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  • CASAMENTO – CHARLES SWINDOLL

    Confesso que comprei este livro em uma feira de ponta de estoque. Já conhecia o autor, mas nunca tive a oportunidade de ler. É aquela coisa, conheço muitos autores, tenho uma boa lista de livros que quero adquirir, por conta disso acabo não dando bola para alguns ótimos escritores.

    Como o título sugere, o livro fala sobre casamento, onde o autor aproveita para passar alguns bons ensinamentos, firmados em seus cinquenta anos de casados e em suas experiências em aconselhamento conjugal.

    O livro não é um livro datado, os conselhos não são aqueles vazios e sem sentido, e a vida conjugal que o autor enfatiza é muito coesa a firmado na Palavra:

    “O segredo para manter o casamento é o comprometimento, sejam quais forem os problemas, os conflitos ou as circunstâncias. O comprometimento é uma escolha que não muda de acordo com os sentimentos, não depende de prosperidade nem de atitude de seu companheiro ou companheira” (SWINDOLL, 2012, p. 68, 69).

    É claro que apenas esta passagem não nos dá a ideia do que o livro quer passar, contudo já podemos ter um gostinho do que virá pela frente.

    Um livro fundamental para quem vai casar. Conselhos práticos e ótima exegese de textos Bíblicos.

    Não sei se é um livro fácil de achar, mas se o encontrar compre-o.

    Editora Thomas Nelson, 164 páginas.

  • OFEREÇA O SEU MELHOR

    Na vida amigo nem tudo é flores, momentos ruins, horas onde muitos tentarão passar você pra trás ou momentos de confronto e discussão são inevitáveis. O que estas situações nos deixam de lição de casa é a pergunta: “qual seria a forma certa de agir”?

    Há muitos anos atrás eu li em um quadro fixado na parede de um mercado os dizeres: “a minha educação depende da sua”. E sobre esta máxima conheço muito adeptos que tratam o próximo conforme o próximo os trata, em uma espécie de lei de retribuição.

    Jesus já disse uma coisa muito mais na contramão do que esta, Ele falou para amarmos quem nos odeia, pois seria fácil amarmos quem nós amamos (Mateus 5:43-46). Um desafio e tanto não acha?

    Quem nos faz mal, nos persegue ou quer nos ver na lona, nós desejamos tudo menos o bem. Na hora da raiva o natural é querer o mal. Porém quando eu penso nestes difíceis desafios, eu imagino no que temos de sobra em nossa vida para oferecer ao próximo, o que nós temos de melhor em nosso interior.

    A vida nos ensina amigo que cada um dá o que tem. O desonesto dá o seu melhor egoísmo, o cara arrogante nos entrega seu desprezo mais profundo, o invejoso dá a sua sede de ter tudo de todos e nós temos que tentar deixar o melhor que temos ou pelo menos tentar cultivar isso.

    Neste mesmo capítulo no versículo 45 a Bíblia fala que Deus faz raiar o sol sobre justos e injustos. Ou seja, Ele não paga na mesma moeda, isso não é interessante?

    Não estou te convidando a viver uma vida de passividade e ignorância, onde diante de todos você vira um idiota e todos fazem de você o que bem entendem. E sim lhe convido a tentar aprender a fazer o seu melhor, a ser diferente e oferecer algo mais profundo do que pagar com a mesma moeda.

    Jesus foi um cara que viveu na contramão do sistema, amou a todos que o desprezava, perdoou a quem o torturava e com certeza amou quem até o traiu e no final mostrou que o que conta é deixar o melhor que temos para oferecer. O fraco acusa, o ignorante olha com orgulho e você o que pode oferecer? O que você tem dentro de você? Orgulho, mágoa, raiva ou Deus?

    Considero este desafio um dos mais extremos, devolver a quem nos faz mal o bem, é quase que sair do nosso natural, mas é o que temos que tentar fazer.

    Neste curto tempo de vida, deixar marcas em pessoas é quase que inevitável, sempre e de alguma maneira vão lembrar de nós, seja de uma forma negativa ou positiva, o que você pode mudar é a forma como vão lembrar de você.

