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  • APRENDI A ESTAR CONTENTE

    Quando o desânimo toma conta de nossa vida, parece não existir nada que nos dê sentido. Com isso, seguimos reclamando, caminhamos vendo mais problemas do que acertos.

    Eu sei que os problemas nos fazem crescer, amadurecer ou servem para trazer-nos mais fé. Contudo, problemas demais cansam, viram mais peso do que aprendizado, porém, é inevitável, termos que aprender a lidar com eles. A pergunta que fica é como? Paulo em Filipenses 4:12 diz:

    “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade”.

    A palavra “aprendi” (em grego manthanó) significa obter informações a partir de um processo de instrução, vir a entender ou aprender por experiência (LOUW; NIDA, 2013 p. 293). Traz-nos a mente a possibilidade que temos de aprender e crescer. E conhecendo a vida de Paulo e todo o seu sofrimento, temos certeza que é possível aprendermos.

    Paulo muitas vezes esteve preso, inclusive algumas cartas suas foram escritas enquanto estava detido (Filemon, Filipenses, Colossenses e Efésios). Esteve também doente, com um espinho na carne, algo que o incomodava, mas que não foi curado. Pois segundo Cristo, aquilo servia para que ele fosse humilde (2 Cor 12:7). Sofreu naufrágios, perseguições e quase morreu apedrejado, enfim a lista é grande você pode conferir em 2 Coríntios 11:24-28, porém a lição que ele deixa é nunca deixar de obedecer a Deus.

    Todos nós passamos por dificuldades e muitos em algum momento da vida podem passar por adversidades. Mas quando estas coisas ditam o ritmo de nossa vida, acabamos virando escravos dos problemas. Chore, fique triste, dê um tempo para a cabeça e se permita passar pela dor, mas depois levante, aprenda a dar um fim no seu luto e seguir seu caminho.

    Paulo tinha aprendido o segredo de estar contente, ele sabia que era Cristo que dirigia a sua vida. A força dele não vinha dos seus músculos, ele olhava sempre muito mais além dos problemas, por que confiava em Deus e em sua direção.

    Quando aprendemos a estar contentes nada nos segura, quando aprendemos em meio a dor contemplar o belo, não viramos escravos das situações e conseguimos seguir nosso caminho com um pouco mais de paz.

    BIBLIOGRAFIA

    LOUW, Johannes.; NIDA, Eugene. Léxico Grego-Português do Novo Testamento. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2013.

  • SER É O BASTANTE – CARLOS QUEIROZ

    A primeira coisa que eu pensei quando conheci o livro foi: Por que eu vou querer ler mais um livro sobre o sermão do monte?

    Diante disso, nunca me interessei por ler, até o dia, em uma feira de livros, que conheci um aluno deste escritor, e ele ao ver o livro começa a me explicar alguns de seus conceitos, já que o livro partiu de uma série de aulas que ele havia assistido.

    Foi inevitável não me entusiasmar com a explicação daquele aluno e quando eu li o livro, entendi o porquê do entusiasmo.

    O sermão do monte muitos já conhecem, trata-se de uma série de ensinos de Cristo, talvez os mais conhecidos e o que Carlos Queiroz faz não é  só pontuar e explicar todas as passagens, mas contextualizar de forma magistral todo o sermão:

    “O Sermão do Monte nos ajuda a entender a vida a partir de novos prismas, valores, princípios, virtudes e perspectivas. Na verdade o que Jesus apresenta não deveria ser considerado tão novo assim – é o sentido humano pleno para qual todos fomos criados. Criados para a vocação de ser gente” (QUEIROZ, 2006, pg. 17,18).

    Enfim, convido você a mergulhar nesta coleção de ensinos e perceber através das lentes de Carlos Queiroz a profundidade desta passagem Bíblica.

    Vale a pena ler e entender cada um dos pontos do sermão.

    Vale a pena também estudar e aprender sobre um dos maiores ensinos de Cristo.

    Publicado pela Editora Esperança, com 229 páginas.

