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  • PERDÃO

    Quem não perdoa não tem consciência de sua própria condição!

     

    Vivemos dias extremos e egoístas, calcados em uma total falta de empatia. Sendo que pior destes nossos dias ainda é a falta de perdão, é não aceitar o erro do próximo e seguir como se nunca na vida tivéssemos errado.

    Quem não perdoa não entende que todo mundo erra, quem tem dificuldade de perdoar acaba destruindo o caminho que um dia terá que percorrer. Eu sei que certos erros não são fáceis, mas sei também que todo mundo erra, até nós, com isso perdoar é básico.

    Sem contar que o perdão tira de nossas costas todo o peso de uma dor, quem guarda rancor adoece, revive dia a dia a situação, e acaba sempre mal. O ressentimento é um veneno, o perdão certamente é a cura, por isso perdoe. Entenda este benefício e cultive o caminho que mais dia ou menos dia você terá que percorrer, não tenha dúvidas.

  • O CRISTÃO E A ARTE

    Gosto de admirar o belo, ouvir boas músicas e ser tocado por ótimas letras, sejam elas cristãs ou não. Não acredito que só os cristãos é que conseguem escrever boas letras, ótimas reflexões ou mensagens interessantes, muito menos acredito naquela velha divisão de coisas de Deus e coisas do mundo.

    Você pode se ver surpreendido quando descobrir a infinidade de bons artistas com ótimas mensagens. É claro que eu não estou querendo afirmar que dentro da igreja devemos adorar a Deus com qualquer música, ou que qualquer tipo de arte pode enfeitar nosso local de culto. Existem músicas específicas para isso e enfeites apropriados para o local. A minha afirmação é que o belo deve ser admirado e a boa música reconhecida, sendo que Deus usa qualquer coisa para comunicar sua verdade.

     Considero muito curioso a necessidade do cristão de rotular tudo o que ele faz de cristão, ou gospel. Talvez para não se misturar com o mundo, ou quem sabe, para não ser “confundido com um descrente” como muitos afirmam. A ordem do dia é evangelizar, propagar a mensagem, com isso, música gospel, livro gospel, banda gospel, empresa gospel surge com este fim, mas que perdem sua força, por ser algo taxado, feito para um público específico, pelo menos é assim que muitos veem as bandas e livros cristãos.

    Eu creio que o nosso ide é pregar, mas também sei que Deus veio salvar o ser humano todo, com suas crenças dons e necessidades. Deus nos fez criativos, reflexivos e inteligentes, sendo a arte, a música e a nossa reflexão a característica principal deste ser feito a imagem e semelhança de Deus.

    É possível observar o belo e ver como Deus é perfeito, dando inteligência e sabedoria para o homem criar e produzir. É possível ouvir uma bela música, apreciar uma boa letra e aprender ótimas lições mesmo de pessoas que não professam a fé cristã. Pois no fim, tudo vem de Deus, foi ele que nos deu tal dom, e se algo é belo e verdadeiro, não deixa de ser verdadeiro, mesmo vindo de quem não conhece a Deus.

    É claro que existem livros ruins, músicas ruins e arte ruim com ensinamentos perigosos, mas nem tudo o que é denominado cristãos, é bom. Eu mesmo conheço muitos livros e músicas cristãs, que de cristãos não têm nada.

    Francis Schaeffer no livro: “A arte e a Bíblia”, ensina ao longo da obra, como a arte, o enfeite e o belo, sempre estiveram presentes nas coisas de Deus. Ele mostra a importância da arte, não só para evangelizar, mas para também fazer algo dedicado a Deus, gosto de uma frase do livro, que resume bem a ideia:

    “…o cristão deve usar a arte para glorificar a Deus, não simplesmente como propaganda evangelística, mas como algo belo para a glória de Deus” (SCHAEFFER, 2010, p.19).

    Afinal, Deus nos fez criativos, por isso, expressar nossa criatividade sendo bons artistas, glorificando assim a Deus e o dom que vem diretamente dele, é também ser cristão e uma forma de honrar a ele.

