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PRELÚDIO DO FIM
De tempos em tempos alguns religiosos preveem o fim do mundo. Como em quase todos os anos sempre tem alguém arriscando um palpite. E enquanto a notícia vira piada, por se provar falsa, o mundo segue sem acabar, pelo menos não em todas as partes.
Pois tem alguns fins que ninguém tem dado bola, afinal, muitos neste planeta azul, encaram condições não tão azuis, perto do fim. Aliás, para muitos o fim seria um belo descanso.
A começar pela perseguição religiosa em alguns países. Notícias de morte, tortura e caos são lidos por toda a internet. Ou a fome, que em pleno século 21, assola países e castigam muitos que vivem perto do fim. Enquanto muitas descobertas científicas são feitas, tudo em nome do viver bem, alguns tentam descobrir como matar a fome.
Ou enquanto alguns estudam uma forma de diminuir o desperdício de comida, outros estudam uma maneira de recomeçar depois de um terremoto, tsunami ou tornado. Estas catástrofes dizimam vidas, casas e sonhos. Reduzindo pessoas a nada, a pó, em um fim que não se encerra, apenas castiga, humilha e acaba com o pouco que muitos tem.
Alguns dizem que estamos perto do fim, mas eu não posso ter certeza. Mas no fim do amor, da unidade, de sermos um e de sermos uma comunidade, certamente estamos, e eu não estou falando do mundo, e sim de nós cristãos.
Eu vim de um contexto cristão um tanto quanto alienado, onde se previa que o anticristo viria da igreja católica. Que não devíamos nos misturar com pessoas de outras religiões, que o mundo jaz o maligno, então deveríamos viver sem dar bola a este mundo.
O grande problema é que muitos não veem o quanto a igreja está se deteriorando, virando as costas para pessoas. Deixando de amar, cuidar, e ser luz ao próximo. Muitos cristãos não conseguem ter o mínimo de diálogo, e hipocritamente querem ser ouvidos. A igreja está cada vez mais dividida, a disputa de poder cada vez maior e os interesses da minoria sendo deixados de lado.
Seguir uma denominação não é ser Cristão, seguir a Cristo sim. Acima de qualquer coisa somos cristãos e apesar de eu congregar em uma igreja, a placa que eu tenho que sustentar é Cristo. Mateus 24:12-13 diz:
“Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará
mas aquele que perseverar até o fim será salvo”
A pergunta que eu te faço é: Seu amor por Deus esfriou ou não? E se você ama a Deus, porque não ama o próximo? Está na Bíblia, leia 1João 4:7-8.
Quando pensamos em fim, temos a mania de não nos colocar no pacote. Sempre os outros são os problemas, sempre os outros estão errados, mas nós não. A igreja tem seguido cada vez mais em um caminho hedonista e muitas vezes não estamos vendo isso. Pastores têm se levantado e falando abobrinhas e nós aplaudimos, comprando como se fossem verdades.
Temos que ter em mente que somos nós a igreja de Cristo, e é só através de nossa mudança de atitude que a coisa pode mudar.
Em nossa volta o mundo tem precisado de ajuda e nós, temos nos colocado a disposição? Ou temos rido da cara de todos, como se não fôssemos responsáveis por pregar a salvação? Não cobre atitude cristã de quem não é cristão, cobre de você uma boa atitude.
Não se esqueça que quando vemos alguém perdido, somos nós os responsáveis. Quando enxergamos uma pessoa precisando de ajuda, somos nós que temos que oferece a mão, ou pelo menos tentar, e não rir e ficar de braços cruzados. Afinal, o fim começa na apatia, na falta de amor em nossa falta de atitude, seja o fim do mundo ou o fim de nosso relacionamento sincero com Deus. Este é um prelúdio do fim…
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CALE-SE ENQUANTO É TEMPO
É inevitável responder alguém, principalmente quando este começa a falar besteira. Pior ainda é quando o assunto é de nossa área de estudo. Nem sempre conseguimos ficar quietos, é automático responder e tentar mostrar para a pessoa seus equívocos, o problema é que muitas vezes (ou quase sempre), a pessoa não aceita que está errada e diante disso o que se segue são muitas vezes as mesmas sequências desastrosas de uma tentativa de conversação.
Não gosto de perder tempo com quem não gosta de dialogar, a boa conversa vem sempre com muita humildade, troca de experiências e aprendizados, sendo que em um bom diálogo o que podemos concluir é que podemos estar errados ou reforçarmos nossos bons pontos de vista. Isso é diálogo, o que passa disso é só gente orgulhosa tentando estar certa a qualquer custo.