    Bibliografia

    QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Esperança, Curitiba, 2006.

  • SOBRE O MALDIZER

    O maldizer é um problema e quando somos alvos desta prática, muitas vezes colhemos consequências injustas. José do Egito, por exemplo, teve que lidar com mentiras que custaram seu futuro e quase custaram sua vida (GN 39). Jesus teve que lidar com os caluniadores, que queriam condená-lo. O povo hebreu, que após ser libertado por Moisés e viram inúmeros milagres, não deixaram de maldizer ante as dificuldades que o trajeto proporcionava. Enfim, os exemplos são muitos, os estragos imensuráveis, porém a verdade é apenas uma, o maldizer diz mais do difamador, do que do difamado e sobre isso Karnal tem uma ótima frase, que resume bem o conceito:

    “Falo mal porque meu vazio interior é tão insuportável que prefiro o ataque a terceiros a pensar na minha miséria?” (KARNAL, 2016, p. 15).

     O maldizer é quase que uma fotografia, o retrato interior de uma mente sem sentido. O falar mal é quase que um vício, ou talvez seja o resultado de quem não tem nada a oferecer. Provérbios 26:22 tem uma passagem interessante sobre o caluniador:

    “As palavras do difamador são como petiscos apetitosos, descem com delicioso sabor até o íntimo de quem lhes dá atenção”.

    Quem gosta de se envolver com caluniadores é comparado com quem gosta de saborear algo gostoso. É quase um prazer, segundo a Bíblia, só existe problema com quem dá atenção a este tipo de pessoa, e mais dia ou menos dia o objeto da calúnia será você.

    Acredito que o maldizer começa na inveja de quem não consegue aceitar que o próximo é melhor que ele. Quem sabe, esta prática tenha a sua origem em nossa falta de capacidade ou revele o quanto somos preguiçosos. Desejar o do mau do outro é sempre mais fácil, não é?

    Talvez o maldizer mostre o que realmente tem dentro de nós, quem sabe ele demonstre que além da inveja, não temos mais nada a oferecer, e desejar o que é do outro é mais cômodo.

    Quem sabe o maldizer diga que no fundo o que queríamos mesmo era ser como a pessoa que com tantas forças maldizemos. É como o ditado diz: “Quem desdenha quer comprar” e quem sabe o ditado esteja certo!

    BIBLIOGRAFIA

    KARNAL, Leandro. A Detração: Breve ensaio sobre o maldizer. Rio Grande do Sul: Editora Unisinos, 2016.

    INVEJA. In: DICIO, Dicionário online de português. Porto: 7 Graus, 2024. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/inveja&gt;. Acesso em: 25/02/2017.

     

  • JOVEM INCANSÁVEL NÃO MAIS REFORMADO – AUSTIN FISCHER

    Há tempos que eu queria ler este livro, o título e subtítulo, bem como a capa me intrigaram. Eu pensei: Como um livro sobre calvinismo e arminianismo pode falar sobre buracos negros e coisas do tipo? E foi com este sentimento de curiosidade e ceticismo que enfim, depois de meses, consegui encontrar e comprar o livro.

    O livro, apesar de abordar vários pontos do calvinismo e arminianismo, gira em todo da predestinação, livre arbítrio e da soberania de Deus, na visão de quem um dia já havia sido calvinista ferrenho e abandonado esta teologia.

    Eu já vou avisando que as perguntas e dúvidas não são novas, porém são muito bem respondidas. Com uma boa dose de metáforas, histórias e contextualizações. E principalmente, uma boa dose de reflexão e respeito, muito respeito por quem é de qualquer um destes lados.

    O autor não se limita a convencer, mas levar o leitor a reflexão e a análise de sua teologia. Vale a leitura, seja você de qual lado for, pois é um livro muito equilibrado e coeso.

    Editora Sal Cultural, com 123 páginas.

  • CASAMENTO – CHARLES SWINDOLL

    Confesso que comprei este livro em uma feira de ponta de estoque. Já conhecia o autor, mas nunca tive a oportunidade de ler. É aquela coisa, conheço muitos autores, tenho uma boa lista de livros que quero adquirir, por conta disso acabo não dando bola para alguns ótimos escritores.

