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  • QUESTIONAMENTOS DO LIVRO: O AMOR VENCE

    Eu leio de tudo, quem me conhece sabe disso, penso ser importante conhecer para me aprofundar nos diversos ensinos e novidades que surgem por aí, para que assim eu possa confrontar com a palavra.

    Um livro não tão novo (2012), que eu já li diversas vezes é: “O amor vence”. Na época eu quis ler por conta de estar sendo deveras criticado quando saiu, e quando eu li, não pude deixar de considerar um ensino complicado.  Bem que eu queria que no final o amor vencesse, que todos fossem salvos, que o inferno não fosse bem o que pensamos, é uma mensagem linda, mas mentirosa, fora da Bíblia. Porém, não consigo deixar de pensar em algumas boas questões que o autor levanta no livro. A principal delas está já logo nas primeira páginas:

    “Sempre que um povo afirma que um grupo está salvo, aceito por Deus, perdoado, iluminado, redimido e todos os outros não – Por que é que os que fazem esta afirmação estão sempre no grupo que está “dentro?”.

    Você já escutou alguém falar sobre os escolhidos e não se dizer parte integrante desse grupo?” (BELL, 2012, p. 12,13).

    Eu não posso deixar de concordar com o autor, nós cristãos, nos colocamos como arrogantes inúmeras vezes quando estamos pregando. Às vezes esquecemos de respeitar a crença alheia e nos concentramos em criticar a religião do próximo.

    É possível pregarmos a palavra sem apontar o dedo, é possível pregar sobre a cruz sem meter o pau em outras religiões, quem convence não é o homem é o Espírito Santo. Muitas vezes perdemos uma pessoa por termos como propósito principal ganhar uma conversa ou mostrar qual religião é a mais verdadeira.

    Convido você a abria a Bíblia nos evangelhos, para se lembrar quem eram os religiosos que se consideravam santos, que segregavam e que não olhavam para o próximo com amor, eram os fariseus. Você não acha que a igreja atual tem ficado cada vez mais parecida com os fariseus, ao invés de Cristo?

    Somos chamados a pregar as boas novas, a mensagem da cruz, enfatizando o quanto somo pecadores e o quanto precisamos de Deus. É esta a diferença da verdadeira pregação para a falsa, proferida por pregadores que se acham santos intocáveis.

    Quando eu leio este primeiro capítulo do livro e enxergo, apesar da mensagem equivocada do livro, o profundo amor pelas almas que o autor tem, eu me envergonho.

    Temos que aprender a ter empatia e respeitar os outros. Temos que buscar a humildade e com ela, pregar a palavra da verdade que diz que os homens mereciam a morte, todos nós, mas Cristo veio a nos trouxe a vida.

    BIBLIOGRAFIA

    BELL, Rob, O Amor Vence, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2012.

  • O PREGUIÇOSO E A FORMIGA

    “Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio!

    Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento…” (Referência: Provérbios 6:6-11).

    As formigas são insetos curiosos, não é a toa que o sábio usou seu exemplo para advertir os preguiçosos.

    Tal qual a abelha, as formigas vivem em uma sociedade totalmente organizada por sua função, seja a obreira, o soldado, o operário e a rainha. Ninguém fica parado, nenhuma formiga fica sem o que fazer, mesmo que estas não tenham alguém que as supervisione e cobrem produção, aliás, elas não precisam e um supervisor, pois entendem bem a sua missão, e a importância de trabalhar para cuidar de sua comunidade.

    A Bíblia nos aconselha a aprender com estes insetos, nos mostrando a importância de se trabalhar para ganhar o pão e não fazer vergonha. Você vai se impressionar quando souber quantos textos sobre preguiça tem na Bíblia, mas um dos meus preferidos é este:

    “Não ame o sono, senão você acabará ficando pobre; fique desperto, e terá alimento de sobra” (Provérbios 20:13).

    Não durma no ponto, não ache que tudo cai do céu assim com facilidade, a passagem não fala nada contra o dormir e descansar, e sim em só pensar em dormir sem ganhar o pão, fala do preguiçoso que não quer nada com nada.  Trabalhar é preciso e como Paulo bem diz em 2 Tessalonicenses 3:10:

    “Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma”.

