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  • DIVISÕES

    Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. (Referência 1 Coríntios 1:10-16).

    Quando vemos as infinitas brigas e divisões entre calvinistas, arminianos ou afins, achamos ser isso algo novo, um problema que veio com a reforma. O que alguns não sabem é que estas divisões já têm pelo menos uns dois mil anos. O homem é mestre em se dividir, em seguir cada um o seu guru sem respeitar uns aos outros.

    A igreja de Corinto estava se dividindo, já não se entendiam mais. Cada um seguia o seu mestre, esquecendo que o nosso verdadeiro mestre é Jesus:

    “Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (1Coríntios 1:13).

    É evidente que temos que abrir os olhos quanto ao falso ensino, não podemos concordar com ensinamentos que não estão na Bíblia. Porém, nós também não podemos esquecer que nós não seguimos a homens, mas a Deus. Não foi Calvino nem Armínio que morreu por nós na cruz, foi Cristo.

    Ou a teologia que seguimos, seja calvinista, arminianos ou sei lá qual mais, nos aproxima de Deus, nos faz orar mais, ser mais humildes, ler mais a Bíblia ou largamos tudo. Austin Fischer tem uma conclusão interessante sobre isso em seu livro:

    “O problema com a teologia é que são humanos que a estão fazendo. Criaturas finitas, frágeis e caídas estão tentando entender o Criador. Tal ação, está propensa a resultar em erros e hilaridade” (FISCHER, 2015, p.19).

    Eu tenho visto muitos irmãos se dividem por causa de teologia e placas de igreja. Eu já vi alguns cristãos batendo no peito rindo dos que não seguem a sua forma de pensar, já ouvi pastores chamarem arminianos de burros. A igreja não tem crescido com alguns destes ensinos e quem perde com a divisão é a igreja.

    Nós somos um só corpo (1 Coríntios 12:14), sendo Cristo o cabeça,  a teologia que temos deve nos fazer crescer e não nos dividirmos. Temos um só Deus, uma só palavra que nos guia que é a Bíblia, será que é tão difícil resolver algumas questões teológicas com um bom debate, sem guerra? Caso contrário morreremos ao nos dividir, pois se somos um só corpo como a Bíblia diz, um membro separado do corpo morre.

    BIBLIOGRAFIA

    FISCHER, Austin, Jovem Incansável Não Mais Reformado, Editora Sal Cultural, Maceió, 2015.

  • O SERMÃO DO MONTE PT 11: A VERDADEIRA JUSTIÇA

     “Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” (MT5: 5: 20 ao 48) (NVI). 

    Esta passagem é uma espécie de introdução que marca a forma como Jesus interpretava a lei. A forma que Cristo interpretava vários pontos da lei era bem diferente da forma que os intérpretes da época explicavam. É por isso que, antes, vamos entender quem eles eram e como interpretavam a lei.

    Os escribas eram sábios e autoridades na interpretação da lei. E os fariseus também eram sábios na interpretação, porém, vinham do povo comum, não eram aristocratas como os saduceus. Eram vistos também como uma espécie de reformadores que no fim acabam incluindo uma porção de atitudes legalistas na interpretação da lei (CHAMPLIN, 2013, p. 462-689). John Wesley resume de forma coesa quem eles eram:

    “Os escribas, mencionados com tanta frequência no Novo Testamento, eram alguns dos opositores mais constantes e veementes aos ensinos de Jesus. Não eram secretários ou homens empregados apenas para escrever. […] Eles eram homens instruídos nas leis de Deus, não nas leis humanas […]. Os fariseus formavam um grupo muito antigo entre os judeus. […] Eles só se distinguiam dos outros pela vida mais rigorosa. Exibiam um comportamento mais religioso. Eram zelosos na lei nos detalhes”. (2015, p. 135).

    Muitos escribas também eram da seita dos fariseus, que eram vistos pelo povo como zelosos e mais santos, enquanto os escribas eram vistos como mais sábios (2015, p. 135-136). Eles só tinham um problema, eram legalistas e isso está registrado Mateus 23: 13 em diante, nos famosos sete ais de Jesus:

    “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo” (NVI). 