    Como o título sugere, o livro fala sobre casamento, onde o autor aproveita para passar alguns bons ensinamentos, firmados em seus cinquenta anos de casados e em suas experiências em aconselhamento conjugal.

    O livro não é um livro datado, os conselhos não são aqueles vazios e sem sentido, e a vida conjugal que o autor enfatiza é muito coesa a firmado na Palavra:

    “O segredo para manter o casamento é o comprometimento, sejam quais forem os problemas, os conflitos ou as circunstâncias. O comprometimento é uma escolha que não muda de acordo com os sentimentos, não depende de prosperidade nem de atitude de seu companheiro ou companheira” (SWINDOLL, 2012, p. 68, 69).

    É claro que apenas esta passagem não nos dá a ideia do que o livro quer passar, contudo já podemos ter um gostinho do que virá pela frente.

    Um livro fundamental para quem vai casar. Conselhos práticos e ótima exegese de textos Bíblicos.

    Não sei se é um livro fácil de achar, mas se o encontrar compre-o.

    Editora Thomas Nelson, 164 páginas.

  • OFEREÇA O SEU MELHOR

    Na vida amigo nem tudo é flores, momentos ruins, horas onde muitos tentarão passar você pra trás ou momentos de confronto e discussão são inevitáveis. O que estas situações nos deixam de lição de casa é a pergunta: “qual seria a forma certa de agir”?

    Há muitos anos atrás eu li em um quadro fixado na parede de um mercado os dizeres: “a minha educação depende da sua”. E sobre esta máxima conheço muito adeptos que tratam o próximo conforme o próximo os trata, em uma espécie de lei de retribuição.

    Jesus já disse uma coisa muito mais na contramão do que esta, Ele falou para amarmos quem nos odeia, pois seria fácil amarmos quem nós amamos (Mateus 5:43-46). Um desafio e tanto não acha?

    Quem nos faz mal, nos persegue ou quer nos ver na lona, nós desejamos tudo menos o bem. Na hora da raiva o natural é querer o mal. Porém quando eu penso nestes difíceis desafios, eu imagino no que temos de sobra em nossa vida para oferecer ao próximo, o que nós temos de melhor em nosso interior.

    A vida nos ensina amigo que cada um dá o que tem. O desonesto dá o seu melhor egoísmo, o cara arrogante nos entrega seu desprezo mais profundo, o invejoso dá a sua sede de ter tudo de todos e nós temos que tentar deixar o melhor que temos ou pelo menos tentar cultivar isso.

    Neste mesmo capítulo no versículo 45 a Bíblia fala que Deus faz raiar o sol sobre justos e injustos. Ou seja, Ele não paga na mesma moeda, isso não é interessante?

    Não estou te convidando a viver uma vida de passividade e ignorância, onde diante de todos você vira um idiota e todos fazem de você o que bem entendem. E sim lhe convido a tentar aprender a fazer o seu melhor, a ser diferente e oferecer algo mais profundo do que pagar com a mesma moeda.

    Jesus foi um cara que viveu na contramão do sistema, amou a todos que o desprezava, perdoou a quem o torturava e com certeza amou quem até o traiu e no final mostrou que o que conta é deixar o melhor que temos para oferecer. O fraco acusa, o ignorante olha com orgulho e você o que pode oferecer? O que você tem dentro de você? Orgulho, mágoa, raiva ou Deus?

    Considero este desafio um dos mais extremos, devolver a quem nos faz mal o bem, é quase que sair do nosso natural, mas é o que temos que tentar fazer.

    Neste curto tempo de vida, deixar marcas em pessoas é quase que inevitável, sempre e de alguma maneira vão lembrar de nós, seja de uma forma negativa ou positiva, o que você pode mudar é a forma como vão lembrar de você.

    Errar é humano, momentos difíceis, brigas e confrontos são comuns em nossa vida, é impossível escolher. Mas olhar com amor, ser compreensível, e perdoar o próximo são escolhas que podemos cultivar, deixando assim uma marca na vida das pessoas.