    Errar é humano, momentos difíceis, brigas e confrontos são comuns em nossa vida, é impossível escolher. Mas olhar com amor, ser compreensível, e perdoar o próximo são escolhas que podemos cultivar, deixando assim uma marca na vida das pessoas.

     E aí, qual é o seu melhor?

  • SUBESTIMADO

    Eu me emociono muito com um vídeo de um concurso de talentos na Inglaterra, onde dois jovens, um menino e uma menina, depois de serem subestimados por todos, mostram sua voz e deixam todos de queixo caído. E a história do menino é ainda mais drástica. Cheio de timidez, ele revela que por conta de ser obeso era humilhado por todos, isso gerou em si uma insegurança sem tamanho. Felizmente, eles se saíram bem e conseguiram mostrar o seu valor. O problema são os muitos com histórias parecidas que estão escondidos, sem chances ou oportunidades de mostrar seu talento ao mundo.

    Uma realidade sobre a vida que temos que entender é que nem tudo o que planejamos dá certo, nem sempre nosso projeto vai ser encarado com bons olhos por todos e muitas das vezes seremos subestimados, colocados de lado até por amigos, relaxe, é assim mesmo.

    Estudamos dia e noite para ganharmos um pouco melhor e muitas vezes isso não acontece, você se esforça para ser um bom funcionário e muitas vezes não é reconhecido pelo seu chefe. Ou planeja um empreendimento que tem tudo para dar certo, mas que acaba não dando. E quando isso acontece a pergunta é sempre a mesma: O que eu faço?

    Conselhos de amigos bem intencionados não faltam, livros e materiais de autoajuda lotam as prateleiras, só que o sentimento de frustração e desânimo não passa.

    Alguns falariam que todo o fracasso é uma oportunidade para recomeçar da maneira certa. O conselho até que não é ruim, mas muitas vezes este recomeçar é impossível. É um problema quando ganhamos experiência, mas perdemos o tempo, afinal tempo não volta não é? Outros diriam que a frustração é um ótimo professor, o que não é errado, pois muitos aprendem só quebrando a cara. Mas talvez o que o fracasso nos traga que serve como uma ótima lição é a empatia, ou seja, a capacidade de nos colocar no lugar do outro.

    Quem perdeu um filho sabe muito bem o timbre da dor. Quem já passou fome, sabe perfeitamente onde a barriga dói. Quem já foi passado para trás, entende a frustração de se sentir um idiota e quem nunca foi valorizado sabe a dor de se sentir incapaz, sem ação ou sem saída. Romanos 12:15 diz:

    “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram”.

    O texto fala da importância de amar o próximo, para não termos amor fingido, odiando o mal e seguindo o que é bom (V9). Aconselha-nos a amar uns aos outros (V10), repartir (V13), e para pedir a Deus que abençoe quem nos persegue (V14) até chegar no versículo 15, na importância de se ter empatia, Carson acrescenta algo importante sobre este versículo:

    “O envolvimento empático com as alegrias e sofrimentos dos demais cristãos é a marca do amor sincero para com irmãos e irmãs (CARSON, 2012, Pg. 1733)”.

    Empatia é a capacidade de se colocar no lugar da pessoa, de compreender o sentimento e a reação. E nada melhor que o sofrimento ou o fracasso para ensinar o que isso significa. Cristo mesmo sendo Deus encarnou, sentiu a limitação humana em sua própria pele, entendeu o gosto da pobreza, fome, descaso e miséria. E nos entende por ter vivido tudo isso:

    O único Deus em quem eu creio é aquele que Nietzsche, filósofo alemão do século 19, ridicularizou, chamando-o de Deus sobre a cruz. No mundo real da dor, como adorar a um Deus que fosse imune a ela?” (STOTT, 2004, Pg. 67).

     Este é o nosso Deus, que também sofreu e entende o que sentimos.

