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OS SEIS ERROS CAPITAIS DE TODO O PASTOR
Lidar com pessoas nunca é fácil, ter a sabedoria de entender cada indivíduo, ou pelo menos tentar, saber ajudar cada um da maneira que ele precisa e ainda lidar com os compromissos habituais de uma igreja, não é tão fácil. Por isso, acredito que todo o pastor deve fazer uma faculdade ou seminário de teologia. Aprender, se preparar e buscar ferramentas junto a pastores e professores experientes, que estudam e estão envolvidos com a obra, é fundamental para o sucesso do ministério. O que se segue, a meu ver, são os sete piores erros que pastores e líderes cometem em seus ministérios. Erros capitais, pois acabam gerando muitos outros problemas.
O primeiro erro é não ser acessível a todo o membro. É comum hoje em dia vermos pastores que não são acessíveis, vivendo envoltos em uma aura impenetrável que os coloca em pedestais. Termina que estes acabam agindo como separados, diferentes e especiais. Um pastor é acima de tudo um servo, alguém que está pronto a ouvir e ajudar. Não combina com o evangelho pastores que se acham especiais e que se colocam acima de tudo. O próprio Cristo serviu, mesmo sendo Deus, se humilhou e se fez servo, pedindo que fizéssemos o mesmo (João 13:1-147). Tudo o que difere desse ensino está fora da Bíblia.
O segundo erro, no qual considero um dos mais graves, é não habilitar um substituto. Não somos eternos, e a obra não é nossa, e sim de Deus. Deixar de levantar líderes preparados para continuar a obra caso algo aconteça conosco é um erro, e dos mais graves. Temos que aprender a enxergar futuros líderes, incentivar e ensinar estes para serem atuantes e possíveis substitutos, caso a obra precise.
O terceiro erro é ser um pastor legalista. O legalismo já dividiu muito a igreja, líderes que não compreendem as dificuldades do próximo, muitas das vezes (se não quase sempre), têm um grande problema em se autoavaliar. Afinal, todo mundo peca, todos têm as suas dificuldades, esquecer disso é destruir um caminho que, mais dia ou menos dia, ele vai ter que trilhar.
O quarto erro é não ouvir seus membros. Conheci muitos pastores que não ouviam seus membros, eles eram acessíveis, eram humildes, ensinavam, mas não ouviam, achavam que tudo tinha que ser de sua maneira e da sua forma de pensar. Ouvir é básico, ainda mais quando estamos em uma comunidade cristã, com muita gente, muitas experiências e dons. Ouvir é essencial, pois às vezes este pastor pode estar tentando resolver algo que alguém já resolveu e tem experiência no assunto. Com isso, ele vai seguir batendo a cabeça e algumas vezes ofendendo quem quer ajudar, mas não tem oportunidade.
O quinto erro é não ler. Tenho medo de pastor que não estuda, não lê e busca crescer como pessoa. Eu sempre digo em sala de aula que líder que não lê e não busca o conhecimento acaba por não ter o que oferecer a seu liderado. A obra depende do quanto buscamos a Deus e buscamos estudar e entender a sua palavra. Quando isso não acontece, acabamos por oferecer aos membros somente sopinhas, deixando de fornecer um alimento mais sólido, que o fará crescer e desenvolver como pessoa.
O sexto erro é ser um pastor centralizador. Ser um líder centralizador é ser alguém fadado ao estresse e ao desgaste, além de ser um pastor com uma igreja que provavelmente não vai crescer tanto assim. Geralmente, um líder neste perfil é uma pessoa que acha que sabe de tudo, que considera somente a sua forma de fazer como a correta. Um pastor assim vai se desgastar e acabar se destruindo e destruindo sua família. Trabalhar como um corpo é o princípio bíblico para a obra andar de forma saudável e coerente.
Eu poderia listar muito mais erros, mas resolvi expor os que considero os piores. Não quero com este texto criar intriga e divisão, quero somente levar a igreja à reflexão, tendo em mente que alguns erros acabam por nos trazer mais problemas que outros.
Sou teólogo e não pastor, mas sei muito bem como um pastor bem preparado faz a diferença na vida de muitos cristãos. Ser pastor é uma responsabilidade muito grande, por isso, estar preparado é importante para que a obra de Deus cresça voltada para o evangelho, dando frutos e preparando ainda mais pessoas para o desafio cristão.
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PECADOS
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. (Referência: 1 João 1:8-10).
Não somos santos, não tenha dúvida disto. Por mais que encontremos em nossa caminhada gente boa e bem intencionada, somos contaminados pelo pecado, depravados como otimamente pontuam os calvinistas, pecadores até a raiz. E isso não é impossível de concluir, é só olhar em volta e ver como o potencial do homem em fazer maldades é muito maior do que para fazer coisas boas. Guerras, roubos, egoísmos, soberba, a lista é grande e um bom observador vê isso rapidamente.
O texto diz que nós nos enganamos quando dissemos que não temos pecados (V8), somos mentirosos, pois desde o Éden, quando Adão desobedeceu a Deus, carregamos esta maldição em nós. Curiosamente, os gnósticos daquela época negavam que o homem tinha pecado. Eles afirmavam que a alma era pura, e o corpo que era pecaminoso por ser parte da matéria. (CHAMPLIN, 2014, p.295). Mas existe uma verdade apenas, nós somos pecadores e ninguém pode afirmar que não tem pecado, quem afirma tais coisas se engana grandemente, o Comentário Bíblico Vida Nova completa de forma certeira:
“Ter pecado” significa mais do que “cometer pecado”; é uma referência ao princípio interior do qual os atos pecaminosos são manifestações exteriores (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 2098).