    Eu tinha um amigo que dizia que queria viver da obra, porém, ele não fazia nada, só ia a igreja, achando que isso era fazer a obra. Este cidadão vivia passando dificuldades, pedindo ajuda a igreja, até que a igreja começou a se cansar.

    A estes o texto Bíblico é claro, se não trabalhar, não coma. A falta de trabalho nos leva a pobreza, a desocupação nos faz buscar caminhos ilícitos.

    Seja como a formiga, entenda o seu papel e busque o seu sustento, no mais, Deus nos supre.

    BIBLIOGRAFIA

    http://www.maiscuriosidade.com.br/as-27-mais-interessantes-curiosidades-sobre-formigas

  • JOSÉ UM HOMEM ÍNTEGRO E INDULGENTE –CHARLES R. SWINDOLL

    Considero a história de José como uma das melhores do Velho Testamento. Um tempo atrás fiz uma série de estudos para um sermão e fiquei maravilhado com o tanto de ensinos que podemos tirar de toda a sua trajetória. Confesso, por conta destes meus estudos, que eu não achei que eu acharia coisa nova ao ler este livro, mas resolvi ler, por gostar bastante do autor.

    Como eu estive enganado, pois os estudos e a as reflexões que o autor faz são ótimas. Gosto principalmente de como Charles R. Swindoll analisa a atitude do pai de José durante todo o acontecido, coisa que não enxerguei em meus estudos.

    O destaque fica por conta das aplicações que o autor faz, ele consegue com maestria conciliar histórias e experiências de sua caminhada com o que aconteceu com José.

    Enfim, se você ainda não leu a História de José lá em Gênesis 37, está perdendo muito. E se você após ler e estudar deixar de ler este livro e entender, pela ótica deste autor, todos os detalhes do que aconteceu, estará perdendo mais ainda.

    Vale a leitura com certeza, linguagem tranquila, mas com um conteúdo muito profundo.

    Editora Mundo Cristão, 270 páginas.

  • O SERMÃO DO MONTE PT 10: LEI

    “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus (MT 5:17 ao 19) (NVI). 

    A lei talvez seja uma das coisas menos entendidas na Bíblia. Alguns seguem, ou procuram seguir, outros falam que Cristo aboliu a lei e para estes, eu cito este versículo. Contudo, como entender a lei? Nós seguimos a lei ou não? É isso que vamos ver neste texto.

    Para começarmos, a lei veio de Deus e foi transmitido por Moisés funcionando como um pacto entre eles. Os judeus listavam 248 mandamentos e 365 proibições e tinham um grande orgulho de se considerarem obedientes a lei. E diante destes dois versículos, você pode afirmar que Jesus mandou que também observássemos a lei. Cristo neste momento pode parecer que esta defendendo os sábios que Ele discutia tanto, mas não é bem assim.

    Achar que um homem pode cumprir todas estas listas de exigências é ter um pensamento muito inocente. A lei serve para que vejamos como somos incapazes, e para que possamos olhar para o Cristo e buscar sua misericórdia.  Cristo não veio abolir a lei e sim cumpri-la, além de mostrar que somente Ele tinha a capacidade de seguir. Fritz Rienecker acrescenta:

    “Do mesmo modo como Deus não pode revogar suas promessas do AT, pelo contrário, enviou Jesus como “sim” e “amém” dessas promessas (2Co 1:20), Deus também não dissolve  a lei, mas envia seu Filho para cumpri-la” (1998, p. 83).

    Nós não seguimos a lei, pois somos incapazes de cumpri-la. Nós seguimos a Cristo, o único com capacidade de cumprir. Gálatas 2:19-20 diz:

     “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (ARC). 

    A lei nos empurra para Cristo, a lei  mostra quem nós somos, deixando claro o quanto precisamos de Jesus para sermos salvos:

    “Por meio da sua restrição e condenação, a lei nos leva à fé em Cristo, que, por sua vez, nos liberta da maldição e do poder da lei” (Carson et al, 2012, p. 1823-1824).