    Não quero com isso defender a ideia que todos devem sofrer, e muito menos que Deus nos faz fracassar para aprendermos esta lição. E sim que muitas vezes nos concentramos tanto em nossas coisas, que esquecemos o próximo. Focamos tanto no alvo que viramos egoístas, e o fracasso nos faz cair ao chão para vermos o mundo de outra perspectiva.

    O fracasso é um ótimo professor, o sofrimento, uma oportunidade de buscar a Deus, porém o fracasso nos faz humanos, os problemas nos deixam sensíveis a dor, as lágrimas, ao próximo e a um mundo que muitas vezes não vemos a nossa volta.

    BIBLIOGRAFIA

    CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.

    CARSON. DA. Comentário bíblico vida nova. SÃO PAULO – SP, EDITORA VIDA NOVA, 2012

    STOTT, John, Por Que Sou Cristão, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2004.

  • O SERMÃO DO MONTE – JOHN WESLEY

    wesley

    Eu sou um cara suspeito para falar sobre o sermão do monte. Esta importante e completa passagem Bíblica muito me impressiona, logo, ler sobre esta série de ensinos é um dos meus grandes prazeres, ainda mais vindo deste importante homem John Wesley.

    O livro se concentra em pontuar e explicar de forma magistral todos os pontos do sermão, que podemos considerar um grande manual, uma grande coleção de ensinos que Cristo nos deixou:

    “E o que Jesus está ensinando aqui no monte? Jesus, que foi enviado do céu, mostra-nos o caminho para o céu; o lugar que Deus preparou para nós; a glória que possuía antes de existir o mundo. Ele nos ensina o verdadeiro caminho para a vida eterna” (WESLEY, 2015, pg. 64).

    Enfim, o sermão do monte é uma grande coleção de ensinos, entender e saber aplicar esta mensagem é fundamental, por isso, acredito que este livro é indispensável.

    O interessante deste material é que ele traz uma breve biografia de John Wesley, por isso, para quem deseja conhecer mais a vida deste homem, a sua leitura é obrigatória.

    Publicado pela Editora Vida, 253 páginas.

    BIBLIOGRAFIA

    WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015.

  • VIVA OU MORRA TENTANDO

    Que a morte é nossa única certeza nós já sabemos, o problema está em lembrarmo-nos durante nossa corrida vida que o nosso tempo é finito. Vivemos no automático e às vezes apenas a morte de alguém nos faz parar para lembrar-nos que temos um certo prazo de validade.

    Não considero o momento de luto como apenas um momento triste, mas um período de profunda reflexão e revisão da vida, além é claro da saudade de quem nos deixa.

    Penso que se atirar a uma existência automática e sem sentido é perder tempo, e ter algumas prioridades direcionando nossa caminhada é fundamental para não pendermos nem para o lado do ativismo e nem para o lado da estagnação e relaxo. O que se segue é um pouquinho da minha filosofia de vida que me direciona durante esta louca existência.

    Acredito que viver não é só trabalhar, trabalho porque preciso, mas não faço tudo pelo dinheiro muito menos me dedico horas e horas fazendo trabalho extra. Ter tempo para fazer as coisas que eu mais gosto é fundamental, por isso que, me adaptar com o salário é a primeira coisa que faço para não precisar passar horas dentro de uma empresa.

    Nem todos trabalham em que gostam, por isso que por um limite em nossa vida profissional é importante. É claro que viver assim é um estilo de vida, é não ter contas altas, e nem viver em um padrão acima do que o salário permite. Este é o segredo para não precisar se matar trabalhando, mas se você gasta mais do que tem, certamente perderá mais tempo de sua vida em nome deste vil metal.

    Contudo, apesar de acreditar que viver não é só trabalhar, creio também que um homem sem objetivos caminha para o nada. No filme Alice, quando ela estava perdida no caminho e pergunta para o gato Cheshire para onde iria aquela estrada? Ele fala algo que devemos sempre nos lembrar:

    “Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

    Um homem sem objetivos vive a deriva, uma pessoa sem sonhos e realizações, vive por viver e ainda ocupa espaço na terra. Porém, tenho um último conceito que guardo comigo como tesouro mais importante:

    “A verdadeira vida, é fazer a vontade de Deus”.