    Assim, seja o que formos fazer, se for sempre para a sua honra e glória, estaremos louvando o seu nome a dando glorias a ele (Colossenses 3:17). Tudo começa com a nossa vida, em como vivemos, para que tenhamos uma vida de louvor a Deus e de pregação. Schaeffer termina o livro dando justamente esta ênfase, com isso, quero terminar o texto usando as mesmas palavras que ele:

    “Nenhuma obra de arte é mais importante que a própria vida do cristão e todo cristão deve se preocupar em ser um artista nesse sentido” (SCHAEFFER, 2010, p.76).

    Esta talvez seja a verdadeira obra de arte que Deus quer que construamos, uma vida dedicada a ele, que transmita, através de nossos atos sua mensagem, que a nossa vida glorifique a ele e a tudo o que ele fez.

    Que possamos aprender a viver uma vida sem muitos rótulos e mais vivencias, rótulos são úteis, todo mundo têm, mas nos divide. O evangelhos nos une em um propósito apenas, exaltar a Deus.

     

    BIBLIOGRAFIA

    SCHAEFFER, Francis, A arte e a Bíblia, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2010.

  • APENAS UM CARA COMUM

    Eu nunca me considerei um gênio, um cara especial ou coisa parecida, eu sempre tive a consciência de ser um cara comum, com muita coisa a aprender e eu assumo isso sem vergonha, nem medo de me diminuir. O curioso é que ao longo da minha vida fui cercado de pessoas, algumas bem intencionadas, outras nem tanto, que deixavam bem claro o quão comum eu era.

    Confesso que quando novo isso me perturbava, afinal, adolescente sempre têm uma visão um tanto quanto idealizada e distorcida de si. Entretanto, conforme eu tomava consciência de quem eu era de verdade, aprendi a usar o comum a meu favor.

    Por ser comum, me dediquei aos estudos e leitura como nunca, estabeleci metas e procurei me empenhar, corrigindo meus erros, me aperfeiçoando incansavelmente.

    Entenda que ninguém nasce sabendo, entenda também que por mais que você tenha um dom, uma facilidade para algo, se você não estudar e procurar o aperfeiçoamento você não cresce ou acaba por ficar sempre na mesma. Gosto de uma frase de Mark Mason, que eu tento manter sempre vivo em minha mente, para que assim eu continue com uma mentalidade em constante busca de aperfeiçoamento:

    “O homem que acha que sabe tudo não aprende nada novo” (MANSON, 2017, p. 145)

    No fim, tudo vai depender do seu esforço, do quanto você se dedica e do quanto você está aberto a aprender. Você não precisa ser um gênio para buscar crescer como pessoa. Aliás, eu desconfio de quem se acha um gênio e também de quem precisa a todo o custo provar para as pessoas quem ele é.

    Eu costumo dizer que não adianta você ser um inteligente, se você não é do tipo que se esforça, pratica ou tenta evoluir dia a dia. Quem não reflete, não se recicla ou não busca aprender algo novo, dificilmente vai ser algo, ainda mais um gênio.

    Por fim, aprendi que ser um gênio não me define e sim o quanto eu sou motivado e dedicado, o quanto eu quero crescer e me esforçar para que eu alcance meus objetivos.

    Muitos, mas muitos profissionais que são considerados geniais gastaram tempo para se aperfeiçoar, deram tudo de si para ser o melhor em sua área sem nós sabermos disso. Ninguém vê o quanto uma pessoa se empenha, por isso é fácil falar que uma pessoa tem um dom incrível ao invés de procurar saber o quanto aquela pessoa ralou para chegar aonde chegou.

    Eu descobri o poder da dedicação quando um dia eu conversava com um guitarrista muito virtuoso. Neste dia ele me contou como nunca tinha tido o dom de tocar guitarra e tudo o que ele sabia tinha sido construído com muito empenho, persistência e dedicação, naquele dia a minha vida mudou e eu entendi o poder de ser uma pessoa focada.

    É claro que existem gênios, é claro também que alguns possuem mais facilidades para aprender do que outros, normal, mas não é impossível, se tivermos força de vontade, também chegarmos onde queremos chegar, basta empenho e dedicação.