    Estes religiosos tinham em suas mãos o conhecimento e guardavam para si. No fim, em vez de proclamar o evangelho, fundaram um grupo fechado, deixando o próximo de fora, deixando de praticar o amor e a compaixão. A igreja ao longo dos anos, acabou fazendo isso. Cobravam indultos e se colocavam como únicas donas da verdade, nada tão diferente dos fariseus.

    Mas o texto diz que devemos ter a justiça maior que a justiça dos fariseus. O texto não está afirmando que devemos praticar a lei, guardar cada traço da lei e sim, que devemos observar todos os pontos sutis da lei e tomar cuidado com tudo o que nos leva fazer aquele ato pecaminoso:

    “Por exemplo, cumprir o mandamento “não matarás” já é suficiente para qualquer cidadão se sentir tranquilo. Entretanto, na ótica de Jesus, o ato de odiar, irar-se contra o outro, considerá-lo tolo desprezível, já é em si um crime contra a vida (QUEIROZ, 2006, p. 119).

    Esta passagem toda, que vai do 20 ao 48, é um incentivo para tratarmos o mal na raiz, o assassinato começa com uma pontinha de ódio ou raiva. O adultério começa com um simples olhar e por aí vai. Não nos esqueçamos da importância de nos relacionarmos, ser igreja é conviver e para se conviver, existem regras, diante disso, a nossa justiça deve ser superior a dos fariseus. Deve ser mais do que apenas não matar, ou não cobiçar a mulher do próximo e sim, devemos tomar cuidado com tudo o que nos leva a isso. A justiça dos fariseus era exterior, a nossa deve ser interior. Começa por controlarmos o caos dentro de nós e deixarmos que Cristo limpe a sujeira dentro do nosso coração.

    Bem que ser cristão poderia ser apenas não fazer mal as pessoas. Bem que servir a Deus poderia ser apenas não olhar para a mulher do próximo, amar e decorar alguns versículos Bíblicos. Mas infelizmente não é, ser cristão é mais profundo que isso, é lutar contra a prática do pecado, é clamar todos os dias pela misericórdia de Deus.

    BIBLIOGRAFIA

    CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.

    WESLEY, John, O Sermão do Monte, Editora Vida, São Paulo, 2015.

    QUEIROZ, Carlos, Ser é o Bastante, Felicidade à Luz do Sermão do Monte, Editora Encontro, Curitiba, Editora Ultimato, Minas Gerais.

  • TEOLOGIA PARA O COTIDIANO – ELBEN M. LENZ CÉSAR

    Eu sempre acreditei que a teologia pode estar ao alcance de todos, acredito ser possível mesclar a reflexão com a profundidade teológica e é este o propósito deste livro.

    “Teologia para o Cotidiano tem esse título exatamente porque pretende unir o zelo doutrinário com o zelo espiritual, a mente com a alma, a fé com as obras, a ortodoxia com a ortopraxia, o estático com o dinâmico, a bagagem doutrinária com a bagagem da vivência espiritual” (CÉSAR, 2014, p. 8).

    É um ótimo material para quem quer começar a ter um contato com a teologia, conhecer os principais pontos e aplicar de forma prática em sua vida.

    Editora Ultimato, 117 páginas.

    BIBLIOGRAFIA

    CÉSAR, Elben M. Lenz, Teologia Para o Cotidiano, A Sabedoria Bíblica Para a Vida Diária, Editora Ultimato, Minas Gerais, 2014.

  • AMAR O PRÓXIMO

    Eu não tenho dúvida de que o amor seja a peça chave da vida crista. O termômetro de uma vida tocada pelo Espírito Santo. 1 João 4:7 diz:

    “Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”.

    Quem é nascido de Deus ama, quem foi tocado pelo Deus de amor ama, não tem lógica você servir a um Deus de amor e não amar.  Em Marcos 12:30-31 Cristo nos mandou amar a Deus acima de tudo e ao próximo como amamos a nós mesmo. A pergunta que fica é: Será que eu me amo suficientemente bem para amar o próximo? Será que é certo amar o próximo como eu me amo?

    Esta foi uma das dúvidas que permeou minha vida por um bom tempo. Eu sempre achei que se formos tratar o próximo como nós nos tratamos acabaríamos repetindo alguns erros como: Sermos teimosos e orgulhosos por não confessarmos nossos erros, negligentes por não ligamos para a nossa saúde ou até tiranos quando não perdoamos e esquecemos que Deus nos perdoa independente de nosso pecado. O problema, que talvez seja o motivo deste nosso equívoco, é que o texto não começa falando de nós e sim de Deus.