     E aí, qual é o seu melhor?

  • SUBESTIMADO

    Eu me emociono muito com um vídeo de um concurso de talentos na Inglaterra, onde dois jovens, um menino e uma menina, depois de serem subestimados por todos, mostram sua voz e deixam todos de queixo caído. E a história do menino é ainda mais drástica. Cheio de timidez, ele revela que por conta de ser obeso era humilhado por todos, isso gerou em si uma insegurança sem tamanho. Felizmente, eles se saíram bem e conseguiram mostrar o seu valor. O problema são os muitos com histórias parecidas que estão escondidos, sem chances ou oportunidades de mostrar seu talento ao mundo.

    Uma realidade sobre a vida que temos que entender é que nem tudo o que planejamos dá certo, nem sempre nosso projeto vai ser encarado com bons olhos por todos e muitas das vezes seremos subestimados, colocados de lado até por amigos, relaxe, é assim mesmo.

    Estudamos dia e noite para ganharmos um pouco melhor e muitas vezes isso não acontece, você se esforça para ser um bom funcionário e muitas vezes não é reconhecido pelo seu chefe. Ou planeja um empreendimento que tem tudo para dar certo, mas que acaba não dando. E quando isso acontece a pergunta é sempre a mesma: O que eu faço?

    Conselhos de amigos bem intencionados não faltam, livros e materiais de autoajuda lotam as prateleiras, só que o sentimento de frustração e desânimo não passa.

    Alguns falariam que todo o fracasso é uma oportunidade para recomeçar da maneira certa. O conselho até que não é ruim, mas muitas vezes este recomeçar é impossível. É um problema quando ganhamos experiência, mas perdemos o tempo, afinal tempo não volta não é? Outros diriam que a frustração é um ótimo professor, o que não é errado, pois muitos aprendem só quebrando a cara. Mas talvez o que o fracasso nos traga que serve como uma ótima lição é a empatia, ou seja, a capacidade de nos colocar no lugar do outro.

    Quem perdeu um filho sabe muito bem o timbre da dor. Quem já passou fome, sabe perfeitamente onde a barriga dói. Quem já foi passado para trás, entende a frustração de se sentir um idiota e quem nunca foi valorizado sabe a dor de se sentir incapaz, sem ação ou sem saída. Romanos 12:15 diz:

    “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram”.

    O texto fala da importância de amar o próximo, para não termos amor fingido, odiando o mal e seguindo o que é bom (V9). Aconselha-nos a amar uns aos outros (V10), repartir (V13), e para pedir a Deus que abençoe quem nos persegue (V14) até chegar no versículo 15, na importância de se ter empatia, Carson acrescenta algo importante sobre este versículo:

    “O envolvimento empático com as alegrias e sofrimentos dos demais cristãos é a marca do amor sincero para com irmãos e irmãs (CARSON, 2012, Pg. 1733)”.

    Empatia é a capacidade de se colocar no lugar da pessoa, de compreender o sentimento e a reação. E nada melhor que o sofrimento ou o fracasso para ensinar o que isso significa. Cristo mesmo sendo Deus encarnou, sentiu a limitação humana em sua própria pele, entendeu o gosto da pobreza, fome, descaso e miséria. E nos entende por ter vivido tudo isso:

    O único Deus em quem eu creio é aquele que Nietzsche, filósofo alemão do século 19, ridicularizou, chamando-o de Deus sobre a cruz. No mundo real da dor, como adorar a um Deus que fosse imune a ela?” (STOTT, 2004, Pg. 67).

     Este é o nosso Deus, que também sofreu e entende o que sentimos.

    Não quero com isso defender a ideia que todos devem sofrer, e muito menos que Deus nos faz fracassar para aprendermos esta lição. E sim que muitas vezes nos concentramos tanto em nossas coisas, que esquecemos o próximo. Focamos tanto no alvo que viramos egoístas, e o fracasso nos faz cair ao chão para vermos o mundo de outra perspectiva.

