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AS ESTAÇÕES DO CASAMENTO
O casamento é uma grande bênção, contudo, ele também traz alguns desafios para os casais que normalmente são pessoas diferentes que, ao casar, têm suas vidas compartilhadas.
Gary Chapman, no livro As quatro estações do casamento, trabalha justamente estes desafios da vida conjugal, sendo que o autor lista o que ele denomina de quatro estações que todos os casamentos acabam enfrentando. Chapman usa as estações do tempo como metáfora para discorrer sobre o assunto.
É possível definir o casamento como uma parceria onde um casal segue unido, vivendo uma vida compartilhada e íntima. E quando o autor usa as estações para falar da vida de casado, ele se refere a todas as emoções que a vida conjugal estabelece a partir dos cinco sentidos. A qualidade do relacionamento depende sempre das combinações, emoções e atitudes, o que acaba determinando as estações de cada relacionamento (CHAPMAN, 2006).
Um relacionamento que se encontra no inverno é quando o casal parece distante, frios um com o outro e com raiva do cônjuge. Nesta estação não existe mais cumplicidade e parceria e as discussões são constantes (CHAPMAN, 2006).
Chapman (2006) ensina que a primavera é um período de cores e brilhos, é o momento em que as flores começam a desabrochar no jardim e no casamento. Esta estação é um tempo de recomeços, é quando o casal está bem e as atitudes positivas são vistas em suas relações com o outro. O verão é um tempo em que o casal segue colhendo todos os frutos do trabalho que eles empreenderam para fazer o relacionamento florescer. É um tempo de felicidade, união e apoio mútuo.
O período de outono também revela algumas cores, mas é uma fase onde as folhas estão caindo e as árvores começam a ficar desnudas, anunciando um tempo de inverno. No casamento, a dinâmica é semelhante. O outono anuncia tempos frios e complicados ao casal. Em todas as estações, o autor aponta as atitudes que levaram o casal a estar nesta estação, as suas principais ações e dinâmicas vistas neste tempo e, em alguns casos, ele descreve alguns pontos positivos destes períodos complicados (CHAPMAN, 2006).
O livro é ótimo e consegue promover um panorama da realidade do casal, sendo que ele termina a primeira parte da obra oferecendo ferramentas para o casal conseguir identificar em qual estação eles estão e também buscar mudar a sua realidade como casal.
Nem sempre é fácil convivermos e entendermos o outro e, por inúmeros motivos, é possível entrarmos em uma estação de inverno no casamento. Por isso, ter boas ferramentas para mudar a estação do seu casamento é essencial, sendo que este é o propósito deste excelente livro, escrito por um pastor com vasta experiência em aconselhamento conjugal. Gosto de uma das definições que o autor dá de casamento, logo no início do livro:
“O casamento é também um relacionamento com propósitos” (CHAPMAN, 2006, p. 18).
Como cristãos, precisamos entender os princípios bíblicos da união conjugal e buscar ferramentas para transformar o casamento em uma união que glorifica a Deus. Entender as estações do casamento, bem como saber agir nestes períodos, é um passo importante. E que Deus esteja sempre no centro desta importante união!
Bibliografia
CHAPMAN, Gary. As quatro estações do casamento. São Paulo: Mundo Cristão, 2006.
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SOCIEDADE INQUIETA
Não tenha tanto orgulho em afirmar que você é alguém que não consegue ficar parado. Muitos veem pessoas ativas com bons olhos, mas não deveriam. Esta condição é perigosa por ser a porta de entrada de inúmeros problemas. Além de ser a marca daqueles que são superficiais, visto que, para aprender, pensar e refletir, é preciso cultivar um pouco de paz e tempo para a construção do saber.
A nossa civilização está cada vez mais caminhando para o caos. A sua incapacidade de parar e a inquieta necessidade de gerar cada vez mais interação e estímulo têm deixado a humanidade doente. Byung-Chul Han complementa:
“Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto. Assim, pertence às correções necessárias a serem tomadas quanto ao caráter da humanidade fortalecer em grande medida o elemento contemplativo” (HAN, 2017, p. 37).
O curioso é que imaginávamos, quando éramos mais novos, que teríamos no futuro muitas tecnologias que facilitariam ainda mais a nossa vida, nos dando muito mais tempo para fazermos as atividades nos quais gostamos. Entretanto, o que aconteceu foi justamente o oposto, a tecnologia nos deu tempo, mas também cuidou para o tempo fosse usado conforme ela desejasse. E assim, hoje, muitos são escravos da tal tecnologia, que prometia facilitar a nossa vida, mas que a complicou ainda mais.