     “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (V30).

    Tudo começa em Deus, é impossível amarmos sem Ele, um Deus de amor, nos amar primeiro. O nosso amor ao próximo é um resultado do amor divino, Carson acrescenta:

    “Jesus colocou o amor a Deus no centro da lei; o amor ao próximo deveria fluir e fluiria naturalmente como uma consequência do amor a Deus. Se tentarmos colocar o amor ao próximo em primeiro lugar ou, pior ainda, deixar de fora o amor a Deus, arruinaremos a nossa vida e deixaremos, inclusive, de amar o nosso próximo como deveríamos” (CARSON, FRANCE , MOTYER, WENHAM,  2012, p. 1458).

    Lembrando que este amor não é um sentir apenas, não é um ver coraçõezinhos é uma ação, uma atitude. É fazer, é uma ação e não esperar termos vontade de fazer algo ao próximo.

    Quem ama a Deus, ama o próximo, quem serve ao Deus de amor ama, se doa afinal como muito bem diz 1João 4: 8:

    “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

    É impossível servirmos a um Deus de amor e não amar!

    BIBLIOGRAFIA

    CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012.

  • COMPREENSÃO: A CABALA DA INVEJA: NILTON BONDER

    “Quando alguém lhe recusar algo, antes de enfurecer-se avaliando a situação de seu ponto de vista, repetindo para si mesmo “O que custava?… Que grande valor tem este objeto?”, entenda que você não tem condições de responder a estas perguntas. Sua sensação é de que as respostas a estas perguntas são óbvias, porém não são. Não sabemos o que custa nem o valor que algo tem para alguém. Perceba que o impulso de definir o outro como egocêntrico pode ser uma grande ironia, já que você mesmo pode ser egoísta, incapaz de reconhecer os custos ou incômodos que algo pode acarretar ao outro. A certeza da facilidade com que o favor lhe poderia ter sido prestado atesta, na verdade, sua incapacidade de fugir a seus próprios padrões e reconhecer os direitos do outro. Tal procedimento demonstraria, no fundo, uma atitude egoísta de sua parte” (BONDER, 2010, p. 147).

    Em meus textos e em minhas aulas, tento sempre enfatizar a importância de enxergarmos as situações não só com nosso ponto de vista, mas também com o do próximo e é este um dos ensinos que quero ressaltar deste livro do Nilton Bonder.

    Viva entendendo que conclusões precipitadas, sem ser analisadas como um todo faz-nos ter atitudes equivocadas e o pior. As vezes nos leva a termos atitudes hipócritas, as mesmas atitudes que comumente enxergamos em outros. E no fim do capítulo Nilton Bonder ressalta justo isso:

    “Devemos reconhecer que é muito complexo trabalhar com a frase “Ama a teu próximo como a ti mesmo”, ao mesmo tempo que reconhecemos que nós também somos o próximo” (BONDER, 2010, p. 148).

    Pois a verdade é uma só, quando julgamos atitudes alheias temos que entender que a nossa atitude também vai ser julgada. É sábio concluirmos que nós, uma hora ou outra estaremos do outro lado da questão. Por isso que ponderar e tentar se colocar no lugar do próximo é importante para que não vivamos neste mundo achando que tudo gira em torno do nosso querer.

    BIBLIOGRAFIA

    BONDER, Nilton, A Cabala da Inveja, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010.

  • ENTRE LEGALISMOS

    Eu tenho um pé atrás com cristãos legalistas, com gente que não demora a acusar e se sentir o mais santo da terra. Acredito que uma boa parte destes, no fundo, estão querendo esconder algum problema pessoal. Brennan Manning tem uma teoria parecida com a minha, sobre estes:

    “A violência com a qual alguns cristãos expõem suas convicções me faz pensar que eles estão tentando convencer a si mesmos. O espectro de sua incredulidade oculta com habilidade me assusta à medida que eles se tornam mais militantes e barulhentos. Quando esse mesmo medo passa a controlar as igrejas, elas se desintegram, tornando-se propagadoras de rituais formais ou agentes intolerantes de repressão. Sem um conhecimento íntimo e sincero de Jesus, os pregadores que lideram essas igrejas se assemelham a agentes de viagem distribuindo panfletos de lugares que nunca visitaram” (MANNING, 2007, p. 180).

