Início

  • MISSÃO IMPOSSÍVEL

    Quando eu estava para me formar na faculdade, andava muito incomodado em buscar fazer algo de útil na igreja. Afinal, passar quatro anos estudando teologia para não usar nada, não me deixava feliz. Neste meio tempo, tentei organizar muita coisa. Bolei planos e mais planos em busca de oferecer algo a Deus, mas segui frustrado. Até Deus me dar à graça de lembrar-me de uma prática que sempre esquecemos: “A nossa principal missão é buscar a Deus e ler sua palavra”.

    E vamos ser sinceros, queremos tanto ser relevantes ou cumprir o ide que a Bíblia tanto nos manda que muitas vezes, no afã de fazer estas coisas acontecerem, abandonamos a nossa principal prioridade que é buscar a Ele.

    Lutero falava que era tão ocupado, que tinha tanta coisa para fazer, que não conseguia deixar de orar. Que lógica interessante não é? Pois muitas vezes agimos de forma inversa. Quando não temos tempo, abandonamos as coisas mais difíceis e fundamentais, que é orar e ler a Bíblia.

    Jonh Wesley orava duas horas por dia, além de ser um exímio estudante da palavra. Isso sem contar que tinha lido cerca de 1200 livros, ter escrito uma gramática hebraica, uma de latim e outras de francês e inglês. E para completar, escreveu um livro de filosofia natural, quatro volumes sobre história da igreja, de medicina e por aí vai (BOYER, 2015, p. 56). Wesley não usava a desculpa de não ter tempo para orar e ler a Bíblia e olha que ele fez muita coisa em vida. Nós arranjamos muitas desculpas para justificar nossa falta de tempo, desculpas estas, que estes homens de Deus não davam.

    O famoso teólogo ateu Bart D. Ehrman no livro: Quem Jesus foi? Quem Jesus Não Foi? Conta um fato de me incomoda muito:

    “No primeiro dia de aula, com mais de trezentos alunos presentes, eu pergunto: “Quem concorda com a ideia de que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus?” Praticamente todas as pessoas no auditório levantam a mão […]. Por fim, pergunto: “Quem leu a Bíblia inteira?”. Algumas poucas mãos, um aluno aqui, outro ali. […] Mas, se Deus escreveu um livro… vocês não iriam querer saber o que ele tem a dizer?” (2010, p. 281-282)

    A questão que Bart levantou é importante: Se a Bíblia é a palavra de Deus, por que poucos leem? A parte complicada é ver ateus, como ele, estudando, pesquisando e por fim, escrevendo livros com o intuito de buscar descontruir a fé, enquanto cristãos seguem arranjando desculpas para se livrarem da responsabilidade de ler e estudar a Bíblia. Com isso, o evangelho segue sendo descontruído por ateus como o Bart Ehrman e os cristãos continuam cada vez mais despreparados diante de tais críticas desconstrutivas.

    Temos que aprender a ter disciplina para conseguirmos fazer a nossa parte. Queremos tanta coisa que esquecemos que o nosso compromisso com a oração e leitura Bíblica deve vir em primeiro lugar. Estas duas práticas são hábitos fundamentais de todos os cristãos.

    Independente de onde você esteja ou em qual ministério esteja trabalhando, você tem a missão primeva de buscar a Deus, isso é fundamental. Missão um tanto quanto difícil eu sei, mas muita necessária para a vida cristã.

    Então, quando se sentir inútil e não souber o que fazer, busque a Deus pois esta é a sua principal missão, que no mais é consequência. Pense que antes de trabalhar é fundamental conhecer a palavra de Deus para assim ser relevante quando a oportunidade aparecer.

    Estar preparado é uma questão fundamental para os cristãos que pretendem ser úteis na obra ou mesmo para aqueles que buscam ser genuínos. E orar, estudar e ler a palavra de Deus é o primeiro passo para isso.

    BIBLIOGRAFIA

    BOYER, Orlando. Heróis da Fé: Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

    EHRMAN, Bart, D, Quem Jesus foi? Quem Jesus Não Foi?. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2010.

  • FELICIDADE A QUALQUER CUSTO: O PERIGO DA VIDA SUPERFICIAL

    Uma coisa na qual lamento muito hoje em dia é o fato da pergunta: “Tudo bem?”, ter se tornado um complemento da educada frase “bom dia”. Considero tal pergunta profunda demais para ser usada de forma automática. Tal questionamento, na minha opinião, deveria ser feito somente mediante a um mínimo de interesse.

    A verdade é que, ao contrário do que as pessoas respondem ao serem indagadas se estão bem, é que nem sempre estamos. E isso nem sempre significa que a nossa vida seja ruim, visto que tais sentimentos, ao serem compreendidos, podem nos levar a outros lugares.