    Não mais seguimos a lei e ela apenas aponta para a nossa incapacidade, pontuando quem realmente somos e o quanto precisamos de Cristo.

    Olhe para a lei e veja a sua incapacidade, depois olhe para Jesus e a sua graça. Só ela  tem poder de nos salvar, é só pela graça que somos alcançados e remidos, através de seu sangue e a sua misericórdia.

    BIBLIOGRAFIA

    RIENCKER, Fritz. Evangelho de Mateus: Comentário Esperança. Curitiba: Editora Esperança, 2012.

    CARSON. DA.; FRANCE , RT.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova: São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.

  • O CAMINHO DA RELEVÂNCIA

    Constantemente eu me fecho em casa, em silêncio e dedico algumas horas da minha vida para ler e estudar, geralmente é de manhã. Muitas vezes eu tiro o sábado ou o domingo e aos poucos vou construindo o conhecimento e é nestas horas que algumas vezes eu me pergunto o porquê desta dedicação toda, se vale a pena tanto esforço, tanto tempo gasto nesta prática tão odiada por tantos.

    Desde 2014 estabeleci metas de leitura e me foquei em alguns temas que provavelmente virarão livros ou artigos para o blog. Não acredito que um estudioso consiga dominar de forma plena tudo, por isso foco no que eu mais gosto e tenho afinidade.

    Acredito ser este o caminho da relevância, presumo que o conhecimento se constrói com tempo, dedicação e muito tempo de solitude, que é como eu estudo. Não é a toa que o blog se chama Teologia na Solitude, pois descreve de forma clara como eu escrevo e componho o conteúdo do blog, livros e aulas. Resolvi ao invés de usar o meu nome, usar um nome que definisse como eu construo o meu conhecimento.

    A história nos conta que Calvino estudava em uma casa barulhenta e agitada, contudo todos estes percalços não atrapalhavam seus estudos. A história também nos conta que John Wesley orava e estudava horas por dia. Como resultado, podemos conferir seu legado em livros, dicionários, compêndios, além de ter sido muito usado por Deus.

    Com o tempo aprendi que só ir a faculdade não era o bastante. Leituras, estudos e muito tempo dedicado são necessários para se construir conhecimento. Também aprendi com o tempo a não confiar em apenas algumas pesquisas e entendi que muitas vezes a resposta não está ao alcance de nossas mãos, aliás, quase sempre não está. Por isso, temos que nos demorar em termos conclusões e duvidar sempre, mesmo quando achamos que estamos certos.   Duvidar é importante, é o motor que move o estudioso, quem não duvida não tem combustível para buscar a verdade, não tem força para ler de forma relevante e estudar.

    Não confio na conclusão de quem não lê, fujo de pessoas que creditam que já sabem de tudo e quanto mais eu estudo, mais tenho a percepção de que não sei de nada. Afinal, o conhecimento é infinito, inesgotável e muito bom. Quem diz já ter alcançado, provavelmente nem começou a estudar. Não que eu ignore as experiências que a vida nos traz, eu também as acho importante, mas quem estuda é muito mais profundo.

    Aí você me pergunta: Por que estudar tanto? Será que você não está perdendo tempo? Para que ser relevante? Eu às vezes tinha esta mesma percepção, como mencionei no começo do texto, até eu encontrar uma boa conclusão.

    O caminho da relevância começa em sermos relevantes a nós mesmos, o resto é consequência!

     

  • SALMO 4: UM DEUS QUE PODEMOS CONFIAR

    Responde-me quando clamo, ó Deus que me faz justiça! Dá-me alívio da minha angústia; Tem misericórdia de mim e ouve a minha oração. Até quando vocês, ó poderosos, ultrajarão a minha honra? Até quando estarão amando ilusões e buscando mentiras? Pausa.

    Saibam que o Senhor escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar. Quando vocês ficarem irados, não pequem; ao deitar-se reflitam nisso, e aquietem-se. Pausa.

    Ofereçam sacrifícios como Deus exige e confiem no Senhor. Muitos perguntam: “Quem nos fará desfrutar o bem?” Faze, ó Senhor, resplandecer sobre nós a luz do teu rosto!