    Não espere “ser”, nem elogios, muito menos confie na genética, opte por se esforçar, gastar tempo com leitura e estudo. Ninguém nasce pronto, viver é um constante aperfeiçoamento, por isso, ao invés de esperar algo, construa o que você quer ser com muito empenho e dedicação.

    BIBLIOGRAFIA

    MANSON, Mark, A sutil arte de ligar o Fo…, Uma estratégia inusitada para uma vida melhor, Editora Intrínseca, Rio de Janeiro, 2017

  • O BOM SAMARITANO

    Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão… (Referência Lucas 10:25 a 37).

     

    Cristo contava muitas parábolas quando queria ensinar, tal recurso é didático e uma ótima ferramenta de ensino.  Uma boa história nos ajuda a contextualizar a questão e entender o conteúdo de uma forma muito mais ampla. Creio ser este um dos motivos para Jesus usar tal ferramenta.

    Esta passagem conhecida como a parábola do bom samaritano é uma das mais conhecidas e talvez até uma das mais incompreendidas. O texto tem como tema principal “graça e obras”. Sendo que e parábola foi contada por causa de duas perguntas: “O que farei para herdar a vida eterna?” (Lucas 10:25) questão que tinha como propósito testar Cristo seguido da pergunta “quem é o meu próximo?” (Lucas 10:29), que seria a sua justificativa por ter feito a pergunta.

    Na pergunta “o que farei para herdar a vida eterna?” Fica claro que desde os primórdios o homem continua com a mania de achar que a salvação está ao alcance de suas mãos, que através das suas obras ele poderá comprar a sua entrada no céu. A verdade é que tudo vem pela graça, as obras não são um caminho para a salvação e sim é o resultado de quem foi realmente tocado por Deus, no que chamamos de frutos do espírito (Gálatas 5:22).

    A parábola diz que um homem que descia de Jerusalém a Jericó foi assaltado e espancado, deixado quase morto à beira do caminho. Só que para a infelicidade daquele homem, um sacerdote que se aproximava não quis ajudar, ele passou de largo, sendo que depois um levita fez a mesma coisa. Estes homens que trabalhavam no templo não queriam perder tempo com alguém caído na beira da estrada, deviam ter coisa melhor para fazer na igreja ou gente mais importante para atender em suas comunidades. Quem sabe até que eles pensavam que aquele homem estava sofrendo porque tinha pecado, que Deus o estava castigando, como era comum um judeu da época pensar ou apenas não queriam se meter na vida dos outros. Só que o texto diz que um samaritano apareceu em cena e ele não agiu como aqueles dois homens, ele fez diferente, cuidou do moribundo até a sua recuperação.

    Veja bem, um samaritano era alguém odiado pelos judeus, o exemplo que Cristo dá não poderia ser mais ácido. Judeus e samaritanos não podiam se ver sem brigar, eles discordavam quanto ao local de cultos, além de serem vistos como semigentios, já que samaritanos se casavam com não judeus, coisa que um judeu não concordava.

    Na verdade a parábola que Cristo contou denunciava a hipocrisia daqueles homens, que viravam as costas para quem estavam passando necessidade. Eles sabiam de cor a lei, mas não a praticavam. O mais curioso foi que Jesus não respondeu a pergunta “o que devo fazer para herdar a vida eterna?”, quem respondeu foi o próprio mestre da lei induzido pela pergunta de Cristo (V27).

    A verdade é que é fácil nos perdermos em nossa religiosidade, é comum cultivarmos uma vida cristã sincera e cairmos depois no ativismo e no autocentrismo. Gosto de como Stott pontua o que é ser cristão:

    Por que eu sou cristãos? Intelectualmente falando, é por causa do paradoxo de Jesus Cristo. É porque aquele que afirmou ser o Senhor dos seus discípulos humilhou-se para ser servo deles (STOTT, 2004, p. 50).