    Tenho a impressão de que a maioria das pessoas, hoje em dia, acredita que precisam obrigatoriamente estar felizes o tempo todo. Como se no mundo só existissem momentos bons. Aparentar alegria é a fórmula do senso comum para se viver de modo plástico e falso. Ou mesmo para uma pessoa não revelar sua real condição.

    Ser uma pessoa normal é vivenciar vários estados emocionais, desde raiva, alegria, tristeza e medo, entre inúmeros sentimentos que trazem consigo tanto pontos bons quanto ruins. Emoções que existem por um motivo prático, por isso que é complicado defini-las como ruins, visto que sem elas estaríamos perdidos.

    A tristeza, por exemplo, nos deixa mais pensativos, refletimos e percebemos mais os sinais quando estamos neste estado emocional, sendo que o problema da tristeza é quando ela se torna crônica e se aproxima da depressão. Mas, em um estado normal, ela pode ser positiva, conforme explica o psiquiatra Daniel Martins de Barros, no livro O lado bom do lado ruim (2020, p. 44).

    Já a euforia e a alegria extrema, vistos como algo positivo por muitos, nem sempre é um sentimento tão positivo, já que quando estamos excessivamente alegres, não refletimos. A melancolia ou alguma dose de tristeza, como pontuei, nos faz refletir e pensar um pouco mais, coisa que a extrema alegria não faz. Barros complementa acrescentando que:

    “A capacidade de reflexão profunda não é ajudada pela alegria intensa. É difícil admitir, mas o otimismo tem um quê de tolice” (2020, p. 131).

    Quem me conhece sabe que desconfio daqueles que estão sempre e em todos os momentos de bom humor. Um ser humano normal enfrenta intempéries e problemas, não deixar sermos abatidos por tais adversidades é uma atitude importante, mas disfarçar a tristeza com uma alegria falsa é também algo irreal. Ou quem sabe, tal otimista, na verdade, seja alguém que reflita pouco sobre a vida e não perceba a sua superficialidade. Fica a dúvida.

    O que chamamos de emoções negativas são alarmes que nos auxiliam a identificar pontos em que precisamos dar um pouco mais de atenção. Tais sentimentos são importantes, por isso precisamos aprender a lidar com eles. Sendo que é possível usar estes momentos de forma positiva.

    Eu, por exemplo, reflito e escrevo muito, em meus momentos mais melancólicos, uso tal condição para pensar e construir conteúdo. Nem sempre é fácil lidar com um problema, mas dar a devida atenção entendendo seus pontos positivos, já ajuda muito.

    A alegria a qualquer custo nos leva a ser superficiais, a relevância não se constrói com disfarces, mas mergulhando e entendendo a questão. Eu sempre digo que sou muito feliz, mas nem sempre estou alegre. Alegria e felicidade são sentimentos bem opostos. O primeiro se trata de algo momentâneo que alguém vive. Já o segundo se trata de um estado de satisfação interna, que nada e ninguém tira de você, muito menos os períodos de tristeza.

    Por isso, aprenda a olhar estes momentos com outro olhar, colhendo assim frutos de momentos vistos como ruins. O que aparentemente pode ser um dia melancólico, pode virar uma ferramenta para você produzir e construir o saber. Tudo vai depender de como você vê tais momentos.

    O chamado lado ruim tem muitos lados positivos, aprenda a usá-los!

    Bibliografia

    BARROS, Daniel Martins. O lado bom do lado ruim: Como a ciência ensina a usar a tristeza, o medo, a raiva e outras emoções negativas a seu favor. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.

  • COMPANHEIRO DE HUMANIDADE

    “A compaixão nasce quando descobrimos no centro da nossa existência não só que Deus é Deus e humanos são humanos, mas também que nosso próximo realmente é nosso companheiro de humanidade” (NOUWEN, 2020, p. 61).

    A real conversão acontece quando somos encontrados por Deus e este encontro nos traz vida. Somos salvos e transformados por um Deus de amor, que também é muito poderoso. Contudo, não é só isso, ao sermos encontrados por ele, percebemos o quão miseráveis somos e isso vai refletir (ou pelo menos deveria) no modo como vemos e tratamos o próximo.

    Ao descobrir que sem Deus não sou nada e que ele é único e o centro de toda a minha vida, entendo que todos os seres humanos são iguais a mim. Pecadores, miseráveis que carecem da graça de Deus. E assim como eu fui alvo da misericórdia de Deus, a minha atitude deve ser igualmente misericordiosa, uma ação amorosa que revela a graça de Deus em minhas ações. Além de me mover a levar a palavra de Deus as pessoas através da minha fala e o meu exemplo de vida.