    Encheste o meu coração de alegria, alegria maior do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho. Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança (Salmo 4)

    Não é coincidência este salmo ter vindo logo após o salmo 3, na fatídica noite em que Davi teve que fugir de seu filho Absalão, o filho que tentou roubar seu trono (Carson, 2012, p. 742). Se você não leu o texto Salmo 3: Um rei em fuga, segue o link (Um Rei em Fuga) ou leia toda a história em 2 Samuel 15. Pois é muito provável, não sabemos ao certo, que Davi tenha escrito o salmo neste seu difícil período.

    Tem horas que a única coisa que nos resta é confiar em Deus, certas situações nos colocam caídos no chão. Davi teve que fugir de seu filho e de uma traição, provavelmente enquanto escrevia estas palavras ele não mais estava no conforto do seu lar. Devia estar se sentindo rebaixado e derrotado. 

    Este salmo é uma oração em meio à angústia, são palavras vindas de um rei, que se encontrava naquele momento quase derrotado, no caos, na lama. Mas em nenhum momento o salmo exala qualquer desconfiança a Deus. Ao contrário, suas palavras de confiança em Deus nos traz uma incrível lição:

    “Não confiamos em Deus apenas quando tudo está bem”.

    É muito fácil falar que confiamos em Deus quando a conta no banco está cheia, com um carro zero na garagem e saúde de sobra, o desafio é quando não temos nada, estamos na lama, no caos, tal qual Davi.

    Confiar é largar o controle e entender que no fim a vontade de Deus é sempre a melhor, mesmo que não pareça. Aí você me pergunta: Quer dizer que diante dos problemas eu não devo fazer nada? É evidente que não, mas vou responder esta pergunta com uma frase de um autor que eu não sei bem quem é:

    “Ore como se tudo dependesse de Deus, trabalhe como se tudo dependesse de você”.

    É assim que você deve agir, afinal amigo, temos que fazer a nossa parte. Davi venceu, ele confiava em Deus mas arregaçou as mangas e foi a luta, o segredo diante da adversidade é justamente esse, confiar e trabalhar. Não é fácil eu sei, mas não estamos sozinhos é por isso que não devemos desistir.

    BIBLIOGRAFIA

    Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2013.

    CARSON. DA. Comentário bíblico vida nova. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.

  • GRAÇA E MUDANÇA DE VIDA

    Como vimos no texto passado, “Salvos pela graça”, nós fomos salvos pela graça de Deus, mesmo sem merecermos. Não tem ato, promessa ou atitude que compre a nossa salvação, (segue o link do texto se você desejar lê-lo: SALVOS PELA GRAÇA). E neste texto, o que quero enfatizar é sobre a graça e a mudança que ela causa em nossa vida.  Gálatas 5:22-23 diz:

    Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.

    Este texto é interessante, pois uns três versículos antes o autor lista uma série de obras da carne e aqui o autor lista uma série de resultados visíveis na vida de quem segue a Deus. É o resultado de quem foi tocado pelo Espírito Santo. Como sempre, quero postar a tradução de Eugene H. Peterson (2012, p. 1661) para este versículo, ela sempre é muito autoexplicativa:

    “Mas vamos falar de vida com Deus. O que acontece quando vivemos no caminho de Deus? Deus faz surgir em nós, como frutas que nascem num pomar: afeição pelos outros, uma vida cheia de exuberância, serenidade, disposição de comemorar a vida, um senso de compaixão no íntimo e a convicção de que há algo sagrado em toda a criação e nas pessoas. Nós nos entregamos de coração a compromissos que importam, sem precisar forçar a barra, e nos tornamos capazes de organizar e direcionar sabiamente nossas habilidades”.

    Este é o fruto de quem é tocado pelo Espírito Santo, é impossível não mudarmos, quando temos um encontro real com o nosso Pai, Lawrence Richards completa:

    “Da mesma forma como o pecado produz seus frutos na vida de um indivíduo, assim o Espírito Santo também gera seus frutos. Esse fruto, amor, alegria, paz, – todas as coisas pelas quais anelamos – estão em forte contraste com aquele produzido pela natureza pecaminosa. Portanto ele aparece quando andamos no espírito e somos guiados pelo Espírito de Deus” (RICHARDS, 2013. P. 1054, 1055).

