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O MEDO DE CORRER RISCOS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY
Esta é a última armadilha da mente das quatro listadas pelo Augusto Cury: O medo de correr riscos.
“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam” (CURY, 2008, p. 58).
Eu não sou o cara mais ousado que existe, muitas vezes acabo optando mais pelo seguro, do que pelo caminho mais arriscado. Eu também não gosto de atalhos e formulas mágicas, não acredito que possa existir algo assim, mas eu sei que correr riscos é inevitável em qualquer empreitada.
“Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas” (CURY, 2008, p. 59).
Viver é um risco, sonhar e empreender algo é um risco, nem sempre saberemos se o caminho é o correto, muito menos se aquela determinada área frutificará, mas a vida é assim. Se não fizermos, não arregaçarmos a manga e tentarmos, nunca saberemos ou sairemos do lugar. Viveremos estagnados, parados no tempo, decepcionados sem crescera se desenvolver.
“Pois a vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a tarefa mais nobre de um mortal. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários” (CURY, 2008, p. 59).
E quando falo em arriscar, não falo de grandes empresários, ou de empreendedores famosos, falo de tudo e de todos, nem sempre o meu desafio é grande para você e vice versa, mas temos que tentar e aprendera encarar o desafio.
Querer fazer algo, mudar seu futuro estudando, montar uma loja, ou seguir na realização do que você sonha, vai acabar tendo sempre um risco. Entretanto, só chega lá quem corre o risco, quem tenta e aprende com seus erros.
Ficar parado não é a saída, pode ser confortável, mas não te tira do lugar. Enfrentar o medo e ousar é o caminho para não ser uma pessoa frustrada. O comodismo não nos faz crescer, mas quem ousa, está sempre aprendendo, mudando e evoluindo. Por isso jogue fora o medo e tente, pode ser que você consiga, ou aprenda, não custa tentar descobrir.
BIBLIOGRAFIA
CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008.
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JUSTOS E PECADORES
“Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento” (Referência: Lucas 5:27-32) (NVI).
Cristo foi muito perseguido, a Bíblia não nos deixa dúvidas, pois a religião não compreendia suas atitudes, a graça com que Jesus tratou os necessitados enquanto esteve aqui na terra, não entrou na cabeça dos religiosos hipócritas da época.
Neste capítulo Jesus cura um paralítico e logo após, acaba se encontrando com Levi, um cobrador de impostos (v. 27). Veja bem, normalmente os cobradores de impostos eram judeus que trabalhavam para Roma. Estes homens acabavam sendo vistos como traidores, por trabalhar para o Império Romano, além de serem em sua maioria desonestos, cobrando impostos injustos de seus irmãos para que assim pudessem enriquecer ilicitamente.
O texto diz que Cristo andava com estas pessoas de má fama, na ocasião onde ele proferiu tal passagem ele estava em uma festa, onde os convidados eram justamente estes cobradores de impostos no qual a religião da época não se misturava. Aliás, Jesus só andava com os indivíduos que a sociedade da época considerava escória, justamente por acreditar que quem mais precisava de Deus eram eles. Contudo, tal frase proferida por Jesus pode ser vista como contraditória. Pois ele falou para os mestres da lei que não tinha vindo chamar os justos (Lucas 5: 30). O que dá a entender que eles eram justos, certo? Errado!
Veja bem, os fariseus e mestres da lei se viam como puros, santos e justos, e viam os cobradores de impostos ou todos os outros de má fama, como impuros. A mensagem que ele passa com a frase é que ele não veio para quem se considera santo e sim para quem sabe que é pecador e está arrependido pelos seus pecados. A realidade é que somos todos pecadores, no final, ninguém merece ser salvo, todos merecem a morte, contudo, Cristo veio para quem têm está mentalidade e sabe quem realmente é:
““Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”. Era uma repreensão e um repúdio severo à atitude arrogante dos fariseus; Cristo não estavam sugerindo que eles estivessem se saindo muito bem sozinhos” (MACARTHUR, 2016, p.53).
Ser cristão é ter a consciência de ser pecador, é saber que sem Jesus não somos nada, esta é a prova do arrependimento e da genuína conversão. Cristo não veio para quem se achava santo, mas para quem sabia que era pecador e do quanto precisava de sua graça. O ensinamento que o texto quer passar é justamente este.
Somos todos pecadores, não há um justo sequer, sem Jesus não somos nada e era isso que os sábios da época não entendiam. Eles acreditavam em uma religião baseada em méritos, no esforço próprio, mas Cristo veio nos mostrar a graça e do quanto precisamos dela.