    É comum vermos cristãos falando como se fossem especiais, como se a graça de Deus que transformou a sua vida, tenha feito dele alguém superior aos outros. Sendo que a lógica do evangelho é justamente oposta.

    Precisamos entender que ter compaixão do próximo é básico para quem é cristão, já que fomos alcançados através desta mesma graça. Amar o próximo, perdoar e ajudar, deve ser o primeiro princípio de quem é nascido de Deus. A Bíblia diz em 1 João 4:7 que:

    “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”.

    Somos companheiros de humanidade, como otimamente colocou Henri Nouwen na epígrafe do texto. E isso não nos faz superiores, e sim mais tolerantes. A diferença apenas é que alguns foram encontrados pela graça de Deus e outros não (ou ainda não).

    Somos, certamente, pessoas falhas que erram muito, tomam decisões equivocadas e pecam. Entender tal premissa está intimamente ligado a como eu entendo a graça de Deus. Se percebemos a grande dimensão da graça e o tamanho da misericórdia de Deus, certamente respeitaremos o próximo e desenvolveremos a compaixão.

    A Bíblia é clara quando diz que a pessoa que caminha na luz, mas que detesta o seu irmão, na verdade está em trevas. Já quem ama, com certeza anda na luz (1 João 2:9-10). O modo como olhamos para as pessoas e como agimos com elas, define muita coisa em nossa caminhada e demonstra se o nosso ponto de partida é a graça ou não.

    Quem busca sempre ter uma ação positiva com o seu próximo, aquele que cultiva a tolerância, o respeito e sempre está pronto para ajudar, entende a dimensão do que Cristo fez da cruz e a profundidade da graça, com isso, não deixa de ter compaixão.

    A nossa atitude positiva surge da consciência do que Jesus fez naquele madeiro por nós. Não é difícil amar, quando compreendemos, pelo menos um pouco, o amor de Deus por nós!

    BIBLIOGRAFIA

    NOUWEN. Henri. O curador ferido: Ministério na sociedade contemporânea. 1. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2020.

  • OS EFEITOS DA SIMPLICIDADE

    Quem busca cultivar a simplicidade, na verdade, descarrega do ombro toda a bagagem que atrapalha e só traz canseira. Quem simplifica, muda o foco e segue mais leve rumo aos seus objetivos.

    As coisas servem para nos ajudar, elas têm que nos servir e não o contrário. Um bom carro e uma boa casa são úteis, são elementos importantes. Só não podemos inverter as prioridades e viver em função destas coisas.

    Quando cultivamos a simplicidade e entendemos a utilidade deste estilo de vida, percebemos todo o tempo que gastávamos com coisas fúteis e o quanto seguíamos correndo atrás de dinheiro, para sustentar uma vida opulenta ou cheia de gastos. Nós pagamos as bugigangas com o nosso tempo, e tempo é um elemento sempre escasso. Eu sei que administrar nosso tempo com sabedoria é um grande desafio, mas é uma atitude fundamental de quem entende o seu valor e percebe o quanto não há sobrando. Richard Foster em um livro que eu gosto muito, diz que:

    “Um dos efeitos mais profundos da simplicidade interior é um maravilhoso espírito de contentamento, de satisfação. A necessidade de todo aquele esforço e tensão para seguir adiante não existe mais. Entra em ação uma gloriosa indiferença por posição ou bens materiais” (FOSTER, 2008, p. 130).

    Comece colocando limites em sua vida, padrões de gastos que estão de acordo com o seu salário. Entenda que viver sem muitos gastos e um pouco mais abaixo do seu padrão de vida, é seguir sem aquele sufoco mensal que muitos passam. Quando você vive abaixo do padrão, você consegue guardar um dinheiro e fazer uma reserva, para ocasionais emergências. Ou mesmo guardar para realizar algum sonho.

    Depois aprenda a se perguntar se realmente você precisa de determinado objeto. As vezes compramos coisas por impulso, bugigangas que não usaremos de verdade, que só ocuparão espaço e nos farão gastar dinheiro à toa.

    Entenda que não é a quantidade que importa e sim a qualidade e o quanto você consegue desfrutar das coisas. A vida simples ajuda você a aproveitar o que tem, e não seguir desperdiçando, seja o dinheiro ou o seu tempo. As vezes o que você tem é apenas por status ou mesmo, só por ter. Ao refletirmos, muitas vezes percebemos que na verdade nem precisamos daquele objeto. Compramos por impulso algo que não nos é útil, as vezes apenas por comprar. Quem vive para as coisas ou para ter status, vive sempre sem paz, precisando trabalhar ainda mais, ou seguindo apertado, em nome de algo que nem precisa.