    Ser cristão é ser servo, é olhar para o próximo, é fazer o bem sem olhar quem é o beneficiado. E é esta lição que Cristo estava tentando ensinar aquele mestre da lei. A parábola denunciava um legalismo, mostrava que o mestre da lei falava de algo que não vivia, ou seja, ele era um hipócrita.

    “O hipócrita não é alguém que falha em alcançar os alvos espirituais que deseja, porque todos nós falhamos de um modo ou de outro. O hipócrita é a pessoa que nem sequer tenta alcançar quaisquer objetivos, mas faz com que pensem que tentou. Sua confissão e a sua prática não condizem” (SWINDOLL, 2004, p. 214).

    O hipócrita é um ator, alguém que diz que vive uma vida que nem de perto ele segue.

    A parábola denuncia uma hipocrisia vinda dos mestres da lei e fariseus, mas também denuncia a nossa vida contraditória quando falamos de uma coisa que não vivemos.

    O bom samaritano, que era mal visto por todos os religiosos, nem quis saber quem era o moribundo, ajudou a pessoa sem ao menos conhecê-la, ele era bom e nem pensou agir de modo diferente, este é o exemplo que Cristo deixou para seguirmos.

    A parábola nos deixa uma pergunta implícita, quem é você e como você age quando alguém precisa de ajuda? A resposta acabará mostrando quem você é tal qual mostrou aqueles fariseus!

    BIBLIOGRAFIA

    Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013.

    CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.

    RIENECKER, Fritz, Evangelho de Lucas Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2005.

    STOTT, John, Por Que Sou Cristão, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2004.

    SWINDOLL, Charles, Jó, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2004.

  • PLANOS PERVERSOS – PT4

    …coração que traça planos perversos…(Provérbios 6:18).

     

    Eu não consigo ler esta passagem sem fazer de imediato uma associação com a política brasileira. É tanta corrupção, roubalheira e injustiça, onde no final ninguém é condenado, que é difícil não fazer comparações.

    O coração que maquina o mal não é só das pessoas que são usadas pelo inimigo, uma pessoa mal intencionada ou um corrupto. Mas também dos egoístas que só pensam em si, e não demoram em passar por cima de outros para conseguir o que se quer. O que me faz lembrar da história de Absalão (o filho de Davi), escrita lá em 2Samuel 15.

    Absalão tentou tomar o trono de seu pai Davi, e para isso, usou de um plano engenhoso para conquistar a graça do povo e fazer com que eles ficassem contra Davi. Foi um plano perverso, que fez Davi sair em fuga, no desespero, mas que porém chegou ao fim, pois Deus estava com Davi.

    Há muitos anos atrás trabalhei para uma pessoa, que era inclusive pastor, mas levei calote. E o pior, além de não me pagar, espalhou para a igreja que eu nunca havia trabalhado para ele e além de eu ficar no prejuízo, ainda passei por mentiroso.

    Por conta deste calote enfrentei poucas e boas, passei uma dificuldade daquelas, mas no fim, tudo deu certo. Eu nunca mais soube deste homem, o que aconteceu e como vai o seu ministério, mas sempre confiei na justiça de Deus, mesmo parecendo que às vezes os injustos saem ilesos.

    Esta é a quarta coisa que Deus detesta, um coração que maquina planos malvados. Que se apressa em fazer o mal ao invés de propagar o bem. O fim para estes é garantido, o juízo de Deus não demora em se fazer presente, tal qual aconteceu com Absalão. Que quis trair o próprio pai, mas se esqueceu que este pai servia um Deus poderoso.

    Nós servimos a este Deus que abomina injustiça, por isso que ao invés de buscar vingança, devemos colocar tudo na mão de Deus e deixar que ele cuide de tudo conforme a sua santa justiça.

  • OPORTUNISMOS EM TEMPOS DE DESEMPREGO

    Não basta estar desempregado, você tem que estar desempregado em tempos de crise, o que é muito pior. Pois são nestes dias que a procura é sempre maior que a oferta, sendo que em nome da grande procura, salários baixam por conta da alta dose de competitividade.