    Há muitos anos, um pai de um amigo não cansava de apontar meus erros, julgar minhas tatuagens e cabelos compridos. Este mesmo fugiu com a mulher de um irmão da igreja um tempo depois. Conheci uma pessoa que vivia apontando o erro do próximo, mas que vivia uma vida ainda mais errada. É por estas e outras experiências que concluo que uma boa parte dos que acusam, ou queriam estar lá, ou tem problemas com aquele pecado no qual condenam ou talvez quem sabe não percebam suas próprias atitudes erradas. Porém eu não posso esquecer algo que li em um livro de Philip Yancey:

    “O legalismo é um perigo sutil porque ninguém se considera legalista. Minhas próprias regras parecem necessárias; as regras de outras pessoas parecem excessivamente severas” (YANCEY, 2012, p. 189).

    Muitas vezes, devido a nossa posição de liderança, acabamos nos tornando legalistas. Sabe aquela coisa de se achar melhor do que o outro? Então, isso é muito mais comum do que imaginamos e é o começo de tudo.

    Eu quando novo fui legalista, me achava o santarrão, quando no fundo o que eu sentia era inveja, queria estar no lugar das pessoas que eu acusava. Quando conheci a graça, descobri o quão podre era e o quanto precisava de Cristo.

    Não quero com este texto compactuar com o pecado, muito menos vou listar o que é ou não pecado. E sim enfatizar o quão complicado é a liberdade cristã:

    “À primeira vista, o legalismo parece duro, mas na realidade a liberdade em Cristo é o caminho mais difícil. É relativamente fácil deixar de matar, mais é difícil amar; é relativamente fácil evitar a cama do vizinho, mas é difícil manter um casamento vivo; é fácil pagar impostos, mas é difícil servir pobres” (YANCEY, 2012, p. 199).

    As vezes olhamos para a Bíblia e ficamos felizes quando vemos Cristo repreendendo os fariseus, nos escandalizamos com as suas friezas e falta de amor, porém não vemos quando fazemos o mesmo.

    Nem sempre é legal ajudar o outro, sair de nossa zona de conforto é um desafio, mas é preciso. O mundo precisa que preguemos a palavra, só não podemos esquecer que pregar não é só falar, é também demonstrar, fazer e estender a mão.

    O cristão declara guerra a tantos pecados e heresias hoje em dia, que não vê o quanto tem errado. O mesmo erro dos fariseus, que se fechavam em seus legalismos, sua falta de amor, sua “religião”

    Nietzsche tem uma frase que é genial, perfeita para terminar este texto :

    “Tenha cuidado para que ao lutar contra o dragão, você não se transforme em um” (YANCEY, 2012, p. 199).

    Cuidado com o legalismo, ele é sutil e muitas vezes entra sem percebermos. Contudo, no afã de combatê-lo, podemos sem querer nos tornarmos iguais.

    Não podemos esquecer quem somos, da graça que nos alcançou mesmo sem merecermos e do quando temos que replicar estas atitudes.

    Não se trata de compactuar com o pecado e sim de ser compreensivo, entender que todos falham e que todos tem seus defeitos.

    Fomos alcançados pela graça, é por isso, por Deus ter sido gracioso conosco, que temos que reproduzir a sua atitude para com o nosso irmão. Oferecendo sempre a mão e não um soco na cara.

     BIBLIOGRAFIA

    YANCEY, Philip, Maravilhosa Graça, Editora Vida, São Paulo, 2012.

    MANNING, Brennan, A Sabedoria Da Ternura, O Que Acontece Quando Compreendemos E Aceitamos O Amor Poderoso De Deus Que Transforma Nossas Vidas, Editora Palavra, Brasília, 2007.

     

  • QUESTIONAMENTOS DO LIVRO: O AMOR VENCE

    Eu leio de tudo, quem me conhece sabe disso, penso ser importante conhecer para me aprofundar nos diversos ensinos e novidades que surgem por aí, para que assim eu possa confrontar com a palavra.

