CIDADÃO INVISÍVEL

Gosta de poesia? Esta era a pergunta que eu costumava fazer no período em que eu trabalhava na rua, durante a minha juventude. Por três anos, mais ou menos, vivi a vida vendendo zines de poesia para amantes da arte. Era um tempo onde a vida era incerta, não era possível imaginar se naquele dia eu conseguiria dinheiro suficiente para uma refeição, mas a liberdade que eu experimentei foi muito grande.