O pior é que nem sempre você percebe que o seu interlocutor é o tipo que gosta de estar certo, contudo, após suas primeiras palavras, é inevitável perceber e ao mesmo tempo, se ver preso em uma teia de discussões sem fim.
O caminho é quase sempre o mesmo, por isso, anote o percurso para que você não perca tempo seguindo por esta viela mal iluminada.
Quase sempre você responde uma questão de forma inocente e amistosa, com o propósito de apontar para seu amigo seu equívoco ou apenas para se sentir útil respondendo uma questão no qual você entende. Após a resposta, este tipo de pessoa responde com uma observação absurda ou fraca. Diante da situação, se você continua o diálogo você vai se ver em uma discussão sem fim com alguém que não procura a verdade e sim estar certo a qualquer custo. Se você fica quieto, você têm que lidar com o fato de que você pode sair da conversa como alguém que perdeu a discussão e se você for um pouco orgulhoso, isso será um problema. Com isso, está em suas mãos engolir o ego e deixar para lá, ou soltar o orgulho e responder o camarada, caindo em um abismo sem fim de discussão e troca de farpas (isso nas melhores das hipóteses)
O problema é que quem quer estar sempre certo na maioria das vezes apela, exagera ou distorce as questões a fim de ganhar a conversa, com isso, o desafio de responder e refutar o camarada se torna grande.
Lembre-se de uma coisa, nem sempre quem ganha a discussão tem um bom argumento, às vezes o orador apenas fala bem. Por isso aprenda a analisar os argumentos de um debate e não se deixe envolver pelo modo eloquente de quem quer estar certo. Arthur Schopenhauer no livro “38 Estratégias Para Vencer Qualquer Debate”, fala justamente destes na introdução do seu livro:
“É chocante ver com que frequência ter razão e ficar com a razão não são equivalentes; que o vencedor de uma discussão não é o que está do lado da verdade e da razão, mas sim o que é mais espirituoso e sabe lutar de maneira mais ágil” (SCHOPENHEUER, p. 8)
Conheço muitos que vivem discutindo, assisto pessoas que gostam muito de debates e troca de ideias, seja as mais acaloradas ou não. O problema é que eu não tenho mais tempo para perder com quem não quer dialogar.
Aprenda que ter razão não é o caminho da relevância, entenda que é melhor gastar tempo com quem quer aprender e trocar ideias, do que com quem só quer ganhar o debate.
Por isso que ao menor sinal de orgulho o meu conselho é “cale-se enquanto é tempo”, caso contrário, você se verá em um grande espiral de discussões que não te levará a lugar algum.
BIBLIOGRAFIA
SCHOPENHAUER, Arthur, 38 Estratégias Para Vencer Qualquer Debate, Aarte de ter razão, Faro Editorial, São Paulo, 2014.
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BATALHAS SECRETAS
“Por trás do cadáver no reservatório,
Por trás do ressentimento em uma relação,
Por trás da senhora que dança e do homem que bebe de forma insana,
Por trás do olhar de fadiga, da crise de enxaqueca e do suspiro,
Há sempre outra história, há mais do que nos chega aos olhos” (W. H. Auden) (YANCEY, 2004, p.
29).Há muito tempo fomos convidados para uma comemoração. O casal queria reunir os amigos para celebrar um momento muito especial em suas vidas, a grande questão era que eles não tinham condições de pagar por uma festa, por conta disso, propuseram uma festa nos moldes “festa por adesão”, mais conhecido como “cada um paga o seu”.
Foi legal ir e participar daquele momento especial e ainda poder rever os amigos. O restaurante era ótimo além de não ser tão caro, e o momento muito especial, por isso, nenhum amigo deixou de ir. O problema era que nem todos podiam pagar a conta, pois em meio a festa, um convidado tomava apenas um refrigerante. Era destoante, totalmente contraditório, mas ninguém via, todos estavam preocupados em comemorar.
O poema de W. H. Auden toca muito o meu coração, ele revela uma mensagem muito importante que eu resumiria como: “cada um tem as suas batalhas, nós não conhecemos a luta do próximo”.
Nem sempre o que vemos é o todo, quase sempre o que enxergamos é apenas uma ponta do que realmente está acontecendo. Existem histórias por trás das pessoas, batalhas que só quem está passando sabe como funciona.
Em meio a comemoração, ou entre nossas realizações e conquistas, existem muitos que enfrentam batalhas que muitas vezes nós não vemos. E quando descobrimos, muitas vezes não entendemos. São muitas variáveis para que consigamos entender o outro de forma plena. Seja o nosso ponto de vista, nossas crenças, as coisas que consideramos desafiadoras que muitas vezes usamos como medida para entender o próximo e nossas vivências que influenciam o modo como ouvimos e interpretamos o outro.