    Tito 2:11-13 diz:

    “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens

    Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”.

    Resumindo, uma pessoa que foi tocada pela graça certamente teve sua vida transformada. A graça traz mudança de vida, não tenha dúvidas, caso contrário, certamente o que você está vivendo não é graça.

    Graça que não afeta o comportamento de uma pessoa não é a graça de Deus […]. O que é o evangelho, afinal de contas, senão um chamado ao arrependimento (At 2.38; 3.19; 17.30;)? Em outras palavras, ele demanda que pecadores façam uma mudança – parem de seguir por um caminho e voltem-se para outro caminho (1Ts 1.9) (MACARTHUR, 2013, p. 40).

    Eu tenho uma grande dificuldade de entender um convertido que não mudou de vida. Quando Cristo entra em nossa vida a coisa muda. Nós não somos salvos pelas obras, mas as obras demonstram quem nós somos, as obras são os frutos, o resultado de sermos tocado por Cristo, fruto do real arrependimento:

    “A palavra grega para arrependimento é metanoia, […]. Significa, literalmente, “reflexão posterior”, ou “mudança de mente”; todavia, o seu sentido Bíblico não se restringe a isso. Como é usada no Novo Testamento, metanoia fala sempre de mudança de propósito e, especificamente, de abandono do pecado” (MACHARTHUR, 2015, p. 213).

    Eu gosto muito de uma outra frase do John Macarthur:

    “É impossível supor que alguém possa encontrar o Deus Santo das escrituras, e ser salvo, sem que também venha a reconhecer a hediondez do seu próprio pecado, e, consequentemente, deseje muito abandoná-lo” (MACARTHUR, 2015, p. 79).

    Uma nova vida, é isto que Cristo nos traz, é este o chamado para o arrependimento. E eu não quero com isso trazer uma mensagem legalista e sim, que você reveja como esta vivendo sua vida.

    Eu creio que o evangelho nos traz mudanças, nos faz santos que lutam contra o pecado, pessoas que Deus produz   frutos visíveis por todos. Não somos perfeitos, eu sei, mas se a mudança não é vista ou se a nossa luta contra o pecado não é constante, temos problemas.

    Afinal, ou temos uma nova vida, ou não!

     BIBLIOGRAFIA

    MACARTHUR, John, O Evangelho Segundo os Apóstolos, Editora Fiel, São Paulo, 2013.

    MACARTHUR, John, O Evangelho Segundo Jesus, Editora Fiel, São Paulo, 2015.

    PETERSON, Eugene, Bíblia a Mensagem, Editora Vida, São Paulo, 2013.

    RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.

  • DÚVIDAS: ILUSÕES DA FÉ: PHILIP YANCEY: VERNE BECKER: TIM STAFFORD

    “Quando você duvidar da existência de Deus, defina com precisão o que é exatamente a dúvida que pode ajudá-lo, ou seja, analise o seu problema; antes de procurar soluções, você deve procurar bem as respostas, pois as paredes da fé cristã não são tão finas assim para se abrirem, de par em par, tão logo sejam empurradas com força. Se fizer perguntas sérias, você encontrará as respostas – embora nem sempre sejam as que você gostaria de ouvir” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 161).

    Tenho conversado com muitos decepcionados com Deus e com várias pessoas que deixaram a sua fé esfriar por não terem conseguido achar respostas para suas dúvidas a respeito de Deus.

    A verdade é que algumas perguntas são complicadas, assim como a ciência não explica tudo, a Bíblia também não explica. Se nem o pensamento é cientificamente comprovado, quem dirá Deus. A minha decepção quanto a estes é que muitos se agarram a teorias tão pobres, a respostas tão rasas que eu custo a acreditar que estas pessoas se contentaram com as certas explicações e o livro enfatiza justo isso:

    “O Mais triste para mim é que aqueles que fazem perguntas intelectuais normalmente decidem a respeito das respostas – e de toda a sua vida – com base em poucas e vagas ideias sobre alguma coisa dita com segurança por um professor no colégio; sobre a informação obtida em bibliotecas ou livrarias; e, eu acrescentaria, em um gabinete qualquer de um pastor” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 164).