    Um livro não tão novo (2012), que eu já li diversas vezes é: “O amor vence”. Na época eu quis ler por conta de estar sendo deveras criticado quando saiu, e quando eu li, não pude deixar de considerar um ensino complicado.  Bem que eu queria que no final o amor vencesse, que todos fossem salvos, que o inferno não fosse bem o que pensamos, é uma mensagem linda, mas mentirosa, fora da Bíblia. Porém, não consigo deixar de pensar em algumas boas questões que o autor levanta no livro. A principal delas está já logo nas primeira páginas:

    “Sempre que um povo afirma que um grupo está salvo, aceito por Deus, perdoado, iluminado, redimido e todos os outros não – Por que é que os que fazem esta afirmação estão sempre no grupo que está “dentro?”.

    Você já escutou alguém falar sobre os escolhidos e não se dizer parte integrante desse grupo?” (BELL, 2012, p. 12,13).

    Eu não posso deixar de concordar com o autor, nós cristãos, nos colocamos como arrogantes inúmeras vezes quando estamos pregando. Às vezes esquecemos de respeitar a crença alheia e nos concentramos em criticar a religião do próximo.

    É possível pregarmos a palavra sem apontar o dedo, é possível pregar sobre a cruz sem meter o pau em outras religiões, quem convence não é o homem é o Espírito Santo. Muitas vezes perdemos uma pessoa por termos como propósito principal ganhar uma conversa ou mostrar qual religião é a mais verdadeira.

    Convido você a abria a Bíblia nos evangelhos, para se lembrar quem eram os religiosos que se consideravam santos, que segregavam e que não olhavam para o próximo com amor, eram os fariseus. Você não acha que a igreja atual tem ficado cada vez mais parecida com os fariseus, ao invés de Cristo?

    Somos chamados a pregar as boas novas, a mensagem da cruz, enfatizando o quanto somo pecadores e o quanto precisamos de Deus. É esta a diferença da verdadeira pregação para a falsa, proferida por pregadores que se acham santos intocáveis.

    Quando eu leio este primeiro capítulo do livro e enxergo, apesar da mensagem equivocada do livro, o profundo amor pelas almas que o autor tem, eu me envergonho.

    Temos que aprender a ter empatia e respeitar os outros. Temos que buscar a humildade e com ela, pregar a palavra da verdade que diz que os homens mereciam a morte, todos nós, mas Cristo veio a nos trouxe a vida.

    BIBLIOGRAFIA

    BELL, Rob, O Amor Vence, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2012.

  • O PREGUIÇOSO E A FORMIGA

    “Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio!

    Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento…” (Referência: Provérbios 6:6-11).

    As formigas são insetos curiosos, não é a toa que o sábio usou seu exemplo para advertir os preguiçosos.

    Tal qual a abelha, as formigas vivem em uma sociedade totalmente organizada por sua função, seja a obreira, o soldado, o operário e a rainha. Ninguém fica parado, nenhuma formiga fica sem o que fazer, mesmo que estas não tenham alguém que as supervisione e cobrem produção, aliás, elas não precisam e um supervisor, pois entendem bem a sua missão, e a importância de trabalhar para cuidar de sua comunidade.

    A Bíblia nos aconselha a aprender com estes insetos, nos mostrando a importância de se trabalhar para ganhar o pão e não fazer vergonha. Você vai se impressionar quando souber quantos textos sobre preguiça tem na Bíblia, mas um dos meus preferidos é este:

    “Não ame o sono, senão você acabará ficando pobre; fique desperto, e terá alimento de sobra” (Provérbios 20:13).

    Não durma no ponto, não ache que tudo cai do céu assim com facilidade, a passagem não fala nada contra o dormir e descansar, e sim em só pensar em dormir sem ganhar o pão, fala do preguiçoso que não quer nada com nada.  Trabalhar é preciso e como Paulo bem diz em 2 Tessalonicenses 3:10:

    “Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma”.

    Eu tinha um amigo que dizia que queria viver da obra, porém, ele não fazia nada, só ia a igreja, achando que isso era fazer a obra. Este cidadão vivia passando dificuldades, pedindo ajuda a igreja, até que a igreja começou a se cansar.

    A estes o texto Bíblico é claro, se não trabalhar, não coma. A falta de trabalho nos leva a pobreza, a desocupação nos faz buscar caminhos ilícitos.