A busca pela vida simples, como tenho buscado divulgar, é a habilidade de cultivar uma vida centrada nas coisas que são fundamentais, principalmente para nós, cristãos. A contemplação, uma prática que a igreja perdeu, ou a capacidade de pararmos e avaliarmos a nossa vida e prioridades, é uma ação fundamental e deve ser constante. É fácil sermos roubados sem percebermos, ainda mais quando falamos de tempo, o qual é um bem precioso.
Precisamos aprender a aquietar a mente para falarmos com Deus e também para ouvi-lo e entender a sua vontade. E também é aquietando o coração que meditamos e estudamos a Bíblia. Não é possível lermos a palavra e aprendermos com ela, sem um período de silêncio e reflexão.
As atuais tecnologias estão roubando a capacidade das pessoas de pararem, contemplarem e meditarem sobre algo. É tudo muito corrido e sem pausa alguma, é a quantidade que vale hoje em dia e não a qualidade.
Quando a Bíblia fala para meditarmos na palavra de Deus (Salmos 49:3; Salmos 77:11-12; Salmos 119:15-16), devemos entender que isso só será possível se aprendermos a parar, desligar todos os distratores e silenciar a mente. É só assim que conseguiremos meditar e introjetar em nossa mente a mensagem do nosso Pai. É no silêncio que ouvimos e refletimos.
O muito falar e o excesso de barulhos impedem de entendermos e meditarmos de modo relevante sobre todos os ensinos que Deus quer ministrar em nossa vida por meio da sua palavra. Por isso, ter um momento de silêncio e contemplação é fundamental e tal ação precisa ser intencional, é um período do seu dia que você separa justamente para isso.
A vida cristã é intencional, construir uma rotina de leitura e estudo da palavra de Deus e um momento de oração depende de você, da sua intenção e não da sua vontade ou disponibilidade de tempo.
O ser humano precisa aprender a se desligar para se conectar com o Criador e a sua palavra, caso contrário, seguirá cada dia mais conectado com o mundo, mas distante de Deus.
Bibliografia
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Editora Vozes, 2017.
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O LAMENTO SEGUNDO A BÍBLIA
Para alguns cristãos, o fracasso é algo inaceitável. Se você segue a Cristo, você precisa ter uma vida vitoriosa. Os fracassos revelam a nossa falta de fé, segundo eles. Com isso, muitos cristãos acabam escondendo suas derrotas ou insistem em sempre olhar o lado positivo das coisas, para assim disfarçar os problemas, como se fosse um erro ficar triste ou refletir de forma genuína sobre os nossos equívocos e fracassos.
Lamentar era uma prática antiga, os Salmos ou o Livro de Lamentações revelam justamente isso. Derramar o coração a Deus era comum, não havia disfarce diante do fracasso, somente uma sincera lamentação e uma tristeza genuína. O salmista faz justamente isso ao passar por um período de adversidade, ele afirma que:
“Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: “Onde está o seu Deus?”” (Salmos 42:3) (NVI).
Alguma coisa afligia o salmista e a sua atitude era lamentar aos pés do Criador. São muitos os Salmos de lamento, a Bíblia deixa bem clara em muitas passagens como o lamento é possível e tem a sua função. Mas qual seria a função do lamento?
A principal função é aceitarmos os nossos fracassos, sem disfarce algum, e derramarmos o nosso coração diante de Deus. Quando aceitamos os problemas, conseguimos não mais repeti-los, sendo que os problemas precisam nos aproximar mais de Deus. Não há mal algum em ficar triste, em se lamentar e pensar nos equívocos que cometemos, o problema é ficar preso em um momento de tristeza que nunca cessa. Ken e Randy Petersen complementam explicando que:
“De certa maneira, o lamento é a arte bíblica de cantar as nossas tristezas para o nosso Senhor” (PETERSEN et al., 2024, p. 26).
Já pensou que você tem um Deus que te ouve, seja em seus momentos alegres ou tristes? Ser cristão é também passar por dificuldades, contudo, temos a certeza de que não estamos sozinhos, Deus está conosco, nos ouvindo e apoiando. Os salmos e o livro de Lamentações revelam como podemos chorar e entregar nossas tristezas e frustrações ao nosso pai, sem medo de sermos rejeitados.
A lamentação evidencia toda a nossa fragilidade, além de mostrar uma importante característica emocional humana e como somos movidos pelas emoções. E diante de tais fragilidades, precisamos reconhecer que sem Deus, não somos nada.