Por isso que, o respeito é importante na hora de ouvir alguém e compreender suas dificuldades.Este meu amigo estava passando por dificuldades financeiras e estava com vergonha de falar. E como ele queria estar entre amigos, pediu só uma bebida, dando uma desculpa qualquer para não comer, a maioria aceitou a desculpa, o “problema” foi que alguns desconfiaram e resolveram investigar mais. É claro que nós intervimos e de forma sutil ajudamos. Ninguém tinha sobrando, mas foi fácil nos unir para acudir o amigo.
Em meio as suas comemorações aprenda a olhar em volta, às vezes por conta da alegria e do momento de comemoração, não vemos o outro. Aprenda que cada um tem suas dificuldades, entenda que sempre há uma história por trás de uma pessoa, e esta história deve ser ouvida e compreendida sem nossos pontos de vistas. Cada um sabe onde dói o calo, cada um tem seus medos e dificuldades, diminuir a dificuldade alheia por achar ser uma dificuldade pequena é seguir sem empatia, acreditando que tudo gira em volta de você.
Nem sempre a luta que você vê é a que está sendo travada. Quase sempre existe muito mais história do que o que apenas vemos ou ouvimos. Pois uma luta é única, cada batalha tem um teor e um nível de dificuldade que só quem está enfrentando sabe como é.
BIBLIOGRAFIA
YANCEY, Philip. Rumores de outro mundo: A realidade sobrenatural da fé. São Paulo: Editora Vida, 2004.
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A ODISSEIA DA DOR IV: A CRUZ DE CRISTO
O homem tem a mania feia de reclamar, é comum reclamarmos ao sinal dos menores problemas, e, apesar de Jó ter reclamado um pouquinho mais adiante no texto, o que ele fez antes foi justamente ficar quieto. O capítulo 2 acaba justamente em silencio de Jó (2:13).
Confesso que este silêncio me intriga, pois é difícil mantermos quietos em meio ao caos, não é? É muito raro vermos pessoas sofrerem quietas, normalmente botamos a boca no trombone, gritamos para o mundo e até algumas vezes oramos indignado a Deus, perguntando o porquê dele permitir tais problemas. Isso sem contar com os inúmeros exemplos na bíblia que você lê em Salmos, Lamentações ou até mesmo nas cartas de Paulo, quando ele ora e insiste para que Deus que o cure. Mas Jó ficou quieto, intrigante.
Talvez estivesse pensando e tentando lembrar se fez algo de errado ou tentando achar um motivo para aquele sofrimento todo, não sabemos, só sabemos que ele se silenciou por sete dias. Lembre-se que Jó não sabia da conversa entre Deus e o diabo, ele sofria sem saber o motivo. Ele era justo e sabia disso, com isso, reclamar por seus direitos era o mais óbvio a se fazer, mas ele preferiu o silêncio. As vezes o silêncio é a única atitude certa, ele nos impede de falarmos besteiras e tomarmos atitudes erradas, infelizmente, o seu silêncio foi por poucos dias, embora isso não tire o seu mérito. A dor é inexplicável, estar entre o caos não é tão fácil assim e nem sempre teremos respostas para os nossos problemas, mas é possível passar por este período com os pés no chão. Contudo não posso cometer o erro de falar da dor, sem antes falar de Cristo, seria um erro dos mais graves se eu deixar o assunto passar.
A Cruz é uma prova que o justo sofre, é a ação de um Deus que se doa, mesmo sendo o único e verdadeiro justo que morreu em nosso lugar. Eu não consigo imaginar, quantificar e muito menos explicar um Deus que despe-se de toda a sua glória, para vir ao mundo como um limitado ser humano, e se doa por amor. A própria atitude é sem explicação, com isso eu me lembro de mais alguns questionamentos.
Eu tenho muitos amigos ateus, sendo que um deles, de uma forma bem enfática e um tanto raivosa, um dia em uma discussão, falou que um Deus não pode morrer, é inconcebível falar de um Deus que se doa e que sofre por amor a homens. Eu concordei com ele, reiterei que sim, este ato altruísta é inexplicável, conquanto, Deus também não se explica, seria igualmente contraditório nós, seres humanos, explicamos Deus. Com certeza, falei para ele, que o dia que conseguirmos explicar Deus, estaremos totalmente equivocados. Se o sofrimento já é um tanto quanto difícil de se explicar, quem dirá Deus. Mas, uma coisa temos certeza, quando falamos do Deus da cruz, este inexplicável Deus que sofreu, falamos de alguém que “entende a nossa dor”.