Enfim, somos seres pecadores, precisamos da graça divina a todo o tempo, contudo o texto continua e diz que se confessamos os nossos pecados, ele nos perdoa a nos purifica de todo o pecado (V9). Confessarmos, no grego é “omologeo” ou seja, significa: admitir a veracidade da acusação (CHAMPLIN, 2014, p.296). Se confessarmos Ele nos perdoa, basta confessar, que obviamente deve vir acompanhado de arrependimento, para que a atitude não seja hipócrita e vazia. Sobre pecados, Lawrence Richards faz uma pontuação também muito importante:
“Qual é a realidade do pecado para o cristão? O simples fato é que, embora Jesus tenha lidado completamente com o pecado em sua morte, a natureza pecaminosa dentro de nós não é erradicada. Os efeitos do pecado, entranhados em nosso ser interior, continuam nos incomodado. Prosseguimos experimentando orgulho, desejo, raiva, ódio e medo. A capacidade para pecar permanece em nós e vai ser um peso sempre presente até que encontremos a completa libertação na ressurreição” (RICHARDS, 2013, p. 1226).
Somos pecadores, não adianta negar, somos movidos por este mal que está enraizado em nossa vida, e se afirmarmos o contrário, fazemos de Deus um mentiroso (V10). Mas Cristo nos purifica de todo o pecado. Basta confessarmos e o buscarmos.
Esta passagem é um dos nossos grandes nortes, ela revela quem somos, e nos mostra o que devemos fazer sempre que pecamos, que é recorrer a Jesus sempre e a todo o momento.
BIBLIOGRAFIA
CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.
RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.
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DEPRESSÃO PASTORAL
Mal começamos o ano e mais um pastor se suicida, o lamentável é que tem ficado comum. Desde 2017 temos lido notícias tristes de pastores que não aguentaram o fardo e colocaram um fim em sua vida, sendo que, a cada notícia que ouço eu me pergunto o que a igreja poderia poderia ter feito para ajudar.
Eu nunca fui pastor, mas já acompanhei alguns e sei como a carga é pesada. Não tem hora certa, muito menos folga e nem um dia tranquilo, a qualquer hora o telefone pode tocar e o pastor tem que estar pronto para ajudar mais um membro de sua igreja.
Eu já falei sobre depressão, por isso que não abordarei o assunto no texto, caso queira ler, segue o link (Depressão) e eu também já respondi se os suicidas vão ou não para o céu segue também o link do texto (Os suicidas vão para o céu?). O objetivo deste texto é falar sobre alguns possíveis motivos nos quais tantos pastores têm caído em depressão.
Quando eu observo alguns pastores, vejo que estes em sua maioria possuem hábitos nocivos para qualquer ser humano, quem dirá para um pastor, por isso que, eu listarei quatro hábitos que colaboram para uma saúde descontrolada, sendo o problema de saúde a própria depressão ou qualquer outra síndrome complicada.
O primeiro mau hábito é ser um “pastor solitário”. Não é incomum vermos pastores tentando carregar a igreja nas costas, o amor à obra e a vontade de ver seu ministério crescer deve ser grande, isso eu entendo. O problema é quando estes ministros acabam por não cultivar amigos, parceiros e irmãos de caminhada.
Eu lembro muito bem quando em aula, um pastor confessou que a vida pastoral era muito solitária, pois pastor não tinha tempo de fazer amigos. E creio que este é um dos grandes motivos para uma vida destruída e a saúde em frangalhos.
É muito importante cultivarmos amigos, caminharmos com pessoas, termos irmãos que podemos desabafar e pedir conselhos. A vida solitária é muito insuportável, não ter com quem se abrir e trocar experiências é um erro e o caminho para uma vida quebrada.
O segundo mau hábito é não buscar “apoio médico”. Nós sabemos que Deus tem o poder de curar qualquer um e a qualquer hora, mas nós também sabemos que algumas vezes ele usa médicos para que a cura aconteça.
Procurar ajuda e não espiritualizar o que não é espiritual é importante, depressão é coisa séria e pode surgir por conta de tantos fatores, que beira ao absurdo ficar tirando conclusões precipitadas.
Busque em Deus a cura, mas também faça a sua parte, não dê lado para o inimigo, muito menos seja orgulhoso achando que você pode vencer uma doença sozinho, pois dificilmente conseguimos.
O terceiro é achar que “depressão é coisa do diabo”. Tem tantos fatores que desencadeiam a depressão, que chega a ser cômico achar que é culpa do diabo. A depressão pode ser problema físico, por conta de alterações químicas, psicológicos ou psíquicas e sim, pode ser até espiritual, mas nem sempre é o diabo. Por isso que, espiritualizar é um erro, o certo é descobrir o problema e enfrentar com coragem, crendo que Deus vai dar saída, seja através de médicos ou de alguma outra forma. O caminho da cura quem traça é Deus, nós temos que apenas fazer a nossa parte.
O quarto problema é achar que não precisa de férias. Certo dia eu ouvi um pastor zombar dos pastores que tiram férias. Segundo ele, não se tira férias da obra de Deus.