Por isso, chore diante dos problemas, lamente e derrame todas as suas queixas aos pés do eterno Pai, que sem dúvida alguma estará te ouvindo. Cante as suas tristezas, como a Bíblia faz, mas sem esquecer daquele que sempre seca as nossas lágrimas.
Bibliografia
PETERSEN, Ken.; PETERSEN, Randy. 40 dias, 40 palavras: Leituras de Páscoa para tocar o seu coração. Curitiba: Publicações Pão Diário, 2024.
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DESAFIOS DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ VIII: LITURGIAS SECULARES
Os ritos fazem parte da vida de todos os seres humanos, mesmo para aqueles que não são religiosos. E isso fica muito evidente quando avaliamos os lugares frequentados pelas pessoas e o motivo pelo qual elas frequentam estes locais.
James Smith (2017) explica como o cristão pode estar tão focado em se defender de falsos ensinos, que corre o risco de não perceber todas as influências do seu meio e das práticas e costumes inconscientes que ele adere, transformando todas as ameaças intelectuais em problemas secundários.
O termo “liturgia” é usado pelo autor para se referir aos rituais que contêm aquelas explicações sobre quem é o ser humano e qual é o seu propósito. Os rituais trazem em seu cerne uma orientação única. São como aquelas ferramentas de calibração: elas redirecionam os ponteiros do coração humano. E quando estas liturgias são incoerentes, acabam servindo para tirar o foco dos cristãos e distanciá-los de Cristo (SMITH, 2017, p. 74).
Não é raro encontrar um cristão que não percebe todas as suas contradições, fruto somente destas práticas culturais, que viram verdadeiras liturgias que remoldam e mudam o coração humano. É possível um cristão estar bem longe da vontade de Deus, por meio de hábitos e muitas práticas que acabam entrando em sua vida por meio da cultura. É por isso que este autor nos convida a examinar o mundo com algumas lentes litúrgicas, auxiliando os cristãos a perceberem quais liturgias influenciam o seu coração, quais amores estão tomando o lugar de Deus.
O ritual mais comum hoje em dia é ir ao shopping. E Smith (2017) revela como este lugar tem todos os elementos de um templo religioso, onde a principal finalidade é levar os frequentadores à prática do consumismo, a renovar a sua mente com outros pontos de vista e a se reconectar com as prioridades atuais. No livro Você é aquilo que ama, ele ensina os cristãos a ler estas liturgias seculares e fazer uma exegese do que ele denomina como o evangelho do consumidor.
Como primeira liturgia secular, Smith coloca uma conhecida prática dos nossos dias, muito vista, sendo ela: “se estou mal, eu compro” (SMITH, 2017, p. 74). O consumismo hoje é aquela ferramenta usada para curar dores e trazer alegria. Sendo que hoje a sociedade vende uma falsa alegria, estampada em rostos de comerciais e séries, como se fosse possível adquirir uma alegria verdadeira a partir de objetos e bugigangas ou como se a nossa vida, tristezas e dificuldades, fossem fruto de algum erro ou equívoco da nossa parte. James Smith complementa, pontuando que:
“Entretanto, no geral, as liturgias dos shoppings e dos comerciais imprimem em nós uma sensação de que há algo de errado conosco, algo estragado, expondo diante de nós ideais que não conseguimos alcançar” (SMITH, 2017, p. 76).
No final, tais comerciais e séries de televisão não só revelam vidas perfeitas e felizes, mas também mostram haver algo de errado com a nossa vida e muitas vezes eles usam necessidades e desejos autênticos e sugerem princípios menos nobres sobre poder, beleza e privilégios. Sendo que tais princípios não somente demonstram que podemos estar errados, mas de igual forma, desconstroem ensinos bíblicos importantes, vendendo uma vida falsa, como se Deus precisasse atender a todas as necessidades humanas (SMITH, 2017, p. 76).
A felicidade que a televisão e os shoppings vendem é falsa, sendo somente narrativas para levar você a aderir a alegrias ilusórias, que acabam logo depois das suas compras. Se consumir é sinônimo de felicidade, eu não posso parar de comprar e adquirir coisas, e o perigo é realmente este.
Na terceira liturgia secular, Smith (2017) faz uma interessante adaptação da frase de Descartes: compro, logo existo. Mostrando como consumir define a própria existência de muitas pessoas. Muitos existem somente para comprar e consumir coisas, em uma prática constante, para que desta forma, a sua felicidade continue em dia. A compra vira uma espécie de terapia, uma prática que cura o consumidor e oferece uma falsa alegria. Elas prometem uma redenção que é falsa, usando serviços e bens como meio de proporcionar uma possível cura para suas tristezas e frustrações.