Em um mundo de dor, em uma sociedade injusta onde muitos sofrem, onde a impiedade e o preconceito reinam, saber que Cristo passou por tudo isso, sofreu, se doou, foi injustiçado, é um alívio. Pois uma coisa podemos ter certeza nesta hora, Deus entende a nosso sofrer. John Stott, no livro Por que sou cristão complementa:
O único Deus em quem eu creio é aquele que Nietzsche, filósofo alemão do século 19, ridicularizou, chamando-o de Deus sobre a cruz. No mundo real da dor, como adorar a um Deus que fosse imune a ela? (STOTT, 2004, Pg. 67).
Em um mundo de dor, seguir a um Deus que entende o timbre da dor, nos seus níveis mais extremos, é um alívio, foi o que me consolou, foi o que me fez chorar e clamar, por saber que ele me entende.
Em meio a minha crise de fé, procurando respostas, tentando achar explicação para todo o cinza, nem sempre eu conseguia orar. Tinha dias que eu levantava da cama e ficava apenas em silêncio, quieto, tentando achar sentido ante todo o caos. Era bem nestas horas que a imagem da cruz vinha em minha mente, as cenas de sofrimento e escárnio me faziam lembrar de que Deus me compreendia, com isso, eu me sentia consolado, por saber que ele entendia a minha aflição.
O propósito desta série de textos é muito mais que explicar, é compartilhar a minha odisseia, é mostrar os caminhos percorridos e mostrar que nem sempre racionalizamos tudo, mas que é possível encontrar alento em meio ao caos.
BIBLIOGRAFIA
STOTT, John, Por Que Sou Cristão, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2004.
Faça o download gratuito do livro: A odisseia da dor: Uma Jornada em meio à dor e à dúvida.
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5 ANOS DO BLOG
Parece que foi ontem que eu comecei a escrever e quando vi, lá se foram 5 anos, quase 500 textos e mais de 70 mil visualizações. O que começou como algo sutil, sem muitas perspectivas, hoje virou um projeto que superou as expectativas, pelo menos as minhas, afinal, são mais de 100 acessos diários, tendo dias que chegam a mais de 200, coisa que eu já considero grande. Nunca esperei que o blog chegasse a tantos acessos, preferi me concentrar em escrever e estudar, ao invés de criar grandes expectativas.
Agradeço a todos que me têm dado retorno, feito sugestões e interagido, e a todos que já colaboraram, muito obrigado. Que venham mais 5 anos!
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REINO DE DEUS
Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês” (Lucas 17:20,21).
Em nossos dias temos muitas teorias de como será a vinda de Cristo, onde será o céu, se a terra vai ser restaurada ou não, enfim, são muitas especulações, sendo que na época de Jesus não era diferente. Muitos naquele tempo acreditavam que o Messias viria para libertar o povo judeu das garras do reino de Roma:
“A pergunta dos fariseus alicerçava-se sobre um conceito bem formal do reino divino, que para eles na verdade deve ser equiparado ao “reino messiânico”. Eles imaginavam a vinda do reino de Deus, ou seja, do “reino messiânico”, como um acontecimento histórico súbito, exteriormente grandioso, que poderia ser verificado com precisão como espectador” (RIENECKER, 2005, p. 357).
Seria uma restauração, um novo começo e era justo esta a pergunta que os fariseus faziam para Cristo, só que e o que Jesus lhes respondia era justamente o contrário, este reino não era um reino político:
“Jesus queria dizer que o Reino de Deus já estava presente na pessoa de seu Rei. O Reino já estava ali”.
“Os fariseus não conseguiam ver isso. Tudo o que viam era um carpinteiro da Galiléia, um fanático empoeirado que atacava a posição deles, bem como a eles próprios” (RICHARDS, 2013, p. 798).
Cristo inaugurou um outro reino, que não é terreno, não é calcado nas coisas finitas deste mundo e sim, um reino espiritual, encarnado na pessoa de Jesus e dos seus seguidores.
Eu respeito os irmão que acreditam no reino milenar de Cristo aqui na terra e em todas as interpretações a respeito do milênio. Mas a meu ver a Bíblia é clara, o nosso reino é espiritual, não é terreno. Jesus veio para mudar nosso coração, transformar a nossa vida e não nos dar coisas e regalias aqui neste mundo:
“O ser humano em sua cegueira natural anseia por condições melhores, não, porém pela melhora do coração. Visa uma nova realidade, não, porém um novo pensamento” (RIENECKER, 2005, p. 358).