Olha, em partes eu até concordo que não se tira férias da obra, do ministério, mas do trabalho sim. É um veneno mortal viver a vida sem descanso, é um erro para a saúde e para a família não parar, não relaxar longe da igreja, nem parar para descansar a cabeça.
Máquina que não descansa, quebra, família que não tem um tempo para si fracassa, pode ter certeza. Por isso, aprenda a parar, levante líderes em sua igreja e tire um mês por ano para relaxar a cabeça e revigorar suas forças. Seu ministério vai notar quando você aprender a descansar, seu trabalho vai render quando entender a importância de parar e relaxar.
Ninguém é de ferro amigo, não é sábio achar que por estar cumprindo o chamado de Deus, você pode agir como se a vida, saúde e família, não tivessem valor.
Deus te deu uma vida, todos os dias ele te dá uma oportunidade de se levantar e ser diferença, mas ninguém consegue ser diferença se deixar certas coisas em segundo plano. Zele por quem você é e pelo chamado que Deus te deu, aprenda a ter sabedoria e parar, para que tudo não desabe. Às vezes podemos achar que conseguimos enfrentar tudo sozinho, até nos encontrarmos sem direção, sem saída ou sem vontade de viver.
O pastor que de suicidou este ano levantou como todos os dias, tomou ceia como sempre havia tomado, orou pelos enfermos, como sempre tinha orado, passou a virada de ano com seus irmãos na igreja e após chegar em casa, se matou.
Que Deus dê graça para todas as pessoas ligadas a este pastor, conforto aos seus familiares, e sabedoria aos lideres da igreja. Que todos possam aprender que com certas coisas não se brinca, e entender que a vida é coisa séria, é um dom de Deus, por isso, devemos cuidar e zelar por este dom divino.
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AGENDA INTERNA
É muito comum seja em sala de aula, em redes sociais ou até em uma roda de conversa, termos muitas opiniões sobre um mesmo assunto. Normal, opinar ou ter pontos de vista é intrínseco ao ser humano, faz parte de sua natureza. O curioso é que mesmo que duas pessoas tenham diante de si o mesmo objeto de pesquisa, com os mesmos resultados de análise, estas duas pessoas certamente, ou muitas das vezes, terão conclusões diferentes. Isso se dá por conta de vários motivos, contudo, neste texto quero falar apenas de um deles, talvez o principal, que são os nossos comprometimentos internos.
Todo o ser humano acredita em algo, todos nós temos nossos pontos de vistas sendo que são as nossas crenças e comprometimentos que nos levam a interpretar fatos de maneiras diferentes. Scott Oliphint complementa:
“Os fatos são realmente teimosos, mas sua teimosia não se compara à teimosia quase insuportável de nossos comprometimentos básicos. Esses comprometimentos tornam-se a lente através da qual lemos os fatos” (OLIPHINT, 2018. p. 100).
Costumo nomear este fenômeno de agenda interna, ou seja, crenças e conceitos que acabam norteando nossos pontos de vistas e interpretações dos fatos, o grande desafio é justamente conseguirmos deixar de lado estes comprometimentos e olhar para os fatos de forma totalmente neutra sem que esta agenda interna nos influencie.
O que eu tento fazer como estudioso nestes casos é antes de tudo, procurar enxergar os fatos de todos os ângulos. A filosofia existe justamente para este propósito, fazer com que o homem olhe as situações de maneira ampla antes de emitir uma opinião ou tomar uma decisão. É desafiador ser neutro e em alguns casos, é quase impossível, ainda mais quando o fato envolve emoção, mas é importante tentarmos deixar a emoção de lado a fim de que tenhamos a melhor conclusão sobre o caso.
Outra atitude que eu tomo nestes casos é pesquisar. Por isso eu leio sobre o assunto, pesquiso e fujo de opiniões sem base e fundamento. Quanto mais você conhece, mais você terá uma conclusão mais acurada e coerente. Entenda que durante nossos estudos e pesquisas, temos que tentar ser imparciais, para que assim, possamos tomar a melhor decisão, o melhor caminho a seguir ou a melhor reflexão.
Por último, tento cultivar a humildade, pois eu tenho certeza apenas de uma coisa: nós somos muito limitados para acharmos que sabemos de tudo, que a nossa opinião é infalível, que somos imbatíveis.
Diante dos fatos eu tento cultivar a humildade, procuro ouvir o próximo e tomo cuidado para que a minha agenda interna não faça com que eu vire uma pessoa intragável, dono da verdade, que acredita que apenas a minha opinião é a certa.
É fundamental termos crenças, isso não é um erro, ao contrário, isso é ser humano. Contudo, uma vida relevante é construída a partir do estudo, do ouvir o próximo e de duvidar de si mesmo constantemente. Entenda quem você é, ponha na cabeça que todo o ser humano é limitado, com isso, ser humilde, buscar conhecimento e não ser arrogante é o caminho para sermos relevantes, seguindo a vida aprendendo e crescendo cada vez mais.
BIBLIOGRAFIA
OLIPHINT, K. Scott. Por que você acredita. Rio de Janeiro: Editora Thomas Nelson, 2018.
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MISSÕES O DESAFIO CONTINUA – RONALDO LIDÓRIO
Falar de missões não é coisa fácil nestes nossos dias, onde prezamos mais por continuar na comodidade, do que em seguir fazendo a vontade de Deus. Não que eu ache que todos devem ser missionários transculturais, ao contrário, cada um tem o seu chamado e deve seguir cumprindo a vontade que Deus colocou em seu coração. Mas a grande verdade é que custamos a sair do comodismo. É sempre mais fácil ficar em casa, cuidando da nossa vida, do que sair e ir em direção ao cuidado do próximo e o que eu admiro no Ronaldo Lidório é justamente a sua capacidade de sair deste comodismo.