    Quem somos nós sem Deus, o que é o homem se Deus não for o centro de tudo? Nada, pode ter certeza, e isso não podemos esquecer nunca. Deus esta sempre acima de tudo, fazer a Sua vontade deve ser o objetivo de todo o cristão. Provérbios 30:7-9 resume de forma magistral estes conceitos que citei:

    “Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus” (NVI).

    A vida é uma só, portanto, temos que seguir tentando errar o menos possível, não temos ensaio e muito menos conseguimos resetar e começar tudo de novo de uma forma melhor, equilíbrio para o bem viver é fundamental e isso encontramos somente em Jesus.

    Viva ou morra tentando, mas viva a verdadeira vida em Cristo, e não esta vida limitada que o mundo oferece, que como vinho barato, nos traz dor de cabeça.

    Viva ou morra tentando, porém viva para Cristo, pois se pelo menos você padecer, terá a certeza de não estar sozinho.

    Viva ou morra tentando, sem se esquecer daquela frase do filme Coração Valente:

    “Todo o homem morre, mas poucos vivem de verdade”.

    E como Paulo otimamente nos ensina: O viver é Cristo, e o morrer é ganho (Filipenses 1:21).

  • DICAS PARA QUEM QUER SER LEITOR

    Por onde passo, tento sempre mostrar a importância da leitura e do bem que ela faz ao nosso vocabulário, comunicação ou para somente termos mais cultura. Porém, muitos que conheço lamentam não possuir este hábito. E muitos destes já tentaram, ou nem sabem, por onde começar a ler. Por conta disso, seguem duas dicas para que o hábito da leitura seja efetivo em sua vida. Eu já escrevi sobre isso há um tempo, se você quiser ler segue o link do texto: OS BENEFÍCIOS DA LEITURA. Porém, resolvi escrever mais algumas dicas. E se você já está lendo este blog ou é acostumado a ver bons documentários, ou aulas, já é um bom começo, porém é importante ler livros. Considero um tanto quanto difícil crescer e aprender lendo somente blogs ou vendo vídeos. A leitura de bons livros ainda é insubstituível; por isso, seguem as dicas.

    A primeira dica é começar por textos simples, sem aquelas linguagens rebuscadas e de preferência com livros não tão grandes. Muitas vezes, a quantidade de páginas desanima um leitor principiante. Visualizar um livro onde a pessoa considera possível ler é importante e fundamental para o sucesso da missão.

    Sobre autores, conheço muitos deles com linguagens tranquilas de ler, mas com um conteúdo profundo. O Augusto Cury, por exemplo, é um destes, livros como: Os Segredos do Pai-Nosso (São dois livros), O Futuro da Humanidade, e uma coleção chamada Análise da Inteligência de Cristo (são cinco livros), são bons começos.

     Eu recomendaria também: o livro Oração de Ole Hallesby , e uma obra de W. Bingham chamada: O Deus que Ouve, ambos lançados pela editora Esperança, disponível por um bom preço em seu site (editoraesperança.com.br). Mais dicas de livros você encontra no botão resenha de livros, neste próprio blog.

    A segunda dica é separar um tempo para leitura, seja meia hora ou uma hora somente. Sem uma prática ou dedicação diária, nunca nos acostumaremos a ler. Eu sempre digo para quem me pergunta sobre ler, que, segundo estudos. Para criarmos qualquer hábito, temos que repetir a ação por vários dias, para perder o hábito bastam três dias. Sempre lembrando que não é preciso ler rápido nem um monte de livros, uma leitura lenta e constante funciona muito mais.

    Entendo ser muito mais fácil chegar em casa depois do trabalho e ligar a TV, ou entrar no Facebook e WhatsApp. Mas lutar contra a preguiça e manter um bom hábito é fundamental para uma vida mais relevante. Portanto, leia se esforce e tente todos os dias adquirir este hábito. Nada cai do céu e muito menos conseguimos conhecimento instalando um software no cérebro, como no filme Matrix.