James Smith aponta para quatro liturgias seculares, oferecendo uma exegese do que ele chama de “evangelho do consumidor”, revelando como algumas práticas são inconscientes e minam a verdade do evangelho da vida de muitos cristãos. Optei por falar somente da primeira e terceira liturgia, apenas para mostrar como muitas vezes nem percebemos como algumas práticas e amores entram em nossa vida, sem ao menos percebermos.
Cultivar um olhar crítico é fundamental para mantermos nossa vida centrada e longe de todas as influências que nos distanciam de Deus.
Bibliografia
SMITH, James K. A. Você é aquilo que ama: O poder espiritual do hábito. São Paulo: Vida Nova, 2017.
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CRISTÃOS PRATICANTES
“Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Referência: Tiago 1:19-27) (NVI).
Quando eu era novo, lembro muito bem do primeiro relógio que ganhei. Ele era muito bonito, tinha um design interessantíssimo para a época, ele só tinha um problema, era uma imitação de um relógio original, o que não me deixou tão contente assim.
Ninguém gosta de imitação, não é mesmo? Eu, por exemplo, não gosto de ouvir nem banda de música cover. Nada melhor do que ouvir a música com os integrantes originais. E na vida cristã, a falsificação também não é legal, principalmente quando você fala ser alguém, mas que não pratica o que fala.
Gosto da passagem de Tiago que está na epígrafe do texto, a passagem nos traz algumas lições práticas que nos mostram o verdadeiro significado do termo cristão. Destacarei somente duas delas, que acredito serem fundamentais para a vida cristã.
1) Autocontrole
“[…] Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se” (v. 19) (NVI).
Ter autocontrole, saber falar e entender a hora de ouvir é sempre um desafio. Ainda mais quando estamos passando por dificuldades ou mesmo em meio à pandemia que desestabilizou a sociedade, as pessoas e nossa família.
A ira à qual o texto faz alusão é aquela explosão de raiva e não o sentimento de raiva, ter raiva é natural. E o sábio é aquele que demora sempre em se irar e consegue se controlar, ao contrário daquele que vive discutindo, tentando convencer e falar a todo o momento ou que insiste em convencer a todos (DAVIDS, 2012).
Ouvir hoje em dia é uma ação rara, poucos têm o autocontrole de ouvir e falar na hora certa, as pessoas querem muito mais falar do que escutar. Ouvir e escutar possuem sentidos diferentes e, por mais que possa ser mera semântica, visto que ambos os termos se confundem e muitas vezes são usados como sinônimos, como no caso desta passagem, os dois conceitos são bem opostos. Ouvir é ter audição, já escutar é prestar atenção à fala de alguém de modo sincero e comprometido.
Queremos a todo momento falar, pois acreditamos que podemos colaborar, ou mesmo cremos saber a verdade e às vezes você até sabe, mas também precisa do autocontrole para ouvir o interlocutor.
Você já passou por um problema e desabafou com alguém, onde esta pessoa tentou explicar o seu problema ou dar soluções para a sua situação? Eu já passei por alguns perrengues, coisas realmente complicadas, e eu tenho um amigo que, diante destas situações, falava sempre: “eu não sei nem o que dizer…” e eu gostava disso, visto que, naquele momento, eu nem queria respostas, mas ser ouvido. Tiago 1:26 diz:
“Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!” (NVI).
É possível saber se alguém é realmente piedoso somente pelo seu estilo de vida. A explosão de raiva ou o autocontrole são atitudes definidoras na vida de alguém. E frear a língua é uma das missões mais desafiadoras que nós temos. A boca fala e transmite uma mensagem ou uma opinião, mas a sua atitude revela quem você realmente é, sendo que, quando falamos de palavras, abordamos coisas muito importantes. No livro Os Dez Mandamentos de Anselm Grün, tem uma poesia de Hilde Domin, sobre a Palavra e a Faca, que fala justamente sobre isso:
“Melhor uma faca a uma palavra
Uma faca pode ser cega.
Uma faca acerta muitas vezes
Ao lado do coração.
A palavra, não” (GRÜN, 2012, p. 118).
Por isso, aprenda a se controlar, busque em Deus o autocontrole e limite a sua língua. Ser tardio no falar e em se irar é fundamental para conseguirmos ser cristãos autênticos que conseguem auxiliar as pessoas da forma certa.