No fim, ninguém é justo, era isso que os fariseus da época não entendiam, eles se achavam o máximo, e consideravam os outros como escória. Jesus não veio para quem não se acha pecador, muito menos para arrogantes que se acham santos.
Só quem realmente entende a sua condição é que recebe Cristo em sua casa, é apenas quem está doente que busca cura, os que se acham sãos, continuam seu caminho, afundando em sua própria podridão.
BIBLIOGRAFIA
MACARTHUR, John. A parábola do filho pródigo: Uma análise completa da história mais importante que Jesus contou. Rio de Janeiro: Editora Thomas Nelson, 2016.
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IMIGRANTES EM TEMPOS DE CRISE
Falar sobre atender a imigrantes é também falar sobre a Bíblia, desde o Velho Testamento, vemos Deus dando ordens específicas para que os imigrantes fossem atendidos, o curioso é que em uma das passagens ele dá o motivo. Deuteronômio 10:17-19 diz:
Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.
Por conta do povo judeu ter sido estrangeiro, quando lá em Gênesis 46 a família de Jacó (Israel) foi socorrida em um período de fome e acabou virando o povo de Israel, que Deus manda que estes socorram os estrangeiros. Deuteronômio 27:19 chama de maldito aquele que não respeitar os direitos do estrangeiro, órfão e viúva, e por aí vai. Existem muitas outras passagens que falam do assunto (Mateus 25:35; 1 Coríntios 12:12-14; Gálatas 5:14), mas existe só uma pergunta: Como acolher estrangeiros em tempos de crise?
Sabemos em que pé está o Brasil, mais de 13 milhões de desempregados e este número têm aumentando ainda mais. Entretanto, poucos anos atrás recebemos inúmeros Haitianos, por conta da catástrofe que ocorreu no Haiti. E recentemente temos recebido inúmeros venezuelanos, que têm sofrido por conta da ditadura comunista que se instalou naquele país.
Existe um grande problema em termos muito imigrantes em um período onde a oferta é menor que a procura: “Os salários baixam”. É muito mais fácil para um imigrante que perdeu tudo e quer reconstruir a sua vida, aceitar qualquer salário. Pois para quem perdeu tudo, qualquer oferta é uma boa oportunidade, coisa que para quem já está estabelecido e tem uma vida com um certo tipo de padrão, gastos e responsabilidades, já não é.
Uma vez um amigo afirmou: “não sei por que vocês têm medo dos imigrantes, por um acaso vocês não têm a mesma competência que eles para arranjar um emprego?” Eu não respondi o amigo, pois ele não me deu ouvidos, pois pelo jeito ele queria só falar, sem ouvir. Mas a resposta que eu dou a está pergunta é: O meu medo é da concorrência, do fato de que eu estou estabelecido e tenho os meus compromissos para honrar, e eles nem tanto.
Veja bem, não sou a favor que expulsar os imigrantes do Brasil, ao contrário, devemos recebê-los e ajuda-los, a pergunta que eu faço é: “como ajudá-los, sem prejudicar os de casa?” O texto é um convite para você sair de sua estabilidade e olhar para fora. É uma chamada para você ter empatia, olhar para os seus, não só para os de fora. Temos um grande problema para resolver que é o desemprego, isso se você já não estiver desempregado, procurando uma oportunidade, aí, você terá mais de um problema.
A pergunta que continua no ar, uma pergunta que eu não vou responder, é ainda a mesma: Como ajudar os de fora, sem prejudicar os de casa? Não temos emprego para todos, mas todos precisam de um emprego, o que fazer nestas horas?
Penso que neste novo governo o que está em jogo é justamente isso, um governo que aqueça a economia, que crie oportunidades e que faça com que o Brasil cresça.
Não quero que nenhum imigrante fique sem auxílio, mas tenho visto muitos brasileiros passando necessidades. Diante desta realidade temos que entender e brigar por mudanças que sejam efetivas, caso contrário, afundaremos, levando muitos outros que não são brasileiros, conosco.
Que Deus ajude este novo governo, muita coisa está em jogo, que Deus dê sabedoria aos governantes e consciência ao povo Brasileiro, para que assim todas saiam ganhando, inclusive os imigrantes!