    Em meus dias de desempregado ou de abertos para novas oportunidades, como os cursos de empregabilidade nos ensinam, lidar com os muitos outros percalços, fora o próprio desemprego, já é uma batalha. Sair de manhã sem grana para almoçar, pular de entrevista para entrevista com os trocados da passagem contados, são só alguns dos muitos desafios que o desemprego nos traz, nunca é fácil ter que enfrentar o desemprego em tempos que a pressão externa acaba por afetar o nosso interior.

    A minha crítica a estes dias em primeiro lugar é aos sites oportunistas, que aproveitam a vulnerabilidade do profissional, para cobrar taxas a fim de que o trabalhador tenha acesso a vagas “especiais” ou para fazer com que o currículo do profissional seja visto por primeiro. Não basta mais a difícil condição de desemprego, temos que agora aprender a driblar estas pessoas, que assim como urubus, fazem festa com a desgraça alheia. Mas não são só estes os problemas do desempregado, pois a pressão da família as vezes é muito mais difícil de se enfrentar e este é o segundo ponto.

    Não é fácil olhar para seus familiares quando depois de meses você se encontra desempregado. Depois de um tempo, a falta de emprego meio que vêm com um atestado de burrice ou incompetência. Pois por mais que nos esforcemos, alguns olham e acabam julgando, como se a culpa fosse dele por ainda estar nestas condições. E quando em meio aos seus familiares você tem um parente da mesma idade que a sua, mas com uma vida estabilizada, a coisa piora ainda mais, pois comparações, observações e julgamentos equivocados são feitos, por conta do seu desemprego.

    Eu já vi uma esposa chamar seu marido de incompetente, por estar desempregado por alguns meses, já vi filhos desdenharem do seu pai que há tempos não trabalhava, como se todo o tempo no qual ele estava empregado e produzindo não servisse mais de nada.

    O desemprego algumas vezes divide famílias, a falta de estabilidade separa casais e transforma algumas convivências em um verdadeiro pé de guerra. Com isso, além do desafio de encontrar um trabalho, o desempregado ainda tem que se manter ante alguns ambientes tóxicos.

    Eu já fiquei desempregado inúmeras vezes, sei bem o gostinho que esta condição tem, mas no geral, passo bem por estes momentos. Tenho a sorte de ter uma família que me apoia e me ajuda nestas horas.

    Nunca é fácil enfrentar estes dias, mas com o apoio da família e muita conversa, conseguimos prosseguir até conseguir o sonhado emprego. Entretanto, não sou grato apenas a família, mas também aos amigos, que me ajudaram e me apoiaram em tempos difíceis.

    A minha dica para quem não está trabalhando é meio óbvia, se resume na palavra “não desista”, com persistência você vai conseguir, procure entender o porquê não estão te chamando para entrevistas e onde você pode melhorar mais. Às vezes um currículo mal preparado ou a falta de um curso de reciclagem é o motivo pelo qual você ainda não foi chamado. Abra a mente e procure ajuda, tem muita ajuda boa e gratuita, basta se informar.

    Aos que já estão trabalhando e convivem com alguém nestas situações eu diria, não se apresse em julgar. Nem sempre a falta de oportunidade é culpa da pessoa. E acima de tudo, existem períodos no qual arranjamos emprego rápido, pela grande oferta, e existem períodos que não. Por isso não julgue e antes tente ajudar, se acaso o cara é encostado ou devagar, aí são outros quinhentos. 

    Ninguém é igual a ninguém e nem todos tem a mesma desenvoltura que nós. Por isso meça as suas palavras e julgamentos, pois existe a possibilidade de nestas horas você estar fazendo um julgamento apressado e sem empatia.

    Não jogue mais problemas nas costas de quem já tem desafios suficientes para superar, aprenda a olhar certos acontecimentos com uma visão ampla, e seja mais a solução do que o problema para as pessoas nesta complicada hora.

