O que mais me deixa indignado ultimamente é com a incrível capacidade que muitos têm em aceitar respostas prontas. E este fenômeno se dá tanto no âmbito cristão quanto no não cristão. Frases prontas, superficialidade, conceitos plásticos proferidos sem ao menos uma reflexão, são vistos aos milhões neste nosso mundão.
Eu não sei o que se passa na cabeça de muitos que insistem em ouvir seus pastores sem conferir na palavra, sem ler e se informar mais. Virando crentes que não aprendem, apenas repetem frases.
Na faculdade, quando falávamos no que acreditávamos, o professor de filosofia (tinha que ser) perguntava: Por que? Era automático, porém a resposta nem sempre também era, muitos não sabiam explicar o porquê acreditavam no que acreditavam e seguiam gaguejando.
O curioso é que Cristo, a quem imitamos, tinha um comportamento totalmente oposto ao que vemos muitas vezes na igreja. Suas reflexões, seus ensinos, sua forma de receber pessoas excluídas era totalmente fora dos moldes da religião hipócrita que existia naquela época e também hoje, suas respostas não eram prontas e pré-fabricadas, sua vida era simples e legítima, nada do que vemos por aí. Gosto de uma citação de Carlos Queiroz que resume bem o é ser cristão:
“O discípulo de Jesus não carrega sobre si a imagem de religioso, nem é, ao mesmo tempo, um publicano ou gentio. Seu estilo de vida deve romper com a superficialidade da religião e a futilidade do não religioso. Por isso é mal compreendido pelos religiosos e não aceito pelos não religiosos” (QUEIROZ, 2006, pg 35, 36)
Ser um discípulo de Cristo não é ter respostas prontas, ou apenas decorar alguns versículos, é imitar seus ensinos, é servir, a lógica do reino é invertida, o maior serve o menor. Ser um imitador de Jesus não é apenas decorar alguns versículos ou ler a Bíblia em um ano, mas é buscas entender, estudar e aplicar a palavra como um todo.
Quem dá respostas prontas é horóscopo, o cristão estuda a palavra e se aprofunda no ensino.
Devemos aprender a ter um senso crítico e não engolir qualquer coisa sem refletir, mas para isso, temos que entender a palavra. Quem não conhece fica no escuro, engole qualquer coisa e segue imitando ensinos equivocados.
BIBLIOGRAFIA
QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2006