    Seja como a formiga, entenda o seu papel e busque o seu sustento, no mais, Deus nos supre.

    BIBLIOGRAFIA

    http://www.maiscuriosidade.com.br/as-27-mais-interessantes-curiosidades-sobre-formigas

  • JOSÉ UM HOMEM ÍNTEGRO E INDULGENTE –CHARLES R. SWINDOLL

    Considero a história de José como uma das melhores do Velho Testamento. Um tempo atrás fiz uma série de estudos para um sermão e fiquei maravilhado com o tanto de ensinos que podemos tirar de toda a sua trajetória. Confesso, por conta destes meus estudos, que eu não achei que eu acharia coisa nova ao ler este livro, mas resolvi ler, por gostar bastante do autor.

    Como eu estive enganado, pois os estudos e a as reflexões que o autor faz são ótimas. Gosto principalmente de como Charles R. Swindoll analisa a atitude do pai de José durante todo o acontecido, coisa que não enxerguei em meus estudos.

    O destaque fica por conta das aplicações que o autor faz, ele consegue com maestria conciliar histórias e experiências de sua caminhada com o que aconteceu com José.

    Enfim, se você ainda não leu a História de José lá em Gênesis 37, está perdendo muito. E se você após ler e estudar deixar de ler este livro e entender, pela ótica deste autor, todos os detalhes do que aconteceu, estará perdendo mais ainda.

    Vale a leitura com certeza, linguagem tranquila, mas com um conteúdo muito profundo.

    Editora Mundo Cristão, 270 páginas.

  • O SERMÃO DO MONTE PT 10: LEI

    “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus (MT 5:17 ao 19) (NVI). 

    A lei talvez seja uma das coisas menos entendidas na Bíblia. Alguns seguem, ou procuram seguir, outros falam que Cristo aboliu a lei e para estes, eu cito este versículo. Contudo, como entender a lei? Nós seguimos a lei ou não? É isso que vamos ver neste texto.

    Para começarmos, a lei veio de Deus e foi transmitido por Moisés funcionando como um pacto entre eles. Os judeus listavam 248 mandamentos e 365 proibições e tinham um grande orgulho de se considerarem obedientes a lei. E diante destes dois versículos, você pode afirmar que Jesus mandou que também observássemos a lei. Cristo neste momento pode parecer que esta defendendo os sábios que Ele discutia tanto, mas não é bem assim.

    Achar que um homem pode cumprir todas estas listas de exigências é ter um pensamento muito inocente. A lei serve para que vejamos como somos incapazes, e para que possamos olhar para o Cristo e buscar sua misericórdia.  Cristo não veio abolir a lei e sim cumpri-la, além de mostrar que somente Ele tinha a capacidade de seguir. Fritz Rienecker acrescenta:

    “Do mesmo modo como Deus não pode revogar suas promessas do AT, pelo contrário, enviou Jesus como “sim” e “amém” dessas promessas (2Co 1:20), Deus também não dissolve  a lei, mas envia seu Filho para cumpri-la” (1998, p. 83).

    Nós não seguimos a lei, pois somos incapazes de cumpri-la. Nós seguimos a Cristo, o único com capacidade de cumprir. Gálatas 2:19-20 diz:

     “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (ARC). 

    A lei nos empurra para Cristo, a lei  mostra quem nós somos, deixando claro o quanto precisamos de Jesus para sermos salvos:

    “Por meio da sua restrição e condenação, a lei nos leva à fé em Cristo, que, por sua vez, nos liberta da maldição e do poder da lei” (Carson et al, 2012, p. 1823-1824).

    Não mais seguimos a lei e ela apenas aponta para a nossa incapacidade, pontuando quem realmente somos e o quanto precisamos de Cristo.

    Olhe para a lei e veja a sua incapacidade, depois olhe para Jesus e a sua graça. Só ela  tem poder de nos salvar, é só pela graça que somos alcançados e remidos, através de seu sangue e a sua misericórdia.

    BIBLIOGRAFIA

    RIENCKER, Fritz. Evangelho de Mateus: Comentário Esperança. Curitiba: Editora Esperança, 2012.

    CARSON. DA.; FRANCE , RT.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova: São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.