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OS SEIS ERROS CAPITAIS DE TODO O PASTOR
Lidar com pessoas nunca é fácil, ter a sabedoria de entender cada indivíduo, ou pelo menos tentar, saber ajudar cada um da maneira que ele precisa e ainda lidar com os compromissos habituais de uma igreja, não é tão fácil. Por isso, acredito que todo o pastor deve fazer uma faculdade ou seminário de teologia. Aprender, se preparar e buscar ferramentas junto a pastores e professores experientes, que estudam e estão envolvidos com a obra, é fundamental para o sucesso do ministério. O que se segue, a meu ver, são os sete piores erros que pastores e líderes cometem em seus ministérios. Erros capitais, pois acabam gerando muitos outros problemas.
O primeiro erro é não ser acessível a todo o membro. É comum hoje em dia vermos pastores que não são acessíveis, vivendo envoltos em uma aura impenetrável que os coloca em pedestais. Termina que estes acabam agindo como separados, diferentes e especiais. Um pastor é acima de tudo um servo, alguém que está pronto a ouvir e ajudar. Não combina com o evangelho pastores que se acham especiais e que se colocam acima de tudo. O próprio Cristo serviu, mesmo sendo Deus, se humilhou e se fez servo, pedindo que fizéssemos o mesmo (João 13:1-147). Tudo o que difere desse ensino está fora da Bíblia.
O segundo erro, no qual considero um dos mais graves, é não habilitar um substituto. Não somos eternos, e a obra não é nossa, e sim de Deus. Deixar de levantar líderes preparados para continuar a obra caso algo aconteça conosco é um erro, e dos mais graves. Temos que aprender a enxergar futuros líderes, incentivar e ensinar estes para serem atuantes e possíveis substitutos, caso a obra precise.
O terceiro erro é ser um pastor legalista. O legalismo já dividiu muito a igreja, líderes que não compreendem as dificuldades do próximo, muitas das vezes (se não quase sempre), têm um grande problema em se autoavaliar. Afinal, todo mundo peca, todos têm as suas dificuldades, esquecer disso é destruir um caminho que, mais dia ou menos dia, ele vai ter que trilhar.
O quarto erro é não ouvir seus membros. Conheci muitos pastores que não ouviam seus membros, eles eram acessíveis, eram humildes, ensinavam, mas não ouviam, achavam que tudo tinha que ser de sua maneira e da sua forma de pensar. Ouvir é básico, ainda mais quando estamos em uma comunidade cristã, com muita gente, muitas experiências e dons. Ouvir é essencial, pois às vezes este pastor pode estar tentando resolver algo que alguém já resolveu e tem experiência no assunto. Com isso, ele vai seguir batendo a cabeça e algumas vezes ofendendo quem quer ajudar, mas não tem oportunidade.
O quinto erro é não ler. Tenho medo de pastor que não estuda, não lê e busca crescer como pessoa. Eu sempre digo em sala de aula que líder que não lê e não busca o conhecimento acaba por não ter o que oferecer a seu liderado. A obra depende do quanto buscamos a Deus e buscamos estudar e entender a sua palavra. Quando isso não acontece, acabamos por oferecer aos membros somente sopinhas, deixando de fornecer um alimento mais sólido, que o fará crescer e desenvolver como pessoa.
O sexto erro é ser um pastor centralizador. Ser um líder centralizador é ser alguém fadado ao estresse e ao desgaste, além de ser um pastor com uma igreja que provavelmente não vai crescer tanto assim. Geralmente, um líder neste perfil é uma pessoa que acha que sabe de tudo, que considera somente a sua forma de fazer como a correta. Um pastor assim vai se desgastar e acabar se destruindo e destruindo sua família. Trabalhar como um corpo é o princípio bíblico para a obra andar de forma saudável e coerente.
Eu poderia listar muito mais erros, mas resolvi expor os que considero os piores. Não quero com este texto criar intriga e divisão, quero somente levar a igreja à reflexão, tendo em mente que alguns erros acabam por nos trazer mais problemas que outros.
Sou teólogo e não pastor, mas sei muito bem como um pastor bem preparado faz a diferença na vida de muitos cristãos. Ser pastor é uma responsabilidade muito grande, por isso, estar preparado é importante para que a obra de Deus cresça voltada para o evangelho, dando frutos e preparando ainda mais pessoas para o desafio cristão.
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PECADOS
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. (Referência: 1 João 1:8-10).
Não somos santos, não tenha dúvida disto. Por mais que encontremos em nossa caminhada gente boa e bem intencionada, somos contaminados pelo pecado, depravados como otimamente pontuam os calvinistas, pecadores até a raiz. E isso não é impossível de concluir, é só olhar em volta e ver como o potencial do homem em fazer maldades é muito maior do que para fazer coisas boas. Guerras, roubos, egoísmos, soberba, a lista é grande e um bom observador vê isso rapidamente.