Outra coisa que me impressiona no autor é justamente a sua bagagem teológica, ele não faz o tipo do missionário transcultural. Ronaldo Lidório é muito mais um teólogo ou acadêmico, do que um missionário em si. E isso nos inspira a sermos cada vez mais estudiosos da palavra, independente de profissão, chamado ou área de atuação. Quem lê qualquer coisa do autor já percebe o seu domínio das línguas originais, da missiologia, teologia e por aí vai.
O livro em questão fala sobre missões, sendo que o autor se preocupa em conceituar, mostrar a importância, além de dar o caminho para quem quer seguir este chamado. É muito interessante como o autor mescla os fundamentos bíblicos com suas histórias e exemplos. Isso torna a leitura não só inspiradora, já que o autor usa muitas de suas experiências pessoais para contextualizar o ensino bíblico, mas também acaba por transformar a leitura em uma verdadeira aula sobre missiologia.
A parte do livro que eu destaco é justamente a do quarto capítulo em diante, onde o autor começa a caminhar para o fim da obra e conta sobre o dia em que foi para uma cidade em Lima no Peru. Lá o povo sofria muita perseguição e quando se reuniam para o culto, não sabiam se teriam a possibilidade de terminar aquele culto ou iriam acabar por morrer, reproduzo na íntegra a oração proferida por uma das senhoras da igreja, as suas palavras realmente me tocaram:
“Senhor, abençoa-nos neste culto e aceita o nosso louvor, pois não sabemos se estaremos vivos para terminá-lo” (LIDÓRIO, 2003, p. 78).
Enfim, o livro é uma verdadeira inspiração, totalmente calcado na palavra, com uma boa dose da muitas experiências que Ronaldo Lidório passou em seu longo ministério.
O livro foi lançado pela Editora Betânia e tem 94 páginas.
Caso haja interesse, você pode comprar através do site: https://www.editorabetania.com.br
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DEUS E A CIÊNCIA
Não foram poucas as vezes que amigos acharam estranho o fato de eu ler e gostar de ciência, ao fazer tal afirmação, fui chamado de “diferente” e contraditório, coisa que eu não entendi muito na ocasião. O que me restou foi mostrar a história da ciência, para que eles vissem o quão sem fundamento eram suas afirmações. Sendo que o propósito deste texto é justo este, mostrar como a ciência começou e continuou sendo feita por muitos cristãos até o dia de hoje.
É um tanto quanto comum no Brasil pessoas acreditarem que cristãos são avessos a ciência. O que é incomum é estas mesmas pessoas não conhecerem a história e não saberem o quanto a igreja esteve envolvida no estudo e pesquisa da natureza a fim de buscar explicações:
“Durante a maior parte de história do ocidente, a ciência foi um empreendimento filosófico e/ou teológico, e seu objetivo era contribuir para nosso entendimento deste mundo” (OLIPHINT, 2018. p. 159).
Fé, estudo e ciência nunca estiveram desconectados, afirmar que o cristão é avesso ao estudo e ao avanço científico é de uma inocência brutal, uma desinformação alarmante.
A título de curiosidade, em tempos antigos, quando era falado em ciência era incluso entre estes os filósofos pré-socráticos, Platão e Aristóteles. Afinal, naquela época a filosofia e a ciência andavam de mãos dadas. Foi apenas algum tempo depois que a filosofia se desligou da ciência e acabou se tornando o que conhecemos hoje. Entre os principais cientistas e pensadores se é que poderíamos chamar estes assim, poderíamos destacar Domenico de Gundisalvo, que dividiu a ciência em humanas e divinas. Hugo de São Vitor que dividiu as inúmeras formas de ciência em teóricas, práticas e mecânicas, ou até o padre Roger Bacon, que acreditava que a Bíblia era o fundamento do conhecimento humano (CHAMPLIN, 2014, p. 644).
Entre todos os cristãos citados e muitos outros que nem ao menos mencionamos, talvez Francis Bacon (1561 – 1691) seja um dos mais importantes. Ele é pai do método científico, sendo que a sua abordagem era a parte da religião, contudo, mesmo não sendo ligado, ele afirmava que as suas afirmações tinham um ponto de partida cristão ao explicar a natureza (OLIPHINT, 2018. p. 159). Outro autor cristão importante foi Robert Boyle (1625 – 1691), um dos pais da química moderna, que afirmava:
“A “ciência” não poderia progredir enquanto fosse praticada com pressupostos ateus. Segundo ele, “o universo não pode ser o ‘resultado do acaso e uma confluência tumultuada de átomos’”” (OLIPHINT, 2018. p. 160).
Enfim, poderíamos citar inúmeros outros cristão que foram cientistas sérios como:
“Louis Pasteur (bacteriologista), Issac Newton (cálculo e dinâmica), Johannes Kepler (mecânica celestial) […] Georges Currier (anatomia comparada), J. Fleming (eletrônica), Maxwell (eletrodinâmica)” (NICODEMUS, 2018, p. 132).