    O conhecimento demanda tempo e esforço, a leitura é um hábito e hábitos são possíveis de se adquirir. Então, não desanime e persista nesta prática.

  • TODA A GENERALIZAÇÃO É BURRA

    O feminismo  quando surgiu trouxe consigo batalhas importantes a serem travadas. Como a inclusão da mulher no mercado de trabalho, o direito da mulher de votar e uma  busca real por mudanças que trouxessem valor ao seu ofício. Se antes ela vivia a margem da sociedade, hoje ela tem direitos e um papel muito mais justo que outrora.

    No Brasil também tivemos uma importante lutadora, tratou-se de Nísia Floresta, educadora, escritora a poetisa, foi uma das pioneiras na renovação da educação nacional. Usando métodos mais humanos, proclamou o fim dos castigos físicos e uma forma menos autoritária de educar, além de ter sido uma das principais lutadoras pelo direito da mulher e principalmente pelo direito de estudar, que era praticamente vetado.

    “Permitia às meninas o aprendizado de ciências, até então reservado apenas aos meninos. Dentre as inovações destacamos o ensino de latim, francês, italiano e inglês […] Para a sociedade da época, o que Nísia Floresta ensinava às meninas não passava de inutilidades, pois se acreditava que à mulher bastaria a alfabetização” (PILETTI, PILETTI, 2011, p. 110).

    Enfim, foi uma mulher guerreira, que brigou por justiça para que a mulher tivesse os mesmos direitos que os homens, coisa que eu concordo e muito.

    O problema que tenho com muitos destes movimentos sociais atuais é que além de suas reivindicações serem incoerentes, buscando leis que beneficiam apenas a si e não a maioria das mulheres, seu modo de protestar ofendendo, rebaixando e colocando todos no mesmo pacote furado, beira a incoerência extrema.

    A generalização que é vista quando sua ideologia é pregada chega a doer na alma. Principalmente quando falam de homens, religiosos, políticos etc. Como se todo o homem batesse em mulher, ou todos os que não concordam com o PT são burros, ou que todos os que nasceram com uma condição de vida melhor deveriam se ferrar, como já ouvi de muitos.

    Estamos vivendo uma época que quase toda a opinião é uma afronta, ninguém pode discordar de ninguém sem antes de ser taxado de preconceituoso. São tempos delicados, com pessoas frágeis que mal conseguem conviver, enquanto que o refletir, o ponderar e o respeitar tem virado histórias de tempos antigos.
    Uma coisa é verdade todo o ser humano tende a generalizar em algum momento de sua vida, muitos consideram suas experiências únicas e norteadoras do seu pensamento, porém generalizar, não é inteligente.

    Cristo nunca generalizou e ele conviveu com muita gente que generalizava. A começar pelos fariseus, que se achavam santos e o resto das pessoas imundas. Por estes religiosos Cristo foi crucificado, e padeceu porque pregava que todos mereciam salvação. Poderíamos citar também os apóstolos, e várias de suas atitudes preconceituosas no começo do seu ministério, ou talvez o ladrão da cruz que mesmo crucificado não deixou de escarnecer daquele Deus.

    Chamar de burro quem não concorda com nosso pensamento é abrir uma porta para que façam o mesmo conosco. Generalizar e achar que todos que não pensam igual a nós são burros é esquecer que um dia o mesmo discurso pode voltar conta nós. Aí quando isso acontecer, quem sabe entendamos o porquê Cristo falou para amarmos o próximo como a nós mesmos (Marcos 12:31).

    BIBLIOGRAFIA

    PILETTI, Claudino, PILETTI, Nelson, História Da Educação, De Confúcio A Paulo Freire, Editor Contexto, São Paulo, 2011.

  • OUVINDO DEUS – ALEXSSANDRO DE LIMA

    “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (João 10:27).