O texto diz que nós nos enganamos quando dissemos que não temos pecados (V8), somos mentirosos, pois desde o Éden, quando Adão desobedeceu a Deus, carregamos esta maldição em nós. Curiosamente, os gnósticos daquela época negavam que o homem tinha pecado. Eles afirmavam que a alma era pura, e o corpo que era pecaminoso por ser parte da matéria. (CHAMPLIN, 2014, p.295). Mas existe uma verdade apenas, nós somos pecadores e ninguém pode afirmar que não tem pecado, quem afirma tais coisas se engana grandemente, o Comentário Bíblico Vida Nova completa de forma certeira:
“Ter pecado” significa mais do que “cometer pecado”; é uma referência ao princípio interior do qual os atos pecaminosos são manifestações exteriores (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 2098).
Enfim, somos seres pecadores, precisamos da graça divina a todo o tempo, contudo o texto continua e diz que se confessamos os nossos pecados, ele nos perdoa a nos purifica de todo o pecado (V9). Confessarmos, no grego é “omologeo” ou seja, significa: admitir a veracidade da acusação (CHAMPLIN, 2014, p.296). Se confessarmos Ele nos perdoa, basta confessar, que obviamente deve vir acompanhado de arrependimento, para que a atitude não seja hipócrita e vazia. Sobre pecados, Lawrence Richards faz uma pontuação também muito importante:
“Qual é a realidade do pecado para o cristão? O simples fato é que, embora Jesus tenha lidado completamente com o pecado em sua morte, a natureza pecaminosa dentro de nós não é erradicada. Os efeitos do pecado, entranhados em nosso ser interior, continuam nos incomodado. Prosseguimos experimentando orgulho, desejo, raiva, ódio e medo. A capacidade para pecar permanece em nós e vai ser um peso sempre presente até que encontremos a completa libertação na ressurreição” (RICHARDS, 2013, p. 1226).
Somos pecadores, não adianta negar, somos movidos por este mal que está enraizado em nossa vida, e se afirmarmos o contrário, fazemos de Deus um mentiroso (V10). Mas Cristo nos purifica de todo o pecado. Basta confessarmos e o buscarmos.
Esta passagem é um dos nossos grandes nortes, ela revela quem somos, e nos mostra o que devemos fazer sempre que pecamos, que é recorrer a Jesus sempre e a todo o momento.
BIBLIOGRAFIA
CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.
RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.
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DEPRESSÃO PASTORAL
Mal começamos o ano e mais um pastor se suicida, o lamentável é que tem ficado comum. Desde 2017 temos lido notícias tristes de pastores que não aguentaram o fardo e colocaram um fim em sua vida, sendo que, a cada notícia que ouço eu me pergunto o que a igreja poderia poderia ter feito para ajudar.
Eu nunca fui pastor, mas já acompanhei alguns e sei como a carga é pesada. Não tem hora certa, muito menos folga e nem um dia tranquilo, a qualquer hora o telefone pode tocar e o pastor tem que estar pronto para ajudar mais um membro de sua igreja.
Eu já falei sobre depressão, por isso que não abordarei o assunto no texto, caso queira ler, segue o link (Depressão) e eu também já respondi se os suicidas vão ou não para o céu segue também o link do texto (Os suicidas vão para o céu?). O objetivo deste texto é falar sobre alguns possíveis motivos nos quais tantos pastores têm caído em depressão.
Quando eu observo alguns pastores, vejo que estes em sua maioria possuem hábitos nocivos para qualquer ser humano, quem dirá para um pastor, por isso que, eu listarei quatro hábitos que colaboram para uma saúde descontrolada, sendo o problema de saúde a própria depressão ou qualquer outra síndrome complicada.
O primeiro mau hábito é ser um “pastor solitário”. Não é incomum vermos pastores tentando carregar a igreja nas costas, o amor à obra e a vontade de ver seu ministério crescer deve ser grande, isso eu entendo. O problema é quando estes ministros acabam por não cultivar amigos, parceiros e irmãos de caminhada.
Eu lembro muito bem quando em aula, um pastor confessou que a vida pastoral era muito solitária, pois pastor não tinha tempo de fazer amigos. E creio que este é um dos grandes motivos para uma vida destruída e a saúde em frangalhos.