A lista é enorme, não colocarei todos os nomes aqui, mas acredite, Deus e a ciência, nunca estiveram separados, ter fé não nos impede de pensar e questionar. O ganhador do prêmio Nobel de física chamado Heisenberg tem uma frase que pontua muito bem esta questão:
“O primeiro gole do copo das ciências naturais fará de você um ateu. Mas, no fundo do copo, Deus o aguarda” (NICODEMUS, 2018, p. 132).
Quem já leu um pouquinho sobre ciências sabe o quão complicado são inúmeros fenômenos naturais, mas não é contraditório crer que no fim, um arquiteto criou tudo conforme sua sabedoria. Pois a ciência não explica e nunca explicará tudo, por isso, Deus acaba sendo a explicação mais lógica. Adauto Lourenço, que tem mestrado em física pela Clemson University (EUA), além de ser bacharel em teologia, escreve algo interessante no último capítulo do seu livro Gênesis 1 & 2:
“Como foi visto, a interpretação literal dos capítulos iniciais de Gênesis não apresenta nenhuma dificuldade científica. Obviamente, ela não é compatível com a proposta evolutiva. Mas a proposta evolutiva é apenas uma proposta, colocada em forma de teoria e longe de ser um fato inabalável da Ciência” (LOURENÇO, 2015, p. 209).
A verdade é que eu não creio que o nada produz alguma coisa, eu nunca vi o nada ganhar vida, pensar e arquitetar, é por isso que eu creio em um Deus que pensou e arquitetou toda a criação. Agora como isso se deu, temos inúmeras teorias, não só a teoria da evolução. Por isso pesquise antes de falar bobagens, pois no Brasil só ensinam a teoria da evolução, mas existem inúmeras teorias científicas que explicam o surgimento do universo. Sendo que entre todas as teorias está o design inteligente, que resumindo, defende a ideia de que causas inteligentes formaram o universo:
“Por meio dos estudos científicos, baseados nas leis da natureza e nos processos naturais, pode-se demonstrar que tanto o universo quanto a vida teriam sido criados. Pois, pelos processos naturais e pelas leis da natureza conhecidos, tanto o universo quanto a vida jamais teriam vindo à existência espontaneamente”
“Isso é um fato científico que pode ser demonstrado em qualquer laboratório por qualquer cientista, sendo ele de posicionamento evolucionista ou criacionista” (LOURENÇO, 2015, p. 209).
Enfim, eu sempre digo para quem acredita na evolução, que é preciso ter muito mais fé para acreditar nesta teoria, do que acreditar que Deus arquitetou tudo. Sendo que eu acho confuso e contraditório alguém afirmar que os cristãos são burros, por acreditarem que Deus formou tudo, visto que o nada não forma nada ainda mais quando falamos do complexo universo, o corpo humano ou as células.
Deus e a ciência sempre caminharam juntos, fé nunca foi desligada do pensar, pois quem crê pensa, duvida e dialoga. Acreditar que a igreja é alheia ao estudo e a investigação é não conhecer a história, é não ver o passado e toda a evolução que a ciência teve de lá pra cá, e não enxergar também o presente e tudo o que cientistas cristãos têm feito até agora.
BIBLIOGRAFIA
NICODEMUS, Augustus, Cristianismo simplificado, editora Mundo Cristão, São Paulo, 2018.
OLIPHINT, K. Scott, Por que você acredita, editora Thomas Nelson, Rio de Janeiro 2018.
CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO, HAGNOS. 2011.
LOURENÇO, Adauto, Gênesis 1 & 2, A mão de Deus na criação, Fiel Editora, São Paulo, 2015.
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ENFIM MAIS UM ANO
Enfim, chegamos em 2019, depois de um ano conturbado por conta da política e complicado por conta da crise.
Entretanto o ano de 2018 não foi dos piores, pois este foi o ano no qual o blog fechou parcerias com algumas editoras, além de ter crescido muito o acesso diário. O desafio vai ser aumentar ainda mais o acesso e conseguir por em prática inúmeros outros projetos que ao longo deste ano será divulgado.
Eu gosto muito de anos novos, eles são bons marcos, que nos levam a refletir sobre o que fizemos e o que podemos fazer para melhorar ainda mais nossos objetivos. É como eu sempre digo, nunca é tarde para planejarmos, para aprendermos e crescermos, sendo que isso não é possível sem um ponto de partida e um ponto final, começos e finais de ano servem justamente para isso.
Que neste novo período político possamos aprender a não enterrar os nossos sonhos, a dar chance para as coisas que acreditávamos que não iriam dar certo
Que neste novo ano você também deixe de lado o seu papel de vítima e aprenda a ser o protagonista da sua história. A vida não é fácil para ninguém, então arregace as mangas, pare de se comparar com outros e mãos a obra.
Critique, duvide, não aceite qualquer coisa, mas também respeite, dê uma chance a verdade e não engula qualquer notícia. Aprenda a ser relevante, leia para não ser alienado e mantenha o hábito de escrever para assim desenvolver mais ainda suas capacidades.
Aprenda uma nova língua, procure novos objetivos sem abandonar seus antigos, viaje, veja a beleza da vida, conheça pessoas novas, mas procure também a solitude, a tranquilidade do simples, a natureza e os bons amigos.
A vida é curta para não tentarmos algo novo, o mundo é vasto, para deixamos de sonhar, vivendo a mesmice de cada dia.
Este novo ano pode ser tudo, basta planejar, entregar a Deus seus objetivos e batalhar, nada vem sem dedicação e esforço, por isso tente, use seus sonhos para montar uma meta e siga em frente.