     A vida simples traz você para o hoje, ensinando você a usar as coisas como ferramentas, equipamentos que facilitam a vida e não como bugigangas que escravizam e tiram toda a sua paz.

    BIBLIOGRAFIA

    FOSTER, R. A liberdade da simplicidade: Encontrando harmonia num mundo complexo. 1. ed. São Paulo: Editora Vida, 2008.

  • OS CINCO LIVROS QUE EU GOSTEI DE LER DURANTE A PANDEMIA

    A pandemia não foi nada fácil, ela mudou as nossas rotinas e prioridades, além de ter levado muitos dos nossos amigos e entes queridos. Contudo, uma das atividades que eu aproveitei para cultivar ainda mais nestes dias, foi a leitura. Já que eu estava trabalhando em regime de home office e passando a maior parte do tempo em casa, usei o tempo sobrando, que eu gastaria em locomoção nos dias de trabalho, para ler e estudar ainda mais.

    Por conta disso, resolvi fazer uma lista dos cinco livros que eu mais gostei de ler na pandemia, aproveitando assim, para oferecer mais uma lista de sugestões de livros, como eu costumo a fazer. Todos os livros são obras nos quais eu não conhecia e que por fim, extrapolou as minhas expectativas.

    Indicadores fragmentados, N. T. Wright

    Gosto deste autor, mas confesso que preciso mergulhar ainda mais em suas obras, N. T. Wright é um teólogo que eu ainda não conheço a fundo, sendo que este foi o terceiro livro que eu li dele, o primeiro foi Paulo: Novas perspectivas e o segundo: Paulo: Uma biografia.

    No livro em questão, Wright trabalha temas pelos quais a humanidade está sempre buscando, como por exemplo: a justiça, amor, espiritualidade etc., e partindo de sete indicadores, o autor mostra como a Bíblia busca tornar tais indicadores uma realidade.

    Estes indicadores falam de como podemos compreender o mundo em geral, visto que todas as culturas valorizam tais pontos. No livro ele mostra como a Bíblia também valoriza estes temas. E o autor usa a Carta de João para fundamentar tal propósito.

    Deuses falsos, Timothy Keller

    É fácil se distrair e substituir Deus por ídolos, deuses falsos, criados a nossa imagem e idealização equivocada. Nesta obra, o autor fala das trocas que o ser humano muitas vezes efetua. Seja o trabalho, dinheiro ou muitas outras coisas que são genuínas, mas que podem ocupar o lugar de Deus. O livro é um alerta e uma ferramenta que nos ajuda a nos autoavaliar e a mudar de posicionamento. Sobre ídolos Timothy Keller responde:

    “O que é o ídolo? Qualquer coisa mais importante que Deus para você, que domine seu coração e sua imaginação mais do que Deus” (2020, p. 20).

    Fica claro através de sua obra como qualquer coisa, pode se tornar um ídolo, tirando Deus do seu respectivo lugar e fazendo com que coloquemos tais deuses falsos no centro de nossa vida. O livro é um alerta, uma ferramenta que nos ajuda a não substituirmos Deus por deuses falsos.

    Fé na era do ceticismo, Timothy Keller

    Esta é outra obra do mesmo autor, que também me impressionou e apesar de já terem me indicado, eu ainda não havia lido. O livro tem aquele tom apologético e discorre sobre temas como: Existe uma religião verdadeira?, como Deus permite o sofrimento, questões sobre o conhecimento de Deus etc., são inúmeros temas sobre a fé cristã.

    Eu creio que a apologética é um assunto fundamental, todos os cristãos deviam cultivar o hábito de ler e estudar tais autores sendo que esta obra é um ótimo primeiro passo.

    Hábitos da mente, James Sire.

    A vida intelectual não é algo tão cultivado nos dias de hoje, sendo que muitos cristãos não entendem a importância de tal prática. Nem sempre eles percebem como tal exercício é fundamental, e nesta obra o autor trabalha justamente este tema.

    Neste livro em questão, além de discorrer sobre a vida intelectual no meio cristão, o autor propõe vários caminhos para que um cristão possa ingressar nesta vida. Neste mundo onde os valores têm sido trocados e pseudointelectuais têm sido ouvidos, precisamos de cristãos comprometidos com a palavra e a vida intelectual.

    Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais, Jaron Lanier

    Eu gosto por demais das Redes Sociais, contudo, busco há muito tempo, estabelecer limites, para que o meu dia não seja tomado por tais notificações. Por isso, eu tenho uma quantidade certa de horas para usar tais redes e não fico conferindo notificações em todos os minutos. A vida é muito mais do que só Redes Sociais.