É muito importante cultivarmos amigos, caminharmos com pessoas, termos irmãos que podemos desabafar e pedir conselhos. A vida solitária é muito insuportável, não ter com quem se abrir e trocar experiências é um erro e o caminho para uma vida quebrada.
O segundo mau hábito é não buscar “apoio médico”. Nós sabemos que Deus tem o poder de curar qualquer um e a qualquer hora, mas nós também sabemos que algumas vezes ele usa médicos para que a cura aconteça.
Procurar ajuda e não espiritualizar o que não é espiritual é importante, depressão é coisa séria e pode surgir por conta de tantos fatores, que beira ao absurdo ficar tirando conclusões precipitadas.
Busque em Deus a cura, mas também faça a sua parte, não dê lado para o inimigo, muito menos seja orgulhoso achando que você pode vencer uma doença sozinho, pois dificilmente conseguimos.
O terceiro é achar que “depressão é coisa do diabo”. Tem tantos fatores que desencadeiam a depressão, que chega a ser cômico achar que é culpa do diabo. A depressão pode ser problema físico, por conta de alterações químicas, psicológicos ou psíquicas e sim, pode ser até espiritual, mas nem sempre é o diabo. Por isso que, espiritualizar é um erro, o certo é descobrir o problema e enfrentar com coragem, crendo que Deus vai dar saída, seja através de médicos ou de alguma outra forma. O caminho da cura quem traça é Deus, nós temos que apenas fazer a nossa parte.
O quarto problema é achar que não precisa de férias. Certo dia eu ouvi um pastor zombar dos pastores que tiram férias. Segundo ele, não se tira férias da obra de Deus.
Olha, em partes eu até concordo que não se tira férias da obra, do ministério, mas do trabalho sim. É um veneno mortal viver a vida sem descanso, é um erro para a saúde e para a família não parar, não relaxar longe da igreja, nem parar para descansar a cabeça.
Máquina que não descansa, quebra, família que não tem um tempo para si fracassa, pode ter certeza. Por isso, aprenda a parar, levante líderes em sua igreja e tire um mês por ano para relaxar a cabeça e revigorar suas forças. Seu ministério vai notar quando você aprender a descansar, seu trabalho vai render quando entender a importância de parar e relaxar.
Ninguém é de ferro amigo, não é sábio achar que por estar cumprindo o chamado de Deus, você pode agir como se a vida, saúde e família, não tivessem valor.
Deus te deu uma vida, todos os dias ele te dá uma oportunidade de se levantar e ser diferença, mas ninguém consegue ser diferença se deixar certas coisas em segundo plano. Zele por quem você é e pelo chamado que Deus te deu, aprenda a ter sabedoria e parar, para que tudo não desabe. Às vezes podemos achar que conseguimos enfrentar tudo sozinho, até nos encontrarmos sem direção, sem saída ou sem vontade de viver.
O pastor que de suicidou este ano levantou como todos os dias, tomou ceia como sempre havia tomado, orou pelos enfermos, como sempre tinha orado, passou a virada de ano com seus irmãos na igreja e após chegar em casa, se matou.
Que Deus dê graça para todas as pessoas ligadas a este pastor, conforto aos seus familiares, e sabedoria aos lideres da igreja. Que todos possam aprender que com certas coisas não se brinca, e entender que a vida é coisa séria, é um dom de Deus, por isso, devemos cuidar e zelar por este dom divino.
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AGENDA INTERNA
É muito comum seja em sala de aula, em redes sociais ou até em uma roda de conversa, termos muitas opiniões sobre um mesmo assunto. Normal, opinar ou ter pontos de vista é intrínseco ao ser humano, faz parte de sua natureza. O curioso é que mesmo que duas pessoas tenham diante de si o mesmo objeto de pesquisa, com os mesmos resultados de análise, estas duas pessoas certamente, ou muitas das vezes, terão conclusões diferentes. Isso se dá por conta de vários motivos, contudo, neste texto quero falar apenas de um deles, talvez o principal, que são os nossos comprometimentos internos.
Todo o ser humano acredita em algo, todos nós temos nossos pontos de vistas sendo que são as nossas crenças e comprometimentos que nos levam a interpretar fatos de maneiras diferentes. Scott Oliphint complementa:
“Os fatos são realmente teimosos, mas sua teimosia não se compara à teimosia quase insuportável de nossos comprometimentos básicos. Esses comprometimentos tornam-se a lente através da qual lemos os fatos” (OLIPHINT, 2018. p. 100).