II) Praticantes da palavra
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos (v. 22) (NVI).
O evangelho não é uma grande teoria, é um caminho para uma vida prática, sendo que, para praticar, precisamos conhecer. Não tem como sermos praticantes se não conhecermos a Bíblia.
Ser cristão envolve uma prática constante. É um hábito que deve estar introjetado em nossa vida. Orar, ler a Bíblia e estudar a Bíblia são verbos, e verbos denotam ação. Por isso, ser cristão é muito mais do que carregar um rótulo, é ter uma vida prática.
Quem me conhece sabe que sou alguém que tem um pouco mais de facilidade para adquirir hábitos. Isso se dá porque faço algumas coisas sem pensar no que estou sentindo, pois nem sempre o que quero é fazer aquela determinada atividade, mas faço e me animo no meio do caminho.
A palavra de Deus precisa ser lida, entendida e praticada. Ser cristão envolve sermos praticantes da palavra de Deus. Por isso, não seja um mero ouvinte, ou um simples espectador que cumpre um protocolo na igreja e vai embora com o sentimento de dever cumprido, seja um cristão praticante, que vive de forma prática o cristianismo.
Descobri por experiência própria como a falsificação não é interessante, pois o relógio, que falei no começo do texto, acabou quebrando pouco tempo depois. Objetos falsificados não duram muito.
A falsa vida cristã, assim como o meu antigo relógio, também não resiste à ação do mundo, às dificuldades e desafios que todos os cristãos enfrentam. Mas quando vivemos uma vida cristã real, não falsificada, podemos passar pelo caos e por algumas dificuldades e resistimos, pois afinal, o que vivemos é algo sólido e verdadeiro.
Por isso, busque o autocontrole aprendendo a falar na hora certa e não ter explosões de ira, afinal, o nosso exemplo fala muito. E aprenda a ser um cristão praticante, experimente o prazer de viver de modo genuíno o evangelho.
BIBLIOGRAFIA
CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário bíblico Vida Nova. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.
DAVIDS, Peter H. Tiago. In: CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário bíblico Vida Nova. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.
GRÜN, Anselm. Os dez mandamentos. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.
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A INFLUÊNCIA DO DESEJO NAS AÇÕES HUMANAS
Nem sempre temos a plena consciência das coisas que nos guiam. Por vezes, colocamos a razão e o saber como as nossas principais bússolas sem perceber os verdadeiros guias da nossa vida. O autoengano é uma das principais características dos seres humanos, e por esse motivo, é comum não percebermos as influências e motivações das nossas ações.
Como seres humanos que somos, um dos nossos atributos mais naturais é termos nossos gostos, sonhos e anseios, sendo que estas coisas não somente nos movem, mas também nos influenciam demais, muito mais do que imaginamos. Estes nossos amores acabam virando guias, bússolas que nos levam a seguir e optar por algumas direções.
O ser humano tem a racionalidade como uma importante característica, entretanto, nossos amores e anseios interferem muito em nossas decisões e em como desejamos ser, conforme explica James Smith em seu livro Você é aquilo que ama. Smith explica que:
“Nossas vontades, anseios e desejos estão no cerne de nossa identidade, a fonte de onde fluem nossas ações e comportamentos. Nosso querer reverbera o que há em nosso coração, o epicentro da pessoa humana” (SMITH, 2017, p. 20).
E por mais que o conhecimento seja importante e agregue muito em nossa vida, o que desejamos e o que amamos, na verdade, define muito mais as nossas ações, coisa que o conhecimento nem sempre proporciona. O saber é fundamental, não tenha dúvidas, mas entender os anseios do nosso coração e quais são as coisas que nos movem é uma atitude igualmente essencial (SMITH, 2017), conforme novamente explica James Smith:
“São meus desejos que me definem. Em resumo, você é o que ama” (SMITH, 2017, p. 29).
E esta explicação de James Smith traz muitos esclarecimentos para as ações humanas, sendo que muitas delas são contraditórias. A Bíblia caminha nesta mesma direção, quando nos aconselha, na conhecida passagem de Provérbios, a guardarmos nosso coração:
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 5:23) (ACF).
Smith (2017) explica que quando a Bíblia fala do coração (kardia, em grego), ela não está se referindo a algum tipo de sentimentalismo, típico dos nossos dias. O coração precisa ser entendido como o núcleo básico de todos os nossos anseios mais intrínsecos: ele é uma bússola interna que orienta subconscientemente o ser humano.