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INTRODUÇÃO A MISSIOLOGIA: A MISSÃO NO NOVO TESTAMENTO
A missão no Novo Testamento começa em Cristo, o cumprimento do plano de salvação proposto por Deus. E se você, ao longo das escrituras, concluir que Jesus veio somente aos judeus por ele também ser um, não se esqueça da grande comissão, escrita lá em Marcos 16:15:
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (ACF).
O ide é para todos, não só para os apóstolos. O plano de salvação, como temos visto, não é só para os judeus. Desde o começo, o plano de Deus era salvar a toda a criatura, como a Bíblia deixa bem evidente.
Vimos que o plano de salvação começa com Deus separando Abraão, e através dele um povo. Já no Novo Testamento vemos que tudo começa com Deus enviando, não qualquer um, mas a seu próprio filho, ou uma parte de si. Mas não é só isso, no Novo Testamento também encontramos vários padrões missiológicos e é isso que vamos abordar neste texto, tendo como ênfase nesta primeira parte que a mensagem veio na hora certa. Gálatas 4:4-5 diz:
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (ACF).
O texto de Paulo vai nos dizer que a mensagem veio no tempo certo, na plenitude dos tempos, Champlin explica que:
“O sentido dessas palavras, por conseguinte, é “o momento exato”. Quando chegou o “momento exato” para ser inaugurada a grande dispensação e a revelação da graça, Deus enviou seu filho. Foi o tempo determinado pelo Pai” (CHAMPLIN, 2014, p. 616).
Na hora determinada pelo Pai, Cristo veio e inaugurou um novo período, mas não é só isso, esta plenitude, este tempo certo, era realmente o momento exato. E temos certeza disso por conta de três fatores que foram fundamentais para o evangelho ser proclamado na época de Jesus.
O primeiro fator foi a própria dominação romana e as suas conhecidas bem construídas estradas. Tendo o seu início no século III A.C., as estradas romanas eram conhecidas por percorrer uma grande extensão de terra. Este emaranhado de estradas alcançou a Europa, Grã-Bretanha, norte da África, Grécia, Oriente Médio, Síria e Palestina. Sendo mais de oitenta mil quilômetros de estradas só na Síria e Palestina, sem contar mais alguns incontáveis quilômetros espalhados por toda a região na qual dominava (CHAMPLIN, 2013, p. 546). Foi este sistema de estradas que colaborou para o evangelho chegar a muitos lugares. Se não fosse pela facilidade de viajar por estas estradas, o evangelho estaria comprometido:
“As estradas que conduziram os pendões romanos até à Palestina, estavam destinadas a ser as vias pelas quais o evangelho foi propagado” (CHAMPLIN, 2013, p. 546).
Não foi por coincidência que Jesus veio neste período e sim, por saber a hora certa e o momento certo para o evangelho ser propagado. Deus usa Roma e sua moderna estrada para o evangelho ser mais facilmente propagado e chegar ao maior número de pessoas.
O segundo fator que foi fundamental para a propagação do evangelho foi o idioma grego. O grego foi incorporado por uma boa parte do mundo da época, foi através dele que a mensagem foi transmitida, sendo que o grego, conhecido como koiné, era falado na maioria dos grandes centros daquela época (CHAMPLIN, 2013, p. 77).
Não quero com isso atribuir méritos vazios a estas culturas e sim, deixar claro como Cristo veio em uma época certa, seu plano tinha uma data e fatores que colaboraram para a palavra ser levada sem tantas barreiras. Sem esquecermos que naquela época já existia o Velho Testamento em grego chamado de Septuaginta (LXX), fazendo com que muitos povos tivessem contato com o pensamento hebreu.
E o terceiro fator foi a ideia grega de logos, que tem como significado primário de razão, fala ou princípio. Sendo que na filosofia o logos significa poder modelador. João 1:1 usa o termo logos para falar de Jesus, a palavra criadora e eterna que estava com Deus. Vale lembrar que o logos para filosofia não tinha começo e nem fim, funcionando assim como um ótimo exemplo para explicar quem Jesus realmente era. Por isso, quando alguém falava que Cristo era o logos, muitos dos que ouviam já entendiam muito bem o que Jesus era.
Com isso, concluímos que Jesus veio na hora certa e na data certa. Não foi nada sem planejamento, ao contrário, tudo foi bem pensado para que assim o evangelho fosse pregado, alcançando a muitos, resistindo até hoje.
A vinda de Cristo não foi aleatória, impensada, feita na emoção, ao contrário, Jesus veio em uma ocasião, onde existiam estradas, idioma e uma cultura que facilitava a propagação da mensagem. Foi tudo muito bem pensado, planejado como só um Deus o faria, para que o homem ouvisse e recebesse a mensagem de salvação.
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2013.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje. São Paulo: Ed. Soc. Bíblica do Brasil, 2005.
CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo. São Paulo: Editora Hagnos, 2014.
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NATAL INFELIZ NATAL
Hoje é o primeiro dia após o natal, em um dia que poderia ser como todos, se não fosse pelo natal e a lembrança de que um dia um Deus veio ao mundo para morrer por nós, salvando o homem do pecado e unindo o homem em uma grande família, em um corpo onde Cristo é o cabeça. A pergunta que fica no ar é: “Que corpo?” Pois penso que depois deste nosso período político podemos ter certeza (pois eu já desconfiava) que o corpo de Cristo está cada vez mais dividido.