Costumo nomear este fenômeno de agenda interna, ou seja, crenças e conceitos que acabam norteando nossos pontos de vistas e interpretações dos fatos, o grande desafio é justamente conseguirmos deixar de lado estes comprometimentos e olhar para os fatos de forma totalmente neutra sem que esta agenda interna nos influencie.
O que eu tento fazer como estudioso nestes casos é antes de tudo, procurar enxergar os fatos de todos os ângulos. A filosofia existe justamente para este propósito, fazer com que o homem olhe as situações de maneira ampla antes de emitir uma opinião ou tomar uma decisão. É desafiador ser neutro e em alguns casos, é quase impossível, ainda mais quando o fato envolve emoção, mas é importante tentarmos deixar a emoção de lado a fim de que tenhamos a melhor conclusão sobre o caso.
Outra atitude que eu tomo nestes casos é pesquisar. Por isso eu leio sobre o assunto, pesquiso e fujo de opiniões sem base e fundamento. Quanto mais você conhece, mais você terá uma conclusão mais acurada e coerente. Entenda que durante nossos estudos e pesquisas, temos que tentar ser imparciais, para que assim, possamos tomar a melhor decisão, o melhor caminho a seguir ou a melhor reflexão.
Por último, tento cultivar a humildade, pois eu tenho certeza apenas de uma coisa: nós somos muito limitados para acharmos que sabemos de tudo, que a nossa opinião é infalível, que somos imbatíveis.
Diante dos fatos eu tento cultivar a humildade, procuro ouvir o próximo e tomo cuidado para que a minha agenda interna não faça com que eu vire uma pessoa intragável, dono da verdade, que acredita que apenas a minha opinião é a certa.
É fundamental termos crenças, isso não é um erro, ao contrário, isso é ser humano. Contudo, uma vida relevante é construída a partir do estudo, do ouvir o próximo e de duvidar de si mesmo constantemente. Entenda quem você é, ponha na cabeça que todo o ser humano é limitado, com isso, ser humilde, buscar conhecimento e não ser arrogante é o caminho para sermos relevantes, seguindo a vida aprendendo e crescendo cada vez mais.
BIBLIOGRAFIA
OLIPHINT, K. Scott. Por que você acredita. Rio de Janeiro: Editora Thomas Nelson, 2018.
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MISSÕES O DESAFIO CONTINUA – RONALDO LIDÓRIO
Falar de missões não é coisa fácil nestes nossos dias, onde prezamos mais por continuar na comodidade, do que em seguir fazendo a vontade de Deus. Não que eu ache que todos devem ser missionários transculturais, ao contrário, cada um tem o seu chamado e deve seguir cumprindo a vontade que Deus colocou em seu coração. Mas a grande verdade é que custamos a sair do comodismo. É sempre mais fácil ficar em casa, cuidando da nossa vida, do que sair e ir em direção ao cuidado do próximo e o que eu admiro no Ronaldo Lidório é justamente a sua capacidade de sair deste comodismo.
Outra coisa que me impressiona no autor é justamente a sua bagagem teológica, ele não faz o tipo do missionário transcultural. Ronaldo Lidório é muito mais um teólogo ou acadêmico, do que um missionário em si. E isso nos inspira a sermos cada vez mais estudiosos da palavra, independente de profissão, chamado ou área de atuação. Quem lê qualquer coisa do autor já percebe o seu domínio das línguas originais, da missiologia, teologia e por aí vai.
O livro em questão fala sobre missões, sendo que o autor se preocupa em conceituar, mostrar a importância, além de dar o caminho para quem quer seguir este chamado. É muito interessante como o autor mescla os fundamentos bíblicos com suas histórias e exemplos. Isso torna a leitura não só inspiradora, já que o autor usa muitas de suas experiências pessoais para contextualizar o ensino bíblico, mas também acaba por transformar a leitura em uma verdadeira aula sobre missiologia.
A parte do livro que eu destaco é justamente a do quarto capítulo em diante, onde o autor começa a caminhar para o fim da obra e conta sobre o dia em que foi para uma cidade em Lima no Peru. Lá o povo sofria muita perseguição e quando se reuniam para o culto, não sabiam se teriam a possibilidade de terminar aquele culto ou iriam acabar por morrer, reproduzo na íntegra a oração proferida por uma das senhoras da igreja, as suas palavras realmente me tocaram:
“Senhor, abençoa-nos neste culto e aceita o nosso louvor, pois não sabemos se estaremos vivos para terminá-lo” (LIDÓRIO, 2003, p. 78).
