O HÁBITO DE LEITURA

Eu sempre gostei de ler, mas confesso que a minha disciplina de leitura nasceu de um tempo de insatisfação. Eu estava cursando a minha primeira graduação em teologia, quando percebi que eu queria e precisava aprender ainda mais. Eram muitos conteúdos, muitos autores e boas obras e por mais que eu lesse, entendi que eu precisava ler ainda mais. Com isso, foi fundamental eu ampliar ainda mais o meu hábito de leitura e estudo. Eu tinha uma sede para saciar, um anseio pelo saber e usei tal motivação para buscar crescer mais.

SABEDORIA E INSENSATEZ

Em um antigo trabalho, no período que eu cursava teologia, eu costumava conversar nos intervalos, sobre a Bíblia e a teologia com alguns colegas de labuta. Neste tempo, surgiam dúvidas, questionamentos e muitas reflexões, o que me levava a ler e a estudar ainda mais. Aprendi e pude ensinar muitas pessoas neste período. Mas em um determinado dia, um rapaz que costumava apenas nos observar, chegou em nosso meio e falou que estávamos perdendo tempo estudando a Bíblia e a teologia, bastava apenas confiar na palavra do pastor. Se o indivíduo é um pastor, ele dizia, é porque ele entende da Bíblia. Uma frase que eu creio ser um tanto quanto equivocada.

SANTO AGOSTINHO E O PROBLEMA DO MAL

O mal é um tema muito falado tanto na teologia quanto na filosofia, sendo que entender de quem é a responsabilidade do mal, principalmente quando falamos de Deus, que é justo, poderoso e soberano, nem sempre é fácil. Muitos não aceitam as inúmeras explicações e acreditam ser contraditório o mal existir ao mesmo tempo que há um Deus bom, mas Agostinho meditou sobre o problema e ofereceu uma boa explicação para esta questão.