  • HOMEM BOM

    É curioso como falamos de problemas políticos, economia ou problemas em nosso casamento, de uma forma como se a culpa não fosse nossa. Como se também não fôssemos responsáveis, seja por atitudes erradas, por nos calar ante a injustiça ou por termos votado no político errado. Considero realmente desanimador quando os debates políticos se resumem em terceirizar a culpa, ao invés de assumir seus equívocos e buscar mudança. Acredito que a política é um resumo do modo como em sua maioria pensamos. O poeta romano Juvenal há muitos anos atrás apontou de forma perfeita este nosso problema:

    “Que homem bom não considera qualquer desgraça como algo da conta dele?” (LEWIS, 2017, p. 87)

    Diante desta premissa, que com certeza contém várias variantes, e sem querer ser simplista, o que concluímos? Que não somos bons? E se nós somos, então por que quando olhamos as desgraças do mundo muitas vezes não nos posicionamos ou buscamos ter atitudes a fim de exterminá-la? Gosto de outra frase, que citarei a fim de engrossar ainda mais a reflexão e torná-la ainda mais ampla:

    “Há dois tipos de injustiças: A primeira se encontra naqueles que prejudicam os outros, a segunda, naqueles que falham em proteger outra pessoa do prejuízo” (LEWIS,2017, p. 105)

    Esquecemos constantemente que nos calar ante a injustiça também é errado. Deixar o caos perpetrar, com a frase furada “isso não me diz respeito” é também colaborar com o mal. Com isso, continuo com a pergunta “nós somos bons?”

    Há muito tempo atrás o vídeo do deputado Tiririca foi compartilhado como se ele fosse um herói, quando o deputado afirmou que estava decepcionado com a política. Neste mesmo vídeo ele deu a entender que existia muita falcatrua e estava decepcionado com aquilo, por conta disso estava saindo da política. Porém, em momento algum ele se prestou em ir contra os fatos, preferiu se calar, como se a sua atitude fosse louvável, o que não foi. Quem se cala ante o mal, consente.

    Cristo foi perseguido aqui na terra, pois não concordou com a religião legalista e mentirosa. Ele não demorou em denunciar e a bater de frente, mas muitos de nós, entre eles alguns que se dizem seu imitador, se calam.

    Eu não me impressiono mais com a corrupção, já são tantos anos que infelizmente me acostumei, o que me tira a paz é a apatia da população quanto a ela e os constantes erros em eleger gente que não tem caráter e nem é honesto.

    É fácil, ao avistarmos o caos e desgraça, desviarmos da rota e fazer de conta que aquilo não nos diz respeito, abraçar a causa, oferecer a mão que é o desafio. Levítico 19:18 diz:

    “ame cada um o seu próximo como a si mesmo”

    Jesus disse o mesmo em Mateus 7:12 e Confúcio também diz algo parecido:

    “Nunca faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você” (LEWIS,2017, p. 105)

    Sendo que em todas estas frases, temos apenas um conceito absoluto e verdadeiro, o homem bom olha para o outro.  É impossível um homem bom ver o mal e se calar, se o mal ao próximo não te constranger e não te tirar à paz, você tem algum problema, com isso, você deveria revisar seu ponto de vista caso você se considere um homem bom!

     

    BIBLIOGRAFIA

    LEWIS, C. S, A abolição do homem, Editora Thomas Nelson, Rio de Janeiro,2017

     

  • O MEDO DE CORRER RISCOS: O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA: AUGUSTO CURY

    Esta é a última armadilha da mente das quatro listadas pelo Augusto Cury: O medo de correr riscos.

    “O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam” (CURY, 2008, p. 58).

    Eu não sou o cara mais ousado que existe, muitas vezes acabo optando mais pelo seguro, do que pelo caminho mais arriscado. Eu também não gosto de atalhos e formulas mágicas, não acredito que possa existir algo assim, mas eu sei que correr riscos é inevitável em qualquer empreitada.

    “Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas” (CURY, 2008, p. 59).

    Viver é um risco, sonhar e empreender algo é um risco, nem sempre saberemos se o caminho é o correto, muito menos se aquela determinada área frutificará, mas a vida é assim. Se não fizermos, não arregaçarmos a manga e tentarmos, nunca saberemos ou sairemos do lugar. Viveremos estagnados, parados no tempo, decepcionados sem crescera se desenvolver.