No final, é a palavra de Deus que nos ensina a sermos verdadeiramente humanos (SMITH, 2017). Ela nos mostra quem devemos amar e qual é o Deus que deve estar no âmago de toda a nossa vida. Amar a Deus é deixar no centro de tudo aquele que precisa ser a bússola e o nosso único guia e influenciador.
O livro Você é aquilo que ama oferece ao leitor um importante pano de fundo para entendermos como as coisas que amamos nos influenciam muito, sendo que depois, ele disponibiliza algumas ótimas ferramentas e rituais formadores, que nos auxiliarão a amarmos as coisas certas. Vale a pena ler o livro e aplicar o conteúdo em sua rotina diária. Porém, o cerne da obra é entendermos como os nossos amores dirigem a nossa vida e o nosso pensamento.
Reflita sobre a sua forma de viver, identifique o quanto as coisas que você ama manipulam você. Diante disto, busque sempre colocar Deus no centro de tudo, sem esquecer que este exercício de autoavaliação é diário, já que o autoengano faz parte da nossa vida.
Bibliografia
SMITH, James K. A. Você é aquilo que ama: O poder espiritual do hábito. São Paulo: Vida Nova, 2017.
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EVANGELHO DILUÍDO
Não é incomum vermos pastores e líderes cristãos deturpando a palavra de Deus em nome de propósitos pessoais. Sem contar com aqueles pastores que são despreparados e que interpretam a Bíblia de forma equivocada, construindo assim, as mais contraditórias e antibíblicas teologias.
Por isso, estudar e conhecer a palavra é fundamental, para não cairmos nestas armadilhas, como eu sempre afirmo. A Bíblia é a palavra de Deus e ela tem a sua mensagem, que em alguns momentos, nos confronta. Aceitar isso é o caminho para seguirmos fazendo a vontade de Deus.
Misturar a palavra de Deus com os nossos pontos de vista, buscando desta forma, deixá-la mais agradável ou mesmo para se adequar a um determinado propósito, não é só um erro, mas também uma ação perigosa. É como misturar veneno em um bom vinho. Inácio de Antioquia complementa explicando que:
“Aqueles que, para terem crédito, misturam Jesus Cristo consigo mesmos, são como aqueles que oferecem veneno mortal misturado com vinho melado. O incauto o toma com prazer, mas nesse prazer nefasto lhe dá a própria morte” (1995, p. 99).
É interessante que, quando uma bebida é bem doce, não percebemos direito o sabor ao certo e muito menos percebemos se há algo diferente misturado ao líquido. O excesso de açúcar disfarça e mascara o sabor. No evangelho, o problema não é muito diferente deste. Alguns conceitos equivocados, diluídos com a mensagem bíblica, se assemelham à palavra de Deus, mas são venenos, meros conceitos pessoais misturados com o evangelho.
Quando o ser humano mistura um pouco de si ao ensino bíblico, diluindo a mensagem de Deus para deixá-la palatável, ele deturpa um ensino que serve para nos instruir e endireitar a nossa vida. Sendo que, em muitos momentos, a mensagem confronta a nossa vida e nos leva a seguirmos em direção à mudança, nem tudo na palavra de Deus é agradável. Por isso, não podemos ler só o que gostamos na Bíblia, muito menos diluir o evangelho, para agradar mais pessoas, como muitos pastores fazem hoje em dia. A nossa missão é ensinar a mensagem como ela é, sem qualquer máscara ou disfarces.
A palavra de Deus é o nosso norte, é a sua mensagem que nos direcionará para o centro da sua vontade, por isso que conhecer a Bíblia é fundamental, para não cairmos em ciladas. Para não bebermos veneno, achando que estamos ingerindo um bom vinho.
Agradeço a Deus por todos os ensinos que me confrontaram e me levaram a mudar de vida. Seguir fazendo a vontade de Deus é realmente o melhor caminho, mesmo não sendo tão fácil.
A boa mensagem nos alimenta, ensina e corrige a nossa vida, já o veneno engana e nos direciona aos caminhos errados. Ensinos que estão distantes da mensagem de Deus, sendo uma mera imitação, uma falsificação do verdadeiro evangelho.
Tome sempre cuidado com aquelas pregações onde o ser humano está sempre no centro ou mesmo os nossos desejos e sonhos. Isso não pode moldar a mensagem. A palavra de Deus aponta para um caminho e nos desafia a mudarmos de vida. O que passa disso é um evangelho diluído em opiniões pessoais.