    O fracasso é um ótimo professor, o sofrimento, uma oportunidade de buscar a Deus, porém o fracasso nos faz humanos, os problemas nos deixam sensíveis a dor, as lágrimas, ao próximo e a um mundo que muitas vezes não vemos a nossa volta.

    BIBLIOGRAFIA

    CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.

    CARSON. DA. Comentário bíblico vida nova. SÃO PAULO – SP, EDITORA VIDA NOVA, 2012

    STOTT, John, Por Que Sou Cristão, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2004.

  • O SERMÃO DO MONTE – JOHN WESLEY

    wesley

    Eu sou um cara suspeito para falar sobre o sermão do monte. Esta importante e completa passagem Bíblica muito me impressiona, logo, ler sobre esta série de ensinos é um dos meus grandes prazeres, ainda mais vindo deste importante homem John Wesley.

    O livro se concentra em pontuar e explicar de forma magistral todos os pontos do sermão, que podemos considerar um grande manual, uma grande coleção de ensinos que Cristo nos deixou:

    “E o que Jesus está ensinando aqui no monte? Jesus, que foi enviado do céu, mostra-nos o caminho para o céu; o lugar que Deus preparou para nós; a glória que possuía antes de existir o mundo. Ele nos ensina o verdadeiro caminho para a vida eterna” (WESLEY, 2015, pg. 64).

    Enfim, o sermão do monte é uma grande coleção de ensinos, entender e saber aplicar esta mensagem é fundamental, por isso, acredito que este livro é indispensável.

    O interessante deste material é que ele traz uma breve biografia de John Wesley, por isso, para quem deseja conhecer mais a vida deste homem, a sua leitura é obrigatória.

    Publicado pela Editora Vida, 253 páginas.

    BIBLIOGRAFIA

    WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015.

  • VIVA OU MORRA TENTANDO

    Que a morte é nossa única certeza nós já sabemos, o problema está em lembrarmo-nos durante nossa corrida vida que o nosso tempo é finito. Vivemos no automático e às vezes apenas a morte de alguém nos faz parar para lembrar-nos que temos um certo prazo de validade.

    Não considero o momento de luto como apenas um momento triste, mas um período de profunda reflexão e revisão da vida, além é claro da saudade de quem nos deixa.

    Penso que se atirar a uma existência automática e sem sentido é perder tempo, e ter algumas prioridades direcionando nossa caminhada é fundamental para não pendermos nem para o lado do ativismo e nem para o lado da estagnação e relaxo. O que se segue é um pouquinho da minha filosofia de vida que me direciona durante esta louca existência.

    Acredito que viver não é só trabalhar, trabalho porque preciso, mas não faço tudo pelo dinheiro muito menos me dedico horas e horas fazendo trabalho extra. Ter tempo para fazer as coisas que eu mais gosto é fundamental, por isso que, me adaptar com o salário é a primeira coisa que faço para não precisar passar horas dentro de uma empresa.

    Nem todos trabalham em que gostam, por isso que por um limite em nossa vida profissional é importante. É claro que viver assim é um estilo de vida, é não ter contas altas, e nem viver em um padrão acima do que o salário permite. Este é o segredo para não precisar se matar trabalhando, mas se você gasta mais do que tem, certamente perderá mais tempo de sua vida em nome deste vil metal.

    Contudo, apesar de acreditar que viver não é só trabalhar, creio também que um homem sem objetivos caminha para o nada. No filme Alice, quando ela estava perdida no caminho e pergunta para o gato Cheshire para onde iria aquela estrada? Ele fala algo que devemos sempre nos lembrar:

    “Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

    Um homem sem objetivos vive a deriva, uma pessoa sem sonhos e realizações, vive por viver e ainda ocupa espaço na terra. Porém, tenho um último conceito que guardo comigo como tesouro mais importante:

    “A verdadeira vida, é fazer a vontade de Deus”.

