algo realmente indispensável. Sendo que estas são algumas dicas que vão colaborar com seu tempo de leitura e estudo.
Todos os livros são de leitura mediana ou tranquila, mas profundos em conteúdo. Se você gosta de ler, fica a sugestão e caso não tenha tal habito, a lista servirá como um primeiro passo desta prática que é fundamental para qualquer cristão.
BIBLIOGRAFIA
KELLER, Timothy. Deuses falsos: As promessas vazias do dinheiro, sexo e poder, e a única esperança que realmente importa. São Paulo: Vida Nova, 2020.
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PREOCUPAÇÕES DE INÍCIO DE ANO
Normalmente o ano novo é um momento de esperança, é uma espécie de recomeço. Eu mesmo gosto muito, visto que eu posso avaliar o ano que passou e recomeçar de um modo melhor ou mesmo fazer um balanço das coisas que estão dando certo. Um ano novo pode servir como um marco de reavaliação ou recomeço e também, como um tempo de esperança, contudo, temo que neste momento o nosso ano novo não seja visto desta forma por alguns.
Flutuando, nos últimos meses, em um ar de incerteza política após a reeleição, muitas teorias vieram à tona, além da própria insegurança, que a divulgação de alguns planos que o novo governo trouxe traz. É tudo muito incerto e imprevisível e é justamente isso que traz este ar ácido e corrosivo ao ambiente. Uma mudança de presidente já é complicada, sendo que a nossa, tem sido ainda mais complexa.
Confesso que eu mesmo não estou preocupado, mas vejo alguns amigos nesta situação, construindo desta forma, cenários catastróficos, aumentando ainda mais a tensão que por si só já não é nada fácil.
Não sabemos como será este ano que se iniciará, só o tempo dirá, mas enquanto isso, se preocupar não é uma conduta sábia. Construir teorias, em alguns cenários, beira a incoerência. É muito melhor se calar e orar, do que agir de tal forma, construindo ainda mais problemas e com eles, aquelas preocupações que nos consomem. Charles Swindoll tem uma frase que resume bem tal questão:
“Preocupar -se é assumir responsabilidades com as quais você não pode lidar” (2018, p. 53).
Perceba o quanto as preocupações são destrutivas e nos fazem assumir problemas com os quais não temos o menor poder de mudar e influenciar. Você consegue lidar com um número realmente pequeno de coisas, entenda essa verdade, sendo que o modo como recebemos e processamos as informações, é a única coisa que está realmente em nosso controle.
Se você não filtrar, aprender a colocar de lado algumas informações que além de não agregar nada em sua vida, ainda te trarão mais preocupações, você seguirá se desgastando ainda mais. Paulo dá um conselho aos cristãos da cidade de Filipos, que também serve para nós:
Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus (Filipenses 4:6-7) (NVI).
A ansiedade é enfrentada por meio da oração, da súplica a Deus. Não há uma forma mais eficaz de enfrentar o medo e as ansiedades que os problemas trazem, é só com muita oração mesmo. Francis Foulkes acrescenta afirmando que:
“Quando a oração substitui a preocupação, a paz de Deus, que excede todo o entendimento assume o controle, atuando como uma sentinela e impedindo que a mente e as emoções do cristão sejam subjugadas por uma investida repentina de medo, ansiedade e tentação” (CARSON et al, 2012, p. 1891).
Por isso que o meu apelo para este começo de ano é que você ore, busque a Deus e entregue todas as suas preocupações em suas mãos. Não controlamos tudo, por isso que, seguir se preocupando é uma atitude ainda mais irracional. Entregue os seus problemas nas mãos daquele que tudo pode e descanse em seus cuidados.
Não sabemos como o ano será, mas sabemos quem é que cuida da nossa vida e isso já basta!
BIBLIOGRAFIA
CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova, 1 ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.
SWINDOLL, Charles. Confiança plena: Ouvidos para ouvir, contrações para confiar e mentas para descansar em Deus. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2018.