Bibliografia
QUINTA, Pe. Manoel (ed.). Patrística: Padres Apostólicos. São Paulo: Paulus, 1995.
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O SEGREDO DA CAMINHADA: O CONTENTAMENTO NA VIDA CRISTÃ
Se olharmos para a nossa vida de uma maneira mais realista, notaremos como tudo possui um potencial de nos afastar de Deus, tanto as coisas boas quanto as ruins. É por conta disto que repito constantemente que a caminhada cristã é uma prática diária, uma constante reflexão e busca.
Não é fácil enfrentar problemas, em meio ao caos, doenças e falta, é inevitável nos perguntarmos onde Deus está nestes momentos. A dúvida é uma companheira e ela insiste em colocar incertezas em nossa fé. Em contrapartida, os momentos bons e de sucesso também nos fazem esquecer de Deus. Em dias de vitória, onde o eu é exaltado, muitos caem na armadilha de se colocarem como especiais, se esquecendo de Deus e de como Ele é o centro da nossa vida. Gosto de um texto da Epístola de Paulo a Filipenses, justamente porque ele aponta como aprendeu a viver em ambas as situações:
“Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:11-13) (NVI).
Note como Paulo fala que aprendeu a passar tanto por períodos de necessidade quanto de fartura (v. 12), visto que ele entendeu que, em ambos os momentos, podemos nos afastar de Deus pela falta da postura correta. É fácil reclamarmos em meio aos problemas e nos afastarmos de Deus, em meio aos dias de abundância. Saber passar pelas duas situações é fundamental.
Nesta passagem, Paulo tem como prioridade agradecer aos donativos que a igreja enviou a ele e também enfatizar que depender de Deus e não da ajuda humana é um princípio espiritual fundamental. E o apóstolo é tão hábil em fazer isso, que este versículo se tornou um marco (CARSON et al., 2012,p. 1891).
A palavra contente, no grego, é “autarkes”, e significa “autossuficiência”, isto é, “contentamento”. Nesta passagem, Paulo usa uma expressão usada pelos filósofos estoicos, visto que, a “autossuficiência” é o princípio-base desta escola filosófica, é um modo de viver onde os estímulos e fatos externos não têm poder de atrapalhar a paz da pessoa (CHAMPLIN, 2014, p. 87). A grande diferença do apóstolo e destes filósofos era que a sua paz, a sua autossuficiência vinha de Cristo (v. 13), ao contrário da autossuficiência dos estoicos. É na força e no poder de Jesus que podemos passar por todas as intempéries. Francis Foulkes complementa:
“O segredo da vida de Paulo não era nada secreto, mas aberto a todos que seguissem o caminho de Cristo. Era um segredo de contentamento, visto que conhecer a Cristo e ser chamado a servi-lo eram “insondáveis riquezas” (Ef 3.8)” (CARSON et al., 2012, p. 1892).
Os desafios da vida insistem em nos derrubar e nos levar a perdermos as nossas esperanças. É fácil se desesperar e sentir que tudo está perdido e que você está abandonado. Ao mesmo tempo que não é raro vermos muitos homens se esquecerem de Deus ao viverem em meio à fartura. Mas o grande segredo que Paulo nos ensina é que o nosso contentamento precisa estar alicerçado primeiramente em Jesus. É ele que nos fortalece e é em Cristo que a nossa vida precisa estar alicerçada.
A verdadeira autossuficiência está em Jesus, Ele é o princípio da vida equilibrada. Sem Ele, certamente nos perderemos nos mares do exagero e do descontentamento que o mundo constrói.
“Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:13) (ACF).
Bibliografia
CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário bíblico Vida Nova. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.
CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo: Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.
FOULKES, Francis. Filipenses. In: CARSON, D. A.; FRANCE, R. T.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário bíblico Vida Nova. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.
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INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA AGOSTINIANA
A Bíblia é um livro que necessita de interpretação, sendo que a hermenêutica é uma disciplina que estuda métodos de compreensão e interpretação de textos. E para aqueles que querem entender mais a palavra de Deus, é imprescindível ter acesso a estas ferramentas.
Sobre a interpretação bíblica, Agostinho de Hipona foi um pensador que escreveu um livro chamado A doutrina cristã, o qual é um manual que ajuda o leitor a interpretar a Bíblia. Nesta obra, ele expõe o seu método de interpretação, sendo que o artigo que escrevi aborda justamente a interpretação bíblica de Santo Agostinho a partir deste importante livro.