    Eu tenho dúvidas genuínas mesmo sendo cristão, a dúvida faz parte do ser humano, o que vai nos definir tudo é o que eu faço com a dúvida, e como eu encontro a resposta certa. O livro é ótimo, dá alguns excelentes caminhos para esta questão da dúvida, porém não quero expor neste texto os caminhos. Penso que por sermos humanos, cada um com suas particularidades, não temos uma resposta única, mas é possível achar respostas. O cristianismo não foi construído sem bases, estudos ou reflexões, ao contrário, muitos pensadores dedicaram suas vidas para procurar respostas e combater heresias.

    Porém quero ressaltar a conclusão que o autor deu para este capítulo.

    “Suas dúvidas podem frequentemente levá-lo a um entendimento mais profundo de Deus, já que suas respostas raramente serão do tipo que você estava esperando. Se suas crenças não são profundas, então terão que ser sedimentadas mais profundamente. Se o esqueleto de sua fé arqueou-se, talvez haja necessidade de fraturar alguns ossos para que ele seja recuperado. Certamente será doloroso.

    Mas não tema, ossos partidos ficam mais fortes depois de calcificados” (YANCEY, BECKER, STAFFORD, 2010, p. 164).

    O que eu aprendi com este livro é: O que vai fazer a diferença quando você tiver dúvidas é justo a profundidade de suas raízes. Do quanto busca, do quanto não se contenta com qualquer coisa.

    Entender um ser infinito como Deus é um desafio impossível para quem é finito como nós. Porém a falta de respostas não significa que Deus não existe e sim apenas, que nós não o entendemos.

    As minhas dúvidas me fizeram ler mais a Bíblia, buscar mais a Deus e ler mais livros, resta saber se a sua dúvida o deixará mais estagnado, ou em movimento, em busca do Eterno.

    BIBLIOGRAFIA

    YANCEY, Philip, BECKER, Verne STAFFORD, Tim, Ilusões da Fé, O Que Não Disseram Quando Me Converti, Rio de Janeiro, 2010.

  • APRENDENDO A AMAR – JOSH MCDOWELL

    Por conta de eu ser recém-casado, me acho na obrigação de ler livros sobre casamento, a fim de buscar ferramentas para o meu relacionamento e este é mais um livro sobre o assunto que eu gostei bastante.

    Aprendendo a amar é mais que apenas um livro sobre relacionamentos, é um material que fala como convivermos, como buscarmos um autoconhecimento e respeitar as diferenças.

    “Pode-se descrever o casamento como uma relação de amor, união e sexo. Esta seria a ordem no processo de um relacionamento satisfatório que se desenvolve entre um homem e uma mulher. Neste livro, salientaremos os valores e qualidade essenciais para um relacionamento e casamento duradouros, e não proezas sexuais” (MCDOWELL, 2001, p. 14,15).

    Quem disse que conviver é fácil? Quem disse que a vida a dois é tranquila? Nunca foi, diante disso é importantíssimo nos aprofundarmos e buscarmos ferramentas e é isso que o livro nos dá.

    Considero um material prático, com linguagem acessível, com muitas boas histórias e muita profundidade. Vale a leitura.

    Editora Candeia, 279 páginas.

    BIBLIOGRAFIA

    MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001.

  • 3 ANOS DE TEOLOGIA NA SOLITUDE

    Parece que foi ontem que comecei a escrever para o blog, mas já fazem 3 anos. Já foram publicados mais de 307 textos, entre estudos e reflexões, com um total de 13.300 visualizações, tendo uma média de 25 a 50 acessos diários, sendo que em alguns dias chegam a 60 ou 80, dependendo apenas do tema.

    Continuo a todo o vapor estudando, escrevendo e me aprofundando, tentando todo ano propor temas novos. Tenho tentado melhorar a cada dia, não pensem que eu não conheço minhas limitações, porém, não vou deixar de escrever por conta delas.

    Agradeço a todos que têm acessado, opinado e dado sugestões de temas, aguardem mais novidades!