    Ouvir Deus é uma tarefa muito difícil, até porque precisamos primeiro aprender como é a sua chamada. Já disseram que é como um vento suave, em outros momentos como chuvas torrenciais como no caso do dilúvio. Samuel mesmo tão pequeno aprendeu com seu mestre a ouvir a voz de Deus.

    Pode ser que você nuca ouça a sua voz, mas poderá sentir seu toque em momentos em que só Ele sabe o que está acontecendo. Poderá se sentir tão cansado que pede um refrigério e este vem. É a voz de Deus liberando seu corpo da fadiga e do cansaço.

    Para saber como Deus fala conosco precisamos gastar tempo com Ele. Uma das experiências mais interessantes e que se compara a experiência de passar tempo com Deus é quando nos tornamos mães e pais. Como sabemos que é nosso filho chorando em meio a vários no berçário da igreja? Ou quando se tem uma porta fechada e muito barulho sabemos que ele está chorando? É porque gastamos tempo conhecendo nossos filhos e sabemos que aquela é a sua voz. Assim é com Deus.

     Quando gastamos tempo com Ele, conhecemos o seu mínimo movimento em nosso favor, nos chamando a atenção, ou nos dizendo não faça. E na maioria das vezes fazemos, pois estamos cheios de ansiedade e não conseguimos entender sua voz.

    Dedicarmos tempo a Deus pode ser o melhor do seu dia. Isso não significa que não vamos mais trabalhar, estudar, mas que vamos a cada momento não se esquecer d’Ele, ter um momento especial com Ele.

    Tenho aprendido a dar tempo para Deus de uma forma que não prejudique meu trabalho e as tarefas de pai, marido e sacerdote do lar. Como?

    Trabalho com administração utilizo o computador praticamente todo o dia, todo momento que dá uma trégua (intervalos, horário do café e almoço) eu abro a Bíblia online e lá estou eu lendo. O tempo que dá estou orando e falando com Deus.  É relacionamento, quando temos tempo e não ligamos para filhos, esposas ou maridos? Então podemos fazer o mesmo com Deus, deu tempo, fala com Ele. Conte sua alegria, ansiedade, tristeza e frustrações.

    Não existe uma fórmula engessada sobre como Deus falará para você. Na Bíblia encontramos maneiras variadas pelas quais, Deus falou com seus profetas e servos:

    Em uma sarça ardente: (Êxodo 3.2).

    Por meio de uma mula: (Números 22.28).

    Na brisa: (1 Reis 19.12).

    Pessoalmente: (Atos 9.5).

    Com visões: (Apocalipse 1.10-11).

    Em sonhos:  (Joel 2.28).

    Quanto mais íntimos estivermos com o Espírito Santo, mais sensível estaremos às imprevisíveis manifestações da voz do Pai. O pecado não só nos separa de Deus, mas também atrapalha nossa comunicação com Ele.

    Por isso, temos que ter o coração aberto para que Deus se manifeste por meio de sua multiforme graça para falar conosco. Se permita ser surpreendido pela voz de Deus!

    “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33.3).

                 

  • CALVINO E A EXPIAÇÃO LIMITADA

    Quando eu digo que Calvino não era calvinista, muitos não entendem, porém, com uma lida básica em seus escritos você vai perceber que ele divergia muito da teologia calvinista atual. Muito do que conhecemos hoje evoluiu com o tempo, distanciando-se bastante dos seus ensinos originais, sendo que um dos conceitos que Calvino não apoiava era a expiação limitada.

    A expiação limitada é um dos pontos que os calvinistas chamam de TULIP, que é um acróstico contendo suas principais visões teológicas. E prega que a morte de Cristo na cruz não foi por todos e sim, apenas pelos eleitos (MCGRATH, 2014, p. 534) e um dos versículos mais usados para justificar esta teoria é Romanos 5:15:

     “Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos!” (NVI).

    Segundo estes, Cristo não morreu por todos, mas por muitos, e existe também inúmeros versículos, que o texto usa a palavra “muitos” em grego “polus” (Mateus 20:28, 26:28; Hebreus 9:28).

