“A natureza do tropeço é a desatenção. Não tropeçamos em coisas fundamentais, coisas grandes. Tropeçamos nos detalhes”. (Nilton Bonder) (2010, p. 77).
A arte da boa escrita começa nos detalhes. Primeiro você tem uma boa ideia. Depois, coloca a ideia no papel, e segue trabalhando o material até a obra estar apresentável. Observando sempre se há concordância na escrita e principalmente clareza. Às vezes, ao não corrigirmos com atenção um texto, atentos a todos os detalhes, arrisca produzirmos materiais que só nós, os autores, vamos entender. E isso, para um livro, ou mesmo um texto de blog, é um grande problema. Olhar os detalhes faz toda a diferença, seja em textos ou na vida.
Em nossa vida é comum errarmos justamente nos detalhes. As vezes focamos tanto em nossos objetivos, que esquecemos do resto, das pequenas coisas que fazem toda a diferença. São estes detalhes que nos derrubam. É a fundação de um edifício, que normalmente não vemos, que mantém a construção em pé.
Eu sou baterista e existe um detalhe muito importante, que faz toda a diferença para quem toca este instrumento, e é justamente o ajuste do banco. Se ele não estiver bem ajustado, de uma forma que eu tenha toda a mobilidade que eu necessito para tocar e aplicar todas as técnicas, o meu desempenho como músico vai ficar comprometido. Não adianta um bom instrumento musical, se os detalhes não estiverem bem alinhados. Emilie Cady complementa:
“Os seres humanos sempre tropeçam em pedras, nunca em montanhas” (2010, p. 77).
Não adianta nos dedicarmos ao trabalho, sermos os melhores profissionais e fazermos de tudo para conquistarmos um bom salário, se não gastarmos também tempo com quem amamos. Pouco importa dedicarmos todo o nosso tempo na igreja, ajudando na obra de Deus, se não gastarmos tempo lendo a sua palavra e principalmente, orando e buscando intimidade com ele. Os detalhes fazem toda a diferença em nossa vida, eu diria que eles são definidores.
Cuide com os detalhes da sua vida, pois, não adianta olhar para o grande desafio, se não nos atentarmos para os pormenores, que são fundamentais. Existem pontos que nos sustentam, minúcias que não vemos, mas que são básicos. O princípio do tropeço é justamente olhar o macro e deixar de lado as questões cruciais, que são justamente aquelas que muitas vezes não enxergamos.
O que é importante, nem sempre é visto e é justamente nestes pontos que erramos e caímos por conta de desatenção.
BIBLIOGRAFIA
BONDER, Nilton. Exercícios D’alma. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2010.