    Quem somos nós sem Deus, o que é o homem se Deus não for o centro de tudo? Nada, pode ter certeza, e isso não podemos esquecer nunca. Deus esta sempre acima de tudo, fazer a Sua vontade deve ser o objetivo de todo o cristão. Provérbios 30:7-9 resume de forma magistral estes conceitos que citei:

    “Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus” (NVI).

    A vida é uma só, portanto, temos que seguir tentando errar o menos possível, não temos ensaio e muito menos conseguimos resetar e começar tudo de novo de uma forma melhor, equilíbrio para o bem viver é fundamental e isso encontramos somente em Jesus.

    Viva ou morra tentando, mas viva a verdadeira vida em Cristo, e não esta vida limitada que o mundo oferece, que como vinho barato, nos traz dor de cabeça.

    Viva ou morra tentando, porém viva para Cristo, pois se pelo menos você padecer, terá a certeza de não estar sozinho.

    Viva ou morra tentando, sem se esquecer daquela frase do filme Coração Valente:

    “Todo o homem morre, mas poucos vivem de verdade”.

    E como Paulo otimamente nos ensina: O viver é Cristo, e o morrer é ganho (Filipenses 1:21).

  • DICAS PARA QUEM QUER SER LEITOR

    Por onde passo, tento sempre mostrar a importância da leitura e do bem que ela faz ao nosso vocabulário, comunicação ou para somente termos mais cultura. Porém, muitos que conheço lamentam não possuir este hábito. E muitos destes já tentaram, ou nem sabem, por onde começar a ler. Por conta disso, seguem duas dicas para que o hábito da leitura seja efetivo em sua vida. Eu já escrevi sobre isso há um tempo, se você quiser ler segue o link do texto: OS BENEFÍCIOS DA LEITURA. Porém, resolvi escrever mais algumas dicas. E se você já está lendo este blog ou é acostumado a ver bons documentários, ou aulas, já é um bom começo, porém é importante ler livros. Considero um tanto quanto difícil crescer e aprender lendo somente blogs ou vendo vídeos. A leitura de bons livros ainda é insubstituível; por isso, seguem as dicas.

    A primeira dica é começar por textos simples, sem aquelas linguagens rebuscadas e de preferência com livros não tão grandes. Muitas vezes, a quantidade de páginas desanima um leitor principiante. Visualizar um livro onde a pessoa considera possível ler é importante e fundamental para o sucesso da missão.

    Sobre autores, conheço muitos deles com linguagens tranquilas de ler, mas com um conteúdo profundo. O Augusto Cury, por exemplo, é um destes, livros como: Os Segredos do Pai-Nosso (São dois livros), O Futuro da Humanidade, e uma coleção chamada Análise da Inteligência de Cristo (são cinco livros), são bons começos.

     Eu recomendaria também: o livro Oração de Ole Hallesby , e uma obra de W. Bingham chamada: O Deus que Ouve, ambos lançados pela editora Esperança, disponível por um bom preço em seu site (editoraesperança.com.br). Mais dicas de livros você encontra no botão resenha de livros, neste próprio blog.

    A segunda dica é separar um tempo para leitura, seja meia hora ou uma hora somente. Sem uma prática ou dedicação diária, nunca nos acostumaremos a ler. Eu sempre digo para quem me pergunta sobre ler, que, segundo estudos. Para criarmos qualquer hábito, temos que repetir a ação por vários dias, para perder o hábito bastam três dias. Sempre lembrando que não é preciso ler rápido nem um monte de livros, uma leitura lenta e constante funciona muito mais.

    Entendo ser muito mais fácil chegar em casa depois do trabalho e ligar a TV, ou entrar no Facebook e WhatsApp. Mas lutar contra a preguiça e manter um bom hábito é fundamental para uma vida mais relevante. Portanto, leia se esforce e tente todos os dias adquirir este hábito. Nada cai do céu e muito menos conseguimos conhecimento instalando um software no cérebro, como no filme Matrix.

    O conhecimento demanda tempo e esforço, a leitura é um hábito e hábitos são possíveis de se adquirir. Então, não desanime e persista nesta prática.