Cristo veio transformar vidas, dar o exemplo de como é ser cristão, ele não veio para reinar de forma política no mundo e sim em corações. É claro que um dia Ele virá, mas enquanto não vem, o reino d’Ele é em nosso coração e nós seus seguidores fazemos parte deste reino.
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013.
RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.
FRITZ, Rienecker, Evangelho de Lucas, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2005.
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GUERRA DE GERAÇÕES
Toda geração mais nova acaba em algum momento por olhar a mais velha com ar de desdém. É impossível comparações não surgirem, adjetivos aparecerem a fim de subestimar a “geração ultrapassada”. Eu mesmo já fiz muito isso, até aprender que o tempo passa para todos.
A parte cômica desta situação é que o oposto também é verdadeiro. Não é muito incomum olharmos para a geração mais nova e também os subestimarmos. Acharmos que eles são mais alienados e inferiores. E a nossa geração a melhor a mais educada, inteligente e honesta.
Acredito que todas as épocas tiveram seus equívocos, cada uma em uma área, as vezes até em áreas diferentes, mas tiveram, entretanto, todas elas também tiveram suas qualidades únicas, como em todas as gerações.
Se antigamente a sexualidade não era tão explícita tal qual hoje, em contra partida a mulher era tratada sem direito algum, vista apenas como a empregada da casa. Se antigamente as pessoas não eram viciadas em redes sociais, como muitos são hoje, sabemos que a falta de informação era grande e teorias das mais absurdas rondavam o saber humano.
O estímulo com o tempo muda, mas sempre existiu, hoje é a internet, ontem foi a TV, amanhã já não sabemos, o que podemos ter certeza é que o homem sempre foi um ser fácil em se alienar, por isso temos que sempre tomar cuidado, toda a geração teve suas vergonhas, alienações e depravações, a diferença é que hoje pode até ser mais explícito e mais divulgado, diferente do passado, mas sempre existiu.
Talvez a sua geração tenha sido mais trabalhadora, não tenha usado tantas drogas, quem sabe fosse mais responsáveis e até mais fieis, a pergunta que eu faço é “Será que não foi apenas por falta de oportunidade?”. Será que se não tivéssemos uma educação mais rígida, como tivemos, não seríamos iguais quando novos? Eu mesmo não sei, mas desconfio que sim.
Não é fácil lidar com as diversas gerações, eu mesmo acho muito complicado, ainda mais que sou de uma geração intermediária, não sou nem novo e nem velho, mas eu acho difícil olhar para os adolescentes e não enxergar um pouco de mim.
Eu era teimoso, achava que sabia de tudo, não ouvia ninguém e não percebia que as minhas decisões eram burras e simplistas. Em contra partida, olho para a geração mais velha e não consigo enxergar qualquer empatia com os mais novos.
Creio que se a geração antiga tivesse os mesmos estímulos que as de hoje, cairiam nos mesmos erros, no fim o homem é o mesmo e só enxergará seu caminho equivocado quando o tempo passar por ele um pouquinho.
Todos nós somos alienados, fadados ao erro e a ouvir mais quem não tem razão, mas nós que somos mais velhos, temos a obrigação de pelo menos tentar fazer diferença para aqueles que estão começando.
Não idealize o seu passado, não omita os seus fracassos, seja transparente e comece confessando seus erros, que assim você vai perceber que no fim somos todos parecidos.
É claro que o exemplo tem que partir dos mais velhos, temos a obrigação de sermos responsáveis, com isso, está em nossas mãos sermos a diferença ou não.
Talvez quando aprendermos a falar a linguagem dos mais novos e a confessarmos nossos equívocos sendo assim mais transparentes, teremos uma conversa mais assertiva com aqueles que são mais novos e assim esta guerra de comparações cessará, pelo menos até a outra geração vir, não sabemos.
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ESTUDAR OU NÃO ESTUDAR TEOLOGIA, EIS A QUESTÃO.
Depois de um dia de muito estudo e trabalho, fui ver meu e-mail e as minhas mensagens da minha rede social, quando eu me deparo com a seguinte frase: “Seminário ou faculdade teológica não forma pastores ao contrário, já vi desequilibrar muitos”. Por achar a frase interessante e muito verdadeira, resolvi complementar pontuando que “a falta de estudo teológico também desequilibra de igual forma”, o cara não gostou muito e tentou “refutar” o meu comentário de todas as maneiras, que foi mais um complemento do que um comentário. Eu por falta de tempo e ter muita preguiça de discutir, optei por escrever este texto como “resposta”, por acreditar ser mais útil.