    “Pois a vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a tarefa mais nobre de um mortal. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e atingir a excelência profissional impõe riscos diários” (CURY, 2008, p. 59).

    E quando falo em arriscar, não falo de grandes empresários, ou de empreendedores famosos, falo de tudo e de todos, nem sempre o meu desafio é grande para você e vice versa, mas temos que tentar e aprendera encarar o desafio.

    Querer fazer algo, mudar seu futuro estudando, montar uma loja, ou seguir na realização do que você sonha, vai acabar tendo sempre um risco. Entretanto, só chega lá quem corre o risco, quem tenta e aprende com seus erros.

    Ficar parado não é a saída, pode ser confortável, mas não te tira do lugar. Enfrentar o medo e ousar é o caminho para não ser uma pessoa frustrada. O comodismo não nos faz crescer, mas quem ousa, está sempre aprendendo, mudando e evoluindo. Por isso jogue fora o medo e tente, pode ser que você consiga, ou aprenda, não custa tentar descobrir.

    BIBLIOGRAFIA

    CURY, Augusto, O Código da Inteligência, A formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional, Editora Thomas Nelson Brasil, Rio de Janeiro, 2008.

  • JUSTOS E PECADORES

    “Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento” (Referência: Lucas 5:27-32) (NVI). 

    Cristo foi muito perseguido, a Bíblia não nos deixa dúvidas, pois a religião não compreendia suas atitudes, a graça com que Jesus tratou os necessitados enquanto esteve aqui na terra, não entrou na cabeça dos religiosos hipócritas da época.

    Neste capítulo Jesus cura um paralítico e logo após, acaba se encontrando com Levi, um cobrador de impostos (v. 27). Veja bem, normalmente os cobradores de impostos eram judeus que trabalhavam para Roma. Estes homens acabavam sendo vistos como traidores, por trabalhar para o Império Romano, além de serem em sua maioria desonestos, cobrando impostos injustos de seus irmãos para que assim pudessem enriquecer ilicitamente.

    O texto diz que Cristo andava com estas pessoas de má fama, na ocasião onde ele proferiu tal passagem ele estava em uma festa, onde os convidados eram justamente estes cobradores de impostos no qual a religião da época não se misturava. Aliás, Jesus só andava com os indivíduos que a sociedade da época considerava escória, justamente por acreditar que quem mais precisava de Deus eram eles. Contudo, tal frase proferida por Jesus pode ser vista como contraditória. Pois ele falou para os mestres da lei que não tinha vindo chamar os justos (Lucas 5: 30). O que dá a entender que eles eram justos, certo? Errado!

    Veja bem, os fariseus e mestres da lei se viam como puros, santos e justos, e viam os cobradores de impostos ou todos os outros de má fama, como impuros. A mensagem que ele passa com a frase é que ele não veio para quem se considera santo e sim para quem sabe que é pecador e está arrependido pelos seus pecados. A realidade é que somos todos pecadores, no final, ninguém merece ser salvo, todos merecem a morte, contudo, Cristo veio para quem têm está mentalidade e sabe quem realmente é:

    ““Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”. Era uma repreensão e um repúdio severo à atitude arrogante dos fariseus; Cristo não estavam sugerindo que eles estivessem se saindo muito bem sozinhos” (MACARTHUR, 2016, p.53).

    Ser cristão é ter a consciência de ser pecador, é saber que sem Jesus não somos nada, esta é a prova do arrependimento e da genuína conversão. Cristo não veio para quem se achava santo, mas para quem sabia que era pecador e do quanto precisava de sua graça. O ensinamento que o texto quer passar é justamente este.

    Somos todos pecadores, não há um justo sequer, sem Jesus não somos nada e era isso que os sábios da época não entendiam. Eles acreditavam em uma religião baseada em méritos, no esforço próprio, mas Cristo veio nos mostrar a graça e do quanto precisamos dela.

    No fim, ninguém é justo, era isso que os fariseus da época não entendiam, eles se achavam o máximo, e consideravam os outros como escória. Jesus não veio para quem não se acha pecador, muito menos para arrogantes que se acham santos.