Não são só diferenças teológicas ou aquela velha briga de pentecostais e reformados. A discussão não é mais entorno da Bíblia ou como a interpretamos e sim sobre quem está certo e quem está errado. Quem tem a melhor visão política e quem não é inteligente (segundo estes). No fim a discussão é velha, remete aos tempos de Jesus e os velhos fariseus, que hoje trocam a túnica pelo paletó e gravata.
Quando eu vejo este caos todo eu tenho a plena certeza de que a conversão é justamente termos a certeza de quem nós somos, do quão pecador e podres os homens são e do quando precisamos de Deus, sendo que quanto mais vejo cristãos discutindo, mais tenho certeza que muitos cristãos precisam de Deus. Anselm Grün tem uma frase que resume muito bom a questão:
Onde não há humildade, também não há Deus (GRÜN, 1994, p. 106)
E penso que o que nos têm faltado é justamente a humildade e aquela percepção do quão pecador somos.
O natal é aquele momento de união, um momento de partilha a de graça, onde nos unimos comemorando o nascimento de quem veio para nos salvar. Mas que seja também um momento para refletirmos e percebemos como temos sido realmente hipócritas. Não adianta nos unirmos uma vez por ano, se no resto dele demonstramos o quão longe estamos de estar imitando a Cristo.
Não é que eu acredito que não devemos discutir e expor a nossa forma de pensar e sim como estamos expondo a nossa opinião.
Eu sempre digo que a forma como colocamos a nossa opinião diz muito mais o que somos, do que a própria opinião em si, sendo que as nossas atitudes e os frutos que surgem depois da conversão são visíveis justamente nessas horas.
BIBLIOGRAFIA
GRÜN, Anselm, O céu começa em você, A sabedoria dos padres do deserto para hoje, Editora Vozes, Rio de Janeiro, 1994
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OS DEZ LIVROS QUE TODO O CRISTÃO DEVERIA LER EM 2019
Mais um ano e mais uma lista de livros, para ser mais exato, esta é a quarta lista desta série: “Os dez livros…”, caso queiram ler, seguem os links: OS DEZ LIVROS QUE TODO O CRISTÃO DEVERIA LER, MAIS DEZ LIVROS QUE TODO O CRISTÃO DEVERIA LER, OS DEZ LIVROS QUE TODO O CRISTÃO DEVERIA LER EM 2017
Já se tornou evidente para quem me conhece ou acompanha o blog, que eu gosto muito de livros, por isso, não consigo deixar de escrever resenhas, dar dicas e escrever esta série. Como ler é fundamental para qualquer pessoa e como eu leio muito, tento ajudar indicando livros para quem procura material relevante. E falando em relevância, começo a lista com um dos maiores teólogos da atualidade, indicando um livro que foi lançado em formato de edição especial, este ano.
CRISTIANISMO PURO E SIMPLES – C. S. LEWIS
Cristianismo Puro e Simples é aquele livro que deveria estar na primeira lista. Não sei o porquê cometi o erro de não incluir, pois a obra é leitura fundamental para quem segue a Cristo.
Como o título muito otimamente nos diz, a obra tem como principal objetivo falar de um cristianismo puro e simples. Lewis se concentra em discorrer sobre os pontos fundamentais para uma fé coerente e equilibrada.
Leitura fundamental para quem quer conhecer os principais pontos da fé cristã.
BEM-ESTAR ESPIRITUAL – JOHN MACARTHUR
Este foi o terceiro livro fruto da parceria com algumas editoras, foi lançado este ano e o autor dispensa comentários.
O livro tem como proposta falar do Espírito Santo, desde o velho Testamento até o novo. Na verdade a obra é um verdadeiro tratado sobre o Espírito Santo, ele fala tudo e mais um pouco, terminando o livro com aplicações práticas para uma vida relevante.
HERMENÊUTICA – E. LUND & P. C. NELSON
Gosto deste pequeno, mas importante livro, que trata de Hermenêutica, que é a arte de interpretar a Bíblia.
O livro em si oferece ao leitor várias ferramentas de interpretação Bíblica, dá dicas e oferece bons caminhos para a leitura e compreensão da palavra.
Considero um livro fundamental para quem quer ler e compreender a Bíblia. A leitura é tranquila, as ferramentas fundamentais para a leitura e interpretação da palavra.
UMA FÉ PÚBLICA – MIROSLAV VOLF
Confesso que eu não conhecia este teólogo, são tantos e por serem muitos, procuro me concentrar em quem tem boas referências, não tenho dinheiro para perder com um livro meia boca. Entretanto, este livro eu ganhei em uma parceria com a editora e virou um dos meus livros preferidos.
O autor fala sobre tolerância e liberdade religiosa e sobre o papel dos cristãos na esfera pública. O destaque do livro, a meu ver, foi por conta das exposições sobre os tipos de fé, sobre os perigos de uma fé superficial e sobre como ele trabalhou o tema pluralismo.
Um livro lúcido e fundamental para quem quer entender e ser diferença neste nosso cenário pluralizado.
AS 5 LINGUAGENS DO AMOR – GARY CHAPMAN
Li este livro há muitos anos atrás, apenas por ser leitura obrigatória de uma classe de estudos no qual fiz parte, e não me arrependi em ler em momento algum.
O livro mudou a minha vida e a forma no qual eu me relacionava com as pessoas, depois que lemos e compreendemos as várias linguagens de amor que existe, nossa vida nunca mais é a mesma.