    Neste livro, o autor que é um cientista da computação e um dos responsáveis pela criação da realidade virtual, revela alguns perigos diretos e indiretos das Redes Sociais, mostrando principalmente, como ela tem a característica de ser viciante.

    Ao longo do tempo aprendi que coisas genuínas podem nos prejudicar, por isso, ficar atento e usar tais tecnologias de forma sábia é a melhor das atitudes.

    Gosto muito de ler e estudar, e para um cristão que têm a Bíblia, ou seja, um livro sagrado, como norte, tal prática se torna necessária e buscar obras de autores relevantes, que vão ajudar você a entender ainda mais a palavra de Deus ou a sociedade é algo realmente indispensável. Sendo que estas são algumas dicas que vão colaborar com seu tempo de leitura e estudo.

    Todos os livros são de leitura mediana ou tranquila, mas profundos em conteúdo. Se você gosta de ler, fica a sugestão e caso não tenha tal habito, a lista servirá como um primeiro passo desta prática que é fundamental para qualquer cristão.

    BIBLIOGRAFIA

    KELLER, Timothy. Deuses falsos: As promessas vazias do dinheiro, sexo e poder, e a única esperança que realmente importa. São Paulo: Vida Nova, 2020.

  • PREOCUPAÇÕES DE INÍCIO DE ANO

    Normalmente o ano novo é um momento de esperança, é uma espécie de recomeço. Eu mesmo gosto muito, visto que eu posso avaliar o ano que passou e recomeçar de um modo melhor ou mesmo fazer um balanço das coisas que estão dando certo. Um ano novo pode servir como um marco de reavaliação ou recomeço e também, como um tempo de esperança, contudo, temo que neste momento o nosso ano novo não seja visto desta forma por alguns.

    Flutuando, nos últimos meses, em um ar de incerteza política após a reeleição, muitas teorias vieram à tona, além da própria insegurança, que a divulgação de alguns planos que o novo governo trouxe traz. É tudo muito incerto e imprevisível e é justamente isso que traz este ar ácido e corrosivo ao ambiente. Uma mudança de presidente já é complicada, sendo que a nossa, tem sido ainda mais complexa.

    Confesso que eu mesmo não estou preocupado, mas vejo alguns amigos nesta situação, construindo desta forma, cenários catastróficos, aumentando ainda mais a tensão que por si só já não é nada fácil.

    Não sabemos como será este ano que se iniciará, só o tempo dirá, mas enquanto isso, se preocupar não é uma conduta sábia. Construir teorias, em alguns cenários, beira a incoerência. É muito melhor se calar e orar, do que agir de tal forma, construindo ainda mais problemas e com eles, aquelas preocupações que nos consomem. Charles Swindoll tem uma frase que resume bem tal questão:

    “Preocupar -se é assumir responsabilidades com as quais você não pode lidar” (2018, p. 53).

    Perceba o quanto as preocupações são destrutivas e nos fazem assumir problemas com os quais não temos o menor poder de mudar e influenciar. Você consegue lidar com um número realmente pequeno de coisas, entenda essa verdade, sendo que o modo como recebemos e processamos as informações, é a única coisa que está realmente em nosso controle.

    Se você não filtrar, aprender a colocar de lado algumas informações que além de não agregar nada em sua vida, ainda te trarão mais preocupações, você seguirá se desgastando ainda mais. Paulo dá um conselho aos cristãos da cidade de Filipos, que também serve para nós:

    Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus (Filipenses 4:6-7) (NVI).

    A ansiedade é enfrentada por meio da oração, da súplica a Deus. Não há uma forma mais eficaz de enfrentar o medo e as ansiedades que os problemas trazem, é só com muita oração mesmo. Francis Foulkes acrescenta afirmando que:

    “Quando a oração substitui a preocupação, a paz de Deus, que excede todo o entendimento assume o controle, atuando como uma sentinela e impedindo que a mente e as emoções do cristão sejam subjugadas por uma investida repentina de medo, ansiedade e tentação” (CARSON et al, 2012, p. 1891).

    Por isso que o meu apelo para este começo de ano é que você ore, busque a Deus e entregue todas as suas preocupações em suas mãos. Não controlamos tudo, por isso que, seguir se preocupando é uma atitude ainda mais irracional. Entregue os seus problemas nas mãos daquele que tudo pode e descanse em seus cuidados.

    Não sabemos como o ano será, mas sabemos quem é que cuida da nossa vida e isso já basta!

    BIBLIOGRAFIA

    CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova, 1 ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.

    SWINDOLL, Charles. Confiança plena: Ouvidos para ouvir, contrações para confiar e mentas para descansar em Deus. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2018.