A verdade é a seguinte, sim, seminário ou faculdade não forma pastores, o pastoreio é um dom e está aquém do estudo teológico, embora fazer uma faculdade seja fundamental para que o pastor tenha uma boa bagagem a fim de exercer o seu ministério. Veja bem, em uma faculdade teológica séria, o pastor terá ao seu dispor aulas e mentorias com mestres e professores que estudaram muito, sendo que uma boa parte deles, quando não todos, são pastores ou homens envolvidos no ministério. Imagine que rico para um pastor iniciante poder dialogar com gente que tem experiência com o ministério, isso é muito bom para quem está começando, ou para quem até exerce o pastoreio, mas ainda não teve oportunidade de fazer uma faculdade teológica.
Eu tive oportunidade de ter aulas com missionários e pastores que tinham muitos anos de estrada, além de terem mestrado e doutorado. As aulas me ajudaram muito, me deram a oportunidade de ampliar a minha visão, além de poder ter ferramentas ótimas para o pastoreio, de quem sabe muito bem do que está falando ou que possuem uma ideia muito mais ampla que a minha.
É claro que estudo teológico não define uma boa teologia, pois afinal, vai depender de muitos fatores para que isso fique claro, mas sabemos o quanto a falta de estudo teológico facilita para que muitas heresias surjam. É por conta de uma interpretação errada das escrituras que ensinos, dos mais escabrosos, têm surgido. Mas sim, estudo não é infalível, só estudar, não faz uma pessoa ser pastor e muito menos ser um bom cristão.
O liberalismo surgiu através de cristãos que estudavam e acabaram por pegar um caminho totalmente equivocado, conquanto a falta de estudo também tem feito isso. Por isso digo, não existe fórmula quando se trata de seres humanos pecadores, mas embora sabendo que não existe fórmula, eu ainda acredito que quando alguém estuda em uma faculdade séria, preocupada com o que ensina, ela vai ter frutos bem mais saudáveis do que aqueles que não estudam.
A parte interessante sobre este acontecimento foi quando ele tentou justificar o seu ponto de vista falando que os pais da igreja, que defenderam a fé cristã nos primeiros séculos como Agostinho, citado por ele, eram cristãos comuns, sem muito estudo. Uma afirmação que carece um pouco de estudo e fundamentação teológica, pois afinal, os pais da igreja e também os primeiros apologistas eram pessoas versadas em filosofia, retórica e história.
Na verdade, eles eram muito mais filósofos, do que teólogos propriamente dito. Por mais que as universidades tenham surgido muitos anos depois, pelo menos nos moldes que conhecemos hoje, as academias sempre existiram. Lembrando que a Academia de Platão foi fundada em Estagira por volta de 384 a. C. E o Liceu fundado por Aristóteles foi fundado por volta de 334 a. C. Isso só para citar estes dois nomes famosos.
É importante lembrar que o apóstolo Paulo era um homem de muito conhecimento, estava longe de ser um homem comum, sem muito estudo. Mas falando os primeiros apologistas. Justino Martir (100 – 165) foi um dos primeiros, ele era versado em retórica, história e poesia. Ireneu de Lion (130 – 200) foi um bispo e escritor com muito conhecimento. O mesmo podemos dizer de Orígenes (185 – 254) e Tertuliano (160 – 225) e muitos outros que vieram depois deles como Agostinho (354 – 430) e por aí vai (MCGRATH, 2005, p. 44,45,46)
O conhecimento nunca esteve desligado da igreja, estudar e ter uma vida santificada, nunca esteve separado. Mais sim, muitas heresias que foram combatidas pelos apologistas vieram de pessoas que também estudavam. O estudo nunca foi um caminho infalível para se ter uma vida cristã coerente, mas como a história nos mostra, quem defendeu a fé cristã também foi gente que estudava.
Resumindo, estudar é muito importante, e se você tem um chamado pastoral, o caminho mais coerente para esta importante etapa é estudar. É claro que não depende só disso, mas é um importante passo.
Você não sabe quantos frutos podem dar quando você ora, busca e também estuda. O estudo faz parte da vida de um homem espiritual e apesar de não ser infalível e sim, acabar desequilibrando muitos, a falta de estudo, aliado ao cargo de pastor, que dá muito status em alguns casos, também desequilibra, embora eu ainda acredite que o estudo é muito mais benéfico que maléfico.
BIBLIOGRAFIA
FLUCK, Marlon. Ronald. Teologia dos pais da igreja, Editora Cia dos Escritores, Curitiba, 2012.