O livro trata de cinco linguagens de amor que existem e de como cada um tem a sua linguagem, sua forma de se expressar e ser correspondido nestas linguagens.
Um livro fundamental para quem se relacionar de forma assertiva com quem ama.
BRASIL POLIFÔNICO – DAVI LAGO
Neste nosso cenário político complicado, entender como os cristãos podem atuar nas estruturas de poder, quais são os desafios e perigos, é fundamental, e é sobre isso que o livro fala.
Escrito com uma linguagem simples, mas lúcida e profunda, o autor discorre sobre os vários nichos das estruturas de poder e como transitar nestas esferas de uma forma mais assertiva.
O ROSTO DE DEUS – ROGER SCRUTON
Aprendi a gostar deste autor faz pouco tempo e já é um dos meus preferidos.
O livro é uma respostas ao ateísmo e fala sobre Deus e o seu lugar no mundo, que diga-se de passagem, tem sido cada vez mais ateu.
A leitura é tranquila, nem tão densa e nem tão desafiadora, vai depender apenas do quanto você está acostumado ou não a ler linguagens mais rebuscadas.
Gosto dos diálogos do autor, principalmente quando ele define ou tenta definir Deus, e também quando o autor fala do rosto e a importância dele para identidade humana, ele faz alguns links usando o rosto como ponte e eu acho a reflexão bem importante.
DEUS O AMA DO JEITO QUE VOCÊ É – BRENNAN MANNING
Eu tenho medo de teólogos da chamada hipergraça, tenho um pé atrás com pessoas que acham que ser cristão não é ter uma vida mudada. Conheço muitos que servem a Deus e vivem uma vida que não reflete a vida de quem segue a Cristo. Em contra partida, eu sei que ninguém é perfeito, que todos nós temos as nossas dificuldades, é por isso que eu acabo gostando muito dos livros deste autor, sua sinceridade, autenticidade e simplicidade me impressiona.
O livro em questão é uma espécie de Biografia, pois o cenário do livro é a vida do autor. É um livro forte onde Brennan abre o coração e conta seus acertos, erros e seus problemas mais profundos.
Gostei muito de ler, é sempre importante lembrarmos que todos nós temos as nossas dificuldades, foi bom também ver como ele lidou com seus fantasmas e como ele encarou sua vida em um momento no qual ele estava muito debilitado.
É um livro que você às vezes fica com raiva do autor, as vezes pena ou admiração, mas que no fim, você se impressiona com sua conduta de vida.
POR QUE VOCÊ ACREDITA? – K.SCOTT OLIPHINT
Comprei este livro em uma promoção, é legal comprar um bom livro por um preço baixo, ainda mais quando você não conhece o autor. Não gosto de arriscar e investir dinheiro em um livro que não vale a pena, ainda mais quando você tem uma lista de ótimos livros para comprar.
O livro tem como tema a apologética, a defesa de fé, até aí o livro não é tão revolucionário. O autor escreve muito bem, mas em alguns capítulos ele trata de temas da mesma forma que alguns outros livros de apologética tratam, o diferencial do livro, que me faz coloca-lo nesta lista é justamente como ele trata os capítulos sobre Deus e o mal e o capítulo sobre Deus e o cristianismo.
O livro é ótimo para quem não tem contato com o tema, é bom também para quem quer fazer estudos em uma escola dominical ou grupos caseiros, ele é bem didático e possuí algumas ferramentas para que ele seja aplicado nestes lugares.
É um bom livro, não é mais do mesmo, talvez apenas em alguns capítulos, mas mesmo assim não acho que isso torne o livro irrelevante.
A BIBLIOTECA DE C. S. LEWIS- JAMES STUART BELL E ANTHONY P. DAWSON
Eu ganhei este livro e demorei para lê-lo, na minha inocente forma de pensar, eu não queria ler sobre os autores que influenciaram Lewis. Acabei lendo quando comecei a ficar sem opções de leitura, este é o problema de quem lê muito (e tem pouco dinheiro).
No fim, esta obra está entre as minhas preferidas no momento, o livro tem como propósito apresentar uma espécie de mosaico composto de inúmeros textos de autores que influenciaram Lewis. O bom da obra não é só conhecer as bases do pensamento de Lewis, pois para mim, isso continua não ser importante e sim conhecer através dos textos, outros ótimos autores.
O legal é que o livro é dividido por temas, com isso, você tem a mão uma gama de textos, quase todos eles de uma ou duas páginas, apenas alguns poucos maiores, referente a inúmeros temas sobre vida cristã.
Através deste livro, além de conhecer outros autores, você aprende muito com as passagens propostas pelos autores dos livros.
O texto é bem variado, algumas leituras tranquilas outras nem tanto, entretanto, para quem já tem contato com as obras de Lewis, a leitura vai ser bem mais tranquila do que ler alguns de seus livros.
Chegamos ao fim da lista de livros deste ano, são sempre listas de dez, justamente para incentivar quem gosta de ler a seguir um caminho. Estamos no fim do ano e deixei a lista para publicar neste último mês de propósito, justo para que você comece o ano com uma meta de leitura.
Leia, estude e busque conhecimento, aprenda que quando você não lê, acaba por não ter o que oferecer ao seu próximo. Saco vazio, como diz o ditado, não só não para em pé, mas acaba por não ter o que oferecer a alguém.
Por isso persista, cultive uma vida relevante, aprenda que o crescimento pessoal só vem com esforço, dedicação e organização.