  • PALESTRA MOTIVACIONAL

    Não é fácil algumas vezes estar no olho do furacão, nem em meio ao menor problema que seja. As vezes desanimamos por conta das muitas lutas, o que é algo totalmente normal. Contudo, por conta disso, alguns buscam palestras motivacionais, literaturas de autoajuda e coisas do tipo e acabam usando isso para trilhar uma saída do olho do furacão. O problema destes materiais motivadores, é que eles não ajudam, eles apenas colocam fogo, nos animam, para nos induzir a seguir de qualquer maneira.

    É evidente que todos nós precisamos de motivação, e é claro também que muitos livros de autoajuda são bons, principalmente por ser legal ver o relato de alguém que venceu algum problema e analisar suas estratégias. O grande perigo é quando o autor coloca sua solução como norma, como regra para todos vencerem seus obstáculos.

    Existem muitas variantes antes de darmos uma opinião, uma saída ou a fórmula para uma solução. Quando se trata de pessoas e não de robôs, é preciso levar em consideração inúmeros pontos. Desde perfil da pessoa, conhecimento, como ele se motiva e principalmente, qual é o impacto que aquele problema causa em sua vida. Não se motive antes de refletir muito, não busque solução se acompanhado a ela não tiver consciência e planejamento.

    Enfrentar problemas apenas com motivação, nos fará trocarmos os pés pelas mãos, ou mesmo darmos passos maiores do que a perna. Pensando, conseguimos ver mais longe. Buscar analisar onde erramos e quais são as possíveis soluções mais coerentes, são atitudes mais eficazes do que apenas seguir fórmulas ou motivações.

    Quando enxergamos onde erramos, quando refletimos e pontuamos nossos erros, corremos o risco de não mais cair nas mesmas ciladas, não mais tomarmos decisões equivocadas e com isso, seguirmos sendo mais assertivos nos próximos obstáculos.

    Motive-se, mas não fuja dos problemas, aprenda a mergulhar nele, entender todos os seus pontos, esgotá-lo, para quando acabar vindo novamente, você saber com o que está lidando.

    Todas as ótimas invenções e as maiores descobertas surgiram quando pessoas estiveram em meio aos problemas. A adversidade nos tira de nossa zona de estagnação, nos obriga a irmos além, a criar e inovar. Problemas são ótimos e fundamentais para nosso crescimento, adversidades são professores que nos obrigam a olhar mais longe.

    Por isso, quando estiver em meio ao olho do furacão, pingue um colírio e siga (como diria um amigo), buscando sempre forças em Deus para entender sua situação e conseguir sair do caos de forma assertiva.

    Não existe atalho para o crescimento, sendo que, o melhor caminho é enfrentar os problemas de cabeça erguida e aprender com as adversidades.  

  • CARTA AO LEITOR: MAIS ALGUMAS CONFISSÕES

    Em plena era tecnológica, onde temos podcasts, vídeos dos mais diversos e um cem número de opções, nem sempre é fácil manter um blog voltado para textos e conteúdos teológicos e filosóficos. Eu sei bem como a leitura não é algo mais tão presente na vida das pessoas, somando a isso, tem o conteúdo que eu me propus oferecer.

    Por ter tal consciência, optei em definir metas bem realistas quanto ao blog e a minha própria escrita. Não pretendi ter um número grande de visualizações. Me concentrei apenas em produzir conteúdo relevante, que estaria, por fim, disponível no site.

    Aprendi a dar passos coerentes e sólidos, sem queimar etapas ou desejar algo aquém da realidade. Me concentrei em produzir e divulgar, da melhor maneira possível, colhendo os resultados de forma bem consciente, entendendo que nem tudo é fácil.

    Por fim, o que o blog acabou virando foi uma ferramenta para alinhar a minha escrita, para me dar disciplina, ampliando ainda mais a minha prática. Com o intuito de manter o blog atualizado, busquei escrever muito e com isso, eu ganhei ao conseguir ter o hábito consolidado. Eu foquei no blog e na escrita, mas ele acabou me ajudando em outras áreas da minha vida.

    A parte curiosa é que eu não acreditei que aquele simples plano me ajudaria muito em minha carreira profissional. Aprendi a construir metas realistas, sem idealizar muito. É comum fazermos planos e imaginarmos um resultado e isso é muito perigoso, pois você pode se frustrar por demais, caso o fim não seja igual ao que você teria imaginado.

    Sou conhecido hoje como alguém disciplinado, mas eu sou um indivíduo comum, com as mesmas propensões a procrastinar que todos têm, o que me diferencia dos outos é o hábito que eu busquei construir. E o blog me obrigou a ter metas de escrita e estudo e a buscar ferramentas para me manter produzindo. Isso me ajudou em minha disciplina de escrita. Se hoje eu sou disciplinado, é por conta do simples plano de manter um blog atualizado. Nem sempre eu tenho vontade de escrever e estudar, mas quando o horário destas atividades chega eu não procrastino e mergulho na atividade.