MCGRATH, Alister, Teologia sistemática, histórica e filosófica, Uma introdução à teologia cristã, Shedd Publicações, São Paulo, 2005
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DEUS E AS PEQUENAS COISAS
Foi em dias de dificuldade e dor que aprendi algumas importantes lições para a minha caminhada com Deus, aprendizados que tenho guardado como tesouro para o meu caminho.
A primeira delas é que é nas pequenas coisas que vemos Deus agir. Não adianta, é comum vermos Deus como um mágico, um super-herói ou coisa parecida, pronto a nos ajudar.
Entenda que Deus tem seus meios, e quando nos ajuda, é da sua forma e não da nossa. Não espere Deus seguir suas receitas, suas dicas ou atender a seus pedidos como um servo, Deus é Deus, e quando nos ajuda usa os seus próprios caminhos, não entendemos porque, mas sabemos que são caminhos bem melhores que os nossos, por isso se entregue aos seus pés e confie.
Tenho conseguido ver Deus nas pequenas coisas, agindo na maioria das vezes de forma sutil e natural. Seja através de uma boa oportunidade, por meio de um amigo, médico ou coisas tais. Não é que Deus não tenha poder algum, e sim, a meu ver, que ele evita shows pirotécnicos e acaba tomando um caminho natural. Faça uma avaliação de tudo o que já aconteceu na sua vida, reveja todas as suas conquistas e note como Deus tem estado presente em todo o momento o problema é que as vezes não vemos.
A segunda lição é que Deus nos ajuda mais nos dando forças e oportunidades do que agindo em nosso lugar.
Temos mania de tratar Deus como um garçom pronto para nos servir. Se Deus é pai, como bem acreditamos, ele faz de uma forma no qual possamos aprender. Perceba que Deus não é aquele pai que mima e segue fazendo a nossa vontade, ele é mais como um pai que cuida e nos ensina. Deus não faz nada do que é para fazermos, ele não nos isenta de nossa responsabilidade, mas nos dá sabedoria e meios para enfrentarmos as situações e conseguir vencer as dificuldades.
É nas pequenas coisas que vemos Deus, principalmente quando vencemos o hedonismo e passamos a confiar nele de forma realmente plena. É quando olhamos em volta de forma sincera e sem exigências, como dependentes dele que somos, que enxergamos o seu cuidado. Ser cristão não é ser servido, mas servir, se dedicar, é confiar em Deus, independente do caos que nos cerca, é por isso que quando confiamos, aprendemos a ver nas pequenas coisas Deus cuidando de nós a cada segundo.
Confie em Deus e aprenda a ver a sua mão cuidando de você, perceba que a sua força de lutar e procurar uma saída vem dele, sinta Deus caminhando com você e perceba que a saída nunca vem de nós. Deus está sempre presente, sempre cuidando e nos amparando, o problema é que as vezes queremos mais e da nossa maneira, com isso, não enxergamos o seu cuidado em toda a nossa caminhada.
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A ODISSEIA DA DOR III: CORPO
Há muito tempo atrás no trabalho uma amiga me perguntou sobre o sofrimento e como eu já estava em busca de respostas, comecei a explicar o problema do sofrimento, falei que o homem sofre por que é livre e sempre escolhe se distanciar de Deus, tal como abordei no primeiro texto. Ela ouviu pacientemente, aceitou a minha explicação, mas terminou me fazendo uma pergunta que me paralisou: Então por que a minha sobrinha nasceu com câncer? Por que Deus permite que pessoas nasçam doentes? Se o homem sofre porque usa mal o livre-arbítrio o que dizer das pessoas que sofrem catástrofes naturais, tsunamis e terremotos?
As perguntas me obrigaram a colocar meus pés no chão para não tratar o assunto de forma leviana. Ainda mais que a dor, para cada um, tem um tom, uma nota, e uma dificuldade. Nem todos encaram os problemas da mesma forma, com isso, nossas respostas, apoios e auxílios, dever ser dados com compreensão e respeito.
Outra profunda pergunta me vem a tona quando eu falo sobre o sofrimento, a questão veio de um outro amigo que também viu alguém no qual amava sofrer muito por causa de sua saúde. O que ele me perguntou foi: será que Deus não tem outra forma de ensinar que não seja através do sofrimento, tais questões são sempre difíceis de responder.
O sofrimento nos ensina, isso eu não tenho dúvidas, eu também sei que muitas vezes é a dor que Deus usa para nos mostrar algo, mas eu ainda acho que não devemos nos guiar por esta exceção. Nem sempre racionalizara a dor do próximo é sábio, principalmente porque não sentimos o que ele está sentindo, falar dos outros estando em uma situação totalmente oposta é sempre perigoso, e deve ser feito sempre com muito cuidado.