    Só quem realmente entende a sua condição é que recebe Cristo em sua casa, é apenas quem está doente que busca cura, os que se acham sãos, continuam seu caminho, afundando em sua própria podridão.

    BIBLIOGRAFIA

    MACARTHUR, John. A parábola do filho pródigo: Uma análise completa da história mais importante que Jesus contou. Rio de Janeiro: Editora Thomas Nelson, 2016.

  • IMIGRANTES EM TEMPOS DE CRISE

    Falar sobre atender a imigrantes é também falar sobre a Bíblia, desde o Velho Testamento, vemos Deus dando ordens específicas para que os imigrantes fossem atendidos, o curioso é que em uma das passagens ele dá o motivo.  Deuteronômio 10:17-19 diz:

    Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.

    Por conta do povo judeu ter sido estrangeiro, quando lá em Gênesis 46 a família de Jacó (Israel) foi socorrida em um período de fome e acabou virando o povo de Israel, que Deus manda que estes socorram os estrangeiros. Deuteronômio 27:19 chama de maldito aquele que não respeitar os direitos do estrangeiro, órfão e viúva, e por aí vai. Existem muitas outras passagens que falam do assunto (Mateus 25:35; 1 Coríntios 12:12-14; Gálatas 5:14), mas existe só uma pergunta: Como acolher estrangeiros em tempos de crise?

     Sabemos em que pé está o Brasil, mais de 13 milhões de desempregados e este número têm aumentando ainda mais. Entretanto, poucos anos atrás recebemos inúmeros Haitianos, por conta da catástrofe que ocorreu no Haiti. E recentemente temos recebido inúmeros venezuelanos, que têm sofrido por conta da ditadura comunista que se instalou naquele país.

    Existe um grande problema em termos muito imigrantes em um período onde a oferta é menor que a procura: “Os salários baixam”. É muito mais fácil para um imigrante que perdeu tudo e quer reconstruir a sua vida, aceitar qualquer salário. Pois para quem perdeu tudo, qualquer oferta é uma boa oportunidade, coisa que para quem já está estabelecido e tem uma vida com um certo tipo de padrão, gastos e responsabilidades, já não é.

    Uma vez um amigo afirmou: “não sei por que vocês têm medo dos imigrantes, por um acaso vocês não têm a mesma competência que eles para arranjar um emprego?” Eu não respondi o amigo, pois ele não me deu ouvidos, pois pelo jeito ele queria só falar, sem ouvir. Mas a resposta que eu dou a está pergunta é: O meu medo é da concorrência, do fato de que eu estou estabelecido e tenho os meus compromissos para honrar, e eles nem tanto.

    Veja bem, não sou a favor que expulsar os imigrantes do Brasil, ao contrário, devemos recebê-los e ajuda-los, a pergunta que eu faço é: “como ajudá-los, sem prejudicar os de casa?” O texto é um convite para você sair de sua estabilidade e olhar para fora. É uma chamada para você ter empatia, olhar para os seus, não só para os de fora. Temos um grande problema para resolver que é o desemprego, isso se você já não estiver desempregado, procurando uma oportunidade, aí, você terá mais de um problema.

    A pergunta que continua no ar, uma pergunta que eu não vou responder, é ainda a mesma: Como ajudar os de fora, sem prejudicar os de casa? Não temos emprego para todos, mas todos precisam de um emprego, o que fazer nestas horas?

    Penso que neste novo governo o que está em jogo é justamente isso, um governo que aqueça a economia, que crie oportunidades e que faça com que o Brasil cresça.

    Não quero que nenhum imigrante fique sem auxílio, mas tenho visto muitos brasileiros passando necessidades. Diante desta realidade temos que entender e brigar por mudanças que sejam efetivas, caso contrário, afundaremos, levando muitos outros que não são brasileiros, conosco.

    Que Deus ajude este novo governo, muita coisa está em jogo, que Deus dê sabedoria aos governantes e consciência ao povo Brasileiro, para que assim todas saiam ganhando, inclusive os imigrantes!