    Hoje ao estudar sobre o assunto, descobri que para termos hábitos concretizados, precisamos estabelecer metas e horários para escrever, produzir e ler. Isso nos ajuda a termos constância e a não procrastinarmos.

    Estabelecer metas realistas é outro ponto importante, se você lê pouco ou escreve pouco, precisa aprender a dar um passo realista ao invés de buscar seguir o ritmo de alguém que escreve e lê muito. É um erro muito grande tentarmos nos mediar por alguém que já caminha em uma determinada área há muito tempo. Na verdade, este é o caminho do fracasso. Metas coerentes, que condizem com quem você é neste momento é o primeiro passo para você conseguir cultivar a disciplina e melhorar cada vez mais.

    A verdade é que se hoje eu sou escritor, é porque fracassei e esta é a minha confissão. Por não ter oportunidades de desenvolver o meu ministério na igreja, criei um caminho próprio e me desenvolvi como professor, escritor e pesquisador. Não sou acostumado a esperar sentado por algo. Aprendi, diante da falta de oportunidades, a arregaçar as mangas e a trabalhar.

    Com isso, agradeço a Deus pelo blog e todas as oportunidades que a escrita e o estudo me trouxeram. O motivo pelo qual hoje eu tenho disciplina, foi porque um dia resolvi dar o simples e humilde passo de montar um blog e oferecer bons conteúdos as pessoas.

    A você que me acompanha, sou imensamente grato. E hoje se eu sou um professor e pesquisador, autor de artigos acadêmicos e livros, foi porque eu resolvi não aguardar sentado por uma oportunidade.

    Cordialmente,  Guilherme.

  • SOCIEDADE DA DESCONSTRUÇÃO

    Vivemos em mundos bem diferentes, mesmo aqueles que vivem na mesma cidade. Pessoas com realidades díspares, percebem a sociedade de forma diferente. E assim seguem os indivíduos, sempre juntos, mas no final, separados por suas visões de mundo.

    Neste solitário e tecnológico universo, enquanto alguns adoecem com males frutos da tecnologia, outros inventam softwares que solucionarão o problema de muitos. Enquanto a cura para uma doença é encontrada, outras doenças são descobertas ou mesmo fabricadas por nossa sociedade hiperconectada e tecnológica.

    Nunca tivemos tanto acesso à informação, mas também a tanto erro e fake News. Nós temos todo o potencial para aprendermos e crescermos como cidadãos, mas somos traídos pelos nossos egoísmos e falhos pontos de vistas. E nesta ambivalência, o ser humano segue se desconstruindo, solitário e vulnerável as muitas mudanças, sonhos e desejos.

    Quando me perguntam sobre o meu posicionamento político, costumo falar que eu sou muito protestante para militar por um dos lados (esquerda e direita). É muito claro em minha mente, como o pecado desconstrói e aliena o ser humano e é inevitável, em uma sociedade composta por estes seres humanos, vermos tais contradições. Como por exemplo os avanços tecnológicos seguidos de caos em várias áreas, como pontuei.

    Satisfazemos nossas egoístas vontades, aderimos a teoria que mais nos agrada e não percebemos o quanto estamos sendo contraditórios. Temos conhecimento, mas nos falta controle e uma reflexão sincera, além de critérios, fruto daquela reflexão que exige tempo, paciência e estudo. Poucos hoje aprenderam a parar sem constantemente serem interrompidos pela tecnologia e não são todos que percebem a contradição desta realidade.

    Quando eu leio Eclesiastes (1:9) onde diz que: “Não há nada de novo, debaixo do céu”, a frase me arranca um sorriso, por ser muito atual, mas também me deixa muito preocupado. Ela nos mostra direta e indiretamente uma verdade: “Longe de Deus não há vida, muito menos paz verdadeira e equilíbrio, sendo que, longe de Deus, o ser humano segue sempre repetindo erros”.

    Eu gosto da palavra ambivalente, creio que ela descreve bem a nossa sociedade. O termo significa que algo pode ser tanto bom, quanto ruim, dependendo apenas de como é usado ou como um cidadão se comporta e é assim que costumo descrever a sociedade e as pessoas. Não sou um ser humano perfeito, mas busco estar atento aos exageros e neste sentido, penso que o nosso estilo de vida, nos revela muita coisa.