O artigo se chama: Introdução a hermenêutica agostiniana, e foi publicado em 2022 na revista STVDIVM do Instituto Quero Saber.
Link do texto:
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DESAFIOS DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ VII: O DESISTIR BÍBLICO E A VIDA CRISTÃ
Desistir é visto por muitos como algo negativo, é a atitude de pessoas fracas, bom mesmo é resistir e perseverar. Entretanto, existem momentos onde desistir não é fracassar, na verdade, pode ser o melhor passo que alguém pode dar em algumas ocasiões. Algumas vitórias dependem de largarmos certos pesos, assim sendo, desistir se faz necessário, como muito bem explicam Geri e Peter Scazzero no livro Eu desisto!
A obra inicia explicando qual é o tipo de desistência de que eles estão falando. E não se trata de ser fraco e jogar tudo para o alto, mas abandonar as ilusões, parar de fingir que está tudo bem e ser verdadeiro, quando a sua vida não está boa (SCAZZERO et al., 2014).
O próprio desistir bíblico, ou seja, deixar para trás o velho homem, o pecado e tudo o que nos afasta de Deus é uma atitude essencial. Nestas ocasiões, desistir é fundamental (SCAZZERO et al., 2014). Sobre o desistir bíblico, Geri Scazzero explica que:
“Desistir trata-se de morrer para as coisas que não são de Deus. Não se engane, essa é uma das coisas mais difíceis que fazemos por Cristo. Mas a boa notícia é que o desistir em si não é o fim; é também o início. O desistir bíblico é o caminho de Deus para a ressurreição, para que surjam coisas novas em nossa vida” (SCAZZERO et al., 2014, p. 21).
É preciso morrer para tudo o que não agrada a Deus, a vida cristã é um morrer para as coisas do “mundo” e viver para Deus. Quando desistimos de tudo o que é errado, conseguimos perseverar nas coisas certas.
Sobre o tema desistir, o livro explica como muitas coisas que fazemos têm outras motivações, como, por exemplo: temer o que os outros pensam de nós, e, diante disso, acabar agindo e fazendo coisas só para manter uma aparência. Ou se sobrecarregar de tarefas, que, na maioria das vezes, não precisamos fazer sozinhos. No livro, eles falam de oito coisas importantes que precisamos desistir, e os outros tópicos que eu não mencionei são: desistir de mentir, de morrer pelas coisas erradas e alguns outros fundamentais temas, mostrando como é necessário desistirmos para conseguirmos chegar em algum lugar.
Muitos acabam não conseguindo realizar inúmeros planos justamente porque não largaram no meio do caminho, bagagens inúteis, que só atrapalham a caminhada. Geri, mais uma vez, enfatiza que:
“Desistir ensinou-me a ser leal às coisas certas” (SCAZZERO et al., 2014, p. 23).
Ou aprendemos a desistir, ou seguiremos sobrecarregados, carregando fardos que não são nossos ou que podem ser divididos com outros. Gosto de quando os autores falam de limites, do quanto os limites são princípios fundamentais, são dádivas divinas. Sendo que toda a criação, bem como todo o ser humano, possui estes limites. O homem não é uma máquina que funciona sem parar (SCAZZERO et al., 2014). Diante desta verdade, precisamos ter limites e desistir de tudo o que não é da nossa responsabilidade.
O livro é essencial, ele nos ensina a arte de termos responsabilidade com a nossa vida, ministério e saúde. Ele aconselha os cristãos a ajudarem uns aos outros, mas também a entender que nem tudo é da nossa responsabilidade e ajudar, não é assumir o problema do próximo.
Viver em comunidade é uma das características do cristianismo, por isso que aprender a conviver e colocar limites é imprescindível, sendo que o livro fala muito da importância deles, para podermos frutificar no ministério que Deus nos deu.
É possível ver alguém muito atarefado, ativo na obra, mas que segue sem fazer o que Deus quer que ele faça no reino, ou mesmo que faça a obra desleixadamente por conta das suas muitas atividades. Entender isso é perceber o quanto o ativismo na igreja nos separa do propósito de Deus e aprender a delegar as responsabilidades é fundamental. Seja na igreja, família ou em outras áreas.
Não é possível fazermos com qualidade inúmeras coisas, por isso que desistir e aprender a dividir as tarefas é imprescindível.
Bibliografia
SCAZZERO, Geri.; SCAZZERO, Peter. Eu desisto!: Pare de fingir que está tudo bem e mude de vida. São Paulo: Editora Vida, 2014.