O problema é que estamos sempre tentando ajustar Deus, suas ações ou “falta” de ações a nós e ao nosso ponto de vista. Queremos que ele seja como nós, e aja de acordo com o que acreditamos. Deus é Deus, com isso, já temos que ter em mente que por ele ser Deus, não criado, eterno e poderoso, nós, seres humanos criados, o entenderemos pouco. Um Deus que é definível, certamente é finito, com isso ele não é Deus.
Uma questão que temos que entender quando falamos do sofrimento e de Deus é que Deus não é a vida. A vida é uma coisa, a sociedade da forma como é, injusta, falha, brutal e mesquinha, assim o é por que é composta por seres humanos pecadores. Philip Yancey completa:
“Aprendi a ver além da realidade física deste mundo. Vejo claramente a realidade espiritual. Nossa tendência é pensarmos: “A vida deve ser justa porque Deus é justo”. Mas Deus não é a vida” (YANCEY, 2004, p. 191).
Não temos certeza do porque muitos nascem doentes, eu nem me atrevo a responder o porquê muitos sofrem com catástrofes. Mas eu sei que Deus criou a vida, o homem pecou e decidiu seguir de costas para ele, conquanto quando eu vejo o sofrimento hoje, eu não consigo perguntar, onde está Deus? E sim, onde está a igreja? Por que nós não estamos fazendo algo?
Enquanto eu escrevo este texto, um amigo está na África atuando como missionário. Ele inclusive é formado, possui mestrado e tinha um ótimo emprego quando abriu mão de tudo para atender ao chamado de Deus. Enquanto eu escrevo este texto eu me lembro de outro amigo que já arriscou a sua vida para ir a países islâmicos pregar o evangelho, coisa que ele também não precisava fazer por ter muito mais opções de trabalho. Enquanto eu escrevo este texto eu me lembro de um amigo médico, que de tempos em tempos se alista como voluntário para trabalhar em países assolados por catástrofes.
Nós somos o corpo e Cristo é o cabeça, nós somos seus servos aqui na terra, com isso, entender o nosso papel ante a dor é importante. Enquanto o caos existir, nós temos que estar a postos, apontando para a cruz, levando o evangelho a todos os feridos.
A Bíblia fala de um novo céu e de uma nova terra, fala de um lugar onde não haverá mais dor. Mostra que a sociedade que Deus constrói é perfeita, sem dor e doença. Quando eu leio sobre doenças eu lembro justamente disso, e agradeço a Deus por ter esta esperança e me recordo que é a minha missão levar está esperança as outras pessoas, que é minha a missão ser diferença.
Não sabemos explicar o porquê da dor, mas sabemos quem é a solução. Deus é a vida, ele veio para nos dar vida, e nos chamou para sermos luz e sal. Se não fizermos diferença, os sofredores continuarão buscando resposta e nós continuaremos em silêncio, como se a responsabilidade não fosse nossa.
O interessante é que quando olhamos para a história de Jó, não conseguimos encontrar explicação alguma. Por que um homem justo tem que sofrer? Por que Deus usou justo Jó para mostrar a Satanás que ele estava errado? Porque algumas boas pessoas sofrem com catástrofes e problemas inexplicáveis? Nós não sabemos, e acredito que nunca encontraremos explicação, mas eu sei o quanto nós podemos ser diferença quando estes dias chegarem.
Em meio ao meu problema, enquanto enfrentava momentos realmente difíceis, tentando racionalizar, entender e explicar, eu recebo uma mensagem. Um texto que parecia simples, mas que me tocou, a frase se resumia em algo parecido com “estamos sentindo falta de você aqui na igreja”. Por conta dos problemas eu estava desanimado, nem estava indo mais na igreja. O cinza havia invadido o meu peito e eu optava em ficar os finais de semana em casa, fechado em minha dor. Entretanto, poucas palavras me ajudaram a não me sentir sozinho, por conta de atitudes aos olhos de alguns eu me senti amado, e tive forças para me levantar e agir.
O mundo sofre com injustiças, catástrofes e doenças, mas nós estamos aqui para ser diferença. Deus é Deus, ele criou tudo, mas não tem qualquer responsabilidade pelo caos, o que sabemos é que ele prometeu nos ajudar, e levantou um povo que é porta-voz da sua mensagem. Um povo que é responsável por levar vida no caos, cultivar jardins nos desertos, levar esperança onde ela não mais existe.
BIBLIOGRAFIA
YANCEY, Philip, Decepcionado com Deus, Três perguntas que ninguém ousa fazer, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004.
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