Quando paro para me lembrar do passado, relembrar histórias e decisões que assumi, em alguns momentos, fico um pouco triste, em outros momentos, até dou risada. Cometi muitos erros quando era novo, tomei várias decisões impensadas e perdi muito com isso. Com o tempo, precisei aprender a ceder, a pensar em minhas decisões e refletir mais, com o intuito de parar de perder.
É comum, ao chegarmos a uma certa idade, olharmos para trás e nos lamentarmos por escolhas ou atitudes tomadas. O tempo nos faz lamentar ao observarmos nossas decisões com olhares mais críticos. E se, quando novo, fiz muitas escolhas ruins, escolhas que hoje nunca teria tomado, preciso entender justamente a palavra “hoje” e o quanto é injusto julgarmos o passado com a nossa mentalidade atual. Ana Claudia Quintana Arantes pontua que:
“Não é justo nos condenarmos por ações passadas baseando-nos no conhecimento que temos agora” (2019, p. 147).
Você não pode criticar o passado com o olhar que tem hoje. É praticamente injusto avaliar o que você fez há muitos anos, partindo do que você é neste momento. Se é o tempo, as experiências e os fracassos que nos ensinam ao longo de nossa vida, uma coisa é certa, foram estes momentos que fizeram com que pensássemos como pensamos agora. Entenda que, naquela época e com o conhecimento que tinha, você tomou a melhor atitude possível. Entenda que o hoje não se compara com o ontem, pois foram épocas diferentes. O passado não se lamenta, se aprende, permite olharmos o que fizemos de errado e não repetirmos o erro.
Para vivermos bem e com a cabeça tranquila, duas palavras são importantes: a primeira é aprendizado e a segunda é superação. Se não aprendemos com os erros, perdemos duas vezes e deixamos de crescer. E se não conseguirmos superar o que passou, nunca vamos avançar e ficaremos presos no passado, lamentando o que aconteceu. Olhar para as escolhas tomadas no passado e julgar com a mentalidade atual é loucura, é se esquecer do aprendizado e de tudo que fez com que você crescesse e se tornasse o que é hoje.
Hoje dou graças a Deus por tudo o que passei, mesmo nos momentos nos quais perdi, por conta de decisões equivocadas, visto que o aprendizado que ganhei não tem preço.
Aprendi a ser cuidadoso, a pensar mais antes de decidir, aprendi a ser precavido e inúmeras lições que carrego comigo, tudo porque consegui aprender com meus erros e decisões impensadas.
Sou bem resolvido com o meu passado e, quando me lembro das decisões, confusões e problemas em que me meti, eu dou risada e agradeço a Deus pelo ser humano que me tornei hoje.
Nem sempre conseguimos aprender da forma ideal, principalmente quando somos novos, mas no final, o importante é aprender e buscar crescer para nos tornarmos cada dia um pouco mais equilibrados.
BIBLIOGRAFIA
ARANTES, Ana Claudia Quintana. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.