Enfim, o livro é uma verdadeira inspiração, totalmente calcado na palavra, com uma boa dose da muitas experiências que Ronaldo Lidório passou em seu longo ministério.
O livro foi lançado pela Editora Betânia e tem 94 páginas.
Caso haja interesse, você pode comprar através do site: https://www.editorabetania.com.br
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DEUS E A CIÊNCIA
Não foram poucas as vezes que amigos acharam estranho o fato de eu ler e gostar de ciência, ao fazer tal afirmação, fui chamado de “diferente” e contraditório, coisa que eu não entendi muito na ocasião. O que me restou foi mostrar a história da ciência, para que eles vissem o quão sem fundamento eram suas afirmações. Sendo que o propósito deste texto é justo este, mostrar como a ciência começou e continuou sendo feita por muitos cristãos até o dia de hoje.
É um tanto quanto comum no Brasil pessoas acreditarem que cristãos são avessos a ciência. O que é incomum é estas mesmas pessoas não conhecerem a história e não saberem o quanto a igreja esteve envolvida no estudo e pesquisa da natureza a fim de buscar explicações:
“Durante a maior parte de história do ocidente, a ciência foi um empreendimento filosófico e/ou teológico, e seu objetivo era contribuir para nosso entendimento deste mundo” (OLIPHINT, 2018. p. 159).
Fé, estudo e ciência nunca estiveram desconectados, afirmar que o cristão é avesso ao estudo e ao avanço científico é de uma inocência brutal, uma desinformação alarmante.
A título de curiosidade, em tempos antigos, quando era falado em ciência era incluso entre estes os filósofos pré-socráticos, Platão e Aristóteles. Afinal, naquela época a filosofia e a ciência andavam de mãos dadas. Foi apenas algum tempo depois que a filosofia se desligou da ciência e acabou se tornando o que conhecemos hoje. Entre os principais cientistas e pensadores se é que poderíamos chamar estes assim, poderíamos destacar Domenico de Gundisalvo, que dividiu a ciência em humanas e divinas. Hugo de São Vitor que dividiu as inúmeras formas de ciência em teóricas, práticas e mecânicas, ou até o padre Roger Bacon, que acreditava que a Bíblia era o fundamento do conhecimento humano (CHAMPLIN, 2014, p. 644).
Entre todos os cristãos citados e muitos outros que nem ao menos mencionamos, talvez Francis Bacon (1561 – 1691) seja um dos mais importantes. Ele é pai do método científico, sendo que a sua abordagem era a parte da religião, contudo, mesmo não sendo ligado, ele afirmava que as suas afirmações tinham um ponto de partida cristão ao explicar a natureza (OLIPHINT, 2018. p. 159). Outro autor cristão importante foi Robert Boyle (1625 – 1691), um dos pais da química moderna, que afirmava:
“A “ciência” não poderia progredir enquanto fosse praticada com pressupostos ateus. Segundo ele, “o universo não pode ser o ‘resultado do acaso e uma confluência tumultuada de átomos’”” (OLIPHINT, 2018. p. 160).
Enfim, poderíamos citar inúmeros outros cristão que foram cientistas sérios como:
“Louis Pasteur (bacteriologista), Issac Newton (cálculo e dinâmica), Johannes Kepler (mecânica celestial) […] Georges Currier (anatomia comparada), J. Fleming (eletrônica), Maxwell (eletrodinâmica)” (NICODEMUS, 2018, p. 132).
A lista é enorme, não colocarei todos os nomes aqui, mas acredite, Deus e a ciência, nunca estiveram separados, ter fé não nos impede de pensar e questionar. O ganhador do prêmio Nobel de física chamado Heisenberg tem uma frase que pontua muito bem esta questão:
“O primeiro gole do copo das ciências naturais fará de você um ateu. Mas, no fundo do copo, Deus o aguarda” (NICODEMUS, 2018, p. 132).
Quem já leu um pouquinho sobre ciências sabe o quão complicado são inúmeros fenômenos naturais, mas não é contraditório crer que no fim, um arquiteto criou tudo conforme sua sabedoria. Pois a ciência não explica e nunca explicará tudo, por isso, Deus acaba sendo a explicação mais lógica. Adauto Lourenço, que tem mestrado em física pela Clemson University (EUA), além de ser bacharel em teologia, escreve algo interessante no último capítulo do seu livro Gênesis 1 & 2:
“Como foi visto, a interpretação literal dos capítulos iniciais de Gênesis não apresenta nenhuma dificuldade científica. Obviamente, ela não é compatível com a proposta evolutiva. Mas a proposta evolutiva é apenas uma proposta, colocada em forma de teoria e longe de ser um fato inabalável da Ciência” (LOURENÇO, 2015, p. 209).