    Busco ser um cristão centrado, estudo e leio a palavra, além de estar em comunhão com os irmãos na Igreja, mas também não deixo a família e as coisas particulares serem engolidas por compromissos. O mesmo eu faço com o trabalho, busco estar atento a preocupações que invadem o âmbito particular. A vida saudável se cultiva, não é algo que nasce com você. Com a tecnologia eu tomo o mesmo posicionamento. Eu gosto muito de tecnologia e estou sempre usando, eu apenas não permito que ela me use.

    A sociedade da desconstrução não percebe muitas vezes suas contradições e segue proferindo discursos e posicionamentos ilógicos. Ser cristão é não se esquecer da nossa prioridade e estar atentos às mentiras disfarçadas de verdade. São estas coisas que arrebatam a nossa vida e nos faz aderimos a prioridades que tiram o nosso foco de Deus e com isso, nos faz cairmos na desconstrução.

    Quando a Bíblia diz que Deus é a fonte da vida (Salmos 36:9; João 14:6), ela enfatiza justamente uma verdade fundamental, que longe de Deus, nós não somos nada. O ser humano se desconstrói, transformando o que é legitimamente bom em um veneno, por isso, tome cuidado com a sociedade da desconstrução.

    É fácil trocarmos valores importantes por migalhas, verdadeiros tesouros por ouro de tolo. A nossa sociedade tem este dom de diminuir o que é fundamental e colocar em um pedestal valores inúteis. Por isso, fique atento!

  • PERIGOSA IMPACIÊNCIA

    “A impaciência pode se tornar o mais cruel e exigente agiota” (GIANNETTI, 2012, p. 65).

    Fui um grande frequentador de bibliotecas, sendo que, era para lá que íamos quando queríamos emprestar um livro novo ou precisávamos pesquisar um determinado assunto do colégio. Acredite, houve um tempo onde a internet não existia. A ação de pesquisar algo terminava por ser um evento, uma cerimônia dedicada a tal missão. Hoje é possível pesquisar através de dicionários online, artigos acadêmicos, em sites especializados ou mesmo, comprar um livro, entre tantas ótimas facilidades que nos ajudam. E apesar de nos auxiliar, estas facilidades nos fizeram também pessoas impacientes.

    Saber esperar é um verdadeiro tesouro, uma riqueza que precisamos aprender a cultivar em nossa vida. Em dias tecnológicos, todas as facilidades só nos ajudaram a sermos imediatistas, nos fazendo perder a nossa capacidade de esperar. A impulsividade tomou o lugar do planejamento.

    Nem tudo é na hora que queremos, existem casos onde aguardar o momento é essencial, sendo que, quando entendemos isso, conseguimos sucesso em vários dos nossos planos. Às vezes, para termos resultados positivos, precisamos amadurecer, estudar ou treinar mais, aguardando assim o momento certo de colocar um plano em prática. Eclesiastes (3:1) é sábio ao afirmar que para tudo há o seu tempo:

    “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:”

    Entender tais princípios é o caminho para a paciência e para agir de modo assertivo. Quando buscamos nos preparar para a hora certa, com certeza, colheremos frutos de ações coerentes e planejadas ao invés de colher fracassos por sermos impulsivos.

    Logo depois de formado, decidi ser professor, mas só consegui concretizar o plano cinco anos depois. Enquanto eu planejava e aguardava uma oportunidade, busquei estudar e me preparar para quando eu conseguisse um espaço para lecionar.

    Neste tempo eu estudei muito, fiz pós-graduação, consegui uma oportunidade de dar aulas em um seminário teológico e usei estes momentos para aprender, me preparar e crescer. Se hoje eu sou professor, eu devo muito a estes momentos, espaços e o preparo que eu busquei construir.

    Esperar é uma prática, precisamos aprender que para tudo existe uma hora certa. E caso você não consiga uma oportunidade no momento que você quer, dedique-se a se aperfeiçoar e estar preparado para quando a oportunidade chegar.

    Uma coisa que eu aprendi é que, não adianta termos oportunidade, se não estivermos preparados e a altura da oportunidade. Com isso, buscar ter fundamentos e repertório é o caminho decisivo para conseguir ter sucesso em seus objetivos.

    O meu conselho é simples e muito repetido aqui no site ou nas aulas: cultive uma rotina de estudos, sem exageros. Busque conhecer, se aprofundar em um tema, mas também conhecer outras áreas, para desta forma ser desafiado como estudante.

    Valorize também aquelas oportunidades simples, que muitas vezes nós não damos valor. É por baixo que você começa e aproveita para se preparar, errar e se consertar. Um equívoco, em um local pequeno, tem muito menos impacto, por isso, aproveite.

    A impaciência quebra ciclos e impede você de aprender, de vivenciar uma oportunidade e crescer. Não queime etapas e aprenda a aproveitar os momentos e as oportunidades que você tem para aprender.

    BIBLIOGRAFIA

    GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.