    Ou seja, a graça de Deus transbordou a “muitos” e não todos, logo, segundo estes, Cristo morreu por alguns e estes versículos justificaria a expiação limitada.

    O grande problema de comprar estas ideias, é que o texto também usa o termo “muitos” para falar da transgressão de Adão, como fica claro no começo do texto:

    “Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só”.

    Se muitos são alguns, então nem todos caíram no pecado, pois a mesma palavra (polus), é usada para explicar que muitos morreram e depois, que muitos foram tocados pela graça de Cristo.

    Este texto não justifica a expiação limitada, na verdade é um erro usar este texto, como fica bem claro quando olhamos para ele como um todo. Calvino explica muito bem está passagem  em seu comentário de Romanos:

    “É evidente que os ‘muitos’ […] incluem aqueles conectados com os dois partidos os muitos descendentes de Adão e os muitos crentes em Cristo. […] Não pode haver dúvida de que toda a raça humana está implícita nem caso; e há alguma razão por que toda a raça humana não deve ser incluída na segunda?” (CALVINO, 2014, p. 224).

    O texto é claro, muitos (todos) morreram por causa de Adão, e através de Cristo a graça transbordou a muitos (todos). Alguns teólogos vão acusar Calvino de universalista. Porém, resumindo o que ele quis afirmar é que Cristo morreu por todos, mas somente os eleitos serão salvos. A eleição é um fator importante para entender a expiação limitada, no ponto de vista dele. Logo, Calvino não acreditava na expiação limitada, porém, a base da doutrina da expiação vinha dele. Já que Jesus havia morrido por todos, mas só os predestinados seriam salvos. A extensão da salvação era universal, mas o alcance não, segundo Calvino é claro.

    Penso ser complicado sustentar a visão da expiação limitada, pois os textos são claros. Cristo morreu por todos, e Calvino acreditava nisto, ele sabia que Cristo havia morrido por todos. A expiação limitada para Calvino não era coerente, porem, ele acreditava na predestinação, que de uma maneira ou de outra limitava a expiação divina.

    Calvino não explicou muita coisa que calvinistas explicam. Não teve a audácia de explicar nem mesmo a predestinação, usando-a apenas para explicar porque alguns se convertiam com a pregação e outros não:

    “Em certo ponto, ao escrever sobre a predestinação, Calvino parece referir-se a ela como um horrível decreto” (MCGRATH, 2014, p. 533).

    Acredito que Calvino tenha razão, certas coisas são mistérios divinos e entender plenamente alguns conceitos é impossível

    Eu acredito tal qual Calvino, que Deus morreu por todos, mas apenas aquele que crê é que será salvo. O alcance de sua morte foi universal, mas só faz efeito naquele que crê.

    BIBLIOGRAFIA

    MCGRATH, Alister. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: Uma introdução a Teologia Cristã. São Paulo: Shedd Publicação, 2014.

    CALVINO, João. Romanos. São Paulo: Fiel Editora, 2014.

    http://mackenzie.br/calvino_expiacaolimitada.html

  • DEUS É O EVANGELHO – JOHN PIPER

    John Piper dispensa apresentações, e apesar de eu não gostar de todos os seus livros, não posso falar o mesmo sobre Deus é o Evangelho, pois está entre os que eu gosto.

    O livro se concentra em falar de Deus, o seu amor, tendo como ponto principal Cristo e a oferta que fez de si mesmo:

    “Uma triste realidade é que nossa cultura e nossas igrejas estão permeadas por uma visão de amor radicalmente centralizado no homem” (PIPER, 2011, p. 10).

    Ele faz uma ácida crítica as igrejas que pregam o evangelho do hedonismo. E esquecem que Cristo se doou, pregou o evangelho do servir e mandou que imitássemos, além de nos mostrar o que é amor verdadeiro.

    É sobre o amor de Deus que o livro fala, sobre servir e sobre o que é ser igreja. O livro é um tapa na cara, um convite a reflexão e a busca pelo amadurecimento, nos mostrando de forma clara e concisa o que é ser igreja.

    Publicado pela Editora Fiel, com 208 páginas.