A PALAVRA DA VIDA

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida (Referência 1 João 1:1- 4).

Gosto de como João começa a sua carta, uma carta recheada de importantes ensinos, passados pelo próprio Cristo, fundamentais para a vida cristã, validados por uma afirmação contundente: “Jesus, a palavra da vida, realmente existiu”. Coisa que muitos historiadores já comprovaram, mas que alguns ainda insistem em afirmar que não. Eu acho interessante como Bart D. Ehrman, um teólogo ateu, termina a introdução do seu livro: “Jesus Existiu ou não?”, livro este que tem como principal propósito provar que Jesus não foi um mito:

“Jesus existiu, e as pessoas que negam abertamente esse fato o fazem não porque analisaram as evidências com o olhar desapaixonado de um historiador, mas porque essa negação está a serviço de alguma causa própria. Do ponto de vista imparcial, houve um Jesus de Nazaré” (EHRMAN, 2014, p. 14).

É claro que ele não acredita que Jesus foi Deus, mas que ele existiu sim, afinal as provas são muitas, como o próprio livro deixa claro.

O texto introdutório da primeira carta de João é importantíssimo, pois ele deixa evidente que Cristo existiu, eles tocaram e viram este Deus, ouviram e aprenderam  do próprio Cristo em pessoa. Não foi algo tirado de suas cabeças, não foi uma historinha, algo inventado para manipular pessoas e sim uma experiência com o próprio Jesus.

Penso que umas das principais provas de sua existência, além do livro de Flávio Josefo, são as fontes não cristãs como: Celso, filósofo romano, Tácito, historiador romano e o próprio Talmude judaico. E por que são fontes importantes? Porque eles não estavam de acordo com Cristo e nem com seus discípulos, seus escritos criticavam aqueles homens, se Jesus fosse uma mentira, por serem contra, certamente revelariam isso em seus textos. (GEISLER, TUREK, 2012, p. 226, 227, 228, 229).

Há muito tempo atrás, logo no começo da minha caminhada cristã, eu tive algumas conversas com vários colegas que eram ateus. Estes homens, na época mais esclarecidos do que eu, resolveram me convencer de que a Bíblia era uma farsa, e que Cristo não havia existido. Naquele dia eu fiquei em xeque, e resolvi me aprofundar mais para saber quais dos dois lados tinha razão e eu obtive a minha resposta. Cristo realmente existiu e assim como João, muitos outros seguidores de Cristo morreram afirmando esta verdade. Seria uma loucura inúmeros homens escolherem morrer em arenas, devorado por leões, em nome de alguém que não existia, só por capricho ou para criar uma religião, como alguns afirmam. É claro que existe a fé nisso tudo, muita coisa não podemos provar, mas temos também boas provas e uma delas é a própria Bíblia e a arqueologia que tem encontrado evidências que comprovam as narrativas Bíblicas.

Mas o texto continua, e afirma: “nós falamos daquilo que vemos”, ou seja, os ensinos da carta de 1 João não foram algo que eles ouviram falar, não; foram lições do próprio Cristo. Experiências que eles tinham vivido e que agora passavam aos seus discípulos através de suas cartas. João foi testemunha ocular, e o que ele estava por ensinar eram coisas que ele viu e ouviu do próprio Deus encarnado.

Por conta de heresias que iam de encontro com a mensagem de Cristo, os cristãos da época estavam confusos e nem sabiam mais quem seguir, quem eram os falsos e os verdadeiros mestres. Por isso que João, nesta sua primeira carta, sintetiza a mensagem de Cristo, nos lembrando de verdades simples e básicas que moldam a vida de um seguidor de Jesus. (RICHARDS, 2013, p. 1223, 1224, 1225).

Não seguimos fábulas, não seguimos historinhas criadas para manipular pessoas, Seguimos o próprio Cristo, a palavra viva em pessoa, que existe desde a criação do mundo.

A carta de primeira João, uma das últimas a ser escrita, apesar de não ser tão didática assim, resume bem as verdades do evangelho, ela é simples e fundamental para a vida cristã. Fala de um Deus que existiu, encarnou e ensinou o que o autor da carta escreveu, como vamos ver nos próximos textos.

 

 

BIBLIOGRAFIA

RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.

EHRMAN, Bart D, Jesus Existiu ou Não?, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2014.

GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não tenho fé suficiente para ser ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012.

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