A verdade é que eu não creio que o nada produz alguma coisa, eu nunca vi o nada ganhar vida, pensar e arquitetar, é por isso que eu creio em um Deus que pensou e arquitetou toda a criação. Agora como isso se deu, temos inúmeras teorias, não só a teoria da evolução. Por isso pesquise antes de falar bobagens, pois no Brasil só ensinam a teoria da evolução, mas existem inúmeras teorias científicas que explicam o surgimento do universo. Sendo que entre todas as teorias está o design inteligente, que resumindo, defende a ideia de que causas inteligentes formaram o universo:
“Por meio dos estudos científicos, baseados nas leis da natureza e nos processos naturais, pode-se demonstrar que tanto o universo quanto a vida teriam sido criados. Pois, pelos processos naturais e pelas leis da natureza conhecidos, tanto o universo quanto a vida jamais teriam vindo à existência espontaneamente”
“Isso é um fato científico que pode ser demonstrado em qualquer laboratório por qualquer cientista, sendo ele de posicionamento evolucionista ou criacionista” (LOURENÇO, 2015, p. 209).
Enfim, eu sempre digo para quem acredita na evolução, que é preciso ter muito mais fé para acreditar nesta teoria, do que acreditar que Deus arquitetou tudo. Sendo que eu acho confuso e contraditório alguém afirmar que os cristãos são burros, por acreditarem que Deus formou tudo, visto que o nada não forma nada ainda mais quando falamos do complexo universo, o corpo humano ou as células.
Deus e a ciência sempre caminharam juntos, fé nunca foi desligada do pensar, pois quem crê pensa, duvida e dialoga. Acreditar que a igreja é alheia ao estudo e a investigação é não conhecer a história, é não ver o passado e toda a evolução que a ciência teve de lá pra cá, e não enxergar também o presente e tudo o que cientistas cristãos têm feito até agora.
BIBLIOGRAFIA
NICODEMUS, Augustus, Cristianismo simplificado, editora Mundo Cristão, São Paulo, 2018.
OLIPHINT, K. Scott, Por que você acredita, editora Thomas Nelson, Rio de Janeiro 2018.
CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011.
LOURENÇO, Adauto, Gênesis 1 & 2, A mão de Deus na criação, Fiel Editora, São Paulo, 2015.
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ENFIM MAIS UM ANO
Enfim, chegamos em 2019, depois de um ano conturbado por conta da política e complicado por conta da crise.
Entretanto o ano de 2018 não foi dos piores, pois este foi o ano no qual o blog fechou parcerias com algumas editoras, além de ter crescido muito o acesso diário. O desafio vai ser aumentar ainda mais o acesso e conseguir por em prática inúmeros outros projetos que ao longo deste ano será divulgado.
Eu gosto muito de anos novos, eles são bons marcos, que nos levam a refletir sobre o que fizemos e o que podemos fazer para melhorar ainda mais nossos objetivos. É como eu sempre digo, nunca é tarde para planejarmos, para aprendermos e crescermos, sendo que isso não é possível sem um ponto de partida e um ponto final, começos e finais de ano servem justamente para isso.
Que neste novo período político possamos aprender a não enterrar os nossos sonhos, a dar chance para as coisas que acreditávamos que não iriam dar certo
Que neste novo ano você também deixe de lado o seu papel de vítima e aprenda a ser o protagonista da sua história. A vida não é fácil para ninguém, então arregace as mangas, pare de se comparar com outros e mãos a obra.
Critique, duvide, não aceite qualquer coisa, mas também respeite, dê uma chance a verdade e não engula qualquer notícia. Aprenda a ser relevante, leia para não ser alienado e mantenha o hábito de escrever para assim desenvolver mais ainda suas capacidades.
Aprenda uma nova língua, procure novos objetivos sem abandonar seus antigos, viaje, veja a beleza da vida, conheça pessoas novas, mas procure também a solitude, a tranquilidade do simples, a natureza e os bons amigos.
A vida é curta para não tentarmos algo novo, o mundo é vasto, para deixamos de sonhar, vivendo a mesmice de cada dia.
Este novo ano pode ser tudo, basta planejar, entregar a Deus seus objetivos e batalhar, nada vem sem dedicação e esforço, por isso tente, use seus sonhos para montar uma meta e siga em frente.

