AUTOCONTROLE

“A visão que você tem de si mesmo, de sua confiança, autoestima, senso de propósito, e a consciência da forma como tende a reagir a situações, oferecem a base do autocontrole, isto é, da capacidade de permanecer flexível e se comportar de modo positivo e eficaz, apropriado à situação em que você se encontra” (WALTON, 2016, p. 63)

Infelizmente existem muitos estudiosos que passam horas estudando e se preparando para o seu trabalho, ou mesmo para a vida, mas que não conhecem a si mesmos. Não sabem onde estão os seus medos, quais são os seus defeitos e qualidades. Muito menos sabem o que os deixam tristes, com raiva ou inseguros, e assim acabam seguindo inflexíveis e autocentrados.

Para que uma mudança possa acontecer, precisamos aceitar nossos defeitos, entender nossas qualidades e saber bem o que nos atinge. Seguir cego, alheio a nós mesmos é seguir rumo a infelicidade.

Eu mudei e tenho buscado mudar ainda mais, por ter aprendido a aceitar os meus defeitos, é só quando reconhecemos nossas falhas que mudamos. Eu também aprendi a viver uma vida um pouco mais leve, quando pontuei bem o que me atinge. Desde então, tenho buscado acertar e entender certas coisas e também a buscar ferramentas para melhorar em outras áreas da minha vida. Em contra partida, aprendi a conhecer minhas qualidades, com o intuito de não desanimar e também para aprender a lidar com tais capacidades de forma assertiva.

O autocontrole vem apenas para quem sabe bem quem é, quem pontua seus defeitos e qualidades. Não tem como controlar algo que não conhecemos. É impossível melhorar sem sabermos quem realmente somos.

Nossas atitudes dependerão muito de como compreendemos quem somos e do quanto buscamos ajuda para crescer e aprender ainda mais.

Não se engane, o homem está fadado a não se perceber, a agir tão no automático, que ele vai seguir sem entender quem é, se contradizendo dia após dia.

Por isso pare, aprenda a se ouvir e a confessar de forma humilde todos os seus equívocos e qualidades. Não somos perfeitos, isso já sabemos muito bem, a questão é que ao não assumimos nossas imperfeições, acabaremos por falar de uma forma e agir de outra.

A visão que temos de nós determina muita coisa, define quem você é e o que você pode ser para seguir em busca da mudança. 

BIBLIOGRAFIA

WALTON, David. Inteligência emocional: um guia prático. Porto Alegre: L & PM Editores, 2016

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